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terça-feira, 27 de dezembro de 2016 0 comentários

UMA VIAGEM AO CORAÇÃO DA FILOSOFIA



Tales de Mileto é considerado por muitos o pai da filosofia. Na sua frase “a água é o elemento e princípio das coisas” descobrimos que em seu pensamento estava o líquido elemento como coração da vida. Mas, será que também estava na sua mente a sua imagem como coração da filosofia? Ela realmente nasceu com ele?

Nesta viagem ao coração da filosofia proponho entrarmos nas escuras e vertiginosas cavernas de uma forma de pensamento que foi e ainda é a origem de uma infinidade de teorias. A felicidade, a tristeza, o ódio, a raiva, a compaixão… tudo está relacionado com nossas mentes e o exercício filosófico humano que procura dar respostas ao sentido da nossa existência.

“A filosofia é um silencioso diálogo da alma consigo mesma em torno do ser.”
Platão


Controvérsias sobre o coração da filosofia

Procurar a origem do pensamento filosófico não é nada fácil. De fato, é uma questão que levantou uma infinidade de controvérsias ao longo da história. Na verdade, os gregos consideraram Tales de Mileto o primeiro filósofo no século VII A.C., mas a questão não está tão evidente.

Originalmente, os gregos consideraram a filosofia uma forma racional de pensamento. Desta forma, não necessita recorrer a elementos sobrenaturais que expliquem a realidade. Também apreciavam a rejeição de planejamento às contradições, colocando sempre como elemento principal a lógica.

Observando esta definição grega da filosofia, poderíamos dizer que Tales de Mileto foi o primeiro pensador da história? É possível que não houvesse outro ou outros antes dele ou simplesmente fala-se da sua pessoa porque não chegaram até seus dias os ensinamentos de outros mestres pensadores?

Hipótese sobre a origem da filosofia

Atualmente existem duas correntes de pensamento na hora de estabelecer o verdadeiro coração da filosofia. Uma supõe que a origem pode ter tido seu ponto de inflexão no Oriente, embora outros continuem defendendo que isso aconteceu na antiga Grécia.

A origem filosófica oriental

Para a corrente orientalista, as hipóteses estabelecem que os gregos foram meros transmissores da filosofia. Segundo este grupo de pensadores, os primeiros filósofos helênicos viajaram a Babilônia e Egito. Foi ali onde aprenderam matemática e astronomia, que logo perpetuaram na sua cultura.

Contudo, esta corrente de pensamento foi sustentada pelos filósofos alexandrinos, nos tempos deste imperador. Tal corrente estava abertamente contrária à escola grega, de modo que parece na verdade uma forma de desacreditá-los.

Os apologistas cristãos também procuraram sustentar esta teoria, mas finalmente a escola ocidental descartou as hipóteses que na verdade só procuravam confronto.

Contudo, os estudos históricos mostram na sua maioria que a astronomia babilônica acabava geralmente em astrologia e adivinhação. Enquanto isso, a matemática egípcia carecia de um nível de abstração necessário, de modo que não deixou de ser um pensamento prático para medir terrenos.


A origem filosófica grega

Enquanto isso as correntes modernas, quase todas originadas no século XX, estabelecem o coração da filosofia no mundo helênico. De fato, existem várias vozes acreditadas que assim afirmam:

Origem da filosofia segundo J. Burnet

Burnet estima que o pensamento filosófico aparece de forma radical, fruto da genialidade do povo helênico. Chama-o de o “milagre grego”. Para ele, são evidentes os antecedentes e os elementos conjunturais. É simplesmente uma civilização com grande talento.

Origem da filosofia segundo F.M. Cornford

Cornford estabelece o nascimento da filosofia com base no pensamento religioso. Todo o aspecto mítico das suas crenças representa, na verdade, um mundo adaptado à especulação racional, de modo que é uma consequência.

Origem da filosofia segundo J.P. Vernant

Por sua vez, Vernant estabelece os elementos conjunturais como básicos para o nascimento da racionalidade. A falta de castas sacerdotais, a presença do sábio, a busca pela liberdade, a escritura e o predomínio de uma constante necessidade de sabedoria levou ao nascimento da filosofia.

