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segunda-feira, 17 de novembro de 2014 2 comentários

FILME- DIÁRIO PROIBIDO /DIÁRIO DE UMA NINFOMANÍACA


Li uma critica dizendo que Diário Proibido/Diário de uma ninfomaníaca (tradução ao pé da letra) é apenas um porno falsamente não-porno, porém discordo completamente dessa opinião e defendo o filme afirmando que tem drama, tem mensagem... mesmo tratando-se de um assunto direcionado ao sexo. Como mulher moderna, de moralismo flexível assim como é o tempo em que vivemos, me perdoem as feministas extremistas,mas admito: gostei desse "porno com historinha", e a pessoa que fez a critica também, pois assistiu até o fim.

Outra colocação que descordo é de que a estética perfeita tenha interferido na qualidade do filme. Acredito que o diretor Christian Molina tenha usado sabiamente desse recurso exatamente para sair do possível estigma de pornô.

Críticas mais duras ficam por conta do diretor ter sido um homem e por isso ter dado uma visão com foco masculino e as entradas feministas terem sido clichês. Mas minha gente, quem falou que o filme era para ser feminista? E se não for claramente feminista não presta?

Diário de uma ninfomaníaca é baseado em uma história real tirada de livro com o mesmo nome e fez muito sucesso nos EUA e Europa, agora ganhando amplitude mundial.Polêmico conta a história de Val, uma jovem francesa formada em economia, ninfomânica que registra suas experiências sexuais em um diário.

Acredito que a verdadeira Val tenha escrito suas experiências sexuais em um diário, realmente, como tentativa de conhecer melhor a si própria. O que deve ter sido muito importante para ela, lá encontramos suas confissões mais intimas e, o filme deixa claro que essa mulher se utilizava do corpo como fonte de prazer e mesmo busca de felicidade.

Quantas de nós mulheres teríamos coragem de fazer um décimo do que fez essa personagem? E por quais razões de fato?

De modo exagerado ou não, Val óptica pela possibilidade da experiência, mas toda essa liberdade sexual, vivida por uma mulher no que eu acredito ser a plenitude de sua sexualidade, no caso aqui os 29 anos de idade, não lhe apaziguaram as carências afetivas.

O tema ninfomânica nos desperta curiosidade e até mesmo certa inveja, mas depois de assistir um filme como esse acabamos por perceber que as coisas pode não ser tão fáceis assim para aquelas que venham de alguma forma a sofrer com essa patologia.

Se bem que quando o assunto e sexo ninguém é normal.

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NINFOMANÍACA- o que é?


Apetite sexual excessivo, hipersexualidade, Desejo Sexual Hiperativo (DSH) ou simplesmente Ninfomania (em mulheres) e Satiríase (em homens) é um transtorno sexual caracterizado por um nível elevado de desejo e atividade sexual a ponto de causar prejuízos na vida da pessoa.

É um transtorno psiquiátrico - não existem razões biológicas para explicar sua origem. De acordo com o Código Internacional de Doenças (CID), a ninfomania é considerada uma compulsão, não relacionada à produção de hormônios sexuais. Assim como a compulsão por comida, bebida ou por compras, ela acontece quando a paciente  não consegue controlar seu impulso.



CURIOSIDADE: A atriz que interpreta a avó da personagem  Val é nada mais, nada menos que Geraldine Chaplin, filha  do saudoso cineasta Charles Chaplin.

FIXA TÉCNICA:
Diário Proibido/Diario de una Ninfómana
De Christian Molina, Espanha, 2008
Com Belén Fabra (Val), Leonardo Sbaraglia (Jaime), Ángela Molina (Cristina), Geraldine Chaplin (a avó), Pedro Gutiérrez (Hassan), Llum Barrera (Sonia), Judith Diakhate (Cindy)
Roteiro Cuca Canals
Baseado em livro de Valérie Tasso
Fotografia Javier G. Salmones
Música Roque Baños
Produção Canonigo Films, Filmax
Cor, 95 min*
Título em inglês: Diary of a Nynphomaniac 
segunda-feira, 10 de novembro de 2014 0 comentários

AMOR ROMÂNTICO E AMOR GENUÍNO - Jetsunma Tenzin Palmo on romantic love


Qual a diferença entre amor romântico e amor genuíno (que passamos a vida inteira sem nos dar conta)?


