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quarta-feira, 28 de março de 2012 0 comentários

Eu canto, tu cantas, ele canta...




Não vou mentir para ninguém e sobre tudo para mim mesmo. A vida na política não é fácil e se o partido não te respeita, não te considera fica ainda pior. Muitos devem está rindo de mim agora se recordando das minhas ações como militante. Sempre tive tanto orgulho do partido.

Considerando os dirigentes como os representantes maiores do partido, nunca pensei que levaria um golpe do PC do B. E ainda que isso acontecesse pensei que haveria meios mais simples de se conseguir justiça dentro do próprio partido e isso por uma questão de princípios que seriam coletivos entre os camaradas. Não pensei que o situação absurda a qual tenho passado no partido tivesse de se tornar um escanda-lo para que eu pudesse ser ouvida

Quantas vezes fui para as ruas defender a bandeira do partido, quanta gente eu filiei, quantos grupos formei? Vocês lembram quando eu pegava a bandeira do partido e pendurava na janela da minha casa para que todos do prédio ao lado e da rua soubessem que ali morava uma comunista do PC do B? Quando me mudei deixei uma de plastico hasteada na entrada da varanda que dava vista para a rua.

Agora sinto-me um verme. E me sinto envergonhada diante de vocês. Ainda não estou completamente convencida porque sou turrona, mas depois de passar no PC do B por todas essas coisas, vejo com os meus próprios olhos.
Política não é para gente como eu. Política não é para negro, para mulher e menos ainda para pobre. Para está na política é preciso pedigree e eu mal tenho raça.
Hoje eu sou aquele cãozinho vira-lata e sarnento sentado a beira da estrada olhando para o boeiro.

Quantas reuniões em minha própria casa. Quantas vezes abri as portas para o partido entrar e hoje batem a porta na minha cara, muitos me tratam com ironia e ainda existe aqueles que estão me ameaçando. esses que me ameaçam o fazem não por serem fortes, mas por terem medo da verdade. São os conhecidos rabos presos. Como não tenho rabo preso com ninguém vou continuar falando, denunciando.

Obvio que não quero morrer ou que aconteça algo a minha família, mas se eu morrer por lutar pelo que é certo será uma boa morte.
Tenho por consciência que o partido nada fará a meu favor nessa situação que me encontro. Eu estou me levantando contra um dirigente, que é diretor de uma grande estatal estadual e até onde sei Coordenador Institucional da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (ABEGÁS) entre outras coisas. E eu aqui desempregada.

O outro também trabalha na mesma estatal do camarada JC. Um vivia tentando sabotar o outro e a inimizade é explicita a ponto de no ano de 2010 em uma conferencia do partido que foi realizada em Botafogo entre palavões os dois quase saírem aos socos. Porém a partir do momento que denuncio os dois, e isso é política, não me admiraria encontrar os dois em uma recente amizade no facebook. Podem conferir.
Sendo assim alguém acredita que o partido irá tomar algum posicionamento ao meu favor, ainda que as evidencias provem por si só a má conduta desses dirigentes?
E com tantas coisas importantes para serem resolvidas, quem vai se preocupar com uma pobretona que tem de lutar com dificuldades todos os dias para sustentar os filhos, uma reles militante. O que importa se o dirigente JC deu um golpe nessa otária fazendo-a abandonar o emprego e comprometendo a subsistência da família. O que importa se o outro dirigente Charutinho ao ver a minha situação de desespero diante da necessidade de sustento dos meus filhos achou que poderia barganha para conseguir favores sexuais? Meu marido está idiguinado. O que importa se a candidata a dep. estadual pelo PC do B em 2010 tenha de ficar dando esclarecimentos a justiça, quando não recebi ou utilizei um único centavo sequer em campanha?
Para quem isso importa? Pergunto, para quem isso importa? A quem interessa fazer justiça?
12 anos de militância e está claro que deixando essa questão dentro do partido terei de engolir esse sapo. No final a busca por justiça é só minha. Quem está sofrendo com essa covardia são os meus filhos e não os deles. Sou eu quem está fazendo a denuncia e estão me tratando como réu enquanto os camaradinhas salafrários continuam em suas atividade e desfilando nas ruas, tirando foto com a bandeira do partido e até fazendo festinha no aniversário do partido.
Alguém acredita que esses meninos inocentes sofrerão alguma punição? Só eu mesmo porque sou maluca.

Enquanto isso...

