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segunda-feira, 2 de outubro de 2017
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TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA
Um artista nu permite que espectadores manipulem suas articulações. Uma criança, acompanhada da mãe, toca no seu pé.
Sugiro às pessoas que viram erotismo nessa cena que procurem tratamento psicológico. Amigo, você sofre de alguma doença grave: ou tem tesão em crianças, ou tem tesão em pés, ou tem tesão em crianças tocando em pés. Ou é pedófilo, ou podófilo, ou pedopodófilo.
A cena em questão é tão erótica quanto o teto da Capela Sistina (em que Adão, vale lembrar, estava pelado) ou aquela cena do "E.T." em que a criança toca no dedo do extraterrestre (em que Adão, vale lembrar, estava pelado, vestindo apenas um cachecol). Deve ter gente que vê erotismo nisso.
E deve ter gente que vê, inclusive, na extremidade vermelha do dedo do E.T. um símbolo fálico. Mas o problema é delas, e não do E.T.. O tesão é de quem vê. O mesmo vale para quem se escandaliza com o seio de uma mãe que amamenta. Isso é coisa de gente muito tarada. Por acaso, o Brasil tá cheio delas.
José Wilker contava que tinha um parente que se relacionava sexualmente com uma cabra, e todo o mundo sabia disso. O tal parente, quando viu "Dona Flor e seus Dois Maridos", ficou tão chocado com a cena da nudez que cortou relações com o Wilker. Brasil, o país em que só a nudez choca. Todo o resto é perdoável.
Viva o país em que o topless é proibido, mas a ejaculação no ônibus é tolerada. Um país em que uma exposição dita profana é cancelada, mas o mandato do Aécio segue firme e forte. O país em que o professor não pode ter partido, mas pode ter igreja, e fazer propaganda da igreja, mesmo na escola pública.
Sabe o que é um crime contra a infância? Ensinar criacionismo nas escolas. Crime contra a infância é a música gospel da Aline Barros que ensina as crianças a pagarem o dízimo: "Jesus se agrada, Jesus se agrada / da ofertinha da criançada / Tirilim, tim, tim / oferta vai caindo dentro da caixinha".
Brasileiro tem orgulho de dizer que adora crianças. Não sei de quais crianças a gente tá falando. Seis milhões de crianças no Brasil vivem em situação de extrema pobreza -muitas delas na rua. Ninguém parece tão chocado quanto com a exposição do MAM. Talvez essas crianças precisassem assistir a uma nudez indevida, talvez precisassem tocar no pé de um artista nu. Aí, sim, o Brasil ia rodar a baiana. "Miséria, desnutrição, analfabetismo, vá lá. O importante é que essa criançada não veja um pinto!"
Gregório Duvivier
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
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OS DESAVERGONHADOS
O errado e o malfeito, a incompetência e o desleixo, a estupidez e a má fé, são próprios da condição humana. A diferença está entre os que se envergonham e os desavergonhados. No Japão civilizado, a vergonha é o pior castigo para uma pessoa e sua família, mais temida do que as penas da lei.
Homens públicos se suicidam por pura vergonha. Embora seja só meio caminho para não errar de novo, o sentimento de vergonha ajuda a civilizar. Já os que não se envergonham, nem por si nem pelos outros, são determinantes para que suas sociedades sejam as que mais sofrem com a corrupção, a criminalidade e a violência, independente de sua potência econômica ou regime político. Em brilhante estréia no Blog do Noblat, o professor Elton Simões analisou pesquisas internacionais sobre as relações entre o sentimento de vergonha social e familiar e a criminalidade.
Nas sociedades em que a violência e o crime são vistas como ofensas à comunidade, e não ao Estado, em que a noção de ética antecede a de direito, em que o importante é fazer o certo e não meramente o legal, há menos crime, violência e corrupção, e todo mundo vive melhor – por supuesto, o objetivo de qualquer governo. Nas sociedades evoluídas e pacificas, como o Japão, a principal função da Justiça é restaurar os danos e relações entre as pessoas, e não punir ofensas ao Estado e fabricar presos. “ Existe algo fundamentalmente errado em uma sociedade quando as noções de legalidade ou ilegalidade substituem as de certo ou errado.
