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domingo, 22 de setembro de 2019 0 comentários

ASSALTO A MÃO ARMADA PARQUE MADUREIRA



BOLETIM DE OCORRÊNCIA N°004-05557/2019


Amigos, na noite de ontem por volta das 9 hrs meu filho, menor de idade, foi assaltado e violentamente agredido dentro do Parque Madureira. Os meliantes estavam em bando e portavam facas. Pelas redes sociais conseguimos identificar o principal agressor.
Por favor, quem também foi roubado, assim como eu prestar queixa na delegacia.
Por favor me ajudem a ter alguma justiça. É terrível você criar um filho para ser um homem de bem e ver ele ser espancado por causa de um celular e 15,00.
Nome usado pelo covarde na rede social DANIEL SILVA(Sonic)
sábado, 10 de dezembro de 2016 0 comentários

MULHER, ESCONDE ESSE ABSORVENTE



- Esconde esse absorvente
Essas espinhas
Arranca esses pelos
Da um jeito nesse seu cabelo duro
Mal cuidada
Porca

Feche esse sorriso
Sua mãe não te ensinou 
Sobre o perigo de andar sorrindo na rua?
Abaixa essa cabeça
Para de encarar
Você esta chamando atenção
Assim vão achar que você esta dando mole

Delicia
Gostosa
Oh la em casa
Fecha essa boca e não reclama
Saiu de casa de saia curta
Camisa decotada
Maquiagem
Sem um homem
Tem que aguentar

Como assim não sabe cozinhar?
Você é mulher
Tem que cuidar do lar
Como assim não quer engravidar?
Você é mulher
Tem que engravidar

Faculdade? Viagem?
Mas você é mãe
Tem que cuidar
Abriu as pernas, agora não adianta
Largar na creche 
Irresponsável

Mãe solteira? 
O pai foi embora? 
Não sabe quem é o pai?
Transou sem camisinha
Vai ter que aguentar
Vadia

Esse roxo ai
Tenho certeza que apanhou 
Que teu marido te bateu
Mas você mereceu
Provocou ele
Você sabe que não pode se levantar
Mulher tem que ser submissa
O homem é que comanda o lar

Ah, mas que criança linda
É uma menina? 
Toma aqui esse vestidinho rosa
Essa coberta de florzinhas
Pinta o quarto de rosa
Um rosa bem bonito
Porquê mulher é monocromática durante a infância

Ih, chegou a menarca
Essa vai dar trabalho
Ensina pra ela a se valorizar
Mulher tem que se dar ao respeito
Fala pra ela não deixar ninguém ver esse absorvente
Esse sangue sujo

Vai ter que começar a usar sutiã
Os mamilos estão aparecendo pela camisa
Que coisa horrível
Adolescente descuidada
A mãe dessa ai não ensinou nada

Foi estuprada?
Morreu no processo? 
Devia estar pedindo
Sem sutiã, andava sozinha
Aquele batom vermelho
Aquela bunda enorme
Não sabe que menina tem que ficar em casa?
Deu sorte pro azar

Não foi educada
A mãe era solteira
O pai estava é certo de ir embora
Se ela era assim com a filha, imagine com o marido

Não foi respeitada
Opressão? 
Imagine

Olha lá a mãe dela
Na beira do caixão 
Olhando pro rosto da filha
Sem cor, sem vida
Um futuro morto antes mesmo do nascimento
Filha de mãe solteira
Sem pai, sem respeito

Morreu tão jovem
Aos 17
Uma menina tão linda
Maldita sociedade
Espero que a mãe dela aprenda a lição
E não tenha mais filhos




Suicídio?
Mas ela poderia ter começado uma vida nova
Agora que tinha perdido a filha
Poderia terminar a faculdade
Arrumar um emprego
Mas era uma fraca
Era mulher
O destino, a vida, as possibilidades
As pessoas
Cavaram a cova e jogaram ela lá dentro

Vitimismo? Preconceito?
Abuso? Agressão?
Cala essa boca e vai lavar uma louça
Você tem uma delegacia só sua
Tem seus direitos
Não luta na vida
(Mas luta na rua)
Não morre na guerra
(Mas morre em casa)

Cintia Duarte Montilla


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016 0 comentários

OS DESAVERGONHADOS



O errado e o malfeito, a incompetência e o desleixo, a estupidez e a má fé, são próprios da condição humana. A diferença está entre os que se envergonham e os desavergonhados. No Japão civilizado, a vergonha é o pior castigo para uma pessoa e sua família, mais temida do que as penas da lei.

 Homens públicos se suicidam por pura vergonha. Embora seja só meio caminho para não errar de novo, o sentimento de vergonha ajuda a civilizar. Já os que não se envergonham, nem por si nem pelos outros, são determinantes para que suas sociedades sejam as que mais sofrem com a corrupção, a criminalidade e a violência, independente de sua potência econômica ou regime político. Em brilhante estréia no Blog do Noblat, o professor Elton Simões analisou pesquisas internacionais sobre as relações entre o sentimento de vergonha social e familiar e a criminalidade. 

Nas sociedades em que a violência e o crime são vistas como ofensas à comunidade, e não ao Estado, em que a noção de ética antecede a de direito, em que o importante é fazer o certo e não meramente o legal, há menos crime, violência e corrupção, e todo mundo vive melhor – por supuesto, o objetivo de qualquer governo. Nas sociedades evoluídas e pacificas, como o Japão, a principal função da Justiça é restaurar os danos e relações entre as pessoas, e não punir ofensas ao Estado e fabricar presos. “ Existe algo fundamentalmente errado em uma sociedade quando as noções de legalidade ou ilegalidade substituem as de certo ou errado. 

Quando o sistema jurídico fica mais importante do que a ética. Nesta hora, perdemos a vergonha “, diz o professor Simões. Como os políticos que, antes de jurarem inocência, bradam que não há provas contra eles. Ou que seu crime foi antes do mandato. 