Aqueles que cinicamente sorriem para mim pelas minhas costas estão cantarolando uma musiquinha...
A mesma musiquinha que eles devem cantar para todo pobre depois que passa o período de eleição.

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terça-feira, 20 de março de 2012 0 comentários

...E carrega o destino pra lá!



Por conta de uma falsa promessa eu me vi em
um cerco em uma situação que me levou a ruína.
A pedido do João Carlos de Carvalho larguei o meu trabalho que consegui através de muito esforço e nada tinha a ver com o PCdoB.
Por mais de uma vez perguntei se as promessas eram reais e por mais de uma vez a resposta foi sim.
"Não duvide do meu bom senso, do meu caráter."
E a resposta que tive depois do processo de campanha é:
agora não dá. Vou arrumar alguma coisa para você. Prometo que eu vou conseguir alguma coisa espera só um pouco.
João Carlos de Carvalho ou é irresponsável ou sofre de um sérios problemas para tomar decisões.
Ainda que de alguma forma houvesse a verdadeira intenção de conseguir o emprego, mesmo que tudo tivesse dado errado, bastaria apenas dizer não. E todo esse mal estar seria evitado.
Eu sei que nesse jogo sou apenas uma pequena sardinha ou quem sabe uma laranja. Os empregos foram dados apenas para aqueles que foram "importantes para um processo político vitorioso". E não para aqueles que trabalharam.
E nisso eu fiquei sem trabalho, sem meios de arrumar outro que me pagasse o equivalente ao salário que tinha. Cheia de dividas. Prejudicando a minha família e principalmente os meus filhos. Meu barquinho ficou a deriva.
E quando temos um grande furo em nossa canoa não se pensa em mais nada além de tirar água. É o que tenho feito durante todo esse tempo sobrevivendo. Bastaram apenas 6 meses e acabei descobrindo que meu amigo JC era munido de caráter nenhum.
Ainda é difícil para eu acreditar na ideia de um homem que ocupa um cargo de diretor no CEPERJ uma instituição estatal, dirigente do PCdoB, coordenador institucional da ABEGÁS, fazendo uma molecagem dessas. Um homem de aproximadamente 50 anos.
Aquela ética que se aprende em introdução de filosofia no 2° período de direito, deveria amadurecer e se constituir depois de vividos longos anos de vida. Porém o que percebo em João Carlos de Carvalho é que o conceito ética ficou preso dentro de um livro velho e empoeirado na estante.
A visão de ética dele é muito deturpada já que ele só se recorda da "ética" quando essa pode ser vista por todos. Bem diferente da minha, que anda abraçada com o caráter, ou seja, sendo vista ou não continua sendo a mesma ética!
PCdoB 90 Anos!

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quinta-feira, 15 de março de 2012 0 comentários

PLAYBOY


Quem tem um bom emprego e perde a proposta de um mega emprego não perdeu nada, apenas deixou de ganhar. Isso não altera a sua vida.
Mas para quem corre atrás do pão todos os dias sabe o quanto 1 Real faz falta.
Ser enganado por uma falsa promessa de um bom emprego traz consequências que demoram muito tempo para se recuperar.

Mundos diferentes, pessoas diferentes!

Aquele que desde de os seus primeiros passos na vida come brioche no café da manhã, jamais irá entender o que é um pão com manteiga. Fartura na mesa de pobre é pão com ovo.

Por isso posso entender meu estimado amigo JC.

Ao final de contas os pobres nascem sem escolha. Se os pés e pernas tendem a ficarem tortos, os privilegiados usarão botas ortopédicas. Para os dentes tortos aparelho. Os dentes dos pobres caem!

Mesmo estando errado JC recebe carinho, afago, atenção, solidariedade em sua má conduta. Jamais ouve um não.
Enquanto eu mesmo munida da verdade estando certa ou errada recebo não, o tempo todo.
Meu carinho vem dos abraços dos
meus filhos no natal quando não tive nada para ofertar a eles.

Mas certo ou errado JC tem sempre com quem contar e apesar da idade avançada, quando tristinho dorme na casa da mamãe.

Eu como proteção tenho apenas as minhas orações.

Quando ele finalmente trabalha é para comprar ouro, enquanto eu trabalho para não perder meu teto.

Poço entender a diferença entre o mundo dele e o meu.

Poço criar com a minha imaginação e esperança, que no pobre é a última coisa que morre, como é viver e está no mundo dele.
Porém não consigo entender o porque dessa ambição suja e enraizada. Por que prejudicar quem nada tem?