Quando o sistema jurídico fica mais importante do que a ética. Nesta hora, perdemos a vergonha “, diz o professor Simões. Como os políticos que, antes de jurarem inocência, bradam que não há provas contra eles. Ou que seu crime foi antes do mandato.
Não por acaso, no Brasil, onde a falta de vergonha contamina os poderes e a administração pública - apesar de todo nosso progresso econômico e avanços sociais - a criminalidade, a violência e a corrupção crescem e ameaçam a sociedade democrática. Não há dinheiro, tecnologia leis ou armas que vençam a sem-vergonhice. Só o tempo, a educação e lideres com vergonha.
NELSON MOTTA
sábado, 11 de julho de 2015
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A PSICOPATIA TRANSTORNO ANTISSOCIAL DA PERSONALIDADE
O que leva um indivíduo a cometer um crime, sem sentir medo ou compaixão?
De acordo com Robert Hare, autoridade mundial em psicologia criminal e professor da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), a única característica inconfundível de um psicopata é, exatamente, “a falta de emoções, da capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa para, pelo menos, imaginar seu sofrimento”. Hare também acrescenta que um psicopata procura entrar na mente das pessoas até tentar imaginar o que elas pensam, mas nunca conseguirá chegar a entender como elas se sentem. Demonstrou-se, inclusive, que um psicopata pode chegar a se relacionar social ou intelectualmente, mas sempre vendo as pessoas como objetos, isto é, retiram do outro seus atributos de pessoa para considerá-lo como coisa.
A psicopatia é uma anomalia psíquica, um transtorno antissocial da personalidade, devido à qual, apesar da integridade das funções psíquicas e mentais, a conduta social do indivíduo que sofre dessa anomalia se encontra patologicamente alterada.
As causas que se encontraram do porquê da conduta psicopática indicam que, por serem indivíduos relativamente insensíveis à dor física, quase nunca adquirem medos condicionados, tais como o medo da desaprovação social ou da humilhação, medo de que restrinjam suas más ações, medos esses que dariam a esses indivíduos um senso do bem e do mal.
As características de conduta do psicopata poderiam ser determinadas tanto por fatores fisiológicos como por fatores sócio-psicológicos. A conduta psicopática poderia ser causada por traumas infantis que geram conflitos, devido aos quais a “Criança” não pode se identificar com o progenitor do mesmo sexo nem se apropriar de suas normas morais. Os psicólogos comportamentais acreditam que a conduta psicopática resulta do aprendizado.
O psiquiatra norte-americano Hervey M. Cleckley, pioneiro na pesquisa sobre psicopatia, identificou há algum tempo, em 1941, em seu reconhecido livro The Mask of Sanity (A Máscara da Sanidade), quatro subtipos diferentes de psicopatas:
Os PSICOPATAS PRIMÁRIOS não respondem ao castigo, à apreensão, à tensão e nem à desaprovação. Parecem ser capazes de inibir seus impulsos antissociais quase todo o tempo, não devido à consciência, mas sim porque isso atende ao seu propósito naquele momento. As palavras parecem não ter o mesmo significado para eles que têm para nós. Não têm nenhum projeto de vida e parecem ser incapazes de experimentar qualquer tipo de emoção genuína.
Os PSICOPATAS SECUNDÁRIOS são arriscados, mas são indivíduos mais propensos a reagir frente a situações de estresse, são beligerantes e propensos ao sentimento de culpa. Os psicopatas desse tipo se expõem a situações mais estressantes do que uma pessoa comum, mas são tão vulneráveis ao estresse como a pessoa comum. São pessoas ousadas, aventureiras e pouco convencionais, que começaram a estabelecer suas próprias regras do jogo desde cedo. São fortemente conduzidos por um desejo de escapar ou de evitar a dor, mas também são incapazes de resistir à tentação. Tanto os psicopatas primários como os secundários estão subdivididos em:
PSICOPATAS DESCONTROLADOS: são os que parecem se aborrecer ou enlouquecer mais facilmente e com mais frequência do que outros subtipos. Seu delírio se assemelhará a um ataque de epilepsia. Em geral também são homens com impulsos sexuais incrivelmente fortes, capazes de façanhas assombrosas com sua energia sexual. Também parecem estar caracterizados por desejos muito fortes, como o vício em drogas, a cleptomania, a pedofilia ou qualquer tipo de indulgência ilícita ou ilegal.