Não por acaso, no Brasil, onde a falta de vergonha contamina os poderes e a administração pública - apesar de todo nosso progresso econômico e avanços sociais - a criminalidade, a violência e a corrupção crescem e ameaçam a sociedade democrática. Não há dinheiro, tecnologia leis ou armas que vençam a sem-vergonhice. Só o tempo, a educação e lideres com vergonha.

NELSON MOTTA 
terça-feira, 18 de novembro de 2014 0 comentários

ABUSO PSICOLÓGICO PODE CAUSAR TRAUMAS MAIS PROFUNDOS QUE AGRESSÃO FÍSICA OU SEXUAL




              Essa forma de violência está relacionada a maior propensão
                            à depressão, ansiedade e uso de substâncias


Violência psicológica contra crianças e adolescentes pode provocar danos mais graves do que a agressão física ou o abuso sexual, segundo estudo publicado na Psychological Trauma: Theory, Research, Practice, and Policy.

O psicólogo clínico Joseph Spinazzola e sua equipe do Centro de Trauma do Instituto de Recursos da Justiça, em Massachusetts, utilizaram informações da Rede Nacional de Traumas e Estresse Infantil (NCTSN, na sigla em inglês) para analisar dados de 5.616 crianças e adolescentes com histórico de abuso psicológico, físico e sexual.

Aproximadamente 62% tinham histórico de maus-tratos psicológicos; cerca de um quarto deles, 24%, sofreram exclusivamente esse tipo de violência, que abarca, de acordo com os pesquisadores, assédio moral por parte do cuidador, imposição de medo extremo, controle coercitivo, insultos graves, humilhações, ameaças, exigência extrema, rejeição e isolamento.

Os pesquisadores constataram que aqueles que passaram por esse tipo de experiência tendiam a sofrer de ansiedade, depressão, baixa autoestima, sintomas de estresse pós-traumático e a apresentar risco de suicídio em maior nível do que os que sofreram violência física ou sexual. Entre os três tipos de agressão, a psicológica foi a mais fortemente associada com transtorno depressivo, distúrbio de ansiedade social e generalizada, dificuldade de formar vínculos afetivos e abuso de substâncias.


Esse tipo de violência provoca danos emocionais tão graves quanto a agressão física e sexual juntas, alertam os pesquisadores. “Profissionais dos serviços de proteção podem levar mais tempo para reconhecer a negligência emocional porque ela não deixa marcas visíveis, além de não ser considerada socialmente tão grave”, aponta Spinazzola. “Precisamos de iniciativas de sensibilização para ajudar o público a entender os prejuízos psicológicos severos provocados por esse tipo de abuso.”
quinta-feira, 9 de outubro de 2014 1 comentários

AGRESSIVIDADE: UMA SIMPLES E COMPROVADA MANEIRA DE CONTROLAR


Um novo estudo analisou a eficácia de uma técnica chamada “autodistanciamento”
para afastar pensamentos e comportamentos agressivos.
O resultado foi animador


Dominik Mischkowski, principal autor da pesquisa e estudante de psicologia na Universidade Estadual de Ohio (EUA), e Brad Bushman professor de comunicação e psicologia na mesma universidade, conduziram o estudo ao lado de Ethan Kross, da Universidade de Michigan (EUA). A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Experimental Social Psychology.

Em dois experimentos, um com 94, outro com 95 estudantes universitários, os cientistas analisaram as reações e pensamentos agressivos dos participantes após serem provocados.

Os dois ambientes envolviam a resolução de anagramas difíceis (reorganizar um grupo de letras para formar uma palavra como “pandemônio”), e os participantes não sabiam que o estudo era sobre agressão (eles acreditavam que era sobre criatividade e música).

No primeiro experimento, os participantes levavam broncas do pesquisador, que questionavam sua habilidade de receber instruções – uma técnica que sabidamente provocaria raiva.

Mais tarde, os alunos foram orientados a rever, em sua mente, a tarefa do anagrama. Três grupos foram formados: em um deles, os alunos adotaram uma perspectiva de autoimersão (ver a situação se desdobrar através de seus olhos como se estivesse acontecendo tudo de novo); no outro, adotaram a perspectiva de autodistanciamento (afastar-se da situação a um ponto no qual você possa assistir o evento se desenrolar de longe) e o grupo de controle não recebeu instruções de como analisar seus sentimentos.

Em seguida, os pesquisadores testaram os participantes para pensamentos e sentimentos agressivos e de raiva. Ficou comprovado que os alunos que adotaram a perspectiva de autodistanciamento tiveram menos pensamentos agressivos e sentiram-se menos irritados do que os do grupo autoimerso e de controle.

No segundo experimento, os cientistas foram além: mostraram que a técnica diminui a violência e agressão em si, e não só os pensamentos agressivos. Os participaram fizeram a mesma tarefa do anagrama, mas como um parceiro que não estava presente fisicamente, que deveria ser outro aluno (mas era um pesquisador). Esse “aluno” foi quem desferiu as provocações aos participantes.
Depois de passarem pela mesma terapia do primeiro estudo (dividido em três grupos com três abordagens diferentes), os alunos ficaram sabendo que competiriam com seu ex-parceiro (que os havia provocado), e que quem ganhasse a tarefa teria direito a “explodir” o ouvido do perdedor com um ruído ensurdecedor no seu fone de ouvido, e ainda poderia escolher por quanto tempo.

O resultado novamente mostrou que a técnica de autodistanciamento era eficaz, mesmo logo após uma provocação, para diminuir a raiva. Em outras palavras, quem passou por essa técnica tendeu a escolher ruídos menos intensos e mais curtos contra o seu parceiro.

Não deixe a raiva tomar conta
Muitos acreditam que tentar se concentrar em sua mágoa e sentimentos de raiva para compreendê-los ajuda em uma situação de raiva. Mas é a pior coisa que existe. “Se você se concentrar demais em como você está se sentindo, o tiro sai pela culatra. Isso mantém os pensamentos e sentimentos agressivos ativos em sua mente, o que lhe torna mais propenso a agir agressivamente”, disse Bushman.

