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terça-feira, 21 de março de 2017 0 comentários

FILOSOFIA PARA CORAJOSOS



SINOPSE

O objetivo deste livro é ajudar o leitor a pensar com a sua própria cabeça. Para tal, o filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé, autor de vários best-sellers, se apoia na história da filosofia para apresentar argumentos para quem quer discutir todo e qualquer tipo de assunto com embasamento. 

Afinal, os grandes filósofos estudaram, pensaram e escreveram sobre os temas essenciais com os quais ainda lidamos no mundo contemporâneo. O livro está dividido em três partes-  Uma filosofia em primeira pessoa , onde o autor conta como ele entende a filosofia; 

 Grandes tópicos da filosofia ao longo do tempo , que traz um repertório básico dos temas que todo mundo precisa conhecer mais a fundo; e  Por que acho o mundo contemporâneo ridículo? , uma análise ferina da sociedade atual.
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A FILOSOFIA DA ADULTERA: ENSAIOS SELVAGENS - LIVRO



SINOPSE

Pondé evoca Nelson Rodrigues para traduzir as mazelas do cotidiano.

Neste livro, Luiz Felipe Pondé reúne reflexões e provocações sobre a condição humana e os diversos tipos sociais. Inspirado na obra de Nelson Rodrigues, toma como fio condutor a adúltera, o arquétipo representativo da tragédia humana.

Em capítulos curtos, ácidos e bem-humorados, o autor discorre não apenas sobre o cotidiano, mas também - e principalmente - sobre aquilo que escorre pelo ralo. O cotidiano do qual fala Nelson Rodrigues, do qual não queremos saber. Aquele que colocamos embaixo do tapete, ou no quartinho dos fundos. Nesse cenário, ninguém escapa. Nem você, leitor ou leitora, que certamente odiará este livro do começo ao fim.

É inevitável, mas preciso. Como nos provoca Pondé, 'só uma filosofia selvagem se dá ao luxo de dizer a vida como ela é.
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CONTRA UM MUNDO MELHOR - LIVRO


"Contra um mundo que mente sobre si mesmo.”

Luiz Felipe Pondé tem sido destaque não apenas no meio acadêmico, mas também, pela popularização da filosofia. Quase sempre abordando temas do cotidiano de forma simples e direta o autor tem chacoalhado as mentes de seus leitores e admiradores. Não foi à toa que se  tornou responsável pelo primeiro best-seller brasileiro de filosofia com o livro GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA FILOSOFIA.

Tratando-se de Contra um Mundo Melhor-Ensaios do Afeto, Pondé não deixa a desejar.  Livro curto, pequenos ensaios sobre nosso cotidiano, fácil leitura. Indico principalmente para aqueles que têm interesse por filosofia, mas ainda estão iniciando nessa disciplina.  

Mas não se deixe afetar por um certo pessimismo e as ironias no melhor do estilo Nelson Rodrigues 


"Sem hipocrisia não há civilização, e isso é a prova de que somos desgraçados: precisamos da falta de caráter como cimento da vida coletiva." (Luiz Felipe Pondé)


É uma ótima leitura para aqueles que acreditam não ter medo de si mesmo. 




segunda-feira, 16 de maio de 2016 0 comentários

CARTOGRAFIAS DO FEMININO


O livro, embora fale de desejo, da sedução e do corpo da mulher, tem na psicanálise o seu verdadeiro tema, com seus conceitos e fundamentos, sobretudo em Freud, que são revisitados e revistos pelo autor através do conceito básico da feminilidade.

ARQUIVO EM PDF

https://docs.google.com/…/0B3obVtpeKSIiWVNZaTd0V2w3Q2M/edit…
quinta-feira, 16 de julho de 2015 0 comentários

CAROLINA MARIA DE JESUS




(Sacramento, 14 de março de 1914 — São Paulo, 13 de fevereiro de 1977)

  A catadora de lixo que virou escritora. saiu do quarto de despejo para ganhar o mundo. Em sua época chegou a vender tanto quanto Jorge Amado e hoje, infelizmente, encontra-se no esquecimento.



Carolina Maria de Jesus nasceu em Minas Gerais, numa comunidade rural onde seus pais eram meeiros. Filha ilegítima de um homem casado, foi tratada como pária durante toda a infância, e sua personalidade agressiva contribuiu para os momentos difíceis pelos quais passou. Aos sete anos, a mãe de Carolina forçou-a a frequentar a escola depois que a esposa de um rico fazendeiro decidiu pagar os estudos dela e de outras crianças pobres do bairro. Carolina parou de frequentar a escola no segundo ano, mas aprendeu a ler e a escrever.

