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quarta-feira, 19 de novembro de 2014 0 comentários

PARA QUE SERVEM AS MULHERES


Pra que elas sevem? Foi a segunda pergunta que o moleque fez, quando começou a lista de perguntas essenciais sobre o sentido da vida. A primeira? Pra que serve esta bola?


O primeiro indício de que ele não as entendia nasceu da constatação de que a maioria não devolvia as bolas atiradas contra elas. Começava aí o dilema da divisão de papéis. Não entendia por que meninas conversavam com seres inanimados, designados "bonecas", que nomeavam, vestiam, penteavam, alimentavam com comida de mentira, agasalhavam e colocavam para dormir. Não entendia por que meninas reclamavam quando ele arrancava as cabeças de plástico com cílios e cabelos de náilon para ver o que tinha dentro. Não entendia a obsessão delas por cores cítricas e por pôsteres de meninos que cantam em bandas só deles. Não entendia o funcionamento de presilhas para prender cabelos, nem o sentido de esmaltar as unhas. Como não as entendia, passou a ignorá-las.

Até ser matriculado numa escola. Descobriu que uma mulher pilotava muito bem a van, outra, a lanchonete, outra, a classe barulhenta, outra, a própria escola. Aprendeu a ler livrinhos escritos por mulheres e ouvir musiquinhas compostas por elas. Ouviu dizer que países eram governados por elas. Descobriu que apenas as da sua idade eram desinteressantes.

Mas chegou a adolescência. Começou a desconfiar que garotas tinham alguma atribuição na composição social. Especialmente as que tinham irmãs mais velhas. Ele passou a ter uma ideia fixa quando organizaram o campeonato de vôlei feminino no colegial. E contrataram a nova professora de matemática.

Vítima de uma explosão hormonal que o deixou por anos monotemático, descobriu enfim que as mulheres escondiam uma coisa que ele queria muito. Então, descobriu que, entre o objetivo e a conquista, existia planejamento, método, projeto, a corte, algo que faz parte da espécie como o fogo e a flecha, e que os fins justificam os meios.

Passou a amá-las, idealizá-las, compará-las, desejá-las mais que tudo. A trocar jogos com bolas por fantasias solitárias. A sofrer de amor, escrever poemas, cantar, dançar, oferecer mimos, declarar, xavecar.

O xaveco é milenar. O humano conhecido popularmente como Homo sapiens, do grego homem sábio, achou por bem decorar o cantinho de cavernas com pinturas rupestres, exagerar seus feitos em caçadas, oferecer enfeites à base de marfim de mamute, saias de pele de onça e colares com dentes de sabre manipulados para convencer uma pretendente a visitar o escurinho sobre o qual Platão tanto se dedicou e criou um mito. Até o aperfeiçoamento da fala e a invenção da lira, gastou-se muita mímica para simular que o macho não pensava só naquilo, apesar de só pensar naquilo, e que iria mandar um dente decorativo no dia seguinte de algum animal ainda não extinto por ele mesmo.

Pirâmides foram construídas para impressionar amadas. Guerras foram proclamadas, monumentos com colunas, com abóbadas, com ou sem sentido, foram erguidos. Navios enfrentaram tormentas em busca de um amor pleno. Muito papiro, muita tinta, muito blá-blá-blá foi gasto para se conquistar uma mulher.

O moleque namorou, noivou, assinou um pacto e se casou. Descobriu também pra que elas servem na linha evolutiva, ao observar seu grande amor engravidar. Descobriu enfim que, por trás de tanto desejo, admiração, vontade de compartilhar a rotina, existe o corpo de uma mamífera que dá sentido ao tempo perdido em busca da resposta do pra que elas servem: elas procriam!

A cintura arredondada de uma mulher não é apenas para servir de suporte a um biquíni asa delta. Existe ali espaço para caber mais um. E produzir colo. Os peitinhos aumentam, são na verdade mamas. Olha lá, é um design milimetricamente perfeito para alimentar um, até dois, herdeiros. A protuberância chama a embocadura. A aréola circunda o bico para proteger a maciez e criar a ilusão de ótica de que um bebê que enxerga mal precisa. E, surpresa. De dentro, sai alimento na temperatura ideal. É uma pequena fábrica caseira de laticínio mais rico em nutrientes do que tudo que existe.

O ventre é o receptáculo para o acolhimento de genes. Para receber as qualidades do macho alfa, mais forte e capaz. Tem maciez, lubrificação. Para enfiarmos o veículo testado como num túnel de vento da NASA, que transporta informações genéticas que serão selecionadas dentro e escolhidas. Em bilhões, aceitarão um! Que será armazenado, alimentado e protegido com a placenta quimicamente balanceada, num reservatório com tubo personalizado e individual de alimentação, com isolamento acústico e calefação.

Mas o sujeito se pergunta se as mulheres são então apenas umas chocadeiras? Não! A evolução foi brilhante. Como sempre. Deu o quê? Um clitóris. Uma glande em forma de botão com 8 mil terminações nervosas, o dobro da mangueirinha pendurada aí. Que serve para o quê? Para apenas uma coisa. Dar prazer! Não é para "tirar água do joelho", expelir genes, se gabar. É para apenas e tão somente dar prazer, fazê-las gozar, e não uma vez, como um urro, uhhhh, mas muitas vezes, múltiplos. O homem tem uma espingarda de um tiro, um bacamarte, que sai chumbo pra todos os lados. Elas, um rifle de repetição, uma metralhadora, pá-pá-pá!

