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quinta-feira, 26 de abril de 2018 0 comentários

COMO É MADUREIRA...




É um lugar onde você vai pra comprar uma coisa, e antes de comprar essa coisa, vc compra outra coisa e esquece a coisa que vc foi comprar. 

Em Madureira, as lojas tem espaço pra duas pessoas por vez, mas entram 54, sendo 10 gordinhas, 20 com mochila nas costas, 9 com sacolas do Extra, 8 comendo pastel de "flango" e 7 crianças que não param de chorar... (Fez as contas né? Kkkkkkkk)

Em Madureira, vc parece um agente publicitário de tanto pegar panfletos de ótica, dentista, Salão... e ainda tem os panfletos que recebe no trânsito de borracheiro, revendedor de pneus, sex shop, buffes, entre outros panfletos da vida.
Em Madureira, vc perde todas suas moedas pros "missionários do trânsito".
Em Madureira vc sofre frustração, decepção, pq quando vc acaba de comprar uma coisa e descobre na loja da frente a mesma coisa custa 0,50 centavos a menos, isso é revoltante...
Em Madureira, vc anda em fila não é mesmo? Aí vc com pressa começa a ultrapassar as pessoas, Aí do nada alguém empaca na sua frente, e vc freia pra não capotar em cima do infeliz, e quem vem atrás atropela vc, AFFF!!!
Isso é Madureira, um lugar de doido, um tumulto danado, gente pra caramba infurnada todas no mesmo lugar...
Aí vc pára pra respirar, encosta em uma parede longe da muvuca, e alguém grita no seu ouvido: "Chip da Claro, da Vivo, da Tim e da Oooooiiiii"
Enfim, ir a Madureira é uma aventura desconcertante, todo mundo quer você, ciganos, tatuador, fotógrafos, oculistas, até os pombos escolhem vc pra cagar em cima.
😂😂😂😂😂😂😂
só verdades kkkk
Autor Desconhecido
quarta-feira, 5 de abril de 2017 0 comentários

CANÇÃO DO EXÍLIO DO RIO DE JANEIRO

Por Vanderson Teófilo F. da Silva e Marcos Vinícius M. Lopes
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017 0 comentários

BOTAFOGO


Estácio de Sá, ao demarcar os limites da Cidade, doou a área do bairro para o seu amigo Francisco Velho, que também tinha ajudado na fundação do Rio. Mas o bairro acabou sendo batizado em 1590, quando Antônio Francisco Velho vendeu suas terras para um amigo, João Pereira de Souza Botafogo.
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BONSUCESSO


A área do bairro na época colonial pertencia a Cecília Vieira de Bonsucesso. Em 1754, ela procedeu à reforma da capela de Santo Antonio, que se erguia perto das instalações da moenda de cana-de-açúcar. A propriedade era conhecida, à época, como Engenho da Pedra de Bonsucesso.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017 0 comentários

BANGU



Manuel de Barcelos Domingues, um dos primeiros povoadores da cidade do Rio de Janeiro, construiu uma capela particular em sua Fazenda Bangu, em 1763. A Companhia Progresso Industrial do Brasil, adquiriu mais tarde a posse dessa fazenda, onde fundou a fábrica que deu origem ao bairro.
quarta-feira, 4 de abril de 2012 1 comentários

MADUREIRA, CAMPINHO, OSWALDO CRUZ



Oswaldo Cruz e Madureira são parte do que outrora se chamou Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá, corruptela de termo tupi yra-yá, ou o "lugar de onde brota o mel". Criada em 1647, a freguesia compreendia boa parte das terras situadas no sertão carioca, na antiga sesmaria concedida inicialmente a Antônio de França, em 1568. Até a primeira metade do século XVIII, essas terras trocaram de mãos diversas vezes, sempre por meio de concessões reais, e desmembradas em fazendas menores. Nesse longo período, a produção de vastas lavouras movimentou os portos dos rios Meriti Pavuna, por onde passavam faluas carregadas com açúcar e aguardente. Sem as facilidades das freguesias situadas mais próximas à baía, o recôncavo foi sendo cortado por caminhos abertos pelas tropas de muares que viajavam regularmente pela região. Nas terras destinadas principalmente ao engenho de cana-de-açúcar, desenvolvia-se a cultura de milho, mandioca e feijão, e uma pequena criação animal. O movimento pelos sertões fluminenses garantiu ainda o surgimento de uma discreta indústria, representada por olarias e fundições.