A mãe de Carolina tinha dois filhos ilegítimos, o que ocasionou sua expulsão da Igreja Católica quando ainda era jovem. No entanto, ao longo da vida, ela foi uma católica devota, mesmo nunca tendo sido readmitida na congregação. Em seu diário, Carolina muitas vezes faz referências religiosas.

Em 1937, sua mãe morreu, e ela se viu impelida a migrar para a metrópole de São Paulo. Carolina construiu sua própria casa, usando madeira, lata, papelão e qualquer coisa que pudesse encontrar. Ela saía todas as noites para coletar papel, a fim de conseguir dinheiro para sustentar a família. Quando encontrava revistas e cadernos antigos, guardava-os para escrever em suas folhas. Começou a escrever sobre seu dia-a-dia, sobre como era morar na favela. Isto aborrecia seus vizinhos, que não eram alfabetizados, e por isso se sentiam desconfortáveis por vê-la sempre escrevendo, ainda mais sobre eles.

Teve vários envolvimentos amorosos quando jovem, mas sempre se recusou a casar-se, por ter presenciado muitos casos de violência doméstica. Preferiu permanecer solteira. Cada um dos seus três filhos era de um pai diferente, sendo um deles um homem rico e branco. Em seu diário, ela detalha o cotidiano dos moradores da favela e, sem rodeios, descreve os fatos políticos e sociais que via. Ela escreve sobre como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios simplesmente para assim conseguir comida para si e suas famílias.
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PRINCESA NEGRA DA LITERATURA

CAROLINA MARIA DE JESUS

(Sacramento, 14 de março de 1914 — São Paulo, 13 de fevereiro de 1977)

  A catadora de lixo que virou escritora. Saiu do quarto de despejo para ganhar o mundo. Em sua época chegou a vender tanto quanto Jorge Amado e hoje, infelizmente, encontra-se no esquecimento.

Carolina jamais se resignou às condições impostas pela classe social a qual pertencia. Em uma vizinhança com alto nível de analfabetismo, saber escrever era uma conquista excepcional. Carolina escreveu poemas, romances e histórias. Um dos temas abordados em seu diário foram as pessoas do seu entorno; a autora descrevia a si mesma como alguém muito diferente dos outros favelados, e afirmava “que detestava os demais negros da sua classe social”.

Ela escreve sobre como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios simplesmente para assim conseguir comida para si e suas famílias.



http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/bloco/escritora-carolina-maria-de-jesus-completaria-100-anos





quarta-feira, 15 de julho de 2015 0 comentários

O XANGÔ DE BAKER STREET



A trama ressuscita um Rio de Janeiro de fins do século XIX governado pela monarquia, envolvendo uma nobreza bajuladora e uma turma de boêmios cariocas.

Nesta história o famoso detetive inglês tem suas faculdades analíticas e seu senso de observação afetados pelo calor dos trópicos e por circunstâncias inesperadas. Em uma perseguição ao misterioso assassino Sherlock tem de parar por causa de um vatapá o qual lhe gerou uma dor de barriga. Este e outros acontecimentos que se seguem tornam o mesmo mais propenso a erros, mais humano.

Um violino Stradivarius desaparecido, Algumas orelhas cortadas e seus respectivos cadáveres trazem o famoso Sherlock Holmes ao Brasil, por recomendação de sua não menos famosa amiga Sarah Bernhardt. Porém aquilo que parecia um pequeno e discreto caso imperial transforma-se numa saga cheia de perigos, tais como feijoadas, vatapás, mulatas, intelectuais de botequim, pais-de-santo e cannabis sativa. Sem falar, é claro, dos crimes do primeiro serial killer da história, que executa seu sinistro plano nota a nota, com notável afinação e precisão de corte.
O britânico e intrépido detetive e seu fiel e desconfiadíssimo esculápio vivem então no Rio de Janeiro a aventura de Sherlock Holmes que Conan Doyle se excusou de contar - por motivos que ficarão bastante óbvios -, mas que para felicidade do leitor brasileiro Jô Soares resgata neste romance implacável e impagável.
segunda-feira, 13 de julho de 2015 0 comentários

OS ÚLTIMOS QUARTETOS DE BEETHOVEN E OUTROS CONTOS





Amor, sexo, relacionamentos, obsessões, violência, morte, tem de tudo em Os últimos quartetos de Beethoven e outros contos: de histórias ligeiras, como a do passageiro com fobia por avião, a mais densas, como a do ex-militante assombrado por lembranças do passado. Vícios e virtudes do ser humano temperados pelo humor incomparável de um mestre da narrativa curta.

