2c6833b0-77e9-4a38-a9e6-8875b1bef33d diHITT - Notícias Sou Maluca Sim!: Thomas Hobbes
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domingo, 12 de março de 2017 0 comentários

HORA DA MEDITAÇÃO... PENSE COMIGO



Outro dia acabei discutindo com um amigo enquanto as pessoas a nossa volta desfrutavam momentos de festa. Que babaquice a minha.

Falávamos de política e filosofia. Ele disse a mim que nunca irá gostar da esquerda, mas em seguida  disparou sobre o único jeito de se resolver os problemas do mundo: DAR FIM AO CAPITALISMO e também, sobre a necessidade de alcançarmos a igualdade social. E por fim desembocou em uma burguesia que não existe desde a transição do período moderno para o contemporâneo. 

Nossa, como estou saturada desse discurso que muitas vezes eu mesma preguei. Porém da adolescência até o dia de hoje me foi tempo suficiente para amadurecer certas ideias e me aborrecer infinitamente com as incongruências dessa religião de fanáticos tolos ou comprados. 

Fui enfática, NÃO ACREDITO EM IGUALDADE SOCIAL. Ele arregalou os olhos e parecia que eu tinha dito a pior das heresias. Bem,  graças a Deus ele não pode ler pensamentos, pois se tivesse acesso ainda que uma pequena pate das coisas que realmente penso, mas me calo por não encontrar interlocutor adequado, ele teria saído correndo da sala gritando: 

- Morte a essa infiel. 

Obrigatoriamente todos temos de acreditar em Liberdade, democracia, igualdade... o que tem muitas interpretações  e daria embasamento para prosseguir nossa conversa, no enanto, quebrei o argumento. E como já esperava o danado disparou um monte de palavras técnicas do meio das ciências humanas. 

O uso de palavras como dicotomia, ao invés de divergência ou simplesmente o bom e velho " O santo não bateu". sempre dão uma valorizada no discurso, melhor ainda, se podemos entrar no campo Marxista das superestruturas, infraestruturas, etc. 

Já gostei muito dessas coisas que aprendemos na faculdade e depois só conseguimos agir assim, mas não tenho mais muito  interesse em afetações acadêmicas.
Infelizmente esse tipo de discurso permeia um roteiro, aquele que estou fatigada, sei como começa e acaba. Não quero mais perder tempo. 

Capitalismo, Socialismo, Utopia, Ideologia, Terra do Nunca  para mim dá tudo no mesmo. 
Igualdade social é o caramba. Conversa para boi dormir, marketing do politicamente correto, terra do nunca de novo. Somos pessoas diferentes, com necessidades diferentes; o que é bom para mim, não necessariamente será bom para você, independentemente de super estruturas e tudo mais. Tudo parte do INDIVÍDUO. 

Será que ninguém leu a historinha de Robson Crusoé e seu "amiguinho" Sexta-feira, não ouviram à famosa expressão de Thomas Hobbes " O homem é lobo do Homem". 
Será que só eu acho que a maior razão para a DESIGUALDADE,  no fundo,
trata-se apenas do orgulho humano em querer ser mais do que é.

segunda-feira, 21 de abril de 2014 0 comentários

O MAL



Sou fascinada pela afirmação de que ninguém faz o mal voluntariamente, mas por ignorância'


"As crianças nascem más, elas melhoram crescendo, pois a cultura pode civilizá-las." Ao ler essa frase,
apareceu-me a velha questão da "verdadeira essência" da nossa espécie.

Rousseau, filósofo suíço, século 18, achava que nossa natureza era originalmente boa, e que a cultura a corromperia (o "bom selvagem", como se os nascidos na selva não tivessem cultura).

Hobbes, filósofo inglês, século 16, acreditava na infinita capacidade de violência do ser humano, obrigado a
contê-la para viver na civilização (na cidade, encontrando desconhecidos sem poder matá-los, como seria seu impulso de origem).