O local onde hoje estão os bairros de Madureira e Oswaldo Cruz eram originalmente parte da Fazenda do Campinho, concedida a Dona Maria de Oliveira em 1617, e passaria às mãos do capitão Francisco Inácio do Canto, em 1800.
No local existiu o antigo Forte de Nossa Senhora da Glória do Campinho, erguido em 1822 e desativado em 1831. Surgido na mesma época de outras fortificações, a construção militar guardava a região contra possíveis ataques vindos pela Baía de Sepetiba. Com efeito, uma pequena guarnição permaneceu ali até 1851, incumbida de preservar o material aquartelado. Nesse mesmo ano, instalou-se no local a Fábrica de Artigos Pirotécnicos do Exército, que funcionou até 1900. A partir dessa data, o Quinto Regimento de Artilharia de Campanha ocupou o lugar, que teve várias denominações daí em diante. entre eles 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado, mas ficou  mais conhecido como o Quartel do Campinho.



(Forte Nossa Senhora da Glória do Campinho)


No vale do Rio das Pedras, mais a oeste da Freguesia do Irajá, situava-se a fazenda do português Miguel Gonçalves Portela - um grande engenho de cana-de-açúcar que produzia aguardente e rapadura. Conhecido como Engenho do Portela, a região passaria a chamar-se, já no século XVIII, Fazenda do Portela. O Engenho fazia limite com a propriedade de Lourenço Madureira, cujo nome seria escolhido para batizar o futuro bairro.
História curiosa a do boiadeiro Lourenço. Ele estabelecera ali uma roça de mandioca e milho, fazendo prosperar as terras que arrendou do Capitão Inácio do Canto, o poderoso proprietário da Fazenda do Campinho. Lourenço conquistou o respeito e a admiração da população local pelo grande desenvolvimento que levou para a região. A fama do boiadeiro também cresceu por conta do posterior litígio com a viúva de Inácio do Canto, Dona Rosa Maria dos Santos, falecida em 1846. A disputa transformou Lourenço no protagonista do primeiro processo legal por posse de terras no Rio de Janeiro, o que certamente granjeou alguma simpatia popular. Sua fazenda, dividida em glebas que, mais tarde, deram origem a Madureira, fora ocupada por muitas chácaras, situadas entre os Engenhos do Portela e o Engenho de Fora.

Justamente numa dessas chácaras, pertencente à Dona Clara, viúva de Domingos Lopes - político influente na então freguesia do Irajá - seria construída, em 1896, a estação de trem que recebeu o nome da benfeitora, pois Dona Clara cedera parte das terras para que se erguesse a estação, bem próxima da atual Estação Madureira. Com o progresso da localidade, a pequena parada de Dona Clara chegou a ser elevada à categoria de estação , mas funcionou por apenas um ano. Ali, os trens suburbanos passaram a fazer a volta, deixando de retornar ao antigo "giratório" de Cascadura, onde toda a composição,vagão por vagão, fazia lentamente o retorno. Em 1897, inaugurou-se o ramal circular dos subúrbios, extinguindo-se a antiga parada. Um trecho da linha férrea separava-se da linha um pouco antes da Estação Madureira e reencontrava o principal um pouco mais adiante. Nos vagões de madeira que ali faziam a volta até a chegada dos elétricos em 1937, conta o historiador 
Brasil Gerson, viajava-se de primeira e segunda classes:

"A primeira, ainda durante alguns anos neste século com poltronas de couro, e sendo a de segunda mais acessível que antes aos pobres, 200 réis até Cascadura, o dobro, contudo, do preço de um jornal, ao contrário dos 500 réis do século anterior."
(O ramal de Dona Clara fazia o percurso em azul mostrado acima.)

