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sábado, 27 de junho de 2015 0 comentários

FACEBOOK CRIA FERRAMENTA PARA COLORIR FOTO DE USUÁRIOS EM APOIO AO CASAMENTO GAY


Facebook cria ferramenta para colorir foto de usuários em apoio ao casamento gay

Quem viu a foto de Mark Zuckerberg e de outros CEOs, empresas e celebridades no dia de hoje certamente notou uma diferença: todas elas estão coloridas em celebração à aprovação do casamento gay nos Estados Unidos.                        

Quando eu inspecionei o FB novamente este dia...



Isso porque, em homenagem ao dia que marca a decisão da Suprema Corte norte-americana, o Facebook criou a página Celebrate Pride. Com ela, qualquer usuário da rede social pode manifestar seu apoio ao movimento LGBT e à sua conquista.

Para colocar as faixas coloridas em sua imagem de perfil, basta acessar a página facebook.com/celebratepride e clicar no botão “Use as Profile Picture”. 



terça-feira, 7 de agosto de 2012 0 comentários

O Homossexual no Cinema:



O Dilema da Representação
Fábio Silveira, jornalista especializado em cinema e música, explica como a temática gay vem sendo discutida e representada pela narrativa cinematográfica mundial.
Por Fábio Silveira
Ao contrário do que muitos possam pensar, a representação do personagem homossexual no cinema não aconteceu tardiamente em termos absolutos. Ela existe desde o início. Literalmente: em 1895, Thomas Edison já rodara um filme experimental, "The Gay Brothers", em que 2 homens dançavam ao som de um violinista. O primeiro beijo entre dois homens foi registrado no filme "Wings", de 1927, o primeiro vencedor na história de um Oscar de Melhor Filme. Antes disso, insinuações de situações de temática gay já podiam ser encontradas em filmes de Chaplin (Behind the Screen, 1916) ou em alguns curtas de O Gordo e o Magro. Após, até em musicais, como em "A Alegre Divorciada" (1934), estrelado por Fred Astaire e Ginger Rogers.
Imagem: Cena emblemática de "Juventude Trasnviada" (Rebeld without a cause), clássico de 1955
De uma forma geral, porém, o registro dominante era somente um: se um homem tivesse trejeitos femininos ou se ele ousasse vestir-se de mulher, o único efeito que se poderia esperar era o da comédia. O homossexual pressupunha e representava alívio dramático e nada além. Ainda assim, havia espaço para algumas notáveis exceções, como a famosa cena de "Marrocos" (1930) em que a cantora personagem de Marlene Dietrich aparece em um smoking, elegante e sem jamais perder o efeito de femme fatale, e num movimento inesperado beija suavemente uma das mulheres na platéia, num ato claramente provocante para homens e mulheres nas poltronas dos cinemas.
A liberdade artística de que o cinema se aproveitou nas suas primeiras décadas de existência, porém, seria logo cerceada nos EUA, que nos anos 1940 já era a maior potência mundial na exportação de filmes. O Código de Hays, um documento que listava o que o bom costume e a família não deveriam assistir nas telas, não teve um início particularmente forte: foi adotado pela MPAA (Motion Picture Association of America) em 1930, mas somente a partir de 1934 foi aplicado severamente. Com a adesão da Igreja Católica, que também criara um código para os seus seguidores e, no final dos anos 1930, já ameaçava estimular boicotes a filmes, os produtores de Hollywood, prevendo terríveis prejuízos, passaram a adaptar seus filmes a essas regras, que foram, também, um dos alicerces de censura midiática do Macartismo.
O Código de Hays condenava nos filmes situações que envolvessem beijos de língua, cenas de sexo, sedução, estupro, aborto, prostituição, escravidão (de brancos), nudez, aborto, obscenidade e profanação. O termo homossexual, ainda que não citado, provavelmente se encaixava nesta última proibição. E, como se pode notar, a violência não era censurada em suas diversas encarnações possíveis. O código foi seguido fielmente pela grande maioria dos filmes produzidos em Hollywood até 1968, quando a MPAA criou o seu novo termo de conduta e censura, com bases muito similares ao anterior, e usado até hoje. Filmes que envolvem situações sexuais ainda são mais censurados do que filmes ultraviolentos e aqueles que envolvem relacionamentos homossexuais certamente um tanto mais.
