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terça-feira, 28 de março de 2017 0 comentários

ESTE É UM MUNDO DOS HOMENS, DOS HOMENS, DOS HOMENS



Este é um mundo de homens, este é um mundo de homens
Mas não seria nada, nada sem uma mulher ou uma menina

Veja, o homem fez os carros para nos levar ao longo da estrada
O homem fez os trens para transportar cargas pesadas
O homem fez a luz elétrica para nos tirar da escuridão
O homem fez o barco para a água, como Noé fez a Arca

Este é um mundo dos homens, dos homens, dos homens
Mas não seria nada, nada sem uma mulher ou uma menina

Homem pensa sobre menininhas e menininhos
O homem os faz felizes porque o homem faz brinquedos para eles
E depois de o homem ter feito tudo, tudo que ele pode
Você sabe que o homem faz dinheiro para comprar de outro homem

Este é um mundo de homens
Mas não seria nada, nada sem uma mulher ou uma menina

Ele está perdido na selvageria
Ele está 
perdido na amargura

sábado, 10 de dezembro de 2016 0 comentários

MULHER, ESCONDE ESSE ABSORVENTE



- Esconde esse absorvente
Essas espinhas
Arranca esses pelos
Da um jeito nesse seu cabelo duro
Mal cuidada
Porca

Feche esse sorriso
Sua mãe não te ensinou 
Sobre o perigo de andar sorrindo na rua?
Abaixa essa cabeça
Para de encarar
Você esta chamando atenção
Assim vão achar que você esta dando mole

Delicia
Gostosa
Oh la em casa
Fecha essa boca e não reclama
Saiu de casa de saia curta
Camisa decotada
Maquiagem
Sem um homem
Tem que aguentar

Como assim não sabe cozinhar?
Você é mulher
Tem que cuidar do lar
Como assim não quer engravidar?
Você é mulher
Tem que engravidar

Faculdade? Viagem?
Mas você é mãe
Tem que cuidar
Abriu as pernas, agora não adianta
Largar na creche 
Irresponsável

Mãe solteira? 
O pai foi embora? 
Não sabe quem é o pai?
Transou sem camisinha
Vai ter que aguentar
Vadia

Esse roxo ai
Tenho certeza que apanhou 
Que teu marido te bateu
Mas você mereceu
Provocou ele
Você sabe que não pode se levantar
Mulher tem que ser submissa
O homem é que comanda o lar

Ah, mas que criança linda
É uma menina? 
Toma aqui esse vestidinho rosa
Essa coberta de florzinhas
Pinta o quarto de rosa
Um rosa bem bonito
Porquê mulher é monocromática durante a infância

Ih, chegou a menarca
Essa vai dar trabalho
Ensina pra ela a se valorizar
Mulher tem que se dar ao respeito
Fala pra ela não deixar ninguém ver esse absorvente
Esse sangue sujo

Vai ter que começar a usar sutiã
Os mamilos estão aparecendo pela camisa
Que coisa horrível
Adolescente descuidada
A mãe dessa ai não ensinou nada

Foi estuprada?
Morreu no processo? 
Devia estar pedindo
Sem sutiã, andava sozinha
Aquele batom vermelho
Aquela bunda enorme
Não sabe que menina tem que ficar em casa?
Deu sorte pro azar

Não foi educada
A mãe era solteira
O pai estava é certo de ir embora
Se ela era assim com a filha, imagine com o marido

Não foi respeitada
Opressão? 
Imagine

Olha lá a mãe dela
Na beira do caixão 
Olhando pro rosto da filha
Sem cor, sem vida
Um futuro morto antes mesmo do nascimento
Filha de mãe solteira
Sem pai, sem respeito

Morreu tão jovem
Aos 17
Uma menina tão linda
Maldita sociedade
Espero que a mãe dela aprenda a lição
E não tenha mais filhos




Suicídio?
Mas ela poderia ter começado uma vida nova
Agora que tinha perdido a filha
Poderia terminar a faculdade
Arrumar um emprego
Mas era uma fraca
Era mulher
O destino, a vida, as possibilidades
As pessoas
Cavaram a cova e jogaram ela lá dentro

Vitimismo? Preconceito?
Abuso? Agressão?
Cala essa boca e vai lavar uma louça
Você tem uma delegacia só sua
Tem seus direitos
Não luta na vida
(Mas luta na rua)
Não morre na guerra
(Mas morre em casa)

Cintia Duarte Montilla


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014 0 comentários

ELA E A TAÇA DE VINHO




A dúvida, antes de tudo anatômica, revela uma profunda ignorância, sobretudo espiritual


Ela parecia ansiosa em meio àquelas pessoas, mas era apenas desejo. Bebera muitas taças de vinho. Sabe-se, há milênios, que a virtude de uma mulher depende do número de taças de vinho que bebe.

Aliás, segundo relatos genealógicos, os antigos praticavam um ritual bastante comum e que, segundo alguns especialistas, ainda é praticado hoje em dia. O ritual, apesar de pouco sabermos de seus detalhes, implicava no uso da mulher como taça de vinho.

As mulheres quando tomam muitas taças de vinhos (não todas, como pessoa que sabe se comportar à mesa, sei que nem todas são iguais, algumas são diferentes) sonham em ser elas mesmas usadas como taça de vinho.

Alguns homens, pouco informados, se perguntam, afinal, como uma mulher poderia ser usada como uma taça de vinho. A dúvida, antes de tudo anatômica, revela uma profunda ignorância, antes de tudo, espiritual.

Perguntas assim são como aquelas que, normalmente, homens chatos fazem no final da noite, e que exigiriam respostas semelhantes a explicar a razão de Deus ter criado o universo, sendo Ele todo poderoso e vivendo Ele muito bem em Sua solidão perfeita.