Até 1893, quem ia ao Campinho utilizava o lombo dos animais ou as carretas, os meios de transporte disponíveis. Por essa época, a Estrada de Ferro Central do Brasil chegava somente até Cascadura e, daí, fazia um desvio que conduzia à Fábrica de Artigos Pirotécnicos do Exército, no atual Largo do Campinho. A fábrica que chegara a ser composta de 40 edifícios, depósitos e oficinas, iria transferir-se para Realengo, e, adquirindo grandes proporções, passa a se chamar Fábrica de Cartuchos. A fábrica deu início a um certo desenvolvimento do lugar. Surgiram ali pequenas propriedades agrícolas: o que era produzido, era transportado até regiões mais urbanizadas em lombo de animais, ou, principalmente, usando a Estação Laboratório, como era conhecida então a parada da Fábrica do Exército. Mas, apesar da importância geográfica do Campinho, Cascadura foi a região escolhida para a instalação de uma das quatro primeiras estações da Estrada de Ferro Dom Pedro II da região, 1858.

A estação Dona Clara desapareceu, mas a antiga proprietária teve justa homenagem, batizando a rua que começa na Domingues Lopes e termina na Carlos Xavier. Não muito longe dali está a pequena Praça Inácio do Canto - lembrando o nome do primeiro proprietário daquelas terras, na confluência das ruas Tomé Alvarenga, Capitão Couto Mendes e Felipe Frutuoso.

O ramal de Dona Clara fazia o percurso em azul mostrado acima. A linha em vermelho é a linha do centro e a parte verde-escuro é o tamanho real da estação de Madureira, de onde saía o ramal de Dona Clara.

Sob a administração de Ricardo de Albuquerque o trem chegou em Madureira, em 1890. A ramificação ficou completa em 1898 com a inauguração da Linha Auxiliar, inicialmente chamada Inharajá e, hoje, a importante Estação de Magno, assim chamada em homenagem ao engenheiro Alfredo Magno de Carvalho.
Madureira foi se tornando um importante eixo ferroviário, fiel a uma vocação que remontava aos tempos em que fora também o mais importante ponto de convergência das estradas rurais, parada obrigatória dos viajantes. As modificações decorrentes dessas primeiras estações, contudo, ainda não eram suficientes para transformar a aparência do futuro bairro, ainda fracamente urbanizado nos primeiros anos do século XX.


(Estação de Madureira em 1909)

Parte do pátio da estação de Madureira em 1909. Reparar nas casas ao fundo, de construção bem típica da Central do Brasil nessa época. Alguma ainda existiria hoje? 

A partir da inauguração do mercado ao lado da Estação de Magno, em 1914, as mudanças deram início e Madureira firmou-se como principal centro para os comerciantes e lavradores das redondezas.
Nessa época, Madureira passou a ser servida pelo bonde puxado a burro, o que durou até 1929 quando a eletricidade chegou à linha que ia até Irajá.
Em 1937, com eletrificação dos trens suburbanos da Central, inaugurada pessoalmente elo presidente Vargas, Madureira consagrava-se a "capital do subúrbio" carioca, um destaque merecido que se mantém até hoje não só por sua posição geográfica privilegiada, comércio e transporte abundantes, como por suas tradições culturais.
Deixando pra trás a vocação rural, o bairro iniciava um processo de urbanização que o transformou no mais forte núcleo comercial e cultural da zona norte carioca. Se no Censo de 1920 Madureira sequer figurava como bairro, duas décadas mais tarde um novo Censo registraria expressivo crescimento: 111.300 habitantes onde antes se contavam somente 27.106.

