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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018 0 comentários

O QUE VOCÊ ACHOU DO BEIJO LÉSBICO EM MALHAÇÃO?


P: O que acharam do beijo lésbico em malhação?


R: Olha, sou evangélica, e minha maior dificuldade está sendo explicar pra minha filha que Eva nasceu da costela do Adão e ainda conversou com uma cobra. E que maçã já n é mais uma fruta proibida. Beijo lesbico está tão normal que eu nem precisei explicar n. Minha filha vai crescer evangélica sim, Mas preconceituosa jamais. A Bíblia nos ensina o amor. E de qualquer forma, já está normal msm.

Ed. A Bíblia diz, amai o próximo como a ti msm. E tbm diz que Deus é o único com o poder de julgar. Levantar a bandeira do evangelho é uma coisa. Viver o amor que é o evangelho é outra. Apenas amo, nunca julgo.


Por Millu Peres em Facebook 
segunda-feira, 6 de novembro de 2017 0 comentários

ENCARETAMOS DEMAIS



ANOS 80

Entre 1985 e 1988, assistíamos a Armação Ilimitada. Menino órfão é adotado por dois homens que ganham a vida com o surfe e namoram a mesma mulher. Nada de família tradicional. Família Poliamor! Anos 80! Programa da TV aberta em horário livre para todas as idades. O que foi que aconteceu de lá pra cá? Quando e como foi que encaretamos tanto???
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 2 comentários

QUEM AMA O FEIO, BONITO LHE PARECE



Se você é jovem, um desses que ainda frequenta escola ou faculdade, deixo por conselho que namore os feios, pois o bonitinho de hoje pode ser o feio de amanhã, daí já imaginou a sua decepção? Mais o contrário também pode acontecer, do feio se transformar em príncipe, nesse caso namorar o feio é um investimento para o futuro.

Por esses dias estava num desses poucos momentos em que assisto TV e es que no comercial tive uma aparição: era um ex namoradinho passando no comercial. Pelo o amor de Jimi Hendrix, a surpresa não foi por ele está na TV, mas em razão da sua aparência. Quando namorávamos ele era alto, elegante. As moças curvavam o pescoço para vê-lo passar, as amigas me invejavam por estar com ele, mas agora o carinha é a visão do Jason sabe, aquele dos filmes de terror com uma máscara de hóquei. E o pior: é um Jason obeso. 
Será que os buracos na cara do meu ex são marcas de inúmeras espinhas ou ele teve uma catapora violenta? Não sei.  


Rubens Alves no documentário professor de espantos diz que quando gostamos muito de um lugar, passado muitos anos, melhor não visita-lo, pois dificilmente ele será agradável como você se recorda. Acho que isso vale para pessoas também. 
sábado, 25 de outubro de 2014 0 comentários

O PROFESSOR DE ESPANTOS- RUBEM ALVES




Até que ponto estamos dispostos a abandonar tudo o que conquistamos para viver novas experiências? E até onde conseguimos ir quando o caminho exige priorizar coisas tão esquecidas no mundo atual como a beleza, a poesia, a arte e a capacidade de aprender com olhos de criança?

 Para o escritor, educador, teólogo e psicanalista Rubem Alves, transpor esses limites é um desafio que se impôs desde a infância e que ele sempre aceitou, sem medos. No documentário “Rubem Alves – O professor de espantos”, conhecemos um pouco da vida deste educador: seus sonhos, ideias e realizações e também as interrogações diante do envelhecer. Considerado um dos maiores pensadores contemporâneos da educação no Brasil, o “jardineiro” Rubem Alves semeia ideias tão “revolucionárias” que acabam, por um lado, provocando a crítica e o desprezo de muitos setores da intelectualidade brasileira e, por outro, conquistando a cumplicidade de todos os que são apaixonados pela Educação. “Rubem Alves, o professor de espantos” tem direção de Dulce Queiroz



Nesse documentário tornasse impossível não perceber a melancolia de Rubens Alves, melancolia comum aos pensadores que gosto. Em dado momento ele fala no seu desencantamento com a fé, com as amizades, é um homem inteligente, dificilmente não chegaria a isso. 

