Mostrando postagens com marcador paixão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paixão. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
amor,
busca,
paixão,
poesia,
relacionamento,
tempo,
transformação
0
comentários
O AMOR E O TEMPO
Transformar o minuto em momento
Um invento, um sentido, por dentro,
Ser cada segundo, sem tempo,
Sabendo que esse é o supremo talento
A vida são horas correndo e se existe ou não um destino,
Ele deve ser um menino que nem sabe onde está,
Porque de nada se sabe, se é do errado que se chega ao certo,
Se é pra frente, pra trás ou pros lados
E os minutos continuam correndo,
E a gente sempre mais lentos,
Sem saber direito o que achar
De tanto e de muito buscar, sempre chega o momento,
Da alegria alcançar a alma e dos sonhos voltarem a sonhar,
Em ser feliz para sempre, simplesmente por sempre amar.
Edmir Silveira
sábado, 11 de outubro de 2014
amor,
despedida,
literatura,
paixão,
poema,
relacionamento,
ruptura
1 comentários
NÃO POSSO PARTIR
O que vai ser de ti
Quando a saudade de mim te sufocar, quando faltar teu cigarro,
Quando você sentir dor de cabeça durante a noite,
Quando você quiser cantar para mim,
E eu não estiver mais aqui para amar tua voz
O que vai ser de ti
Quando chegar em casa e o meu silêncio te invadir,
Quando a tua poesia me buscar e não me achar,
Quando não tiver camisa limpa no armário,
Quando tiver que almoçar sozinho
O que vai ser de ti
Quando quiser encostar teu corpo no meu
Apenas prá me alucinar de desejo antes de dormir,
Quando me quiser pelo simples prazer do meu gozo,
Me fazendo quase morrer de amar, entregue em tuas mãos.
O que vai ser de ti
Quando se lembrar do meu sorriso,
Quando seus cachinhos quiserem meu colo,
Quando não puder me mostrar Paris de novo,
Quando eu te fizer mais falta...
E o que vai ser de mim
Se você sobreviver ao fim?
Nan S-Claire
sexta-feira, 20 de junho de 2014
afeto,
amor,
coração,
Pablo Neruda,
paixão,
relacionamento
0
comentários
PARA O MEU CORAÇÃO
" Para o meu coração basta o teu peito,
para a tua liberdade as minhas asas.
Da minha boca chegará até ao céu
o que dormia sobre a tua alma..."
PABLO NERUDA
quarta-feira, 18 de junho de 2014
amor,
desejo,
erótico,
mulher,
namoro,
paixão,
Patrícia Azevedo,
poema,
relacionamento
0
comentários
DESEJO
Lençóis de seda na cama
Sobre o fino véu
Rasga o céu infinito
Brisa no ar
Esvoaça véu
Envolvida
Nos contornos malicia
Movimentos em curvas
Silhuetas
Pulso de garras firmes
Seduzida
Delicados caminhos entreabertos
Rega água
Escorre gotas
Derretimento em pulsão
De solo fértil
Entregue
Cavidades completas em novas formas
Ondas pulsantes
Em mar revolto
Transbordamento ofegante
Lambuza mel
Possuída
Patrícia Azevedo
quinta-feira, 22 de maio de 2014
centro,
cidade,
corte,
cortesã,
Jose de Alencar,
literatura,
Lucia,
Luciola,
Ouvidor,
paixão,
Paulo,
relacionamento,
Rio Antigo,
rua
0
comentários
ESSA E MINHA CONFISSAO
Sinto por Lúcia um carinho imenso. E mais que gostar.
Adoro sua pele clara, os cabelos compridos, a feminilidade em seus vestidos longos. Adoro essa mulher vivida, mas com rostinho de anjo. Como gostaria de abraca-la agora, olhar em seus olhos e dizer, que entendo sua dor, suas razoes e que tem em mim uma amiga.
Algumas vezes ando pelo centro da cidade observando rostos anônimos na multidão, na espera de poder me encontrar com ela e, enfim, dizer todas as palavras as quais ensaio. Mas ela nunca está. Sempre passo os olhos detalhadamente em todos os sobradinhos e sacadas que a vista consegue alcançar, mas além da minha vontade, porque ela estaria ali?