Já elas, nascem sabendo. Mas, muitas vezes, esse "saber" (como dizem os afetados teóricos pós-modernos pra se referirem ao conhecimento) é mesmo da ordem inconsciente, não do inconsciente da mente, mas da pele. Esse "saber" é aquele que torna úmido o coração entre as pernas.

Outra forma de perceber esse desejo avassalador de ser usada como taça de vinho é pelo olfato. Ela, seguramente, em meio a todas as palavras ditas ao vento, como é comum em ambientes sociais cheios de gente inteligente, exala o odor típico de quando se quer misturar pele, saliva e vinho.

Certa feita, quando eu disse que a virtude de uma mulher dependia do número de taças de vinho que ela bebia, um desses jovens trêmulos e muito magros, que gostam de pensar que superaram o machismo por alguma forma de desejo inofensivo (ela sempre sabe que todo desejo que importa é ofensivo de alguma forma), me acusou de ser niilista.

Por quê? Simples. Porque eu negava a existência da virtude "em si" já que eu a reduzia, segundo ele, ao efeito da presença ou ausência da quantidade de álcool no sangue.

Claro, poderia ter dito a ele que desde a filosofia grega cética, caras como Enesidemo (nascido em Creta no século 1º antes de Cristo) ou Sexto Empírico (médico e filósofo grego que viveu entre Atenas, Alexandria e Roma entre os séculos 2 e 3 depois de Cristo) afirmavam que o comportamento de alguém nunca pode ser tomado como "verdadeiro" porque se ele (ou ela) bebeu algo, o comportamento fica diferente.

A dúvida cética aplicada a ela seria assim: afinal, quem é ela? A jovem e muito compenetrada intelectual ou a deliciosa bêbada que sonha em ser usada como taça de vinho? Quem é "seu verdadeiro ser"?

Óbvio que nada disse ao jovem trêmulo porque, na verdade, ele provavelmente nada entenderia uma vez que tendo ele já suposto que se pode desejar uma mulher "com respeito", isso significa que ele não conhece esse recôndito recanto da alma feminina e sua irresistível vocação para fundamentar sua virtude no número de taças de vinho que bebe numa noite.

Mas, a verdadeira crítica do jovem trêmulo à minha afirmação era que eu estaria duvidando da capacidade feminina de ser honesta "em si". Meu Deus, quanta cegueira num corpo tão magro.

As meninas à nossa volta, todas já tendo tomado algumas taças de vinho, imersas em pura misericórdia, sorriam pra mim pedindo que fosse piedoso.

Escravo como sou da virtude feminina máxima, sua beleza, cedi imediatamente ao impulso de me defender de tamanha absurda acusação de duvidar da honestidade feminina "em si".

A verdade, aquela altura da noite, é que eu estava de fato fazendo uma ode a mais pura honestidade feminina em si: a honestidade que vem diluída no número de taças de vinho que ela bebe.

A prova máxima, e que no passado os homens aprendiam desde jovens (hoje eles aprendem a ter medo das mulheres que os desejam), é que quando ela quer mentir, ela não bebe nada.

LUIZ FELIPE PONDÉ
segunda-feira, 17 de novembro de 2014 2 comentários

FILME- DIÁRIO PROIBIDO /DIÁRIO DE UMA NINFOMANÍACA


Li uma critica dizendo que Diário Proibido/Diário de uma ninfomaníaca (tradução ao pé da letra) é apenas um porno falsamente não-porno, porém discordo completamente dessa opinião e defendo o filme afirmando que tem drama, tem mensagem... mesmo tratando-se de um assunto direcionado ao sexo. Como mulher moderna, de moralismo flexível assim como é o tempo em que vivemos, me perdoem as feministas extremistas,mas admito: gostei desse "porno com historinha", e a pessoa que fez a critica também, pois assistiu até o fim.

Outra colocação que descordo é de que a estética perfeita tenha interferido na qualidade do filme. Acredito que o diretor Christian Molina tenha usado sabiamente desse recurso exatamente para sair do possível estigma de pornô.

Críticas mais duras ficam por conta do diretor ter sido um homem e por isso ter dado uma visão com foco masculino e as entradas feministas terem sido clichês. Mas minha gente, quem falou que o filme era para ser feminista? E se não for claramente feminista não presta?

Diário de uma ninfomaníaca é baseado em uma história real tirada de livro com o mesmo nome e fez muito sucesso nos EUA e Europa, agora ganhando amplitude mundial.Polêmico conta a história de Val, uma jovem francesa formada em economia, ninfomânica que registra suas experiências sexuais em um diário.

Acredito que a verdadeira Val tenha escrito suas experiências sexuais em um diário, realmente, como tentativa de conhecer melhor a si própria. O que deve ter sido muito importante para ela, lá encontramos suas confissões mais intimas e, o filme deixa claro que essa mulher se utilizava do corpo como fonte de prazer e mesmo busca de felicidade.

Quantas de nós mulheres teríamos coragem de fazer um décimo do que fez essa personagem? E por quais razões de fato?

De modo exagerado ou não, Val óptica pela possibilidade da experiência, mas toda essa liberdade sexual, vivida por uma mulher no que eu acredito ser a plenitude de sua sexualidade, no caso aqui os 29 anos de idade, não lhe apaziguaram as carências afetivas.

O tema ninfomânica nos desperta curiosidade e até mesmo certa inveja, mas depois de assistir um filme como esse acabamos por perceber que as coisas pode não ser tão fáceis assim para aquelas que venham de alguma forma a sofrer com essa patologia.