FICHA TÉCNICA

Direção e Roteiro: Dulce Queiroz

Produção: João Gollo

Produção Executiva: Dulcídio Siqueira Neto

Imagens: Cícero Bezerra e Claudio Adriano

Edição e finalização: Guem Takenouchi

Animação: Tiago Keise

Coordenação de Produção: Santiago Dellape

Auxiliar de cinegrafista: Misael do Rosário

Pesquisa: André Bergamo e Dulce Queiroz

Trilha Original: Alberto Valerio

Realização: TV Câmara 2013


sábado, 18 de outubro de 2014 1 comentários

REVOLUÇÃO DAS PIRIGUETES



Chega de política. Vou falar de sexo. Antes, havia a "sexpol", bandeira da política sexual dos anos 60. Hoje, temos no máximo a "polsex", ou seja, como as ideologias dançaram, só a sexualidade explica os rumos do mundo e, claro, do Brasil, nosso grande motel das ilusões perdidas. Sexo: nossos sentimentos estão canalizados para um mesmo buraco. Ando pela rua e todos os outdoors são de mulher nua - outro dia, quase bati o carro na Av. Paulista, por causa da loirinha nua da Playboy. Todas as capas de revista são uma grande feira de mulheres gostosas e homens raspadinhos. Tudo parece liberdade, mas a coisa é outra. Nos anos 60 (oh... os recentes anos remotos) o sexo era uma novidade política, depois dos caretíssimos anos 1950, quando o sexo tinha algo de crime, algo de secreto que perfumava nossas vidas com o estímulo da culpa. Não havia motéis, nem as pílulas que, depois, fizeram mais pela liberdade sexual que mil livros feministas. Nunca vi tanta publicidade movida a sexo. A propaganda nos promete uma suruba transcendental. Em nenhum lugar do mundo vemos o apelo sexual nas ruas, nas roupas de meninas - nosso feminismo resultou na revolução das periguetes. No Brasil das celebridades, o feminismo foi um mal entendido. Muitas vezes rima com galinhagem ou até com uma forma velada de prostituição. É uma mistura de liberdade com submissão à uma salada de frutas: mulher melancia, mulher melão, mulher jaca.

Hoje em dia, as mulheres foram expulsas de seus ninhos de procriação, de sua sexualidade expectante e são obrigadas ao sexo ativo e masculino. A "supergostosa" é homem; ou melhor, é produto do desejo masculino. O homem é pornográfico; a mulher é amorosa. A pornografia é só para homens.

Já expuseram o corpo todo, seios, vagina, mucosas, ânus. O que falta? Os órgãos internos? Seu ideal é serem desejadas como bons produtos. Felicidade é serem consumidas. Felizes como coisas: Uma salsicha é feliz? Um bela lata de caviar? Mas, como amar um eletrodoméstico? A grande moda do momento são mulheres penduradas em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pelos pubianos nos salões de beleza. Ficam balançando em paus de arara e, depois, saem felizes com um jardinzinho estreito e não mais a floresta peluda onde mora a temível "vagina dentada". Parecem uns bigodinhos verticais que me fazem pensar em Hitler.

Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém mais quer ser 'real' hoje em dia.

Nos anos 60, sexo era revolução política. Tudo era político. O sexo utópico dos anos 60 era o prelúdio para outras conquistas sociais. O orgasmo para Reich era uma vitória contra a burguesia. Eu me lembro de ter dito para uma mulher amada: "Querida, nosso amor é uma forma de luta contra o imperialismo norte americano." O sexo dos 60 era um comício; queria acabar com a culpa, com o limite, com o proibido. Todas as sacanagens foram testadas, mas chegou-se ao outro lado com uma vaga insatisfação. O que faltava? Faltava o pecado. Sem o pecado ficávamos insuportavelmente livres. Em meio a tanta liberdade, nunca fomos tão solitários. Tudo era referido ao sexo, para substituir frustrações políticas e sociais.

