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quarta-feira, 21 de março de 2018 0 comentários

A VERDADES ESTÁ PARA QUEM QUER VER


Quem conhece a realidade das favelas com certeza tem conhecimento de candidatos ou seus representantes risquinhos, branquinhos e de boa família fechar campanha com a milicia, com os trafica e o caralho a quatro. E são eles (políticos) que pagam para fazerem campanha nessas áreas dominadas (dito curral eleitoral).
É Mais vantajoso para Os tubarões do tráfico pagarem a senadores, a grupos empresariais...diz-se q até mesmo juízes. E não a simples vereadores de origem pobre de ação limitada dentro do meio político.

O crime organizado (diferente de alguns idiotas da internet) não é burro e nem quer perde dinheiro, assim como não começa nas COMUNIDADES, é um problema de abrangência internacional.
Então vamos nos informar, nos instruir melhor antes de vomitar asneiras nas redes sociais
Você pode ser preconceituoso e idiota, mas contaminar outras pessoas com sua ignorância já é demais.

LINK INDICADO: QUEM MATOU MARIELLE FRANCO?
sábado, 17 de março de 2018 0 comentários

QUEM MATOU MARIELLE FRANCO?


Sou da opinião que se há tanto esforço para desqualificar a vereadora Marielle Franco, se espalham absurdas notícias falsas, é pq o trabalho dela realmente estava fazendo a diferença.
Para mim todo mundo na política tem a bunda suja, mas a chuva de acusações sem fundamento me deixa reflexiva.
Quem de fato é essa mulher e quem são seus desafetos, quem matou Marielle Franco?
terça-feira, 7 de novembro de 2017 0 comentários

EM NOME DO QUÊ?


As denúncias de discriminação por motivo religioso no Brasil cresceram 4960% em cinco anos. Um relatório da Pew Foundation mostra que o país deixou de ser um dos países mais populosos com menor taxa de Hostilidade Social por motivações religiosas, em 2007, para se tornar um dos com alta taxa, em 2014. Foi da segunda à nona posição, no período. No Rio de Janeiro, os crimes de ódio contra praticantes de Umbanda e Candomblé representam 90% dos casos do disque-denúncia estadual. Apesar disso, o centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos (Ceplir) que, desde 2012, atendia às vítimas de intolerância no Estado com acompanhamento psicológico, jurídico e assistência social, deixou de receber recursos do governo em 2016. Enquanto isso, praticantes de religiões de matriz africana, como a Mãe Merinha ou a Mãe de Santo Carmen de Oxum, continuam sendo perseguidos pelo tráfico na Baixada Fluminense. 

Ricardo Moreira

quarta-feira, 4 de outubro de 2017 0 comentários

PINTO PEQUENO!



O pinto pequeno sempre foi 'apesar de'
Por exemplo: nunca, jamais, em nenhuma situação, conheci uma mulher que dissesse: "eu gosto de pinto pequeno" ou "eu prefiro pinto pequeno" ou "o que mais me atrai nele é aquele pinto pequeno". Nunca. Se essas mulheres existem, eu não conheço. Ou conheço, mas nunca ouvi essa confissão. O pinto pequeno, na relação entre gêneros, sempre foi "apesar de".

Pinto pequeno não é uma paixão feminina. Talvez seja, aliás, a característica masculina com maior índice de rejeição. Desconheço, no entanto, que mulheres andem pedindo ao namorado, que coloque "uma prótese pra aumentar isso aí". Nunca ouvi uma mulher brincar que ia trocar um marido de 10 por dois de 20cm, pra ser mais feliz. Não é comum que a gente diga: "isso é que é homem e não aquela coisinha miúda que tenho em casa", diante de um bom volume na calça do transeunte. Nem mesmo quando é o caso. Em geral, os corpos dos homens vivem em perfeita paz.

Fora o bullying dos amigos, a vida não é tão ruim, pros homens menos dotados. Certamente, mas confortável do que as das moças que, "por infelicidade", estão "fora do padrão". A maioria das mulheres sabe como agir ao se deparar com um tamanho P.  É o corpo do outro, afinal, e sabemos respeitar. Fora que, outras qualidades compensam, a depender do rapaz. Em qualquer situação, a generosidade feminina salva a pátria. Uma especialidade nossa sempre servida, em doses cavalares, a homens em situação de vulnerabilidade. Inclusive sexual.

Mesmo com esse tratamento elegante, os rapazes de menores dotes carregam uma certa vergonha. Todos, ou a grande maioria. E eu fico imaginando o que seria desses seres tão frágeis se passassem pela metade da exposição, se sofressem apenas uma parte das avaliações a que nós, mulheres, somos submetidas, desde sempre. Dos nossos corpos, das nossas roupas, do nosso jeito de ser. Principalmente por eles, que, no mínimo, acham normal. Sobreviveriam? Não sei. 

Nós continuamos aqui.
Tive um namorado que disse:"você faz academia pra ficar bonita pra mim". Deu pena, não vou mentir. Sacudi a cabeça fingindo concordar e pensando que aquele raciocínio torto era o começo do fim. Um incentivo, ele achou, coitado. Romântico, até. E, nos olhos dele, a ingenuidade de quem não viu o tempo passar, de quem não percebe a própria fragilidade. 

Estávamos em diferentes tempos, em flagrante descompasso. Meses depois, desisti.
Não é mais isso, amor. Não, não é mais assim. E muita coisa virou piada. "Depois que nosso filho nasceu, minha mulher ficou descuidada", reclama o marido que sequer corta as próprias unhas com uma periodicidade aceitável. "Toda gorda é carente", decreta o halterocopista do alto da própria barriga de chope, se sentindo desejado. Todos, todos eles, patéticos e deslocados. 

