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sábado, 23 de novembro de 2013
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CLUBE DA ESQUINA 2 - Milton Nascimento
Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, aço, aço....
Porque se chamava homem
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases
lacrimogênios
Ficam calmos, calmos, calmos
E lá se vai mais um dia
E basta contar compasso
e basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração
Na curva de um rio, rio...
E lá se vai mais um dia
E o Rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente,
gente, gente...
]
ANALISE:
Clube da esquina II, de Milton Nascimento e Lô Borges.
Em meio a ditadura uma flor exala seu perfume e colore um jardim de galhos secos com suas pétalas. Essa música relata um tempo de lutas, de persistência, de guerra, de não se render. Tempo de lutas, "Porque se chamava moço, também se chamava estrada" quer dizer resistência e torturas; "Em meio a tantos gases lacrimogênios , ficam calmos, calmos": esqueça. A letra se conecta com a luta pela sobrevivência de alguns homens na sociedade excludente, com a luta contra os absurdos da ditadura. Hoje não temos mais ditadura , mas temos a opressão, corrupção e violência. Clube da esquina II é canto de uma juventude que soube compreender seu tempo, seus medos, angústias, derrotas, mas não desistiu. É um clube da esquina, esquina de amigos que estão tentando vencer na vida, transformar a realidade, na qual se encontravam através do som, assim como os amigos que tentavam vencer a ditadura.
A gravação original provavelmente de registro, não tinha letra, somente melodia. Está foi composta mais tarde por Lô e Marcio Borges a pedido de Nana Caymmi em 1979. Aqui lembro meu amigo e professor Bosco de Oliveira em seu show no teatro nacional quando interpretou essa bela canção com seu violão.
(texto- C. Arruda e G. Givas Demore)
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O BÊBADO E O EQUILIBRISTA,
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O BÊBADO E O EQUILIBRISTA - Elis Regina
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos...
A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Prá noite do Brasil.
Meu Brasil!...
Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora! A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil...
Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança...
Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar...
Azar!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar...
(Elis Regina)
domingo, 20 de outubro de 2013
A. Manzanero,
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ME DEIXAS LOUCA - Elis Regina
Quando caminho pela rua lado a lado com você
Me deixas louca
quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria, me deixas louca
Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto escutar
As coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca
Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca
E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas
costas
Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
me deixas louca
Sinto os teus braços se cruzando em minhas costas
Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
e me deixas louca
Compositor: A. Manzanero - Versão: Paulo Coelho
Me deixas louca
quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria, me deixas louca
Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto escutar
As coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca
Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca
E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas
costas
Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
me deixas louca
Sinto os teus braços se cruzando em minhas costas
Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
e me deixas louca
Compositor: A. Manzanero - Versão: Paulo Coelho
domingo, 3 de fevereiro de 2013
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Flávio Venturini,
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CLUBE DA ESQUINA 2 - Flávio Venturini
Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, aço, aço....
Porque se chamava homem
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases
lacrimogênios
Ficam calmos, calmos, calmos
E lá se vai mais um dia
E basta contar compasso
e basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração
Na curva de um rio, rio...
E lá se vai mais um dia
E o Rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente,
gente, gente...
(Flávio Venturini)
sábado, 2 de fevereiro de 2013
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CANTEIROS
Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Sendo claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
(Refrão 2X)
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Pois se não chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida em nosso coração.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Leoni,
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SÓ PRO MEU PRAZER
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SÓ PRO MEU PRAZER
Não fala nada
Deixa tudo assim por mim
Eu não me importo
Se nós não somos bem assim
É tudo real as minhas mentiras
E assim não faz mal
E assim não me faz mal não
Noite e dia se completam
O nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
Eu te recriei, só pro meu prazer
Só pro meu prazer
Não vem agora com essas insinuações
Dos seus defeitos ou de algum medo normal
Será que você, não é nada que eu penso
Também se não for
Não me faz mal
Não me faz mal não
Noite e dia se completam
O nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
Eu te recriei, só pro meu prazer
Noite e dia se completam
O nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
Eu te recriei, só pro meu prazer
Só pro meu prazer
(Leoni)
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
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Renato Russo,
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Ti Chiedo Onestà,
ultimo solo
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Ti Chiedo Onestà (Renato Russo)
Io stasera lo sai, Ricomincio da te
E tu forse lo fai, Senza un vero perchê
Io stasera lo so, Mi rimetto nei guai
Tu sai dire di no, ma perchè non lo fai
Patti chiari fra noi, dividiamo a metà
Perchè dopo lo sai, C'è chi prende e chi da
Non ci credo alle grandi promesse, Ti chiedo onestà
Io ti chiedo soltanto onestà, E non voglio saper dove vai
Cosa pensi e gli amici che hai, Quel che é stato, Quel che sarà
Io ti chiedo soltanto onestà...Onestà
Questa voglia di noi, Io di te tu di me
Può finire lo sai, nello stesso caffè
Dove lei mi lasciò, con la stessa bugia
Ci vediamo però, ora devo andar via
E stasera lo sai, ricomincio da te
Mi rimetto nei guai, di chi ama e non sa
Che c'è i giorni che stiamo vivendo, c'è poca onestà
E per questo pretendo onestà, perchè io sono fatto cosi
Io non so dire non con un sì, e per questo se è amore sarà
Non ti chiedo che un pò di onestà...Onestà
Perchè io ti darò, tutto il meglio di me
Perchè io moriró dal bisogno di te,
Mi concosco oramai, io do sempre di più,
Gli altri prendono e via, non lo fare anche tu,
Non lo fare per me, per ridarmi allegria,
Se amore non c'è, non ci vuole pietà,
E per questo stasera ti chiedo soltanto onestà
Io ti chiedo soltanto onestà, perchè sento che dentro ce l'hai
perchè sento che amore sarà, Io ti chiedo onestà
Io stasera lo sai, ricomincio da te
Mi rimetto nei guai, qualche santo sarà
Ma lo sento che à amore e per questo ti chiedo onestà
Io ti chiedo soltanto onestà,
Perchè sento che dentro ce l'hai,
Perchè sento che amore sarà
Io ti chiedo onestà...ahh...Io ti chiedo onestá.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
A cor do Som,
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A COR DO SOM - ao vivo - Abri a porta
Abrir a porta
Abri a porta,
Apareci,
A mais bonita,
Sorriu pra mim ...
