A CULPA É SUA
Esse vídeo indiano é uma forma inteligente de passar a mensagem de não violência as mulheres. Ironizando a questão dos estupros coletivos que infelizmente estão ocorrendo com frequência absurda na Índia.
Nele são apresentados alguns argumentos de conservadores e logo depois vem a abordagem irônica do porque não dá certo. Afinal, como sita o nome do filme "A culpa é sua!", ou seja, da vítima.
É impossível para mim imaginar o que as mulheres indianas estão passando. O medo, a vergonha, a violência, a culpa.
Espero que logo se encontre uma solução que leva a alguma proteção a essas mulheres que eu conhecia apenas pela beleza e ar de mistério tão peculiarmente femininos e agora por essa violência sem propósitos a qual elas tem sido infligidas sem ter quem as socorra.
OBS: A palavra Bhaya tem por significado "irmão"
Heberson, eu sinto muito:Jornalista escreve ao inocente preso, violentado na cadeia e contaminado pela Aids
Heberson,
Nem sei como te dizer isso. Tateio pelas palavras certas há horas – elas me escapam. Claro que você já foi avisado e até leu no noticiário local, mas eu queria pedir desculpas. O governo do Estado do Amazonas questionou o valor da sua indenização. É, eles acham R$ 170 mil um valor muito alto pelos quase três anos em que você passou na cadeia, acusado de um estupro que não cometeu. Querem pechinchar pelo vírus HIV que infectou o seu corpo após os abusos sofridos atrás das grades. Seu sofrimento está “caro demais” para os cofres públicos. Como se algum dinheiro no mundo pudesse apagar o que você viveu.
Até hoje, como naquele dia em que te entrevistei, sinto minhas tripas se revirarem. Lembro de você contando que tinha 23 anos e trabalhava como ajudante de pedreiro na periferia de Manaus quando o crime aconteceu. Uma menina de nove anos, filha de vizinhos, havia sido arrastada para o quintal durante a noite e violentada. A família o acusou de tamanha brutalidade e a delegada expediu um mandado de prisão provisória para investigar o caso. Você, que não tinha antecedentes criminais. Você, que divergia completamente do retrato-falado. Você, que estava em outro lado da cidade naquele horário. Mas você é pobre, Heberson. Pobres são presas fáceis para “solucionar o caso” e atender o clamor popular. As vozes que te xingaram ainda ecoam?
“Eu morri quando me fizeram pagar pelo que não fiz”, você disse, me matando um pouco também sem saber. Em tese, por lei, você não poderia ficar mais de quatro meses aguardando julgamento na cadeia. Sua mãe, desesperada, pegou empréstimos para bancar advogados particulares. Mesmo sem comida em casa, a dor no estômago era por justiça. Não dava para contar com a escassa quantidade de defensores públicos no país (embora, depois, a doutora Ilmair Faria tenha salvo o seu destino). Enquanto ela se rebelava aqui fora, você se resignava com os constantes abusos sexuais de que era vítima. Alegar inocência sempre foi a sua única arma. De que forma lhe deram o diagnóstico de Aids?
Sabe, querido, eu gostaria de ter presenciado o parecer do juiz na audiência que demorou dois anos e sete meses para acontecer. Deve ter sido um discurso bonito. Juízes usam frases empoladas, especialmente para se desculpar em nome do Estado por um erro irreparável. Onde estava a sua cabeça no momento em que ele declarou que você estava “livre”? Porque eu me pergunto como alguém pode supor que liberta o outro de suas memórias, de suas dores, de sua desesperança, de uma doença incurável. Você continua preso. Tanto que passou anos sem conseguir emprego por causa do preconceito e perambulou pelas ruas sob o efeito de qualquer droga que anestesiasse a realidade. Livre para ser um morto-vivo.
Na sala do meu apartamento, há um troféu de direitos humanos que ganhei por trazer à tona sua história. Olho para ele e enxergo a minha impotência. E os ossos saltados da sua pele. Com vinte quilos a menos, as suas roupas parecem frouxas demais – quanto você perdeu além do peso corpóreo? Imagino se a Procuradoria Geral do Estado (PGE), que negou o pedido da sua indenização, sabe das suas constantes internações decorrentes da baixa imunidade. Será que alguém abriu a porta da sua geladeira e descobriu que, muitas vezes, você passa um dia inteiro tendo se alimentado de um único ovo? Ou será que eles se restringem a documentos e números?