Todos viúvos do discurso que diz: é aos homens que servem os corpos femininos. São eles que precisam aprovar. Sério? A gente aprendeu a rir.
Sim, ainda é muito por eles que movimentamos milhões, em cirurgias plásticas. Ainda não é passado. Ainda é pelos carecas, barrigudos e ejaculadores precoces que, por essas naturalidades humanas, não costumam ser incomodados. Aqueles que sequer cuidam do ronco, mas nos exigem juventude e frescor, vaginas "rejuvenescidas" e depilações totais. Por eles, que tem seus corpos preservados enquanto vivemos em exposição. Autoestima aos pedaços. Bulimia, anorexia, depressão. Já deu. É impossível ser feliz com a referência fora de nós. Ninguém merece essa dor. E não estamos no mesmo lugar.

Vejo alguma subversão. Saltos baixos no tapete vermelho. Unhas ao natural. Gordas em mini biquínis. Peitos caídos sem sutiãs. Se não gosta, pra que vestir, pra que fazer, pra que usar? Faz se quiser, pelamor! Nada disso é obrigação. Já brincamos com o discurso padrão, aquele que diz: "mulher tem que ser vaidosa" ou "mulher pra mim tem que ser assim". Uma ova! "Não gosto de cabelo grisalho". Ok, mocinho. Então vai lá e pinta o seu.

Ombro a ombro, meu irmão. Em tudo e também nisso aí. Nossos corpos não precisam de ajustes. A gente faz, se quiser. Não carecemos de "consertos" muito mais do que vocês. Se não gostar, tem quem goste e espelho não é gabarito do que se espera de mim. O meu, aprendeu a dizer:"sua referência sou eu, você precisa agradar a você". A gente é que decide e o assunto morre assim.

(O resto é sociologia, antropologia e política)

(O que é feio hoje, quem sabe é bonito amanhã? Referências estéticas nascem de comportamentos e parece que essa nova liberdade, esse foda-se pro padrão, molda corpos e atitudes de beleza original. Acho lindo, veja aí)
(Eu escolho o meu olhar)

*Flavia Azevedo
sexta-feira, 29 de setembro de 2017 0 comentários

NÃO SE ENGANE COM OBÀ




Engana-se quem pensa que Obà vive de tristezas e frustrações...A tristeza e a frustração foram apenas os motivos que fizeram Obà a correr atrás da sua Liberdade, e é sendo Livre que Ela é Feliz!

Engana-se quem pensa que Obà não é mulher bonita...Não ser feminina não significa ser desprovida de beleza, tanto que no meio de centenas de mulheres ela foi uma das Rainhas escolhidas a sentar ao lado do seu Marido Sàngó para governar junto à Ele, foi a Guerreira que Ògún quis possuir a qualquer custo e foi também a Caçadora que ganhou o coração de Òsóòsì!

Engana-se quem pensa que Obà é tonta e ingênua...Ela é corajosa demais para fugir de desafios, ela gosta do risco, de correr perigo, de apostar tudo, ela não pensa, Obà é de agir pra depois ver os resultados. E mesmo quando não acontece o esperado, ela renasce das cinzas como uma Fênix!

Engana-se quem pensa que Obà nada sabe fazer...Ela é reconhecida na África como grande feiticeira, defensora dos direitos das Mulheres, guerreira destemida e violenta, aquela que não tem piedade dos inimigos nos campos de batalha. Obà é a mulher que caça, se embrenha no mato e só volta com a presa sobre seus ombros. Ela faz serviços ditos "masculinos" melhor do que muitos homens.

Engana-se quem pensa que Sàngó esqueceu Obà...Ela depois que foi humilhada pelo Rei por conta da sua prova de Amor se consumiu em orgulho e saiu do Reino de seu Marido chorosa, porém de cabeça erguida! Sàngó nunca a expulsou, Ela que deixou o seu amor para trás! Ele depois que soube da trapaça de Oxum se entristeceu, pois não havia esposa tão dedicada quanto Obà. O Rei sabia que Ela não mais voltaria e temia procurá-la, pois Ele sabia o quanto era poderosa a Ira de Obà!

Engana-se quem pensa que Obà não é vingativa...Oxum a fez cortar sua própria orelha, porém Obà se vingou de Oxum de várias formas, Oxum aprendeu na dor a respeitar Obà!

Engana-se quem pensa que Obà não sente amor...É o amor que a movimenta, ela sempre está envolvida no ciúme, na conquista, no cuidado, na dedicação e na privação pelo bem do próximo. Obà além de esposa é quase Mãe de seus amores, ela defende com unhas e dentes aqueles que possuem o seu amor.

Obà é a Força que existe dentro de toda Mulher! Ela se transforma de uma em mil se for preciso...Não se engane com Obà!

OBÀ SIRÉ!
quarta-feira, 29 de março de 2017 0 comentários

SOMOS MULHERES APENAS QUANDO JOVENS?

Nós mulheres associamos velhice a perda da beleza e feminilidade. Somos mulheres apenas quando jovens? 



terça-feira, 28 de março de 2017 0 comentários

ESTE É UM MUNDO DOS HOMENS, DOS HOMENS, DOS HOMENS



Este é um mundo de homens, este é um mundo de homens
Mas não seria nada, nada sem uma mulher ou uma menina

Veja, o homem fez os carros para nos levar ao longo da estrada
O homem fez os trens para transportar cargas pesadas
O homem fez a luz elétrica para nos tirar da escuridão
O homem fez o barco para a água, como Noé fez a Arca

Este é um mundo dos homens, dos homens, dos homens
Mas não seria nada, nada sem uma mulher ou uma menina

Homem pensa sobre menininhas e menininhos
O homem os faz felizes porque o homem faz brinquedos para eles
E depois de o homem ter feito tudo, tudo que ele pode
Você sabe que o homem faz dinheiro para comprar de outro homem

Este é um mundo de homens
Mas não seria nada, nada sem uma mulher ou uma menina

Ele está perdido na selvageria
Ele está 
perdido na amargura

domingo, 26 de março de 2017 0 comentários

TRECHOS DE A 13ª EMENDA



"O FBI colocou a militante negra Angela Davis na lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados."
"Algo do qual temos que falar e com o que temos que lidar é a questão do crime. 