Com a re-caretização do mundo, a liberdade aparente conquistada andou para trás . A liberdade deu lugar a "dessublimação repressiva," como nomeou Marcuse, uma "liberdade" tão ostensiva e grossa que é um louvor à proibição. Os sonhos viraram produto. Todas as conquistas viraram fetiches de consumo: revolta, igualdade, utopias, até o desespero e a angustia passaram a vender roupas e costumes.

O prazer é obrigatório no mercado. A partir dessa época, sob a aparência de grandes euforias narcisistas de gestos e risos de prazer, há um regressismo oculto no mundo de bundas e coxas lipoaspiradas, seios siliconados, bofes comedores. A anatomia virou uma das poucas portas de fuga da classe baixa, como uma saída para a miséria. Nuas, todas as mulheres são iguais: a democracia da bunda. A bunda é a esperança de milhares de Cinderelas. A mídia e a propaganda compraram a liberdade, que não é mais "uma calça velha e desbotada," mas é a superação do pudor, da intimidade. Se alguma mulher ficar famosa, tem de tirar a roupa. O strip-tease é a 'anti-burka' - igual pelo avesso. A pessoa não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele. O corpo e a pessoa são duas coisas diferentes; a menina mostra sua bunda como se fosse uma irmã siamesa. Tanta oferta sexual angustia-nos, dá-nos dá a certeza de que nosso desejo é programado por indústrias masturbatórias, provocando tesão para vender satisfação.

A verdade é que o prazer anda de cabeça baixa, deprimido, apesar do eufórico exibicionismo em revistas de celebridades. Todos podem confessar tudo: "Sim, eu gosto de atacar nos mictórios das rodoviárias e me orgulho de minha tara!" - diz o perverso sorrindo na TV. A permissividade total esvai a tesão. O prazer precisa da proibição. Aliás, o vício solitário é bem seguro. A punheta é metafísica. A masturbação a dois existe até no grande amor romântico, onde dois narcisismos se tocam, se beijam, se arranham, mas não se comunicam.

Ninguém mais quer ser 'sujeito', apesar de afirmar o contrário. Todos querem ser "inconformistas como todo mundo." O corpo tem de dar lucro. Todo mundo quer ser coisa.


Vi um anúncio de uma boneca inflável que sintetizava o desejo secreto do homem de mercado: ter mulheres digitais que não vivam. O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation" ("Não precisa de comida nem de conversa fiada"). A liberdade de mercado produziu um estranho 'mercado da liberdade'.

ARNALDO JABOR
sexta-feira, 10 de outubro de 2014 0 comentários

QUANDO EU TINHA 10 ANOS



Quando eu tinha 10 anos, eu morava na Miguel Lemos, estudava no Mallet Soares e me preparava para fazer a primeira comunhão na São Paulo Apóstolo.

Todo mundo se lembra de Gagarin, mas, quando eu tinha 10 anos, quem fazia sucesso era Titov, que, aos 26 anos, tornou-se o mais jovem astronauta de todos os tempos. Ou cosmonauta, como se dizia quando eu tinha 10 anos.Titov foi também o primeiro homem a dormir no espaço. Existe uma cratera na face oculta da Lua que foi batizada de Titov.

Num patrocínio da Casa Fernandes, a TV Rio apresentava “Ivon Cury é assim”, todas as quintas-feiras, às 21h05min, quando eu tinha 10 anos. Mas eu não assistia porque, na mesma hora, na TV Tupi, tinha “Espetáculo Tonelux”, com Consuelo Leandro, Grande Otelo, Neide Aparecida, Bené Nunes, o balé de Juan Berardi, os textos de Haroldo Barbosa e a direção de Geraldo Casé. E toda sexta-feira, às 21h42min, tinha “Travessuras do Golias”, também na Tupi

Quando eu tinha 10 anos, quem queria parar de fumar usava Nicotiléss, que era “inofensivo ao organismo”. Mas ninguém queria parar de fumar quando eu tinha 10 anos.

