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quarta-feira, 4 de outubro de 2017 0 comentários

DEPRESSÃO. A DOR DE EXISTIR!


Todos podemos ficar depressivos. Somos humanos sofremos perdas, decepções, insatisfações, etc. Mas a religião, o meio social e agora até uma tal de Psicologia Positiva diz que você tem que mostrar estar sempre Bem. Mas por dentro tudo desmorona. 
Somos um acumulado de entulho. 

 Pessoas depressivas são chatas. Nos colocam para baixo. Acabam com nosso passeio de fim de semana. "Têm energia ruim". Então cada um vai sobrevivendo como dá. Mas o suicida nos lembra que há sempre aqueles que não suportam tanta dor.

Jaqueline Ramiro
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016 0 comentários

ANSIEDADE TÓXICA: O QUE É E COMO RECONHECÊ-LA





Sentir-se ansioso não é necessariamente algo ruim, mas quando este sentimento se transforma em uma ansiedade tóxica, crônica e dolorosa, pode prejudicar muito o nosso dia a dia.

O que queremos destacar é que a princípio a ansiedade é normal e saudável, pois nos ajuda a manter uma certa ativação para nos proteger de perigos iminentes ou para desempenhar algumas tarefas.

Contudo, apesar da sua natureza protetora, ela aparece pelo simples fato de termos medo de que a angústia, a preocupação, o nervosismo, as palpitações, os pensamentos intensos, o suor, etc, se perpetuem.

Então, permitimos a criação de um tipo de círculo vicioso por meio do qual sentimos ansiedade quando antecipamos a mesma. Ou seja, o mesmo temor que a emoção em si mesma nos provoca possibilita as mesmas sensações e a mesma realidade que tanto nos causa medo.

Ansiedade tóxica e os monstros da adrenalina e do cortisol


Este estado que denominamos “círculo vicioso da ansiedade” vem acompanhado da atividade de dois hormônios principais: a adrenalina e o cortisol. Para entender como funcionam podemos pensar em como respondemos quando tropeçamos em uma escada. Automaticamente o coração dispara e costumamos procurar o corrimão para proteger a nossa própria integridade física.

Este conjunto de sensações, as quais correspondem à ansiedade saudável, nos dão energia e força para nos proteger. São momentos de intensa e desagradável excitação nos quais o corpo admite, por necessidade, a liberação de uma boa quantidade de adrenalina e de cortisol.

Também poderíamos pensar em um passeio de montanha-russa no qual as sensações o tornam desagradável e violento, ao contrário de divertido. Acontece que quando estamos a ponto de cair da escada ou quando subimos na montanha-russa, sabemos que as sensações são passageiras e que assim como vêm, também vão.

Contudo, quando os perigos respondem a expectativas ou pensamentos que procuram antecipar perigos futuros, não permitimos que o simpático monstro da adrenalina adormeça. Como não deixamos que ele adormeça, o monstro se alimenta de nossas preocupações em forma de adrenalina, o que nos prende cada vez mais nessas sensações de angústia sem que exista nada que o justifique.

Significa dizer que a adrenalina e o cortisol ficam sem nada, nem ninguém para salvar do dragão. Estão ali presentes porque nós os alimentamos com pensamentos de futuro que antecipam más experiências.

Tudo isso fica preso em nosso próprio interior, apesar de procurar sair e se libertar. Por isso acontecem os ataques, por isso a insônia persiste, os pensamentos negativos e as sensações de bloqueio não vão embora.


Algumas máscaras que a ansiedade tóxica usa para se manifestar:


Preocupação crônica


A ansiedade pode se revelar através de uma preocupação incessante sobre a família, a saúde, as metas acadêmicas ou profissionais, a situação financeira, etc. É provável que diante destas preocupações sintamos que o estômago está em plena centrifugação e que exista a sensação de que alguma coisa ruim acontecerá mesmo desconhecendo o que e por quê.

