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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 0 comentários

1968 O ANO QUE NÃO TERMINOU - vendo ou troco



SINOPSE
Livro que retrata, em estilo jornalístico, os fatos que marcaram o conturbado ano de 1968 no Brasil e no mundo. Seu autor é o jornalista Zuenir Ventura, participante e estudioso do referido ano, bem como de suas consequências para a realidade contemporânea. Transcorre o livro em tom narrativo, com citação à importantes personagens, obras e músicas que fizeram parte do período. São citados por exemplo, a atriz Claudia Cardinale, italiana e esquerdista reconhecida, assim como outras figuras igualmente emblemáticas, como César Benjamin "Cesinha", militante do Mr-8 (Movimento Revolucionário Oito de Outubro) e que participou da luta armada e Carlos Lamarca "O capitão da guerrilha", militante da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e do Mr-8 e que ficou nacionalmente conhecido após desertar de seu quartel em Quitaúna e juntar-se à guerrilha. Também faz referência à artistas que participaram do combate ao regime militar e que adquiriram importância nacional nos anos que se passaram, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Geraldo Vandré, entre outros.

Autor: Zuenir Ventura
Editora: NOVA FRONTEIRA
Págs. 332
quinta-feira, 21 de novembro de 2013 1 comentários

CHICO BUARQUE FALA SOBRE RACISMO

 

Chico Buarque fala sobre racismo no Brasil e sobre seu desapontamento ao saber que o neto sofria agressões raciais na escola.



 Em uma das raras entrevistas, o cantor e compositor fala sobre racismo e a sua visão de Brasil. Segundo o artista, não existe branco no Brasil e é uma ilusão o brasileiro querer negar a mestiçagem nacional. Chico também relata casos de racismo sofridos pela família. Ele conta que já foi vítima de piadas racistas por conta do genro, Carlinhos Brown, ser casado com sua filha Helena Buarque. Confira:


“Percebo o racismo no Brasil, é claro. Percebo claramente e até mais diretamente. Depois que a minha filha se casou com o Carlinhos Brown, e brincando ou não, eu ouço referências disso o tempo todo, até mesmo andando na rua. Até mesmo algum tipo de gracinha agressiva.

Primeiro as pessoas pensam que são brancas. Pensam que eu sou branco, por exemplo. Só no Brasil que eu sou branco, ou que minha filha é branca. Um dia eu falei brincando que ninguém no Brasil é branco, a não ser a Xuxa e se ela não casar com o Tafarel, aí vão acabar os últimos brancos brasileiros.

Daquela semana para cá, eu fui num restaurante e tinha uma senhora sentada, com um cabelo amarelo pintado, ela começou a gritar: “eu sou branca!”. E isso num restaurante, supostamente chique.

Isso é uma coisa muito mal resolvida no Brasil. O brasileiro não aceita o fato de ser mestiço, não aceita mesmo. Isso é uma coisa que pega fundo. Todo mundo fala assim: quando é teoricamente, ou fulano fala que tem um pé na cozinha e todo mundo ri, mas não tem não, imagina se um democrata ia falar isso, todo mundo está vendo que ele é branco. Então não dá para ser, quer dizer, a não ser o imigrante filho de imigrante.

A minha família é antiga no Brasil, tanto lado de pai como de mãe. Agora tem essa mania de livros com genealogia. Aí, você vai ver lá e tem uma hora que para de aparecer um nome, as pessoas somem. É impossível imaginar que famílias do século XVI ou XVI não tenham se misturado com índio ou com preto. Não havia como.

Todo mundo diz “eu sou descendentes de fulano, descendente de sicrano, de um barão”. Sim, mas você tem dois pais, quatro avós, vai olhar lá na árvore, são oito bisavós, 16 tataravós. Chega no século XVI, você tem 128 antepassados. Esses 128 não podem ser 128 brancos, não podem ser!

Não é possível que aquela senhora do cabelo amarelo seja branca, não pode ser. E isso a pessoa não quer aceitar. Escravo não, preto não! Quer dizer, sem ser diretamente com os meus netos, já aconteceu uma agressão à casa em que eles moravam. Saíram de lá, a família saiu de lá e foram para a Bahia.

Quando a minha família vem agora, o Carlinhos e os filhos, eles ficam na casa de Marieta (Severo, atriz), porque ficou desagradável conviver e morar num condomínio de classe média na Gávea, onde eles eram claramente indesejáveis, onde foram agredidos. Você não tem o que fazer. Meu ímpeto era ir lá e chamar o síndico. Perguntar “quem foi que fez isso?”. E não adianta, é inútil.