PSICOPATAS CARISMÁTICOS: são mentirosos, encantadores e atraentes. Em geral são dotados de um ou outro talento e o utilizam a seu favor para manipular os outros. São geralmente compradores e possuem uma capacidade quase demoníaca de persuadir os outros a abandonarem tudo o que possuem, inclusive suas vidas. Com frequência, esse subtipo chega a acreditar em suas próprias invenções. São irresistíveis.

O psicólogo criminal Robert Hare diz que os psicopatas “não sentem nenhuma angústia pessoal e não tem nenhum problema; o problema quem tem são os outros. Sua capacidade para castigar suas vítimas se baseia em um comportamento anormal do cérebro, que reage de forma completamente diferente do que o de uma pessoa sã”.
Anos atrás o doutor Hare com base na revisão de registros penitenciários e de entrevistas realizadas com criminosos, concluiu que esse tipo de personalidade pode ser avaliado por meio de uma lista de 20 características ou sintomas:
1 Loquacidade / Encanto superficial.
2 Egocentrismo / Sensação grandiosa de autoestima.
3 Necessidade de estimulação / Tendência ao tédio.
4 Mentira patológica.
5 Direção / Manipulação.
6 Falta de remorso e de sentimento de culpa.
7 Afetos pouco profundos.
8 Insensibilidade / Falta de empatia.
9 Estilo de vida parasita.
10 Falta de controle comportamental.
11 Conduta sexual promiscua.
12 Problemas precoces de comportamento.
13 Falta de metas realistas no longo prazo.
14 Impulsividade.
15 Irresponsabilidade.
16 Incapacidade de aceitar a responsabilidade pelas próprias ações.
17 Várias relações maritais breves.
18 Delinquência juvenil.
19 Revogação da liberdade condicional.
20 Versatilidade criminal.
Por sua vez, de acordo com um estudo recente realizado pelo professor da Universidade de Cornell, Jeff Hancock e seus colegas, os psicopatas tendem a escolher palavras bastante concretas quando falam de seus crimes. O relatório foi publicado na revista Legal and Criminological Psychology (Psicologia Legal e Criminal), e revelou que 14 homens usavam mais palavras como “porque” ou “portanto”, o que indica que possuem um objetivo claro quando cometem seus crimes. E usam duas vezes mais termos relacionados a necessidades físicas como alimentos, sexo e dinheiro. Em seu discurso incluem apenas palavras que façam referências à família, à religião e a outras necessidades sociais. Também costumam usar mais o tempo passado e falar de forma menos fluida, empregando mais “ums” e uhs” do que o resto da população.
Fontes consultadas:
http://blogs.elcomercio.pe/elclubdeloinsolito/2008/06/por-que-no-lloran-los-psicopat.html
http://www.muyinteresante.es/ide-que-hablan-los-psicopatas
http://quantumfuture.net/sp/pages/psicopatia.html
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
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MAS DEUS FALA!
Quando meu pai ficava sabendo de um crime brutal, principalmente os que envolviam crianças, perguntava, com desgosto, pelo paradeiro de Deus. Por onde andava o Todo-Poderoso no momento da tragédia? Como Ele foi permitir que tal desgraça acontecesse debaixo do céu que Ele mesmo criara? Em resumo: por que tantas vezes Deus se escondia, não se manifestava, não segurava a mão criminosa que se abatia sobre inocentes e indefesos? E minha mãe, fazendo o sinal da cruz e olhando para ele com piedade cristã, respondia, invariavelmente, que Deus não se escondia, que estava em todos os lugares, mas que dentro de nós só entrava quando lhe abríamos as portas do nosso coração e mente, pois dispomos do livre-arbítrio, que significa, muito simplesmente, a liberdade de escolher entre o bem e o mal.
