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terça-feira, 19 de dezembro de 2017 0 comentários

PARA QUE, DE FATO, SERVE O SONHO?


Prevalece cada vez mais a noção de que os sonhos são cruciais para a consolidação e reestruturação das memórias.


Para entender para que serve o sonho, necessitamos compreender algo básico: o homem contemporâneo tende a esquivar-­se de todo risco. Em vez de caçadas perigosas e coletas incertas, fazemos visitas regulares ao supermercado. No lugar de turnos de guarda noturna alternados para evitar um ataque traiçoeiro na madrugada, temos a segurança dos muros, portas trancadas e alarmes.

Em lugar de pedras e peles, dormimos sobre colchões anatômicos. Em vez da dificuldade de encontrar parceiros sexuais férteis que não sejam parentes próximos, apenas o risco de levar um não de uma pessoa desconhecida numa festa ou bar.

Se os sonhos alguma vez foram essenciais para nossa sobrevivência, já não o são. Isso não quer dizer, entretanto, que os sonhos não mais desempenhem um papel cognitivo. Para esclarecer que papel é esse, é preciso em primeiro lugar desconstruir a noção de que os sonhos refletem algum tipo de processamento neuronal aleatório.

Embora regiões profundas do cérebro de fato promovam durante o sono REM um bombardeio elétrico aparentemente desorganizado do córtex cerebral, há bastante evidência de que os padrões de ativação cortical resultantes desse processo reverberam memórias adquiridas durante a vigília.

Mesmo que não soubéssemos disso, bastaria um pouco de reflexão e introspecção para refutar a teoria aleatória dos sonhos. A ocorrência múltipla de um mesmo sonho é um fenômeno detectável, ainda que ocasional, na experiência da maior parte das pessoas.

Pesadelos repetitivos são sintomas bem estabelecidos do transtorno de estresse pós-traumático, que acomete indivíduos submetidos a eventos excessivamente violentos. Dada a imensa quantidade de conexões neuronais existentes no cérebro, seria impossível ter sonhos repetitivos se eles fossem o produto de ativação ao acaso dessas conexões.

Além disso, sonho e sono REM não são o mesmo fenômeno e sequer têm bases neurais idênticas. Temos certeza disso porque existem pacientes neurológicos que perdem a capacidade de sonhar mas não deixam de apresentar o sono REM.

Nesse caso, as regiões lesionadas, descritas por Mark Solms, são circuitos relacionados com a motivação para receber recompensas e evitar punições. Essas estruturas utilizam o neurotransmissor dopamina para modular a atividade de regiões relacionadas à memória, emoção e percepção.

Sonhar com algo na vigília é o mesmo que desejar – e é exatamente de desejo que são feitos os sonhos. Curiosamente, são os níveis de dopamina que, em experimentos com camundongos transgênicos, regulam a semelhança entre os padrões de atividade neural observados durante o sono REM e a vigília. Portanto, a ideia de que psicose é sonho, ridicularizada por décadas, também encontra apoio na neuroquímica moderna.

E ainda, ao contrário da teoria de que os sonhos são subproduto do sono sem função própria, prevalece cada vez mais a noção de que o sono e o sonho são cruciais para a consolidação e a reestruturação de memórias. Ambos os processos parecem ser dependentes da reverberação elétrica de padrões de atividade neural que ocorrem enquanto dormimos e representam memórias recém-adquiridas.

Essa reverberação se beneficia da ausência de interferência sensorial durante o sono e resguarda o processamento mnemônico de perturbações ambientais. A reverberação é favorecida também pela ocorrência de oscilações neurais durante o sono sem sonhos, chamadas de ondas lentas.

Os pesquisadores Lisa Marshall, Jan Born e colaboradores da Universidade de Lübeck, na Alemanha, demonstraram que é possível aumentar a taxa de aprendizado realizando estimulação elétrica de baixa frequên­cia durante o sono de ondas lentas.

Em contrapartida, como venho demonstrando junto com outros grupos de pesquisa desde 1999, o sono REM parece ser fundamental para a fixação de longo prazo das memórias em circuitos neuronais específicos. Esse processo depende da ativação de genes capazes de promover modificações morfológicas e funcionais das células neurais. Tais genes são ativados durante a vigília quando algum aprendizado acontece e voltam a ser acionados durante os episódios de sono REM subsequentes.

Como resultado, memórias evocadas por reverberação elétrica durante o sono de ondas lentas são consolidadas por reativação gênica durante o sono REM. Essa reativação cíclica das memórias em diferentes fases do sono e da vigília vai paulatinamente fortalecendo os caminhos neurais mais importantes para a sobrevivência do indivíduo, enquanto as memórias inúteis são gradativamente esquecidas.

Experimentos eletrofisiológicos e moleculares mostram ainda que as memórias migram de um lugar para outro do cérebro, sofrendo importantes transformações com o passar do tempo.

Meu laboratório tem mostrado que áreas do cérebro envolvidas na estocagem temporária de informações, como o hipocampo, apresentam reverberação elétrica e reativação gênica apenas durante os primeiros episódios de sono após o aprendizado.

Em contraste, áreas do córtex envolvidas na armazenagem duradoura das memórias apresentam persistência desses fenômenos por muitos episódios de sono após a aquisição de uma nova memória.

