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quarta-feira, 26 de novembro de 2014 0 comentários

PEQUENO MANUAL DA VIDA MAL RESOVIDA




Eu estou em crise. Assim como a economia europeia, a Síria ou a política de combate a enchentes no Rio. Em épocas assim, as pessoas perguntam o que está acontecendo, como tudo começou, qual a perspectiva de melhora.

Contando a mesma história para muita gente e passando a vida a limpo, numa espécie de sessão de terapia contínua, o resultado pode ser bastante confuso: não percebi o que estava acontecendo? Errei? Não me controlei? Não sou madura o suficiente?

De todo esse período, venho sistematizando algumas ideias, que vão contra a corrente dos livros de autoajuda, mas que me parecem mais atadas à minha realidade do que pregam os gurus do autocontrole e da “vida bem resolvida” (e aqui crio uma rima pobre por falta de sinônimo melhor para a expressão). Eu não espero que você, caro leitor, concorde com todas – nem mesmo com uma delas. O objetivo deste texto, assim como todos os outros deste blog, acredito, é compartilhar pensamentos e propor reflexões. Certo ou errado não são os tópicos aqui.

“É preciso ser forte”: como disse uma amiga minha, eu quero é ser fraca. Chorar, sofrer, desabafar fazem parte das rotinas humanas e não é vergonha nenhuma dizer que a dor está muito forte e que está difícil de segurar. Deixar lágrimas escorrerem em público, querer passar um dia triste, sentir que está sem chão naquele momento não fazem de você uma pessoa frágil e que não agradece pelos inúmeros momentos de felicidade que vive.

Do mesmo jeito que o corpo dá sinais de alerta, com dores, para nos dizer que há algo errado, nossa mente e nossas emoções mostram que há pontos complicados na vida. E, assim como o físico, não há cura para tudo – mas também há sempre algo que ajuda a diminuir o peso. Em todos os casos, buscar tratamento – e ser firme nele, até os últimos recursos – também é sempre possível.

“Viver não é complicado. Somos nós que complicamos a vida”: mentira deslavada (ou sem-vergonha, que é um sinônimo mais saboroso, mas muito menos conhecido da palavra). Viver é complicado, sim. Amar alguém, e ser amado por ela, não torna as relações fáceis. Escolher uma profissão e gostar do que faz não evita que queiramos jogar a toalha às vezes. Amar os filhos não anula erros na criação. Amar os pais não impede que possamos ofendê-los quando queremos que eles se cuidem. Ver avós morrendo, seguindo a trajetória natural da vida, não torna a separação menos sofrida. Somos bichos complicados, inseguros, com medo de fazer escolhas erradas, traumatizados pelos eventos do passado. Isso implica que vamos errar, ferir, ofender, distorcer, recuar, mudar, tantas vezes quantas forem necessárias no meio do caminho.

Pedir desculpas não vai adiantar, mas também mal não irá fazer. Dizer que aquilo serviu de aprendizado para não fazer de novo é meia verdade, porque sempre podemos errar novamente – mas, como meia verdade, isso também tem, obviamente, seu lado genuíno.

“Seja firme nas suas decisões”: não sei se acontece com todos, mas às vezes eu passo longos minutos olhando o cardápio, penso seriamente em que prato pedir, faço a escolha confiante e, quando chega a refeição, percebi que me enganei: o molho não era o que eu pensava. Seria ótimo se longos momentos de reflexão garantissem a decisão mais acertada, mas, se isso não é assim nem com a comida, que dirá com as emoções, com as relações, com os gostos.

Eu detecto em minha vida algumas certezas: amo algumas pessoas, aprecio fazer determinadas coisas, quero cumprir certos objetivos (de vida profissional e de mudança ou evolução de personalidade). São pontos que não têm mudado com o tempo, mas, para continuarem assim, elas precisam ser cultivadas a cada novo dia. Então, eu não sou firme com as minhas decisões: eu as repito todo dia. Entende a diferença?

“Mantenha o autocontrole”: adoraria ser capaz disso, o tempo todo. Se algum leitor consegue, por favor, avise. Eu busco evoluir, e nesse período crítico passei por várias situações em que gostaria de ter tido a esperteza de me enfiar em um buraco e esperar a raiva e o desespero passarem antes de fazer alguma coisa. Estou cotidianamente buscando melhorar nesse sentido, mas confesso que retrocedo várias vezes ou cometo o mesmo erro outras tantas, ainda que eu reflita, ore, faça terapia, escreva sobre isso…

Se houver algum ser humano que consiga nunca dar uma resposta mais seca; nunca dizer algo desnecessário e que machuque; ou mesmo nunca hesitar em dizer o que tem de ser dito no momento, por favor, me ensine o caminho.

Se houver um modo mais fácil de ser humano, imperfeito, emotivo, confuso e inseguro, serei a primeira a segui-lo. No momento, apenas sigo sendo humana, ciente do que é sê-lo, mas sem a certeza de que conheço tudo da minha própria humanidade.