Em 1950, de acordo com novo recenseamento, a população havia aumentado 41%, sendo bem menor a parcela de pessoas ligadas às atividades agropecuárias, o que atesta a crescente urbanização, determinada - é claro - pelo avanço das atividades industriais e comerciais em toda a região. A Fábrica de Biscoitos Piraquê, por exemplo, inaugurada em 1950 na região hoje denominada Turiaçu, deu grande impulso ao bairro.
A abertura da Avenida Brasil, ainda nos anos 1940 e, sobretudo, a inauguração do Viaduto Negrão de Lima, sobre os trilhos da estrada de ferro, em 1958, foram decisivas para o crescimento da região, que ainda no tempo do Estado da Guanabara possuía a maior densidade populacional do subúrbio e era a segunda em arrecadação de impostos do Estado.
O ritmo acelerado de crescimento se manteve: desde 1962, Madureira tornou-se a 15ª Região Administrativa, englobando os bairros vizinhos de Marechal Hermes, Bento Ribeiro, Honório Gurgel, Rocha Miranda, Vaz Lobo, Turiaçu, Cascadura, Quintino Bocaiúva, Engenheiro Leal, Cavalcanti, Oswaldo Cruz e Campinho.
Da freguesia aos fregueses

As mudanças que levariam a região a desfrutar tão proeminente posição entre os subúrbios do Rio obedeceram sobretudo à cadência do desenvolvimento do transporte ferroviário e dos bondes. Foi essencialmente por isso que a antiga região agrícola tornou-se uma zona residencial.
A partir da inauguração da Estrada de Ferro Dom Pedro II, em 1858, à medida que novas estações ferroviárias iam surgindo, apareciam também loteamentos que atraíam uma classe média urbana que já não podia arcar com os custos habitacionais do centro.
Algumas estações de bondes também foram criadas para atender aos novos moradores, em iniciativas como a da Companhia Ferro Carril de Jacarepaguá, aberta em 1873 para ligar Cascadura a Jacarepaguá, passando pelo Campinho. Já tinha a Linha Circular Suburbana Tramways, inaugurada em 1905, com quase seis quilômetros de extensão, fazia a ligação entre Madureira e Irajá.

A população que ocupava as terras da antiga freguesia era até então formada sobretudo por ex-escravos e seus descendentes, provenientes das fazendas da região do Vale do Paraíba, do interior de Minas Gerais, e de fazendas do interior do próprio Rio de Janeiro. A vida, naquela época, era marcadamente rural, organizada em torno das festas religiosas, da música e da dança de origem africana, ainda que com alguma influência portuguesa.
Em 1898, quando a Estrada de Ferro Dom Pedro II passou a chamar-se Central do Brasil, foi inaugurada a estação Rio das Pedras, atual Oswaldo Cruz. Mas a ocupação do bairro por remodelado pela prefeitura de Pereira Passos - só ganharia força entre os anos de 1905 e 1920. Paulo Benjamin de Oliveira, um menino negro que deixara a Saúde para morar com a família em Oswaldo Cruz, chegou em 1920. Ele, o legendário Paulo da Portela, seria uma das mais importantes lideranças da região e personagem fundamental na história do samba carioca.

Paulo da Portela


Ainda nessa época, Madureira e Oswaldo Cruz eram localidades bucólicas, com propriedades simples e acolhedoras, enfeitadas por mangueiras e abacateiros. Aquelas vielas, abertas ao longo da Estrada da Portela em direção à Estrada do Sapê, quase em Rocha Miranda, só iriam tornar-se logradouros públicos, reconhecidos pela edilidade, em 1917. A vida da comunidade ia, aos poucos, organizando-se mesmo em torno dos hábitos religiosos, das festas, da música e do futebol.