 Sidarta Ribeiro
segunda-feira, 16 de maio de 2016 0 comentários

CARTOGRAFIAS DO FEMININO


O livro, embora fale de desejo, da sedução e do corpo da mulher, tem na psicanálise o seu verdadeiro tema, com seus conceitos e fundamentos, sobretudo em Freud, que são revisitados e revistos pelo autor através do conceito básico da feminilidade.

ARQUIVO EM PDF

https://docs.google.com/…/0B3obVtpeKSIiWVNZaTd0V2w3Q2M/edit…
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014 0 comentários

ELA E A TAÇA DE VINHO




A dúvida, antes de tudo anatômica, revela uma profunda ignorância, sobretudo espiritual


Ela parecia ansiosa em meio àquelas pessoas, mas era apenas desejo. Bebera muitas taças de vinho. Sabe-se, há milênios, que a virtude de uma mulher depende do número de taças de vinho que bebe.

Aliás, segundo relatos genealógicos, os antigos praticavam um ritual bastante comum e que, segundo alguns especialistas, ainda é praticado hoje em dia. O ritual, apesar de pouco sabermos de seus detalhes, implicava no uso da mulher como taça de vinho.

As mulheres quando tomam muitas taças de vinhos (não todas, como pessoa que sabe se comportar à mesa, sei que nem todas são iguais, algumas são diferentes) sonham em ser elas mesmas usadas como taça de vinho.

Alguns homens, pouco informados, se perguntam, afinal, como uma mulher poderia ser usada como uma taça de vinho. A dúvida, antes de tudo anatômica, revela uma profunda ignorância, antes de tudo, espiritual.

Perguntas assim são como aquelas que, normalmente, homens chatos fazem no final da noite, e que exigiriam respostas semelhantes a explicar a razão de Deus ter criado o universo, sendo Ele todo poderoso e vivendo Ele muito bem em Sua solidão perfeita.

Já elas, nascem sabendo. Mas, muitas vezes, esse "saber" (como dizem os afetados teóricos pós-modernos pra se referirem ao conhecimento) é mesmo da ordem inconsciente, não do inconsciente da mente, mas da pele. Esse "saber" é aquele que torna úmido o coração entre as pernas.

Outra forma de perceber esse desejo avassalador de ser usada como taça de vinho é pelo olfato. Ela, seguramente, em meio a todas as palavras ditas ao vento, como é comum em ambientes sociais cheios de gente inteligente, exala o odor típico de quando se quer misturar pele, saliva e vinho.

Certa feita, quando eu disse que a virtude de uma mulher dependia do número de taças de vinho que ela bebia, um desses jovens trêmulos e muito magros, que gostam de pensar que superaram o machismo por alguma forma de desejo inofensivo (ela sempre sabe que todo desejo que importa é ofensivo de alguma forma), me acusou de ser niilista.

Por quê? Simples. Porque eu negava a existência da virtude "em si" já que eu a reduzia, segundo ele, ao efeito da presença ou ausência da quantidade de álcool no sangue.

Claro, poderia ter dito a ele que desde a filosofia grega cética, caras como Enesidemo (nascido em Creta no século 1º antes de Cristo) ou Sexto Empírico (médico e filósofo grego que viveu entre Atenas, Alexandria e Roma entre os séculos 2 e 3 depois de Cristo) afirmavam que o comportamento de alguém nunca pode ser tomado como "verdadeiro" porque se ele (ou ela) bebeu algo, o comportamento fica diferente.

A dúvida cética aplicada a ela seria assim: afinal, quem é ela? A jovem e muito compenetrada intelectual ou a deliciosa bêbada que sonha em ser usada como taça de vinho? Quem é "seu verdadeiro ser"?

Óbvio que nada disse ao jovem trêmulo porque, na verdade, ele provavelmente nada entenderia uma vez que tendo ele já suposto que se pode desejar uma mulher "com respeito", isso significa que ele não conhece esse recôndito recanto da alma feminina e sua irresistível vocação para fundamentar sua virtude no número de taças de vinho que bebe numa noite.

Mas, a verdadeira crítica do jovem trêmulo à minha afirmação era que eu estaria duvidando da capacidade feminina de ser honesta "em si". Meu Deus, quanta cegueira num corpo tão magro.

As meninas à nossa volta, todas já tendo tomado algumas taças de vinho, imersas em pura misericórdia, sorriam pra mim pedindo que fosse piedoso.

Escravo como sou da virtude feminina máxima, sua beleza, cedi imediatamente ao impulso de me defender de tamanha absurda acusação de duvidar da honestidade feminina "em si".

A verdade, aquela altura da noite, é que eu estava de fato fazendo uma ode a mais pura honestidade feminina em si: a honestidade que vem diluída no número de taças de vinho que ela bebe.

A prova máxima, e que no passado os homens aprendiam desde jovens (hoje eles aprendem a ter medo das mulheres que os desejam), é que quando ela quer mentir, ela não bebe nada.

LUIZ FELIPE PONDÉ
sexta-feira, 14 de novembro de 2014 0 comentários

NINFOMANÍACA


Ninfomania deriva das palavras gregas "nýmfi" (??µf?): "ninfa" e "manía" (µa??a): "loucura", "fúria", "ódio". Na mitologia grega ninfas e sátiros eram espíritos da natureza famosos por sua beleza e sexualidade exacerbada. Diversas ninfas ficaram famosas ao se envolverem ou serem abusadas por deuses, dando a luz a famosos heróis.