Se bem que quando o assunto e sexo ninguém é normal.

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NINFOMANÍACA- o que é?


Apetite sexual excessivo, hipersexualidade, Desejo Sexual Hiperativo (DSH) ou simplesmente Ninfomania (em mulheres) e Satiríase (em homens) é um transtorno sexual caracterizado por um nível elevado de desejo e atividade sexual a ponto de causar prejuízos na vida da pessoa.

É um transtorno psiquiátrico - não existem razões biológicas para explicar sua origem. De acordo com o Código Internacional de Doenças (CID), a ninfomania é considerada uma compulsão, não relacionada à produção de hormônios sexuais. Assim como a compulsão por comida, bebida ou por compras, ela acontece quando a paciente  não consegue controlar seu impulso.



CURIOSIDADE: A atriz que interpreta a avó da personagem  Val é nada mais, nada menos que Geraldine Chaplin, filha  do saudoso cineasta Charles Chaplin.

FIXA TÉCNICA:
Diário Proibido/Diario de una Ninfómana
De Christian Molina, Espanha, 2008
Com Belén Fabra (Val), Leonardo Sbaraglia (Jaime), Ángela Molina (Cristina), Geraldine Chaplin (a avó), Pedro Gutiérrez (Hassan), Llum Barrera (Sonia), Judith Diakhate (Cindy)
Roteiro Cuca Canals
Baseado em livro de Valérie Tasso
Fotografia Javier G. Salmones
Música Roque Baños
Produção Canonigo Films, Filmax
Cor, 95 min*
Título em inglês: Diary of a Nynphomaniac 
sábado, 18 de outubro de 2014 1 comentários

REVOLUÇÃO DAS PIRIGUETES



Chega de política. Vou falar de sexo. Antes, havia a "sexpol", bandeira da política sexual dos anos 60. Hoje, temos no máximo a "polsex", ou seja, como as ideologias dançaram, só a sexualidade explica os rumos do mundo e, claro, do Brasil, nosso grande motel das ilusões perdidas. Sexo: nossos sentimentos estão canalizados para um mesmo buraco. Ando pela rua e todos os outdoors são de mulher nua - outro dia, quase bati o carro na Av. Paulista, por causa da loirinha nua da Playboy. Todas as capas de revista são uma grande feira de mulheres gostosas e homens raspadinhos. Tudo parece liberdade, mas a coisa é outra. Nos anos 60 (oh... os recentes anos remotos) o sexo era uma novidade política, depois dos caretíssimos anos 1950, quando o sexo tinha algo de crime, algo de secreto que perfumava nossas vidas com o estímulo da culpa. Não havia motéis, nem as pílulas que, depois, fizeram mais pela liberdade sexual que mil livros feministas. Nunca vi tanta publicidade movida a sexo. A propaganda nos promete uma suruba transcendental. Em nenhum lugar do mundo vemos o apelo sexual nas ruas, nas roupas de meninas - nosso feminismo resultou na revolução das periguetes. No Brasil das celebridades, o feminismo foi um mal entendido. Muitas vezes rima com galinhagem ou até com uma forma velada de prostituição. É uma mistura de liberdade com submissão à uma salada de frutas: mulher melancia, mulher melão, mulher jaca.

Hoje em dia, as mulheres foram expulsas de seus ninhos de procriação, de sua sexualidade expectante e são obrigadas ao sexo ativo e masculino. A "supergostosa" é homem; ou melhor, é produto do desejo masculino. O homem é pornográfico; a mulher é amorosa. A pornografia é só para homens.

Já expuseram o corpo todo, seios, vagina, mucosas, ânus. O que falta? Os órgãos internos? Seu ideal é serem desejadas como bons produtos. Felicidade é serem consumidas. Felizes como coisas: Uma salsicha é feliz? Um bela lata de caviar? Mas, como amar um eletrodoméstico? A grande moda do momento são mulheres penduradas em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pelos pubianos nos salões de beleza. Ficam balançando em paus de arara e, depois, saem felizes com um jardinzinho estreito e não mais a floresta peluda onde mora a temível "vagina dentada". Parecem uns bigodinhos verticais que me fazem pensar em Hitler.

Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém mais quer ser 'real' hoje em dia.

Nos anos 60, sexo era revolução política. Tudo era político. O sexo utópico dos anos 60 era o prelúdio para outras conquistas sociais. O orgasmo para Reich era uma vitória contra a burguesia. Eu me lembro de ter dito para uma mulher amada: "Querida, nosso amor é uma forma de luta contra o imperialismo norte americano." O sexo dos 60 era um comício; queria acabar com a culpa, com o limite, com o proibido. Todas as sacanagens foram testadas, mas chegou-se ao outro lado com uma vaga insatisfação. O que faltava? Faltava o pecado. Sem o pecado ficávamos insuportavelmente livres. Em meio a tanta liberdade, nunca fomos tão solitários. Tudo era referido ao sexo, para substituir frustrações políticas e sociais.

Com a re-caretização do mundo, a liberdade aparente conquistada andou para trás . A liberdade deu lugar a "dessublimação repressiva," como nomeou Marcuse, uma "liberdade" tão ostensiva e grossa que é um louvor à proibição. Os sonhos viraram produto. Todas as conquistas viraram fetiches de consumo: revolta, igualdade, utopias, até o desespero e a angustia passaram a vender roupas e costumes.