Medos e fobias

Um medo excessivo e irracional de agulhas, do sangue, dos procedimentos médicos, de altura, de elevadores, do dentista, da água, de bichos como aranhas ou répteis, dos cães, das tempestades, dos lugares fechados, etc. Este tipo de máscara é outra dura imagem que a ansiedade escolhe para se mostrar.

Ansiedade quanto à atitude

Às vezes a ansiedade faz com que fiquemos paralisados diante de uma prova acadêmica, uma atuação, uma competição esportiva ou qualquer outra situação que demande o bom desempenho na execução de uma tarefa.

Ansiedade de falar em público

O medo desproporcional de falar em público é outra das “formas favoritas” que a ansiedade tem de se mostrar. Sentimos que o mundo dá voltas, trememos, ficamos nervosos e achamos que a nossa própria mente ficará em branco na hora em que qualquer deslize evidente ocorrer.

Fobia social

Sentir-se nervoso, tenso e incapaz de articular uma palavra nas reuniões sociais é outra máscara que a ansiedade usa para nos cumprimentar. Pela nossa mente passam coisas como “não tenho nada interessante a dizer”, “não consigo falar com ninguém”, “vão pensar que sou uma pessoa esquisita e fracassada”, “não vale a pena porque ninguém se interessa por mim”, etc.

Ataques de pânico

Suor, tontura, bloqueio, rigidez, fortes palpitações, medo intenso… Você já sentiu isto alguma vez de forma repentina e achou que iria morrer? Se é o caso, nessa ocasião a ansiedade se vestiu com uma fantasia cruel: o ataque de pânico.

Agorafobia

Você tem medo de estar fora de casa? Você tem a clara convicção de uma coisa horrível pode acontecer com você na rua, na fila do supermercado ou no ônibus? Você, por exemplo, sente que vai sofrer um ataque de pânico e que ninguém poderá ajudá-lo? A ansiedade se vestiu de agorafobia ou, o que é a mesma coisa, de um medo intenso de estar em espaços públicos.


Obsessões e compulsões

Existem pensamentos que atormentam você de forma incessante e que você não consegue tirar da cabeça. Ao mesmo tempo, alguma coisa no seu íntimo obriga você a realizar constantes rituais supersticiosos com o objetivo de controlar seus medos.

Por exemplo, você pode sentir a necessidade de lavar constantemente as mãos, de checar várias vezes se fechou a porta com chave ou de rezar 10 pais nossos para proteger a sua família. A ansiedade se disfarçou de obsessões e compulsões, um dos seus trajes mais obscuros.


Transtorno de estresse pós-traumático

Você já viveu um evento traumático (abuso sexual, maus-tratos, presenciar um assassinato, etc.) faz meses ou anos e as imagens dessa situação horrível voltam repetidamente na sua cabeça? Você não dorme bem e não se sente seguro diante disto? Consulte um especialista em saúde mental porque talvez a ansiedade esteja se manifestando como transtorno do estresse pós-traumático.

Preocupação com a aparência física (transtorno dismórfico corporal)

A sua aparência física lhe parece tremendamente anormal, mas só você enxerga o que você sente. O resto das pessoas que o rodeiam dizem que “não é para tanto”, que o seu nariz, seu corpo ou seu cabelo são normais.

É provável que você sinta necessidade de passar por uma cirurgia plástica e que constantemente se olhe no espelho com a intenção de corrigir o seu defeito. Talvez a ansiedade se manifeste na forma de transtorno dismórfico corporal. Considere isto e procure um especialista em saúde mental para consultá-lo.


Preocupação com a saúde (hipocondria)

Dores, fadiga, tonturas, desconforto… Você tem certeza de que existe alguma doença que coloca em risco a sua saúde, mas o médico não enxerga nada nos exames que realiza. Pode até ser que as explicações que ele oferece não tranquilizem mais a sua mente.