NINFOMANÍACA- o que é?

Apetite sexual excessivo, hipersexualidade, Desejo Sexual Hiperativo (DSH) ou simplesmente Ninfomania (em mulheres) e Satiríase (em homens) é um transtorno sexual caracterizado por um nível elevado de desejo e atividade sexual a ponto de causar prejuízos na vida da pessoa.

É um transtorno psiquiátrico - não existem razões biológicas para explicar sua origem. De acordo com o Código Internacional de Doenças (CID), a ninfomania é considerada uma compulsão, não relacionada à produção de hormônios sexuais. Assim como a compulsão por comida, bebida ou por compras, ela acontece quando a paciente  não consegue controlar seu impulso.

No entanto, a medicina não tem critérios numéricos para classificar a partir de que momento uma mulher se torna ninfomaníaca. "O diagnóstico é feito quando há incômodo da paciente. Ela procura
muitos parceiros sexuais, mas não consegue se satisfazer. Na literatura médica, há relatos de pacientes que tiveram até 50 relações sexuais em um mesmo dia", diz a psiquiatra Fernanda Piotto Frallonardo, do Hospital Estadual Mário Covas. Geralmente, a mulher com compulsão por sexo já apresenta comportamento compulsivo desde criança, seja por doces ou por outros objetos. "O mecanismo da compulsão é o mesmo, só muda o objeto", diz Fernanda. E, apesar da prática intensa, as ninfomaníacas não são boas de cama, afinal não transam por prazer, e sim por vício.


DIAGNÓSTICO

Existem diversas propostas médicas para diagnosticar a hipersexualidade, dentre elas uma das mais aceitas pelos psiquiatras é:

1-A existência de fantasias sexualmente excitantes recorrentes e intensas, impulsos ou comportamentos sexuais que persistam durante um período de pelo menos seis meses e se encaixem na definição de parafilias.

2 - As fantasias, impulsos ou comportamentos sexuais causam desconforto ou comprometimento clinicamente significativo na área social, ocupacional ou outras áreas importantes.

3 - Os sintomas não encontram causa em outros transtornos, como por exemplo, no episódio maníaco.

4 - Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (abuso de droga ou medicamento) ou à afecção clínica geral.

Quando o assunto é sexualidade nada melhor que os franceses para confundir ainda mais as nossas cabeças. Que tal assistir ao polêmico filme JOVEM E BELA.

Não recomendado para menores de 16 anos 




FONTE: 
-Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10) em língua portuguesa
-Meg S. Kaplan; Richard B. Krueger, "Diagnosis, assessment, and treatment of hypersexuality" , The Journal of Sex Research, March-June 2010
- Kafka, M. P. (2007). Paraphilia-related disorders: The evalution and treatment of nonparaphilic hypersexuality. In S. R. Leiblum (Ed.), Principles and practice of sex therapy (4th ed.) (pp. 442-476). New York: Guilford.
- Coleman, E. - Is your patient suffering from compulsive sexual behavior? Psychiatr Annals 22:320-325, 1992.
sábado, 18 de outubro de 2014 1 comentários

REVOLUÇÃO DAS PIRIGUETES



Chega de política. Vou falar de sexo. Antes, havia a "sexpol", bandeira da política sexual dos anos 60. Hoje, temos no máximo a "polsex", ou seja, como as ideologias dançaram, só a sexualidade explica os rumos do mundo e, claro, do Brasil, nosso grande motel das ilusões perdidas. Sexo: nossos sentimentos estão canalizados para um mesmo buraco. Ando pela rua e todos os outdoors são de mulher nua - outro dia, quase bati o carro na Av. Paulista, por causa da loirinha nua da Playboy. Todas as capas de revista são uma grande feira de mulheres gostosas e homens raspadinhos. Tudo parece liberdade, mas a coisa é outra. Nos anos 60 (oh... os recentes anos remotos) o sexo era uma novidade política, depois dos caretíssimos anos 1950, quando o sexo tinha algo de crime, algo de secreto que perfumava nossas vidas com o estímulo da culpa. Não havia motéis, nem as pílulas que, depois, fizeram mais pela liberdade sexual que mil livros feministas. Nunca vi tanta publicidade movida a sexo. A propaganda nos promete uma suruba transcendental. Em nenhum lugar do mundo vemos o apelo sexual nas ruas, nas roupas de meninas - nosso feminismo resultou na revolução das periguetes. No Brasil das celebridades, o feminismo foi um mal entendido. Muitas vezes rima com galinhagem ou até com uma forma velada de prostituição. É uma mistura de liberdade com submissão à uma salada de frutas: mulher melancia, mulher melão, mulher jaca.

Hoje em dia, as mulheres foram expulsas de seus ninhos de procriação, de sua sexualidade expectante e são obrigadas ao sexo ativo e masculino. A "supergostosa" é homem; ou melhor, é produto do desejo masculino. O homem é pornográfico; a mulher é amorosa. A pornografia é só para homens.