“A esperança é o único bem comum a todos os homens; aqueles que tudo perderam ainda a possuem.”
Tales de Mileto

É complexo estabelecer o verdadeiro coração da filosofia, pois a civilização humana remete a milhares de anos. A falta de provas escritas faz com que este exercício seja realmente difícil, mas também apaixonante e maravilhoso. Seja como for, a razão e o pensamento são fundamentais na busca da nossa origem, nosso mundo e nossa verdade.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014 0 comentários

SÁTIROS


Os Sátiros são seres mitológicos masculinos da Grécia Antiga. Possuíam corpo de carneiro,cabeça de homem, orelhas pontudas, cabelos compridos e nariz achatado. De acordo com a mitologia grega, os sátiros acompanhavam o semideus Pan (protetor dos pastores) e o deus Dionísio (do vinho e das festas), vagando pelas montanhas e bosques da Grécia.

Características e atributos

Nos mitos gregos tinham a características de apresentarem grande potência sexual. Logo, eram retratados, pelos pintores gregos, apresentando ereção.

O "pai" dos sátiros 

Em algumas tradições gregas, Sileno aparece como o pai da tribo dos sátiros. Sileno era um velho sábio, deus da embriaguez, que sempre acompanha Dionísio.

O sátiro Marsias 

Além de Sileno, outro sátiro muito popular na mitologia grega foi Marsias. De acordo com algumas lendas, Marsias foi quem desafiou o deus Apolo num concurso musical. Marsias era um excelente tocador de flauta doce. Neste concurso, as Musas foram os juízes e, no final, Apolo saiu vencedor. Como punição, Apolo pregou a pele do sátiro numa árvore e o sangue que escorreu formou o rio Marsias.

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Sátiros na Bíblia
Nas traduções do Antigo Testamento (notadamente Isaías 13:21 e 34:14), o termo "sátiro" é às vezes usado como tradução do hebraico se'irim, "peludos", também traduzido como "demônios" ou "bodes". No folclore dos antigos hebreus, se'irim era um tipo de daimon ou ser sobrenatural que habitava lugares desolados. Existe uma alusão à prática de realizar sacrifícios aos se'irim em Levítico, 17:7. Essas entidades podem estar relacionados ao "demônio peludo dos passos montanhosos" (azabb al-akaba) das lendas árabes.

Na Vulgata, a tradução da Bíblia por São Jerônimo, o mesmo termo foi traduzido por onocentauro.
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Sátiros romanos e modernos 
SatyrNymphHousepompeia
"Sátiro e Ninfa", mosaico de Pompéia na chamada "Casa do Fauno", arte romana
Ninfasatiro


Os romanos identificaram os sátiros gregos com o deus Fauno e com os faunos da mitologia latina.
Suas características eram originalmente diferentes, mas a literatura e a arte clássica da Europa moderna trataram os dois termos como sinônimos e misturaram suas características.

Os sátiros tinham aspecto mais humano, salvo pela cauda e orelhas de asno, mas eram lascivos e bêbados. Os faunos tinham aspecto mais animalesco, mas eram de comportamento mais digno.

O resultado desse sincretismo são entidades com o comportamento dos sátiros gregos e o aspecto dos faunos latinos, chamadas indiferentemente de faunos ou de sátiro, mas na verdade mais semelhante aos pãs gregos. É com esse aspecto e conceito que os sátiros foram imaginados, descritos e pintados desde a Renascença, geralmente na forma de machos lúbricos.

Dessa concepção de sátiro, vêm termos como "satiríase", "satirismo" ou "satiromania" (desejo sexual excessivamente forte nos homens). Vale notar, porém, que a palavra "sátira" não está etimologicamente relacionada aos sátiros.

"Sátira" provém do latim satira "mistura de prosa e verso, sátira, gênero satírico", forma tardia do latim satura "sátira, mistura", que segundo os gramáticos latinos é abreviação do latim lanx satura "prato cheio, prato com vários tipos de frutos reunidos", de lanx "prato" e satŭra, feminino de satur "cheio, abundante", de satis "muito, bastante".

A semelhança formal entre os vocábulos latinos satĭra e satyrus "sátiro" gerou uma grafia satyra, etimologicamente incorreta, baseada na suposição errônea de que o latim satĭra derivaria do grego sátyros, em alusão ao coro de Sátiros, que emprestou seu nome ao drama satírico grego.

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Ninfomania (em mulheres) e Satiríase (em homens) Do latim vulgar satyriasis, do grego σατυρίασις, de σάτυρος (sátiro) -  é um transtorno sexual caracterizado por um nível elevado de desejo e atividade sexual a ponto de causar prejuízos na vida da pessoa.Apetite sexual excessivo,hipersexualidade, Desejo Sexual Hiperativo (DSH)

 
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