JULIANA DORETTO
quinta-feira, 17 de outubro de 2013 0 comentários

Senado dos EUA aprova acordo fiscal para encerrar crise da dívida


, 16 Out (Reuters) - O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite desta quarta-feira um acordo para acabar com a crise política que paralisou parcialmente o governo federal e levou a maior economia do mundo à beira de um calote da dívida que poderia ter provocado uma calamidade financeira global.

A Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, deve analisar a legislação mais tarde nesta quarta-feira, depois que o presidente da Casa, John Boehner, desistiu dos esforços do partido de relacionar a medida de gastos às mudanças na lei de saúde do presidente Barack Obama.
O acordo, no entanto, oferece apenas uma solução temporária e não resolve as questões fundamentais de gastos e déficits que dividem republicanos e democratas.

A lei emergencial financia o governo até 15 de janeiro e eleva o teto da dívida até 7 de fevereiro, quando os norte-americanos correm o risco de enfrentar outra paralisação do governo.
O mercado acionário dos EUA subiu, quase atingindo o patamar mais alto de todos os tempos, com a notícia do acordo.

O impasse entre republicanos e a Casa Branca sobre o financiamento do governo forçou a suspensão temporária do pagamento de centenas de milhares de trabalhadores federais a partir de 1 de outubro e gerou preocupação de que a crise política seria o "novo normal" em Washington.
O senador John McCain, cujos colegas republicanos desencadearam a crise com a exigência de que a lei de saúde sancionada por Obama, conhecida como "Obamacare", deixasse de receber fundos, disse nesta quarta-feira que o acordo marcou o "fim de uma odisseia angustiante" para os norte-americanos.

"É um dos capítulos mais vergonhosos que já vi nos anos que passei no Senado", disse McCain, que havia alertado repetidamente aos republicanos para não vincular suas demandas de mudanças no Obamacare ao projeto de lei sobre o limite da dívida ou gastos do governo.
O Senado aprovou a medida por 81 votos a favor e 18 contra, e a Câmara deve seguir o exemplo, abrindo o caminho para Obama sancioná-la o mais tardar na quinta-feira, quando o Tesouro diz que irá atingir o teto da dívida de 16,7 trilhões de dólares.

Falando depois que o Senado encerrou o impasse fiscal, Obama disse que sancionará a legislação assim que ela chegar à Casa Branca. "Podemos começar a levantar esta nuvem de incerteza e inquietação das nossas empresas e do povo norte-americano."
Reabrir o governo totalmente deve levar vários dias. Enquanto as funções essenciais, como defesa e controle de tráfego aéreo, foram mantidas, parques e agências nacionais, como a Agência de Proteção Ambiental, fecharam.

Embora o acordo estenda a capacidade de endividamento dos EUA até 7 de fevereiro, o Departamento do Tesouro terá ferramentas para prolongar temporariamente essa capacidade para além desta data se o Congresso não agir no início do ano que vem.



Por Richard Cowan e Thomas Ferraro

Senado dos EUA aprova acordo fiscal para encerrar crise da dívida
quarta-feira, 16 de outubro de 2013 0 comentários

Entenda causas e consequências de possível calote dos EUA


Não é provável, mas é possível. Se o Congresso dos Estados Unidos não entrar num acordo até a meia-noite desta quarta-feira, o dia 17 de outubro de 2013 ficará marcado na história como aquele em que o então maior império econômico de todos os tempos pulou no abismo fiscal, dando calote sem precedentes no mercado financeiro.

Mas, antes do choro e do ranger de dentes, vamos a uma breve explicação:

Todo governo faz dívidas para se financiar - todo, sem exceção. E essa dívida é contraída com a venda dos chamados "títulos de dívida". É com venda desses papéis que são bancadas, por exemplo, aposentadorias. Na prática, funciona como um empréstimo. Um país toma dinheiro emprestado e o emprestador consegue seu dinheiro de volta com os juros incidentes após determinado período - há títulos de 2, 5 e 10 anos nos Estados Unidos.

No caso americano, é o Congresso quem decide quanto de empréstimo pode ser tomado pelo governo. Ou seja, são deputados e senadores republicanos e democratas, em eterno pé de guerra, quem dão a palavra final sobre quanto de dívida o governo pode fazer. Esse limite está hoje em US$ 16,7 trilhões.

Na próxima quinta, esse teto será atingido. A partir de então, caso não haja acerto entre republicanos e democratas, o governo não poderá mais tomar "empréstimos". Faltará dinheiro tanto para tocar o barco interno do país como para pagar seus credores externos, detentores dos títulos de dívida.

