2c6833b0-77e9-4a38-a9e6-8875b1bef33d diHITT - Notícias Sou Maluca Sim!: porco
Mostrando postagens com marcador porco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador porco. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 22 de março de 2013 3 comentários

A FÁBULA DOS PORCOS ASSADOS




CERTA VEZ, ocorreu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, que até então os comiam crus, experimentaram a carne assada e acharam-na deliciosa. A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque. O tempo passou, e o sistema de assar porcos continuou basicamente o mesmo.

Mas as coisas nem sempre funcionavam bem: às vezes os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. As causas do fracasso do sistema, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou à inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou, ainda, às árvores, excessivamente verdes, ou à umidade da terra ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas.

As causas eram, como se vê, difíceis de determinar - na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura: havia maquinário diversificado, indivíduos dedicados a acender o fogo e especialistas em ventos - os anemotécnicos. Havia um diretor-geral de Assamento e Alimentação Assada, um diretor de Técnicas Ígneas, um administrador-geral de Reflorestamento, uma Comissão de Treinamento Profissional em Porcologia, um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias e o Bureau Orientador de Reforma Igneooperativas.

Eram milhares de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores árvores e sementes, fogo mais potente etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno.

Um dia, um incendiador chamado João Bom-Senso resolveu dizer que o problema era fácil de ser resolvido - bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então sobre uma armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne.

Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o diretor-geral de Assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete e disse-lhe: “Tudo o que o senhor propõe está correto, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? E com os acendedores de diversas especialidades? E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas máquinas purificadoras de ar?

E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Hein?.”

“Não sei”, disse João, encabulado.

“O senhor percebe agora que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê que, se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo?.”

“O senhor, com certeza, compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas? O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros de bosques já preparados, cujas árvores não dão frutos e nem têm folhas para dar sombra? E o que fazer com nossos engenheiros em porcopirotecnia? Vamos, diga-me!”.

“Não sei, senhor.”

“Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por aí que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia - isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo.”

João Bom-Senso, coitado, não falou mais um “a”. Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu. Por isso é que até hoje se diz, quando há reuniões de Reforma e Melhoramentos, que falta o Bom-Senso.

Por Marcos Cintra



              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB


domingo, 5 de fevereiro de 2012 0 comentários

Porco!

O que me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos sem carater, nem dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons!
(Martin Luther King)



Minha vida com o PC do B está interligada desde os meus 14 anos de idade e aos 16 anos eu militava de todas as formas que eram possíveis. Perdi a conta de quantos livros li, de quantas palestras, manifestações, congressos, conferencias que participei pelo partido. de quantas vezes com toda a minha emoção fiz tremular a bandeira vermelha com meus próprios braços.

E tudo parecia lindo até conhecer Charutinho, esse camarada apareceu do nada no Distrital achando-se o máximo. Jeito de malandro, chapéu branco de fita preta, um verdadeiro Zé Pilantra. Ops! Quer dizer: Zé Pelintra. Um tipinho esquisito de voz arrastada, apertando todo mundo e sempre arrumando pretexto para falar no ouvidinho. muita gíria e usando palavras fora do contexto, sendo a sua favorita "conjuntura".Cheguei até mesmo a me divertir com ele colocando palavras de Lenin na boca de Marx e de Marx em Lenin.

As histórias que eram passadas sobre a reputação do Camarada eram pesadas e nada boas, mas ainda assim os demais camaradas permitiram que Charutinho aprumasse as penas e se transformasse no grande pavão do distrital Norte.

Camarada Charutinho trouxe sangue novo ao distrital, admito que ele realmente trouxe modificações que eu conheço como falcatrua, mas ele prefere chamar de articulação política.

Articulação para lá, articulação para cá e de forma completamente contraria ao que descreve o estatuto partidário ele conquistou o cargo de dirigente. Bom pelo menos rolou muito churrasco e cerveja para todo mundo. Também deu para conhecer muita gente nova que estava se filiando na hora só para poder participar da "chopada" e nunca mais deram as caras.

É claro que nem todos aceitaram esse tipo de ação e a eleição do dirigente acabou sendo questionada, porém o Camarada Charutinho já tinha sentado no trono. O resumo foi que seria bom para o distrital ter uma Estrela na direção, mesmo ninguém o conhecendo direito a desculpa é que ele tinha contatos...

Bem, contatos, contatos dele mesmo acho que até hoje não tem, mas isso não é um problema sendo Charutinho um excelente oportunista.

Tão absurdamente oportunista que me enoja.

Como se costuma dizer popularmente o santo não bateu, nunca bateu.

E não sendo suficiente depois de eu ter engolido muito sapo para me manter nas minhas atividades (já que isso é política), Camarada Charutinho achou que eu também deveria comer um Porco. Sentindo-se a vontade para me chamar para um "almoço" cobrando de mim o que ele interpretou como sendo um favor. Já que eu não pude ir trabalhar como fiscal de prova e indiquei um amigo também militante para me substituir.

Essa foi para mim o fim da picada. Vou contar na minha próxima pastagem direitinho essa história de "almoço".

Estou apenas introduzindo uma biografia para que vocês possam entender melhor o meu repudio de toda essa obscenidade de que estou sendo vitima.

Peço ajuda, peço para ser ouvida e meu partido que antes parecia ter um corpo tão vivo hoje parece não ter ouvidos. Onde estão homens como João Amazonas, Luís Carlos Prestes, Maurício Grabois? Onde estão os comunistas? Onde estam as mulheres do meu partido?
 
;