Ao contrário de Oswaldo Cruz, Madureira ganhou formidável impulso com a chegada dos trilhos da estrada de ferro, no final do século XIX. A Linha Auxiliar da Central do Brasil garantia a facilidade de acesso à região. A inauguração da Estação de Magno assegurou a independência do bairro com relação ao Centro da cidade. Mas não só a malha ferroviária traria esse progresso. Décadas mais tarde, o Mercadão tornou-se o agente fundamental de uma nova onda de desenvolvimento de Madureira.
Ao menos é o que se comprova pela leitura da mensagem dirigida à Câmara de Deputados em 1929 pelo prefeito Prado Júnior. Assim o líder do Distrito Federal anunciava a importância do Mercado, prestes a ser inaugurado:
"Será dotado dos melhores requisitos, constituindo um tipo de modelo, a servir de paradigma, quer para a melhoria e aperfeiçoamento dos demais já existentes, quer para orientar a construção de futuros mercados."

Mercadão de Madureira


O Mercado de Madureira, mais conhecido como o Mercadão, começa sua história em 1914, com as concessões dadas pelo então prefeito Bento Ribeiro para que os diversos bairros instalassem seus próprios mercados. Madureira também teve seu espaço inicialmente ocupado por mercadores do próprio bairro e de Cascadura, numa soma de esforços. Por conta da fusão, foi necessário ampliar. A Light cedeu então um terreno na Rua Oliveira Maia, onde se inaugurou o empreendimento, já na gestão do prefeito Amaro Cavalcanti.
Com a duplicação da Linha Auxiliar e a abertura da Estação Magno, o terreno foi requisitado pela Central do Brasil, transferindo-se o Mercadão, em 1916, para a Avenida Ministro Edgard Romero. Em 1929, com o apoio do prefeito Prado Júnior, iniciam-se as obras de ampliação daquele que seria o maior centro de distribuição de alentos da região. Vinte anos mais tarde, o prefeito Mendes de Morais promoveu importante melhoria ao implantar 26 boxes no centro do mercado para que fossem utilizados pelos próprios produtores, acabando com a ação dos intermediários que encareciam as mercadorias. Em 1959, o Mercadão é reinaugurado, em grande estilo, por Juscelino Kubistchek no atual endereço da Edgard Romero.
O surgimento da Ceasa em Irajá, em 1974, forçou o Mercadão a diversificar seus artigos, de modo a fazer frente à concorrência. Surgiram, assim, lojas e boxes com artigos religiosos. Isso, contudo, não alterou o perfil do mercado, reforçando, ao contrário, sua importância não só para a população da zona norte, bem como atraindo comerciantes e clientes das zonas centro e sul da cidade.
Em janeiro de 2000, um incêndio destruiu todas as instalações do Mercadão, deixando a população e as autoridades municipais consternadas. A comoção demonstrou a importância do Mercadão para Madureira e para o Rio - uma referência comercial e um elemento de identificação cultural da cidade. Hoje, após um esforço coletivo de reconstrução, o Mercadão está modernizado. Cerca de 70 mil pessoas por dia circulam por suas galerias climatizadas, servidas por escadas rolantes, onde se destacam as inúmeras lojas de artigos de umbanda e candomblé, que transformaram o Mercadão no principal centro de comércio de ferramentas e paramentos rituais. Mesmo depois de tantas mudanças, o Mercadão mantém a mesma atmosfera simpática e popular que garantiu seu lugar no coração carioca.
Madureira e Oswaldo Cruz, celeiro de bambas e de craques
"Para sambar em Madureira, vem gente até de Bangu". Os versos de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, no clássico Vou sambar em Madureira, de 1946, atestam a importância do bairro na história do samba. Ao lado da consagração de Madureira como pólo comercial do Rio, surge a grandiosa vocação do bairro para a arte popular. Madureira e Oswaldo Cruz são o berço de três grandes escolas do Rio de Janeiro: a Portela e o Império Serrano e, mais tarde, a Tradição, de Campinho.
A Escola de Samba Portela, de Oswaldo Cruz, nasceu do bloco Vai como Pode, em 1923. Ela introduziu nos desfiles as alegorias, em 1929, e o samba de enredo em 1931, além de outras inovações na bateria e nos passos, muitos até incorporados por outras escolas. A azul-e-branca é a escola que possui mais títulos de campeã dos desfiles. Entre 1941 e 1947, obteve sete títulos consecutivos, voltando a ser campeã em 1953, e entre 1957 e 1960. Vitoriosa ainda em 1962, 1964, 1966 e 1970. Nos anos 1980 e 1984, dividiu o primeiro lugar com outras agremiações. Outro gigante do carnaval carioca, a Império Serrano, nas cores verde e branco, fundada em março de 1947 por um grupo dissidente da extinta Escola de Samba Prazer da Serrinha, campeã logo nos quatro primeiros anos em que participou dos desfiles, de 1948 a 1951. Voltou ao primeiro lugar em 1955, 1956, 1972 e, em 1982, consagrou-se com o antológico enredo Bum Bum Paticumbum Prugurundum. Já a Tradição surgiu de uma dissidência da Portela em 1984, fundada por Nésio Nascimento, filho de Natal da Portela, e pai da não menos famosa porta-bandeira Vilma.
Mas não só o samba garante a fama de Madureira. Por iniciativa de vários comerciantes locais surgiu o Madureira Atlético Clube, substituindo o Fidalgo Atlético Clube. Como data de fundação, consta 08 de agosto de 1914, que era o dia do surgimento do Fidalgo. Mas a nova agremiação nasceu mesmo em 16 de fevereiro de 1933. No emblema e nos uniformes, a agremiação adotou, além do amarelo, a cor azul do Magno Futebol Clube e o grená, do Fidalgo Futebol Clube. A combinação inspirou os versos criados por Lamartine Babo para o Hino do clube:
"És Madureira, nosso castelo,
a nossa Catedral, ideal
sol de muitos anos
dos tricolores suburbanos."