À época, as proibições instituídas pelo código tiveram efeito pior do que banir o personagem homossexual do cinema; elas mudaram a sua representação, instituindo apenas a possibilidade de 2 papéis: a de antagonista naturalmente perverso ou a de personagem trágico. A galeria de vilões de clara, porém jamais aberta, orientação homossexual é extensa. Em "Festim Diabólico" (1948), obra-prima de Alfred Hitchcock, a dupla de assassinos que desafia o personagem de James Stewart em um jogo psicológico é carregada de desejo homoerótico. Os vilões de muitos filmes do agente 007, como foi brilhantemente dissecado por Umberto Eco em seus ensaios, são em sua maior parte gays naturalmente malévolos ou dotados de uma incurável mania de grandeza.
Mais grave e danosa do que esta representação, porém, foi a ideia de que o destino do personagem gay deveria ser sempre trágico, fosse pela falência de suas ambições dentro do universo narrativo ou pelo proibido do seu desejo. Como não esquecer a emocionante cena final de "Juventude Transviada" (1955), de Nicholas Ray, em que o personagem de Sal Mineo, apaixonado pelo de James Dean, comete o sacrifício final para salvar o amigo? Ou a cena em que a governanta da personagem-título de "Rebecca, A Mulher Inesquecível", também de Hitchcock, manifesta sutilmente ao abraçar um casaco o desejo que sentia por ela? Este último caso revela também o quanto Hollywood era severa com personagens homossexuais femininos, retratando-nas frequentemente como megeras sem coração.
Elizabeth Taylor, por sua vez, protagonizou 2 adaptações bem-sucedidas de peças de Tennessee Williams ao cinema que tratavam o tema homossexual de forma parecida: "Gata em Teto de Zinco Quente" (1958) mostrava Paul Newman como um ex-jogador (não abertamente) homossexual frustrado e alcoólatra, e "De Repente, No Último Verão" (1959) em que a personagem de Taylor sofreu o terrível trauma de assistir o seu primo, homossexual, ser linchado enquanto passavam férias num vilarejo espanhol. A cena que descrevia esse linchamento foi filmada de forma idêntica à observada em "Noiva de Frankenstein" (1934) e a mensagem era uma só: se viveram como monstros, deveriam morrer como monstros.
Qualquer cena ou argumento que tratasse o personagem gay de forma aberta estava destinada a alguma censura, fosse da MPAA ou dos próprios produtores/cineastas. Dessa forma, um romance sobre um escritor alcoólatra e sexualmente confuso ("Farrapo Humano", 1945) virou um filme sobre um escritor alcoólatra com bloqueio. Outro romance, sobre ataques a homossexuais e assassinato se tornou um filme sobre antissemitismo e assassinato ("Rancor", 1947). Uma cena de "Spartacus" (1960), em que há uma relação de erotismo entre 2 homens, tão comum e popularmente conhecida como típica da Roma e Grécia Antigas, e um diálogo sugestivo foi cortada da versão final. O mesmo, por outro lado, não acontecera um ano antes com a antológica cena final de "Quanto Mais Quente Melhor" (1959): ou seja, se o romance gay fosse sugerido como real não era tolerado, se fosse para efeito cômico, aí continuava não havendo problema.
Os primeiros sinais de mudança vieram do outro lado do oceano, principalmente do cinema inglês, que na década de 1960 começou a tratar da temática homossexual de forma aberta. Em 1961, "Meu Passado Me Condena" trazia Dirk Bogarde no papel de um advogado homossexual que decide processar um chantagista que ameaça expor a vida secreta de alguns homens ao mundo. Foi uma das primeiras vezes em que o termo homossexual era usado em um filme. O cinema autoral europeu, em muito motivado pela conjuntura histórica da década de 1960, retomaria a temática gay em inúmeros clássicos. "Satyricon" (1969), de Fellini, abordava abertamente o erotismo homossexual. Antes dele, a obra-prima "Persona" (1966), de Ingmar Bergman, explorou a tensão homossexual entre 2 mulheres de maneira dificilmente igualada posteriormente e que seria retratada novamente na década seguinte com "Gritos e Sussurros" (1972). Durante a década de 1960, Pier Paolo Pasolini fez o brilhantemente iconoclasta "Teorema" (1968), em que usava a homossexualidade como uma das armas para libertação de uma família burguesa.