Naquele instante me convenci
O bom da vida vai prosseguir
Vai prosseguir, vai dar pra lá do céu azul
Onde eu não sei, lá onde a lei seja o amor
E usufruir do bem, do bom e do melhor seja comum.
Abri a porta,
Apareci,
A mais bonita,
Sorriu pra mim ...
Naquele instante me convenci
O bom da vida vai prosseguir
Vai prosseguir, vai dar pra lá do céu azul
Onde eu não sei, lá onde a lei seja o amor
E usufruir do bem, do bom e do melhor seja comum.
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Maria Gadú,
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violão
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ENCONTRO-música Maria Gadú
Sai de si
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim
Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir
Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você
Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir
Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você
canção,
Chico Buarque,
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morena,
MPB4,
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BOCA LIVRE & MP4 - Morena dos Olhos D'Água e Toada
Duas lindas
canções com ótimas interpretações. "Morena dos olhos D’água" bem a
moda Chico Buarque e toada.
Morena dos olhos D’água
Morena, dos olhos
d'água,
Tira os seus olhos do
mar.
Vem ver que a vida
ainda vale
O sorriso que eu tenho
Pra lhe dar.
Descansa um meu pobre
peito
Que jamais enfrenta o
mar,
Mas que tem abraço
estreito, morena,
Com jeito de lhe
agradar.
Vem ouvir lindas
histórias
Que por seu amor
sonhei.
Vem saber quantas
vitórias, morena,
Por mares que só eu
sei.
Morena, dos olhos
d'água,
Tira os seus olhos do
mar.
Vem ver que a vida
ainda vale
O sorriso que eu tenho
Pra lhe dar.
Seu homem foi-se
embora,
Prometendo voltar já.
Mas as ondas não tem
hora, morena,
De partir ou de
voltar.
Passa a vela e vai-se
embora
Passa o tempo e vai
também.
Mas meu canto 'inda
lhe implora, morena,
Agora, morena, vem.
acústico MTV,
coisas da vida,
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Rita Lee
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RITA LEE - da séria série "Totalmente Demais" - Coisas da vida - acústico MTV(1998)
Há quem diga que Rita Lee é a versão feminina de Raul Seixas. Bons tempos em que as músicas além de bela melodia possuiam letras que nos faziam refletir, viajar em nós mesmo. Grande e eterna Rita Lee.
Coisas da Vida
Quando a lua apareceu
Coisas da Vida
Quando a lua apareceu
Ninguém sonhava mais do que eu
Já era tarde
Mas a noite é uma criança distraída
Depois que eu envelhecer
Ninguém precisa mais me dizer
Como é estranho ser humano
Nessas horas de partida
É o fim da picada
Depois da estrada começa
Uma grande avenida
No fim da avenida
Existe uma chance, uma sorte
Uma nova saída
Qual é a moral?
Qual vai ser o final
Dessa história?
Eu não tenho nada pra dizer
Por isso eu digo
Eu não tenho muito o que perder
Por isso jogo
Eu não tenho hora pra morrer
Por isso sonho
São coisas da vida
E a gente se olha, e não sabe
Se vai ou se fica (2x)
São coisas da vida
E a gente se olha, e não sabe
Se vai ou se fica (2x)
quarta-feira, 22 de julho de 2009
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LOS HERMANOS,
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romântico,
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O vento - Los Hermanos(música)
Posso ouvir o vento passar,assistir à onda bater,
mas o estrago que faz a vida é curta pra ver...
Eu pensei...
Que quando eu morrer vou acordar para o tempo e para o tempo parar:
Um século, um mês,três vidas e mais um passo pra trás?
Por que será?... Vou pensar.- Como pode alguém sonhar o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer e isso, eu vi,o vento leva!
- Não sei mais sinto que é como sonhar que o esforço pra lembrar é a vontade de esquecer...
E isso por que?Diz mais!Uh...
Se a gente já não sabe mais rir um do outro meu bem então o que resta é chorar e talvez,se tem que durar,vem renascido o amor bento de lágrimas.
Um século, três,se as vidas atrás são parte de nós.E como será?
O vento vai dizer lento o que virá,e se chover demais,a gente vai saber,claro de um trovão,se alguém depois sorrir em paz.Só de encontrar... Ah!!!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
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GRACIAS A LA VIDA,
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Mercedes Sosa,
música
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GRACIAS A LA VIDA
GRACIAS A LA VIDA
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el oído que en todo su ancho
Graba noche y día grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él, las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano
Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida, gracias a la vida
(Mercedes Sosa)
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el oído que en todo su ancho
Graba noche y día grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él, las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano
Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida, gracias a la vida
(Mercedes Sosa)
Links: PCdoB x MILICIANOS
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