É possível que você esteja sendo vítima da ansiedade em forma de hipocondria, e para você curar a sua saúde precisa procurar um bom profissional de psicologia que avalie as suas crenças e o seu jeito de pensar sobre a saúde.
terça-feira, 18 de novembro de 2014 0 comentários

ABUSO PSICOLÓGICO PODE CAUSAR TRAUMAS MAIS PROFUNDOS QUE AGRESSÃO FÍSICA OU SEXUAL




              Essa forma de violência está relacionada a maior propensão
                            à depressão, ansiedade e uso de substâncias


Violência psicológica contra crianças e adolescentes pode provocar danos mais graves do que a agressão física ou o abuso sexual, segundo estudo publicado na Psychological Trauma: Theory, Research, Practice, and Policy.

O psicólogo clínico Joseph Spinazzola e sua equipe do Centro de Trauma do Instituto de Recursos da Justiça, em Massachusetts, utilizaram informações da Rede Nacional de Traumas e Estresse Infantil (NCTSN, na sigla em inglês) para analisar dados de 5.616 crianças e adolescentes com histórico de abuso psicológico, físico e sexual.

Aproximadamente 62% tinham histórico de maus-tratos psicológicos; cerca de um quarto deles, 24%, sofreram exclusivamente esse tipo de violência, que abarca, de acordo com os pesquisadores, assédio moral por parte do cuidador, imposição de medo extremo, controle coercitivo, insultos graves, humilhações, ameaças, exigência extrema, rejeição e isolamento.

Os pesquisadores constataram que aqueles que passaram por esse tipo de experiência tendiam a sofrer de ansiedade, depressão, baixa autoestima, sintomas de estresse pós-traumático e a apresentar risco de suicídio em maior nível do que os que sofreram violência física ou sexual. Entre os três tipos de agressão, a psicológica foi a mais fortemente associada com transtorno depressivo, distúrbio de ansiedade social e generalizada, dificuldade de formar vínculos afetivos e abuso de substâncias.


Esse tipo de violência provoca danos emocionais tão graves quanto a agressão física e sexual juntas, alertam os pesquisadores. “Profissionais dos serviços de proteção podem levar mais tempo para reconhecer a negligência emocional porque ela não deixa marcas visíveis, além de não ser considerada socialmente tão grave”, aponta Spinazzola. “Precisamos de iniciativas de sensibilização para ajudar o público a entender os prejuízos psicológicos severos provocados por esse tipo de abuso.”
quarta-feira, 15 de outubro de 2014 0 comentários

SENTIMENTOS DE INFERIORIDADE E SUPERIORIDADE



O sentimento de inferioridade é fruto da imagem que cada um tem de si próprio. A auto-imagem é criada por opiniões inculcadas desde a infância e reforçada posteriormente por experiências vividas.


O que muita gente não sabe é que o sentimento de inferioridade é no fundo um sentimento de superioridade. É um sentimento de orgulho e onipotência.
Só se sente menos quem queria ser mais. Para quem quer ser Deus, ser humano é terrível. Desejamos ser onipotentes, oniscientes, onipresentes.

Quando nos deparamos com nossos limites e percebemos que somos transitórios, ignorantes e limitados pelo tempo, nos rejeitamos, nos sentimos inferiores. A baixa estima só ocorre quando nos comparamos com um modelo ideal de como “deveríamos” ser. Não existe ninguém superior ou inferior a não ser que nos comparemos. Cada pessoa é única e diferente das demais.

Cada um é de um tamanho, seja do ponto de vista físico, intelectual, emocional, social etc. Valorizar o que somos e temos em vez de valorizar o que falta é a única saída para o auto-amor. As conseqüências da inferioridade sentida aparecerão, sobretudo, nos relacionamentos. Pessoas com auto-estima baixa se relacionam mal. Tentam diminuir as outras pessoas com críticas e maus-tratos. É uma tentativa de se sentirem superiores.