Todo mundo aprendia inglês no Ibeu, francês na Aliança, latim no colégio e não existia outra língua, quando eu tinha 10 anos.

Quando eu tinha 10 anos, o Rubem Braga anunciou numa crônica que iria ser embaixador do Governo de Jânio Quadros. Ao mesmo tempo, declarava que estava gripado. Só Rubem Braga sabia dar a mesma relevância a um cargo de embaixador e a uma gripe.

Compravam-se aparelhos de ar condicionado Westinghouse na Casa Garson, voava-se para Brasília em quadrimotores de alta classe da Real, usavam-se camisas Volta ao Mundo, quando eu tinha 10 anos.

Quando eu tinha 10 anos, inauguraram uma estátua do Bartolomeu Mitre em frente à Embaixada da Argentina.

As festas de aniversário eram animadas com bolos de sorvete Kibon. Eu abria O GLOBO para fazer o Jogo dos Sete Erros e ler as historinhas do Mandrake. Meu padrinho morava no Leblon, mas eu nunca ia lá por que era longe pra chuchu. Quando eu tinha 10 anos, dizia-se longe pra chuchu.

Quando eu tinha 10 anos, Maysa gravou um disco em Nova York no qual cantava pela primeira vez uma bossa nova, “Quem quiser encontrar o amor”, de Geraldo Vandré. Desde então, Vandré e a bossa nova nunca mais foram vistos juntos.

Quando eu tinha 10 anos,  a matogrossense Maria Stael Abelha, renunciou, e o título de Miss Brasil foi transferido para a gaúcha Vera Maria Brauner Menezes. Ela ficou em segundo lugar no Miss Beleza Internacional, ganhou os títulos de Miss Trajes Típicos e Miss Oratória e ainda quatro mil dólares. Com o dinheiro, comprou uma casa para a mãe. Quando eu tinha 10 anos, uma casa valia quatro mil dólares.

Eu fui ao Cine Riviera assistir a “Marido de mulher boa”, com Zé Trindade e Renata Fronzi, mas eu queria mesmo era ir ao Paissandu para ver “Vermelho e negro”, com a Danielle Darrieux, quando eu tinha 10 anos.


Quando eu tinha 10 anos, Walter Pinto apresentava no Teatro Recreio “O diabo que a carregue... lá pra casa”, “com a nova estrela Iris Bruzzi”. No Teatro Ginástico, Fernanda Montenegro, Italo Rossi e Sergio Britto estavam em cartaz com “O beijo no asfalto”. Morineau ocupava o Teatro Dulcina com “Frenesi”. E ainda havia uma campanha nos jornais que  implorava praticamente todos os dias: “Vamos ao teatro!”

ARTUR XEXÉO
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014 1 comentários

JORNALISTA RACHEL SHEHERAZADE FASCISTA?



 jornalista e comentarista atualmente na emissora de TV SBT, cujo dono é  Silvio Santos, tem ganhado cada vez mais fama até mesmo internacional. Conhecida por seu temperamento forte e críticas agudas vem desagradando a muita gente e criando polêmica. A jornalista já foi acusada de apologia ao crime e fascismo. 

Agora a mesma Internet que a fizera ganhar projeção nacional a ponto de Silvio Santos a  convidar para a matriz do SBT, em São Paulo após ter vídeo divulgado no Youtube criticando duramente o carnaval na Paraíba; são passados videos ironizando sua presença na emissora.

 
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013 0 comentários

ENTREVISTA DE ELIS REGINA

Entrevista de Elis Regina, feita pela TV Cultura, 14 dias antes da morte dela, em 19 de janeiro de 1982.  