O prazer é obrigatório no mercado. A partir dessa época, sob a aparência de grandes euforias narcisistas de gestos e risos de prazer, há um regressismo oculto no mundo de bundas e coxas lipoaspiradas, seios siliconados, bofes comedores. A anatomia virou uma das poucas portas de fuga da classe baixa, como uma saída para a miséria. Nuas, todas as mulheres são iguais: a democracia da bunda. A bunda é a esperança de milhares de Cinderelas. A mídia e a propaganda compraram a liberdade, que não é mais "uma calça velha e desbotada," mas é a superação do pudor, da intimidade. Se alguma mulher ficar famosa, tem de tirar a roupa. O strip-tease é a 'anti-burka' - igual pelo avesso. A pessoa não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele. O corpo e a pessoa são duas coisas diferentes; a menina mostra sua bunda como se fosse uma irmã siamesa. Tanta oferta sexual angustia-nos, dá-nos dá a certeza de que nosso desejo é programado por indústrias masturbatórias, provocando tesão para vender satisfação.

A verdade é que o prazer anda de cabeça baixa, deprimido, apesar do eufórico exibicionismo em revistas de celebridades. Todos podem confessar tudo: "Sim, eu gosto de atacar nos mictórios das rodoviárias e me orgulho de minha tara!" - diz o perverso sorrindo na TV. A permissividade total esvai a tesão. O prazer precisa da proibição. Aliás, o vício solitário é bem seguro. A punheta é metafísica. A masturbação a dois existe até no grande amor romântico, onde dois narcisismos se tocam, se beijam, se arranham, mas não se comunicam.

Ninguém mais quer ser 'sujeito', apesar de afirmar o contrário. Todos querem ser "inconformistas como todo mundo." O corpo tem de dar lucro. Todo mundo quer ser coisa.


Vi um anúncio de uma boneca inflável que sintetizava o desejo secreto do homem de mercado: ter mulheres digitais que não vivam. O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation" ("Não precisa de comida nem de conversa fiada"). A liberdade de mercado produziu um estranho 'mercado da liberdade'.

ARNALDO JABOR
segunda-feira, 31 de março de 2014 0 comentários

CONTO DE FADAS PARA MULHERES DO SÉC. 21



Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos
outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro
carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe
faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e
ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou
sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.
FIM!!!

LUIS FERNANDO VERISSIMO
domingo, 2 de fevereiro de 2014 0 comentários

RESPEITO


Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor.
Vinha da vizinhança, Bete, mocinha linda, que usava tranças.

Levei apenas uma hora para saber o motivo.
Bete fora acusada de não ser mais virgem e os dois irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o medico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra.
Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi a mesma, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.

Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado.
Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico.
O laudo medico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo.

Realmente esqueceu, morrendo tuberculosa.

Estes episódios marcaram para sempre a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens tem sobre o corpo das mulheres.
Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar.
Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos. Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas.

Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte-americanas.
Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba.

Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens.
E, com isso, Barbies de fancaria, provocaram em muitas outras mulheres as baixinhas, as gordas, as de óculos - um sentimento de perda de auto-estima.

Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa cientifica, na política, no jornalismo.

E no momento em que as pioneiras do feminismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torna-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.

Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são armadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revolveres, flechas, espadas e punhais.

Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plastico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.

As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque, tem que derrama-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.

É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher.
Respeito às suas pernas que tem varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o País nas costas.

São as mulheres que imporão um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.

Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda. E meu peito não é de silicone; mas sou mais macho que muito homem.

RITA LEE
segunda-feira, 15 de julho de 2013 0 comentários

ENTENDEU?

DEMOCRATIZANDO A DEMOCRACIA


Se alguém se incomoda com a sua presença, é porque conhece o seu brilho, sabe da tua força, inveja teu caráter e teme que os outros vejam o quanto tua alma é mais evoluída. Não é a aparência é a essência. Não é o dinheiro, é a educação e a honestidade. Não é a roupa é a atitude e o bom caráter!
quinta-feira, 21 de março de 2013 1 comentários

O QUE UMA MULHER REALMENTE QUER!




"Por favor não me prometa o mundo, não quero tudo isso, eu só quero atenção. Quero que note o novo corte de cabelo ou a cor que quase imperceptivelmente mudou. Diga diariamente o quanto me ama, diga várias vezes e não só com a boca, use os olhos e seu coração, use a alma pra me falar do seu amor.

Lembre-me diariamente que sabe e pode me fazer feliz, relembre-me dos nossos primeiros encontros e de como você adorava rir ao telefone. Lembre-me do quanto eu amava seu sorriso ao telefone. Lembre-me o porque de nossos beijos se completarem e não se esqueça de dizer o quanto quer que isso nunca mude. Às vezes eu não vou merecer isso, mas tenha paciência e só aumente o tom de voz quando precisar cantar nossa canção pra que eu perceba que ela ainda faz sentido.

Quando eu não merecer seu beijo me beije assim mesmo e não diga nada, eu vou saber interpretar seu silêncio e vou querer corrigir meu erro. Não deixe que outro alguém me dê ombro quando o ombro que me pertence é o seu e não deixe que ninguém seja mais meu amigo que você, não quero ter segredos com outra pessoa, entende isso? Se não houver mais planos e de alguma forma perder a graça, me diga isso e diga se quer recuperá-la, diga antes que seja tarde e eu farei por ti ainda mais que o que faço, qualquer coisa, um sonho doido, o que quer que seja pra que a mágica não se perca. Esteja atento a mim, mostre-me isso, se mostre aqui.

Estou ligada em tudo que te cerca e a única coisa que pode evitar que isso mude é que você faça o mesmo por mim. Me ame de volta, com toda a atenção e carinho que também lhe dedico, me ame por inteira e permita que eu possa te amar também. Me ame de verdade e convença-me, todos os dias, que não fará sentido algum amar outro alguém."