A competição explícita ou velada também faz parte, e o que mais agrava é que confundimos o sentimento de inferioridade com humildade. Pessoas que se humilham, que falam mal de si próprias e que são submissas não são humildes.
A humildade é a capacidade de aceitar a realidade humana, com todas as suas mazelas e limites. Se não queremos sofrer, principalmente de depressão, devemos nos amar incondicionalmente.

Desenvolver nosso potencial, aquilo que nós somos, crescer cada vez mais e melhorar nossa vida é importante e necessário. Somos sementes que devem desabrochar. Isso é diferente de nos martirizarmos com pensamentos megalomaníacos, procurando em nós um super-homem que jamais existirá.

Antônio Roberto

quinta-feira, 8 de maio de 2014 0 comentários

SER OU ESTAR?



A realidade de cada um é construída de acordo com a biologia, experiências pessoais, valores e expectativas pessoais


Eu detesto a onda de pseudociência baseada, com licença poética abusiva, em uma versão fantasiosa da pobre da física quântica, popularizada por livros como O segredo e aquele filme maldito, Quem somos nós. Detesto por uma série de razões, entre elas a mensagem vil (para não dizer totalmente incorreta) de que não é preciso fazer nada para melhorar nossas vidas – quer dizer, nada além de pensar positivamente, pois sua consciência teria a capacidade de mudar a “realidade quântica” do mundo. (Ah, não funcionou e o colar de diamantes não apareceu no seu pescoço, nem o cheque no correio? Você não mentalizou direito. “Venha fazer um curso conosco e aprenda a mudar o mundo com o poder do pensamento!”)

Apenas uma ideia nisso tudo se salva e, ainda assim, apresentada muito tangencialmente por trás da propaganda toda: a noção de que, em vários sentidos, não somos, mas estamos. A diferença entre ser e estar vem aos poucos sendo consolidada pela neurociência, ainda que poucos sejam os estudos que a abordem explicitamente. Estamos, e não somos, no sentido de que a realidade de cada um de nós é diferente, construída de acordo com biologia, experiências pessoais, valores e expectativas.

Não o Real, aquilo que é externo ao corpo; este é alheio à nossa existência e não depende de qualquer atividade mental, embora possa ser mudado à força de mãos, martelos e bombas.

Mas a realidade que cada um usa para navegar o Real, esta sim é uma hipótese de trabalho, construída e reconstruída a cada instante pelo cérebro graças aos sentidos – mas tingida das cores pessoais de cada um.

Assim seu corpo está de certo tamanho e em certo lugar – mas pode encolher ou aumentar instantaneamente, ou até ser transferido para um manequim ou o avatar na tela do computador, graças a truques tão elaborados como realidade virtual ou tão simples como imagens e toques sincronizados. Ou graças ao uso de ferramentas agora já tão habituais que a transformação passa despercebida: assim você incorpora ao seu esquema corporal o lápis, os talheres, a pinça, e até mesmo o carro que dirige.

Assim, também, duas pessoas interpretam de maneiras radicalmente diferentes a mesma frase dita por uma terceira – ou, num bom dia, você ouve favoravelmente um comentário da sua esposa, e num mau dia, acha o mesmo comentário insultante. Viver como um ser que continuamente está tem um lado bom de permitir uma abordagem personalizada do mundo. Por outro lado, às vezes o estar dá errado, pois não mais corresponde bem o suficiente com o Real para servir de guia útil pelo mundo.

Em depressão, julgamos estar pior do que de fato estamos; em estado maníaco, ao contrário, criamos uma realidade brilhantemente cor-de-rosa que não representa os acontecimentos.

Em delírio, como na esquizofrenia ou na mania mais exacerbada, pode-se até estar em um mundo que fala com vozes e imagens que não pertencem ao Real. Mas é justamente o estar que permite o tratamento – e a volta a um estado mais útil, porque melhor representativo do Real.