(Madureira Esporte Club e Che Guevara)

Quem poderia imaginar que, em 1963, o revolucionário Ernesto Che Guevara, na época Ministro da Indústria de Cuba, foi assistir a uma partida do Madureira Esporte Clube. A fotografia acima foi tirada na ilha de Fidel quando o tricolor do subúrbio carioca fazia uma excursão mundial. O clube aproveitava a valorização do Brasil depois da conquista da Copa do Mundo de Futebol de 1962. O Madureira participou de cinco jogos em Cuba, aplicando goleadas. Apesar das derrotas, os cubanos apreciaram a visita dos brasileiros à Havana. Um belo relato do fascínio gerado pelo futebol.

Com o objetivo de ampliar a atividade esportiva do clube, em outubro de 1971 foi criado o Madureira Esporte Clube, resultado da fusão entre o Madureira Atlético Clube, Madureira Tênis Clube e Imperial Basquete Clube. Ao longo de sua história, o Madureira sempre foi considerado um celeiro de craques, formando profissionais que chegaram até a integrar a Seleção Brasileira. Dali saíram, entre outros, Didi - o inventor da folha-seca, Evaristo, Jair da Rosa Pinto, Isaías, Lelé, Nair e Nelsinho. Mais recentemente, o tricolor suburbano deu novas crias, como os jogadores Marcelinho Carioca e Iranildo.


Este texto é parte do guia Madureira e Oswaldo Cruz, pertencente à coleção Bairros do Rio, publicado pela Editora Fraiha [ fraiha.@dh.com.br ]
terça-feira, 3 de abril de 2012 0 comentários

Méier- bairro



As terras do atual bairro do Méier faziam parte do Engenho Novo dos Jesuítas, que abrigava, no início do século XIX, a extensa “Quinta dos Duques”, de José Paulo da Mata Duque Estrada e Dulce de Castro Azambuja. A filha do casal, Jerônima Duque Estrada, casou-se com o “guarda roupas do Paço”, Comendador Miguel João Meyer, descendente de alemães, e tiveram nove filhos. O primogênito, Augusto Duque Estrada Meyer, se destacou como acompanhante do Imperador Dom Pedro II, recebendo o título de “Camarista” e extensas terras abrangendo desde a Estrada Grande (atual Dias da Cruz) até a Serra dos Pretos Forros, em cujo sopé ficava a sede de sua Fazenda São Francisco (no final da atual Rua Camarista Méier).