Já expuseram o corpo todo, seios, vagina, mucosas, ânus. O que falta? Os órgãos internos? Seu ideal é serem desejadas como bons produtos. Felicidade é serem consumidas. Felizes como coisas: Uma salsicha é feliz? Um bela lata de caviar? Mas, como amar um eletrodoméstico? A grande moda do momento são mulheres penduradas em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pelos pubianos nos salões de beleza. Ficam balançando em paus de arara e, depois, saem felizes com um jardinzinho estreito e não mais a floresta peluda onde mora a temível "vagina dentada". Parecem uns bigodinhos verticais que me fazem pensar em Hitler.

Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém mais quer ser 'real' hoje em dia.

Nos anos 60, sexo era revolução política. Tudo era político. O sexo utópico dos anos 60 era o prelúdio para outras conquistas sociais. O orgasmo para Reich era uma vitória contra a burguesia. Eu me lembro de ter dito para uma mulher amada: "Querida, nosso amor é uma forma de luta contra o imperialismo norte americano." O sexo dos 60 era um comício; queria acabar com a culpa, com o limite, com o proibido. Todas as sacanagens foram testadas, mas chegou-se ao outro lado com uma vaga insatisfação. O que faltava? Faltava o pecado. Sem o pecado ficávamos insuportavelmente livres. Em meio a tanta liberdade, nunca fomos tão solitários. Tudo era referido ao sexo, para substituir frustrações políticas e sociais.

Com a re-caretização do mundo, a liberdade aparente conquistada andou para trás . A liberdade deu lugar a "dessublimação repressiva," como nomeou Marcuse, uma "liberdade" tão ostensiva e grossa que é um louvor à proibição. Os sonhos viraram produto. Todas as conquistas viraram fetiches de consumo: revolta, igualdade, utopias, até o desespero e a angustia passaram a vender roupas e costumes.

O prazer é obrigatório no mercado. A partir dessa época, sob a aparência de grandes euforias narcisistas de gestos e risos de prazer, há um regressismo oculto no mundo de bundas e coxas lipoaspiradas, seios siliconados, bofes comedores. A anatomia virou uma das poucas portas de fuga da classe baixa, como uma saída para a miséria. Nuas, todas as mulheres são iguais: a democracia da bunda. A bunda é a esperança de milhares de Cinderelas. A mídia e a propaganda compraram a liberdade, que não é mais "uma calça velha e desbotada," mas é a superação do pudor, da intimidade. Se alguma mulher ficar famosa, tem de tirar a roupa. O strip-tease é a 'anti-burka' - igual pelo avesso. A pessoa não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele. O corpo e a pessoa são duas coisas diferentes; a menina mostra sua bunda como se fosse uma irmã siamesa. Tanta oferta sexual angustia-nos, dá-nos dá a certeza de que nosso desejo é programado por indústrias masturbatórias, provocando tesão para vender satisfação.

A verdade é que o prazer anda de cabeça baixa, deprimido, apesar do eufórico exibicionismo em revistas de celebridades. Todos podem confessar tudo: "Sim, eu gosto de atacar nos mictórios das rodoviárias e me orgulho de minha tara!" - diz o perverso sorrindo na TV. A permissividade total esvai a tesão. O prazer precisa da proibição. Aliás, o vício solitário é bem seguro. A punheta é metafísica. A masturbação a dois existe até no grande amor romântico, onde dois narcisismos se tocam, se beijam, se arranham, mas não se comunicam.

Ninguém mais quer ser 'sujeito', apesar de afirmar o contrário. Todos querem ser "inconformistas como todo mundo." O corpo tem de dar lucro. Todo mundo quer ser coisa.


Vi um anúncio de uma boneca inflável que sintetizava o desejo secreto do homem de mercado: ter mulheres digitais que não vivam. O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation" ("Não precisa de comida nem de conversa fiada"). A liberdade de mercado produziu um estranho 'mercado da liberdade'.

ARNALDO JABOR
sábado, 21 de junho de 2014 0 comentários

TEU SONHO NO MEU SONHO



Já és minha. Repousa com teu sonho em meu sonho.
Amor, dor, trabalhos, devem dormir agora.
Gira a noite sobra suas invisíveis rodas
e junto a mim és pura como âmbar dormido.
Nenhuma mais, amor, dormirá com meus sonhos.
Irás, iremos juntos pelas águas do tempo.
Nenhuma mais viajará pela sombra comigo,
só tu, sempre-viva, sempre sol, sempre lua.
Já tuas mãos abriram os punhos delicados
e deixaram cair suaves sinais sem rumo,
teus olhos se fecharam como duas asas cinzas.
Enquanto eu sigo a água que levas e me leva:
a noite, o mundo, o vento enovelam seu destino,
e já não sou sem ti senão apenas teu sonho.

PABLO NERUDA
quarta-feira, 18 de junho de 2014 1 comentários

AMAR E SER FELIZ



Nos primeiros dias do ano, caiu-me nas mãos, presenteado por uma amiga, um livro. Eu não a conhecia antes, e essa amiga passou tão rápido na minha vida, que acho que a função dela era só me dar esse livro. Como uma fada que a vida manda pra gente com a única função de nos fazer algum bem.
Ela me fez prometer que o leria.

Pois é, não é que o livro realmente me impressionou como há muito não acontecia?