Essa volatilidade toda, ainda assim, tem uma âncora ao longo do tempo e do espaço: você, essa unidade particular de cérebro e resto do corpo e história de vida. Esse conjunto é o que você é: o seu ser, finalmente – embora seja um conjunto também construído pelo cérebro e portanto meio que paradoxalmente também volátil. Enquanto estiver razoavelmente intacto, e dotado de memória, ele consegue costurar os seus vários “estar” ao longo da vida em um único “ser”. Mas vai-se o cérebro... e fica só  a impressão deixada na realidade dos outros.

Suzana Herculano-Houzel
sábado, 1 de fevereiro de 2014 1 comentários

PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS E DEPRESSÃO


Como mudar crenças e ideias que produzem sofrimento


Ruminar é a coisa certa a fazer, desde que você tenha quatro patas, coma capim e disponha de um sistema digestivo complexo. Bois, cabras, camelos e outros herbívoros são bons nisso. O alimento vai, devagar, da boca ao estômago. Depois, volta do estômago à boca. E, de novo, segue da boca ao estômago. Tudo em nome do bom aproveitamento dos nutrientes. Humanos não processam alimentos desse jeito, mas podem ser paquidérmicos ruminantes mentais.
Sabe quando os problemas não saem da cabeça? Vão e voltam? O perrengue aconteceu lá no passado, mas ainda mina as relações do presente? Os ressentimentos encorpam como bola de neve? Ruminantes raramente viram a página ou passam a borracha. O estrago pode ser grande.

“A ruminação é um dos fatores que contribuem para a depressão”, diz o psicólogo Robert L. Leahy, do Weill Cornell Medical College, em Nova York. Há poucas semanas ele fez uma apresentação por videoconferência durante o congresso da Associação Brasileira de Psiquiatria, realizado em Curitiba.

Eu estava lá e hoje aproveito para compartilhar um pouco das observações dele. Leahy falou sobre o uso da terapia cognitivo-comportamental no tratamento da depressão.
Essa forma de psicoterapia foi desenvolvida nos anos 60 pelo psiquiatra Aaron T. Beck, quando era professor da Universidade da Pensilvânia. O objetivo é a modificação de pensamentos e comportamentos inadequados ou inúteis.

É uma terapia de curta duração, bem estruturada, voltada para o presente e, em geral, mais barata que outras formas de atendimento psicológico. É um dos raros tipos de terapia que os planos de saúde aceitam pagar.

Até hoje, mais de 500 estudos científicos demonstraram os benefícios da terapia cognitivo-comportamental no tratamento de transtornos psiquiátricos, problemas psicológicos (questões familiares e conjugais, luto complicado, angústia, raiva, hostilidade etc) e outros problemas médicos com componentes psicológicos.

A terapia pode ser útil no tratamento de transtornos psiquiátricos como depressão, ansiedade, transtorno do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno bipolar, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, esquizofrenia e muitos outros.

Essa modalidade de terapia também tem ajudado no tratamento de enxaqueca, dores, obesidade, insônia, hipertensão, disfunção erétil etc. Mais informações sobre resultados de estudos podem ser encontradas no site do BecK Institute e da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas.

Qual é a teoria por trás da terapia cognitivo-comportamental? Ela é baseada na ideia de que nossa percepção sobre as situações influencia a forma como nos sentimos.

Quando uma pessoa está em sofrimento emocional, é comum que tenha uma percepção distorcida dos fatos. O objetivo do terapeuta é ajudar o paciente a avaliar se seus pensamentos são, de fato, realistas. O segundo passo é aprender a mudá-los.

Ao pensar de forma mais realista, é provável que a pessoa se sinta melhor. “A terapia cognitiva ensina as técnicas para que o paciente seja seu próprio terapeuta”, diz Leahy.

Ainda nos anos 60, quando Beck desenvolvia a técnica, ele observou que os pacientes deprimidos tinham ondas de pensamentos negativos que pareciam surgir espontaneamente. É o que os terapeutas chamam de “pensamentos automáticos”.

Esses pensamentos azedam o bolo de qualquer mastigação mental. Distorcem a realidade e angustiam. Ruminar é ter pensamentos negativos e repetitivos sobre o presente ou o passado.