São apenas 4 minutos de vídeo. Fala simples, repetida há séculos. Mas é incrível como a gente ainda não entendeu!

Se você também bate cabeça nos relacionamentos e lembra agora de pessoas envoltas de ciúme, controle, carência, apego e desentendimento, por favor ouça essa mulher com atenção.

“Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas fluam. Não é ficar preso com força. Porém é muito difícil para as pessoas entenderem isso, porque elas pensam que quanto mais elas se agarram a alguém, mais isso demonstra que elas se importam com o outro.”

“Qualquer tipo de relacionamento no qual imaginamos que poderemos ser preenchidos pelo outro será certamente muito complicado.”


[Ative a legenda no canto inferior direito do vídeo]




segunda-feira, 13 de outubro de 2014 0 comentários

O AMOR E O TEMPO




Transformar o minuto em momento
Um invento, um sentido, por dentro,
Ser cada segundo, sem tempo,
Sabendo que esse é o supremo talento

A vida são horas correndo e se existe ou não um destino,
Ele deve ser um menino que nem sabe onde está,
Porque de nada se sabe, se é do errado que se chega ao certo,
Se é pra frente, pra trás ou pros lados

E os minutos continuam correndo,
E a gente sempre mais lentos,
Sem saber direito o que achar

De tanto e de muito buscar, sempre chega o momento,
Da alegria alcançar a alma e dos sonhos voltarem a sonhar,
Em ser feliz para sempre, simplesmente por sempre amar.

 Edmir Silveira
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014 0 comentários

QUANDO A CRÍTICA É CONSTRUTIVA E QUANDO NÃO É?



Em uma de minhas conferências sobre esse tema, tão comum nas ciências e nas artes, fiquei surpreso ao constatar que boa parte do público presente não tinha clareza sobre o conceito, e entendia a crítica como sendo a “arte de apontar defeitos” ou mesmo algo como um direito insofismável de achincalhar o outro.

Tenho observado, também, em muitas escolas, onde alunos e pais de alunos concorrem em “criticar” o trabalho do professor, principalmente quando chamados à coordenação em virtude do péssimo rendimento escolar, seja pelo mau comportamento em sala de aula, seja pelos resultados desalentadores nos exames.

E nesse caso a “crítica” tem sabor de desforra e produz a ilusão de isenção.

Ao apontar os defeitos do professor, quando não da escola, alguns alunos e pais de alunos acreditam que podem, a partir daí, se eximir do cumprimento de seu papel como protagonistas do processo de ensino-aprendizagem.

Na crença popular essa ideia fica patente com o bordão:
Se meu filho tirou dez – é um gênio! Agora, se tirou zero é porque o professor e/ou a escola não presta!

Esse “criticar” mal executado presta um desserviço à comunidade, pois esvazia seu potencial de aprimoramento, tanto do professor quanto do aluno. Ao mesmo tempo, que, ao banalizar um dos principais direitos e atributos que tem o ser humano, que é o de criticar – expõe o que há de pior no ser humano:
- O egocentrismo.

E isso é manifestado, e de forma eloquente, na sua incapacidade de aplicar em si mesmo o rigor da severa crítica que prodigaliza aos demais.
E em muitas outras áreas isso é observado.
A pseudo-crítica das falhas estruturais como desculpa para não se cumprir com o seu papel!

Também tenho percebido em muitos fóruns na internet, onde o anonimato obtido pelo uso de um nickname e o trato impessoal usado em e-mails ou posts , transforma esse direito de criticar num pretexto para atacar, para achincalhar ou menosprezar a pessoa do outro lado.

Alguns pela simples diversão de discordar por discordar.
Outros pela necessidade de propagandear sua ideologia, sua crença, etc. e por essa razão atacar decididamente, não o artigo, mas o articulista.
Ou, ainda, esse ataques se darão por simples vaidade:
– “Afinal com que direito o articulista desse site ousa ser mais inteligente e/ou mais informado que eu”?

Ora, o termo “crítica” deriva etimologicamente do grego Kritikè e significa “discernir”.
Assim, criticar é em seu conceito político-filosófico, a faculdade de discernir o valor das coisas, dos eventos, dos feitos e das pessoas.
Está intimamente ligado ao juízo de valor e ao exercício da razão.