Me identifiquei profundamente. Trata-se da transcrição de uma palestra do filósofo francês contemporâneo André Comte-Sponville. O nome do livro é Felicidade, desesperadamente. Ele faz um passeio pela história da filosofia e utiliza as vários correntes filosóficas para apoiar seu próprio raciocínio.

O livro me fez compreender o que sempre pensei e nunca havia conseguido enunciar e entender daquela forma tão clara e óbvia.

A identificação com a condução do assunto proposta pelo escritor foi completa. A primeira coisa que o livro me fez ver, é que eu havia, finalmente, compreendido o que é amar de verdade. Não de verdade no sentido de intensidade, mas no sentido de profundidade e amplitude. E, também, no sentido da ação.

O verdadeiro amor desperta nosso lado melhor. O lado mais humano, amigo, parceiro. Temos vontade de fazer coisas que façam o outro feliz. E, por causa dessas nossas atitudes bonitas para com o ser amado, nos vemos mais bonitos. Nossa autoestima aumenta, o que nos faz amar o amor que sentimos pela outra pessoa. E esse ciclo se fecha ao sermos retribuídos e, por isso, amamos ainda mais a pessoa que nos faz sentir todo esse prazer de viver.

 E, que aumenta na medida em que transformamos esse amor em atitudes, nos fazendo capazes de sentir felicidade pela felicidade do outro, prazer pelo prazer do outro. Nesses momentos conseguimos ser verdadeiramente felizes.
Cada um do seu jeito, com as suas verdades. Unidos apenas pela felicidade de estar junto. Pela alegria e o prazer que o amor proporciona.

Mas, a felicidade não existe para o amor dos imaturos, do desejo egoísta que quer o objeto porque não o tem. Do que quer a posse, o controle, quer o poder de manipular o outro através dos sentimentos. Este, está condenado a ser infeliz .
É esse pensamento imaturo que ainda sustenta a formalidade dos antigos modelos de casamento e suas subformas como uma meta de vida para a maioria.

O amor de verdade trás com ele a possibilidade real de felicidade. Ele nos faz sentir amor apenas com a simples ideia de que a pessoa amada existe. E que, também, nos ama. Mesmo que não estejamos naquele momento fisicamente próximos. A simples ideia da existência do outro já é razão de sentir alegria.

Não existe sentimento de posse. Existe desejo. Não existe obrigação. Existe vontade. Cada encontro acontece porque o desejo impulsionou. Porque trás prazer, felicidade. Trás alegria, amor.

O prazer de se sentir o objeto de desejo do nosso objeto de desejo é indescritível, é o momento mais mágico da vida. É a felicidade verdadeira.

O amor sem posse, apenas pela alegria de amar e de sentir prazer com o prazer do outro e felicidade com a felicidade do outro.

Edmir Silveira
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DESEJO



Lençóis de seda na cama
Sobre o fino véu
Rasga o céu infinito
Brisa no ar
Esvoaça véu

Envolvida

Nos contornos malicia
Movimentos em curvas
Silhuetas
Pulso de garras firmes

Seduzida

Delicados caminhos entreabertos
Rega água
Escorre gotas
Derretimento em pulsão
De solo fértil

Entregue

Cavidades completas em novas formas
Ondas pulsantes
Em mar revolto
Transbordamento ofegante
Lambuza mel

Possuída

Patrícia Azevedo
sexta-feira, 28 de março de 2014 0 comentários

UM OUTRO MUNDO




Depois da noite, amanheceu na gente,
Nossos corpos se reconheceram quentes,
Revelando os mundos que nem a gente entende.

E foi crescendo tanto, de novo e tão de repente,
Que derrubou o muro, que havia dentro da gente.
E se fez, de novo, um mundo todo à parte,
Construído pela arte, que nosso amor sabe fazer

Onde a alegria manda, onde o desejo ganha,
Onde o tocar das bocas é a fala mais urgente,
É nosso mundo, além do mundo.
Somos nós, muito além da gente.
Explodindo em gozo, só alma, sem mente,
Não somos nada, não somos nem a gente,
Somos a felicidade que nem o sonho sonha,
Porque ao sonho falta a tua carne,
faltam as tuas unhas, faltam os teus dentes.

Edmir Silveira
quarta-feira, 23 de outubro de 2013 0 comentários

OS LÁBIOS QUE NÃO BEIJEI



Nostalgia. Esta palavra às vezes soa feia, dolorosa. Odeio sentir nostalgia, querer incondicionalmente que um momento no tempo e no espaço se repita; pior, não apenas se repita como tenha um desfecho diferente do ocorrido na realidade. Senti nostalgia por causa de uma ragazza que tentei beijar numa boate, numa sexta-feira de inverno no hemisfério norte.


Eu já estava na boate quando ela chegou. Estrategista, esperei que ela entrasse no clima antes de abordá-la. Havia observado-a durante a semana e me interessado pelo corte de cabelo meio punk que usava. Negros, curtos e com parte da lateral raspada. Cabelo de quem tem algo a dizer. Falei isso pra ela durante o flerte. Ela deve ter gostado, porque começamos a dançar juntos. Cheek to cheek …


Afoito, tentei beijá-la. Ela desviava os lábios, recusava bebida, mas continuava a me abraçar. Margarida era o nome dela. Margarida, eu dizia, imitando a entonação italiana. Marco, respondia ela, ignorando a letra S a pedido meu.