Mas do lado de cá do oceano, o destino trágico continuava sendo a regra para o personagem homossexual. Em "Crimes Sem Perdão" (1968), Frank Sinatra interpretava um detetive que investigava mortes de homossexuais. Em 1980, William Friedkin faria "Parceiros da Noite", em que o personagem de Al Pacino era um detetive infiltrado no "submundo gay". Poucos filmes foram tão eficazes em reforçar estereótipos negativos. E nesta mesma década, Hollywood teria uma tragédia real para aplicar aos seus personagens gays: surgiram aqueles cujo destino estava selado por terem contraído AIDS. O representante máximo desse modelo talvez tenha sido o personagem de Tom Hanks em "Filadélfia" (1993), que lhe garantiu um Oscar (e um exemplo de papel a ser premiado num filme para tantos outros atores e atrizes que o repetiram).
Mas se a primeira metade da década de 90 ainda não tinha observado mudanças sensíveis no tratamento do personagem homossexual, ela ao menos permitiu intensificar o volume desses personagens, principalmente o feminino, observado com destaque em "Thelma e Louise" (1991), de Riddley Scott, e em "Tomates Verdes Fritos" (1991), de Jon Avnet, ambos com finais trágicos. Havia, porém, uma geração de cineastas que cresceu com acesso à produção independente da década de 70 e ao cinema europeu, livres de estereótipos. Com isso, provavelmente assistiram às produções de John Waters com o travesti Divine, notadamente os brilhantes "Pink Flamingos" (1972) e "Female Trouble" (1974), além de filmes de muitos outros diretores do underground da época, como o ícone "The Rocky Horror Picture Show" (1975).
O cinema nos últimos anos
O resultado é facilmente observado em uma pesquisa no IMDB (www.imdb.com), maior banco de dados de cinema do mundo, sobre filmes que contenham alguma temática gay. Dos mais de 4.200 filmes listados, apenas 1.000 foram produzidos anteriormente a 1996. Todos os restantes datam deste ano até 2011. Foi na década de 90 que o premiado diretor Gus Van Sant ganhou reconhecimento com "Garotos de Programa" (1991) em que abordava o relacionamento entre 2 deles. Ou que o fenômeno australiano "Priscila - A Rainha do Deserto" (1994), mesmo com todos os seus estereótipos, conseguiu apresentar travestis a uma audiência ampla pela primeira vez na história do cinema.
Essas primeiras conquistas ecoaram pelos anos 2000, que observou um verdadeiro boom na produção de filmes de temática gay. Pela primeira vez, em mais de 100 anos de cinema, o personagem homossexual foi representado em todas as suas complexidades. E deixou de ser o personagem para se tornar os personagens. Um garoto que descobre a sua própria sexualidade pode, por exemplo, encontrar ecos e questões relevantes no belo filme inglês "Delicada Atração" (1996), no divertido alemão "Tempestade de Verão" (2004) ou no emocionante filme tailandês "The Love of Siam" (2007). Por outro lado, aqueles que procuram o lado sócio-político do tema encontram diversos ângulos: o político do grande "Milk" (2008), de Gus Van Sant, o religioso no brilhante e corajoso documentário "For The Bible Tells Me So" (2007), sobre como famílias católicas ou protestantes lidam com filhos e filhas homossexuais, ou o comportamental de "Kinsey" (2004) que expôs a uma grande audiência as descobertas do doutor Alfred Kinsey sobre a complexidade da sexualidade humana.
Se os critérios forem severos, podemos afirmar que o mundo tem apenas uma década e meia de produção de filmes a respeito dos mais diversos aspectos que envolvem a homossexualidade. O espaço de tempo é curto e certamente ainda há muito o que desenvolver no que diz respeito aos filmes de gênero e às complexidades de personagens gays. Se a nossa relação com o cinema pressupõe um diálogo que contribui na nossa formação, essa produção frequente torna-se ainda mais necessária. Não se pode esquecer que, em 2006, "O Segredo de Brokeback Mountain", o filme mais sério a respeito da temática a conquistar um grande público, inexplicavelmente perdeu o Oscar de Melhor Filme, após ter levado as 2 estatuetas que definem uma grande produção (a de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Direção), para o inócuo "Crash". Uma década e meia de conquistas não apaga do inconsciente coletivo 100 anos de repressão. A mudança apenas começou.
sábado, 31 de março de 2012 0 comentários