Não consigo deixar de pensar que você foi estuprado de novo. Pelas canetas reluzentes de quem toma essas decisões descabidas. Você levou sete anos para ressuscitar a sua determinação e cobrar os seus direitos. Em parte, motivado pelo apoio das 23 mil pessoas que aderiram a uma campanha virtual pela sua história. Toda semana recebo mensagens de gente querendo saber sua situação, se oferecendo para pagar uma cesta básica ou dar assistência jurídica. Recentemente, um professor criou um grupo que mobilizou mais de mil cidadãos para ajudá-lo até com despesas de medicamentos. Minha última pergunta (eu, que não tenho respostas) é: O que mais nós podemos fazer por você, já que o Estado não faz?
Que o meu abraço atravesse a geografia até Manaus.
Sinto muito, querido.
Nathalia Ziemkiewicz
O CASTIGO
Depois que sofri o estupro tomei pavor do tal Paulo, namorado da minha mãe. Não sei explicar exatamente o porque, mas também fiquei com muito nojo a ponto de nem mesmo querer beber água no mesmo copo que ele tivesse bebido.
Não preciso dizer que se minha mãe me tratava mal antes do ocorrido depois tudo ficou muito pior. Era tortura mesmo.
E infelizmente eu não tinha como escapar disso, pois minha avó me obrigava a ir com minha mãe e a verdade é que meus parentes não estavam disposto a se envolverem em um caso desses, então só restava aguentar firme a situação. Mesmo a intervenção do meu tio durou por pouco tempo por não agradar a esposa dele.
Minha mãe me beliscava, me batia com o cuidado de não deixar muitas marcas, e quando alguém notava as marcas ela dizia que tinha sido algum tombo ou algo assim. Me deixava trancada dentro do banheiro. Muitas vezes me deixava sem comer o dia inteiro, coisa que me acostumei com o passar do tempo. E palavras como puta, vadia, eu já considerava como apelidos de tanto que eu era chamada assim.
Minha mãe sempre foi uma pessoa criativa e talvez por isso tenha arranjado tantas formas diferente de me humilhar. Uma a qual me recordo bem foi o DIA DA CADELA.
Cadela era um dos apelidos carinhosos que recebi de mamãe, principalmente, por ter mordido o Paulo. Então para que eu não esquecesse e todos ficassem sabendo que eu era uma cadela, minha mãe apanhou 5 ossos cozidos de costela e me obrigou a andar para todo canto carregando esses ossos nas mãos. E se por acaso ela me visse sem eles eu apanhava novamente.
Nesse dia que sucederam muitos outros eu fui colocada na vila desde de cedo para brincar com as outras crianças. Quando meus primos me viram com os ossos, que eu não podia soltar, riam, debochavam... e eu ali segurando os ossos.
Minha tia N... chegou a perguntar a minha mãe sobre os ossos, minha mãe respondeu que eu adorava ficar roendo ossos (claro que isso foi ironia), e que eu teria dormido mastigando um e quase morrendo sufocada com o osso atravessado na garganta. Então para que eu não roesse mais osso era esse o motivo do castigo.
Depois disso minha tia passou a ser fiscal dos ossos. Se por alguma razão eu me descuidasse deles ela através da zombaria acompanhada pelo coro dos meus primos me fazia apanha-los imediatamente e comunicava o meu desleixo a minha mãe que me humilhava, batia e ameaçava me matar se eu abrisse a boca para contar o que fosse para alguém.
Você que está lendo isso deve está pesando que minha mãe era o capeta, mas se engana completamente. Minha mãe era muito dissimulada. Bonita e quase sempre agradável a todos.
Link indicado: ALGUMA INTERVENÇÃO
ALGUMA INTERVENÇÃO
Não sei bem o que foi conversado, mas lembro da minha tia perguntar porque eu estava andando daquele jeito.
Resultado
Minha mãe me jogou encima da mesa tirou a parte de baixo da minha roupa na frente de todo mundo, incluindo o monstro, e disse:
- Fala N...(nome da minha tia) o que você está vendo ai? Essa filha da P... está enganando você. Ela não tem nada.
- Mas L...( como minha mãe era chamada) ela está machucada.
- Machucada? Machucada como? Isso é assadura porque essa porca não se limpa direito. Essa putinha está mentindo, não vale nada, mas se você quiser pode levar ela para a sua casa. Fica com ela que você vai ver o que é bom.
A pesar da pouca idade senti muita vergonha de ficar pelada de pernas abertas na frente de todos. Minha avó me criou de forma que era pecado até colocar as mãos nas partes intimas.