O que significa ser um criminoso nessa sociedade? Isso teve que ser rompido. E, no meu caso, Ronald Reagan era o governador da Califórnia, Richard Nixon era o presidente dos EUA. Todo o aparato do Estado estava voltado contra mim e realmente queriam me mandar para a cadeira elétrica para mandar um recado."


"O sistema tentou colocar nossa irmã sob julgamento, e ela disse: 'Não, vamos colocar você'. Ela chegou com o cabelo afro, sem tê-lo alisado. Ela podia pegar uma pena longa. A maioria das pessoas teria alisado o cabelo. Teria ido para lá com luvas brancas, orando a Jesus. Ela chegou desse jeito. E ela acabou com os promotores e saiu de lá livre."

Trechos de A 13ª Emenda, dir. Ava Duvernay
terça-feira, 21 de março de 2017 0 comentários

A FILOSOFIA DA ADULTERA: ENSAIOS SELVAGENS - LIVRO



SINOPSE

Pondé evoca Nelson Rodrigues para traduzir as mazelas do cotidiano.

Neste livro, Luiz Felipe Pondé reúne reflexões e provocações sobre a condição humana e os diversos tipos sociais. Inspirado na obra de Nelson Rodrigues, toma como fio condutor a adúltera, o arquétipo representativo da tragédia humana.

Em capítulos curtos, ácidos e bem-humorados, o autor discorre não apenas sobre o cotidiano, mas também - e principalmente - sobre aquilo que escorre pelo ralo. O cotidiano do qual fala Nelson Rodrigues, do qual não queremos saber. Aquele que colocamos embaixo do tapete, ou no quartinho dos fundos. Nesse cenário, ninguém escapa. Nem você, leitor ou leitora, que certamente odiará este livro do começo ao fim.

É inevitável, mas preciso. Como nos provoca Pondé, 'só uma filosofia selvagem se dá ao luxo de dizer a vida como ela é.
sábado, 10 de dezembro de 2016 0 comentários

MULHER, ESCONDE ESSE ABSORVENTE



- Esconde esse absorvente
Essas espinhas
Arranca esses pelos
Da um jeito nesse seu cabelo duro
Mal cuidada
Porca

Feche esse sorriso
Sua mãe não te ensinou 
Sobre o perigo de andar sorrindo na rua?
Abaixa essa cabeça
Para de encarar
Você esta chamando atenção
Assim vão achar que você esta dando mole

Delicia
Gostosa
Oh la em casa
Fecha essa boca e não reclama
Saiu de casa de saia curta
Camisa decotada
Maquiagem
Sem um homem
Tem que aguentar

Como assim não sabe cozinhar?
Você é mulher
Tem que cuidar do lar
Como assim não quer engravidar?
Você é mulher
Tem que engravidar

Faculdade? Viagem?
Mas você é mãe
Tem que cuidar
Abriu as pernas, agora não adianta
Largar na creche 
Irresponsável

Mãe solteira? 
O pai foi embora? 
Não sabe quem é o pai?
Transou sem camisinha
Vai ter que aguentar
Vadia

Esse roxo ai
Tenho certeza que apanhou 
Que teu marido te bateu
Mas você mereceu
Provocou ele
Você sabe que não pode se levantar
Mulher tem que ser submissa
O homem é que comanda o lar

Ah, mas que criança linda
É uma menina? 
Toma aqui esse vestidinho rosa
Essa coberta de florzinhas
Pinta o quarto de rosa
Um rosa bem bonito
Porquê mulher é monocromática durante a infância

Ih, chegou a menarca
Essa vai dar trabalho
Ensina pra ela a se valorizar
Mulher tem que se dar ao respeito
Fala pra ela não deixar ninguém ver esse absorvente
Esse sangue sujo

Vai ter que começar a usar sutiã
Os mamilos estão aparecendo pela camisa
Que coisa horrível
Adolescente descuidada
A mãe dessa ai não ensinou nada

Foi estuprada?
Morreu no processo? 
Devia estar pedindo
Sem sutiã, andava sozinha
Aquele batom vermelho
Aquela bunda enorme
Não sabe que menina tem que ficar em casa?
Deu sorte pro azar

Não foi educada
A mãe era solteira
O pai estava é certo de ir embora
Se ela era assim com a filha, imagine com o marido

Não foi respeitada
Opressão? 
Imagine

Olha lá a mãe dela
Na beira do caixão 
Olhando pro rosto da filha
Sem cor, sem vida
Um futuro morto antes mesmo do nascimento
Filha de mãe solteira
Sem pai, sem respeito

Morreu tão jovem
Aos 17
Uma menina tão linda
Maldita sociedade
Espero que a mãe dela aprenda a lição
E não tenha mais filhos




Suicídio?
Mas ela poderia ter começado uma vida nova
Agora que tinha perdido a filha
Poderia terminar a faculdade
Arrumar um emprego
Mas era uma fraca
Era mulher
O destino, a vida, as possibilidades
As pessoas
Cavaram a cova e jogaram ela lá dentro

Vitimismo? Preconceito?
Abuso? Agressão?
Cala essa boca e vai lavar uma louça
Você tem uma delegacia só sua
Tem seus direitos
Não luta na vida
(Mas luta na rua)
Não morre na guerra
(Mas morre em casa)

Cintia Duarte Montilla


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016 0 comentários

MODELO NEGRA RECRIA IMAGENS DE ANÚNCIOS PARA EVIDENCIAR A FALTA DE REPRESENTATIVIDADE NA MODA



Qualquer pessoa que já abriu uma revista de moda deve ter se deparado com uma realidade bem diferente da que vemos nas ruas. Além de muita riqueza, ostentação e barrigas esculpidas, elas também evidenciam uma cultura predominantemente branca e são raras as publicações que apresentam mulheres negras com frequência em suas páginas. Para evidenciar o problema, essa modelo decidiu recriar alguns anúncios com suas próprias fotografias.