Elis fuma o tempo todo. Volta e meia, levanta o maço de Charme e tira mais um. Está viva, lúcida e agitada como nunca – “É muita loucura e eu sou mais louca do que a loucura que está solta”.  Ninguém diria que aquela mulher inquieta  – “Nasci, fui jogada em um formigueiro e nunca mais consegui parar” –  de inteligência aguda e humor mordaz, falando gatos e cachorros das gravadoras e dando risadas gostosas, estaria morta duas semanas depois, vítima da dobradinha cocaína/álcool, quando ainda não havia completado 37 anos.

 Ironicamente, a certa altura da entrevista, respondendo a uma pergunta, ela diz: “Eu não quero morrer atropelada por um carro qualquer, numa noite qualquer, numa viela escura de São Paulo. Eu tenho três filhos para criar”. Esta é uma entrevista imperdível, sobretudo para quem admirava a maior cantora que o Brasil já produziu.

Não deixe de ver:





No dia 5 de janeiro de 1982, Elis Regina era a convidada do programa Jogo da Verdade apresentado pelo jornalista Salomão Esper . O formato sugeria 3 entrevistadores e perguntas de outras personalidades . Um êxito em matéria de interatividade . Recurso usado até hoje . 
Estão no programa Zuza Homem de Melo e Maurício Kubrusly conceituados jornalistas atentos a cena artística brasileira . 
É sabido por todos que 14 dias depois , Elis nos deixaria portanto esta é sua última entrevista ; Daí a importância em divulgar o registro . É documento histórico .
ATENÇÃO !!! 
Aconteceram cortes durante o tratamento digital para a fonte de origem , mas neste mesmo canal MATEUSGENTE existe a entrevista completa com qualidade ótima de VHS . 
Boa pesquisa . 
Vale a pena conferir também pois são trechos importantíssimos .

Elis mostra lucidez impecável e fala com absoluta propriedade sobre os assuntos apresentados . 

Nossa cultura agradece .

Direitos de imagem da TV CULTURA . 
domingo, 1 de dezembro de 2013 1 comentários

O incrível "novo clipe" de Bob Dylan Like a Rolling Stone

O músico Bob Dylan lançou um clipe interativo da música Like a Rolling Stone, quase 50 anos após o lançamento da canção.




Bob Dylan lançou o primeiro clipe oficial de “Like a Rolling Stone” quase 50 anos (foi lançada em 1965) após estourar nas rádios e virar um de seus maiores hits. O vídeo interativo, divulgado nesta terça-feira, foi feito para marcar o início das vendas da coletânea com 47 canções, “The complete album collection volume 1”.

 Clique aqui para ver o clipe O layout simula uma televisão em que existem 16 canais, com imagens de arquivo do cantor cantando ao vivo a faixa em 1966, acontecimentos reais e fictícios, em que todos os envolvidos cantam um trecho de “Like a Rolling Stone”. É possível ficar sintonizado em um só canal ou mudar no instante em que o espectador desejar.

“How does it feel to be on your own”, canta a garota do tempo em Tóquio enquanto anuncia a previsão para os próximos dias, por exemplo.
Em resumo:

 o vídeo reproduz uma televisão com canais de diversos tipos, desde infantil até noticioso, passando por culinários e esportivos. Em todos eles, os personagens estão cantando a música e o telespectador pode mudar o canal a qualquer momento que a música continua.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012 0 comentários

Homero Silva - Biografia

(Apresentador, locutor, vereador)

30 de janeiro de1918 - 19 de setembo de 1981


A vida de um rapaz de origem humilde, pai falecido, cuja mãe fabricava sabão caseiro para que ele vendesse de porta em porta. Dessa forma garantindo o sustento da família.

Se formou em direito por uma das pricipais universidades do país e tornou-se o primeiro apresentador de TV do país e América Latina.