“Por baixo dos pensamentos automáticos, há sempre suposições inadequadas”, diz Leahy. Coisas do tipo: “Nunca vou conseguir ser feliz fazendo as coisas por conta própria”. Com a ajuda da terapia, o paciente pode perceber que essa é uma generalização que não corresponde à realidade.

Qual é a raiz desse estado mental que causa tanto sofrimento? No começo da infância, as crianças desenvolvem determinadas ideias sobre si mesmas, sobre as outras pessoas e sobre o mundo.

Uma boa definição sobre isso aparece no livro Terapia Cognitivo-Comportamental: Teoria e Prática, da psicóloga Judith S. Beck, filha do criador da técnica. A segunda edição desse clássico da área é um lançamento da Editora Artmed.

“As suas crenças mais centrais, ou crenças nucleares, são compreensões duradouras tão fundamentais e profundas que frequentemente não são articuladas nem para si mesmo”, escreve Judith. “A pessoa considera essas ideias como verdades absolutas – é como as coisas “são”.

Imagine uma pessoa que tem a crença nuclear de que é incompetente. Ela interpreta as situações por meio das lentes da sua crença, mesmo que a interpretação racional seja evidentemente inválida. A pessoa tende a selecionar as informações que confirmam sua crença nuclear. As informações contrárias são simplesmente desconsideradas ou desvalorizadas.

No livro, Judith representa esse modelo de processamento da informação num diagrama. Quando a pessoa se acha incompetente, todos os dados negativos são processados imediatamente. Eles fortalecem a crença nuclear. Algo assim:

“Não consigo aprender a mexer nesse novo programa de computador.”
“Não consigo um empréstimo no banco.”

Os dados positivos apresentados pela realidade são transformados em dados negativos:

“O chefe me elogiou, mas eu não merecia.”
“Escolhi o plano de saúde, mas levei muito tempo.”

Às vezes, os dados positivos nem são percebidos. Quem se acha incompetente nem se dá conta de que faz muitas coisas bem feitas. Por exemplo: pagar as contas dentro do prazo, consertar um problema no encanamento etc.

O desafio do paciente é analisar a validade dessas crenças nucleares e mudar os pensamentos automáticos. Aceitar que errar é humano e assumir seus erros é um bom começo.

“Todas as pessoas inteligentes que conheço já tomaram decisões erradas”, diz Leahy, autor de dezenas de livros, entre eles A regulação emocional em psicoterapia.

Ninguém gosta de errar, mas é preciso perder o medo de lidar com ele. Quatro frases de Leahy que vale a pena ter em mente:
1) Todo mundo erra.
2) Erros são informação. São parte do progresso.
3) Um erro não é o fim do mundo.
4) Não tenha orgulho de ser perfeccionista.

A terapia cognitiva-comportamental não é uma panaceia. Em alguns pacientes, o efeito pode ser passageiro. Outros se beneficiariam mais se tivessem acesso a outras formas de terapia – de longo prazo e grande investimento (financeiro e emocional).

Em muitas situações, a terapia não substitui os remédios. Pacientes com depressão grave e outros transtornos psiquiátricos raramente podem ser tratados adequadamente sem medicamentos.

Em saúde mental, radicalismos podem ser bons para um ou outro grupo, mas péssimos para os pacientes. Ao final da apresentação, Leahy deixou um recado atualíssimo.

“Os pacientes nos procuram porque querem se sentir melhor. Não vêm por causa da religião da terapia cognitiva ou de qualquer outra”, disse. “Não há um tratamento que funcione para todos o tempo todo.”

Ninguém merece sofrer sozinho. O passo transformador é assumir que precisa de ajuda. Como Leahy, não acredito em cura. Acredito em ajuda. Ele não acredita em cura da condição humana. Nem eu.