Deddeh Howard é negra, natural da Libéria e vive em Los Angeles (EUA). Em um projeto recente chamado Black Mirror (“Espelho Negro”, em inglês), ela recria campanhas de marcas famosas e mostra que ainda estamos longe de alcançar a representatividade no mundo da moda.


Nas imagens, ela imita as poses e expressões das modelos do anúncio original e utiliza roupas bastante semelhantes às usadas por elas. “A visibilidade nos comerciais e outdoors é tão importante quanto a eleição do primeiro presidente negro. A próxima geração só pode se inspirar e alcançar as estrelas se acreditar que pode fazer isso. Por essa razão a diversidade em campanhas de anúncios é muito mais importante, na minha opinião, do que você pode imaginar.“, escreveu ela em seu site.



Ela buscou recriar os anúncios com a ajuda do fotógrafo Raffael Dickreuter para mostrar como eles seriam caso representassem uma modelo negra. “Por que as grandes marcas não podem abraçar mais nossa diversidade e oferecer a todas nós visibilidade?“, questiona ela.

Depois de ver essas imagens, muitas agências provavelmente vão começar a repensar esse conceito, porque ela simplesmente A-R-R-A-S-A! Vem  ver:






fonte: hypeness
segunda-feira, 16 de maio de 2016 0 comentários

CARTOGRAFIAS DO FEMININO


O livro, embora fale de desejo, da sedução e do corpo da mulher, tem na psicanálise o seu verdadeiro tema, com seus conceitos e fundamentos, sobretudo em Freud, que são revisitados e revistos pelo autor através do conceito básico da feminilidade.

ARQUIVO EM PDF

https://docs.google.com/…/0B3obVtpeKSIiWVNZaTd0V2w3Q2M/edit…
terça-feira, 8 de março de 2016 0 comentários

MALALA YOUSAFZAY

 Foi a pessoa mais nova a ser laureada com um premio Nobel.


Essa jovem se tornou conhecida ao mundo , após ser baleada na cabeça por talibãs ao sair da escola.

O ataque aconteceu no dia 9 de outubro de 2012. Malala seguia em um ônibus escolar. Seu crime foi se destacar entre as mulheres e lutar pela educação das meninas e adolescentes no Paquistão – um país dominado pelos talibãs, que são contrários à educação das mulheres.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016 2 comentários

ORGASMO? MUITO PRAZER!


Orgasmo feminino intriga os homens? É o que parece. Talvez porque não seja tão visível quanto o deles. Ou porque pode ser facilmente fingido, ao contrário do deles. Fato é que não passam quinze dias sem que me depare com pesquisas sobre nossos orgasmos. Não vejo muita utilidade. Não nos orgasmos, nas pesquisas! Preferia minha parte em dinheiro.

A pesquisa da semana é do psicólogo americano Barry Komisaruk, professor da Universidade Rutgers, de Nova Jersey. Ele passou 30 de seus 72 anos investigando os benefícios do prazer sexual no bem-estar das mulheres.
Poderia ter descoberto isso, mais rápido de forma muito mais prazerosa e feliz, na prática. Mas, depois de trinta anos de pesquisa, é melhor nem avisar isso a ele. Ia ser uma decepção.
Komisaruk pretende verificar se o prazer sexual beneficia o tratamento de pacientes com ansiedade, depressão ou dependências. Ora, Komisaruk, que pergunta é essa? Nunca viu uma carinha satisfeita, calma e tranquila depois de ter seu objetivo atingido? Vai ver que não. Tanto tempo pesquisando...
Faz parte da cultura popular a máxima de que sexo faz bem à pele e aos cabelos. Ouso ir além, sexo faz bem à vida. Mas o tesão é uma energia que vai muito além da cama e se espalha pela vida. Algumas pessoas têm, outras não.

Todos conhecemos pessoas que cheiram a infelicidade. Podem ter tudo, nada lhes alegra, nada parece tampar o vazio que as preenche. Sempre com a mesma cara de bunda.

Orgasmo, felicidade e alegria acontecem assim: ou você descobre como é que funciona o seu e corre atrás. Ou você não tem. Não chega lá. Fica a ver navios. Claro, sempre é tempo de aprender! Basta querer e trabalhar por isso. Nem costuma ser um trabalho muito custoso.

Não raro encontro pessoas que esperam que tudo venha do outro. Esperam que a felicidade, a realização amorosa, a alegria e, porque não, o orgasmo cheguem de forma mágica. Sem esforço. Trazido por um príncipe, Papai Noel, Fada dos dentes, sei lá. Impossível.

Numa relação, seja ela sexual ou não, boa parceria é tudo. Mas a capacidade de ter orgasmo é como a capacidade de ter alegria. Arriscando um neologismo: é indelegável. Algumas mulheres entregam seu prazer na mão do outro. O outro, coitado, pega essa batata quente achando que pode resolver, dar conta de tudo. Só que não!