Por várias vezes tirou a bebida das minhas mãos. Por um momento falei que por ela não beberia nunca mais. Falou que não trabalhava na Itália, e disse sim quando a chamei para morar comigo no Brasil. Acariciava minhas costas, meu cabelo, mas continuava a evitar meus lábios. Elogiei seus olhos, seu cabelo exótico, seu nome. Ela me mostrou algumas das suas oito tatuagens, explicou o significado de duas delas e perguntou se eu tinha alguma. Respondi que tatuaria o nome “Margarida”. Ela, claro, não acreditou e repetiu a frase que me dizia desde o início do contato: “you are a badboy”. Nunca uma frase simples com pronúncia elementar havia soado tão bonita. “You are a lier, you are a badboy”, dizia ela, com um apaixonante sotaque italiano. Eu respondia em italiano pré-elementar porém sincero e apaixonado: “piu bella ragazza”.


Margarida perguntou minha idade e disse que faz pilates e yoga. Perguntei se ela casaria comigo. Ela aceitaria, mas sem filhos. Concordamos em ter um cachorro. Nos abraçamos, meus dedos se perderam em seus cabelos, mas os lábios não se tocaram. Ela sabia que aquela era minha penúltima noite por ali e dentro de dois dias eu embarcaria de volta ao Brasil. Passou para mim o número do seu telefone e pediu que eu ligasse ou mandasse mensagem no dia seguinte. Fomos embora juntos e rachamos um táxi. No outro dia mandei uma mensagem, sem resposta. Mais tarde, telefonei e não fui atendido.


No dia seguinte, já com as malas fechadas, resolvi mandar outra mensagem de texto para ela. Só para que ela lembrasse de mim. Escrevi uma breve despedida e o trecho da música de uma banda dos anos 90, Semisonic. O trecho falava de um sorriso secreto que ela teria só para mim. Não esperava resposta, apenas que ela visse a mensagem e se lembrasse, por alguns minutos, da noite que passamos juntos.


Para o meu azar, ela respondeu. Com um verso adaptado da música “We Are Young”, desejou-me boa viagem e escreveu que iria sorrir para mim. Golpe baixo. Voei horas pensando nela. Fiquei aguardando a conexão com a italianinha de cabelo punk na cabeça, torcendo para que ao voltar ao Brasil ela fosse apenas uma recordação distante.

De volta pra casa, recuperando-me da jet lag, fui resolver questões inadiáveis do cotidiano. Para mim, o trabalho é um bom antídoto para curar síndrome do coração partido e certamente uma série de obrigações enfraqueceria a presença da ragazza na minha mente.


A possibilidade de esquecer da italiana que não beijei me motivava a empreender essas atividades ordinárias. Parecia funcionar. Ações como desfazer as malas, separar roupas para lavar e pagar contas ofuscaram a presença da moça em minhas lembranças. Já me considerava curado quando fui verificar meu saldo bancário pela internet.


Ao acessar, descobri que tinha uma nova gerente de relacionamento. O nome dela: Margarida…

MARCOS SACRAMENTO
quinta-feira, 1 de agosto de 2013 0 comentários

AMOR ONLINE



AMOR ONLINE


Amor, quando você não vem.. Meu coração não se contém. Chora de tristeza, Por estar nesta solidão intensa Procuro por você na rede... De um site a outro De uma janela a outra Cadê você? É hora... a hora marcada E nada! Você não vem?


Minha respiração para. Pensar que você não vem... O que será que tem? É o servidor novamente? Conexão falha... igualmente... As luzes lá fora vão se ascendendo... Meu coração batendo... O luar chega devagar... Sentindo que pode vagar... Tranqüilo e sedutor.. Faz-me lembrar suas palavras de amor.


Os primeiro raios começam a se arriscar, Por sobre meus cabelos através da janela, a brilhar... É ele... chegou! Com um cumprimento de amor, Trás todo o seu ardor. De desejos incontidos, Antes reprimidos. Agora num chat declarado. Nosso amor vai ficar grudado. Denso, como às vezes penso. Amor, to morrendo... De vontade de você!


Rosy Beltrão

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AMORES



Que faço dos amores que aqui passaram? Das cicatrizes impregnadas na lembrança? Se neste coração apenas a dor deixaram, E sonhos que renascem cheios de esperança?  Adormeço agarrada na saudade, Querendo apenas sentir tua magia. Na alma eu busco a liberdade, E nesta cama... Chorar de alegria!  

A dor que me consome o peito De tanto sufocar os desejos Faz meus olhos chorar em teu leito,  Busco recordações dos momentos  Em que você foi todo meu encanto. Hoje? Somente o desencanto!

Ivaneti Nogueira
terça-feira, 16 de julho de 2013 0 comentários

ENTREGA


Quero ter seu corpo e de prazer me enlouquecer, Entregar meu calor, na magia 
da sua sedução, Entre quatro paredes a timidez quero esquecer Quero apenas ser a dona do seu coração.  Queria saber o que sente quando faz poesia. Em teus braços, não me sinto triste! Quero sentir o cheiro da sua pele macia, Sei que está comigo, mas não acredito que existe.  O relógio do seu quarto me pede para ficar, Coloca uma música suave para animar, Tira minha roupa para se inspirar.  Até parece uma criança na sua inspiração! Sem querer, começa na minha pele rabiscar, 
Vejo sua alma apaixonada chorar de
emoção!