              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
domingo, 3 de fevereiro de 2013 2 comentários

FAVELA SENDO REPRESENTADA NO CINEMA DE 1935




Lançado em 1935,quando atrizes eram mal vistas e mesmo hostilizadas pela sociedade,

Favela dos Meus Amores foi produzido por Carmen Santos e dirigido por Humberto Mouro.
Tendo por conhecimento que mesmo nos dias atuais o mundo das produções cinematográficas é quase exclusivamente masculino o fato de termos uma mulher como produtora torna o filme no minimo curioso. No entanto o que desejo salientar é o pano de fundo onde se desenvolve a trama - FAVELA- denuncia o título.

Enquanto o governo do Brasil representado por Getúlio Vargas esforçava-se por meio da censura para camuflar a massiva presença de negros e a pobreza existente no país, principalmente em respeito a capital tupiniquim. E o mercado brasileiro estava sendo tomado por produções norte americanas que impunham seu modelo de cinema hollywoodiano com mocinhas, bandidos e lugares de estética perfeita, Favela dos Meus Amores usa por cenário o morro. Não como um lugar de triste desordem ou violência, e sim como lugar de suavidade, beleza e musicalidade.


A impressa da época destacou a interpretação de Armando Louzada como "Nhonhô", alusão clara o a sambista carioca Sinhô.As canções apresentadas no filme  fizeram sucesso por longos anos consagrando a dobradinha música e cinema.A ousadia de mostrar nas grandes telas a favela agradou o público e a crítica, mesmo entre as elites, porém infelizmente essa importante  película não existe mais.

Segundo Alex Viany:

"primeiro filme carioca a aproveitar um dos mais trágicos, exuberantes e musicais da vida na capital do Brasil. o morro (...) marco importantíssimo não só por construir a coisa mais séria dos primeiros anos do per[iodo sonoro , mas também por seu sentido popular, que apontava um rumo verdadeiro a nossos homens de cinema".

Segundo Jorge Amado:

"Em relação as virtudes de Favela dos Meus Amores. O que Humberto conseguiu tirá da favela(fotografias absolutamente admiráveis) com motivo de emoção humana é simplesmente extraordinário. o grande morro legendário não aparece nesse filme com sua fisionomia deturpada. Muito ao contrário Humberto mouro soube conservar o ar próprio do morro, a sua vida miserável e, no entanto com tanta beleza os pretos e as mulatas do morro que movimentam o filme se revelam além de tudo artistas admiráveis. Estão de uma naturalidade espantosacomo se diante deles não estivesse a câmera.os efeitos da fotografia conseguido com as ruas das favelas estão além de toda e qualquer expectativa. nota-se também, com todos os louvores, a introdução das escolas de Samba, o maxixe dançado no cabaré, e todas as músicas do filme que são muito boas. o som também está bom, perdendo-se um numero relativamente pequeno de palavras."

Obs.: Mesmo com a maioria dos atores sendo brancos ou morenos Favela do Meus Amores acabou sendo censurado por mostrar muitos pobres e conseqüentemente negros.


Canções apresentadas em Favela dos Meus Amores:

Título: Ao luar;
Autor da canção: Barroso, Ari;
Intérprete: Santos, Carmen;

Título: Favela dos meus amores;
Autor da canção: Nássara;

Título: Quando um sambista morre;
Autor da canção: Barroso, Ari;

Título: Favela;
Autor da canção: Mesquita, Custódio;

Título: Fado, O;
Autor da canção: Vivas, maestro;
Intérprete: Orfeao Português;

Título: Todinha;
Autor da canção: Mesquita, Custódio;

Título: Ironia torturante;
Autor da canção: Caldas, Silvio;
Intérprete: Caldas, Silvio;

Título: Quase que eu disse
Autor da canção: Caldas, Silvio
Intérprete: Caldas, Silvio  



fontes:
Cinemateca Brasileira
Viany, Alex. introdução ao cinema brasileiro. rio de janeiro, MEC/INL,1956. p. 107-8.
Gomes, P.E. Salles, e Gonzaga, A. 70 anos..., op. cit., p. 90.
amado, Jorge. Favela dos Meus Amores. Boletim de Ariel, s. d. p. 30.
Filmografia: Censura Federal, Rio de Janeiro, entre 01 e 15.10.1935; renovação de Censura Federal (com metragem de 2.600m), para a Brasil Vita Filmes, entre 16 e 31.08.1946.




sexta-feira, 16 de novembro de 2012 0 comentários

VACA PROFANA

AGORA SEI COMO SE SENTE UMA VACA!


Quando um Macho olha uma mulher ele enxerga uma vaca. Ele não quer saber se ela tem sentimentos, se tem filhotes; o objetivo é sempre o mesmo - CARNE!

Ser mulher em um partido político é muitas vezes um 
grande problema, pois somos poucas e tratamos quase sempre com Machos. Por anos e anos temos travado verdadeiras batalhas, ou melhor guerras, para nos livrar de estigmas e conquistar nosso lugar muito merecido na política. Não aguento mais tratar como Machos, quero saber onde estão os Homens. Onde estão aqueles que realmente conhecem o significado de palavras como respeito e cavalheirismo?

Não aguento mais ter minha inteligência subestimada, ser rotulada Chega disso de que mulher é burra, de que mulher é para ser usada. Coro estupido esse:  se uma mulher está na política ou é puta ou sapatão.

CHEGAAAAAAAAAAAA!

Estou aqui por mérito. O que define minha capacidade é minha inteligência e os frutos do meu trabalho, e não o que eu tenho entre as coxas.