Ainda posso sentir seu cheiro, o perfume adocicado, nas folhas do livro que guardo com carinho na estante. O mesmo livro o qual me fez ter raiva de Paulo. Esse homem egoísta, miserável de afeto. Tem muita gente para defende-lo, mas Paulo e covarde, ninguém me convencera do contrário. E podem falar o que quiserem a respeito de Lúcia: chame-a de louca, passional, no entanto, ninguém pode acusa-la de não ser humana. E todos merecemos segunda chance da vida.
Lúcia, Lúcia, Lúcia, o que sinto por você e amor. De todas és minha favorita. Bendito o dia que Alencar nos apresentou. Como gosto de você minha querida - LUCIOLA.
Adoro sua pele clara, os cabelos compridos, a feminilidade em seus vestidos longos. Adoro essa mulher vivida, mas com rostinho de anjo. Como gostaria de abraca-la agora, olhar em seus olhos e dizer, que entendo sua dor, suas razoes e que tem em mim uma amiga.
Algumas vezes ando pelo centro da cidade observando rostos anônimos na multidão, na espera de poder me encontrar com ela e, enfim, dizer todas as palavras as quais ensaio. Mas ela nunca está. Sempre passo os olhos detalhadamente em todos os sobradinhos e sacadas que a vista consegue alcançar, mas além da minha vontade, porque ela estaria ali?
Ainda posso sentir seu cheiro, o perfume adocicado, nas folhas do livro que guardo com carinho na estante. O mesmo livro o qual me fez ter raiva de Paulo. Esse homem egoísta, miserável de afeto. Tem muita gente para defende-lo, mas Paulo e covarde, ninguém me convencera do contrário. E podem falar o que quiserem a respeito de Lúcia: chame-a de louca, passional, no entanto, ninguém pode acusa-la de não ser humana. E todos merecemos segunda chance da vida.
Lúcia, Lúcia, Lúcia, o que sinto por você e amor. De todas és minha favorita. Bendito o dia que Alencar nos apresentou. Como gosto de você minha querida - LUCIOLA.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
amor,
literatura,
Pablo Neruda,
paixão,
pensamento,
poema,
querer,
reflexão,
relacionamento
1 comentários
QUERER
Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.
PABLO NERUDA
quarta-feira, 16 de abril de 2014
amor,
casal,
flor,
homens,
mulheres,
paixão,
relacionamento
0
comentários
QUEM BUSCA UM AMOR PERFEITO NÃO TEM MATURIDADE
Quer um amor perfeito? Só se for a flor!
Cada vez mais aumenta o número de pessoas insatisfeitas no amor. São homens e mulheres, em sua maioria gente bacana, tentando encontrar alguém com quem possam compartilhar o que tem de melhor. Mas, como uma ironia do destino, mesmo quando duas pessoas bacanas se encontram, acabam não tendo tempo de perceber isso. Estragam as coisas antes mesmo que as coisas tenham tempo de existir
Se antes as pessoas suportavam coisas demais em nome do amor, até mais do que deveriam, mais do que seria saudável; hoje nada suportam. Basta uma palavra aparentemente inadequada ou mal colocada, um gesto mal cuidado, um erro, uma roupa desencontrada, um sapato mais brilhante do que supostamente deveria ser, e o outro já é descartado. Não se aceita nada menos do que a perfeição.
Para desistirmos de alguém basta perceber que esse alguém é de carne e osso e que, além de alegria, sente também tristeza ; basta descobrir que o outro, como qualquer ser humano, tem problemas, dificuldades, se afastando do ideal de perfeição tão cuidadosamente traçado. Hoje em dia descartamos as pessoas como se faz com brinquedos estragados em uma linha de produção.
Queremos que tudo seja rápido e absolutamente perfeito. Não há mais espaço para a conquista sadia, para o caminho de conhecimento mútuo que acontece aos poucos, para a parceria, para a construção conjunta. Queremos o produto acabado e sem defeitos. Não há espaço para que o amor possa acontecer. As avaliações são superficiais, afinal não temos tempo a perder.
