2c6833b0-77e9-4a38-a9e6-8875b1bef33d diHITT - Notícias Sou Maluca Sim!: diferenças
Mostrando postagens com marcador diferenças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diferenças. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 5 de setembro de 2016 0 comentários

A OVELHA NEGRA NÃO É RUIM: APENAS DIFERENTE

Ser a ovelha negra da família não é fácil. Nós quebramos o equilíbrio do grupo e somos o “bode expiatório” sob o qual todos os pecados são projetados. Se você se sente identificado com esta situação, pergunte a si mesmo: Você realmente quer ser parte desse bando onde todas as ovelhas são brancas?

As pessoas fazem parte dos grupos sociais: famílias, amigos, locais de trabalho … Então, de alguma forma, há quase sempre uma regra não escrita: ter de emitir os mesmos julgamentos, ter os mesmos valores … etc. Na verdade, a coincidência é geralmente tomada como um indicador de coesão.

“A ovelha negra não é ruim, nem desajeitado, nem vaidosa. É apenas diferente, alguém que aprendeu a evitar as pedras, a pensar de outra forma, e sempre soube qual caminho a percorrer, não como o rebanho de ovelhas brancas.”

Na psicologia, muitas vezes essas pessoas como são conhecidas como “pacientes identificados”. Por essa incapacidade de gerir adequadamente essas situações, nós mostraremos os sintomas desta família disfuncional ou desse cenário tóxico.

Se você for apontado como a ovelha negra, aprenda a ter orgulho de si mesmo por ser capaz de pensar de forma diferente. É um privilégio …

O EFEITO OVELHA NEGRA



Henri Tajfel foi um psicólogo social famoso por cunhar o termo “o efeito ovelha negra”. Uma ideia que sem dúvida pode se relacionar tanto ao nível da família quanto qualquer outro contexto social:

  • O favoritismo endogrupal explica que os julgamentos feitos a outros grupos são, geralmente, negativos pois visam proteger o que é próprio, o que nos define, o que nos identifica (meu time de futebol é o melhor, minha classe é a mais inteligente, minha família é a mais feliz …)


  • Mas, por sua vez, é comum que exista uma elevada exigência no próprio grupo. Como exemplo, o nosso pai pode criticar nossos vizinhos e como os outros criam seus filhos. Mas com a gente é severo e exigente porque aspira que o equilíbrio interno não esteja quebrado.

O efeito ovelha negra nos diz que são exercidas mais críticas e pressão psicológica sobre os membros do mesmo grupo do que naqueles que nos rodeiam. A participação em um contexto social, em alguns casos, vira dominância e controle.

“No momento em que dizemos “não” ou “isso não me define” olham para nós com preocupação e medo, porque atravessamos a fronteira do que é aceitável, o que é saudável e virtuoso.”


QUANDO SER OVELHA NEGRA É PRIVILÉGIO


Quando alguém assume que é a ovelha negra da família, tem duas opções: afundar ou reagir. Acreditando ou não, muitas pessoas por causa de uma identidade frágil, aceitam o abuso emocional, crítica e desprezo.

A pessoa etiquetada como ruim ou diferente de outros membros da família assume em sua própria pele a metáfora de uma atmosfera nociva e disfuncional. No entanto, o resto da família está em uma situação confortável, porque está isenta de qualquer responsabilidade: há um status quo no qual todos têm um papel.

Para evitar estas situações extremas onde a nossa autoestima fica tão comprometidos, vale a pena refletir sobre estas dimensões:


SER DIFERENTE PODE SER UMA AMEAÇA PARA OS OUTROS, MAS NÃO PARA VOCÊ


No momento em que você mostra uma outra maneira de pensar, de se vestir e de viver, os outros começam a te rotular como “ovelha negra”, porque estão cientes de que estão perdendo o controle sobre você.

  • Claramente, em cada grupo social, em cada família, há um membro mais problemático do que outros. No entanto, é comum a aplicação de um único pensamento a qualquer conduta que está além dos limites do que é esperado.


  • Entenda que ninguém nasce para ser a ovelha negra, realmente é o ambiente social em si que nos torna assim, porque nos atrevemos a reagir a ele, o que é em si um ato de coragem.


