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sábado, 29 de dezembro de 2012 0 comentários

Quero ser Cazuza e não João XXIII.


Eu estou em uma faze muito filha da P... de mim mesma. Então, se não estiver preparado para ouvir a verdade não me pergunte nada. Sou uma mulher de espírito forte, portanto não estou disposta a abaixar a cabeça para ninguém, nem de contar inúmeras vezes a mesma história para convencer, seja lá quem da verdade. E se inventarem alguma eu estou querendo é mais, seja criativo.

Não estou a fim de dar muitas explicações sobre quem eu sou e o que fiz ou vou fazer. Sou o que devo ser e não o que querem que eu seja. E não peço que me aceitem por isso, mas também não quero que encham o meu saco com futilidades e demais banalidades.

Se quiserem podem me chamar de maluca e com M maiúsculo, pois me sentindo elogiada pela incompreensão de idiotas de mentes limitadas tirarei um livro de Nietsche de dentro da bolsa e olhando para ele direi: E ainda disseram que você ficou louco!
Sorrindo seguirei o meu caminho enquanto vejo cada vez mais distantes aqueles que permaneceram estacionados.

Não queiram me rotular como santa. Estou farta disso. Definitivamente não sou boazinha e muito menos idiota. Faça o favor de sair da minha frente. Se pretender tirar vantagens a minhas custas antes desobstrua a passagem, pois estou tão perversa que o sangue se ver nos olhos. Até “cracudo” está correndo de mim. Logo esse não é um bom momento para esse tipo de investida.

Mas afirmo que estou muito longe de ser puta, no entanto, se ainda assim insistir em me julgar digo a você que sou a rainha do cabaré, não aceito nada menos que isso.
De qualquer forma, quero viver, quero ser Cazuza e não João XXIII.
Mais tarde meus netos passaram as tardes sentados na varanda ouvindo minhas aventuras e rindo muito de tudo. Porque há tempos minha vida é uma tragicomédia.
E não me peçam para amar, me enchi disso também, e menos ainda que eu seja constante e incondicional. Deixo isso para vocês, gente normal.  

Já falei que tenho muitas em mim e não poço me conformar apenas com uma. Faço questão de perder a razão na heroína da vida, aquela que arde no fogo das paixões. Sou intensa, quero o MÁXIMO que se possa extrair, mesmo com o risco que tudo se acabe em cinzas, mas ficando no fim ao menos a sensação de orgasmo.
Oh! Doce liberdade!
Limite para que? Já que não tenho mais medo da morte e nem da solidão. 
terça-feira, 9 de agosto de 2011 0 comentários

TORCUATO MARIANO - SO FAR FROM HOME



  Quem freqüentou os shows do Cazuza, pós-Barão Vermelho, nos anos 80 certamente se lembra de Torcuato Mariano. Ele era o guitarrista estiloso que acompanhava o cantor e dava o peso necessário à verve do poeta. De lá pra cá, esse argentino radicado no Brasil há mais de vinte anos, cresceu, construindo uma carreira diversificada, tanto como instrumentista quanto como produtor; e assim como Leo Ganderman e Ricardo Silveira, vem fazendo da música brasileira instrumental um sucesso no mundo todo.

Pela facilidade com que transita pelos mais variados segmentos, ao lado de grandes nomes da MPB como Djavan, Ivan Lins, Gal Costa e Flávio Venturini; ou, produzindo artistas como Isabella Taviani e Eumir Deodato – o guitarrista é o responsável pela produção do novo CD da cantora e do DVD do também músico e produtor – Torcuato Mariano é hoje um dos músicos mais influentes do Brasil. Não foi à toa que ele ocupou o cargo de diretor artístico da gravadora EMI entre 1998 e 2002, desenvolvendo projetos e lançando discos de Jorge Vercilo, Soweto e Carlinhos Brown.

Lift me up é o quarto CD do músico e instrumentista, na seqüência de Estação Paraíso (1992), Ateliê (1993) e Diário (2004), ambos já editados no Brasil. Nas onze faixas que compõe o CD, todas de sua autoria, encontramos uma mistura de jazz com influências estilizadas do R&B, e também do funk e do pop; além, é claro do tempero que só a música brasileira tem.

Acompanhado de feras como Russell Ferrantes, Jimy Hashilip, Willam Kenedy, André Vasconcelos, Paulo Calasans e Glauton Campello, entre outros, Mariano mostra porque vem agradando em cheio o gosto médio do hit parede americano: a música do instrumentista é identificada nos USA como smooth jazz, a evolução do fusion que dominou a cena do jazz durante os anos 70 e que no final da década de 1980 e na década de 1990 fez do estilo um sucesso nas rádios norte-americanas.

Para quem não conhece o gênero, basta escutar Black and Blue, uma viagem pelo imaginário da cultura egípcia; ou então, mergulhar na fantasia poético musical de Rio Antigo; uma volta no tempo através dos sons; ou apenas curtir o balanço de Just groove me, música pra balançar o pé; como diz Mariano.

De um jeito ou de outro é uma boa oportunidade de conhecer o que é que esse argentino com alma brasileira tem que os americanos já sacaram, brasileiros como Deodato e Ivan Lins aprovaram.
 
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