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sábado, 23 de novembro de 2013
A NECESSIDADE DO OUTRO,
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ROBERTO DaMATTA,
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A NECESSIDADE DO OUTRO
Aos 11 anos, quando entrei no ginásio e ganhei do meu pai uma caneta Parker com meu nome gravado, senti que algo muito sério havia ocorrido comigo. Virei ginasiano , dizia o pai que, criado em Manaus, foi um orgulhoso aluno do Ginásio Amazonense Pedro II. Naquele tempo, era comum o uso do paletó e no seu inútil bolsinho de fora usava-se um lenço combinando com a gravata e, no canto do bolso, como enfeite e sinalizador social, enfiava-se uma caneta! Éramos um país de analfabetos antes de sermos um país de subletrados e de burros doutores ideologicamente pautados. A caneta de ouro compondo a figura do doutor (substituto do aristocrata) sugeria que o sujeito assinava o nome.
Compreendi o significado da caneta demarcadora de minha passagem para o curso secundário quando, já universitário e querendo ser revolucionário, um colega politizado relacionou a nossa geração aos privilégios e a contrastou com os oprimidos sem escola que escreviam de modo hesitante, desenhando as letras, traçando-as no papel ao contrário do que manda a caligrafia clássica.
Escrever à tinta , como se dizia, era algo ritualizado que ia da escolha do papel para o que se ia dizer, pois a caneta-tinteiro borrava e sua escrita não era facilmente apagada.
Escrever com a minha Parker preta listrada de dourado era fazer a passagem do transitório e barato lápis, cujas pontas gastavam e quebravam e cuja escrita não resistia a uma banal borracha, para o definitivo: para a escrita à tinta . Que responsabilidade eu tinha quando pegava essa caneta para escrever e foi com ela que tracei as sempre mal traçadas linhas da minha primeira carta de amor. Um amor a ser tão eterno quanto a tinta e que não durava mais do que um long-play de Frank Sinatra.
Ali eu vivi um inexorável sentimento de passagem do tempo. Estava ficando velho. E velho fui ficando quando alguma passagem ocorria na minha vida. Todas as primeiras e últimas vezes foram marcadas e eu só tive consciência delas porque algo ou alguém as assinalava.
A sensação de transitar por várias etapas críticas do meu ciclo existencial que começou com o nascimento e o batismo; seguiu para a infância do time de futebol e da primeira comunhão; prosseguiu para puberdade dos bailes, do primeiro namoro e beijo; desembocou no casamento; foi agraciado com a paternidade e um dia virá com a morte - o evento mais crítico de todos o qual, infelizmente, será o único que eu não vou poder compartilhar com vocês, meus queridos leitores - foram todos construídos por outras pessoas.
Foram todos urdidos de fora para dentro, por meio de conversas, presentes, admoestações, rituais, aprovações, elogios e reparos feitos por um outro. Acentuo esse outro porque, sem ele, eu não seria capaz de saber que tento ser simultaneamente um individuo autônomo e livre; e uma pessoa devedora de muitas pessoas e relações as quais despertaram os vários eus que convivem dentro de mim.
O individualismo do anglo-eurocentrismo, adotado com a santa ignorância de tudo o que chega de fora no Brasil, pensa que pode ficar preso ao velho e inconsciente solipsismo do só eu sei o que sei passou comigo e portanto ninguém melhor do que eu para falar da minha vida , como revelou com o viés dos censores o rei Roberto Carlos, numa entrevista recente. Mas o holismo que sustenta e legitima o individualismo e pretende proteger a vida pessoal dos que vivem se expondo por meio de seus talentos criativos diz que nós só sabemos quem somos quando ganhamos de presente uma caneta; quando um amigo nos corrige; ou quando somos atingidos por uma opinião cuja maior virtude é mostrar algo não visto ou oculto de nós mesmos.
Por isso as autobiografias são tão fantasiosas quanto as biografias. Pois elas só existem como artefatos construídos e qualquer compromisso com a liberdade de falar do outro com liberdade - como argumentou um mestre do gênero, Ruy Castro, na Folha de S.Paulo do dia 1º do corrente - não é só um dado básico da visão de fora (o ponto de vista do outro), mas da própria vida social que, em todas as suas dimensões, requer e precisa do outro. Seja como um aliado, seja como um advogado, seja como um contrário e, mais que isso, como um alternativo. Aquele que passou pelo que passamos e que, com os mesmos eventos e experiências, construiu um quadro diverso do nosso. Tentar controlar e reduzir a visão de fora é uma violência porque é um ato de negação do outro. Esse outro que é o sal e, como dizia Sartre, o inferno da vida.