Se distrair também não ajuda. Quando você está irritado, pensar em algo calmante para tirar a mente da raiva só funciona momentaneamente. Ou seja, a raiva irá retornar quando a distração passar.

“Mas o autoafastamento realmente funciona, mesmo logo após uma provocação – é um instrumento de intervenção poderoso que qualquer pessoa pode usar quando estiver com raiva”, comentou Mischkowski. “O segredo é não ficar imerso em sua própria raiva e, ao contrário, ter uma visão mais distanciada”.

Resumindo: quando você sentir raiva, tente fingir que você está vendo a cena à distância, que você é um observador, e não um participante da situação estressante. A ciência alerta: é o melhor jeito de se acalmar.

[MedicalXpress, ScienceDaily, PsychCentral]
quarta-feira, 2 de julho de 2014 0 comentários

FILME - DOMÍNIO PÚBLICO

Para refletirmos sobre, um outro ponto de vista, à COPA DO MUNDO e  toda essa agitação política que tem vivido o Brasil atualmente. Principalmente na cidade do Rio de Janeiro que virou um grande canteiro de obras e tem recebido massivas quantias de dinheiro dos mais variados setores,  nacionais ou internacionais. 

A cidade tem passado por transformações que  não se limitam apenas ao espaço físico, mas a vida de seus moradores. Desapropriações, especulação imobiliária, aumento do custo de vida, forte intervenção das forças militares em áreas carentes localizadas dentro do chamado - cinturão de segurança pública.

Para os pobres direitos que são garantidos pela constituição e pelos direitos humanos estão sendo violados constantemente fora do alcance das lentes das grandes mídias, ou alguém pode me dizer onde está Amarildo?

Os protestos de junho de 2013 encheram as ruas com milhares de pessoas. Foi um ótimo exemplo de que o Brasileiro, é sim, capaz de se unir para mudar as coisas. "Não queremos copa, queremos saúde, educação, melhoria no transporte público, etc."  Assombrado o governo reagiu coagindo os protestos com violência. E essa mesma violência serviu de combustível para que mais pessoas viessem a ocupar as ruas e ampliou a ação de grupos radicais. O importante era mudar o Brasil: com bandeira nas mãos ou com pedras. Mas infelizmente muitos dos que participaram das manifestações estavam em clima de micareta e talvez não tenham entendido a relevância daquele momento para a história do Brasil.

Outro problema das manifestações, que quase não é falado, foram os políticos oportunistas: gente ligada ao governo que recebeu a missão de está nas manifestações e tentar aparecer a todo custo - Pular enfrente as câmeras, fazer uma dancinha, qualquer coisa para dizer que estava ali e representando o apoio que determinado partido dava a democracia. Mas quem acompanhou os primeiros protestos, a respeito de uma conjuntura nacional, pode ouvir em alto e bom som os gritos da multidão:

"Chega de corrupção"
"Fora Dilma"
"Fora PT"

Mas os oportunistas não se importaram com isso e muitos até carregavam provocativamente bandeiras de seus partidos, desconfigurando completamente a razão dos protestos, que de ação social passou a ser algo integralmente político e demagogo.

Começamos bem, criamos espareças e terminamos no mais do mesmo.

 Tem Copa do Mundo os transtornos e pressões ás comunidades carentes que hoje vivem uma falsa pacificação é sufocante e vai ficar pior, pois ainda tem olimpíadas que é muito mais exigente.  

Gostei muito da abordagem feita por esse documentário - Domínio Público - mas a credibilidade dele fica em xeque quando encontramos depoimentos como o do Dep. federal Romário. Sei que é muito caro fazer cinema no Brasil é produção desse vídeo foi independente, mas questiono quais são os patrocinadores e o tipo de acordos que foram realizados para a construção do filme.

Para um lado, ou para o outro tudo é tendencioso.


sexta-feira, 9 de maio de 2014 1 comentários

UM GRITO NO AR



Vou conta a minha história
Aconteceu de verdade
Às vezes sinto tristeza 
E outras sinto saudade

Meu nome é Ana Amélia 
Nascida nessa cidade
Vou contar toda história
Sem esconder a verdade
Sou filha de ex-combatente
Da grande Segunda Guerra 
Que foi herói na Itália
E mendigo em sua terra

Um cargo de funcionário
foi tudo o que conseguiu
este herói resistente 
Quando voltou ao Brasil

Boa noite companheiros
Estou aqui relatando
A maldade de grilheiros 
Pela qualç passamos

se tens o mesmo problema
Vamos dar as mãos 
Para enfrentar esta guerra
Em nome da habitação

Aconteceu na Cavanca 
N°1.201
Um terrível pesadelo
Que maltratou um por um

A terra onde eu morava
Era posse muito antiga
Não podia imaginar
Que fosse dar tanta briga

Era um lugar tranquilo
Todos viviam contentes 
A vida era só alegria 
Nada incomodava a gente  

Mesmo depois de casar 
Continuei morando
Neste lugar tão lindo
E os meus filhos criando

Agora prestem atenção
Em tudo que aconteceu
Este lugar tão alegre
Um dia entristeceu

No ano de 84 
As coisa aconteceram
Quatro terríveis grilheiros 
Aqui apareceram

não eram os companheiros
Querendo nos ajudar
Mas sim terríveis grilheiros 
Querendo nos expulsar

Nos chamaram de invasores
da nossa própria terra
Sem saber que nela
Os filhos dos filhos criamos 

Começamos uma luta 
Em nossa associação
Com ajuda de amigos
Na mesma situação

Mas não é só aqui
Que isto está ocorrendo
Por causa de moradia 
Tem companheiro morrendo

Não confunda a pobreza com burrice, companheiro
Pois está sendo mais burro
Quem tem tanto dinheiro

Pra que pressa desta terra 
Não viverás eternamente
pode ficar sossegado 
Que dela serás semente 

O sinismo dos grilheiros 
Era demais transparente 
Comandavam a quadrilha
Que assustava a gente 