Minha mãe tinha uma formação religiosa bastante coerente, embora não combinasse muito com o que ensina a Igreja Católica. Por exemplo: ela acreditava pacificamente no céu e no purgatório. Um para premiar os bons, o outro para castigar os maus até que bons se tornassem. O purgatório seria assim uma espécie de exame de admissão à entrada no céu. E a imagem que tínhamos — nós, crianças — dessa teoria era
de um corredor palmilhado de brasas, por onde teríamos de caminhar descalços ao encontro da felicidade do outro lado. Resumindo: não se alcança a Graça sem sofrimento. Inferno? Não. Minha mãe não acreditava.
— Deus é misericórdia — argumentava ela. — Como pode condenar alguém ao fogo eterno? Nada é eterno a não ser o próprio Deus.
Mesmo com essas discordâncias da Igreja, minha mãe era de uma fé inabalável em todos os ensinamentos da religião católica. A tal ponto que uma vez, quando eu participava de uma aula como congregado mariano, um religioso franciscano, amigo da família, confessou que tudo que ele queria e pedia a Deus para conseguir era a fé absoluta, total, sem questionamentos, da minha mãe.
— Mas ela questiona — provoquei. — Tanto que não acredita no inferno.
— Eu também não — respondeu ele. — Mas negar o inferno não é questão de fé, e sim de bom-senso.
Eu me lembro que isso mexeu com a minha cabeça de criança, abalando um pouco a minha fé, que era (só mais tarde percebi) uma homenagem que eu prestava à minha mãe.
E mesmo hoje — 22 anos depois de ela ter morrido — eu ainda faço coisas pensando apenas em agradar a ela e evito fazer outras que sei que ela não aprovaria.
Aprendemos muito com os nossos pais, mesmo, ou principalmente, quando discordamos deles. E o que aprendemos na infância sobrepõe-se ao que virá depois, na juventude e na idade madura. À medida que vou vivendo, vou me lembrando, mais nitidamente, do que ouvi deles — da minha mãe principalmente — sobre a vida e o viver.
Sobre a morte e o morrer.
— Deus fala — garantia minha mãe. — Quando não ouvimos, é porque estamos surdos.
MANOEL CARLOS
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
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QUANDO A CRÍTICA É CONSTRUTIVA E QUANDO NÃO É?
Em uma de minhas conferências sobre esse tema, tão comum nas ciências e nas artes, fiquei surpreso ao constatar que boa parte do público presente não tinha clareza sobre o conceito, e entendia a crítica como sendo a “arte de apontar defeitos” ou mesmo algo como um direito insofismável de achincalhar o outro.
Tenho observado, também, em muitas escolas, onde alunos e pais de alunos concorrem em “criticar” o trabalho do professor, principalmente quando chamados à coordenação em virtude do péssimo rendimento escolar, seja pelo mau comportamento em sala de aula, seja pelos resultados desalentadores nos exames.
E nesse caso a “crítica” tem sabor de desforra e produz a ilusão de isenção.
Ao apontar os defeitos do professor, quando não da escola, alguns alunos e pais de alunos acreditam que podem, a partir daí, se eximir do cumprimento de seu papel como protagonistas do processo de ensino-aprendizagem.
Na crença popular essa ideia fica patente com o bordão:
Se meu filho tirou dez – é um gênio! Agora, se tirou zero é porque o professor e/ou a escola não presta!
Esse “criticar” mal executado presta um desserviço à comunidade, pois esvazia seu potencial de aprimoramento, tanto do professor quanto do aluno. Ao mesmo tempo, que, ao banalizar um dos principais direitos e atributos que tem o ser humano, que é o de criticar – expõe o que há de pior no ser humano:
- O egocentrismo.
E isso é manifestado, e de forma eloquente, na sua incapacidade de aplicar em si mesmo o rigor da severa crítica que prodigaliza aos demais.
E em muitas outras áreas isso é observado.
A pseudo-crítica das falhas estruturais como desculpa para não se cumprir com o seu papel!