Homens entendem do corpo deles. E a situação deles, nesse sentido, é mais cômoda. Afinal, o deles sempre esteve ali à mostra e ao fácil alcance da mão. Esbarram com ele toda hora, brincam e se divertem juntos. Um menino e seu pinto, desde cedo, já são grandes amigos. Íntimos.

Nós mulheres já temos um design mais arrojado. Tudo arrumadinho e embutido. Pequeno por fora, mas com espaço interno excelente. Cabe até um bebê! Se fossemos um carro, seríamos mais caro que eles. Só que, da mesma forma que com os carros, eles têm o dobro da nossa quilometragem rodada. A gente demora muito mais para descobrir onde ficam todos os comandos. Isso faz diferença na hora do arranque.

Meu prazer é todo meu. Nem vejo egoísmo nisso. Venha, estou de olho no seu câmbio. Você me interessa. Mas a direção, só eu posso te dar. Meu corpo, meu prazer é um mapa pessoal, com GPS intransferível. Trocamos coordenadas. Você me passa as suas, eu te indico as minhas. Chegamos ao ponto G? Para que só um, tem tantas letras por aí...

O orgasmo independe do parceiro. Alívio para os machos de plantão? Não tanto. Claro que um parceiro com boa pegada ajuda. É uma benção! Mas não é garantia de nada. Um carro, mesmo que diferente, é fácil de tentar dirigir. Um corpo, não. Corpos tem senha de acesso. Corpos, tanto masculinos como femininos, são Esfinges com enigmas a serem desvendados. Compartilhamos senhas e segredos. Se não sei minha senha, tipo celular bloqueado, fico sem sinal, não consigo completar a ligação. Distante de minha área de cobertura, a brincadeira perde a graça.

De verdade, não entendo bem porque os homens nos estudam tanto. Era só perguntar! A gente respondia. Imagino que tantas pesquisas sobre orgasmo sejam uma tentativa dos homens de acalmar as mulheres. De tentar entender melhor como funciona e ver se aprimoram o controle sobre nós. Para os homens, em se tratando de palavras e conversas, menos sempre é mais. O que fazer com essas mulheres indomáveis, tão falantes, questionadoras, cheias de demanda?

A notícia orgásmica da semana passada é que o Royal Edinburg Hospital, na Escócia, realizou uma pesquisa e concluiu que as pessoas que fazem sexo regularmente, numa média de três vezes por semana, aparentam ser cinco a sete anos mais novas que a idade real. O prazer é essencial à manutenção da juventude. Uau, a gente nem imaginava isso, né? Tinha mesmo que pesquisar para saber. Mais uma pesquisa fundamental na descoberta do já sabido.

Prazer rejuvenesce, claro. Mas o gozo vai muito além do genital. Tenho prazer de escrever um bom texto, de ler um livro interessante, dar uma aula que valha a pena. Imagino que seja o mesmo com um ator que estreia sua peça, um médico que termina uma cirurgia bem sucedida, uma pessoa que acaba uma faxina e olha a casa arrumada e limpa.

Prazer de matar a saudade, de beijar e abraçar quem se ama . Prazer rejuvenesce, sim. Qualquer que seja. Podemos encontrar pessoas que não têm vida sexual ativa há muitos anos, ou que nunca tiveram vida sexual ativa, e são perfeitamente felizes na sua forma de gozar a vida. Alegres, felizes e realizadas. Descobriram e estimulam diariamente seu ponto Q. Q de Quero mais é aproveitar a vida! Juventude é o prazer de estar vivo! Esse é o grande orgasmo!

Por via das dúvidas, já avisei aqui em casa: ou comparece e faz sua parte direitinho ou junta dinheiro para a minha plástica. 

Mônica El Bayeh
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014 0 comentários

ELA E A TAÇA DE VINHO




A dúvida, antes de tudo anatômica, revela uma profunda ignorância, sobretudo espiritual


Ela parecia ansiosa em meio àquelas pessoas, mas era apenas desejo. Bebera muitas taças de vinho. Sabe-se, há milênios, que a virtude de uma mulher depende do número de taças de vinho que bebe.

Aliás, segundo relatos genealógicos, os antigos praticavam um ritual bastante comum e que, segundo alguns especialistas, ainda é praticado hoje em dia. O ritual, apesar de pouco sabermos de seus detalhes, implicava no uso da mulher como taça de vinho.

As mulheres quando tomam muitas taças de vinhos (não todas, como pessoa que sabe se comportar à mesa, sei que nem todas são iguais, algumas são diferentes) sonham em ser elas mesmas usadas como taça de vinho.

Alguns homens, pouco informados, se perguntam, afinal, como uma mulher poderia ser usada como uma taça de vinho. A dúvida, antes de tudo anatômica, revela uma profunda ignorância, antes de tudo, espiritual.

Perguntas assim são como aquelas que, normalmente, homens chatos fazem no final da noite, e que exigiriam respostas semelhantes a explicar a razão de Deus ter criado o universo, sendo Ele todo poderoso e vivendo Ele muito bem em Sua solidão perfeita.

Já elas, nascem sabendo. Mas, muitas vezes, esse "saber" (como dizem os afetados teóricos pós-modernos pra se referirem ao conhecimento) é mesmo da ordem inconsciente, não do inconsciente da mente, mas da pele. Esse "saber" é aquele que torna úmido o coração entre as pernas.

Outra forma de perceber esse desejo avassalador de ser usada como taça de vinho é pelo olfato. Ela, seguramente, em meio a todas as palavras ditas ao vento, como é comum em ambientes sociais cheios de gente inteligente, exala o odor típico de quando se quer misturar pele, saliva e vinho.