A mando do meu tio, minha tia me levou para a casa dela onde dormir aquela noite na paz de Deus.
Continuei indo os fins de semana para a casa da minha mãe, mas toda vez que o monstro estava lá meu tio vinha me apanhar para dormir na casa dele.
Tio A... Muito obrigada por me salvar. Não sei o que teria acontecido sem a sua intervenção.
Link indicado: MEDO
De manhã bem cedo com o dia amanhecendo o monstro foi embora.
Nesse dia minha mãe me chamou pelos piores nomes que se possa imaginar e me bateu muito. Muito mais que o normal. Me deixou vestida só de calcinha, colocou em mim uma bolsinha que ela usava para carregar os cigarros, abriu a porta e me jogou do lado de fora porque ela não queria puta dentro da casa dela.
Passei toda a manhã do lado de fora, mas dentro da vila. Sem comer, sem beber água.
Esse vila era bem dizer só de parentes, mas parece que ninguém deu conta ou não quis dar conta do que estava acontecendo. Ou talvez já estivessem acostumados com a confusões da minha mãe, não sei.
Não bati na porta de ninguém para pedir ajuda princialmente por medo. se abrisse a minha boca para falar qualquer coisa minha mãe me mataria.
Fiquei nessa situação até uma prima mais velha chegar da escola e perguntar porque eu estava apenas de calcinha e do lado de fora de casa. Ela chamou a minha mãe e não me recordo o que ela respondeu. Minha prima entrou para a casa dela , mas em poucos minutos voltou e me levou para a casa dela onde me deram a tarde o que seria o almoço.
Não preciso dizer que por conta da dor que eu estava sentido não estava conseguindo andar de forma natural e acho que foi isso acabou chamando a atenção da minha tia. Pois juro que o medo não me permitia dize nada a respeito.
Quando foi a noite essa minha tia e mais uma outra foram conversar com minha mãe e o monstro tinha voltado. Ele estava dentro de casa.
Meu Deus que medo eu tive naquele momento. só eu sei.
Até que certa noite minha mãe saiu me deixando sozinha com o monstro. Ele foi tomar banho e deixou a porta do banheiro aberta. uma porta que sempre se fechava por conta do peso. Eu não sabia nem porque, mas já tinha medo dele. Quando a gente é criança não entende bem as coisas,mas o medo se fez presente não sei explicar exatamente o porquê.
Ele saiu do banheiro apenas com uma toalha branca na cintura. Eu estava no quarto assistindo TV.
Ele me puxou pela cabeça e queria que eu colocasse minha boca nas partes intimas dele. Como me neguei a fazer ele me agarrou a marra e tampou a minha boca. Me debati, desesperada tentei me saltar de todos os mode e ainda consegui morder a mão dele, mas não adiantou ele conseguiu me machucar e minha mãe chegou bem na hora do ato.
Ela ficou enfurecida e perguntou o que estava acontecendo. Eu corri para o lado oposto da cama e senti muita dor. Eu estava sangrando.
Me recordo dos dois começarem a discutir e ele mostrou que eu havia o mordido. Minha mãe me arrastou bruscamente pelo braço até o banheiro me deu banho.
Essa noite eu dormi no chão e os dois dormiram juntos na cama.
Minha mãe tinha arrumado mais um namorado. Esse chamava-se Paulo e morava no bairro do Flamengo em um apartamento com vista para o mar.Trabalhava no cais do porto, lugar onde eles se conheceram. Até hoje não sei o que ele fazia exatamente, mas lembro que estava sempre armado.
Minha mãe estava com os seus 30 e poucos anos e ele com 42.Lembro dos comentários maliciosos que ouvia quanto a isso.
Ele trazia muitos presentes para a minha mãe e ao que parece ajuda a pagar umas contas.
Como namorado ele tinha livre acesso a casa que ficava na rua Comendador Siqueira em Jacarepaguá.
Como nunca tive uma cama minha nem na casa da minha mãe, nem na casa da minha avó dormíamos os três na mesma cama.
E me recordo de acordar uma noite com ele passando a mão entre as minhas pernas.
Falei com a minha mãe, mas ela não deu qualquer importância. Foi apenas o começo de um tristeza que eu carrego até os dias de hoje.
ANIVERSÁRIO CHEGANDO
No próximo dia 12 de agosto completarei 30 anos. Parece até ironia, 30 anos de um aborto que não deu certo, 30 anos da filha do Fuscão.