O Camarista Meyer abriu várias ruas em suas propriedades, dando a elas nomes de seus familiares –Carolina Meyer, Frederico Meyer, Joaquim Meyer etc - e formando o novo bairro, já então conhecido como Meyer. Em 1879, por iniciativa de Lucídio Lago, a Companhia Ferro-Carril, com tração animal, cruzou o Meyer. Somente em 1907 chegaria a tração elétrica, com a linha Engenho de Dentro - Largo de São Francisco.

Em 13 de maio de 1889, foi inaugurada, na Estrada de Ferro Dom Pedro II (Central do Brasil), a Estação do Meyer, devido ao aumento da população e dos loteamentos recém abertos. O bairro crescia de forma precária – chegou a sofrer duas epidemias de cólera – e, com o tempo, seu nome foi aportuguesado para “Méier”. À medida que era saneado, mais moradores chegavam, de tal maneira que as autoridades o elevaram a 18° Distrito da Cidade do Rio de Janeiro. Daí para frente progrediu rapidamente e vários estabelecimentos surgiram.

O comércio deu vida própria ao Méier com grandes lojas, casas tradicionais e magazines. A Rua Dias da Cruz tornou-se o principal eixo do bairro que, com a abertura do Shopping Center do Méier, consolidou-se como importante centro dos subúrbios adjacentes, abrigando o Hospital Salgado Filho, o Colégio Metropolitano, a Biblioteca Municipal Agripino Grieco, o Sport Clube Mackenzie, a Igreja Batista do Méier, a Igreja Sagrado Coração de Jesus, a União Espírita Suburbana e o “Baixo Méier”, local de concentração de bares com intenso movimento noturno.


Nota: A denominação; delimitação e codificação do Bairro foi estabelecida pelo Decreto Nº 3158, de 23 de julho de 1981 com alterações do Decreto Nº 5280 de 23 de agosto de 1985.

.* Resumo da história dos 159 bairros existentes na cidade do Rio de Janeiro, segundo levantamento realizado pelo Instituto Pereira Passos, vinculado à Prefeitura do Rio e à Secretaria Municipal de Urbanismo.
quinta-feira, 22 de março de 2012 0 comentários

Entre a ideologia, o câncer e sabe-se mais o que...


Se considerarmos o PCdoB na capital do Rio de Janeiro como um Órgão, um corpo organizado agindo em pró do povo, nesse momento é um corpo com câncer.
É preciso uma analise critica, uma autópsia e sobre tudo tratamento para esse tumor maligno que compromete o bom funcionamento dos órgãos, podendo levar a paralisias e até mesmo a morte.
É preciso detecção e tratamento agressivo, não resolvendo é preciso extirpar uma corja de deitões, aproveitadores que mamam nas tetas, não só do partido, mas das instituições públicas as quais foram agraciados por favorecimento.

O PC do B é um partido que historicamente sempre esteve ao lado do povo e suas luta devem ser em pró do povo. e para lutar pelo povo é preciso antes de tudo entende-lo e respeita-lo.
O respeito tem de começar dentro do próprio partido a educação tem de começar dentro de casa. Aqueles que não são de boa índole, que tenham ao menos o trabalho de fingir ter.
Pois estão todos confortáveis. Basta meia duzia de palavras ou fazerem-se de coitadinhos e fica tudo bem. Todo mundo passa a mão na cabeça. Ai o que acontece é que o Camarada fez lambança ontem, faz lambança hoje e por inércia e até mesmo costume fará lambança amanhã.