Também tenho percebido em muitos fóruns na internet, onde o anonimato obtido pelo uso de um nickname e o trato impessoal usado em e-mails ou posts , transforma esse direito de criticar num pretexto para atacar, para achincalhar ou menosprezar a pessoa do outro lado.
Alguns pela simples diversão de discordar por discordar.
Outros pela necessidade de propagandear sua ideologia, sua crença, etc. e por essa razão atacar decididamente, não o artigo, mas o articulista.
Ou, ainda, esse ataques se darão por simples vaidade:
– “Afinal com que direito o articulista desse site ousa ser mais inteligente e/ou mais informado que eu”?
Ora, o termo “crítica” deriva etimologicamente do grego Kritikè e significa “discernir”.
Assim, criticar é em seu conceito político-filosófico, a faculdade de discernir o valor das coisas, dos eventos, dos feitos e das pessoas.
Está intimamente ligado ao juízo de valor e ao exercício da razão.
Segundo Kant, a crítica é uma avaliação ou um julgamento de mérito.
E tal julgamento pode ser:
• Estético, se contempla uma obra de arte;
• Lógico, se contempla um raciocínio;
• Intelectual, se contempla um conceito, uma teoria ou um experimento e
• Moral, quando contempla uma conduta.
Ao julgar, busca-se a equanimidade e a justiça.
O julgamento para ser equânime, deve ser isento da intencionalidade de provocar dano e pleno de recursos da razão, fundamentado evidentemente no conhecimento e no anseio pelo bem.
Na crítica, busca-se apontar não só os defeitos, mas também as qualidades e valores e com isso avaliar a extensão dessa mesma qualidade seja da obra de arte, do trabalho científico, do conceito, do argumento ou da conduta objetivando o seu reconhecimento, aprimoramento e/ou superação;
A crítica propriamente dita nunca é dirigida à pessoa. Sempre à suas ideias, obras, argumentos ou comportamentos.
Mais que um exercício de sintaxe, esse fato diferencia a crítica verdadeira do achincalhe.
Pois ideias, obras, comportamentos e argumentos não são a identidade.
A pessoa é categoria moral e é infinitamente maior que seu simples comportamento episódico ou somatório de algumas de suas ideias e argumentos ou o somatório de todas as suas obras.
O achincalhe, que significa humilhar, ridicularizar e debochar não é considerado em termos jurídicos ou filosóficos como “crítica” e sim uma perversão de seu significado.
Em caso público pode ter consequências sérias, tais como processos por perdas e danos, derivando o achincalhe para a injúria, calúnia e difamação – todos previstos pelo código penal.
De acordo com Dr. Ricardo Antônio L. Camargo, “também se configura o achincalhe quando se imputa a alguém fato depreciativo e inverídico ou quando se lhe diz algo gratuitamente ofensivo à dignidade e ao decoro”.
“O achincalhe é sempre corrosivo, é sempre destrutivo, é sempre a base de todos os conflitos que extrapolem motivos puramente materiais. Estereótipos, preconceitos e mesmo ódios passam a ser considerados como o metro pelo qual se medirá a bondade ou a maldade das condutas.”
“Quando o fato imputado constitui crime, estamos diante do tipo calúnia. Quando o fato é ofensivo à reputação, estamos diante da difamação. E quando se ofende a dignidade e o decoro de alguém, sem lhe imputar fato, o que se faz é injuriá-lo”.
Em resumo, a verdadeira crítica vale-se de argumentos consistentes, fundamentados no conhecimento e que objetivam julgamentos e avaliações sobre o valor (ou a falta dele) de uma obra, conceito, argumentos, experimentos ou conduta e nada tem a ver com ataques pessoais e achincalhes. Isso se denomina agressão.
A crítica, juntamente com o ceticismo e o princípio da falseabilidade, tem um papel preponderante na evolução da ciência.
Nesse contexto, sem a crítica muitos erros científicos seriam perpetuados.
Daí, propugnarmos na sociedade o desenvolvimento do espírito crítico e a defesa da liberdade para exercê-lo.
E ter espírito crítico é preconizar a capacidade humana de julgamento visando o bem comum. Criticar é julgar para escolher, para selecionar, para promover a melhora e a superação e exaltar o útil, o criativo, o ético e o estético, para o bem e evolução da humanidade.