- Ou serve ou não serve!
E se achamos, após algumas horas e um tanto de impressões superficiais, que aquela pessoa não serve, a jogamos fora, como fazemos com os arquivos da lixeira de nosso computador. Apertamos a tecla” Del” e seguimos em frente sem nem mesmo olhar para trás, muitas vezes deixando um rastro desastroso por nosso caminho.
Não é de se estranhar ver tanta gente sozinha.
Cada vez mais aumenta o número de pessoas insatisfeitas no amor. São homens e mulheres, em sua maioria gente bacana, tentando encontrar alguém com quem possam compartilhar o que tem de melhor. Mas, como uma ironia do destino, mesmo quando duas pessoas bacanas se encontram, acabam não tendo tempo de perceber isso. Estragam as coisas antes mesmo que as coisas tenham tempo de existir. A pressa, a ansiedade, a falta de paciência, são como uma foice, cortando o brotinho que ingenuamente se dispunha a crescer.
Por que fazemos isso?
Creio que nunca estivemos tão assustados como agora. Temos medo. Não apenas do outro, mas temos medo de nós mesmos, medo de não sermos capazes de atingir a perfeição autoexigida. Temos medo de que, ao entrarmos em um relacionamento, enxerguemos no outro (que é como um espelho gigante) , as nossas próprias imperfeições. E para não quebrarmos essa ilusão de que somos perfeitos, nos mantemos longe dos espelhos, longe dos relacionamentos.
É preferível acreditar que o problema está no outro. É o outro que está gordo demais, ou é inteligente de menos, ou usa roupas feias, ou cheira a mel estragado, ou sei lá o que mais formos capazes de inventar. Tudo para nos afastar da possibilidade de olhar para nossas próprias falhas e feridas.
Se o amor não é perfeito, muito menos somos nós.
Só quando aceitarmos a nós mesmos exatamente como somos, essa linda somatória de qualidades e defeitos, seremos capazes de abrir nosso coração para uma pessoa de verdade, de carne e osso, dessas que nem sempre combinam com as páginas de revistas ou personagens românticos de filmes e novelas.
Enquanto isso, continuamos trancados, fechados para o amor, atropelando as pessoas bacanas que tanto queremos encontrar, sem nem mesmo perceber a nossa responsabilidade no rastro de destroços que deixamos para trás.
Patricia Gebrim
sexta-feira, 21 de março de 2014
conselho,
paixão,
pedra,
sentimento
0
comentários
NÃO SE APAIXONE PELA PEDRA
quinta-feira, 13 de março de 2014
amor,
casal,
feminino,
mulher,
namoro,
paixão,
relacionamento,
sintonia
2
comentários
PARA EU ME APAIXONAR POR VOCÊ…
Sabe, não sou o tipo de mulher que se apaixona por um rosto lindo e um corpo sarado. Também não me importa se você usa roupa de grife, tem um carro do ano e só bebe destilado importado. Não quero saber se você frequenta as casas noturnas mais badaladas da cidade, e que gosta de mostrar o quão influente é a sua presença nesses lugares.
Eu não sou o tipo de mulher que vai se apaixonar,SÓ PORQUE VOCÊ ME CHAMOU DE LINDA. Muito menos ficarei puxando o seu saco quando você começar a contar vantagem pra cima de mim. Aliás, é provável que eu te ache um babaca se você fizer isso.
Eu não quero saber quanto tempo você passou na academia. Nem sobre aquela noitada com os amigos onde todas as mulheres babavam em você. Aliás, se tem um monte de mulher correndo atrás de você, querendo que você saia desfilando com elas do lado, no melhor traje, maior salto e uma make arrasadora, parecendo um pinheirinho de natal de tanto penduricalho, fique sabendo, que eu não sou dessas mulheres.