Isso está impregnado, aqueles caras que na praia dizem: “Ô Chico”, “Chico, cadê o genro?”. Aqueles caras ali na praia pensando que são brancos, e não são brancos. Eles pensam que são brancos. Nós não somos brancos.

O que me aborrece é a hipocrisia. A hipocrisia e a ignorância da situação. Isso é ignorância, é incultura. O nosso valor é a miscigenação. As pessoas pensam que não são mulatas, e são mulatas. E estão fazendo muita coisa boa porque são mulatas. A mistura de raças é essencial. No futuro da humanidade, não vai ter como se manter sem isso. Para citar o caso da França. A periferia lá com todos aqueles filhos, netos de árabes. As filhas estão se casando. Elas querem casar com preto, com mulato, e lá também, se a Xuxa não se casar com o Tafarel, daqui a três gerações não vai existir mais o francês puro, de raça branca, né? O ariano, e mais lentamente, a tendência vai ser sempre essa miscigenação.

O Brasil já está adiantado nesse processo, é um exemplo de que a miscigenação dá certo”.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013 1 comentários

É PROIBIDO PROIBIR

 

"Eu digo não ao não. Eu digo. É proibido proibir.

É proibido proibir. É proibido proibir. É proibido proibir."



As repetições não são minhas. São de Caetano Veloso, em música-hino contra a censura e a ditadura, em 1968. Franzino e rebelde, ele reagia às vaias no festival gritando: "Os jovens não entendem nada. Querem matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem".


Caetano hoje é a favor - com Chico Buarque, Gilberto Gil, Erasmo Carlos, Milton Nascimento, Djavan e Roberto Carlos - de proibir biografias sem autorização prévia dos biografados ou de seus herdeiros. Essa aliança entre a Tropicália e a Jovem Guarda quer liberar só as biografias chapa-branca. Nossa "intelligentsia" musical é formada por mitos enrugados e calejados por seus atos e desatinos. São músicos brilhantes, mas péssimos legisladores.


Claro que Caetano tem o direito de mudar de campo e querer proibir. A idade mudou e, com ela, a cor dos cabelos. Aumentou o tamanho da sunga e a conta no banco. Anda com lenço e documento. Pode mudar o pensamento. Por que não? Não seria o primeiro. Quem não se lembra da admiração tardia de Gláuber Rocha por Golbery do Couto e Silva? Depois do exílio, em 1974, antes de voltar ao Brasil, Gláuber disse achar Golbery "um gênio". Pagou por isso.


Caetano só precisa sair do armário. Abraçado a Renan Calheiros e aos podres poderes do reacionarismo - hoje travestidos, na América Latina, de defensores do povo. Na Venezuela, na Argentina, no Equador, na Bolívia, o movimento é o mesmo de nossos compositores no Olimpo. A liberdade de expressão é relativa e tem de ser monitorada e pré-censurada.


Arauto da vanguarda, Caetano tem o direito de reescrever sua história. Em vez de matar o amanhã, o chefão da máfia do dendê quer matar o passado, quando for clandestino e incômodo. Ele agora diz sim ao não. As lembranças privadas, quando tornadas públicas, podem incomodar a sesta depois do vatapá.


O grupo de músicos contra biografias não autorizadas foi intitulado "Procure saber". Deve ser uma licença poética da MPB, porque significa o oposto: "Procure esconder". Ou, quem sabe: "Procure aparecer". Querem acossar nossa Constituição, favorável à liberdade de expressão, com um artigo pernicioso do Código Civil. O Artigo 20 estabelece que textos, palavras e livros poderão ser proibidos por qualquer pessoa, "a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais".


Os termos são tão subjetivos que poderiam ser usados para cortar e censurar colunas e composições de nossos músicos combativos. Muita gente já sentiu sua honra ferida pela verve da MPB e pelas polêmicas de Caetano na imprensa. Incomoda, portanto, a contradição do libertário provocador. Só ele pode dizer o que pensa sem pedir permissão?


Há outro detalhe que explica a patrulha contra Caetano. Um detalhe moreno de 1,73 metro de altura, coxas fortes e cabelos compridos. É sua ex, Paula Lavigne, que aos 13 anos começou a namorá-lo. Hoje produtora e empresária, Paula ocupa o cargo pomposo de "presidente da diretoria do grupo Procure Saber", que ela chama de "uma plataforma profissional de atuação política em defesa dos interesses da classe"...


É a mesma que arremessou um BMW blindado contra a garagem do flat onde se hospedava Caetano logo após a separação. Barrada pelos seguranças, derrubou o portão de 270 quilos. Gaba-se de ter multiplicado a fortuna de Caetano. Passou depois a produzir filmes, discos e shows. Presenteou os fãs com uma foto, em rede social, de Caetano pelado. Nu frontal.