A frase não segue Hobbes, portanto. Ela seria mais o inverso perfeito da crença de Rousseu. Nossa espécie teria uma essência má, que a bondade da cultura amorteceria... um pouco.

Que maldade é essa? O que é o mal? O tema é vasto. Vamos pensar apenas na maldade humana. Ela teria a ver com infligir dano e sofrimento de maneira intencional e injusta (se você mata em legítima defesa, não praticou o mal).

No entanto, encontrar justificativa para a prática do mal é a coisa mais comum, não à toa Hannah Arendt escreveu sobre a banalidade do mal ao perceber que o nazista Adolf Eichmann acreditava que seu trabalho de extermínio de judeus era completamente justificado como o correto exercício do dever, e que não conflitava com o bom chefe de família que ele era.

A ética contempla os costumes. Depois do julgamento de Nuremberg não mais se justificam atos danosos pelo "cumprimento de ordens" --assim como, na época em que foi composta, "Nega do Cabelo Duro" não
ofendia ninguém.

Lembrei-me dos pecados capitais: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça. O curioso é que eles não são pecados em si, mas "capitis" (cabeça) de pecados, daí "capitais". Todos temos, como Hobbes observou, capacidade para eles, mas só quando a partir deles causamos dano/sofrimento intencional, cometemos pecado (ou crime), fazemos o mal com eles.

Mas, fazer o mal com a preguiça? Sim, pela omissão, pelo dane-se. A ganância está contida na avareza; a humilhação dos outros na soberba; os vícios na gula; a maledicência na inveja; o estupro na luxúria e assim por diante.

E a maldade das crianças, onde reside? Numa tira de quadrinhos (C. Schulz), o pequeno Linus, no recreio, fica fascinado com uma coleguinha linda, vai se aproximando dela devagar e finalmente, quando está junto a ela, não se contém e... Dá-lhe um soco no nariz! Maldade?

Não. Falta de instrumentos adequados para expressar a intensidade dos sentimentos que lhe assoberbavam. Como um bebê que chora por não saber falar.

Sou fascinado pela afirmação de Sócrates de que "ninguém faz o mal voluntariamente, mas por ignorância, pois a sabedoria e a virtude são inseparáveis."

Ela sugere que poderíamos prevenir o mal através do cultivo de instrumentos de expressão mais eficientes de nossos desejos e insatisfações. Do maior conhecimento de si mesmo e do outro. De maior sabedoria, que leva à consideração e à compaixão.

Sem excluir as leis e a cadeia, claro.

FRANCISCO DAUDT

quarta-feira, 17 de julho de 2013 0 comentários

O HOMEM É LOBO DO HOMEM



Thomas Hobbes (1588/1679)

Para o filósofo inglês da Idade Moderna, o "Homem é o lobo do Homem".
No que ele chama de "Estado de Natureza", os homens são perfeitamente iguais, desejam as mesmas coisas e têm as mesmas necessidades, o mesmo instinto de auto-preservação.
Por isso, o estado natural é conflito..é guerra...
As guerras existem porque as pessoas querem as mesmas coisas...
Como adquirir a paz?
Apenas através de um Contrato, um pacto formal entre pessoas iguais que renunciam suas liberdades em troca de tranquilidade.
Pelo contrato as pessoas desejam o Bem Comum ..isso é feito através do Direito Positivo que se mantém pelo legislativo.
Hobbes pertence ao período filosófico chamado de "Contractualismo", período onde filósofos acreditaram que apenas um Contrato, um acordo coletivo faria o homem evoluir...

- Vc concorda que as pessoas precisem de um pacto universal para que o Estado seja pacífico? Ou...por esse prisma..o mundo precisa de um único pacto?
- As pessoas são iguais na base natural?
- Nossos instintos nos tornam agressivos? É o conforto da tecnologia e da civilização que nos mantém além dos instintos?
- É instintivo que uns tenham mais poder que outros? O mais forte?
- A Constituição seria um exemplo de Pacto?

O homem literalmente se "mata" para ter dinheiro, status, sucesso e poder consumir, mas e a qualidade de vida?

 
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