Dessa forma, a crítica propriamente dita, corretamente praticada é sempre construtiva.
Mas, para tal necessita-se:
• Humildade;
• Senso de humanidade;
• Tato e polidez;
• Adequação;
E acima de tudo:
• Conhecimento.
Não há como criticar algo que não se conhece:
• Um crítico literário deve ter conhecimento sobre literatura.
• Um crítico de trabalhos científicos deve ter conhecimento pelo menos sobre a área científica objeto de sua crítica.
E assim por diante.
Ora, isso é óbvio!
No entanto, parece que no mundo de hoje as obviedades não são percebidas assim tão obviamente.
P/ Mustafa Ali Kanso
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
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JORNALISTA RACHEL SHEHERAZADE FASCISTA?
jornalista e comentarista atualmente na emissora de TV SBT, cujo dono é Silvio Santos, tem ganhado cada vez mais fama até mesmo internacional. Conhecida por seu temperamento forte e críticas agudas vem desagradando a muita gente e criando polêmica. A jornalista já foi acusada de apologia ao crime e fascismo.
Agora a mesma Internet que a fizera ganhar projeção nacional a ponto de Silvio Santos a convidar para a matriz do SBT, em São Paulo após ter vídeo divulgado no Youtube criticando duramente o carnaval na Paraíba; são passados videos ironizando sua presença na emissora.
domingo, 9 de junho de 2013
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MENORIDADE PENAL
SANÇÕES IMPOSTAS A DELINQUENTES JUVENIS MEIO SÉCULO ATRÁS NA URSS
Atualmente se discuti muto sobre baixar a maioridade penal no Brasil.Então hoje no "Sou Maluca sim!" vamos pegar um pequeno exemplo do passado de um outro País para refletirmos.
Há meio século os jovens não tinha uma cerimônia especial - eram enviados para o trabalho forçado ou prisão correcional (será que funcionaria aqui nos tempos atuais?). Todas estas fotos foram tiradas entre dezembro de 1871 e dezembro 1873.
Acompanhem:
Atualmente se discuti muto sobre baixar a maioridade penal no Brasil.Então hoje no "Sou Maluca sim!" vamos pegar um pequeno exemplo do passado de um outro País para refletirmos.
Há meio século os jovens não tinha uma cerimônia especial - eram enviados para o trabalho forçado ou prisão correcional (será que funcionaria aqui nos tempos atuais?). Todas estas fotos foram tiradas entre dezembro de 1871 e dezembro 1873.
Acompanhem:
14-anos -Henry Miller foi acusado de roubar roupas e condenado a 14 dias de trabalho duro.
Mary Catherine Doherty foi condenada a sete dias de trabalho duro depois que ele foi acusado de roubar ferro. A mesma punição recebida pela seus cúmplices - Hinnigan Mary Ellen Woodman e Rosanna Watson.
12-anos- Henry Leonard Stephenson foi preso sob a acusação de invasão em casas particulares. Ele foi condenado a dois meses de prisão.
Depois de roubar um colete Ann Burns, foi condenado a um mês de prisão. Ela tinha 18 anos.
17-anos - Katherine Kelly foi considerada culpado de roubar roupas de cama, pelo qual recebeu um pena de três meses.
19-anos- marceneiro David Barron foi preso e condenado a seis meses de prisão por roubar champanhe.
Michael Clement Fisher como seu cúmplice, tinha 13 anos quando foi preso e condenado a dois meses de prisão invasão ilegal em casas.
Robert Charlton foi para a prisão por quatro meses por roubar um par de sapatos.
15-anos - Margaret Koch foi condenada por roubar um casaco. Tendo em conta que este foi seu primeiro crime, ela foi condenada a trabalhos forçados a dois meses.
John Park foi condenado por roubar um violino. Tendo em conta que ele não havia sido preso, ele foi condenado a trabalhos forçados mês.
15-anos - Richard Rammington foi condenado por roubar um tubo fora de uma loja e teve que trabalhar 14 dias, mas seus pais pagaram uma indenização por danos, e o garoto foi liberado.