Segundo Kant, a crítica é uma avaliação ou um julgamento de mérito.
E tal julgamento pode ser:
• Estético, se contempla uma obra de arte;
• Lógico, se contempla um raciocínio;
• Intelectual, se contempla um conceito, uma teoria ou um experimento e
• Moral, quando contempla uma conduta.

Ao julgar, busca-se a equanimidade e a justiça.
O julgamento para ser equânime, deve ser isento da intencionalidade de provocar dano e pleno de recursos da razão, fundamentado evidentemente no conhecimento e no anseio pelo bem.

Na crítica, busca-se apontar não só os defeitos, mas também as qualidades e valores e com isso avaliar a extensão dessa mesma qualidade seja da obra de arte, do trabalho científico, do conceito, do argumento ou da conduta objetivando o seu reconhecimento, aprimoramento e/ou superação;

A crítica propriamente dita nunca é dirigida à pessoa. Sempre à suas ideias, obras, argumentos ou comportamentos.
Mais que um exercício de sintaxe, esse fato diferencia a crítica verdadeira do achincalhe.
Pois ideias, obras, comportamentos e argumentos não são a identidade.

A pessoa é categoria moral e é infinitamente maior que seu simples comportamento episódico ou somatório de algumas de suas ideias e argumentos ou o somatório de todas as suas obras.

O achincalhe, que significa humilhar, ridicularizar e debochar não é considerado em termos jurídicos ou filosóficos como “crítica” e sim uma perversão de seu significado.

Em caso público pode ter consequências sérias, tais como processos por perdas e danos, derivando o achincalhe para a injúria, calúnia e difamação – todos previstos pelo código penal.

De acordo com Dr. Ricardo Antônio L. Camargo, “também se configura o achincalhe quando se imputa a alguém fato depreciativo e inverídico ou quando se lhe diz algo gratuitamente ofensivo à dignidade e ao decoro”.

“O achincalhe é sempre corrosivo, é sempre destrutivo, é sempre a base de todos os conflitos que extrapolem motivos puramente materiais. Estereótipos, preconceitos e mesmo ódios passam a ser considerados como o metro pelo qual se medirá a bondade ou a maldade das condutas.”

“Quando o fato imputado constitui crime, estamos diante do tipo calúnia. Quando o fato é ofensivo à reputação, estamos diante da difamação. E quando se ofende a dignidade e o decoro de alguém, sem lhe imputar fato, o que se faz é injuriá-lo”.

Em resumo, a verdadeira crítica vale-se de argumentos consistentes, fundamentados no conhecimento e que objetivam julgamentos e avaliações sobre o valor (ou a falta dele) de uma obra, conceito, argumentos, experimentos ou conduta e nada tem a ver com ataques pessoais e achincalhes. Isso se denomina agressão.

A crítica, juntamente com o ceticismo e o princípio da falseabilidade, tem um papel preponderante na evolução da ciência.

Nesse contexto, sem a crítica muitos erros científicos seriam perpetuados.
Daí, propugnarmos na sociedade o desenvolvimento do espírito crítico e a defesa da liberdade para exercê-lo.

E ter espírito crítico é preconizar a capacidade humana de julgamento visando o bem comum. Criticar é julgar para escolher, para selecionar, para promover a melhora e a superação e exaltar o útil, o criativo, o ético e o estético, para o bem e evolução da humanidade.

Dessa forma, a crítica propriamente dita, corretamente praticada é sempre construtiva.
Mas, para tal necessita-se:
• Humildade;
• Senso de humanidade;
• Tato e polidez;
• Adequação;

E acima de tudo:
• Conhecimento.

Não há como criticar algo que não se conhece:
• Um crítico literário deve ter conhecimento sobre literatura.
• Um crítico de trabalhos científicos deve ter conhecimento pelo menos sobre a área científica objeto de sua crítica.

E assim por diante.
Ora, isso é óbvio!
No entanto, parece que no mundo de hoje as obviedades não são percebidas assim tão obviamente.

P/ Mustafa Ali Kanso
terça-feira, 26 de novembro de 2013 0 comentários

A TUA PONTE



Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar,
para atravessar o rio da vida.
Ninguém, exceto tu, só tu.

Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes,
e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio;

mas isso te custaria a tua própria pessoa;
tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho
por onde só tu podes passar.

Onde leva?
Não perguntes, segue-o!

FRIEDRICH NIETZSCHE
 
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