Não pensei que chegaria tão longe, mais aqui estou e me despedindo de alguns demônios. Não chegarei aos meu 30 anos sufocando o grito de dor.
Hoje eu sei quem sou e tenho maturidade de pessoa adulta.
Digo a mim mesma contrariando a tudo que me foi imposto pelos que me cercavam:
eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.
eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.
eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.
eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.
eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.
eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.
eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.
eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.
eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.
eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.
EU NÃO SOU CULPADA
CHEGAAAAAAAAA!
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Minha avós sofreu um estupro aos 13 anos,
eu fui estuprada aos 5 anos de idade,
ao longo de minha vida vi minha mãe sofrer diversas agressões
fisicas e mentais de seus parceiros
e enquanto aqui escrevo milhares de mulheres estão sofrendo algum tipo de violência.
Segundo a Anistia Internacional, em relatório divulgado em 05/03/2004,
mais de um bilhão de mulheres no mundo - uma em cada três - foi espancada, forçada a manter relações sexuais ou sofreu outro tipo de abuso, quase sempre cometido por amigo ou parente.
Nossas leis e politica estão longe de trazer alguma proteção para elas.
Até o final desse ano quantas de nós mulheres irão morrer e os agressores permanecerão impunes?
FELIZ DIA DAS MULHERES
por: Jaqueline Ramiro
NÃO HÁ MAIS MOTIVOS PARA ESCONDER

“Existe um mito de que mãe é sempre mãe.
Mentira, também nasce gente de pessoas má”
Quando o algoz é quem deveria te protege, não há nada mais o que fazer, além de tentar sobreviver a cada dia...
È muito difícil dormir e acordar com o agressor. Não saber quando, nem porque virá a próxima agressão. Apenas ter a certeza que virá!
A esperada salvação não vem de nada,nem de ninguém.
O que pode fazer uma criança cujo o maior companheiro é o medo?
Os familiares desconfiam, outros têm certeza, mas ninguém está disposto a encarar o problema. Ignoram, escondem. E continuam vivendo a sua vida com naturalidade.
É o pacto de silêncio que definitivamente exime a todos de qualquer responsabilidade.
Em estória de detetive a culpa e sempre do mordomo. Quando uma criança é violentada dentro da própria casa a culpa é de quem?
Tenho 28 anos de idade e ainda não esqueci o estupro que sofri aos 5 anos, por um dos namorados da minha mãe.
Paulo, esse era o nome do maldito que o diabo carregou um homem de mais de 40 anos. Perdoei minha mãe por tudo, mas jamais esquecerei. Minha mãe morreu achando que eu fui uma vadia por seduzi o namorado dela.
Eu não entendo! E minha alma ainda dói. Provavelmente a dor pungente ficará para sempre.
MINHA AVÓ DE NOME THEREZA

Minha vó Theresa era mineira não me recordo de qual cidade o que sei é que o nome começava com três. Não sei quais as razões a trouxeram ao Rio de Janeiro ainda mocinha. Aos treze anos de idade morava com condições precárias em uma comunidade que prefiro não mencionar o nome. Todos os dias subia e descia essa comunidade acompanhada da mãe para ire junto a essa trabalhar de domestica no que chamamos casa de família.
Imagino que até os dias de hoje muitas moças ainda façam o mesmo.
O problema é que nessas idas e vindas um rapaz mais velho se engraçou por ela e mesmo sem que ela mostrasse qualquer interesse ele estava decidido a obtê-la a qualquer custo. Dizem que minha bisavó ( mãe da menina) pediu a esse rapaz que tivesse respeito. já que, se tratava de uma moça de família. O pedido foi entendido como desafio e o rapaz era um dos "cabeças" dessa comunidade, portanto, escolhia a mulher que quisesse ter.
Nesse caso ele escolheu a mais bonita: minha avó quando menina.
Ao voltarem já ao anoitecer para casa as duas foram apanhadas em emboscada. O rapaz violentou minha vó na frete da própria mãe. Era uma menina de com apenas 13 anos. A partir desse dia minha avó passou a ser posse dele. Poucos meses depois minha bisavó faleceu. Dizem que foi do coração, mas prefiro dizer que foi de desgosto.
Não sei como as coisas se deram, mas sem pai, mãe ou qualquer parente próximo, minha avó ficou com esse homem até o último dia de vida dele. Minha vó engravidou e seu primeiro filho nasceu com sérios problemas físicos e mentais, morrendo mais ou menos aos 10 anos de idade. O segundo filho veio logo, pois o resguardo não foi respeitado. Esse se tornou meu pai biológico. Dando um total de 9 filhos vivos.