Certa feita, quando eu disse que a virtude de uma mulher dependia do número de taças de vinho que ela bebia, um desses jovens trêmulos e muito magros, que gostam de pensar que superaram o machismo por alguma forma de desejo inofensivo (ela sempre sabe que todo desejo que importa é ofensivo de alguma forma), me acusou de ser niilista.

Por quê? Simples. Porque eu negava a existência da virtude "em si" já que eu a reduzia, segundo ele, ao efeito da presença ou ausência da quantidade de álcool no sangue.

Claro, poderia ter dito a ele que desde a filosofia grega cética, caras como Enesidemo (nascido em Creta no século 1º antes de Cristo) ou Sexto Empírico (médico e filósofo grego que viveu entre Atenas, Alexandria e Roma entre os séculos 2 e 3 depois de Cristo) afirmavam que o comportamento de alguém nunca pode ser tomado como "verdadeiro" porque se ele (ou ela) bebeu algo, o comportamento fica diferente.

A dúvida cética aplicada a ela seria assim: afinal, quem é ela? A jovem e muito compenetrada intelectual ou a deliciosa bêbada que sonha em ser usada como taça de vinho? Quem é "seu verdadeiro ser"?

Óbvio que nada disse ao jovem trêmulo porque, na verdade, ele provavelmente nada entenderia uma vez que tendo ele já suposto que se pode desejar uma mulher "com respeito", isso significa que ele não conhece esse recôndito recanto da alma feminina e sua irresistível vocação para fundamentar sua virtude no número de taças de vinho que bebe numa noite.

Mas, a verdadeira crítica do jovem trêmulo à minha afirmação era que eu estaria duvidando da capacidade feminina de ser honesta "em si". Meu Deus, quanta cegueira num corpo tão magro.

As meninas à nossa volta, todas já tendo tomado algumas taças de vinho, imersas em pura misericórdia, sorriam pra mim pedindo que fosse piedoso.

Escravo como sou da virtude feminina máxima, sua beleza, cedi imediatamente ao impulso de me defender de tamanha absurda acusação de duvidar da honestidade feminina "em si".

A verdade, aquela altura da noite, é que eu estava de fato fazendo uma ode a mais pura honestidade feminina em si: a honestidade que vem diluída no número de taças de vinho que ela bebe.

A prova máxima, e que no passado os homens aprendiam desde jovens (hoje eles aprendem a ter medo das mulheres que os desejam), é que quando ela quer mentir, ela não bebe nada.

LUIZ FELIPE PONDÉ
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014 0 comentários

YEMOJA ADOTA OBALUAIÊ



Iya Sare Loni... Eru Iya, Eru Iya o...


Nanã era esposa de Osala, e apos muito tempo juntos ela engravidou do seu primeiro filho. Quando o Bebê nasceu ela estava doente, havia chagas em sua pele e isto lhe dava uma aparência horrível. Ela então decidiu que seria melhor não levar a diante esse Bebê, e o abandonou em uma praia. 
Yemoja ao ouvir o choro de uma criança foi até a praia ver quem era, e então ela viu o bebê sendo atacado por caranguejos.
Yemoja pegou o bebê e o adotou, o criou como seu filho. Curou suas chagas e lhe deu parte de seu reino, as perolas são dele que dela recebeu o título de Jeholú (senhor das perolas).
O menino doente se transformou em um rei, Obaluaie o dono da terra.

Nanã se arrependeu do que fez. Mas Obaluaiê recebeu tanto amor de Yemoja que nao criou mágoas.

Yemoja e a grande mãe.
Ela ama e ama e não pede nada em Troca.

Eruya!
Bendito coração que bate no peito de Yemoja...
quarta-feira, 19 de novembro de 2014 0 comentários

PARA QUE SERVEM AS MULHERES


Pra que elas sevem? Foi a segunda pergunta que o moleque fez, quando começou a lista de perguntas essenciais sobre o sentido da vida. A primeira? Pra que serve esta bola?


O primeiro indício de que ele não as entendia nasceu da constatação de que a maioria não devolvia as bolas atiradas contra elas. Começava aí o dilema da divisão de papéis. Não entendia por que meninas conversavam com seres inanimados, designados "bonecas", que nomeavam, vestiam, penteavam, alimentavam com comida de mentira, agasalhavam e colocavam para dormir. Não entendia por que meninas reclamavam quando ele arrancava as cabeças de plástico com cílios e cabelos de náilon para ver o que tinha dentro. Não entendia a obsessão delas por cores cítricas e por pôsteres de meninos que cantam em bandas só deles. Não entendia o funcionamento de presilhas para prender cabelos, nem o sentido de esmaltar as unhas. Como não as entendia, passou a ignorá-las.

Até ser matriculado numa escola. Descobriu que uma mulher pilotava muito bem a van, outra, a lanchonete, outra, a classe barulhenta, outra, a própria escola. Aprendeu a ler livrinhos escritos por mulheres e ouvir musiquinhas compostas por elas. Ouviu dizer que países eram governados por elas. Descobriu que apenas as da sua idade eram desinteressantes.

Mas chegou a adolescência. Começou a desconfiar que garotas tinham alguma atribuição na composição social. Especialmente as que tinham irmãs mais velhas. Ele passou a ter uma ideia fixa quando organizaram o campeonato de vôlei feminino no colegial. E contrataram a nova professora de matemática.

Vítima de uma explosão hormonal que o deixou por anos monotemático, descobriu enfim que as mulheres escondiam uma coisa que ele queria muito. Então, descobriu que, entre o objetivo e a conquista, existia planejamento, método, projeto, a corte, algo que faz parte da espécie como o fogo e a flecha, e que os fins justificam os meios.