Infographics
Bem, como nunca aconteceu um calote dessa magnitude, não dá para saber ao certo a gravidade desse hipotético cenário apocalíptico. Mas o professor Antonio Manfredini, da Fundação Getulio Vargas, especialista em economia internacional, vislumbra três cenários possíveis:

1) Falta de liquidez no sistema financeiro mundial. Ninguém nunca duvidou da capacidade dos Estados Unidos de pagar os retornos dos seus títulos de dívida. Por isso, uma das formas de investimento mais seguras do mundo, de retorno certo, sempre foram esses títulos. Assim, esses papéis são utilizados em transações financeiras entre bancos do mundo todo, como se fossem dinheiro. Transações avaliadas em US$ 500 bilhões são feitas com os ativos todos os dias. Agora, se os Estados Unidos declaram o calote, é como se esse dinheiro fosse para o ralo, sumisse.

E o medo já é real. O Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) disse nesta terça-feira, 15, que bancos credores dos Estados Unidos venderam nas últimas duas semanas ao menos metade dos títulos americanos prestes a vencer que detinham.

2) Hierarquizar pagamentos. Sem poder fazer mais dívidas para se financiar, os Estados Unidos ainda terão suas receitas em impostos. Mas esse montante não basta para pagar os credores internacionais e manter seus gastos internos. É a boa e velha faca de dois gumes apontada para a cara do governo dos Estados Unidos.

Digamos que, num primeiro cenário, a escolha seja pelos os credores. Ótimo. Um colapso mundial de falta de liquidez será evitado por algum tempo. Mas o efeito eleitoral seria catastrófico para o presidente Barack Obama - e pegaria de surpresa os cerca de 40% de americanos que, segundo institutos de pesquisa, acreditam que o calote da dívida não seria tão apocalíptico assim. São 2 milhões os funcionários públicos que dependem do governo - e que já estão sem receber desde a paralisação do Orçamento. E são 1,4 milhão de militares. Sem falar de milhões e milhões de aposentados e pensionistas. É um quadro impensável.

Num segundo cenário, podemos imaginar que o governo opte por não pagar os credores. O problema não é apenas a falta de liquidez que poderia vir. O dinheiro das receitas não bastaria. Mas, ora, os Estados Unidos são o que são por, sobretudo, terem o poder de imprimir a moeda mais forte do mundo, o dólar. Mas o Fed não pode imprimir dólares a torto e a direito para pagar credores. Nesta hipótese maluca, os Estados Unidos, aí sim, estariam de vez afundados para sempre numa crise de credibilidade dificilmente contornável.

3) Recessão sem precedentes. O Estados Unidos podem resolver arcar com todos os seus compromissos, internos ou externos. Mas, para isso, precisariam não só frear seu crescimento, mas diminuir a riqueza gerada por seus bens e serviços. Ou seja, teriam de fazer sério plano de austeridade, nos moldes dos feitos por países como a Grécia. Fazendo isso, calcula-se que o PIB americano passaria, de cara, por um corte de 4% ao ano. O efeito bola de neve de uma ruptura como essa faria das crises de 1929 e de 2008 - essa última parece ainda durar - meras tempestades de verão.

Enfim, não é nada não é nada, não será nada disso mesmo se alguma decisão sair das cabeças de democratas e republicanos em breve. Mas, pelo histórico recente, mesmo que seja afastado o perigo, não será para sempre. Mesmo que chegue uma solução, o medo do calote americano ainda deve voltar a assombrar os mercados internacionais.

Entenda causas e consequências de possível calote dos EUA
segunda-feira, 15 de abril de 2013 0 comentários

BAIXA IDADE MÉDIA (vestibular)


I. Origens

O feudalismo europeu é resultado da síntese entre a sociedade romana em decadência e a sociedade bárbara em evolução. Esta síntese resulta nos chamados fatores estruturais para a formação do feudalismo.

Roma contribui para a formação do feudalismo através dos seguintes elementos:
-a "villa", ou o latifúndio auto-suficiente; -o desenvolvimento do colonato, segundo o qual o trabalhador ficava preso à terra;
-a Igreja Cristã, que se tornará na principal instituição medieval. A crise romana reforça seu poder político local e consolida o processo de ruralização da economia.

Os "Bárbaros" contribuem com os seguintes elementos:
-uma economia centrada nas trocas naturais;
-o comitatus, instituição que estabelecia uma relação de fidelidade e reciprocidade entre os guerreiros e seus chefes;
-a prática do chamado benefício ( beneficium ), dando imunidade ao proprietário deste;
-o direito consuetudinário, isto é, os costumes herdados dos antepassados possuem força de lei.

Além destes elementos estruturais ( internos ), contribuíram também os chamados elementos conjunturais ( externos ) , que foram as Invasões Bárbaras dos séculos VIII ao IX
os normandos e os muçulmanos.

Os normandos efetuam um bloqueio do mar Báltico e do mar do Norte e os muçulmanos realizam o bloqueio do mar Mediterrâneo. Estas invasões aceleram o processo de ruralização européia - em curso desde o século III - acentuando a economia agrária e auto-suficiente.