PERTENCER A UM "REBANHO"  NÃO TRAZ FELICIDADE: ENCONTRE SEU PRÓPRIO CAMINHO


Em muitos casos, ser a ovelha negra pode ser um privilégio. Mas para chegar a esta descoberta, temos de ir nos libertando de muitas camadas:

Primeira camada: você não tem a obrigação de ser como seus pais, seus amigos, e agir como os outros esperam.

Segunda camada: sinta-se bem por ter seus próprios valores, levante a sua voz acima do resto do grupo. O mundo está cheio de muitos pensamentos, opiniões e julgamentos. Não há nenhuma verdade universal e todos devem ser capazes de fazer a si mesmo.

Terceira camada: aceite os outros, sem ódio ou rancor, e aceite-se como diferente deles. Veja esta separação como uma forma de libertação. Aceita a sua família como é, e se ela age com a mesma sabedoria, fará o mesmo.



Fonte: La Mente es Maravillosa
quarta-feira, 19 de novembro de 2014 1 comentários

BURRICE E IGNORÂNCIA

A burrice é diferente da ignorância.
A ignorância é o desconhecimento dos fatos e das possibilidades.
A burrice é uma forca da natureza. 

(Nelson Rodrigues)


A ignorância quer aprender. A burrice acha que já sabe. A burrice, antes de tudo, é uma couraça. A burrice é um mecanismo de defesa. O burro detesta a dúvida e se fecha.

O ignorante se abre e o burro esperto aproveita. A ignorância do povo brasileiro foi planejada desde a Colônia. Até o século 19, era proibido publicar livros sem licença da Igreja ou do governo. A burrice tem avançado muito; a burrice ganhou status de sabedoria, porque, com o mundo muito complexo, os burros anseiam por um simplismo salvador. Os grandes burros têm uma confiança em si que os ignorantes não têm. Os ignorantes, coitados, são trêmulos, nervosos, humildemente obedecem a ordens, porque pensam que são burros, mas não são; se bem que os burros de carteirinha estimulam esse complexo de inferioridade.

A ignorância é muito lucrativa para os burros poderosos. Os burros são potentes, militantes, têm fé em si mesmos e têm a ousadia que os inteligentes não têm. Na porcentagem de cérebros, eles têm uma grande parcela na liderança do país. No caso da política, a ignorância forma um contingente imenso de eleitores, e sua ignorância é cultivada como flores preciosas pelos donos do poder. Quanto mais ignorantes melhor. Já pensaram se a ignorância diminuísse, se os ignorantes fossem educados? Que fariam os senhores feudais do Nordeste em cidades tomadas como Muricy ou o município rebatizado de Cidade Edson Lobão, antiga Ribeirinha? A ignorância do povo é um tesouro; lá, são recrutados os utilíssimos "laranjas" para a boa circulação das verbas tiradas dos fundos de pensão e empresas públicas.

Como é o "design" da burrice? A burrice é o bloqueio de qualquer dúvida de fora para dentro, é uma escuridão interna desejada, é o ódio a qualquer diferença, à qualquer luz que possa clarear a deliciosa sombra onde vivem. O burro é sempre igual a si mesmo, a burrice é eterna como a pedra da Gávea (Nelson Rodrigues). De certa forma, eu invejo os burros. Como é seu mundo? Seu mundo é doce e uno, é uma coisa só. O burro sofre menos, encastela-se numa só ideia e fica ali, no conforto, feliz com suas certezas. O burro é mais feliz.

A burrice não é democrática, porque a democracia tem vozes divergentes, instila dúvidas e o burro não tem ouvidos. O verdadeiro burro é surdo. E autoritário: quer enfiar burrices à força na cabeça dos ignorantes. O sujeito pode ser culto e burro. Quantos filósofos sabem tudo de Hegel ou Espinoza e são bestas quadradas? Seu mundo tem três ou quatro verdades que ele chupa como picolés. O burro dorme bem e não tem inveja do inteligente, porque ele "é" o inteligente.