Talvez seja por isso que até seja difícil eu me apaixonar.NÃO ME ENCANTO POR TAMANHAS FUTILIDADES. Às vezes eu me encanto por alguém. Acontece quando você é desses caras que tá de bem com a vida e consigo, mas não precisa esfregar na cara de tudo e de todos isso. Eu me apaixono quando eu vejo que você cuida de mim, sem invadir meu espaço. Se preocupa comigo, mas não me faz sentir uma incapaz. Eu gosto quando você é gentil, pega na minha mão, me olha nos olhos, me abraça.
SE VOCÊ FOR INTELIGENTE EU ME APAIXONO. Mas não precisa querer me mostrar o quanto você é inteligente o tempo todo. Eu vou perceber isso quando conversarmos. Aliás, eu me apaixono se você gostar de conversar, e gostar de ouvir.
Olha, vou contar que eu tenho uma queda grande se você tiver um desses talentos bonitinhos, do tipo saber cozinhar ou tocar violão. E gostar de ficar fazendo companhia, durante horas, fazendo um carinho bom… E eu não vou me importar se seu perfume é de marca ou não.. eu gosto de sentir o cheiro da sua pele mesmo… SE EU GOSTAR DO CHEIRO DA PELE, se nossa pele combinar, te garanto, eu serei capaz de me arrepiar inteira apenas com o nosso toque.
EU VOU GOSTAR SE VOCÊ ME SURPREENDER. Mas nada exagerado. Não quero que você demonstre em público com declarações cheias de potenciais micos. Me surpreende trazendo a minha cerveja preferida, ou me leva pra jantar naquele restaurante que eu adoro.
EU NÃO QUERO SABER SE VOCÊ VAI MED DAR PRESENTES CAROS, ou pagar sozinho a conta. Aliás, entendo o pagar a conta como uma gentileza. Não sou dessas neuróticas que quer mostrar que sou independente de qualquer homem e que entende isso como uma ofensa. Mas isso não vai me fazer ficar apaixonada por você. E se você quiser dividir, eu também não vejo problema nenhum. Agora, se você se importa com outras coisas, se demonstra que tem interesse em mim, de saber quem eu sou ou da onde vim, e quer dividir essas coisas comigo também, olha, eu posso gostar de você.
Se o nosso papo flui, se a gente conversa, e gosta da companhia um do outro… se o beijo encaixa, se na cama encaixa, se no gosto encaixa… Se você me admira, e não me vê nem acima, nem abaixo de você, se você valoriza minhas qualidades que vão além de um rosto bonitinho ou de um par de peitos e uma bunda, olha moço, eu tenho grandes possibilidades de me apaixonar por você… Se você me olha nos olhos, me abraça apertado, me faz rir e quer dividir sua intimidade comigo, você me encanta… Se você me pega pra dançar, me beija na testa… Se me puxa de repente e me arranca um beijo… MOSTRA RESPEITO MAS NÃO ESQUECE O TESÃO, olha, você tá no caminho certo.
No jeito que você me olha eu sou capaz de perceber se me acha linda, se me acha gostosa. Então me olha, me admira. Repara em cada pedacinho de mim.
E cuida. Dá atenção. Me faz rir. Me arranca gargalhadas. Eu adoro quem faz isso. Não concorda com tudo que eu digo, ME CONTESTA. Mostra que você pensa sob outro ponto de vista também. Me mostra que a vida é mais que isso que eu penso. Me ajuda a enxergar coisas novas, vou fazer isso com você também. Me manda uma mensagem no meio do dia dizendo que PENSOU EM MIM porque viu algo que eu gosto muito ou porque sentiu saudades. Diz pra eu ficar bem quando nos despedirmos. Me abraça. Diz que não vê a hora de me ver de novo.