II. Estruturas feudais.

ESTRUTURA ECONÔMICA: a economia era basicamente agro­pastoril, de caráter auto-suficiente e com trocas naturais. O comércio, embora existisse, não foi a atividade predominante.

As terras dos feudos eram divididas em três partes:
-terras coletivas ou campos abertos: de uso comum, onde se recolhiam madeira, frutos e efetuava-se a caça. Neste caso, temos uma posse coletiva da terra.
- reserva senhorial - de uso exclusivo do senhor feudal - é era a propriedade privada do senhor.
- Manso servil ou tenência: terras utilizadas pelos servos. Serviam para manter o sustento destes e para cumprimento das obrigações feudais.

O caráter auto-suficiente da economia feudal dava-se em virtude da baixa produtividade agrícola.

O comércio, embora não fosse a atividade predominante, existia sob duas formas: o comércio local -onde realizava-se as trocas naturais; e o comércio a longa distância -responsável pelo abastecimento de determinados produtos, tais como o sal, pimenta, cravo, etc... O comércio a longa distância funcionava com trocas monetárias e, à partir do século XII terá um papel fundamental na economia européia.

ESTRUTURA POLÍTICA

O poder político era descentralizado, ou seja, distribuído entre os grandes proprietários de terra ( os SENHORES FEUDAIS). Apesar da fragmentação do poder político, havia os laços de fidelidade pessoal ( a vassalagem). Por esta relação estabelecia-se o contrato feudo-vassálico, assim caracterizado:

Homenagem: juramento de fidelidade do vassalo para com o seu suserano;
Investidura: entrega do feudo do vassalo para o suserano.
O suserano ( aquele que concede o feudo ) deveria auxiliar militarmente seu vassalo e também prestar assistência jurídica.

O vassalo ( aquele que recebe o feudo e promete fidelidade) deve prestar o serviço militar para o suserano e comparecer ao tribunal por ele presidido.

ESTRUTURA SOCIAL

A sociedade feudal era do tipo estamental, onde as funções sociais eram transmitidas de forma hereditária. As relações sociais eram marcadas pelos laços de dependência e de dominação. Os estamentos sociais eram três:

CLERO: constituído pelos membros da Igreja Católica. Dedicavam­se ao ofício religioso e apresentavam uma subdivisão: -Alto clero- formado por membros da nobreza feudal (papa, bispo, abade) -Baixo clero- composto por membros não ligados à nobreza ( padre, vigário ).

NOBREZA: formada pelos grandes proprietários de terra e que se dedicavam à atividade militar e administrativa.

TRABALHADORES: simplesmente a maioria da população. Os camponeses estavam ligados à terra ( servos da gleba ) sendo obrigados a sustentarem os senhores feudais.
Assim, o clero formava o 1º Estado, a nobreza o 2º Estado e os trabalhadores o 3º Estado.
O Sistema feudal também apresentava as chamadas obrigações feudais, uma conjunto de relações sociais onde os servos eram explorados pelos senhores feudais.

As principais obrigações feudais eram:


1) CORVÉIA: obrigação do servo de trabalhar nas terras do senhor(manso senhorial). Toda produção de seu trabalho era do proprietário.
2) TALHA: obrigação do servo de entregar parte de sua produção na gleba para o senhor feudal.
3) BANALIDADES: pagamento feito pelo servo pelo uso de instrumentos e instalações do feudo ( celeiro, forno, estrada...).

CRISE DO FEUDALISMO

A crise do Sistema Feudal tem sua origem no século XI e está relacionada ao crescimento populacional. Este, por sua vez, está relacionado a um conjunto de inovações técnicas, tais como o uso da charrua ( máquina de revolver a terra ), o peitoril ( para melhor aproveitamento da força do cavalo no arado ), uso de ferraduras e o moinho d'água.

A estas inovações técnicas, observa-se uma expansão da agricultura, com a ampliação de áreas para o cultivo ( conquista dos bosques, pântanos...). Sabendo-se que a produtividade agrícola era baixa- mesmo com as inovações acima- o crescimento populacional acarreta uma série de problemas sociais: o banditismo, aumento da miséria, guerras internas por mais terras... As Cruzadas foram, neste contexto, uma tentativa para solucionar tais problemas.

AS CRUZADAS

Foram convocadas pelo papa Urbano II, em 1095, com o objetivo oficial de libertar a Terra Santa ( Jerusalém ) do domínio muçulmano. No entanto, outros fatores contribuíram para a organização das Cruzadas: canalizar o espírito guerreiro dos nobres para o oriente; o ideal de peregrinação cristã; o interesse econômico em algumas regiões do oriente e a necessidade de exportar a miséria-em virtude do crescimento populacional.