Sou mulher e também sei fazer política e faço com dignidade, verdade, quando empenho minha palavra cumpro. Sou mulher, sou negra, sou suburbana. Sei bem onde dói, mas antes de tudo sou uma guerreira e por isso exijo respeito.

Não peço. Na minha autoridade de mulher exijo respeito.

Gostaria que todos entendessem, a começar pelos dirigentes políticos do PCdoB que nenhum homem conseguiu dar passos realmente significantes para a sociedade sem ter uma mulher por trás. Acontece que agora saímos dos bastidores e já passou da hora dos nossos machos políticos entenderem isso.

Minha homenagem  a todos que fizeram zootecnia!!!





Links indicados:SENHOR COCAÍNA
sábado, 3 de novembro de 2012 0 comentários

COTIDIANO:feminismo antes e depois da revolução Francesa


revolucionários, é imprescindível mencionar a participação feminina. Mesmo depois de sua vital importância para o movimento, as mulheres são apresentadas como vítimas de uma injusta opressão, após a tomada do poder pela burguesia. A favor delas era preciso - diziam os revolucionários - proclamar uma igualdade com os homens. Entretanto, o que verdadeira e impressionantemente acontece, é que a chamada democracia, de fundo igualitário e de índole republicana, cria uma verdadeira exclusão das mulheres em diversos aspectos. Estas são impedidas de fazer política e, em 1807, perdem o direito de freqüentar a Universidade. A Revolução Francesa de 1789 declara uma série de direitos que deveriam valer para todos os cidadãos. Estes, porém, são basicamente os homens: o cidadão deve ser francês, do sexo masculino, proprietário de bens imóveis e com uma renda mínima anual elevada.
Apesar dessa série de fatores, é exatamente durante a Revolução Francesa que surge o primeiro exemplo de um movimento de mulheres.
Durante o movimento, muitas mulheres participam ativamente da luta contra a aristocracia. Por exemplo, são elas que lideram as passeatas que acabam levando o rei Luís XVI a abandonar o seu castelo em Versalhes. Em Paris, formam-se diferentes grupos de mulheres. Paralelamente à igualdade de direitos políticos em relação aos homens, elas reivindicam também mudanças na legislação conjugal, e melhores condições de vida. Entre as representantes femininas dessa marcante revolução, merecem destaque, certamente, os nomes de Claire Lacombe, Pauline Léon, Olympe de Gouges e Théroigne de Méricourt.
Depois da Revolução...
Como vocês puderam constatar nos parágrafos anteriores, as conquistas pretendidas pelas mulheres durante a revolução não foram alcançadas, nem mesmo com o estabelecimento de uma união política.No entanto, a vontade feminina de exercer cidadania e ser tratada igualmente aos homens pela sociedade permaneceu forte e contagiou as próximas gerações que com determinação e muita luta, conseguiram fazer com que suas vozes fossem ouvidas.
Educação da mulher
Uma idéia inédita de educação feminina aparece em 1892 com a inglesa Mary Wollstonecraft, uma das personalidades mais significativas do Feminismo.Em seu livro, "Defesa dos Direitos da Mulher" ela enfrenta a teoria de Rosseau, principal ideólogo da revolução, e defende a idéia de que a inferioridade da mulher deve-se única e exclusivamente a educação a elas oferecida, propondo, dessa forma, igualdade na formação intelectual entre os sexos.

Links indicados: Feminismo antes e depois da Revoluçã
terça-feira, 30 de outubro de 2012 0 comentários

RESPEITO


Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor. 
Vinha da vizinhança, Bete, mocinha linda, que usava tranças.

Levei apenas uma hora para saber o motivo.
Bete fora acusada de não ser mais virgem e os dois irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o medico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra.
Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi a mesma, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.

Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado.
Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico.
O laudo medico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo.

Realmente esqueceu, morrendo tuberculosa.

Estes episódios marcaram para sempre a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens tem sobre o corpo das mulheres.
Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar.
Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos. Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas.

Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte-americanas.
Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba.

Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens.
E, com isso, Barbies de fancaria, provocaram em muitas outras mulheres as baixinhas, as gordas, as de óculos - um sentimento de perda de auto-estima.

Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa cientifica, na política, no jornalismo.

E no momento em que as pioneiras do feminismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torna-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.

Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são armadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revolveres, flechas, espadas e punhais.

Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plastico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.

As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque, tem que derrama-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.

É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher.
Respeito às suas pernas que tem varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o País nas costas.

São as mulheres que imporão um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.

Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda. E meu peito não é de silicone; mas sou mais macho que muito homem.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012 0 comentários

34 Coisas que as Mulheres Adorariam que os Homens Soubessem


1. Presentes fora de hora significam mais amor e mais boque***. Inclusive os mais simples.

2. “Legal” não é a resposta que queremos ouvir quando perguntamos se estamos bonitas.

3. Nós gostamos de ser surpreendidas com beijos, sem que isso signifique ir para cama depois de dois minutos.

4. Nós sempre esperamos uma ligação e sentimos falta quando você não dá sinal de vida durante o dia.

5. Um bom sexo oral pode ser a diferença na classificação entre um “ótimo sexo” e um “sexo meia-boca.”

6. Nós ficamos desapontadas quando nos arrumamos toda pra sair e descobrimos que você vai com a camisa de ontem e de chinelo.

7. Deixe para correr e tirar finas dos carros quando estiver sozinho. Nós dispensamos esse tipo de emoção.

8. Não ache que arrasa com sua performance “britadeira” no sexo. É preciso muito mais para nos dar prazer.

9. Nós ficamos desequilibradas antes e durante a menstruação, mesmo sem motivo algum. Aprenda a conviver com isso.

10. Nós iremos questionar a sua masculinidade quando percebemos que você prefere assistir ao jogo ou jogar vídeo game do que transar.