Passou a amá-las, idealizá-las, compará-las, desejá-las mais que tudo. A trocar jogos com bolas por fantasias solitárias. A sofrer de amor, escrever poemas, cantar, dançar, oferecer mimos, declarar, xavecar.

O xaveco é milenar. O humano conhecido popularmente como Homo sapiens, do grego homem sábio, achou por bem decorar o cantinho de cavernas com pinturas rupestres, exagerar seus feitos em caçadas, oferecer enfeites à base de marfim de mamute, saias de pele de onça e colares com dentes de sabre manipulados para convencer uma pretendente a visitar o escurinho sobre o qual Platão tanto se dedicou e criou um mito. Até o aperfeiçoamento da fala e a invenção da lira, gastou-se muita mímica para simular que o macho não pensava só naquilo, apesar de só pensar naquilo, e que iria mandar um dente decorativo no dia seguinte de algum animal ainda não extinto por ele mesmo.

Pirâmides foram construídas para impressionar amadas. Guerras foram proclamadas, monumentos com colunas, com abóbadas, com ou sem sentido, foram erguidos. Navios enfrentaram tormentas em busca de um amor pleno. Muito papiro, muita tinta, muito blá-blá-blá foi gasto para se conquistar uma mulher.

O moleque namorou, noivou, assinou um pacto e se casou. Descobriu também pra que elas servem na linha evolutiva, ao observar seu grande amor engravidar. Descobriu enfim que, por trás de tanto desejo, admiração, vontade de compartilhar a rotina, existe o corpo de uma mamífera que dá sentido ao tempo perdido em busca da resposta do pra que elas servem: elas procriam!

A cintura arredondada de uma mulher não é apenas para servir de suporte a um biquíni asa delta. Existe ali espaço para caber mais um. E produzir colo. Os peitinhos aumentam, são na verdade mamas. Olha lá, é um design milimetricamente perfeito para alimentar um, até dois, herdeiros. A protuberância chama a embocadura. A aréola circunda o bico para proteger a maciez e criar a ilusão de ótica de que um bebê que enxerga mal precisa. E, surpresa. De dentro, sai alimento na temperatura ideal. É uma pequena fábrica caseira de laticínio mais rico em nutrientes do que tudo que existe.

O ventre é o receptáculo para o acolhimento de genes. Para receber as qualidades do macho alfa, mais forte e capaz. Tem maciez, lubrificação. Para enfiarmos o veículo testado como num túnel de vento da NASA, que transporta informações genéticas que serão selecionadas dentro e escolhidas. Em bilhões, aceitarão um! Que será armazenado, alimentado e protegido com a placenta quimicamente balanceada, num reservatório com tubo personalizado e individual de alimentação, com isolamento acústico e calefação.

Mas o sujeito se pergunta se as mulheres são então apenas umas chocadeiras? Não! A evolução foi brilhante. Como sempre. Deu o quê? Um clitóris. Uma glande em forma de botão com 8 mil terminações nervosas, o dobro da mangueirinha pendurada aí. Que serve para o quê? Para apenas uma coisa. Dar prazer! Não é para "tirar água do joelho", expelir genes, se gabar. É para apenas e tão somente dar prazer, fazê-las gozar, e não uma vez, como um urro, uhhhh, mas muitas vezes, múltiplos. O homem tem uma espingarda de um tiro, um bacamarte, que sai chumbo pra todos os lados. Elas, um rifle de repetição, uma metralhadora, pá-pá-pá!

Elas têm no corpo um órgão que é só para o prazer. Que, se a evolução não nos tivesse dado, talvez elas nunca visitassem o escurinho da caverna que intrigou Platão. Se não fosse o mágico e hipersensível sininho, não haveria procriação, não haveria espécie humana, não haveria Quéops, Troia, Capela Sistina. Nem o sujeito da primeira pergunta, a bola. Nem perguntas haveria.

MARCELO RUBENS PAIVA 
segunda-feira, 17 de novembro de 2014 2 comentários

FILME- DIÁRIO PROIBIDO /DIÁRIO DE UMA NINFOMANÍACA


Li uma critica dizendo que Diário Proibido/Diário de uma ninfomaníaca (tradução ao pé da letra) é apenas um porno falsamente não-porno, porém discordo completamente dessa opinião e defendo o filme afirmando que tem drama, tem mensagem... mesmo tratando-se de um assunto direcionado ao sexo. Como mulher moderna, de moralismo flexível assim como é o tempo em que vivemos, me perdoem as feministas extremistas,mas admito: gostei desse "porno com historinha", e a pessoa que fez a critica também, pois assistiu até o fim.

Outra colocação que descordo é de que a estética perfeita tenha interferido na qualidade do filme. Acredito que o diretor Christian Molina tenha usado sabiamente desse recurso exatamente para sair do possível estigma de pornô.

Críticas mais duras ficam por conta do diretor ter sido um homem e por isso ter dado uma visão com foco masculino e as entradas feministas terem sido clichês. Mas minha gente, quem falou que o filme era para ser feminista? E se não for claramente feminista não presta?

Diário de uma ninfomaníaca é baseado em uma história real tirada de livro com o mesmo nome e fez muito sucesso nos EUA e Europa, agora ganhando amplitude mundial.Polêmico conta a história de Val, uma jovem francesa formada em economia, ninfomânica que registra suas experiências sexuais em um diário.

Acredito que a verdadeira Val tenha escrito suas experiências sexuais em um diário, realmente, como tentativa de conhecer melhor a si própria. O que deve ter sido muito importante para ela, lá encontramos suas confissões mais intimas e, o filme deixa claro que essa mulher se utilizava do corpo como fonte de prazer e mesmo busca de felicidade.

Quantas de nós mulheres teríamos coragem de fazer um décimo do que fez essa personagem? E por quais razões de fato?

