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sexta-feira, 3 de julho de 2015 0 comentários

VOCÊ SABE ONDE NASCEU O BORDÃO DEPOIS DO "PARABÉNS PARA VOCÊ"





 "rá-ti-bum" parece reproduzir o som de instrumentos musicais em momentos festivos, em especial nas apresentações circenses. O "rá" seria da caixa, os pratos fariam o "tim", e o bumbo, o "bum". Foi incorporado às festas de aniversário como complemento ao "Parabéns pra você", depois de um animado "É pique! É pique! É hora! É hora! É hora!"


Há uma outra explicação, que inclui esse bordão "é pique, é pique, é hora, é hora". Tudo isso viria do ambiente estudantil da Faculdade de Direito do largo de São Francisco, em São Paulo.

Naquele tempo, na década de 1930, "é pique, é pique" teria sido uma saudação jocosa ao estudante Ubirajara Martins, conhecido pelo apelido de "pique-pique", porque vivia aparando barba e bigode com uma tesourinha. O "é hora, é hora" teria sido um grito de guerra de botequim, criado pelos estudantes para pedir uma nova rodada de cerveja, depois de transcorrido o tempo suficiente para que a bebida gelasse em contato com as barras de gelo.

O "rá-tim-bum" (explicação meio bizarra...) teria sido uma referência a um certo rajá indiano chamado Timbum (ou coisa que o valha). O rajá, em visita à faculdade, virou motivo de outra brincadeira de botequim. Os alunos de Direito, lá reunidos, comemoravam fosse o que fosse gritando — "É pique-pique, pique-pique, é hora, é hora, é hora... rajá... tim... bum!".

Essa história um tanto mirabolante está documentada, porém, no Suplemento da prestigiosa Revista Pesquisa FAPESP n. 102, de agosto de 2004 (págs., 57-8), na matéria "O Brasil que as Arcadas vislumbraram", assinada por Fabrício 
segunda-feira, 26 de agosto de 2013 0 comentários

A VOZ DO BRASIL




Como ignorar o que está a acontecer no Brasil? 
(Embora, realmente, a pergunta que se impõe seja: 
o que é que está a acontecer no Brasil?)

Tal como as autoridades brasileiras, fui apanhada de surpresa pelos protestos em São Paulo - e depois no Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, e por aí fora. Eu tenho desculpa: com dez dias de férias para gastar, pareceu-me boa ideia desligar do bulício da vida profissional e escapar às solicitações da cidade, e buscar refúgio no interior transmontano português, ver a sombra das nuvens nos montes, ler os meus livros ao som das andorinhas e do rego da aldeia, talvez pegar sinal no celular e talvez não... As autoridades brasileiras não têm desculpa nenhuma: desde o princípio, quase tudo o que disseram e fizeram merece crítica e censura.

Desprevenida, isolada, fui apanhando no noticiário nacional a descrição dos movimentos nas ruas, as manifestações, a repressão, os gritos, e cartazes, as declarações de dirigentes políticos e cartolas esportivos; fui procurando nas redes sociais as impressões, as anedotas, as denúncias, os manifestos, as opiniões, de quem está a viver in loco um momento que sem dúvida ficará registado como histórico na vida brasileira.

De longe, de fora, é difícil ter um retrato completo; é arriscado com informação tão limitada e desconecta consolidar uma posição, emitir uma opinião. Mas certas coisas parecem ser tão óbvias, tão do senso-comum, que é irresistível não as apontar: por exemplo, que o desenvolvimento da sociedade apela inevitavelmente a maior participação e mais democracia; que o exercício da cidadania, em defesa de uma causa justa, pode ser mais poderoso que a mera repetição do voto; que a crise da representação política é um perigoso salto no abismo; que quem se sente desapossado - do espaço público, do debate público, do orçamento público, do serviço público - acabará por fazer ouvir a sua voz e reclamar as suas queixas; que multidões desagregadas, descontroladas, facilmente podem ficar à mercê de interesses difusos...

Poderia continuar, mas não vem ao caso - estas são apenas generalidades; gente bastante mais habilitada do que eu poderá elaborar pensamento concreto que contextualize o fenómeno em curso no Brasil. Dos ecos que fui lendo, ouvindo, vendo, lá bem atrás dos montes, posso falar de uma sucessão de emoções em poucos dias: a surpresa inicial que deu lugar à incredulidade, a curiosidade, a admiração e o orgulho alheio que evoluíram para a dúvida, a desconfiança e a incompreensão. Resumindo, uma confusão.

Nesta altura, mesmo que as faixas digam que "um professor vale mais do que o Neymar" e que o pessoal faça as contas para comparar quantas escolas, quantos hospitais, quantos programas públicos poderiam ser financiados com o dinheiro aplicado nas grandes obras esportivas, quase já nem faz sentido associar o que se passa com o futebol - o da taça das Confederações ou o da Copa de 2014. Só o pessoal da Fifa parece não perceber nada do que está a acontecer: as declarações dos jogadores canarinhos só podem ser aplaudidas.

De resto, basta ver o arrepiante clip dos 60 mil na bancada da Arena Castelão a cantar o hino nacional (e já agora também o fenomenal drible de Neymar para o segundo golo do Brasil) para perceber que "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa". Se alguma coisa foi clara e cristalina esta semana foi que os brasileiros nunca deixarão de torcer pela sua selecção e que nunca deixarão de amar e sofrer pelo seu país. Querem ganhar a Copa mas, principalmente, querem um país melhor.

Rita Siza é jornalista do diário português "Público", onde acompanha temas de política internacional, com ênfase na América Latina.

RITA SIZA
quinta-feira, 5 de julho de 2012 0 comentários

FRIEZA


Não tenho a frieza dos médicos e menos ainda a dos “bons” políticos. Dói-me na alma saber que os outros sofrem. Se tomo conhecimento de que alguém próximo passa por necessidades, isso me traz inquietação.

Sinto-me na obrigação de faze algo para ajudar, trazer algum alento para essa pessoa. Essa é a minha mentalidade como indivíduo. Ocupando cargo público essa noção se potencializa.

Não sei ser indiferente com aqueles, que assim como eu, lutam a cada dia para garantir o seu pão e o de seus familiares. Me sentiria indigna em possuir uma recheada conta bancária mantida com dinheiro desviado de instituições públicas, mantida com o comprometimento do salário de dezenas de trabalhadores, enquanto meu vizinho não consegue se quer uma cesta básica. Me preocupo realmente com isso.

 Não limito minhas preocupações a palavras de efeito prontas, postadas no Facebook. Elas se manifestam em minhas ações de ontem, de hoje e espero que seja de sempre.

Sou humana demais para sobreviver no mundo político do PCdoB. Como tomo atitudes éticas, meus corruptos Camaradas de partido acusaram-me de ser cristã. E isso é inaceitável para eles.

A grande lição que o PCdoB está me ensinando é que um bom político é aquele que vendeu barato a sua alma. Os quais as pessoas comuns em meio as dificuldades do dia a dia classificam como FILHOS DA P***!

links indicados:Mucamas do PCdoB
 
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