Ivaneti Nogueira

quinta-feira, 25 de abril de 2013 0 comentários

SE ME AMA, DEIXE-ME LIVRE!



“...O Bem Amado diz a Bem Amada: ‘Vá! Vá para você mesma!’ Amar alguém não é somente lhe dizer: ’Venha, torne-se como eu, seja como eu sou’, pois isto é a redução do outro ao seu igual. Mas o amor diz: ‘Vá, torne-se um outro, seja o que você é; e quando você se tornar o que é poderemos, em verdade, nos encontrar.”

Tirei esse trecho do livro de Jean-Yves Leloup, Uma Arte de Amar para os Nossos Tempos, para fazermos uma reflexão sobre o que é o amor.
Mês dos namorados, das festas juninas, do calor das fogueiras, dos abraços e dos beijos. Jean-Yves fala que beijar alguém é estar à escuta do sopro que lhe é comum sem perder minha identidade. E isso, é muito diferente de sermos a metade que faltava no outro. Não somos parte para precisarmos de uma metade. Somos inteiros. Se no relacionamento deixo de ser eu mesmo para estar com o outro, esqueço quem eu sou.

Percebo que muitas pessoas quando se relacionam deixam de lado o que gostam, abrem mão dos desejos e dos sonhos mais caros. Abrem mão de tantas coisas que acabam se perdendo no caminho. Perder nossos desejos é como abrir mão da nossa alma. No início pode até parecer que é isso que o outro quer, mas com o tempo o relacionamento perde o encanto. Relacionamento é uma dança de dois. Se um deixa de existir acaba a relação.

Amar é querer a liberdade do outro. A relação de um amor verdadeiro é o encontro de duas liberdades. Eu amo e sou amado se posso estar ao lado do outro sendo quem eu sou. Simplesmente porque essa é a única possibilidade: Ser quem eu sou. Jean-Yves coloca que: “Amar alguém é corá-lo, é conduzi-lo à sua completude, pois só entre dois seres completos e inteiros pode existir uma verdadeira aliança.”

Colocar uma aliança na mão do outro com o nosso nome não quer dizer que o outro, a partir daquele momento, se torna nosso, nossa propriedade. Muito pelo contrário, simboliza que essas duas vidas estão caminhando juntas com o compromisso de um ajudar ao outro a se desenvolver. Nós só crescemos e evoluímos no encontro. Certamente, isso não é uma tarefa fácil. É um aprendizado a ser conquistado a cada momento durante toda vida.

Leloup comenta que demoramos um minuto para coroar alguém, mas toda uma vida para permitir-lhe florescer. Acho preciosa essa analogia. E assim, podermos juntos contemplar o florescimento do outro. Então quando oferecer flores à pessoa amada ofereça também florescimento, liberdade.
Acredito que estamos nessa vida para nos encontrar. E nesse mês dos namorados desejo à você, antes de tudo, um encontro com você mesmo. E certamente isso possibilitará um lindo encontro verdadeiro com o outro.
P/ Lydia Joffily - Psicóloga
quinta-feira, 21 de março de 2013 1 comentários

O QUE UMA MULHER REALMENTE QUER!




"Por favor não me prometa o mundo, não quero tudo isso, eu só quero atenção. Quero que note o novo corte de cabelo ou a cor que quase imperceptivelmente mudou. Diga diariamente o quanto me ama, diga várias vezes e não só com a boca, use os olhos e seu coração, use a alma pra me falar do seu amor.

Lembre-me diariamente que sabe e pode me fazer feliz, relembre-me dos nossos primeiros encontros e de como você adorava rir ao telefone. Lembre-me do quanto eu amava seu sorriso ao telefone. Lembre-me o porque de nossos beijos se completarem e não se esqueça de dizer o quanto quer que isso nunca mude. Às vezes eu não vou merecer isso, mas tenha paciência e só aumente o tom de voz quando precisar cantar nossa canção pra que eu perceba que ela ainda faz sentido.

Quando eu não merecer seu beijo me beije assim mesmo e não diga nada, eu vou saber interpretar seu silêncio e vou querer corrigir meu erro. Não deixe que outro alguém me dê ombro quando o ombro que me pertence é o seu e não deixe que ninguém seja mais meu amigo que você, não quero ter segredos com outra pessoa, entende isso? Se não houver mais planos e de alguma forma perder a graça, me diga isso e diga se quer recuperá-la, diga antes que seja tarde e eu farei por ti ainda mais que o que faço, qualquer coisa, um sonho doido, o que quer que seja pra que a mágica não se perca. Esteja atento a mim, mostre-me isso, se mostre aqui.

Estou ligada em tudo que te cerca e a única coisa que pode evitar que isso mude é que você faça o mesmo por mim. Me ame de volta, com toda a atenção e carinho que também lhe dedico, me ame por inteira e permita que eu possa te amar também. Me ame de verdade e convença-me, todos os dias, que não fará sentido algum amar outro alguém."




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quarta-feira, 6 de março de 2013 1 comentários

Um pouquinho só da cultura do Povo Cigano...