Saiba, que o que vai me fazer apaixonar por você, não é o que você tem, não é o seu corpo, não são suas “conquistas invejáveis”. O que vai me fazer ficar apaixonada é QUEM VOCÊ É, é o que você pensa, e como você me trata. É como estamos em sintonia e como me sinto bem simplesmente por estar ao seu lado.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
amor,
anos 80,
Biquíni Cavadão,
música,
paixão,
relacionamento,
timidez
0
comentários
TIMIDEZ Biquíni Cavadão
TIMIDEZBiquíni Cavadão
Toda vez que te olhoCrio um romance
Te persigo, mudo
Todos instantes
Falo pouco, pois não sou
De dar indiretas
Me arrependo do que digo
Em frases incertas
Se eu tento ser direto
O medo me ataca
Sem poder nada fazer
Sei que tento me vencer e acabar com a mudez
Quando eu chego perto, tudo esqueço
E não tenho vez
Me consolo, foi errado o momento, talvez
Mas na verdade, nada esconde essa minha timidez
Eu carrego comigo a grande agonia
De pensar em você toda hora do dia
Eu carrego comigo a grande agonia
Na verdade nada esconde essa minha timidez
Na verdade nada esconde essa minha timidez
Talvez escreva um poema
No qual grite o seu nome
Nem sei se vale a pena
Talvez só telefone
Eu me ensaio, mas nada sai
O seu rosto me distrai
E como um raio
Eu encubro, eu disfarço
Eu camuflo, eu desfaço
Eu respiro bem fundo
Hoje digo pro mundo
Mudei rosto e imagem
Mas você me sorriu
Lá se foi minha coragem
Você me inibiu
Sei que tento me vencer e acabar com a mudez
Quando eu chego perto, tudo esqueço
E não tenho vez
Me consolo, foi errado o momento, talvez
Mas na verdade, nada esconde essa minha timidez
Eu carrego comigo a grande agonia
De pensar em você toda hora do dia
Eu carrego comigo a grande agonia
Na verdade nada esconde essa minha timidez
Na verdade nada esconde essa minha timidez
sábado, 11 de janeiro de 2014
amor,
música,
paixão,
pensamento,
poema,
poeta,
reflexão,
relacionamento,
Toquinho,
Vinícius de Moraes
0
comentários
COMO DIZIA O POETA
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
(Vinícius de Moraes e Toquinho)
domingo, 10 de novembro de 2013
Amazônia,
canto,
cultura,
índio,
lenda,
melodia,
paixão,
superstição,
uirapuru
1 comentários
A LENDA DO UIRAPURU
CARACTERÍSTICAS E CANTO
O nome Uirapuru aplica-se a vários pássaros da mesma família: uirapuru-de-peito-branco; uirapuru-veado; uirapuru-de-asa-branca; e o uirapuru-verdadeiro.
Esse tipo de pássaro é conhecido, também, como corneta, ou músico. Entretanto, o termo Uirapuru refere-se ao uirapuru-verdadeiro.
O Uirapuru é uma ave pequena de aproximadamente 12,5cm, de plumagem pardo-avermelhada e bem simples, tendo às vezes, nos lados da cabeça, um desenho branco. Tem bico forte, pés grandes e de comportamento irrequieto, movendo-se rapidamente no meio da folhagem ou do solo.
Pássaro típico da Amazônia e raramente visto, pois vive habitualmente na parte mais alta das copas das árvores da selva. Alimenta-se de frutas e insetos.
Durante o ano todo, o Uirapuru canta apenas cerca de quinze dias, pois seu cantar longo e melodioso só acontece para atrair a parceira para o acasalamento e durante a construção do ninho. Cantos que duram de dez a quinze minutos ao amanhecer e ao anoitecer.
O canto do Uirapuru ecoa na mata virgem com um som puro e delicado, como o de uma flauta. Parece ser emitido por uma entidade divina. Quando canta o uirapuru, a floresta silencia. Todos calam para reverenciar o mestre, todos seduzidos pela beleza do seu trinado.
Quem tiver o privilégio de ouvir seu canto, jamais o esquecerá.
A NARRATIVA SOBRE A PAIXÃO DO JOVEM ÍNDIO
Existe a lenda amazônica sobre o Uirapuru. Nos registros existem, basicamente, duas narrativas, entretanto, ambas revelam que a origem do Uirapuru foi a compensação dada pela divindade ao grande sofrimento causado por amor de impossível realização.
Uma das narrativas conta que um jovem índio apaixonou-se perdidamente pela esposa do grande cacique da tribo. Incapaz de viver este amor impossível pediu a Tupã, que o transformasse em ave, para amenizar a sua dor. Desde então, às noites, passou a cantar bela melodia, para fazer a sua amada dormir.