Tenho certeza que por maior que seja a imaginação dele, jamais vai entender o que é passar fome.
Traumas como esse não ficam na imaginação, e nem nas lembranças. Ficam no corpo , na alma, são marcas, cicatrizes que não se apagam.



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domingo, 22 de janeiro de 2012 0 comentários

Cabo Eleitoral de Luxo


"Eu passei de militante para guerrilheiro desarmado. Fui deslocada de um posto para outro sem saber o por quê."


Recebi o convite do João Carlos de Carvalho para fazer a campanha política do irmão dele. Apesar de conhece-lo apenas por fama, já que ele é dirigente estadual do PCdoB/RJ, fiquei muito contente.

Dificilmente eu encontraria oportunidade tão boa para demonstrar a minha capacidade, desenvolver um novo trabalho, junto ao partido.

Para não magoar nenhum coração mais sensível, me certifiquei com os camaradas do Distrital Norte  se haveria algum problema em eu fazer a tal campanha. Nenhum problema foi salientado além de preferências por determinados candidatos. Bom, então coloquei toda minha energia nisso, mas até hoje não sei quais foram os verdadeiras razões que fizeram João Carlos de Carvalho me chamar, pois ao longo da campanha ficou claro que não era para trabalhar, principalmente no subúrbio. 

Minha função era fazer absolutamente nada além de passar o dia inteiro no comitê de campanha bajulando o dirigente João Carlos.
Função que poderia ser cumprida com muito esmero pela moça do cafezinho ou qualquer uma outra. Mas ao que parece eu fui a escolhida de João Carlos para ser a Cabo Eleitoral de Luxo!

O encontro


O lugar marcado foi um prédio comercial "Edifício Esplanada" no centro da Rio de Janeiro. Situado na Rua México, 90. 11° andar se não me falha a memória.

Empolgada fui uma das primeiras pessoas a chegar na reunião.
Na recepção uma mulher mulata de cabelos cacheados voz macia, sorriso fácil me atendeu com muita educação. O lugar era razoavelmente grande e sem vida, mas organizado e limpo, gostei do que vi.

Depois de uma meia hora e ouvir algumas vezes pessoas dizendo eufóricas: o João Carlos e o Kique... estão vindo, entraram algumas pessoas no corredor e uns dos homens falava e gargalhava absurdamente alto.

Esse Homem que falava alto era o tal João Carlos de Carvalho. Magro, branco, alto e cara de rolinha. Sim, o homem já tinha cara de rolinha, mas quando colocava os óculos parecia-se mais com um pombo porém, isso não vem ao caso.

A maioria dos presentes eram homens e isso me causa um certo desconforto, mas tudo transcorreu bem e foram todos educados, ao final da reunião João Carlos pediu que eu o aguardasse.

Todos saíram da sala. Somente assim João Carlos se aproximou, certificou-se está falando com Jaqueline Ramiro decorreu um pouco mais sobre a campanha e a importância de eu está ali e como poderia ser feito o trabalho na minha região de atuação. Naquele momento talvez pela minha euforia não percebi o quanto era estranho essa colocação por parte dele.

Na reunião que acabávamos de assistir ficou muito evidente que a campanha,excetuando-se o bairro Méier, estava direcionada, exclusivamente aos bairros nobres da cidade principalmente os da Zona Sul.

Minha região de atuação é o subúrbio.

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Nos despedimos e dai em diante não houve um único dia que João Carlos não fizesse meu telefone tocar. O cara não largava do meu pé. Me ligava dia e noite e eu tinha de me fazer presente no comitê quase 24 horas.

Fazer o que? O sujeito estava pagando para que eu não fizesse absolutamente nada na campanha do irmão dele,(o Carlos Henrique Carvalho).

Precisei de quase 1 ano e muita enrolação para clarear meus pensamentos sobre suas reais intenções. Se você estão penssaram em sexo erraram.

João Carlos de Carvalho em nome do PCdoB estava usando meu nome para lavagem de dinheiro.

Não estou deixando a questão sexo de lado. Durante todo o processo João Carlos de Carvalho se fez de muito amigo, porém como ainda sou uma mulher jovem e bem apanhada de corpo, mesmo depois de 12 anos casada e 2 filhos maravilhosos, é mais que óbvio que o camarada pensou em juntar o útil ao agradável.