Os cinco eram apaixonados pela Lívia. Um dia ela teve a ideia de um pacto de sangue para unir a turma até a morte. A amizade sobreviverá ao ritual? O texto inédito batiza Os últimos quartetos de Beethoven e outros contos, o primeiro livro só de contos de Luis Fernando Veríssimo.

Uma espanhola misteriosa e sensual, um ex-preso político atormentado por uma mancha no carpete, um expert em vinho que não bebe, um homem que precisa decidir até onde ir para ganhar uma promoção, uma violoncelista que exerce um estranho domínio sobre cinco amigos. Sem contar a empregada doméstica que resolve todos – eu disse todos – os problemas da casa. Quem mais além de

Cremilda seria capaz de se livrar do agiota que inferniza a família e ainda por cima fazer um manjar branco igual ao da mãe do patrão?

O autor vai do drama à comédia, com incursões aqui e ali na tragicomédia. Como no caso do homem que, durante um enfarte, tenta se lembrar de onde botou o remédio e o que vêm à mente são as ruas de Copacabana, o Gordo e o Magro, as capitanias hereditárias, a linha média do Flamengo tricampeão dos anos 1940 e Gisela. Ah, a Gisela!
sexta-feira, 14 de março de 2014 1 comentários

PAULO GOULART E NICETT BRUNO / LIVRO BIOGRÁFICO






São 60 anos de casamento e, mais do que isso, de vida artística. Não é à toa que Nicette Bruno e Paulo Goulart são considerados dois ícones do teatro, do cinema e da televisão brasileiros. Mas até agora a história desse casal, suas lutas, suas vitórias, os eventuais tropeços, nunca havia sido contada.


Neste livro-depoimento da jornalista Elaine Guerini, pela primeira vez foi registrada a incrível trajetória do casal que nos dá uma verdadeira lição de vida e de amor. Que é compartilhada pelos filhos (todos na vida artística) que também dão seus depoimentos. Mas se esta é a história do amor do casal, é também a de importantes momentos da vida artística brasileira. São quase dois livros, duas vidas, duas visões que se completam. Sem nenhuma contradição.

Para baixar acesse o link: http://aplauso.imprensaoficial.com.br/livro-interna.php?iEdicaoID=71

Também é possível fazer a leitura em uma  versão online, basta clicar no link que fica abaixo da foto de capa, na parte direita onde tem a mensagem; leia o livro na integra. Logo abaixo você pode escolher baixar no formato txt ou pdf.

Paulo Goulart e Nicette Bruno o livro biográfico Tudo em Família, escrito pela jornalista Elaine Guerini, foi  lançado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em 2004 e se destaca pelas inúmeras fotografias que retratam a longa vida artística do casal. 
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 0 comentários

BRASIL NUNCA MAIS - vendo ou troco


SINOPSE
Um grupo de especialistas dedicou-se durante 8 anos a reunir cópias de mais de 700 processos políticos que tramitaram pela Justiça Militar, entre abril de 64 e março de 79. O resumo desta pesquisa está neste livro. Um relato doloroso da repressão e tortura que se abateram sobre o Brasil.


Categoria: Ciências Humanas e Sociais / Política
Págs. 312
Ano: 1985
Editora Vozes
amarelado pelo tempo
domingo, 15 de dezembro de 2013 2 comentários

Adorno, Arendt, Benjamin e Habermas – 37 obras para download


Theodor Adorno, Hannah Arendt, Walter Benjamin e Jürgen Habermas


Google Drive:
https://drive.google.com/folderview?id=0B4UG_F2QeFUlSDF1UWZ1UkprUWs&usp=sharing

uTorrent (clique em clique em “magnet link”):
http://thepiratebay.se/torrent/8937947

Caso o site acima não esteja acessando, clique nesta pasta onde encontra-se todos os torrents:

ADORNO, T. Anotações sobre Kafka in Prismas – crítica cultural e sociedade
ADORNO, T. As Estrelas Descem a Terra
ADORNO, T. Conceito de Esclarecimento
ADORNO, T. Dialética negativa
ADORNO, T. Educação e emancipação
ADORNO, T. Indústria Cultural e Sociedade
ADORNO, T. Introdução à Sociologia da Música
ADORNO, T. Mínima moralia
ADORNO, T. Notas de Literatura I
ADORNO, T. Teoria estética
ADORNO, T. Textos escolhidos – Os pensadores