Elas têm no corpo um órgão que é só para o prazer. Que, se a evolução não nos tivesse dado, talvez elas nunca visitassem o escurinho da caverna que intrigou Platão. Se não fosse o mágico e hipersensível sininho, não haveria procriação, não haveria espécie humana, não haveria Quéops, Troia, Capela Sistina. Nem o sujeito da primeira pergunta, a bola. Nem perguntas haveria.

MARCELO RUBENS PAIVA 
sábado, 11 de outubro de 2014 0 comentários

PESQUISA DE PRINCETON QUEBRA MITO DE QUE PRÁTICA LEVA À PERFEIÇÃO



Estudo mostrou que treino intensivo tem
 impacto reduzido na hora de melhorar performances
Prática de esportes, no entanto,
é uma das que mais contribuem para melhora de desempenho


Quem não se lembra de seu professor ou de seus pais dizendo sempre que a prática leva à perfeição? Embora o conselho tivesse a melhor das intenções, como o estímulo ao estudo, a frase acima é cada vez mais contestada. Um estudo da Universidade de Princeton divulgado nesta semana jogou ainda mais água fria nesses ideais românticos ao afirmar que, dependendo da habilidade, o treino intensivo tem influência reduzida na capacidade de aumentar o desempenho.

Para chegar a essa conclusão, a pesquisa acompanhou a performance de 88 áreas, como esportes, educação, música jogos, e outras profissões. Após determinado período de tempo, os pesquisadores descobriram que, embora haja relação proporcional positiva entre a prática e a melhora de desempenho, os treinos representam apenas uma pequena quantidade na variação no nível de habilidade, de 12% na média geral.

Mas esse índice varia de acordo com cada área. Exercícios para melhorar o desempenho parece ter o maior efeito quando se trata de jogos, com 26% de impacto. O percentual também é acima da média para o domínio de instrumentos musicais (21%). Por outro lado, dentro da área estabelecida pela pesquisa como “educação”, a prática conta apenas com 4%.

Os dados agregados mostram também que, quanto mais previsível uma atividade é, mais vantajoso é investir em aperfeiçoar a habilidade. Dentro desse quesito, exercícios físicos como corrida ou musculação são os exemplos clássicos.

Mas o que contaria mais, então? O talento, a genética? Com o estudo, os pesquisadores de Princeton sugeriram que um dos fatores que podem desempenhar um papel importante na obtenção de especialização é a idade em que uma pessoa começa a praticar. Para eles, há um período de desenvolvimento ideal para a aquisição de habilidades complexas.

No entanto, segundo eles, a maior parte da variação na competência poderia ser uma mistura de inteligência e habilidades específicas, tais como a memória de trabalho.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012 0 comentários

A Hierarquia das Necessidades



"Motivação é uma ação consciente e voluntária. Ela é gerada naturalmente por cada pessoa, principalmente quando fazemos algo que consideramos prazeroso. Podemos afirmar que na verdade ninguém motiva ninguém. O que se pode fazer é criar as condições necessárias para que alguém se motive."



O psicólogo e estudioso do comportamento, Abraham Maslow, nascido em 1908 e falecido em 1970, licenciou-se na Universidade de Wisconsin/USA e lecionou na Brandeis University, Massachusetts. Estruturou o conceito de pirâmide das necessidades, conhecido como "Hierarquia das necessidades". Segundo Maslow, quando as necessidades fisiológicas básicas - da alimentação ao desejo de um ambiente seguro e estruturado - estão satisfeitas, as necessidades mais elevadas


de auto-estima e realização pessoal podem ser preenchidas. Para Maslow existe uma hierarquia natural entre a natureza das necessidades, nenhuma delas é absoluta: quando uma delas é preenchida, a preocupação com a sua satisfação desaparece.




Teoria de Maslow - A Hierarquia das necessidades

A teoria de Maslow é conhecida como uma das mais importantes teorias de motivação. Para ele, as necessidades dos seres humanos obedecem a uma hierarquia, ou seja, uma escala de valores a serem transpostos. Isto significa que no momento em que o indivíduo realiza uma necessidade, surge outra em seu lugar, exigindo sempre que as pessoas busquem meios para satisfazê-la. Poucas pessoas procurarão reconhecimento pessoal e status se suas necessidades básicas estiverem insatisfeitas.

De acordo com Maslow, as necessidades fisiológicas constituem a sobrevivência do indivíduo e a preservação da espécie: alimentação, sono, repouso, abrigo, etc.

As necessidades de segurança constituem a busca de proteção contra a ameaça ou privação, a fuga e o perigo.
As necessidades sociais incluem a necessidade de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade, de afeto e amor. A necessidade de estima envolve a auto-apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, prestígio e consideração, além de desejo de força e de adequação, de confiança perante o mundo, independência e autonomia.


A necessidade de auto-realização é a mais elevada, ou seja, cabe a cada pessoa realizar o seu próprio potencial e de auto desenvolver-se continuamente.
 
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