João Carlos acostumado a vulgaridade que se prestam, hoje sei que a maioria da mulheres do PCdoB em troca de cargo e dinheiro, estava tão alienado na sua construção que não viu ali uma militante, uma pessoa responsável, comprometida, competente, enxergou apenas uma Maria Campanha.

Tentou me igualar as suas inúmeras Marias Campanhas ou as prostitutas de luxo que trabalham para o PCdoB.

Coitado... ao que parece a unica coisa que ele é bom é em desviar dinheiro público e mesmo assim, porque o PCdoB o resguarda as costas!

Campanha para mim é coisa séria, mas alguns só querem saber de Carnaval!

continua...


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 0 comentários

Willy Wonka JC


























Era uma vez uma fantástica campanha política dirigida por Willy Wonka JC.


No começo o excêntrico Willy wonka JC era feliz controlando todos os seus Lumpa Lumpas vermelhos. Tudo corria bem, mas Willy Wonk JC queria que seus Lumpa Lumpa produzicem cada vez mais. Seus Lumpa Lumpas vermelhos teriam de alcançar a meta mínima dos 24 mil doces. Para que os Lumpa Lumpas continuassem a trabalhar exaustivamente e sem reclamar, Willy Wonka JC ofereceu para praticamente todos os seus Lumpa Lumpas vermelhos um lugarzinho especial em algum setor dessa ou de outras fabricas. Dessa forma prosseguiu e  achou a técnica muito eficaz, resolveu chamar com a mesma proposta Lumpa Lumpas das mais variadas cores.

A maioria dos seus Lumpa Lumpa vermelhos o acompanhava há anos, todos eram fieis e tinham muito respeito pela fábrica comunal, dando o melhor de si para alcançar a meta independentemente de conseguir um lugarzinho especial ou não.

Willy Wonka JC percebendo que seus lumpa Lumpa não conseguiriam alcançar a meta em tão pouco tempo e por isso berrou o máximo que pode. Fez ir embora quem não deveria, escolheu gato por lebre, enlouqueceu a ponto de gastar o que já não tinha e contratar os super Lumpas Chupa.

 Os super Lumpas Chupa nada faziam e muito cobravam. O que Willy Wonka JC não tinha percebido é que diferente dos seus habituais Lumpas Lumpas vermelhos os super Lumpas Chupa eram do mal. Mais do mal do que poderia imaginar o próprio Willy Wonka JC.  Não aceitavam ordens de ninguém e muito menos gritos os intimidavam. Tudo saiu do controle a ponto de os super Lumpas Chupa correrem atrás do Willy Wonka JC para mata-lo.

Os Lumpas Lumpa vermelhos assistiam a tudo espantados e tristes, pois se esforçaram muito e todo o trabalho estava indo por água abaixo e seus esforços nem sequer seriam reconhecidos. Por causa da ganancia do senhor Willy Wonka JC há muito tempo tinham sido deixados de lado e as promessas não existiam mais. Só restando fracasso e vergonha coletiva.




continua...


"Os pequenos atos que se executam são melhores do que todos aqueles grandes que apenas se planejam."



(George C. Marshall)




















sábado, 14 de janeiro de 2012 2 comentários

Vaca

Agora sei como se sente uma vaca.

Quando um Macho olha uma mulher ele enxerga uma vaca.
Ele não quer saber se ela tem sentimentos, se tem filhotes; o objetivo é sempre o mesmo - CARNE!

Ser mulher em um partido político é muitas vezes um grande problema,
pois somos poucas e tratamos quase sempre com Machos e não homens como era de se esperar.

nós mulheres por anos e anos temos travado verdadeiras batalhas,
ou melhor guerras, para nos livrar de estigmas e conquistar nosso lugar muito merecido na política.

Não aguento mais tratar como Machos, quero saber onde estão os Homens. Onde estão aqueles que realmente conhecem o significado de palavras como respeito e cavalheirismo.

Não aguento mais ter minha inteligência subestimada, ser rotulada.
Chega disso de que mulher é burra, de que mulher é para ser usada, de que se uma mulher está na política ou é puta ou sapatão.


CHEGAAAAAAAAAAAA!


Estou aqui por mérito. O que define minha capacidade é minha inteligência e os frutos do meu trabalho e não o que eu tenho entre as coxas.

Sou mulher e também sei fazer política e faço com dignidade, verdade.
Quando empenho minha palavra cumpro.
Sou mulher, sou negra, sou suburbana. Sei bem onde dói, mas antes de tudo sou uma guerreira e por isso exijo respeito.