Foram momentos terríveis 
Eu nem gosto de lembrar
Cada lado que se olhava 
Via casa desabar

Sem teto e sem esperança
Ver pessoas mudando 
Carregando as crianças 
Que de medo iam chorando

Estas lagrimas sofridas
Que destes rostos desceram
Foram gotas de esperança
Que em cada um floreceram

Através do sofrimento
Aprendemos a lutar
Para sermos respeitados 
E ter onde morar

O pior de tudo isto
Foi que logo correu a notícia 
Os grilheiros agiram  
Com ajuda da policia 

ficamos muito assustados 
Pedir ajuda a quem?
Se quem devia ajudar 
veio destruir também

Resolvemos dar um basta 

Em toda essa ausadia 
E fomos todos à luta
Por direito a moradia 

Esta terra nos pertence
Está na constituição
Dez anos residente 
Queremos usocapião

Por que perseguir o pobre?
Que quer apenas morar 
E deixar impunes os ricos
Que de avião vão roubar?

Não entregue a sua casa 
A bandidos desfarçados 
Que não passam de grilheiros 
vestidos de advogados 

Até hoje não sabemos 
Como que terminou
Aquele monte de pedras
Que o tal marajá roubou

Eram pedras preciosas 
Brilhavam, brilhavam, sim
Estamos só querendo saber 
Quem a estas pedras deu fim 

O pior aconteceu
No mês de outubro passado
Era manhã muito fria 
Eu mal havia acordado 

Destes dias companheiros 
Não gosto nem de lembrar 
De um homem que me chamava 
Com uma folha a mostrar 

Eu sou um oficial
E trago uma sitação
Ponha tudo no quintal
Vai haver demolição

Foi tudo tão derrepente 
Não pude buscar socorro
Algemada e agredida
Não pude deixar o morro

O pior de tudo isto 
Que pude presenciar 
Foi a própria polícia
Que veio nos espancar 

Um sargento da poícia 
Abusando do poder
Usando de toda a malicia 
para tentar me ofender

Parecia que eu era
Uma criminosa vulgar 
Jogou-me de rosto na terra 
Para em meu corpo pisar 

Naquela hora senti
O mundo desmoronar 
Saber que quase morrir 
Por defender meu lar 

Quando vêm as eleições 
As promessas são diárias 
Sobre o usocapião 
E a reforma agrária 

Dizem defender as crianças 
Beijão mãos de favelados 
Promovem grandes festanças 
Para serem mais votados 

Foi o nosso presidente 
Quem disse que acabaria 
Com os marajás existentes 
E a violência do dia 

Depois de ter sido eleito 
A história se inverteu 
O rico ficou mais rico 
O médico empobreceu 

É assim que o governo
Quer acabar com a violência 
Jogando o pober na rua 
Sem poder e sem decencia 

Não tinha um palacete
Mas me sentia rainha 
A minha casa modesta 
Era tudo o que eu tinha 

Levamos quase dez anos 
Para a casa construir 
Em alguns minutos 
Vi tudo se destruir 

Foi ai que começou 
O meu grande sofrimento
A minha pobre família 
Ficou jogada ao relento 

Naquele dia senti 
o mundo desmoronar
Meus filhos me perguntavam 
Mãe, onde vamos morar?

Eu não tinha o que responder 
Para os meus filhos queridos 
Ali eu fiquei parada 
Com o coração partido 

Mas derepente em mim 
Uma coisa aconteceu 
Uma força muito estranha 
Que a todos surpreendeu 

Vou continuar na luta 
Com muita dedicação 
É preciso conquaistar 
A grande transformação 

Depois de toda essa luta
Pensei que estava acabado 
Todo aquele sofrimento 
Que vivi no passado 

Meu marido conseguiu 
Um emprego na Com lurb
Então fez a inscrição 
Para a casa própria da Rio-Urbe

Ficamos muito felizes 
Pois estávamos vencendo
Sem poder imaginar  
Que ele estava morrendo 

Meu marido sofreu muito
Com tudo que aconteceu
Passou a sofrer dos nervos 
E a gastrite apareceu

Continuou trabalhando
Mesmo estando doente 
Era muito preocupado
Com o bem-estar da gente

Até que chegou um dia 
Que ele não aguentou
De tanta dor que sentia 
Um hospital procurou

Foi então que começou
A fazer tratamento 
Mas meu marido já estava 
Todo estragado por dentro

Depois de muito tratar 
Só tinha uma solução
Para acabar com o problema 
Somente uma operação

Logo após a cirurgia
A doença evoluiu
No estômago do meu marido
Maldito câncer surgiu

Quando o médico falou 
Eu perdi a esperança 
Eu ainda não sabia 
Que esperava criança

Fiquei triste e perdida 
Sem saber o que fazer 
Eu ia dar uma vida 
Vendo a outra morrer 

Quando o nené nasceu 
Ele não foi visitar 
Pois estava internado 
Para denovo operar 

Depois destacirurgia 
A doença piorou 
Reclama todo dia 
Pois sentia muita dor 

Não gosto nem de lembrar 
Aquele dia fatal 
O meu marido morreu 
Bem pertinho do Natal

Não posso culpar a Deus 
Por tirar ele de mim
Estava sofrendo muito 
Por isso chegou o fim

Amei-o a vinda inteira 
Nunca pensei em o peder 
Parecia mentira
Assistir ele morrer 

Eu fiquei ali parada 
Não queria acreditar 
Que meu marido estava 
Parando d respirar 

Saí dali desolada 
Querendo um abraço amigo
Me sentindo abandonada
Ninguém que estava comigo

Depois de toda a tristeza 
Não olhaei só para frente 
Olhando também para atrás 
Vi tristeza em muita gente 

Embrulhei o meu passado 
Com um papel de esperança 
Amarrei fazendo uma laço 
Com o que restou das lembranças

Ana Amélia R.Ribeiro
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014 0 comentários

VEREADORA DO RIO, LEILA DO FLAMENGO, CHAMA NICOLÁS MADURO DE MADRUGA




Na abertura dos trabalhos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a vereadora Leila do Flamengo (PMDB) "tentou" criticar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mas acabou citando um ídolo do humor de várias gerações ao ressaltar que votou contra a homenagem ao herdeiro político de Hugo Chávez proposta por um colega. A medida, aprovada em maio do ano passado por 21 votos a seis, é de autoria do vereador Leonel Brizola Neto (PDT).