Não fossem esses atos externos eu não mudaria de ideia e de hábitos. Jamais saberia que tenho sido muitos. Mas mesmo na dúvida e no sofrimento da revelação das minhas limitações ou da minha pusilanimidade eu sei que o outro é básico na produção da minha vida. Se eu fosse um cantor, eu saberia pela prática que é esse outro (o chamado público) quem me consagra e me dá como um dom a incrível relação chamada sucesso.
ROBERTO DaMATTA
quinta-feira, 31 de maio de 2012
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PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
Se fosse brasileiro Snoop Dogg poderia filiar-se ao PCdoB e assumir alguma secretária de defesa dos direitos das mulheres, pois seu polêmico clipe "Sitting By The Water"seria facilmente usado como expressão da mentalidade dos dirigentes estaduais do PCdoB, principalmente os do Rio de Janeiro; em respeito do lugar que as mulheres devam ocupar na sociedade e na política.
Mulher no PCdoB tem apenas duas opções: ou é bem apadrinhada e se
entrega ao jogo sujo. Em outras palavras, tem de ter por trás algum dirigente
cafetão,
ou é muito macho e matar um
leão por dia na tentativa de ser respeitada.
As mulheres do PCdoB têm sido vistas como prostitutas de luxo dentro do próprio partido.
Como pode uma mulher não só se sujeitar, mas apoiar essa escabrosa
situação?
Á exemplo: vocês puderam acompanhar na minha página do Facebook as
declarações da Sr. Bethe Rezende. Uma senhora que possui fotos até com a
presidenta Dilma se prestando a tamanho absurdo e achando tudo muito natural. Infelizmente
a pedido dos advogados do partido ela retirou suas absurdas declarações, pois a
prostituição velada dentro do PCdoB deve ser camuflada, principalmente da
população.
Outra mulher que parece está muito confortável com a prostituição
dentro do partido e mesmo colaborado com ela, é a Senhora Helena Piragibe
(dirigente estadual do PCdoB). A pesar de estranhamente liderar o movimento
feminista (UBM), Quando a prostituição é dentro de casa ela simplesmente
fingi não vê. Não emite uma única nota sobre o assunto. Mete dinheiro dos seus padrinhos políticos no bolso, sorri e se cala.
Helena Piragibe restringe sua defesa as mulheres a opiniões sobre supostos estupros em reality Show, convenções sociais de exacerbação do próprio ego e ao uso de saltos altos.
Quanto a fanfarrona Jandira Feghali, tão enérgica em seus discursos propagandistas, quando se trata de PCdoB ele é uma jamanta cega, sudar e muda.
Enquanto isso as mulheres que realmente lutam e preferem manter a
sua dignidade se vêm obrigadas muitas vezes a se masculinizarem para evitar os
inconvenientes, e muitas vezes agressivos assédios.
Do contrário não encontrarão qualquer ajuda dentro do PCdoB, e sofrerão até mesmo, algum tipo de marginalização por não se darem por
prostitutas de luxo.
Então, na falta de alternativa se calam com medo da anulação
política, por medo de REPRESARIAS, de perderem o emprego de onde tiram o
sustento de suas famílias e com certeza está vinculado ao partido, etc.
Essas mulheres não as culpo por calarem.
Principalmente quando aquelas as quais detém o poder nas mãos para modificarem esse
meio tão predominantemente masculino que é a política,
dão-se ao estupro e entregam as companheiras em bandeja de prata.
dão-se ao estupro e entregam as companheiras em bandeja de prata.
QUEM NÃO SE SUJEITA CORRE PERIGO.
Prova disso é que
passei a ser ameaçada de morte por denunciar a realidade vivenciada por mim e
muitas outras mulheres no PCdoB.
Continua...
Links indicados: PROSTITUIÇÃO NO PCdoB parte2
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PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
Se fosse brasileiro Snoop Dogg poderia filiar-se ao PCdoB e assumir alguma secretária de defesa dos direitos das mulheres, pois seu polêmico clipe "Sitting By The Water"seria facilmente usado como expressão da mentalidade dos dirigentes estaduais do PCdoB, principalmente os do Rio de Janeiro; em respeito do lugar que as mulheres devam ocupar na sociedade e na política.
Mulher no PCdoB tem apenas duas opções: ou é bem apadrinhada e se
entrega ao jogo sujo. Em outras palavras, tem de ter por trás algum dirigente
cafetão,
ou é muito macho e matar um
leão por dia na tentativa de ser respeitada.
As mulheres do PCdoB têm sido vistas como prostitutas de luxo dentro do próprio partido.
Como pode uma mulher não só se sujeitar, mas apoiar essa escabrosa
situação?
Á exemplo: vocês puderam acompanhar na minha página do Facebook as
declarações da Sr. Bethe Rezende. Uma senhora que possui fotos até com a
presidenta Dilma se prestando a tamanho absurdo e achando tudo muito natural. Infelizmente
a pedido dos advogados do partido ela retirou suas absurdas declarações, pois a
prostituição velada dentro do PCdoB deve ser camuflada, principalmente da
população.