Não peço. Na minha autoridade de mulher exijo respeito.


Gostaria que todos entendessem, a começar pelos dirigentes políticos do PCdoB independente a qual sexo pertença, que nenhum homem conseguiu dar passos realmente significantes para a sociedade sem ter uma mulher por trás. Agora, nós mulheres, saímos dos bastidores e já passou da hora dos nossos machos políticos entenderem isso.

Em homenagem a todos que fizeram zootecnia!!!























segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 0 comentários

O Organizador era Deus!





Minha chateação é sem igual. É muito chato você confiar nas pessoas e elas se comportarem como cobras. Terrível cultivar amizade com quem desconhece a moral e não respeita você.

De minha parte eu realmente criei uma amizade pelo JC e por consequência um respeito. Dividi ideias. Trabalhei como uma louca na campanha política, fui leal. E o resultado disso foi uma pancada tão forte nas costas que quase me fez cair ao chão. Estou extremamente magoada e a coisa só fica pior. Ele faz questão de ser canalha. Usa do sarcasmo aproveitando de sua posição social e política para humilhar minha pessoa.

A falta de palavra para comigo gerou consequências muito ruins para mim e minha família, mas esse fingi não ter qualquer responsabilidade.

Meu avô na sua sabedoria de gente matuta, mas bem vivida sempre dizia que um homem para ser um homem tem de ter palavra. Uma pessoa pode não ter nada na vida, mas tem de ter palavra.

Quando firmei acordo com JC pensei está acordando com um homem até por que a pessoa em questão está alcançando a terceira idade e vivia a alardiar os seus anos e anos de partido, a sua conduta moral... Tudo teatro. Estou completamente decepcionada.Tem ideia do que é você aprender a admirá uma pessoa o no final você descobrir que é apenas um bosta?

É até engraçado. As vezes fico me recordando do processo e acabo rindo. Enquanto fazíamos a campanha algumas pessoas quando iam se dirigir á ele se tremiam ou saiam da sala xingando. Nunca entendi essa reação nas pessoas. A final de contas se pensarmos bem era só um homem alto e magrelo que sabe gritar nada mais que isso.

O camarada JC obedecia certas técnicas: sendo uma mulher a entrar em sua sala arrastava e aveludava a voz, e se fazia de conquistador.

Quando homem o personagem mudava, sendo alguém interessante (ou seja com grana ou influente) ele tratava com educação e a abnegação de um cão. Mas se o pobre a entrar fosse por alguma razão um subalterno ai JC crescia.

Quantas vezes ouvi os berros dele ainda na saída do elevador. Comentei algumas vezes com ele sobre esse comportamento, mas ele nunca admite nada que não corresponda a imagem de uma pessoas politicamente correta. As respostas a isso eram: talvez seja porque eu falo alto.

Camarada JC não era uma pessoa era o Deus do comitê. Nada se fazia sem a sua autorização e revisão. O nome dele era mais falado do que o do candidato. Todas a ações estavam centralizadas nele. E o centralismo burro gerou complicações e atrasou em muito o andamento das coisas. Alguém que diz ter tanta experiência deveria saber que em uma campanha política não dá para controlar a tudo e a todos o tempo todo.

O cara é doente!

Acredito que uma das maiores provas disso era a animação e o tempo que ele dedicava a pessoas completamente entranhas que chegavam ao comitê com uma conversa quase sempre semelhante de que trariam 10 mil ou mais votos srsrsrsrs. Essas figuras são muito conhecidas por quem está acostumado a fazer campanha. São na maioria dos casos sanguessugas, parasitas. Não é nem um pouco aconselhável dá credibilidade a essas figuras.

Depois de muito analisar já que tive tempo de sobra para isso me encaminho para uma conclusão: Infelizmente JC é apenas um tremendo recalcado por ser um autentico Zé Ninguém. O jeito em que ele utilizou para administrar a campanha seria uma forma de demonstrar principalmente a família do que ele seria capaz. quem sabe enfim sair da sombra do irmão. Ao fim da campanha a vitória seria antes de mais nada dele. Apareceria assim o grande Homem por detrás de tudo.

Quando digo vitória não é a vitória do candidato necessariamente, mas todos nós esperavam por muito mais. A meta estava entre os expressivos 20 a 25 mil votos. Ao final da campanha não tivemos nem o cheiro disso.

O que tivemos foi muitas pessoas querendo a cabeça do JC servida em uma bandeja de prata.