ANATOMIA


Eu preciso te contar uma coisa. Quero que você seja a primeira pessoa a saber.
Não quero que você se sinta enganado, gosto muito de você e prezo a nossa amizade.
mas tenho medo do que você vai achar de mim quando souber a verdade.

Por favor tente me entender, não me jugue por aquilo que não posso controlar. Juro que não é uma escolha, se fosse eu não sofreria tanto.
estou sofrendo tanto e todas as noites choro.
me sinto tão sozinho e acho que ninguém gosta de mim.
Os pensamentos me torturam a ponto de eu não querer mais viver.

já pensei em me matar, mas sou muito covarde para isso. Então só me resta viver e lutar para ser feliz.
Eu sou um ser humano e como todas as pessoas tenho o direito de ser feliz.

Não suporto mais esconder esse segredo. Sinto vergonha, mas na verdade desejo que o mundo saiba . Você, meus primos, os imbecis dos meus vizinhos que vivem tomando conta da minha vida.

Espero que meu pai e minha mãe consigam me perdoar. porque eu estou me perdoando e me dando uma chance de ser feliz.

Não vou mais me afogar em lágrimas no travesseiro. E a pesar do que vou te dizer espero que você não me abandone nesse momento tão importante para mim.

Por favor sei que será difícil para nós dois, mas tente me compreender.
Eu sou gay meu grande amigo e estou apaixonado por você!

(escrito por Jaqueline Ramiro em 31/03/2012)


terça-feira, 29 de janeiro de 2008 0 comentários

TV Tupi - Uma Linda História de Amor - Col. Aplauso


Por: Jaqueline Ramiro


Foi para mim  grande prazer ler esse livro e ter a oportunidade de viajar de forma agradável por um tempo que não vivi. Através de "TV Tupi - Uma História de Amor"; Vida Alves idealizadora do Museu da Televisão Brasileira e uma das atrizes pioneiras do que veio a ser a primeira rede de TV não só do Brasil, mas da América Latina, nos passa uma narrativa emotiva e saudosista da história da TV Tupi. Já nos primeiros trechos o leitor é presenteado com depoimentos de renomados profissionais que contribuíram com esse momento histórico. A exemplo na página 48 há uma extrovertida declaração do ator Lima Duarte sobre a primeira apresentação de TV. 

Ao longo da leitura segue-se diversas curiosidades, muitas delas engraçadas. O escândalo provocado pela primeira cena de beijo, o primeiro beijo homossexual  na TV que foi dado por Vida Alves E Geórgia Gomide ,a superação de dificuldades técnicas, listagens de programas e seriados que foram ao ar nos primeiros anos. O livro conta também com pequenas biografias dos profissionais da emissora e fotografias que ilustram caprichosamente a edição.  

Excelente leitura. Eu recomendo


TV Tupi, uma Linda História de Amor, de Vida Alves, sugere à primeira vista uma história pessoal, uma visão da autora. Entrando-se no conteúdo, a consistência e o volume da pesquisa indicam que se trata de uma obra lógica. Mas, ao percorrer o texto, revela-se, em toda a sua extensão, uma narrativa acentuadamente emocional. É o pathos – a empatia que aflora da aventura, do sonho e da conquista, transformando-os em paixão. 

É com esses ingredientes que foi moldada a história da emissora de televisão pioneira da América Latina. Se a aventura de Assis Chateaubriand permitiu que se antecipasse a criação da televisão no Brasil foi, certamente, o sonho dos diretores, artistas e técnicos que viabilizou a conquista realizada com muita paixão. Paixão que transpirava na doce e redonda figura de Dermival Costa Lima, que explodia na inteligência e energia do Cassiano Gabus Mendes e que contagiava a todos através da sensibilidade dos pioneiros, dos quais Vida Alves é, legitimamente, a grande representante. 

O que, senão a paixão, move uma mulher como Vida a manter com tanto sacrifício e carregar no colo, como mãe, a nossa Pró-TV – a associação dos pioneiros, profissionais e incentivadores da televisão brasileira. Se não fosse a Vida Alves nada da nossa memória existiria. Sem os depoimentos que ela colheu e arquivou, a epopéia da implantação da televi são brasileira seria apenas uma vaga lembrança.

 Admiro a persistência de Vida Alves, e tornar este livro realidade explica como e por que ela é capaz de fazer o que faz. O carinho com que Vida Alves se refere a todos os seus companheiros revela claramente sua grande capacidade de amar. Sua missão tem sido impulsionada por esse amor, o que torna muito mais importante, o que Vida Alves está fazendo atualmente pela televisão do que qualquer coisa que ela tenha feito, no passado. E olha que foi muita – como autora, atriz, apresentadora e diretora.

Dessa forma, TV Tupi, uma Linda História de Amor não é apenas um documento para aqueles que, como eu, tiveram o privilégio de trabalhar na Tupi. É leitura obrigatória para todos os profissionais de televisão, para todos os estudantes de comunicação e um fascinante relato que interessa a cada um que, pelo menos um dia, tenha dado uma espiada na telinha, ou seja, todo o universo que gravita em torno da televisão. Obrigado, Vida Alves, por manter viva a emoção que é a matéria-prima da nossa trajetória. Viva a Vida...Alves.

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni)
                   Vida Alves





              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
 
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