ARENDT, Hannah. A Condição Humana
ARENDT, Hannah. Da Violência
ARENDT, Hannah. Los origenes del totalitarismo (em espanhol)
ARENDT, Hannah. O que é política?
ARENDT, Hannah. O significado em revolução. In ‘Sobre a revolução’
ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo
ARENDT, Hannah. Reflexões sobre little rock

BENJAMIM, W. A obra de arte na era da reprodutibilidade técnica
BENJAMIN, W. A Modernidade e os Modernos
BENJAMIN, W. Diário de Moscou
BENJAMIN, W. Discursos interrumpidos I – Filosofía del arte y de la historia
BENJAMIN, W. Documentos de cultura, documentos de barbárie
BENJAMIN, W. Ensaios Reunidos – Escritos Sobre Goethe
BENJAMIN, W. Magia e técnica, arte e política
BENJAMIN, W. O Iluminismo visionário
BENJAMIN, W. Obras Escolhidas, Vol. 1 – Magia e Técnica, Arte e Política
BENJAMIN, W. Obras Escolhidas, Vol. 2 – Rua de Mão Única

HABERMAS, J. Direito e democracia, vol. 1
HABERMAS, J. Direito e democracia, vol. 2
HABERMAS, J. O Discurso Filosófico da Modernidade
HABERMAS, J. On the Logic of the Social Sciences
HABERMAS, J. Para a reconstrução do materialismo histórico
HABERMAS, J. Pensamento Pós-Metafísico – Estudos Filosóficos
HABERMAS, J. Técnica e Ciência Como Ideologia
HABERMAS, J. Verdade e Justificação – Ensaios Filosóficos
HABERMAS, J; RAWLS, J. Debate Sobre el Liberalismo Político
terça-feira, 5 de novembro de 2013 0 comentários

VIDA URBANA \ mulheres negras 1908

 

"Vivem nas praças, no Campo da Aclamação; dormem nos morros, nos subúrbios, passam à beira dos quiosques, na Saúde, em S. Diogo, nos grandes centros de multidões baixas, apanhando as migalhas dos pobres e olhando com avidez o café das companheiras. Eu encheria tiras de papel sem conta, só com o nome dessas desgraças a quem ninguém pergunta o nome, senão nas estações, entre cachações de soldados e a pose pantafaçuda[11] dos inspetores; e seria um livro horrendo, aquele que contasse com a simples verdade todas as vidas anônimas desses fantásticos seres de agonia e de miséria! Andam por aí ulceradas, sujas, desgrenhadas, com as faces intumescidas e as bocas arrebentadas pelos socos, corridas a varadas dos quiosques, vaia- das pela garotada.

 Nas noites de chuva, sob os açoites da ventania, aconchegam-se pelos portais, metem-se pelos socavões, tiritando... Às vezes, para cúmulo de desgraça, aparecem grávidas, sem saber como, à mercê da horda de vagabundos que as viola, que as tortura, que as bate, sem lhes conceder ao menos a piedade do nojo; e os filhos morrem, desaparecem, levados na tristura do seu soluçante existir, estrangulados, talvez, nos inúmeros recantos que a milícia do nosso duplo policiamento ignora. "

Texto extraído do livro "A alma encantadora das ruas", João do Rio, 1908.

O trecho acima descreve situação passada por mulheres pobres e sobre tudo negras na virada do século XX. Sofridas, marginalizadas e sem qualquer proteção do Estado, 20 anos após a abolição da escravidão negra no Brasil.

Agora passado 125 anos podemos afirmar que os problemas aqui expostos não são mais vivenciados pelas mulheres?





quarta-feira, 17 de julho de 2013 0 comentários

O PROCESSO - Livro



Autor: Franz Kafka

Resumo do Livro:

O Processo é um romance de Franz Kafka, que conta a história de um bancário que é processado sem saber o motivo, este é Josef K.

O perfil de K. era de um funcionário exemplar, sendo que trabalhava num famoso banco e tinha um cargo de grande responsabilidade. Desempenhava sua função com muita dedicação, razão que o levou, em pouco tempo, a crescer na empresa.

Porém na manhã em que completara 30 anos, Josef K. foi detido em seu próprio quarto por dois guardas, que tomaram o café que devia ter sido dele, e depois, sugeriram estarem sendo subornados. Neste momento inicia o pesadelo de Josef K., que foi detido sem ter feito mal algum. De principio, imaginava ser uma brincadeira de seus colegas de banco, pois não podia acreditar no que estava acontecendo.