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012 0 comentários

Sou uma Comunista das antigas!



Minhas primeiras atuações no PC do B foi ainda bem nova. Eu estava com uns 14 anos e idade.
Mesmo antes desse contato direto eu já tinha meu envolvimento com ações sociais. Na igreja arrecadando roupas, alimentos e o que mais aparecesse. Na escola encabeçando com campanha para arrecadar chocolate para as crianças portadoras do HIV. visita a hospitais, creches. Sempre me preocupei em de alguma forma poder ajudar a quem fosse menos favorecido e talvez por isso eu conseguia com maior facilidade do que os meus amigos, convencer as demais pessoas da importância de cada ajuda prestada. Essa característica pessoal minha acabou me levando na maioria das vezes a posição de liderança, mesmo quando não era esse meu objetivo.

Quando conheci o PC do B a partir das propostas que me apresentaram vi nisso uma grande oportunidade de agregar forças, de está ampliando o meu perímetro de ação. Está em um partido político possibilitária aumentar meus contatos, poder participar de mais ações sociais, poder ser agente de transformações reais. Sem contar a minha simpatia pela história do partido em si.

A começo como tinha disponibilidade participava de quase todas as atividades que era convidada, mas com o tempo fui vendo que a participação em todos os eventos além de difícil, não era o mais importante para um bom desenvolvimento político. E que eu faria melhor centralizando o meu empenho em atividades especificas. Fui filtrando as informações que recebia e limitei-me as lutas de bairro.

Foi uma fase muito boa e produtiva, aprendi muitas coisas e conheci muita gente interessante que me deram lições não apenas de política, mas de vida. Conheci também pessoas intragáveis que até hoje não me descem pela garganta, porém a certeza de que eu estava de alguma forma movimentando as coisas, fazendo acontecer me gratificava de tudo.

Tínhamos um grupo montado que se tornou uma família. Perdi a conta de contas reuniões foram feitas em minha casa e na casa desses camaradas. Dos candidatos que apoiamos e abrimos espaço no bairro para que pudessem ao menos se apresetarem. Não era nada fácil quando se mora em um bairro desde muito tempo miliciado. Atrevo-me a dizer que o meu bairro está entre o berço da milícia carioca. O risco até mesmo de vida sempre foi real.

Para mim tratandosse da militância de bairro. Lembrando que segundo as cartilinhas do PC do B a militância é a base do partido a forma de ação política se faz um trabalho de formiguinha convencendo diariamente pessoa por pessoa, família por família em um trabalho contínuo que apesar de lento frutifica, ramifica cria raízes. Mas existem indivíduos que preferem um método mas direto, rapido e menos trabalhoso, chegando na mão do miliciano ou "autoridade" local e largando uma boa grana na mão desse. O efeito é rapido e incerto. As "autoridades" fecham seu acordos com quem dá mais. Supomos que você ofereça R$ 100 mil. Ai eles colocam as suas placas, na hora de oferecer a cesta básica ao povo eles dizem que foi você o responsável pela goiabada e saco de fubá que veio a mais. Porém aparecendo um outro camarada que pague R$ 150 mil. Você perde o dinheiro que já deu e se fode. Porque as suas plaquinhas vão simplesmente sumir de um dia para o outro e o novo bambambam do pedaço será o candidato dos R$ 150 mil.

duvida quanto ao melhor método para arrecadar votos apesar de não ser a orientação de partido algum há quem escolha os dois métodos. Pagar e caro para "autoridades" prestigiarem o seus candidatos e ao mesmo tempo mantém uma militância de bairro ativa. Essa militância de bairro que eu aqui me refiro são pessoas que como eu se dedicam ao partido e não ganham um único centavo para isso. E ainda que você consiga realizar um grande trabalho, conseguir conquistar uma quantidade de votos expressiva, você não receberá nem ao menos o reconhecimento por essa proeza. E provavelmente terá algum mané filho de não sei quem, ou amante, ou cunhado de... que receberá os louros em seu lugar.

È triste infelizmente encontrarmos campanhas que não respeitam a militância e que ainda faz associações das mais absurdas no desespero de conquistar o maior número de votos.

Esse tipo de campanha geralmente é dirigida por pessoas incompetentes, oportunistas, que na maioria das vezes tem suas ações baseadas no proveito próprio. E desse tipo de gente e campanha que o PC do B tem lutado todos os dias para manter afastado de seus quadros.

Links indicados: Mucamas do PCdoB
 
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