Mesmo inconscientemente, aqui e lá fora, a sociedade está faminta de algum tipo de autoritarismo. A democracia é mais lenta que regimes autoritários. Sente-se um vazio com a democracia - ela decepciona um pouco as massas. Assim, apelos populistas, a invenção de "inimigos" do povo, divisão entre "bons" e "maus" surte efeito. Surge na política a restauração alegre da burrice. Isso é internacional. Bush se orgulhava de sua burrice. Uma vez, ele disse em Yale: "Eu sou a prova de que os maus estudantes podem ser presidentes dos USA". E aí, invadiu o Iraque e escangalhou o Ocidente. E está impune, quando deveria estar em cana perpétua. Aqui, também assistimos à vitória da testa curta, o triunfo das toupeiras.

O bom asno é sempre bem vindo, enquanto o "pernóstico" inteligente é olhado de esguelha. A burrice organiza o mundo: princípio, meio e fim. A burrice dá mais ibope, é mais fácil de entender. A burrice dá mais dinheiro; é mais "comercial".

Em nossa cultura, achamos que há algo de sagrado na ignorância dos pobres, uma "sabedoria" que pode desmascarar a mentira "inteligente" do mundo. Só os pobres de espírito verão a Deus, reza nossa tradição. Existe na base do populismo brasileiro uma crença lusitana, contrarreformistas, de que a pobreza é a moradia da verdade.

No Brasil, há uma grande fome de "regressismo", de voltar para a "taba" ou para o casebre com farinha, paçoca e violinha. E daí viriam a solidariedade, a paz, num doce rebanho político que deteria a marcha das coisas do mundo, do mercado voraz, das pestes e, claro, dos "canalhas" neoliberais. É a utopia de cabeça para baixo, o culto populista da marcha a ré.

Nosso grande crítico literário Agripino Grieco tinha frases perfeitas sobre os burros. "A burrice é contagiosa; o talento, não" ou "Para os burros, o 'etc' é uma comodidade..." ou "Ele não tem ouvidos, tem orelhas e dava a impressão de tornar inteligente todos os que se avizinhavam dele", "Passou a vida correndo atrás de uma ideia, mas não conseguiu alcançá-la", "Ele é mais mentiroso que elogio de epitáfio", "No dia em que ele tiver uma ideia, morrerá de apoplexia fulminante".

Vi na TV um daqueles bispos de Jesus, de terno e gravata, clamando para uma multidão de fiéis: "Não tenham pensamentos livres; o Diabo é que os inventa!". Entendi que a liberdade é uma tortura para desamparados. Inteligência é chata; traz angústia com seus labirintos. Inteligência nos desorganiza; burrice consola. A burrice é a ignorância ativa, é a ignorância com fome de sentido.

Nosso futuro será pautado pelos burros espertos, manipulando os pobres ignorantes. Nosso futuro está sendo determinado pelos burros da elite intelectual numa fervorosa aliança com os analfabetos.

Como disse acima, a liberdade é chata, dá angústia. A burrice tem a "vantagem" de "explicar" o mundo. O diabo é que a burrice no poder chama-se "fascismo".

ARNALDO JABOR
quinta-feira, 18 de abril de 2013 0 comentários

MULHERES INTUITIVA HOMENS AUTISTAS




Em média, somos mais altos e mais musculosos do que as mulheres. Característico da maioria dos mamíferos, esse dimorfismo sexual é evidência indiscutível da seleção natural resultante da competição milenar entre os machos pela posse das fêmeas, sempre interessadas em se acasalar com os mais poderosos, capazes de proteger suas proles. Nos últimos 50 anos, os neurocientistas têm demonstrado que o dimorfismo na espécie humana não se restringe à aparência física, mas está presente na configuração do cérebro.

Apesar de variações individuais, o cérebro masculino é cerca de 9% maior do que o feminino, graças às dimensões da substância branca, uma vez que a quantidade de massa cinzenta (associada às funções cognitivas superiores) é semelhante em ambos os sexos. Por outro lado, o corpo caloso, estrutura que estabelece a conexão entre os hemisférios cerebrais direito e esquerdo, é proporcionalmente mais desenvolvido nas mulheres.