O cacique ficou tão fascinado pelo canto que perseguiu o pássaro para prendê-lo. O Uirapuru voou para a floresta e o cacique, na perseguição, nela se perdeu para sempre.
Todas as noites o Uirapuru voltava para acalentar os sonhos do seu amor, esperando, também, que um dia, a índia pudesse reconhecê-lo e despertá-lo do seu encanto.
A NARRATIVA SOBRE A PAIXÃO DE DUAS ÍNDIAS
A outra narrativa conta que duas índias muito amigas apaixonaram-se pelo mesmo guerreiro da tribo. A história do amor das duas se espalhou pela aldeia, e os mais velhos resolveram perguntar ao índio qual das duas ele amava. A resposta surpreendeu a todos , confessou seu amor pelas duas.
Pelas tradições da tribo não era permitido o casamento com as duas índias e, assim, o conselho de anciões da tribo decidiu: “o guerreiro casaria com aquela que primeiro conseguisse flechar um marreco voando”.
O casamento foi realizado. A índia que perdeu foi ficando cada vez mais triste, pois não suportava a impossibilidade de realizar seu grande amor e a saudade da amiga Procurou um lugar distante e começou a chorar. Chorou tanto, que suas lágrimas se transformaram num riacho.
Inconformada com aquela situação implorou a Tupã para ser transformada num pássaro.
Tupã compadecido atendeu-a dizendo: “de hoje e para sempre serás o Uirapuru. Terás um canto tão lindo e harmonioso que te livrarás de teu sofrimento. Quando cantares a floresta silenciará”.
SUPERSTIÇÕES
Devido às lendas, uma pena ou um pedaço do ninho, ou o próprio uirapuru, mesmo morto, são tidos como precioso talismã ao amor.
Nesse mundo de desencontros, o homem tornou-se o maior predador do uirapuru-verdadeiro, por acreditar que, por meio dos poderes atribuídos ao pássaro, realizará seus sonhos de amor.
A tendência é o desaparecimento dessa crendice pois , mais cedo ou mais tarde, entenderemos que os poderes atribuídos ao pássaro, existem no interior de cada um de nós. Esses poderes não são nada mais do que nossa capacidade de amar, capaz de realizar todos os sonhos de amor, até mesmo os considerados impossíveis.
“Uirapuru” são nossas rimas e nosso canto, sem quaisquer pretensões de silenciar a floresta, mas a de registrar mais uma das encantarias do imaginário amazônico.
FONTES:
Livro "Cultura Amazônica" de João Paes Loureiro; e dos
Sites: shvoong.com/humanities; portalamazonia.globo.com; saudeanimal.com.br; uirapuru.agr.br; contoselendas.blogspot.com.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
amor,
brasileira,
cor,
Joyce,
mpb,
música,
paixão,
relacionamento
0
comentários
DA COR BRASILEIRA \ Joyce
De quem falo me acha direita
Se casa comigo, se rola e se deita
Me namora quando não devia
E quando eu queria me deixa na mesa
De quem falo me fala macio
E finge que entende o que nem escutou
Me adora e me quer tão somente
Enquanto que mente é o que acreditou
Esse homem que passa na rua
Que encontro na festa e me vira a cabeça
É aquele que me quer só sua
E ao mesmo tempo que eu seja mais uma
De quem falo ele é feio e bonito
Mais velho e menino, meu melhor amigo
É o homem da cor brasileira
a loucura e a besteira que dorme comigo.