As principais conseqüências das Cruzadas foram:
-reabertura do mar Mediterrâneo e o desenvolvimento do
intercâmbio comercial entre o Ocidente e o Oriente;
-fortalecimento do poder real, em virtude do empobrecimento Dos senhores feudais;
-o renascimento urbano.

Renascimento Comercial

As Rotas

O comércio de produtos na Europa desenvolve-se em dois centros:
No Norte da Europa, onde a Liga Hanseática -união de cidades alemãs- através dos mares do Norte e Báltico, monopolizava o comércio de peles, madeiras, peixes secos, etc...
Na Itália, onde cidades como Veneza e Gênova, monopolizavam o comércio de produtos vindos do Oriente, como a seda, cravo, canela, etc...

Estes centros comerciais eram interligados por rotas terrestres, sendo que a mais importante era a de Champagne.

As feiras

Contribuíram para a dinamização do comércio e das trocas monetárias. Desenvolveram-se no encontro de rotas comerciais ( os nós de trânsito ). A principal feira ocorria na cidade de Champagne, na França.

Renascimento Urbano

O intenso desenvolvimento comercial colaborou para o desenvolvimento das cidades medievais e de uma nova classe social, a burguesia.
A burguesia inicia uma luta pela emancipação das cidades dos domínios do senhor feudal ( movimento comunal ).

No interior das cidades ( Burgos ), a produção urbana estava organizada nas chamadas Corporações de Ofício. ( Guildas na Itália ). O principal objetivo destas organizações era regulamentar a produção, defendendo o justo preço e praticando o monopólio.
O interior da Corporação de Ofício apresentava uma divisão hierárquica, a saber: o mestre, o aprendiz e o jornaleiro - pessoa que recebia por uma jornada de trabalho.

FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS

A formação das Monarquias Nacionais está associada à aliança entre a burguesia comercial e o rei, efetivada no final da Baixa Idade Média.

O interesse da burguesia nesta aliança era econômico, pois o senhor feudal era um obstáculo para o desenvolvimento de suas atividades: impostos excessivos, pesos e medidas não padronizados e ausência de unificação monetária.

Já o rei, que buscava centralizar o poder político, a classe de senhores feudais representava seu principal obstáculo ( lembre-se que o poder político feudal era fragmentado ). Para fazer valer sua autoridade era necessário a criação de um exército, formado por mercenários.

Assim, a burguesia comercial passa a financiar a montagem deste exército. O rei passa a superar o senhor feudal e a impor sua vontade. A centralização do poder político implica na unificação econômica: padronização de pesos, medidas e monetária -incentivando as trocas comerciais. A Monarquia passa a criar as Companhias de Comércio, onde o monopólio da atividade comercial ficará a cargo da burguesia.

Monarquia Nacional - caso francês.

DINASTIA DOS CAPETOS: substituição das obrigações feudais por tributos pagos à Coroa, criação de um Exército Nacional.
Durante a Guerra dos Cem Anos ( 1337/1453 ), a nobreza feudal se enfraquece, colaborando para o fortalecimento do poder real.
Filipe Augusto (1180/1223 ) -iniciou a luta contra o domínio inglês;
Luís IX ( 1226/1270) - organização da justiça real;
Filipe IV, o Belo ( 1285/1314 ) - entrou em choque com o Papado, episódio conhecido como o Grande Cisma, quando transferiu a sede do Papado para Avignon.

A CRISE DO SÉCULO XIV

O final da Idade Média é marcado por uma séria crise social, econômica e política - a denominada tríada: a Guerra dos Cem Anos, a Peste Negra e a fome, responsáveis pelas revoltas camponesas.

CRISE SÓCIO-ECONÔMICA: Como vimos, a partir do século XI, houve uma expansão da agricultura. Ocorre que as terras de boa qualidade ficam cada vez mais raras, acarretando uma diminuição na produtividade. Soma-se a isto, uma série de transformações climáticas na Europa, responsáveis pela perda de colheitas e gerando uma escassez de alimentos e períodos de fome (1315 a 1317, 1362, 1374 a 1438 ).

Enfraquecida pela fome, a população européia fica vulnerável às epidemias, como no caso da Peste Negra, trazida do Oriente. Calcula-se que um terço da população européia desapareceu.

A epidemia, aliada às sucessivas crises agrícolas, provoca uma enorme escassez de mão-de-obra, levando os servos a fazerem exigências por melhores condições de vida. Muitos servos conseguiam comprar a sua liberdade. Em algumas regiões, no entanto, às exigências dos servos foram seguidas pelo aumento dos laços de dependência, acarretando as revoltas camponesas.

Tanto em um caso - abertura do sistema, quando o servo adquire a sua liberdade; como no outro -fechamento do sistema, quando os laços de dependência são ampliados - o resultado será o agravamento da crise feudal e o início de um novo conjunto de relações sociais.

