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terça-feira, 28 de março de 2017 0 comentários

O NOSSO INFINITO



Há ou não um infinito fora de nós? É ou não único, imanente, permanente, esse infinito; necessariamente substancial pois que é infinito, e que, se lhe faltasse a matéria, limitar-se-ia àquilo; necessariamente inteligente, pois que é infinito, e que, se lhe faltasse a inteligência, acabaria ali? Desperta ou não em nós esse infinito a ideia de essência, ao passo que nós não podemos atribuir a nós mesmos senão a ideia de existência? Por outras palavras, não é ele o Absoluto, cujo relativo somos nós?

Ao mesmo tempo que fora de nós há um infinito não há outro dentro de nós? Esses dois infinitos (que horroroso plural!) não se sobrepõem um ao outro? Não é o segundo, por assim dizer, subjacente ao primeiro? Não é o seu espelho, o seu reflexo, o seu eco, um abismo concêntrico a outro abismo? Este segundo infinito não é também inteligente? Não pensa? Não ama? Não tem vontade? Se os dois infinitos são inteligentes, cada um deles tem um princípio volante, há um eu no infinito de cima, do mesmo modo que o há no infinito de baixo. O eu de baixo é a alma; o eu de cima é Deus.



Pôr o infinito de baixo em contacto com o infinito de cima, por meio do pensamento, é o que se chama orar.

Não tiremos nada ao espírito humano; é mau suprimir. O que devemos é reformar e transformar. Certas faculdades do homem dirigem-se para o Incógnito, o pensamento, a meditação, a oração. O Incógnito é um oceano. Que é a consciência? É a bússola do Incógnito. O pensamento, a meditação, a oração são tudo grandes irradiações misteriosas. Respeitemo-las. Para onde vão essas majestosas irradiações da alma? Para a sombra, quer dizer, para a luz.

A grandeza da democracia consiste em não negar, nem renegar nada da humanidade. Ao pé do direito do homem, pelo menos ao lado, há o direito da alma.

A lei é esmagar os fanatismos e venerar o infinito. Não nos limitemos a prostrar-nos debaixo da árvore da Criação e a contemplar os seus imensos ramos cheios de astros. Temos um dever: trabalhar para a alma humana, defender o mistério contra o milagre, adorar o incompreensível e rejeitar o absurdo, não admitindo em coisas inexplicáveis senão o necessário, tornando sã a crença, tirando as superstições de cima da religião, catando as lagartas de Deus

Victor Hugo

in 'Os Miseráveis'


quinta-feira, 28 de novembro de 2013 1 comentários

VERBO INFINITO

 




















Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar


Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, e ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar


E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito


E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito.

VINICIUS DE MORAES
segunda-feira, 22 de julho de 2013 0 comentários

CAIXÃO OU A MORTE


Está é a carta da transformação, renascimento e renovação.

Muitos a consideraram uma carta de perdas e realmente é, A PERDA DO PASSADO E DAS VELHAS OPINIÕES.Essa carta fala das transformações de crenças e mudança de padrão de comportamento. É mais uma questão psicológica, por tratar-se de um novo olhar, ou seja, resinificar os paradigmas.


O caixão representa as mudanças que fogem ao nosso controle,é a verdadeira transformação, pois são reações da vida, ou melhor, uma fase que necessita acontecer,já que ela fala de fins, de separações, perdas, mudanças, enfim, tudo aquilo que não deve continuar, que não tem mais vida mais utilidade hoje vão ficar no passado.
Costumo dizer quando tiro o Arcano XIII-A morte no baralho cigano é o dia da faxina.
AQUELE DIA EM QUE TUDO QUE FOR INÚTIL DEVE SER ELIMINADO.

Outro significado desta carta é o mundo interno do consultante, pois o caixão anuncia (ou denuncia) como o consulente se sente, como o consulente se encontra no momento da consulta com As Cartas Ciganas.

Às vezes o consulente encontra-se no meio do olho do furacão, num verdadeiro turbilhão, por encontrar-se numa forte transição em sua vida. Às vezes se sente perdido ou inseguro, mas não sabe como demonstrar isso e acaba se fechando. Outras vezes o consulente está paralisado, por não saber como agir.


Sabe aquelas decisões que você está se arrastando a muito tempo para tomar, pois então você demorou tanto que a vida está tomando a decisão por você, mas Olhe para a frente, vislumbre uma nova etapa com valores renovados e atitudes mais positivas.Não tenha medo das transformações, pois elas são necessárias para o seu amadurecimento.
Outra coisa: tenha muita atenção e guarde segredo de projetos importantes.
 
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