A exemplo estou a meses denunciando as atitudes sem qualquer ética de um dirigente do estadual João Carlos de Carvalho. E por volta de 2 meses, do Sr. xerife do distrital norte Carlos Anjos Estrela sem obter qualquer retratação, pedido de desculpas... ou seja uma resposta.

Esse escândalo tem ganhado proporções maiores a cada dia e não vou admirá se logo encontrar notícias nos jornais. E outras pessoas me procuraram contando suas histórias semelhantes e até piores que a minha. Isso mancha a credibilidade do partido, fere aqueles que como eu estão realmente lutando por democracia, justiça social e todas as outras coisas tão bem simbolizadas pela bandeira vermelha. O partido é a nossa vida.

E se tem dirigentes tomando atitudes erradas o correto é corrigir e não tampar o sol com a peneira asfixiando ou pondo a culpa no militante que tem a OUSADIA de denunciar.
Depois de 12 anos servindo ao PCdoB e saindo como candidata a dep. estadual em 2010, lembrando que jamais quis ser candidata de nada só o fiz por que foi colocado a mim como sendo tarefa partidária. Mereço ao menos uma resposta. No minimo uma retratação desses camaradas, que deixaram bem claro nas suas atitudes e até mesmo na falta dessas a certeza da besteira que estão fazendo.

O PCdoB está mais do que consciente das falcatruas e para minha surpresa se calam, protegem, deixando a vontade para fazer o que quiserem esses canalhas.

Esses são anomalias, são células ruins que não tratadas contaminam os tecidos sadios. Eu sinceramente por muitas vezes, até evito falar na covardia que sofri por conta do Carlos Estrela, esse tentou se aproveitar da minha condição de desespero para me assediar sexualmente. Eu não asseito e não vou asseitar isso nunca. E também não vou me calar.

Quem cala é conivente.
Digo e repito: o que está ocorrendo não é apenas uma questão pessoal, não é apenas questão de partido é MORAL. È inaceitável.
Eu preciso acreditar que o meu partido, digo meu porque ser militante do PCdoB está mesclado no meu viver, não vai deixar isso impune. Porque esse partido preste a completar 90 anos nunca teve posicionamento omisso e não há de ter agora. Ao menos é o que preciso acreditar, mesmo diante de fatos tão contrários.

É preciso uma resposta, não apenas a mim, mas para todas as pessoas as quais filiei. A população está cada dia mais descrente da política, porém Eu sempre disse que o PC do B é um partido de pessoas séria e comprometidas, que faz a diferença. Não vou deixar essa gente sem resposta.

Fiquei muito triste essa semana na reunião que realizamos es Oswaldo Cruz 14 militantes pediram para se desfiliar. E me disseram: Jack se você está a 12 anos nisso e está levando volta e sendo tratada desse jeitos, nós é que não iremos ficar aqui servindo de palhaços para encher os bolsos de ninguém.
Eleição vem ai , nós somos uma equipe. Tive de lançar do discurso que não podemos generalizar. Ai vem a pergunta, tá então porque ninguém está fazendo nada? Pedi calma. O que mais podia falar se estou machucada até a alma.

O bom é que combinamos de irmos todos juntos para a comemoração de 90 anos do partido. Quero olhar bem no fundo dos olhos de alguns e vou com o meu povo. Negros e favelados como eu.
E aos demagogos digo que o discurso de não ser preconceituoso, de respeitar as mulheres, de respeitar o militante não tem de ser apenas quando se quer sugar algo dele, ou em mensagens prontas nas rede sociais, tem de ser demonstrado nas ações.
O PCdoB é o partido do socialismo, da igualdade. É uma casa organizada onde existe administração???

"Sun tzu em a Arte da Guerra expressa que se uma ordem não foi comprida ou executada a contento a culpa é do general."



Não precisamos do extremo de sermos alienados, mas também não esqueçamos da nossa ideologia. Do contrário o que sobrará serão garrafas vazias e quebradas a beira da estrada.

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