Josef K. acreditava que todo o mal entendido seria esclarecido e ao ser convocado para um interrogatório viu a oportunidade de isto acontecer. Estava errado. Deparou-se com um inspetor rude e agressivo que o ameaçava e fazia chantagens. Contudo K. exigia esclarecimentos, porém inutilmente, já que nem o inspetor e nem os guardas sabiam sobre o motivo de sua detenção.

E toda narrativa segue sem que se conheça quem teria denunciado Josef K. às autoridades e o motivo de estar sendo preso. Apesar disso, o personagem central luta o tempo todo para descobrir do que estava sendo acusado, quem o acusava e com embasamento em que lei. Contratou um advogado na esperança de ter alguma saída e também para obter informações sobre o seu caso, mas logo ele foi dispensado, pois não estava dando muita atenção ao processo dele.

Tentou entrar em contato com o judiciário, mas teve pouco sucesso, o que encontrou foram muitos processos, sendo o dele apenas mais um que ficaria esperando por muito tempo. Todo o desenrolar do processo não lhe parecia verdadeiro, os acusadores e as testemunhas tinham atitudes duvidosas e absurdas, até crianças eram chamados a prestar depoimentos.

No final, Josef K. se encontrava sem ânimo para prosseguir lutando contra um processo que ele nada conhecia, estava apático e indiferente. Pode-se interpretar que no capítulo X: O fim, Josef K. combinou para que dois senhores o matassem, e assim foi feito.

“(...) as mãos de um dos senhores seguraram a garganta de K. enquanto o outro lhe enterrava profundamente no coração a faca e depois a revolvia ali duas vezes.” (KAFKA, 2004, p. 254).

Este é o fim de Josef K.



Fonte: Cola da Web
terça-feira, 14 de maio de 2013 0 comentários

O SILÊNCIO DOS AMANTES-Ed. Record



Marca a volta da escritora LYA LUFT à literatura de ficção depois de quase dez anos. O tema do livro é a dor gerada pela ausência de comunicação entre pessoas em relacionamentos amorosos e familiares.

As histórias são pontuadas por conflitos familiares, solidão, a busca de um sentido da vida, rancores, incompreensão, mas também magia e amor nos relacionamentos.

A incomunicabilidade entre pessoas que se amam resulta em tragédias e vidas assombradas pela culpa, mas também faz com que se abram os olhos para novos caminhos possíveis. “Aqui sim, é a linha que une as narrativas. A incomunicabilidade, o silêncio quando deveríamos falar e a palavra quando deveríamos ter calado: mas a gente não sabia. É parte do drama humano”, explica a autora.

Um casal supera as dores do passado e encontra um novo caminho bastante singular; a rotina não permite enxergar o drama de quem está ao nosso lado; a mágoa e a revolta explodem numa libertação violenta; o preconceito em relação ao diferente pode ser mortal; a superficialidade impede de viver um verdadeiro amor; a morte revela o valor da vida: todos somos tocados pelo mistério. “É um livro também cheio de um fluxo poético, muito simbolismo, sempre a busca da beleza e do mistério, mesmo contando historias humanas. Porque é assim que eu vejo a vida”, diz.

Com coragem e delicadeza, Lya Luft nos provoca a vermos sob um novo prisma o nosso cotidiano, pressentindo a imprevisibilidade, que o torna mais rico. “Ser humano, com toda a miséria e grandeza que isso significa, não é apenas precisar de amparo e consolo, mas também enxergar, abaixo da superfície e atrás das paredes, novas possibilidades de viver e se relacionar”, diz Lya.


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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 0 comentários

Livro-A Revolução do Campeões

É um livro curto, de fácil entendimento com diversas pequenas histórias de caráter moralizante obedecendo mais ao tipo de leitura de auto ajuda do que um livro para meios administrativos. 


