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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016 0 comentários

MODELO NEGRA RECRIA IMAGENS DE ANÚNCIOS PARA EVIDENCIAR A FALTA DE REPRESENTATIVIDADE NA MODA



Qualquer pessoa que já abriu uma revista de moda deve ter se deparado com uma realidade bem diferente da que vemos nas ruas. Além de muita riqueza, ostentação e barrigas esculpidas, elas também evidenciam uma cultura predominantemente branca e são raras as publicações que apresentam mulheres negras com frequência em suas páginas. Para evidenciar o problema, essa modelo decidiu recriar alguns anúncios com suas próprias fotografias.

Deddeh Howard é negra, natural da Libéria e vive em Los Angeles (EUA). Em um projeto recente chamado Black Mirror (“Espelho Negro”, em inglês), ela recria campanhas de marcas famosas e mostra que ainda estamos longe de alcançar a representatividade no mundo da moda.


Nas imagens, ela imita as poses e expressões das modelos do anúncio original e utiliza roupas bastante semelhantes às usadas por elas. “A visibilidade nos comerciais e outdoors é tão importante quanto a eleição do primeiro presidente negro. A próxima geração só pode se inspirar e alcançar as estrelas se acreditar que pode fazer isso. Por essa razão a diversidade em campanhas de anúncios é muito mais importante, na minha opinião, do que você pode imaginar.“, escreveu ela em seu site.



Ela buscou recriar os anúncios com a ajuda do fotógrafo Raffael Dickreuter para mostrar como eles seriam caso representassem uma modelo negra. “Por que as grandes marcas não podem abraçar mais nossa diversidade e oferecer a todas nós visibilidade?“, questiona ela.

Depois de ver essas imagens, muitas agências provavelmente vão começar a repensar esse conceito, porque ela simplesmente A-R-R-A-S-A! Vem  ver:






fonte: hypeness
terça-feira, 19 de janeiro de 2010

MARCAS

















Vô João em meio a sua sabedoria de gente do interior sempre dizia que se via um bom trabalhador pelas canelas finas. Muitas vezes o vi medindo a canela com as mãos e ao final sempre dizia:
 - tá vendo sou um bom trabalhador! 
E houve vezes nas quais ele usava uma tia como exemplo: 
- essa puxou ao pai veja as canelinhas finas. 

Minha tia não gostava muito, mas ele dizia isso com muito orgulho.
Sempre me perguntei de onde ele tinha tirado aquela ideia. Faria parte de algum tipo de folclore da região que ele nasceu? Era um costume passado de pai para filho entre o povo da roça...


Pois bem, em meio aos meus estudos sobre o processo da escravidão no Brasil pude constatar que a região de Pernambuco (terra de meu avô), teve uma das maiores concentrações de escravos do país e que um dos critérios usados pelos Senhores (donos das fazendas) para a aquisição de bons escravos "bons trabalhadores" era o fato de terem canelas finas.


Meu querido avô, homem livre do século XXI ainda carregava estigmas do tempo onde o negro era cativo. Pode parecer bobagem, mas quantas heranças como essa podemos está guardando inconscientemente até o dia de hoje?


(Saudades eternas do Vô João)
 
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