CRISTIANE SEGATTO
sexta-feira, 15 de março de 2013 0 comentários

9° CARTA - O BUQUÊ



                                                                       9- O BUQUÊ

Sabe  aquela sensação gostosa que se tem ao receber flores da pessoa amada? pois essa é  a síntese dessa carta. Amor, ternura,  felicidade...

Significa que você esta agindo corretamente. É uma carta de amor, ou que você deve ter um amor próprio, é preciso se amar para poder amar alguém, É a carta do amor romântico, indica que as coisas no lado afetivo vão muito bem, obrigada. Agora, quando estiver acompanhada de cartas negativas não acredite em promessas encantadoras e nesse caso também pode significar  depressão.

Viu só, tem varias formas de interpretação, tudo vai depender da carta ao lado.

Orixá: Nanã

Saúde: Reumatismo / Circulação / Fígado

Atribulação profissional: Curiosidades / Mestre / Serviço público

Início de romance / Oportunidades / Individualidade / Presente / Ofertas / Felicidade / Amor universal / Altruísmo / Trocas sinceras / Coisas que chegam ao seu devido tempo / Uma dádiva na vida da pessoa / Expiração / Alma / Generosidade / Fraternidade

Link indicado:  10° CARTA - A FOICE

sábado, 1 de dezembro de 2012 0 comentários

Ensaio da loucura


                                                                   
quarta-feira, 3 de outubro de 2012 0 comentários

PELANCA DE VELHO NÃO É CHICLETE DE BOLA!

Algumas vezes é preciso descer o nível das palavras para poder se fazer entender.

Senhora Paulinha Avent (fake), ou Paulete....

Na beira do abismo você está usando o partido (PCdoB) como escudo quando a verdade é que estás agindo como uma mulher mal amada desde o início.Que tipo de mulher é você que fica se escondendo atrás de Email falso e faz perguntas que já foram respondidas?

Devo te lembrar:
Não pedi sua ajuda ou tão pouco a conheço. Apresente-se como uma mulher de verdade, mostre  sua face. Pois a  minha está aqui para os tapas até agora! Estou cansada de lidar com ratos, principalmente aqueles que não conseguem copular.

Se você realmente acreditasse no comunismo comunismo como diz e nos seus princípios TERIA MOSTRADO A SUA CARA DESDE O INÍCIO.

No entanto vou matar a sua curiosidade sobre porque João Carlos compartilhou tantas informações comigo. É porque ele me viu como uma mulher e conversou muito antes de tentar alguma coisa, mas com vagabunda ele só trepa, para apenas trepar não se faz necessário  dividir nada com as pobres coitadas.(Sabe, ele tem por abito manter algumas  amiguetes).

Diferente de você eu sou uma mulher nova, interessante, sedutora, cobiçada (isso dito por ele mesmo). Antes de pensar apenas na minha Xere** ele desejou o corpo todo. Essa é uma das diferenças entre uma dama e uma vagabunda.

Para não deixar dúvida:
Você contou que também esteve presente na campanha do Kique Carvalho, então, você pode ver com os seus próprios olhos como João Carlos ficava atrás de mim como um bom cachorrinho não me deixando em paz, não é mesmo!

"Paulinha Avent" já parou para pensar no porque ele só fica falando que vai me processar e nunca me processa? Mas não fique triste por ele gostar de mim de uma forma doentia, afinal pelo que sei, fui a única que disse não para ele. Seus emails recalcados confirmam isso.

Eu tenho segredos desse homem que ninguém mais tem.

 Obs.:Diga para o Cacau não extrapolar por causa da intolerância a lactose e dê meus parabéns a ele por menos 1 ano de vida!



Abaixo estou mostrando para você um homem de verdade. Eu poderia até fazer a caridade de alugá-lo para você, mas infelizmente esse homem só se relaciona com mulher de verdade!
















Esse é e sempre será meu único e verdadeiro amor! Somente quem já foi amada pode entender o valor de se  ter um homem de verdade!