CRISE POLÍTICA: O período medieval foi marcado pelos conflitos militares, dada a agressividade da nobreza feudal. Entre estes conflitos, A Guerra do Cem Anos ( 1337/1453 ) merece destaque.

A Guerra dos Cem Anos ocorreu entre o reino da França e o reino da Inglaterra, motivada por motivos políticos -a sucessão do trono francês entre Filipe de Valois e Eduardo III, rei da Inglaterra; e motivos econômicos -a disputa pela região da Flandres, importante área produtora de manufaturas.

Ao longo do combate, franceses e ingleses obtiveram vitórias significativas. Entre seus principais personagens, destaque para a figura de Joana d'Arc, que no ano de 1431 foi condenada à fogueira. Após a sua morte os franceses expulsaram os ingleses, vencendo a guerra.

Esta longa guerra prejudicou a economia dos dois reinos e contribuiu para o empobrecimento da nobreza feudal e, consequentemente, o seu enfraquecimento político. Ao mesmo tempo que a nobreza perdia poder, a autoridade do rei ficava fortalecida, beneficiando o processo de construção das Monarquias Nacionais.

A IGREJA MEDIEVAL

A principal instituição medieval será a Igreja Católica. Esta exercia um papel decisivo em todos os setores da vida medieval: na organização econômica, na coesão social, na legitimação da dominação política e nas manifestações culturais.

O clero estava organizado em clero secular ( que vivia no mundo cotidiano em contato com os fiéis ) e o clero regular ( que vivia nos mosteiros, isolando do mundo ) que obedecia regras. Trata-se dos beneditinos, franciscanos, dominicanos, carmelitas e agostinianos.

O topo da hierarquia eclesiática era ( e ainda é ) ocupada pelo papa. Este exercia dois tipos de poderes, o espiritual ( autoridade religiosa máxima) e o poder temporal ( poder político decorrente das grandes extensões de terra que a Igreja possuía ). O exercício do poder temporal levou a Igreja a envolver-se em questões políticas, como a célebre Querela das Investiduras.

Movimentos reformistas

A interferência da Igreja em assuntos políticos, a corrupção eclesiástica, o desregramento moral do clero e a venda de bens eclesiásticos levaram a Igreja a afastar-se de seu ideal religioso.

No século XI surgiu um movimento reformista que buscava recuperar a autoridade moral da Igreja, originado a Ordem de Cluny, que tinha por objetivo seguir as regras da Ordem Beneditina ( castidade, pobreza, caridade, obediência, oração e trabalho ). O papa Gregório VII, que se envolveu na Querela das Investiduras, havia sido um monge desta ordem.

Outras ordens religiosas surgiram, as chamadas Ordens mendicantes, como a dos cartuxos e dos cistercienses. Pregando a pobreza absoluta e vivendo da caridade, surge a Ordem dos Franciscanos e dos Dominicanos.

INQUISIÇÃO

A perda da autoridade moral da Igreja Católica propiciou o desenvolvimento de uma série de doutrinas, crenças e superstições denominadas heresias, que contrariavam os dogmas da Igreja.

Para combater os movimentos heréticos, o papa Gregório IX criou, em 1231, os Tribunais de Inquisição, com a missão de julgar os considerados hereges. Os condenados eram entregues às autoridades administrativas do Estado, que executavam a sentença.

A Inquisição desempenhava um importante papel político, freando os movimentos contrários aos interesses das classes dominantes.

CULTURA MEDIEVAL

Referir-se à Idade Média como a "Idade das Trevas" é um grave erro. Tal concepção representa uma visão distorcida do período medieval. Este preconceito com a Idade Média originou-se no século XVIII com o Iluminismo - fortemente anticlerical.
No entanto, o período medieval foi riquíssimo em atividade cultural.

EDUCAÇÃO: controlada pelo clero católico, que dominava as escolas dos mosteiros, escolas paroquiais e as universidades.
O surgimento e expansão das universidades estão relacionadas com o desenvolvimento das cidades, bem como o surgimento de uma nova classe social: a burguesia comercial.
Os ramos de conhecimento estudados nas universidades medievais eram: Teologia e Filosofia, Letras, Ciências, Direito e Medicina. O ensino era ministrado em latim.


ARTES:

a) Literatura-enaltecer a figura do cavaleiro cristão e suas qualidades: lutar pelo bem público, combater as heresias e defender os pobres, viúvas e órfãos.
Na poesia épica exalta-se os torneios, as aventuras e a defesa do cristianismo, tais como a canção de Rolando (século XI ) e El Cid( século XII).
Na poesia lírica, predomina o tema do amor espiritualizado e idealizado do cavaleiro pela sua amada.
No século XIII, o grande destaque da literatura foi Dante Alighieri, autor da Divina Comédia.

b) Pintura-possuía uma função didática, pois estava associada à divulgação de temas religiosos. Entre os principais pintores medievais, destacam-se Cimabue e Giotto.

c) Escultura-função decorativa e de divulgação dos valores religiosos.

d) Arquitetura-desenvolvimento de dois estilos: o românico e o gótico.
Românico: (séculos XI/XII) -arcos em abóbadas redondos, sustentados por paredes maciças. A catedral de Notre-Dame la Grande em Poitiers é um exemplo deste estilo.
Gótico: ( séculos XII/XVI ) - uso do arco em ponta ou ogival, permitindo a construção de abóbadas bastante amplas. Existência de muitas janelas para melhor iluminação do interior, muito mais amplo que o estilo românico. O gótico está relacionado com o crescimento populacional e o desenvolvimento urbano.