Esta edição revisada e ampliada, vem coroar as maravilhosas oportunidades que se desenham para os verdadeiros campeões. O que é ser um campeão? Quais são seus diferenciais? As respostas a estas perguntas estão neste livro, onde o autor indica os passos para fazer de você um vitorioso. Um estímulo ao crescimento pessoal e à guinada profissional. Longe de estabelecer fórmulas prontas, a obra tem a virtude de levar você à reflexão e à certeza de que você é o único responsável pelo rumo de sua carreira

Num mundo de mudanças constantes, o que caracteriza os campeões, aqueles que conseguem implementar suas idéias com sucesso? Paixão, persistência, energia e estratégia moldam os verdadeiros campeões através dos séculos. A elas, o autor acrescenta outra qualidade do verdadeiro campeão; a capacidade de relacionamento, de trabalhar com pessoas para um bem comum, pois hoje o mundo exige uma nova mentalidade, na qual o crescimento de cada um se combina com o crescimento de todos. Neste livro, Roberto Shinyashiki, mestre na arte de transmitir, com amor e poesia, mensagens sérias que mexem fundo com nossa emoção, demonstra que é possível derrotar o pessimismo e desenvolver atributos para ser um vencedor na batalha da vida.



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terça-feira, 29 de janeiro de 2008 0 comentários

TV Tupi - Uma Linda História de Amor - Col. Aplauso


Por: Jaqueline Ramiro


Foi para mim  grande prazer ler esse livro e ter a oportunidade de viajar de forma agradável por um tempo que não vivi. Através de "TV Tupi - Uma História de Amor"; Vida Alves idealizadora do Museu da Televisão Brasileira e uma das atrizes pioneiras do que veio a ser a primeira rede de TV não só do Brasil, mas da América Latina, nos passa uma narrativa emotiva e saudosista da história da TV Tupi. Já nos primeiros trechos o leitor é presenteado com depoimentos de renomados profissionais que contribuíram com esse momento histórico. A exemplo na página 48 há uma extrovertida declaração do ator Lima Duarte sobre a primeira apresentação de TV. 

Ao longo da leitura segue-se diversas curiosidades, muitas delas engraçadas. O escândalo provocado pela primeira cena de beijo, o primeiro beijo homossexual  na TV que foi dado por Vida Alves E Geórgia Gomide ,a superação de dificuldades técnicas, listagens de programas e seriados que foram ao ar nos primeiros anos. O livro conta também com pequenas biografias dos profissionais da emissora e fotografias que ilustram caprichosamente a edição.  

Excelente leitura. Eu recomendo


TV Tupi, uma Linda História de Amor, de Vida Alves, sugere à primeira vista uma história pessoal, uma visão da autora. Entrando-se no conteúdo, a consistência e o volume da pesquisa indicam que se trata de uma obra lógica. Mas, ao percorrer o texto, revela-se, em toda a sua extensão, uma narrativa acentuadamente emocional. É o pathos – a empatia que aflora da aventura, do sonho e da conquista, transformando-os em paixão. 

É com esses ingredientes que foi moldada a história da emissora de televisão pioneira da América Latina. Se a aventura de Assis Chateaubriand permitiu que se antecipasse a criação da televisão no Brasil foi, certamente, o sonho dos diretores, artistas e técnicos que viabilizou a conquista realizada com muita paixão. Paixão que transpirava na doce e redonda figura de Dermival Costa Lima, que explodia na inteligência e energia do Cassiano Gabus Mendes e que contagiava a todos através da sensibilidade dos pioneiros, dos quais Vida Alves é, legitimamente, a grande representante. 

O que, senão a paixão, move uma mulher como Vida a manter com tanto sacrifício e carregar no colo, como mãe, a nossa Pró-TV – a associação dos pioneiros, profissionais e incentivadores da televisão brasileira. Se não fosse a Vida Alves nada da nossa memória existiria. Sem os depoimentos que ela colheu e arquivou, a epopéia da implantação da televi são brasileira seria apenas uma vaga lembrança.

 Admiro a persistência de Vida Alves, e tornar este livro realidade explica como e por que ela é capaz de fazer o que faz. O carinho com que Vida Alves se refere a todos os seus companheiros revela claramente sua grande capacidade de amar. Sua missão tem sido impulsionada por esse amor, o que torna muito mais importante, o que Vida Alves está fazendo atualmente pela televisão do que qualquer coisa que ela tenha feito, no passado. E olha que foi muita – como autora, atriz, apresentadora e diretora.

Dessa forma, TV Tupi, uma Linda História de Amor não é apenas um documento para aqueles que, como eu, tiveram o privilégio de trabalhar na Tupi. É leitura obrigatória para todos os profissionais de televisão, para todos os estudantes de comunicação e um fascinante relato que interessa a cada um que, pelo menos um dia, tenha dado uma espiada na telinha, ou seja, todo o universo que gravita em torno da televisão. Obrigado, Vida Alves, por manter viva a emoção que é a matéria-prima da nossa trajetória. Viva a Vida...Alves.

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni)
                   Vida Alves





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