Os neurônios das mulheres parecem formar maior número de conexões (sinapses), essenciais do ponto de vista funcional, mas os homens têm em média 10 milhões a 20 milhões de neurônios a mais, e eles se
encontram mais densamente empacotados na maior parte dos centros cerebrais.
Antes que você, leitora feminista, tenha um ataque de nervos, vamos deixar claro que, até hoje, nenhum estudo científico conseguiu demonstrar superioridade dos quocientes médios de inteligência em qualquer dos sexos.

Tomadas em conjunto, essas informações apenas explicam porque nós demonstramos mais habilidade na realização de tarefas restritas a um único hemisfério cerebral, como interpretar mapas geográficos, encontrar saídas em labirintos, lidar com máquinas, ao passo que elas levam vantagem em atividades que se beneficiam das conexões entre os dois lados do cérebro: interpretação de emoções alheias, sensibilidade social, fluência verbal.

Enquanto as áreas cerebrais controladoras da linguagem masculina estão limitadas ao hemisfério cerebral esquerdo, a mulher utiliza os dois hemisférios ao falar. Graças a essa versatilidade, as meninas começam a falar mais cedo (e, segundo os maledicentes, não param mais) e se saem melhor nas atividades escolares que privilegiam a linguagem.Comparadas com os meninos, elas nascem com uma diferença de maturação cerebral de quatro semanas, diferença mantida de tal forma até a idade escolar que o doutor José Salomão
Schwartzman, um dos neuropediatras brasileiros mais conceituados, considera erro grosseiro levar em conta apenas o critério de idade para misturar crianças de ambos os sexos na mesma sala de aula.

Dados experimentais demonstram que essas características sexuais estão ligadas a fatores biológicos. Ratos machos realizam com mais facilidade os testes para encontrar saídas de labirintos, vantagem perdida quando as fêmeas são tratadas com testosterona no período neonatal. Na infância, os machos de diversas espécies de macacos preferem brincar com carrinho, enquanto as fêmeas escolhem as bonecas.
Em trabalho publicado em 2001, no qual bebês de um dia de vida foram colocados diante da face de uma pessoa e de um objeto mecânico móvel, ficou demonstrado que as meninas passam mais tempo a olhar para a face; os meninos, para o objeto.

O mecanismo responsável por essas diferenças corre por conta da exposição do sistema
nervoso à ação da testosterona produzida pelos testículos durante a vida embrionária e neonatal. Meninas que nascem com hiperplasia adrenal congênita, condição genética em que ocorre aumento de produção de testosterona, exibem comportamento mais semelhante ao dos meninos.É cada vez mais aceita na psicologia moderna a teoria da Empatia-Sistematização (E-S), segundo a qual os indivíduos podem ser classificados de acordo com sua maior habilidade de sistematizar ou estabelecer empatia. Sistematizar é a capacidade de analisar um sistema com o objetivo de prever seu o comportamento. Empatia é a capacidade de identificar estados mentais alheios e de responder a eles com a emoção mais apropriada.

A teoria E-S propõe que as diferenças psicológicas entre os sexos sejam definidas pelo diferencial entre as dimensões da empatia (E) e da sistematização (S), uma vez que prever comportamentos e emoções alheias não obedece às regras que regem sistemas mecânicos, nos quais a resposta a um mesmo estímulo é sempre previsível. O tipo psicológico ES é característico das mulheres;

SE é mais encontrado nos homens.
De acordo com a teoria, o processo de masculinização cerebral, levado ao extremo, conduziria ao autismo, condição associada a comportamentos repetitivos, obsessão por sistemas previsíveis como decorar horários de trens e nomes de ruas, resistência às mudanças do ambiente, dificuldade de compreender
metáforas, precocidade para decifrar funcionamento de máquinas e dificuldade de relacionamento afetivo.

O dimorfismo cerebral explica porque as mulheres tantas vezes nos surpreendem ao interpretar atitudes e prever intenções alheias e a habilidade demonstrada por elas na execução de tarefas simultâneas como dar banho nos filhos, falar ao telefone, avisar que a campainha está tocando e pedir para desligar o forno, enquanto dez homens na sala, assistindo ao futebol, perdem a concentração quando entra
uma mulher para perguntar quem vai encomendar a pizza.

DRÁUZIO VARELLA
 
;