Se casa comigo, se rola e se deita
Me namora quando não devia
E quando eu queria me deixa na mesa
De quem falo me fala macio
E finge que entende o que nem escutou
Me adora e me quer tão somente
Enquanto que mente é o que acreditou
Esse homem que passa na rua
Que encontro na festa e me vira a cabeça
É aquele que me quer só sua
E ao mesmo tempo que eu seja mais uma
De quem falo ele é feio e bonito
Mais velho e menino, meu melhor amigo
É o homem da cor brasileira
a loucura e a besteira que dorme comigo.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
beijos,
desejo,
desencontro,
encontro,
lábios,
MARCOS SACRAMENTO,
paixão,
relacionamento
0
comentários
OS LÁBIOS QUE NÃO BEIJEI
Nostalgia. Esta palavra às vezes soa feia, dolorosa. Odeio sentir nostalgia, querer incondicionalmente que um momento no tempo e no espaço se repita; pior, não apenas se repita como tenha um desfecho diferente do ocorrido na realidade. Senti nostalgia por causa de uma ragazza que tentei beijar numa boate, numa sexta-feira de inverno no hemisfério norte.
Eu já estava na boate quando ela chegou. Estrategista, esperei que ela entrasse no clima antes de abordá-la. Havia observado-a durante a semana e me interessado pelo corte de cabelo meio punk que usava. Negros, curtos e com parte da lateral raspada. Cabelo de quem tem algo a dizer. Falei isso pra ela durante o flerte. Ela deve ter gostado, porque começamos a dançar juntos. Cheek to cheek …
Afoito, tentei beijá-la. Ela desviava os lábios, recusava bebida, mas continuava a me abraçar. Margarida era o nome dela. Margarida, eu dizia, imitando a entonação italiana. Marco, respondia ela, ignorando a letra S a pedido meu.
Por várias vezes tirou a bebida das minhas mãos. Por um momento falei que por ela não beberia nunca mais. Falou que não trabalhava na Itália, e disse sim quando a chamei para morar comigo no Brasil. Acariciava minhas costas, meu cabelo, mas continuava a evitar meus lábios. Elogiei seus olhos, seu cabelo exótico, seu nome. Ela me mostrou algumas das suas oito tatuagens, explicou o significado de duas delas e perguntou se eu tinha alguma. Respondi que tatuaria o nome “Margarida”. Ela, claro, não acreditou e repetiu a frase que me dizia desde o início do contato: “you are a badboy”. Nunca uma frase simples com pronúncia elementar havia soado tão bonita. “You are a lier, you are a badboy”, dizia ela, com um apaixonante sotaque italiano. Eu respondia em italiano pré-elementar porém sincero e apaixonado: “piu bella ragazza”.
Margarida perguntou minha idade e disse que faz pilates e yoga. Perguntei se ela casaria comigo. Ela aceitaria, mas sem filhos. Concordamos em ter um cachorro. Nos abraçamos, meus dedos se perderam em seus cabelos, mas os lábios não se tocaram. Ela sabia que aquela era minha penúltima noite por ali e dentro de dois dias eu embarcaria de volta ao Brasil. Passou para mim o número do seu telefone e pediu que eu ligasse ou mandasse mensagem no dia seguinte. Fomos embora juntos e rachamos um táxi. No outro dia mandei uma mensagem, sem resposta. Mais tarde, telefonei e não fui atendido.
No dia seguinte, já com as malas fechadas, resolvi mandar outra mensagem de texto para ela. Só para que ela lembrasse de mim. Escrevi uma breve despedida e o trecho da música de uma banda dos anos 90, Semisonic. O trecho falava de um sorriso secreto que ela teria só para mim. Não esperava resposta, apenas que ela visse a mensagem e se lembrasse, por alguns minutos, da noite que passamos juntos.
Para o meu azar, ela respondeu. Com um verso adaptado da música “We Are Young”, desejou-me boa viagem e escreveu que iria sorrir para mim. Golpe baixo. Voei horas pensando nela. Fiquei aguardando a conexão com a italianinha de cabelo punk na cabeça, torcendo para que ao voltar ao Brasil ela fosse apenas uma recordação distante.
De volta pra casa, recuperando-me da jet lag, fui resolver questões inadiáveis do cotidiano. Para mim, o trabalho é um bom antídoto para curar síndrome do coração partido e certamente uma série de obrigações enfraqueceria a presença da ragazza na minha mente.