Link indicado: CRUZEI UMA DOIDA




sexta-feira, 28 de setembro de 2012 0 comentários

Overdose em campanha


Acredito que a campanha política tenha sido uma pressão que ele não estava preparado para enfrentar. Certa vez me conto que conseguiu passar algum tempo sem usar drogas chegando até a engordar, mas se fica nervoso não tem jeito... a fissura é maior.

Fazer acordo com a milícia não é brincadeira!

Nesse dia um rapaz branco e baixinho foi o responsável pela cobrança. Os dois se trancaram no escritório do comitê por pouco tempo. Ao saírem o rapaz permaneceu com a mesma expressão calma de quando entrou, mas João estava nitidamente nervoso. Não se preocupou em esconder de mim o pequeno frasco parecido com um dedal e se dirigiu para o banheiro do fundo do corredor.
Ali dificilmente alguém o incomodaria, pois esse banheiro era praticamente de uso exclusivo do João.

Não é preciso dizer que as necessidades feitas pó ele no banheiro não foram as fisiológicas, mas sim a o incontrolável vício.
O pior é que estando sobre o efeito de drogas João tornasse insuportável.
Distribuiu meia dúzia de ordens e trancou-se novamente no banheiro.

O resultado dessa aventura foi uma overdose, mas se alguém perguntar diga que ele é cardíaco e não dê mais satisfações.






Links indicados:





sábado, 2 de outubro de 2010 0 comentários

FAZENDO O TESTE DA DEPRESSÃO:





Teste ;
O estado depressivo e a depressão são males traiçoeiros, nem sempre fáceis de reconhecer. Como saber se essa angústia e essa impressão de vazio correspondem a um acesso de tristeza passageira ou se sublinham um mal mais profundo? Sem pretender efetuar um verdadeiro diagnóstico, este pequeno teste ajudá-la-á a avaliar o seu estado. Responda a estas perguntas, escolhendo a resposta A, B ou C.

Quando se sente cansada
A. Uma noite bem dormida é suficiente para se sentir em forma.
B. Sente-se em forma de manhã, mas durante a tarde falta-lhe a energia.
C. Quanto mais dorme, mais se sente cansada.

No seu local de trabalho
A. Esquece-se do que a torna melancólica.
B. É sempre eficaz, mesmo quando perde o sorriso.
C. Sente-se verdadeiramente uma nulidade.

Quando tem a impressão de ter atingido o limite
A. A perspectiva de ir ao cinema ou jantar fora põe-na novamente de bom humor.
B. Tem tendência para culpar toda a gente.
C. Nada altera o seu estado de espírito! Sol, anedotas, um serão entre amigos, tudo lhe é indiferente.

Quando dorme
A. Tem o sono pesado e sonha muito.
B. Sente dificuldade em adormecer, mas depois não volta a acordar.
C. Acorda a meio da noite ou muito cedo de manhã e já não consegue adormecer de tal modo a melancolia a afeta.

Sente-se desmoralizada. O seu primeiro reflexo é
A. Ir às compras. Nada melhor do que uma pequena prenda para ficar bem-disposta!
B. Telefonar à sua melhor amiga para lhe contar o que a preocupa.
C. Fechar-se em casa porque só sente vontade de estar sozinha.

O seu comportamento atual durante o dia
A. É sensível a tudo, cansa-se rapidamente e tem por vezes a sensação de nada conseguir. Mas nunca por muito tempo!
B. Está sempre tensa, irritada e é capaz de desatar a chorar por causa de um simples reparo.
C. Há vários dias, anda triste de manhã à noite e nada lhe interessa.

Os resultados:
Tem uma maioria de A
À parte algumas ideias ruins completamente normais, é uma pessoa equilibrada. O desafio será conservar esse equilíbrio.

Tem uma maioria de B
Se a depressão ainda não chegou, está por perto. Para de fugir, aja imediatamente.
Tem uma maioria de C
Atenção, o pisca-pisca está aceso, cuidado com a depressão.

Fonte; Eu Sou uma Bruxa

 
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