" A maioria dessas crianças são acusadas de roubarem roupas, e suas penas foi o ardo trabalho forçado, mas quase todas estão vestidas em trapos. Em um pais que na maior parte do ano é extremamente frio.
A menoridade penal não constitui novidade, assim como não será novidade quem serão os mais afetados por ela.
A maioridade penal ou maioridade criminal define a idade mínima a partir da qual o sistema judiciário pode processar um cidadão como adulto, não existindo à priori sobre ele quaisquer desagravos, atenuantes ou subterfúgios baseados na sua idade à época da ocorrência do fato de que é acusado. O indivíduo é, pois, reconhecido como adulto consciente das consequências individuais e coletivas dos seus atos e da responsabilidade legal embutidas nas suas ações
por favor não confundir com responsabilidade criminal.
Fonte: Wikipédia.
Links: PCdoB x MILICIANOS
sábado, 22 de setembro de 2012
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Mulher Madura!
Cuidado com a carência ela pode te fazer enxergar amor, onde não têm.
Bem, mais um
aspecto do “homem” que o PCdoB apóia em desfavorecimento de uma mulher negra, pobre e com dois filhos!
A pergunta
é: como alguém evidentemente tão incompetente possa assumir a direção do PCdoB
e acumular descaradamente funções públicas?
A resposta é
simples, aproveitando-se da carência de mulheres mais velhas.
João Carlos de Carvalho dirigente estadual do PCdoB, dirigente da CEPERJ, da ABEGÁS... Possui um vasto histórico de ser sustentado por mulheres. São essas senhoras que propiciam á este golpista conseguir destaque dentro do PCdoB e o acumulo de cargos que o geram muitos desvios de verbas públicas.
É triste a situação dessas mulheres, pois deveriam está se deleitando nos prazeres trazidos pela maturidade, já que possuem dinheiro, posição social, algo que muita gente almeja, porém elas não acreditam em si. Estão deixando de lado sua feminilidade, arma mais poderosa de uma mulher e entregando seus valores nas mãos de um escroque. E isso fica muito claro no fato delas se vêem obrigadas a sustentar esse gigolô.
Nada fácil dever ser sustentar malandro, principalmente sendo dependente químico,
enquanto ele se deita com inúmeras outras mulheres e sem qualquer discrição.
Definitivamente ele não mantém por essas damas o mínimo de respeito que deveria ter até mesmo por gratidão. João Carlos de Carvalho sai por ai dando uma de Don Juan chegando ao absurdo de cantar mulheres casadas descaradamente na presença de seus maridos.
Definitivamente ele não mantém por essas damas o mínimo de respeito que deveria ter até mesmo por gratidão. João Carlos de Carvalho sai por ai dando uma de Don Juan chegando ao absurdo de cantar mulheres casadas descaradamente na presença de seus maridos.
Um paspalhão que em rodinha de bate-papo entre homens diz morrer de tesão pela enteada menor de idade, que viu nua diversas vezes. E a mãe dessa jovem que está correndo perigo, consciente dessa situação o que fez ou faz em auxilio a filha? Nada porque tudo o que faz é em nome do amor ao Joãozinho.
E daí o
comentário geral: fulana é uma corna, “corno maxixe”.
Me enoja
tudo isso!
Tenho muita
pena dessas mulheres que se sujeitam a isso. Que carência é essa que acaba com
o amor próprio?
Links indicados:
quarta-feira, 6 de junho de 2012
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DIRIGENTE DO PCdoB/CEPERJ FOGE DA POLÍCIA parte3

No PCdoB o dirigente João Carlos de Carvalho, resguardado por seus colegas de partido, faz o que quer sem qualquer retratação.
Mas para a justiça a coisa não ocorre assim.
Foi decretada ordem de prisão para o malandro!
Ao que parece sua ex mulher não se deixou intimidar pela influência do dirigente do PCdoB.
E querem saber o que o homem tão altas, o qual refere-se a mãe de seus próprios filhos como sendo uma qualquer fez:
Chorou como uma criança,
tremia como vara!