O vídeo e a transcrição do discurso estão publicados na íntegra no site da Câmara de Vereadores. "Eu quero encerrar dizendo que não pedirei um minuto de silêncio para Santiago (Andrade) hoje, porque ele merece que seja amanhã (terça-feira, 18), com esta Casa cheia. É uma vítima, um trabalhador que cumpria seu dever. Como é que a imprensa vai ter liberdade? Nós não estamos na Venezuela. É por isso que votei contra a homenagem ao ditador criminoso que é o MADRUGA. Absurdo! Mas eu tive a coragem, a hombridade de votar contra", bradou a vereadora.


PQP. NINGUÉM MERECE KKKKKKKKKKKKK





Pior que isso somente a vanuza cantando o hino nacional



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014 0 comentários

A CULPA É SUA


Esse vídeo indiano é uma forma inteligente de passar a mensagem de não violência as mulheres. Ironizando a questão dos estupros  coletivos que infelizmente estão ocorrendo com frequência absurda na Índia.

Nele são apresentados alguns argumentos de conservadores e logo depois vem a abordagem irônica do porque não dá  certo. Afinal, como sita o nome do filme "A culpa é sua!", ou seja, da vítima.

É impossível para mim imaginar o que as mulheres indianas estão passando. O medo, a vergonha, a violência, a culpa.

Espero que logo se encontre uma solução que leva a alguma proteção a essas mulheres que eu conhecia apenas pela beleza e ar de mistério tão peculiarmente femininos e agora por essa violência sem propósitos a qual elas tem sido infligidas sem ter quem as socorra.

OBS: A palavra Bhaya tem por significado "irmão"

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013 0 comentários

FUTEBOL OU ultimate fatality entre torcidas?



Foi-se o tempo em que estádio de futebol era para assistir jogos e eventos familiares. Infelizmente o que milhares de espectadores assistiram abismados no jogo do campeonato brasileiro desse fim de semana estava mais para ultimate fatality entre as torcidas de Vasco e Atletico-PR.

Segundo o site Paranáonline quando Atlético e Vasco já tinham jogado 16 minutos, torcedores do time carioca furaram a barreira que separava as duas torcidas e iniciaram um confronto. Porém, a torcida vascaína estava em menor número e a reação dos atleticanos foi imediata. Boa parte da facção organizada do Furacão partiu para o local, iniciando um confronto que parecia não ter fim.

" A gente falava para  parar , mas eles não pararam. Não tinha segurança. Foi complicado. " Disse o meio de campo Everton que viu espantado os feridos deixarem a arena Joinville em ambulâncias e até um helicóptero.

Torcida do vaco alega que as agressões começaram por parte da torcida adversária.

Enquanto torcidas não se entendem e exacerbam na violência quem perde é o futebol que por muito e muito tempo foi referencia do Brasil para todo o mundo. 

Lastimável!


terça-feira, 26 de novembro de 2013 0 comentários

NOTA DE FALECIMENTO - GLEISE NANA





 A ativista Gleise Nana, 33 anos, que havia denunciado o sargento Emerson Veiga, do 15 BPM de Duque de Caxias, faleceu na madrugada dessa segunda-feira, 20 de novembro, após um incêndio suspeito no apartamento da ativista.

A poetisa e diretora teatral havia denunciado o sargento após ele ter postado insultos no inbox da ativista. Em um deles o PM a chamava de "maconheira,vagabunda e anarquista de merda, responsável pela desordem no Rio de Janeiro." Com medo, Nana repassou as mensagens para os amigos. Passou, desde então, a receber telefonemas estranhos.

Com a ativista também havia muitas filmagens dos conflitos desde o começo, em junho. Nana tinha um vasto material com denuncia sobre abuso de PMs. Em um deles, o tenente-coronel Mauro Andrade admite que a PMERJ se excedeu.

Em um incêndio suspeito, no dia 18 de outubro, a ativista teve 35% do seu corpo queimado. O misterioso incêndio em seu apartamento também afetou os órgãos internos de Nana. Após quase 40 dias de coma, a ativista não resistiu e faleceu.

Cabe frisar que, num primeiro instante, a Polícia Civil trabalhou apenas com a hipótese de incêndio acidental. Mas após insistência de amigos e o trabalho dos advogados da Comissão dos Direitos Humanos da OAB, a própria Polícia Civil admitiu que o incêndio pode ter sido criminoso.

Resta agora um empenho de todos para que a apuração ocorra da maneira mais transparente possível, pois sabemos que existem jogos de interesse escondidos por trás desse misterioso acidente.

Nossos sinceros sentimentos...

Pedimos aos nossos leitores que compartilhem essa nota de falecimento para que mais pessoas saibam a verdade.

Texto:Israel Montezano
Foto: O dia
SEPULTAMENTO HOJE, ÀS 13.HORAS, NO CEMITÉRIO SÃO FRANCISCO XAVIER (CAJU), CAPELA C. 
NOSSO ADEUS A GLEISE NANA
quarta-feira, 6 de novembro de 2013 3 comentários

VIOLÊNCIA NA ESCOLA MUNICIPAL JOSÉ EMYGDIO DE OLIVEIRA

CRIANÇA SOFRE AGRESSÃO DENTRO DA ESCOLA E É LEVADA ENSANGUENTADA E INCONCIÊNTE PARA O HOSPITAL. DIRETORA E SUBDIRETORA TENTAM ESCONDER EPISÓDIO DE VIOLÊNCIA QUE É RECORRENTE.

 

 
MEU FILHO FICOU DE CASTIGO NA SECRETÁRIA POR TER TIRADO FOTO DE COLEGA QUE FOI AGREDIDO DENTRO DA ESCOLA.