A possibilidade de esquecer da italiana que não beijei me motivava a empreender essas atividades ordinárias. Parecia funcionar. Ações como desfazer as malas, separar roupas para lavar e pagar contas ofuscaram a presença da moça em minhas lembranças. Já me considerava curado quando fui verificar meu saldo bancário pela internet.
Ao acessar, descobri que tinha uma nova gerente de relacionamento. O nome dela: Margarida…
MARCOS SACRAMENTO
domingo, 20 de outubro de 2013
A. Manzanero,
amor,
calor,
canção,
Elis Regina,
letra,
linda,
louca,
música,
paixão,
Paulo Coelho,
relacionamento,
tesão,
vídeo
0
comentários
ME DEIXAS LOUCA - Elis Regina
Quando caminho pela rua lado a lado com você
Me deixas louca
quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria, me deixas louca
Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto escutar
As coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca
Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca
E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas
costas
Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
me deixas louca
Sinto os teus braços se cruzando em minhas costas
Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
e me deixas louca
Compositor: A. Manzanero - Versão: Paulo Coelho
Me deixas louca
quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria, me deixas louca
Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto escutar
As coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca
Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca
E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas
costas
Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
me deixas louca
Sinto os teus braços se cruzando em minhas costas
Desaparecem as palavras, outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
e me deixas louca
Compositor: A. Manzanero - Versão: Paulo Coelho
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
amor,
folha,
marido,
paixão,
relacionamento
0
comentários
MEU AMOR
Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
( Pablo Neruda )
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
amor,
ARTHUR DA TÁVOLA,
casamento,
mulher,
namoro,
paixão,
relacionamento
1 comentários
A MULHER QUE SABE AMAR...
A mulher que sabe amar é mestra do homem. Jamais governanta.
A mulher que sabe amar não irrompe nem interrompe. Chega suave.
A mulher que sabe amar conhece a sua superioridade e os limites desta.
A mulher que sabe amar sabe ser mãe e ser um furor na cama.
A mulher que sabe amar jamais se deixa subjugar. Nem subjuga.
A mulher que sabe amar sabe que não basta ter razão. Precisa saber ter razão.
A mulher que sabe amar é o ser mais elevado que há na terra.
A mulher que sabe amar cala quando sabe não ser compreendida e fala na hora certa.
A mulher que sabe amar jamais diz: eu não falei que não ia dar certo.
A mulher que sabe amar compreende os filhos e sem pretender ensina amor ao marido.
A mulher que sabe amar por ser superior não se preocupa em mandar.
A mulher que sabe amar não sabe obedecer cegamente: ou compartilha ou se separa.
A mulher que sabe amar sabe tanto de moda quanto de arte.
A mulher que sabe amar educa sem reprimir e orienta sem impor.
A mulher que sabe amar fala baixo, não usa perfumes exagerados e ama a alma.
A mulher que sabe amar conversa com Deus e partilha com a família,
A mulher que sabe amar sente sua máxima realização quando amamenta.
A mulher que sabe amar tem orgasmo, é abençoada pela bondade.
A mulher que sabe amar não faz alarde de sua superioridade sobre o homem.
A mulher que sabe amar é a responsável pela sobrevivência da espécie humana.
A mulher que sabe amar jamais ouvirá de seu marido a frase:
Eu não tenho opiniões: tenho esposa....
Artur da Távola
sábado, 14 de setembro de 2013
amor,
convivência,
paixão,
relacionamento,
respeito
1 comentários
NÃO SE PODE AMAR SEM RESPEITO...
Não se pode amar sem respeito, não se pode amar sem cumplicidade, entendimento e tolerância com os erros um do outro.
O amor acontece naturalmente porém o restante deve ser conquistado e cultivado como uma planta que necessita ser regada.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
amor,
encantamento,
impossível,
MARTHA MEDEIROS,
medo,
paixão,
pensamento,
reflexão,
rejeitado,
relacionamento,
sentimento,
solidão
0
comentários
O MEDO DO AMOR
Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável.
Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto.
Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade.
Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
Martha Medeiros
Assinar:
Postagens (Atom)



















- Follow Us on Twitter!
- "Join Us on Facebook!
- RSS
Contact