Ao ser comunicado da ordem de prisão, passou a se esconder. Dormia na Casa de um e de outro, passando em sua casa apenas de madrugada, fugindo dos olhares curiosos dos vizinhos; até que seu melhor advogado da OAB pudesse reverter a situação.
Esse é o pomposo dirigente do PCdoB, que acumula cargos sobre cargos. Também é dirigente da CEPERJ e coordenador institucional a ABEGÁS, entre outras atividades devidamente delegadas pelo partido.
E assim é a vida: O gangster Al Capone foi pego pelo imposto de renda e João Carlos de Carvalho pela pensão alimentícia.
Passado o susto disse:
Agora sei o que os Guerrilheiros do PCdoB passaram durante a ditadura. É muito ruim não poder dormir em casa!
- O Camarada é completamente sem noção!
Links indicados:
terça-feira, 3 de abril de 2012
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CONCURSO PÚBLICO PARA A PRF
Essa postagem é especialmente para você que gastou aquela grana preta pagando cursinho preparatório
e morreu em mais uma grana para pagar a prova da PRF.
Não quero faltar com respeito a você, só estou contando que a gente vê na política enquanto os meros mortais apenas desconfiam, falo da certeza daquilo que os outros só ouvem falar ou suspeitam.
Vamos a nossa "estória" de hoje:
Era uma vez uma instituição localizada em Botafogo, cidade do Rio de Janeiro responsável pela elaboração e distribuição de gabaritos das principais provas dos concursos públicos. Não preciso dizer que os dirigentes dessa instituição por coincidência pertencem ao um mesmo partido político.
O PCdeB (Partido Corrupto de Bosta).
O PCdeB (Partido Corrupto de Bosta).
Diferente de você ou eu,
muitas pessoas trabalham nessa instituição sem nunca terem passado por um concurso público.
Elas são agraciadas com essa regalia pelo que o partido em questão chama de cargo de confiança.
O problema é que tem gente que por ocupar cargo de confiança acredita ter ganhado super poderes,
se empolga e acaba fazendo besteira.
Uma senhora a qual aqui chamarei de M... ocupava um desses cargos de confiança e em meio ao seu trabalho encontrou um chamativo envelope pardo contendo os gabaritos das provas para a PRF.
Foi um grande achado e a Sra.M... se sentiu muito feliz e resolveu compartilhar as informações daquele envelope com outros coleguinhas.
Ai foi um tal de liga para um, liga para outro... até que começaram a aparecer reportes na porta dessa instituição, que fica enfrente ao shopping da torre, querendo maiores esclarecimentos sobre um suposto gabarito de uma prova tão importante que teria vazado.
Coitada da Sr. M... ela não sabia que o conteúdo daquele envelope deveria chegar primeiro nas mãos de figurões os quais já tinham previamente pagado pelas informações ali contidas.
Óbvio que os dirigentes dessa instituição, em especial o senhor JCdeC depois de ter um monte de reportes perturbando a ordem natural das coisas teve de tomar uma decisão enérgica. Dá um cala boca nos reportes com o conhecido "Faz-me rir" . Apelar para a influências dos contatos do partido junto a ABI Manter a prova e despedir a infeliz da Sra.M...
Mas ninguém precisa ficar triste com a demissão da Sra.M... tá. Como eu tinha dito antes. Os dirigentes dessa instituição por "coincidência" pertencem a o mesmo partido e os seus indicados a cargos de confiança também são do PCdeB (Partido Corrupto de Bosta).
Então Sra. M... tirou apenas uma pequena e merecida férias antes de ser indicada para outro cargo em outra instituição favorecida pelo partido, é cloro.
Enquanto isso gente como eu e você ficamos aqui pagando cursinhos, pagando provas, nos matando de estudar, ralando como filhos da P*** sonhando com a merecida estabilidade financeira, etc. Para no final não conseguir passar nem para merendeira e nem para gari.
Mas vou deixar uma dica para facilitar sua vida . Filie-se ao tal partido. Quem sabe você não tenha mais sorte que a mim. A final, o Brasil precisa mudar e para valer!
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