Paula tenta ler reportagens antes da publicação, porque acha que pode. Age como imperatriz louca da Tropicália. Sua resposta, no Twitter, a uma colunista da Folha de S.Paulo, dizendo que "mulher encalhada é f...", não faz jus a seu cargo. "Tw ñ paga minhas contas", tuitou Paula, isso é "muita baixaria" (!). Ter um porta-voz como ela é suicídio para qualquer causa. Feliz é Chico que se casou com Marieta Severo, atriz com luz própria, discrição, inteligência. Quem acredita no discurso de Paula, de que a preocupação dos músicos é com os lucros do biógrafo e com o sensacionalismo? No Brasil, biógrafo nenhum fica rico com os livros.


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que vetar a publicação de biografias que não tenham autorização prévia é "censura" e, por isso, "inadmissível" no estado de direito. Disse que qualquer eventual calúnia ou difamação deve ser reparada pelo Judiciário. O músico Alceu Valença concorda: "Arrisco em dizer que cercear autores seria uma equivocada tentativa de tapar, calar, esconder e camuflar a história no nosso tempo e espaço".


Em seus artigos, Caetano costuma perguntar se nós, brasileiros, perdemos nossa capacidade de indignação. Ele diz que detesta demagogia. Nós também. Detestamos demagogia, caretice e obscurantismo. Apesar de vocês, amanhã há de ser outro dia.

RUTH DE AQUINO
sábado, 16 de junho de 2012 0 comentários

FILME-Ed Morte


Se você é uma daquelas pessoas que ainda não assistiu ao filme Ed Morte, prepare-se para boas risadas. O filme é baseado em um personagem do escritor Luis Fernando Veríssimo e satiriza entre outras coisas os programas infantis apresentados por Xuxa e Angélica na época de sua produção(1997).

Umas das curiosidades do filme esta no seu elenco onde encontramos nomes como:

Chico Buarque

Gilberto Gil

Marília Gabriela

Cauby Peixoto...

Sinopse e detalhes

Duração: 102 min.

Gênero: Comédia satírica

Classificação: Não informado

Lançamento: 1997

Direção: Alain Fresnot

Em São Paulo, Ed Mort (Paulo Betti) é um detetive de nona categoria, que mora em um cubículo, está sempre sem dinheiro e no café da manhã come pastel e garapa (fiados, obviamente). Um dia Ed é procurado por Dayse (Roseane Lima), uma sensual e misteriosa mulher que quer ajuda para encontrar o marido, o Silva, que é um mestre em disfarces e aparece disfarçado como: Chico Buarque, Marília Gabriela, Cauby Peixoto, Luiza Tomé, Gilberto Gil e José Mojica Marins. Mas é o Silva que encontra Ed para revelar-lhe que descobriu na Delbono, uma indústria de salsichas onde trabalha, um maquiavélico plano. Ed se defronta com Nogueira (Ary Fontoura), o presidente da fábrica, e ainda precisa evitar o delegado Mariano (Otávio Augusto), um corrupto que sempre está perseguindo Ed. Tudo se complica ainda mais quando Ed investiga o sumiço de um garoto e se envolve com Cybele (Cláudia Abreu), a apresentadora de um programa infantil patrocinado pela Delbono, que odeia crianças.

Fonte: Site interfilmes

Site Wikipédia

O áudio e a imagem do vídeo abaixo não estão em boa qualidade! De qualquer forma, divirta-se.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011 0 comentários

BOCA LIVRE & MP4 - Morena dos Olhos D'Água e Toada




Duas lindas canções com ótimas interpretações. "Morena dos olhos D’água" bem a moda Chico Buarque e toada. 

Morena dos olhos D’água
Morena, dos olhos d'água,
Tira os seus olhos do mar.
Vem ver que a vida ainda vale
O sorriso que eu tenho
Pra lhe dar.

Descansa um meu pobre peito
Que jamais enfrenta o mar,
Mas que tem abraço estreito, morena,
Com jeito de lhe agradar.
Vem ouvir lindas histórias
Que por seu amor sonhei.
Vem saber quantas vitórias, morena,
Por mares que só eu sei.

Morena, dos olhos d'água,
Tira os seus olhos do mar.
Vem ver que a vida ainda vale
O sorriso que eu tenho
Pra lhe dar.

Seu homem foi-se embora,
Prometendo voltar já.
Mas as ondas não tem hora, morena,
De partir ou de voltar.
Passa a vela e vai-se embora
Passa o tempo e vai também.
Mas meu canto 'inda lhe implora, morena,
Agora, morena, vem.
 
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