Homero Silva nasceu em São Paulo, capital, mais propriamente no bairro do Cambuci, no dia 30 de janeiro de 1918. Descendente de italianos, seu pai era Eloi Domingues da Silva e a mãe dona Candida. Aos 18 anos Homero Silva perdeu o pai, e ele e mais um irmão menor, ficaram aos cuidados de Candida. O pai, fotógrafo, era pobre.

E assim, Homero e o irmão Gilberto, acostumaram-se a dividir tudo, até um par de sapatos, pois a mãe comprava um número intermediário, que pudesse servir aos dois, na hora de irem à escola. E eles iam em turnos diferentes. Assim mesmo ambos conseguiram entrar na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, respectivamente em primeiro e segundo lugares. E isso aconteceu durante o curso todo. Ora um era o primeiro, ora outro.

Rapazes sérios, religiosos, extremamente inteligentes, eram admirados por todos. Gilberto, o mais novo, prosseguiu a carreira jurídica, mas Homero fez um concurso de locutor na Rádio Tupi de São Paulo, e passou, pois era dono de uma voz bonita e marcante. E aí começou a carreira que, se não única, foi a mais importante de sua vida. Logo chegou a diretor da emissora. É preciso lembrar que seu grande sucesso deu-se à apresentação do programa infantil "Clube do Papai Noel", onde ele era tão querido que as crianças o chamavam de "Papai Noel".

Nesse programa iniciaram a carreira artística: Hebe Camargo, Erlon Chaves, Wilma Bentivegna, Wanderley Cardoso, Vida Alves, e muitos outros. Foi um acontecimento esse programa que começou na rádio e, mais tarde, transferiu-se para a televisão.

Homero Silva, aliás, foi escolhido para ser o primeiro locutor, aquele que apresentou a PRF3-TV Tupi, aos telespectadores, no lançamento da primeira emissora de televisão da América Latina.

Homero Silva, alguns anos antes havia se casado com Yolanda, Filha de Maria, e ele era Congregado Mariano. Desse casamento nasceram dois filhos: Célia e Homerinho (Homero Silva Filho). Na televisão Homero era super admirado pela perfeição de suas apresentações, por sua cultura, por sua verve. Apresentava também outros programas: "Ponta de Lança", "Boa Noite Amigos", e o famoso "Clube dos Artistas", que foi uma criação de Airton Rodrigues, mas teve Homero Silva como apresentador por muitos anos. Homero Silva, porém, não se satisfez somente com a vida artística, embora tivesse total sucesso. Foi para a política. Foi vereador da cidade de São Paulo, por duas vezes. Foi deputado, também por dois mandatos. E foi candidato à Prefeito, perdendo apenas por 50 votos, o que até suscitou muita polêmica, mas Homero, homem sério, quis deixar de lado e prosseguiu sua vida.

Quando deixou a TV Tupi, Homero Silva foi ser Presidente da Fundação Padre Anchieta e, posteriormente, diretor artístico da Rádio Cultura. Homero Silva, ainda desejoso de eternamente lutar, entrou para as lides universitárias e foi professor de Direito Constitucional na F.M.U. e nas Faculdades de Bragança Paulista. Isso o fez rejuvenescer, pois adorava estar com os jovens, assim como tinha adorado trabalhar com crianças. Uma das coisas que criou, com muito êxito foi a "Campanha do Natal da Criança Pobre", que aconteceu por vários anos consecutivos e que revolucionou todo o bairro do Sumaré, que era chamado de "A cidade do rádio", pois era a sede das Rádios Tupi Difusora e da Televisão Tupi. Assim foi Homero Silva, que faleceu em 19 de setembro de 1981.