O flerte é uma prática comum em qualquer cultura, pois antecede ao namoro, que também é uma situação normal. Para um casal de ciganos, porém, na idade de se apaixonar, isso pode não ser tão simples, principalmente se já estiverem prometidos para outras pessoas, dentro do espírito que norteia os casamentos ciganos.

Tem se tornado muito comum atualmente que esses compromissos acabem sendo quebrados. Em muitas tribos, eles já nem são mais realizados, o que significa um avanço, mas um abandono da antiga tradição.

Quando um casal de ciganos comprometidos se olhavam e se gostavam, costumavam chamar a atenção um do outro entregando-lhe furtivamente um anel ou uma pulseira feita com uma fita colorida, com alguns nós.

Tanto as cores da fita quanto a quantidade de nós tinham seus objetivos, a saber:

FITAS:

Fita vermelha: Estou apaixonado(a).

Fita verde: Você me encantou.

Fita azul: Meu amor só aumenta.

Fita laranja: Meu coração é todo seu.


NÓS:

Um nó: Quero conhecê-lo melhor.

Dois nós: Quero me encontrar com você.

Três nós: Quero me dar a você.

Quatro nós: Quero ter você.

Cinco nós: Não posso mais esperar.

Seis nós: Estou louco(a) de amor.

Sete nós: Fujamos!

Dessa prática antiga restou hoje o hábito dos namorados trocarem pulseiras nas cores e com o número nós que melhor interpreta seus anseios.

Segundo os mais jovens, a troca de anéis ou pulseiras dá muita sorte aos enamorados, que sempre acabam ficando juntos.


Fonte: Eu Sou uma Bruxa



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          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
domingo, 30 de dezembro de 2012 0 comentários

FELIZ ANO NOVO!



Ter verdadeiro sucesso na vida é: rir muito e muitas vezes;
ganhar o respeito de pessoas inteligentes; 
gozar do carinho de meninos;
ganhar o reconhecimento de pessoas qualificadas
e saber suportar a traição de falsos amigos;
apreciar a beleza;
procurar o melhor nos demais;
deixar o mundo um pouco melhor de como o encontraste - com um filho são, um jardim bonito ou uma pessoa mais feliz;
saber que ao menos alguém viveu melhor graças a ti.


Meus agradecimentos a todos que me acompanharam no ano de 20012.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 0 comentários

NÓS DOIS



Mais de 13 anos se passaram e meus seios arrebitados ainda denunciam o meu desejo pelo seu corpo no meu.  Você completamente nu no espelho, sua língua quente no meu ouvido me causa arrepios deliciosos que retribuo com um sorriso sacana de quem conhece com exatidão todos os seus movimentos. Suas mãos, meu corpo... Em coreografia perfeita!
E sua língua devagarzinho desce. Em outros momentos sobe nessa coisa toda que os outros podem chamam de lamber, chupar, mas você de forma suave suga , pousadamente acaricia, sopra, me esquenta, umedece...
Não deixando absolutamente nada de fora, nem mesmo o furinho do meu queixo.
 Adoro o encaixe perfeito dos seus braços fortes me enlaçando, me puxando pela cintura. Quando passas as mãos pela minha nuca e agarra meus cabelos forçando meus quadris e mostrando a fundo os seus desejos. Nessa hora você é quem manda e desmanda faz o que quer de mim e me enlouquece de prazer, de gritos e suor. Preenche-me como fêmea roubas o mel de minhas entranhas, acelera o pulsar em minhas veias.
E me devora com fome de fera.
Meu amor,
é passada mais de uma década e ainda fazemos aquela brincadeira de amazonas indomável. Vale de tudo.
E quando abro os meus olhos vejo o seu mais lindo sorriso satisfeito. Seu semblante relaxado.
Repouso ofegante em teu peito moreno e sinto suas pernas sem pedir qualquer licença cruzarem-se as minhas.  
Ah! Meu homem você sabe como me fazer perder os sentidos!
Gosto assim: o nosso amor de café da manhã e de sobremesa do jantar.
Gozamos uma vida inteira juntos e então dormimos bem.
sábado, 2 de outubro de 2010 0 comentários

EU E A NATUREZA...


Eu e a Natureza, somos duas em uma, ligadas, interligadas. Podemos até parecer frágeis pois nos magoamos com facilidade. Mas acreditem, sabemos nos vingar. Mulher e Natureza são iguais, semelhantes e naturais, audaciosas por excelência. Um grande segredo vou revelar, sabe qual a mulher mais perigosa do mundo? Aquela que um dia você magoou. Viram só, Mulher e Natureza altamente iguais !!!!!

 E... nesse momento aqui e agora, eu chamo pelo Poder Da Floresta.
terça-feira, 23 de junho de 2009

UMA VONTADE!



É bom ter no peito essa saudade constante e adocicada. Ainda melhor é a sua presença, o som rouco da tua voz. Essa ingenuidade quase infantil, ativa meus instintos e me faz querer ser melhor do que sou. Deve ser porque o objeto de nosso desejo sempre figuramos como o mais perfeito. Talvez por isso essa vontade de está em proporção, ou seja apenas uma forma, ainda que inconsciente, de chamar sua atenção. 
Criança sou, uma menina mimada. 
E hoje você é o meu capricho.
 
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