Sei que não é o mais certo, mas dada a insegurança dentro da escola José Emygdio Oliveira faz algum tempo dei a meu filho mais novo um celular para que em caso de emergência entre em contato comigo, foi o que ele fez. E mesmo estando no primário teve a ideia de tirar foto do acontecimento....

Ontem mesmo a professora mandou que ele deletasse as imagens, sendo criança e em razão da educação que recebeu, obedeceu. Ainda assim, hoje meu filho foi impedido de assistir a aula de educação física (aula que ele mais gosta) FICANDO DE CASTIGO NA SECRETÁRIA das 9:00 até +- 11:00h.

Ao tomar conhecimento do castigo fui impedida de falar com a diretora, sendo autorizada a minha entrada na escola somente após ameaçar chamar a reportagem.
No entanto meu marido foi impedido de me acompanhar.

Contrariada e sem entender porque meu marido e pai do meu filho foi impedido de me acompanhar, mas obviamente a direção quer evitar testemunhas, fui conversar com a diretora.

Fui atendida primeiramente pela diretora Ana Lúcia e logo sendo interrompida pela diretora Fanny. Ambas disseram que meu filho não ficou de castigo, mas confirmaram a presença dele na secretária do período de pelo menos 9:00h até as 11:00h.
Segundo elas NÃO FOI CASTIGO, foi apenas uma conversa que ocorreu com outros alunos que se encontravam na mesma situação, pois tirar foto dentro da escola é crime e eles precisavam saber disso.

A subdiretora Fanny em tom de ironia ainda acrescentou que quando o prefeito vem visitar a escola mesmo ele tem que apresentar autorização para tirar fotos.
Avisando que existindo outras imagens ela entrará com processo criminal.

Gostaria de saber dessas diretoras quem eu devo processar caso ocorra algo grave com um dos meu filhos.

A Sr.Fanny mais uma vez irônica sugeriu que se eu não estou satisfeita que devo procurar outra escola.

Não quero outra escola, quero SEGURANÇA para os meus filhos e demais estudantes e professores que utilizam esse espaço.

DURMA COM UMA DESSAS!


https://www.facebook.com/jaquelineramiro1/posts/10200225988853016?comment_id=4636295&offset=0&total_comments=4&notif_t=feed_comment
quarta-feira, 21 de agosto de 2013 0 comentários

FILME-SALVE GERAL


Quem gostou de assistir TROPA DE ELITE acredito que irá gostar desse filme.
Baseado nos ataques realizados pelo PCC à cidade de São Paulo, em maio de 2006,
SALVE GERAL foi o representante do Brasil no Oscar 2010 concorrendo como melhor filme estrangeiro.

Lúcia (Andréia Beltrão) é uma viúva de classe média que sonha em tirar o filho Rafael (Lee Thalor), de 18 anos, da prisão. Em suas frequentes visitas à penitenciária ela conhece Ruiva (Denise Weinberg), advogada do Professor (Bruno Perillo), líder do Comando. As duas ficam amigas e logo Lúcia é usada em missões ligadas à organização criminosa. Precisando do dinheiro, ela aceita realizar as tarefas. Paralelamente o Comando passa por uma luta interna pelo poder, ampliada pelo confronto dos prisioneiros com o sistema carcerário. Quando o governo decide transferir, de uma só vez, centenas de presos para penitenciárias de segurança máxima no interior do estado, o Comando envia a ordem para que seus integrantes realizem uma série de ataques em pleno Dia das Mães, deixando a cidade de São Paulo sitiada.


DURAÇÃO: 1h 20min.
GÊNERO: drama , susense
DIREÇÃO: Sergio Rezende
LANÇAMENTO: 2009

BOM FILME!

terça-feira, 30 de julho de 2013 0 comentários

O CASTIGO


Depois que sofri o estupro tomei pavor do tal Paulo, namorado da minha mãe. Não sei explicar exatamente o porque, mas também fiquei com muito nojo a ponto de nem mesmo querer beber água no mesmo copo que ele tivesse bebido. 

Não preciso dizer que se minha mãe me tratava mal antes do ocorrido depois tudo ficou muito pior. Era tortura mesmo.
E infelizmente eu não tinha como escapar disso, pois minha avó me obrigava a ir com minha mãe e a verdade é que meus parentes não estavam disposto a se envolverem em um caso desses, então só restava aguentar firme a situação.  Mesmo a intervenção do meu tio durou por pouco tempo por não agradar a esposa dele.  

Minha mãe me beliscava, me batia com o cuidado de não deixar muitas marcas, e quando alguém notava as marcas ela dizia que tinha sido algum tombo ou algo assim.  Me deixava trancada dentro do banheiro.  Muitas vezes  me  deixava sem comer o dia inteiro, coisa que me acostumei com o passar do tempo. E palavras como puta, vadia, eu já considerava como apelidos de tanto que eu era chamada assim. 

Minha mãe sempre foi uma pessoa criativa e talvez por isso tenha arranjado tantas formas diferente de me humilhar. Uma a qual me recordo bem foi o DIA DA CADELA.

 Cadela era um dos apelidos carinhosos que recebi de mamãe, principalmente, por ter mordido o Paulo. Então para que eu não esquecesse e todos ficassem sabendo que eu era uma cadela, minha mãe apanhou 5 ossos cozidos de costela e me obrigou a andar para todo canto carregando esses ossos nas mãos. E se por acaso ela me visse sem eles eu apanhava novamente. 

Nesse dia que sucederam muitos outros eu fui colocada na vila desde de cedo para brincar com as outras crianças. Quando meus primos me viram com os ossos, que eu não podia soltar, riam, debochavam... e eu ali segurando os ossos. 

 Minha tia N... chegou a perguntar a minha mãe sobre os ossos, minha mãe respondeu que eu adorava ficar roendo ossos (claro que isso foi ironia), e que eu teria dormido mastigando um e quase morrendo sufocada com o osso atravessado na garganta. Então para que eu não roesse mais osso era esse o motivo do castigo. 