Ele havia se casado pela segunda vez com Mariinha, e com ela teve a filha Silvana, que é médica. E ele estava com Mariinha quando faleceu. Ao seu enterro compareceram centenas de amigos, entre artistas, advogados, professores, políticos e fãs. Sempre admirado, sempre querido. "Perda muito sentida", disseram todos. Perda, não só de um luminar do rádio e da televisão, mas de um homem sério, respeitado, honesto e que sempre soube ajudar seus colegas. "Meu verdadeiro guru", diz Vida Alves, que sempre o considerou um grande amigo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008 0 comentários

TV Tupi - Uma Linda História de Amor - Col. Aplauso


Por: Jaqueline Ramiro


Foi para mim  grande prazer ler esse livro e ter a oportunidade de viajar de forma agradável por um tempo que não vivi. Através de "TV Tupi - Uma História de Amor"; Vida Alves idealizadora do Museu da Televisão Brasileira e uma das atrizes pioneiras do que veio a ser a primeira rede de TV não só do Brasil, mas da América Latina, nos passa uma narrativa emotiva e saudosista da história da TV Tupi. Já nos primeiros trechos o leitor é presenteado com depoimentos de renomados profissionais que contribuíram com esse momento histórico. A exemplo na página 48 há uma extrovertida declaração do ator Lima Duarte sobre a primeira apresentação de TV. 

Ao longo da leitura segue-se diversas curiosidades, muitas delas engraçadas. O escândalo provocado pela primeira cena de beijo, o primeiro beijo homossexual  na TV que foi dado por Vida Alves E Geórgia Gomide ,a superação de dificuldades técnicas, listagens de programas e seriados que foram ao ar nos primeiros anos. O livro conta também com pequenas biografias dos profissionais da emissora e fotografias que ilustram caprichosamente a edição.  

Excelente leitura. Eu recomendo


TV Tupi, uma Linda História de Amor, de Vida Alves, sugere à primeira vista uma história pessoal, uma visão da autora. Entrando-se no conteúdo, a consistência e o volume da pesquisa indicam que se trata de uma obra lógica. Mas, ao percorrer o texto, revela-se, em toda a sua extensão, uma narrativa acentuadamente emocional. É o pathos – a empatia que aflora da aventura, do sonho e da conquista, transformando-os em paixão. 

É com esses ingredientes que foi moldada a história da emissora de televisão pioneira da América Latina. Se a aventura de Assis Chateaubriand permitiu que se antecipasse a criação da televisão no Brasil foi, certamente, o sonho dos diretores, artistas e técnicos que viabilizou a conquista realizada com muita paixão. Paixão que transpirava na doce e redonda figura de Dermival Costa Lima, que explodia na inteligência e energia do Cassiano Gabus Mendes e que contagiava a todos através da sensibilidade dos pioneiros, dos quais Vida Alves é, legitimamente, a grande representante. 

O que, senão a paixão, move uma mulher como Vida a manter com tanto sacrifício e carregar no colo, como mãe, a nossa Pró-TV – a associação dos pioneiros, profissionais e incentivadores da televisão brasileira. Se não fosse a Vida Alves nada da nossa memória existiria. Sem os depoimentos que ela colheu e arquivou, a epopéia da implantação da televi são brasileira seria apenas uma vaga lembrança.

 Admiro a persistência de Vida Alves, e tornar este livro realidade explica como e por que ela é capaz de fazer o que faz. O carinho com que Vida Alves se refere a todos os seus companheiros revela claramente sua grande capacidade de amar. Sua missão tem sido impulsionada por esse amor, o que torna muito mais importante, o que Vida Alves está fazendo atualmente pela televisão do que qualquer coisa que ela tenha feito, no passado. E olha que foi muita – como autora, atriz, apresentadora e diretora.

Dessa forma, TV Tupi, uma Linda História de Amor não é apenas um documento para aqueles que, como eu, tiveram o privilégio de trabalhar na Tupi. É leitura obrigatória para todos os profissionais de televisão, para todos os estudantes de comunicação e um fascinante relato que interessa a cada um que, pelo menos um dia, tenha dado uma espiada na telinha, ou seja, todo o universo que gravita em torno da televisão. Obrigado, Vida Alves, por manter viva a emoção que é a matéria-prima da nossa trajetória. Viva a Vida...Alves.

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni)
                   Vida Alves





              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
 
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