Outra mulher que parece está muito confortável com a prostituição
dentro do partido e mesmo colaborado com ela, é a Senhora Helena Piragibe
(dirigente estadual do PCdoB). A pesar de estranhamente liderar o movimento
feminista (UBM), Quando a prostituição é dentro de casa ela simplesmente
fingi não vê. Não emite uma única nota sobre o assunto. Mete dinheiro dos seus padrinhos políticos no bolso, sorri e se cala.
Helena Piragibe restringe sua defesa as mulheres a opiniões sobre supostos estupros em reality Show, convenções sociais de exacerbação do próprio ego e ao uso de saltos altos.
Quanto a fanfarrona Jandira Feghali, tão enérgica em seus discursos propagandistas, quando se trata de PCdoB ele é uma jamanta cega, sudar e muda.
Enquanto isso as mulheres que realmente lutam e preferem manter a
sua dignidade se vêm obrigadas muitas vezes a se masculinizarem para evitar os
inconvenientes, e muitas vezes agressivos assédios.
Do contrário não encontrarão qualquer ajuda dentro do PCdoB, e sofrerão até mesmo, algum tipo de marginalização por não se darem por
prostitutas de luxo.
Então, na falta de alternativa se calam com medo da anulação
política, por medo de REPRESARIAS, de perderem o emprego de onde tiram o
sustento de suas famílias e com certeza está vinculado ao partido, etc.
Essas mulheres não as culpo por calarem.
Principalmente quando aquelas as quais detém o poder nas mãos para modificarem esse
meio tão predominantemente masculino que é a política,
dão-se ao estupro e entregam as companheiras em bandeja de prata.
dão-se ao estupro e entregam as companheiras em bandeja de prata.
QUEM NÃO SE SUJEITA CORRE PERIGO.
Prova disso é que
passei a ser ameaçada de morte por denunciar a realidade vivenciada por mim e
muitas outras mulheres no PCdoB.
Continua...
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PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
Se fosse brasileiro Snoop Dogg poderia filiar-se ao PCdoB e assumir alguma secretária de defesa dos direitos das mulheres, pois seu polêmico clipe "Sitting By The Water"seria facilmente usado como expressão da mentalidade dos dirigentes estaduais do PCdoB, principalmente os do Rio de Janeiro; em respeito do lugar que as mulheres devam ocupar na sociedade e na política.
Mulher no PCdoB tem apenas duas opções: ou é bem apadrinhada e se
entrega ao jogo sujo. Em outras palavras, tem de ter por trás algum dirigente
cafetão,
ou é muito macho e matar um
leão por dia na tentativa de ser respeitada.
As mulheres do PCdoB têm sido vistas como prostitutas de luxo dentro do próprio partido.
Como pode uma mulher não só se sujeitar, mas apoiar essa escabrosa
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Á exemplo: vocês puderam acompanhar na minha página do Facebook as
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a pedido dos advogados do partido ela retirou suas absurdas declarações, pois a
prostituição velada dentro do PCdoB deve ser camuflada, principalmente da
população.
Outra mulher que parece está muito confortável com a prostituição
dentro do partido e mesmo colaborado com ela, é a Senhora Helena Piragibe
(dirigente estadual do PCdoB). A pesar de estranhamente liderar o movimento
feminista (UBM), Quando a prostituição é dentro de casa ela simplesmente
fingi não vê. Não emite uma única nota sobre o assunto. Mete dinheiro dos seus padrinhos políticos no bolso, sorri e se cala.
Helena Piragibe restringe sua defesa as mulheres a opiniões sobre supostos estupros em reality Show, convenções sociais de exacerbação do próprio ego e ao uso de saltos altos.
Quanto a fanfarrona Jandira Feghali, tão enérgica em seus discursos propagandistas, quando se trata de PCdoB ele é uma jamanta cega, sudar e muda.
Enquanto isso as mulheres que realmente lutam e preferem manter a
sua dignidade se vêm obrigadas muitas vezes a se masculinizarem para evitar os
inconvenientes, e muitas vezes agressivos assédios.
Do contrário não encontrarão qualquer ajuda dentro do PCdoB, e sofrerão até mesmo, algum tipo de marginalização por não se darem por
prostitutas de luxo.
Então, na falta de alternativa se calam com medo da anulação
política, por medo de REPRESARIAS, de perderem o emprego de onde tiram o
sustento de suas famílias e com certeza está vinculado ao partido, etc.
Essas mulheres não as culpo por calarem.
Principalmente quando aquelas as quais detém o poder nas mãos para modificarem esse
meio tão predominantemente masculino que é a política,
dão-se ao estupro e entregam as companheiras em bandeja de prata.
dão-se ao estupro e entregam as companheiras em bandeja de prata.
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