Depois disso minha tia passou a ser fiscal dos ossos. Se por alguma razão eu me descuidasse deles ela através da zombaria acompanhada pelo coro dos meus primos me fazia apanha-los imediatamente e comunicava o meu desleixo a minha mãe que me humilhava, batia e ameaçava me matar se eu abrisse a boca para contar o que fosse para alguém. 

Você que está lendo isso deve está pesando que minha mãe era o capeta, mas se engana completamente. Minha mãe era muito dissimulada. Bonita e quase sempre agradável a todos.

Link indicado: ALGUMA INTERVENÇÃO
terça-feira, 23 de julho de 2013 0 comentários

ALGUMA INTERVENÇÃO



Não sei bem o que foi conversado, mas lembro da minha tia perguntar porque eu estava andando daquele jeito. 

Resultado 

Minha mãe me jogou encima da mesa tirou a parte de baixo da minha roupa na frente de todo mundo, incluindo o monstro, e disse:

- Fala N...(nome da minha tia) o que você está vendo ai? Essa filha da P... está enganando você. Ela não tem nada.

- Mas L...( como minha mãe era chamada) ela está machucada.

- Machucada? Machucada como? Isso é assadura porque essa porca não se limpa direito. Essa putinha está mentindo, não vale nada, mas se você quiser pode levar ela para a sua casa. Fica com ela que você vai ver o que é bom.

A pesar da pouca idade senti muita vergonha de ficar pelada de pernas abertas na frente de todos. Minha avó me criou de forma que era pecado até colocar as mãos nas partes intimas.

A mando do meu tio, minha tia me levou para a casa dela onde dormir aquela noite na paz de Deus.

Continuei indo os fins de semana para a casa da minha mãe, mas toda vez que o monstro estava lá meu tio vinha me apanhar para dormir na casa dele.

Tio A... Muito obrigada por me salvar. Não sei o que teria acontecido sem a sua intervenção.


Link indicado: MEDO
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MEDO



De manhã bem cedo com o dia amanhecendo o monstro foi embora. 

Nesse dia minha mãe me chamou pelos piores nomes que se possa imaginar e me bateu muito. Muito mais que o normal. Me deixou vestida só de calcinha, colocou em mim uma bolsinha que ela usava para carregar os cigarros, abriu a porta e me jogou do lado de fora porque ela não queria puta dentro da casa dela.

Passei toda a manhã do lado de fora, mas dentro da vila. Sem comer, sem beber água.

Esse vila era bem dizer só de parentes, mas parece que ninguém deu conta ou não quis dar conta do que estava acontecendo. Ou talvez já estivessem acostumados com a confusões da minha mãe, não sei.
Não bati na porta de ninguém para pedir ajuda princialmente por medo. se abrisse a minha boca para falar qualquer coisa minha mãe me mataria.

Fiquei nessa situação até uma prima mais velha chegar da escola e perguntar porque eu estava apenas de calcinha e do lado de fora de casa. Ela chamou a minha mãe e não me recordo o que ela respondeu. Minha prima entrou para a casa dela , mas em poucos minutos voltou e me levou para a casa dela onde me deram a tarde o que seria o almoço.

Não preciso dizer que por conta da dor que eu estava sentido não estava conseguindo andar de forma natural e acho que foi isso acabou chamando a atenção da minha tia. Pois juro que o medo não me permitia dize nada a respeito.

Quando foi a noite essa minha tia e mais uma outra foram conversar com minha mãe e o monstro tinha voltado. Ele estava dentro de casa.

Meu Deus que medo eu tive naquele momento. só eu sei.

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TRISTEZA


Minha mãe tinha arrumado mais um namorado. Esse chamava-se Paulo e morava no bairro do Flamengo em um apartamento com vista para o mar.Trabalhava no cais do porto, lugar onde eles se conheceram. Até hoje não sei o que ele fazia exatamente, mas lembro que estava sempre armado.

Minha mãe estava com os seus 30 e poucos anos e ele com 42.Lembro dos comentários maliciosos que ouvia quanto a isso.

Ele trazia muitos presentes para a minha mãe e ao que parece ajuda a pagar umas contas.

Como namorado ele tinha livre acesso a casa que ficava na rua Comendador Siqueira em Jacarepaguá.

Como nunca tive uma cama minha nem na casa da minha mãe, nem na casa da minha avó dormíamos os três na mesma cama.

E me recordo de acordar uma noite com ele passando a mão entre as minhas pernas.

Falei com a minha mãe, mas ela não deu qualquer importância. Foi apenas o começo de um tristeza que eu carrego até os dias de hoje.
sexta-feira, 5 de abril de 2013 0 comentários

MAIS UMA VITIMA DE BALA PERDIDA NO RIO DE JANEIRO


DESABAFO DE MORADOR DO JACAREZINHO
(divulguem)

Pessoal, desculpa compartilhar com vocês isso nas mensagens
mas preciso que vocês postem isso no face de vocês, me ajudem, por favor !!!!

Aliélson Nogueira, 21 anos, trabalhava em um galpão de reciclagem, acaba de ser assassinado por policias da UPP na favela do Jacarezinho. Na localidade conhecida como Beira do Rio, o rapaz que brevemente seria pai, foi brutalmente assassinado com tiros pelas costas enquanto comia um cachorro quente.

Sou Léo Lima, morador da favela e estou indignado com o caso e com a situação que se encontra o atual contexto aqui na favela. Fiz vídeos e fotos e diante de relatos das pessoas que estavam com o rapaz, a justiça precisa ser feita. Chega de impunidade !

Em respeito as pessoas não postarei algumas imagens mais pesadas.
Desculpe -me se esta imagem possa ser muito forte pra alguém aqui, entendam que o fundamental seja que o policial assassino pague pelo o que fez e que a justiça seja feita, assim como o bem estar social dos moradores do Jacarezinho se estabeleça.