Minha avó apanhava muito do marido e apanhavam também as criança.
Algo que ainda não comentei: minha avó a pesar de linda tinha duas finas cicatrizes que lhe atravessavam o rosto. Essa foram feitas a corte de navalha pelo meu avô por ele ter se sentido contrariado por ela. Dizem que meu avô era muito ciumento. tinha raiva da beleza de Thereza que não se apagava nem com o sofrimento.
Minha avó só se livrou do suplicio em que vivia quando meu avô entrou para a igreja e resolveu abandonar a comunidade migrando para uma menor. Viveu quase dois anos assim até que um dia por volta da meia noite, sabe-se lá o que ele estava fazendo em um bairro muito distante do que morava foi reconhecido por alguém que atirou nele. Baleado correu até a porta de um hospital que ficava próximo vindo a falecer na entrada.
Acho que foi a primeira vez que minha parentela paterna apareceu nos jornais.
PODER, SEXO E VIOLÊNCIA
A história mostra muitos personagens que aliaram estes três elementos; poder, sexo e violência (ou morte). Lembro de Cleópatra que ,seduzindo Cesar, almejava o poder decorrente dessa união e quanto derramamento de sangue se sucedeu. Messalina, esposa do imperador romano Claudius, tão famosa por suas conquistas que virou até sinônimo de mulher insaciável por homens e sobre quem pesam muitas suspeitas de assassinatos. Lucrecia Borgia, a envenenadora (não confirmado) do século XV que celebrizou suas orgias dentro do Vaticano, além de incesto com os irmãos.
No lado masculino temos o famoso imperador romano (supremo poder) Calígula que levou uma vida promíscua e que adorava ver suas vítimas sendo torturadas. Henrique VIII que ficou célebre por suas conquistas e decapitar suas esposas.
Lembro também as sociedades secretas que reúnem orgias ou práticas sexuais com rituais de sangue, numa busca doentia pelo poder sobre o oculto. Hitler, o grande genocida, pertencia a uma delas.
Um dos mais significativos exemplos desta tríade é o estupro. Por que, desde a antiguidade, exércitos invasores estupram as mulheres do lado inimigo? Certamente porque é a suprema demonstração de poder do vencedor e aí está bem caracterizada a união dos três elementos. O estupro rotineiro que hoje ocupa as manchetes da mídia já foi bastante estudado por especialistas e verificado que o estuprador não quer sexo, embora se utilize dele, o que ele quer realmente é exercer poder sobre a vítima.
A humanidade sempre se sentiu tão indefesa e impotente por causa de sua separação da Divindade e pela existência da morte que desde o início voltou-se para a busca do poder. Foi a forma de compensação que encontrou. Seja o poder sobre o vizinho, a esposa, seus seguidores religiosos, os funcionários, a cidade, o país e até tentou, e continua tentando, sobre a natureza.
O poder é almejado e perseguido nas suas mais distintas formas, desde os pais, que mesmo na pura intenção de educar, não deixam de sentir prazer, inconsciente ou não, no poder que eles têm sobre os filhos até a recompensa do exercício ditatorial sobre uma nação.
Bom, mas por que cargas d’água abordei este assunto hoje? O que tem a ver com expandir a consciência?
Eis a razão: a energia sexual tem sido muito mal qualificada pelo ser humano e com essa ligação atávica ao poder e violência o recado aqui é levar o leitor a ter consciência disto para evitar cair em armadilhas, que existem sim, nas relações com seus parceiros sexuais – fixos ou eventuais.
Muitas das relações são calcadas na necessidade de poder que um dos dois ou ambos têm. Pode ser exercido das mais diversas formas, incluindo violência psicológica ou emocional culminando na violência física que hoje vemos nos noticiários.
As mulheres costumam se utilizar da manipulação (exercício do poder) do companheiro por intermédio da sedução e os homens, ainda, se arvorando em provedores tanto financeiramente quanto de protetores (segurança física. Eles são mais fortes fisicamente) de suas parceiras. Hehehe, alguém já viu este filme?
A erotização exagerada da mulher nos meios de divulgação não deixa de ser uma violência à sua dignidade e que aumenta o poder do anunciante ou dos donos de emissoras de TV ou de outras mídias.
Durma-se com um barulho desses! Está faltando conscientização e muito!
fonte: Expansão da consciência












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