11. Você não precisa pagar a conta no primeiro encontro, mas saiba que vamos te achar mão de vaca.

12. Consulte uma amiga ou um amigo gay quando for comprar um presente.

13. Por mais desencanadas que sejamos, nós não queremos sentir o cheiro do seu pum ou o barulho do seu arroto. Principalmente dentro do carro.

14. Você fica sexy se barbeando, consertando alguma coisa, usando camiseta branca com jeans ou dirigindo.



15. Queremos ouvir o que vocês sentem. Se esforce e fale mais.

16. Nós gostamos de discutir sobre sexo. Respostas como “foi gostoso” não bastam.

17. Se não nos sentimos amadas e valorizadas, nosso botão de “caça” é ativado automaticamente. Só leva um minuto.

18. Unhas compridas machucam – mantenha-as curtas.

19. Nós gostamos de mandar SMS e emails durante o dia – por favor, responda-os.

20. Nós consideramos traição qualquer coisa que você faça/pense/fale com outra que não gostaria que soubéssemos.

21. Barba começando a crescer irrita a nossa pele. Tire tudo ou deixe um pouco maior.

22. Você não precisa engordar, parar de usar perfume ou não fazer mais a barba depois que começamos a namorar. A concorrência é forte.

23. Se você fica com preguiça de fazer carinho, nós ficamos proporcionalmente com preguiça de fazer boque**.

24. Entre bombons, flores e ursinhos de pelúcia, nos dê um sapato.

25. Não explique uma traição dizendo que “não teve importância”. É horrível ser traída por algo “sem importância”.

26. Para nós não importa tanto o tamanho do seu p**, desde que ele seja maior que um OB. A performance conta muito mais.

27. Nós quase sempre sabemos quando estão mentindo – aprenda que temos um sexto sentido mais desenvolvido do que o de vocês.

28. Nós precisamos de preliminares e não vamos ficar suficientemente molhadas se você não caprichar nessa parte. Quanto mais, melhor.

29. Nós gostamos de sexo selvagem - mas queremos dormir de conchinha e ganhando cafuné na cabeça depois.



30. Nós temos o maior prazer em fazer um boquete – desde que seu pau esteja cheirosinho e que você nos recompense depois.

31. Mulheres pegam infecções urinárias com muita facilidade. Esteja sempre com o pau e os dedos limpos.

32. Nós adoramos ser elogiadas. Vale qualquer coisa: da cor do esmalte ao roteiro que escolhemos para as férias.

33. Não peça para escolhermos onde vamos no primeiro encontro. Nós gostamos de ser levadas pra sair.

34. Sim, nós temos senso de direção ruim e odiamos mapas e vagas apertadas. Se ofereça para estacionar invés de ficar botando defeito.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012 0 comentários

HÁ MOMENTOS

Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.

Seja o que você quer ser,

porque você possui apenas uma vida

e nela só se tem uma chance

de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.

Dificuldades para fazê-la forte.

Tristeza para fazê-la humana.

E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes

não têm as melhores coisas.

Elas sabem fazer o melhor

das oportunidades que aparecem

em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.

Para aqueles que se machucam.

Para aqueles que buscam e tentam sempre.

E para aqueles que reconhecem

a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante

é baseado num passado intensamente vivido.

Você só terá sucesso na vida

quando perdoar os erros

e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar

duram uma eternidade.

A vida não é de se brincar

porque um belo dia se morre.

(CLARICE LISPECTOR)


terça-feira, 31 de julho de 2012 0 comentários

Toda nudez será castigada?

Toda nudez será castigada? No Facebook parece que sim

Por Mariana Sanches

Simone de Beauvoir, fotografada em 1952, em Chicago. O ícone sensual do feminismo foi considerado conteúdo impróprio na rede social

A foto acima é ofensiva para você? Para o Facebook, a rede que agrega mais de 80 milhões de pessoas em todo mundo, ela é. A bela modelo (involuntária) da foto é de Simone de Beauvoir, filósofa existencialista francesa e ícone do feminismo. A foto foi feita por Art Shay, em 1952, quando Simone tinha 44 anos – e um corpo de fazer inveja a muita mulher jovem.

Leia mais: Há ligação entre o axé e o tráfico de mulheres?

Simone foi clicada no banheiro, sem o seu consentimento. O relato do fotógrafo para a revista francesa “Le Nouvel Observateur”, em 2008, revela a sensualidade com que ela o repreendeu pela travessura. ”Eu vi Beauvoir sair do banho e ficar se penteando na frente do espelho. Rapidamente tirei duas ou três fotos e ela escutou os cliques. “Você é um rapaz malvado”, ela me disse, no entanto, ela nem me pediu para que eu parasse de fotografar, nem fechou a porta, para mim. Madame não era “uma instituição” nessa época, era acima de tudo a amante estrangeira do meu amigo”. Fotógrafo e modelo estavam na casa do escritor Nelson Algren, com quem ela tinha um caso.

Foto de uma mãe amamentando seu bebê. Ela foi censurada e removida do Facebook

Na década de 1950, um nu feminino como esse era uma transgressão. Ainda assim, a fotografia foi guardada e divulgada. Hoje, ela não chega a fazer cócegas nos nossos pudores. A relação com o corpo evoluiu nos últimos 60 anos de tal maneira que a nudez é tolerada, aceita e admirada em diversas situações. A foto artística de Beauvoir, pelos critérios de classificação indicativa brasileira, seria considerada muito mais leve do que um capítulo da novela das oito e teria chances de ser considerada de censura livre. No entanto, a bela imagem de Simone de Beauvoir acaba de ser extirpada da página de um usuário do Facebook. Para piorar, o sujeito que postou a foto teve sua conta suspensa por três dias. A foto histórica de Beauvoir foi considerada conteúdo obsceno. Para se justificar, o staff do Facebook tem alegado que: “Nossa política proíbe foto de pessoas de verdade nuas, não pinturas ou esculturas. Nós reconhecemos que essa política pode, em alguns casos, resultar em remoção de material artístico. Porém, ela foi feita para assegurar que o Facebook permaneça um ambiente seguro e confiável para todos os usuários, inclusive as muitas crianças (acima de 13 anos) que usam o site.”