A catedral de Notre-Dame, em Paris, é um exemplo deste estilo.

e) musica: divulgava os valores cristãos. Destaque para Gregório Magno ( 590/604 ) que implantou o canto gregoriano. Na música popular, destaque para as canções trovadorescas, cujos temas eram os ideais cristãos.

CIÊNCIAS E FILOSOFIA

A principal corrente filosófica do período foi a Escolástica, que tinha por objetivo conciliar a razão com a fé. Seus principais representantes foram Alberto Magno ( 1193/1280 ) e Tomás de Aquino ( 1225/ 1274). Este último reconstruiu parte das teorias de Aristóteles, dentro de uma visão cristã, na sua obra Summa Theológica.

No setor científico, Roger Bacon (1214/1294) defensor da observação e da experimentação como norma científica.
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EXERCÍCIOS

1) (UnB) - Sobre o feudalismo, podemos afirmar que:
( ) na economia feudal não existia o comércio como atividade permanente e organizada; os produtos eram trocados diretamente, sem a utilização do dinheiro;

( ) No apogeu do feudalismo, a sociedade era formada pelo clero, nobreza e camponeses e se caracterizava por grande mobilidade social;

( ) As relações de trabalho baseavam-se na servidão; o servo entregava ao senhor feudal uma parte do que produzia e ainda trabalhava para ele em troca da proteção militar;

( ) Os camponeses constituíam a grande maioria da sociedade feudal;

( ) No feudalismo, o poder político estava concentrado na pessoa do rei.

2) (PUC)- A característica marcante do feudalismo, sob o ponto de vista político, foi o enfraquecimento do estado enquanto instituição, porque:

a) a inexistência de um governo central forte contribuiu para a decadência e o empobrecimento da nobreza
b) a prática do enfeudamento acabou por ampliar os feudos, enfraquecendo o poder político dos senhores
c) a soberania estava vinculada a laços de ordem pessoal, tais como a fidelidade e lealdade ao suserano
d) a proteção pessoal dada pelo senhor feudal a seus súditos onerava-lhe as rendas
e) a competência política para centralizar o poder, reservada ao rei, advinha da origem divina da monarquia.

3) (GV) A crise do sistema feudal pode ser explicada:

a) A partir do desenvolvimento comercial, que gerou a economia monetária e desintegrou a economia natural;
b) A partir da contradição do próprio sistema feudal, cujas relações de trabalho eram incompatíveis com a ampliação do mercado consumidor;
c) Pelo desenvolvimento da economia capitalista, que liqüidou a economia de consumo feudal;
d) Pelo surgimento das cidades e a conseqüente atração dos servos para os núcleos urbanos, despovoando o campo;
e) Por causa da centralização do poder político, que liqüidou o poder senhorial.

4) (FUVEST) Na Idade Média praticava-se a indústria artesanal, através de associações profissionais denominadas "corporações de ofício". As corporações de ofício eram:

a) Associações de profissionais que exerciam a mesma atividade dentro do burgo
b) O mesmo que "ligas para o livre-comércio"
c) Associações de burgos para proteção do mercado
d) Associações de profissionais de vários ofícios dentro do burgo;
e) Associações internacionais de ligas profissionais.

5) (FUVEST) A proliferação das universidades medievais no século XIII, responsável por importantes transformações culturais, está relacionada com:

a) o renascimento cultural promovido por Carlos Magno e pelos homens cultos que ele atraiu para sua corte
b) a invenção da imprensa, que possibilitou a reprodução dos livros a serem consultados por mestres e alunos
c) a importância de se difundir o ensino do latim, língua utilizada pela Igreja para escrever tratados teológicos, cartas e livros;
d) o crescimento do comércio, o desenvolvimento das cidades e as aspirações de conhecimento da burguesia;
e) a determinação de eliminar a ignorância e o analfabetismo da chamada "Idade das Trevas".