De modo exagerado ou não, Val óptica pela possibilidade da experiência, mas toda essa liberdade sexual, vivida por uma mulher no que eu acredito ser a plenitude de sua sexualidade, no caso aqui os 29 anos de idade, não lhe apaziguaram as carências afetivas.

O tema ninfomânica nos desperta curiosidade e até mesmo certa inveja, mas depois de assistir um filme como esse acabamos por perceber que as coisas pode não ser tão fáceis assim para aquelas que venham de alguma forma a sofrer com essa patologia.

Se bem que quando o assunto e sexo ninguém é normal.

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NINFOMANÍACA- o que é?


Apetite sexual excessivo, hipersexualidade, Desejo Sexual Hiperativo (DSH) ou simplesmente Ninfomania (em mulheres) e Satiríase (em homens) é um transtorno sexual caracterizado por um nível elevado de desejo e atividade sexual a ponto de causar prejuízos na vida da pessoa.

É um transtorno psiquiátrico - não existem razões biológicas para explicar sua origem. De acordo com o Código Internacional de Doenças (CID), a ninfomania é considerada uma compulsão, não relacionada à produção de hormônios sexuais. Assim como a compulsão por comida, bebida ou por compras, ela acontece quando a paciente  não consegue controlar seu impulso.



CURIOSIDADE: A atriz que interpreta a avó da personagem  Val é nada mais, nada menos que Geraldine Chaplin, filha  do saudoso cineasta Charles Chaplin.

FIXA TÉCNICA:
Diário Proibido/Diario de una Ninfómana
De Christian Molina, Espanha, 2008
Com Belén Fabra (Val), Leonardo Sbaraglia (Jaime), Ángela Molina (Cristina), Geraldine Chaplin (a avó), Pedro Gutiérrez (Hassan), Llum Barrera (Sonia), Judith Diakhate (Cindy)
Roteiro Cuca Canals
Baseado em livro de Valérie Tasso
Fotografia Javier G. Salmones
Música Roque Baños
Produção Canonigo Films, Filmax
Cor, 95 min*
Título em inglês: Diary of a Nynphomaniac 
segunda-feira, 10 de novembro de 2014 0 comentários

AMOR ROMÂNTICO E AMOR GENUÍNO - Jetsunma Tenzin Palmo on romantic love


Qual a diferença entre amor romântico e amor genuíno (que passamos a vida inteira sem nos dar conta)?


São apenas 4 minutos de vídeo. Fala simples, repetida há séculos. Mas é incrível como a gente ainda não entendeu!

Se você também bate cabeça nos relacionamentos e lembra agora de pessoas envoltas de ciúme, controle, carência, apego e desentendimento, por favor ouça essa mulher com atenção.

“Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas fluam. Não é ficar preso com força. Porém é muito difícil para as pessoas entenderem isso, porque elas pensam que quanto mais elas se agarram a alguém, mais isso demonstra que elas se importam com o outro.”

“Qualquer tipo de relacionamento no qual imaginamos que poderemos ser preenchidos pelo outro será certamente muito complicado.”


[Ative a legenda no canto inferior direito do vídeo]




sábado, 25 de outubro de 2014 1 comentários

BANHEIRO FEMININO



O grande segredo de toda a mulher, com relação aos banheiros é que quando pequena, quem a levava ao banheiro era sua mãe. Ela ensinava a limpar o assento com papel higiênico e cuidadosamente colocava tiras de papel no perímetro do vaso e instruía: "Nunca, nunca sente em um banheiro público"
E, em seguida, mostrava "a posição", que consiste em se equilibrar sobre o vaso numa posição de sentar, sem que o corpo, no entanto, entre em contato com o vaso. "A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá nos acompanhar por toda a vida. No entanto, ainda hoje, em nossa vida adulta, "a posição" é dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está quase estourando.

Quando você TEM que ir ao banheiro público, você encontra uma fila de mulheres, que faz você pensar que o Bradd Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de "estou me mijando".
Finalmente chega a sua vez, isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar. Você, então verifica cada cubículo por debaixo da porta para ver se há pernas. Todos estão ocupados.

Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo. Você entra e percebe que o trinco não funciona (nunca funciona); não importa... você pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho), você inspeciona a área.. o chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então você a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que você é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais você não usa, mas que você guarda porque nunca se sabe...

Mas, voltando à porta... Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca "na posição". Alívio...... AAhhhhhh.... .finalmente. .. Aí é quando os teus músculos começam a tremer ...

Porque você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço. Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça "jamais sente em um banheiro público!!!" e, assim, você mantém "a posição" com o tremor nas pernas...

E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias!! Por sorte, não molha os sapatos. Adotar "a posição" requer grande concentração. Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, para variar, o rolo está vazio...! Então você pede aos céus para que, nos 5 kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção...

E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita OCUPAAADOOOO! !! Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abrí-la novamente (nisso, nós, as mulheres, nos respeitamos muito) e você pode procurar seu lenço sem angústia. Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas.

Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo. É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar do soco que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas.

A lembrança de sua mãe, que estaria morrendo de vergonha se a visse assim, porque sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, francamente, "você não sabe que doenças você pode pegar ali" ... você está exausta. Ao ficar de pé você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça!...

Você, então, vai à pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão. Você se lava na posição de corcunda de notre dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água... O secador, você nem usa. É um traste inútil, então você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso.

Você então sai. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, deixando tudo à mostra! Nesse momento, você vê o seu amigo que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você. "Por que você demorou tanto?" pergunta o idiota. Você se limita a responder "A fila estava enorme"

E esta é a razão porque nós, as mulheres, vamos ao banheiro em grupo. Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter "a posição" e a dignidade.
Não conseguimos identificar a autora do texto.
 
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