Chega !!! Chega !!
Ninguém mais pode morrer dessa maneira tao covarde,
principalmente de um tiro disparado pela polícia.
sexta-feira, 8 de março de 2013 2 comentários

DIA INTERNACIONAL DA MULHER



Minha avós sofreu um estupro aos 13 anos,
eu fui estuprada aos 5 anos de idade,
ao longo de minha vida vi minha mãe sofrer diversas agressões
fisicas e mentais de seus parceiros 
e enquanto aqui escrevo milhares de mulheres estão sofrendo algum tipo de violência.
Segundo a Anistia Internacional, em relatório divulgado em 05/03/2004,
 mais de um bilhão de mulheres no mundo - uma em cada três - foi espancada, forçada a manter relações sexuais ou sofreu outro tipo de abuso, quase sempre cometido por amigo ou parente.
Nossas leis e politica estão longe de trazer alguma proteção para elas.
Até o final desse ano quantas de nós mulheres irão morrer e os agressores permanecerão impunes?

FELIZ DIA DAS MULHERES


por: Jaqueline Ramiro




              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
sábado, 26 de janeiro de 2013 1 comentários

O QUE FAZ O AMOR ACABAR?


Quando a pressão é demais, todo mundo estoura. Na vida profissional é assim, na vida familiar é assim, e na vida amorosa nada é diferente. Aguentamos a pressão das coisas até certo ponto. Uns aguentam mais e outros menos, mas a verdade é que, no final das contas, todos ficamos exaustos - para não dizer coisa pior.
E é por isso que muitos relacionamentos terminam, e nem sempre de formas amigáveis. Quando um dos lados do casal pressiona demais, e o outro engole o sapo sem falar nada, essa relação se torna a receita do fracasso."Ninguém é perfeito, e ninguém deve esperar a perfeição dos outros", explica a psiquiatra Márcia Sirota, que criou uma lista dos principais motivos que levam um casal à separação.

10 ERROS QUE PODEM ACARRETAR O FIM DA RELAÇÃO

1- Egoísmo – Uma relação existe porque queremos dividir nossa vida com alguém. E isso significa dividir seus pensamentos, sentimentos, tempo e seus bens pessoais com seu parceiro(a). Portanto, nenhum tipo de egoísmo faz sentido quando falamos num relacionamento a dois. Se você tem atitudes egoístas, seu parceiro(a) vai sentir que está sendo deixado de fora da sua vida e vai começar a questionar a relação. Ser egoísta leva à alienação e desconexão, e acaba com a intimidade do casal.

2- Desprezo – Se você está com alguém é porque gosta daquela pessoa. E, além de gostar, você deveria respeitar essa pessoa e querer estar na companhia dela. Desprezar seu parceiro(a) vai contra as “regrinhas” de um relacionamento saudável, e sempre acaba machucando quem está sendo desprezado. A “vítima” termina ficando confusa e com raiva daquela situação, afinal eles deveriam se sentir valorizados.

3- Humilhação – Todo mundo é sensível quando se trata de vergonha, mesmo que em diferentes
graus. Em uma relação, um deveria fazer o outro se sentir bem, e não o oposto. Fazer o outro se sentir idiota ou inferior é muito destrutivo, e se você humilhar seu parceiro(a) na frente de outras pessoas, considere isso a gota que vai fazer o copo transbordar, com certeza.

4- Resmungos – Tudo o que alguém quer é sentir que seu relacionamento é seu porto-seguro, seu refúgio. E se o parceiro(a) estiver sempre reclamando de tudo, você vai querer fugir disso também. Em um relacionamento é importante haver respeito mútuo e saber ouvir. Se seu amado(a) não estiver ali para te ouvir, a solução vai ser uma terapia de casal. Ou algo pior.

5- Não ajudar – O ombro do seu amado(a) tem que estar sempre ali para você. Não deve haver  dependência, e sim confiança. Se você não estiver ali para apoiar seu parceiro(a), a confiança vai minguando e ficar sozinho acaba sendo uma opção melhor do que manter o relacionamento.

6- Controlar demais – A vantagem de ser adulto é justamente poder ser independente, e ditar as próprias regras. A maioria das pessoas quer essa independência e não vai querer alguém controlando todos os seus passos. Oprimir seu parceiro(a) dessa maneira só vai afastar o casal.

7- Comparações – Você sempre quer se sentir uma pessoa única, e com qualidades que sejam só suas, não é? Se seu amado(a) ficar te comparando às ex ou a outras pessoas, e fazer você se sentir inferior àquela pessoa, você vai se sentir desmoralizada(o). Então não faça isso com ninguém, isso só faz a pessoa não
querer mais estar do seu lado.

8- Insatisfação constante – A coisa mais gostosa de estar namorando, ou casado, é
sentir que você está fazendo seu parceiro(a) feliz. E ter alguém que te faça feliz é igualmente bom. Então se nada nunca está bom o suficiente, e você nunca está feliz com nada, o parceiro(a) vai acabar desistindo de tentar. A relação acaba virando uma frustração para essa pessoa, e tudo isso só vai fazer esse
amor morrer na praia.

9- Não se comprometer – Se sentir amada e segura é um item fundamental quando se está em um relacionamento. Então se negar a comprometer-se com essa relação vai fazer o parceiro(a) sentir-se vulnerável e inseguro, e essa ansiedade vai gerar um conflito no casal. A falta de comprometimento fica ainda pior quando existe alguma traição, uma vez que isso põe em xeque a confiança, que é essencial na
relação.

10- Violência - Seja verbal ou física, a violência é inaceitável em uma relação. Algumas pessoas tendem a descontar seus sentimentos ruins ou tristes em cima do parceiro(a), mas esse hábito é muito ruim, não tendo consideração pela pessoa que amamos. Todo mundo tem o direito de ficar chateado ou com raiva na vida, até mesmo com o próprio parceiro(a), mas nunca é aceitável ser violenta(o). Gritar e xingar podem ter o mesmo efeito que um tapa. Carinho e respeito são fundamentais.
 
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