A princípio, a preocupação é louvável. Mas as ações de censura da rede social têm se tornado cada vez mais questionáveis. Mark Zuckerberg parece inspirado pela célebre frase de Nelson Rodrigues (e que batizou uma de suas mais famosas peças): “Toda nudez será castigada”. Com base nesse princípio, fotos de mães amamentando seus bebês (em comunidades que pretendiam incentivar o aleitamento materno) e de ciclistas de sunga (cuja proposta era discutir transportes alternativos) foram consideradas escandalosas e acabaram removidas.

Ciclistas censurados. Eles não são sensuais. Mas também não são obscenos, como classificados pelo Facebook

Como polícia dos bons costumes e do que é agradável aos olhos, o Facebook é risível. Se fosse viva, aposto que Simone de Beauvoir concordaria.

E você? O que acha? Já teve fotos censuradas?


















Fonte:http://colunas.revistamarieclaire.globo.com/mulheresdomundo/2012/04/11/417/

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 3 comentários

EU NÃO SEI FAZER SEXO SÓ CONSIGO FAZER AMOR!


Gostaria que alguém me explicasse direitinho como é essa coisas de fazer sexo.
Estou com 28 anos e ainda não compreendi que por... é essa. Me disseram que é muito bom e parece que todo mundo faz qualquer coisa para obter sexo.

Será que o mundo gira entorno de sexo e não de dinheiro como cheguei a pensar?
Tem muita gente por ai querendo dinheiro, e pude notar que mais ainda querendo sexo.

Droga! Eu não sei fazer sexo. Posso até tentar,mas só consigo fazer amor.
Talvez porque eu seja preguiçosa e sexo exigiria muito do meu físico.
Pelo pouco que consegui entender de sexo, para ser bom tem de ter vários parceiros, o que vale é a quantidade e não qualidade.
O número de pessoas, quantas vezes você transa vai determinar o quanto você é bem sucedido sexualmente.

De qualquer forma os adeptos do sexo devem está sempre atento para não caírem em armadilhas sentimentaloides

Nada de se deitar sempre com a mesma pessoa. Manter parceiro fixo, pois está com a mesma pessoa inevitavelmente vai levar a trocas que descaracterizariam o bom e velho sexo.

Você vai acabar sabendo de cór o nome da pessoa ao seu lado e isso pode ganhar algum sentido. A pessoa pode acabar te fazendo carinho, te tratando bem, mesmo depois do ato sexual e o pior de tudo além de falar com você a tal pessoa pode acabar te ouvindo.

E essa coisa de ficar agarradinho, carinho, conversinha depois da transa é coisa de otário, sem falar que tem de ter uma paciência de santo para quem só curte sexo.

No sexo tudo é ÃO nada é INHO. Peitão, Bundão... nem pensar em ficar coladinho, chamar de amorzinho, carinho...

E pooooxa eu gosto tanto de carinho, de conversar, de conhecer, de tentar decifrar quem está comigo. 

Se é para ir para a cama quero um jogo onde eu seduza e seja seduzida. Quero reconhecer o perfume, o halito, a textura da pele.

Sou uma mulher e quero ter confiança em quem está comigo, porque o ato sexual para mim é um momento de entrega. É um entrelace, é entrar com gentileza na intimidade do outro.

Por isso eu não sei fazer sexo só consigo fazer amor!

Eu gosto de olhar nos olhos, de beijos demorados, abraços, toques
suaves, de língua, de dedo, pele, voz rouca no ouvido, respiração afegante, até enxergar fogos de artificio.

Como fazer amor é bom e a sensação perdura por dias e quem sabe por uma vida inteira.

Eu não entendo nada de sexo, mas sei o quanto é bom fazer amor.

 Tudo é gradual e vai crescendo a medida que a intimidade aumenta. Você não faz tudo, não sente tudo em uma noite.
O melhor sempre está por vir.

Tudo bem poço me esforçar para compreender que sexo seja bom, que traga prazer, porém, prazer físico apenas não aquece o coração.

Eu não sei fazer sexo só sei fazer amor.

Se eu quiser sentir apenas prazer uso um vibrador.
É higiênico, não brocha, não engravida, tem diversas velocidades, escolho no tamanho que eu quero e tem uns que até acendem luzinha.

Posso está sendo romântica, me condenem então, mas só sei fazer amor,
porque fazer amor me traz além de prazer satisfação.

É está com outro alguém e esse alguém de alguma forma te completar. Ser seu cúmplice, seu confidente.

Sei que o sentimento humano tem sido banalizado. Desculpe-me os metido a garanhões, acostumados as prostitutas, pelo que vou dizer agora.

Mas uma mulher só sente prazer de verdade, uma mulher só goza de verdade quando faz amor e não apenas sexo.
E somente depois que um homem consegue auxilia-la a ponto de chegar nesse estágio, é que esse homem poderá saber o que é ter uma mulher em todo o seu potencial.

Não há nada mais sublime que a entrega total de uma mulher!

Mas isso somente os homens de verdade podem compreender.


























 
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