6) (ACAFE) -Entre as causas da decadência do feudalismo, é correto mencionar:
I. o Renascimento Comercial e Urbano;
II. o aparecimento de uma nova classe social: a burguesia;
III. a Guerra dos Cem Anos, envolvendo França e Inglaterra;
IV. a união do rei e dos senhores feudais de terras, visando à centralização política;
As alternativas corretas são:

a) I e IV
b) II e III
c) I e II
d) II, III e IV
e) I, II e III

7) (FUVEST) - Durante a Baixa Idade Média, as feiras constituíam:
a) um instrumento de comércio local das cidades para abastecimento cotidiano de seus habitantes
b) áreas exclusivas de câmbio das diversas moedas européias; c) locais de comércio de amplitude continental, que dinamizaram a economia da época; d) locais fixos para comercialização da produção dos feudos; e) instituições carolíngias para renascimento do comércio, abalado pelo domínio sarraceno no Mediterrâneo.




Respostas:

1) V F V V F
2) C
3) B
4) A
5) D
6) E
7) C


Por: Jailson Marinho
Fonte:Mundo do vestibular
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 0 comentários

A MORDIDA É DE DRAGÃO


 Os aumentos consecutivos, especialmente nos gêneros alimentícios, estão elevando a temperatura do vulcão inflacionário estabelecido na barriga do grande dragão, levando preocupação ao setor econômico do Planalto que, embora aparentando calma, começa a buscar mecanismos de combate, caso a situação escapar ao controle, se é que já não escapou. Além dos reajustes rotineiros, o recente aumento nos valores dos combustíveis, o qual mostrará impacto maior no bolso a partir do final deste mês, até porque o brasileiro, neste momento, entusiasmado pelo carnaval, ainda não se deu conta da pressão inflacionária que esse aumento oportunizará. No momento de começar o ano, oficialmente (no Brasil o ano começa após o carnaval), quando acontece o desembolso com IPVA, material escolar e outros itens, pesar no orçamento doméstico.

Quando do reajuste nos combustíveis, o governo federal deixou claro que os valores não seriam repassados integralmente ao consumidor, mas, conhecendo a falácia política que sempre acontece nesses momentos, na tentativa de amenizar o impacto, todos podem sentir que o repasse foi integral, sem contar que a própria presidente da maior estatal brasileira indicou a necessidade de um novo reajuste dos combustíveis para conseguir equilibrar a situação da Petrobras. Imediatamente, surgiu a resposta da área governamental de não permitir mais um aumento, no entanto, ninguém sabe até onde a pressão poderá ser contida.

Certo é que os setores econômicos apontam para um aumento da inflação, alegando que somente no segundo semestre deste ano é que poderá acontecer alívio, desde que a situação mundial não venha indicar qualquer outro tsunami financeiro.

Difícil com isso, qualquer projeção de futuro, especialmente quando começa a se planificar um ano de muitos gastos governamentais na preparação do país para a Copa e para a olimpíada que se avizinham. Quem sabe ou pode dizer quanto teremos ainda que pagar até que se possa dizer que o país está pronto para as grandes competições? Fatalmente, toda essa despesa será bancada pelos nossos impostos, sem contar que 2014 é ano de suma importância política e  onde é costume abrir torneiras para mostrar trabalho e atrair eleitores.  Podemos estar rumando para período temeroso, com superaquecimento da barriga do velho dragão, fazendo-o cuspir muito fogo inflacionário, de difícil contenção.

Por: Moacir Rodrigues.




              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
sábado, 3 de março de 2012 0 comentários

Crise existencial

Por: Jaqueline Ramiro
Já conhecemos o discurso de que nós mulheres estamos cada vez mais ganhado o mercado de trabalho, conquistando espaços anteriormente a revolução feminista, só ocupados por homens.
Um grande avanço nesse sentido se faz perceber no aumento da presença de mulheres na esfera pública.
A exemplo do Brasil, atualmente temos uma mulher ocupando o cargo mais alto do Estado, a presidência.

Nos bons e velhos tempos, que hoje sabemos não eram tão bons assim, a ideia de ter uma mulher dirigindo um país da magnitude do Brasil era inconcebível. As problemáticas apresentadas como contra ponto de impedimento estavam focadas na suposta fragilidade da mulher, a incapacidade, o "sexo frágil". Isso foi por muito tempo o embusteiro de um machismo velado em uma sociedade de caráter patriarcal onde a masculinidade do homem era determinada pela sua presença e posicionamento na vida pública.
A definição de ser homem estava mais direcionada no poder, no progresso, no seu posicionamento perante a sociedade, do que na diferença dos Órgãos sexuais e tão pouco em sua virilidade como fazemos nos dias de hoje.
Segundo o pai da psicanalise, Sigmund Freud (1856-1939), ninguém nasce homem ou mulher. Isso vai sendo determinado a parti do tempo e observância do convívio social.

Homens e mulheres compartilham os mesmos papeis.

Sendo assim deixo o seguinte questionamento: com os papéis feminino e masculino correndo de encontro um ao outro e se misturando, se confundindo, como iremos encara a crise de identidade, os conflitos existências, a dubiedade sexual, da geração atual e das que virão?

Fonte: Mulheres em transformação homens em crise. Maria Rita Kehl


 
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