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segunda-feira, 20 de novembro de 2017 0 comentários

MULHERES NEGRAS USADAS PARA EXPERIÊNCIAS GINECOLÓGICAS



Famoso ginecologista estadunidense Marion Sims no século XIX comprava mulheres negras para fazer suas experiências ginecológicas de corte, em seus argumentos dizia que as negas não sentiam dor.
domingo, 26 de março de 2017 0 comentários

TRECHOS DE A 13ª EMENDA



"O FBI colocou a militante negra Angela Davis na lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados."
"Algo do qual temos que falar e com o que temos que lidar é a questão do crime. 

O que significa ser um criminoso nessa sociedade? Isso teve que ser rompido. E, no meu caso, Ronald Reagan era o governador da Califórnia, Richard Nixon era o presidente dos EUA. Todo o aparato do Estado estava voltado contra mim e realmente queriam me mandar para a cadeira elétrica para mandar um recado."


"O sistema tentou colocar nossa irmã sob julgamento, e ela disse: 'Não, vamos colocar você'. Ela chegou com o cabelo afro, sem tê-lo alisado. Ela podia pegar uma pena longa. A maioria das pessoas teria alisado o cabelo. Teria ido para lá com luvas brancas, orando a Jesus. Ela chegou desse jeito. E ela acabou com os promotores e saiu de lá livre."

Trechos de A 13ª Emenda, dir. Ava Duvernay
sábado, 10 de dezembro de 2016 0 comentários

MULHER, ESCONDE ESSE ABSORVENTE



- Esconde esse absorvente
Essas espinhas
Arranca esses pelos
Da um jeito nesse seu cabelo duro
Mal cuidada
Porca

Feche esse sorriso
Sua mãe não te ensinou 
Sobre o perigo de andar sorrindo na rua?
Abaixa essa cabeça
Para de encarar
Você esta chamando atenção
Assim vão achar que você esta dando mole

Delicia
Gostosa
Oh la em casa
Fecha essa boca e não reclama
Saiu de casa de saia curta
Camisa decotada
Maquiagem
Sem um homem
Tem que aguentar

Como assim não sabe cozinhar?
Você é mulher
Tem que cuidar do lar
Como assim não quer engravidar?
Você é mulher
Tem que engravidar

Faculdade? Viagem?
Mas você é mãe
Tem que cuidar
Abriu as pernas, agora não adianta
Largar na creche 
Irresponsável

Mãe solteira? 
O pai foi embora? 
Não sabe quem é o pai?
Transou sem camisinha
Vai ter que aguentar
Vadia

Esse roxo ai
Tenho certeza que apanhou 
Que teu marido te bateu
Mas você mereceu
Provocou ele
Você sabe que não pode se levantar
Mulher tem que ser submissa
O homem é que comanda o lar

Ah, mas que criança linda
É uma menina? 
Toma aqui esse vestidinho rosa
Essa coberta de florzinhas
Pinta o quarto de rosa
Um rosa bem bonito
Porquê mulher é monocromática durante a infância

Ih, chegou a menarca
Essa vai dar trabalho
Ensina pra ela a se valorizar
Mulher tem que se dar ao respeito
Fala pra ela não deixar ninguém ver esse absorvente
Esse sangue sujo

Vai ter que começar a usar sutiã
Os mamilos estão aparecendo pela camisa
Que coisa horrível
Adolescente descuidada
A mãe dessa ai não ensinou nada

Foi estuprada?
Morreu no processo? 
Devia estar pedindo
Sem sutiã, andava sozinha
Aquele batom vermelho
Aquela bunda enorme
Não sabe que menina tem que ficar em casa?
Deu sorte pro azar

Não foi educada
A mãe era solteira
O pai estava é certo de ir embora
Se ela era assim com a filha, imagine com o marido

Não foi respeitada
Opressão? 
Imagine

Olha lá a mãe dela
Na beira do caixão 
Olhando pro rosto da filha
Sem cor, sem vida
Um futuro morto antes mesmo do nascimento
Filha de mãe solteira
Sem pai, sem respeito

Morreu tão jovem
Aos 17
Uma menina tão linda
Maldita sociedade
Espero que a mãe dela aprenda a lição
E não tenha mais filhos




Suicídio?
Mas ela poderia ter começado uma vida nova
Agora que tinha perdido a filha
Poderia terminar a faculdade
Arrumar um emprego
Mas era uma fraca
Era mulher
O destino, a vida, as possibilidades
As pessoas
Cavaram a cova e jogaram ela lá dentro

Vitimismo? Preconceito?
Abuso? Agressão?
Cala essa boca e vai lavar uma louça
Você tem uma delegacia só sua
Tem seus direitos
Não luta na vida
(Mas luta na rua)
Não morre na guerra
(Mas morre em casa)

Cintia Duarte Montilla


terça-feira, 28 de julho de 2015 0 comentários

AS VERDADEIRAS MULHERES FELIZES


Acabo de ler um livro de Eliette Abecassis, uma francesa que eu não conhecia. O nome da obra, no original, é Un Heureux Événement, que pode ser traduzido para Um Feliz Acontecimento, mas é um título irônico, pois o livro trata sobre o fator que, segundo a autora, destrói as relações amorosas: o nascimento de um filho. Num tom exageradamente desesperado, a personagem narra o fim do seu casamento depois que dá à luz.

Concordo que a chegada de uma criança muda muita coisa entre o casal, mas a escritora carrega nas tintas e cria um quadro de terror para as mães de primeira viagem. Se o nascimento de um filho é sempre desconcertante, é preciso lembrar que é, ao mesmo tempo, uma emoção sem tamanho. De minha parte, só tenho bons momentos a recordar, nada foi dramático. Mas mesmo que, por experiência própria, eu não compartilhe com a desolação da autora, ainda assim ela diz no livro uma frase muito interessante. Ao enumerar as diversas mazelas por que passam as criaturas do sexo feminino, ela me veio com esta: "os homens são as verdadeiras mulheres felizes".

Atente para a sutileza da frase. O que ela quis dizer? Que os homens saem pela porta de manhã e vão trabalhar sem pensar se os filhos estão bem agasalhados ou se fizeram o dever da escola. Os homens não menstruam, não têm celulite, não passam por alterações hormonais que detonam o humor. Os homens não se preocupam tanto com o cabelo e não morrem de culpa quando não telefonam para suas mães. Os homens comem qualquer coisa na rua e o cardápio do jantar não é da sua conta, a não ser quando decidem cozinhar eles próprios, e isso é sempre um momento de lazer, nunca um dever. Os homens não encasquetam tanto, são mais práticos. Eu, que estou longe de ser uma feminista e mais longe ainda de ser ranzinza, tenho que reconhecer o brilhantismo da frase: os homens são mulheres felizes. Eles fazem tudo o que a gente gostaria de fazer: não se preocupam em demasia com nada.

Porque nosso mal é este: pensar demais. Nós, as reconhecidas como sensíveis e afetivas, somos, na verdade, máquinas cerebrais. Alucinadamente cerebrais. Capazes de surtar com qualquer coisa, desde as mínimas até as muito mínimas. Somos mulheres que nunca estão à toa na vida, vendo a banda passar, e sim atoladas em indagações, tentando solucionar questões intrincadas, de olho sempre na hora seguinte, no dia seguinte, planejando, estruturando, tentando se desfazer dos problemas, sempre na ativa, sempre atentas, sempre alertas, escoteiras 24 horas.

Os homens, mesmo quando muito ocupados, são mais relax. Focam no que têm que fazer e deixam o resto pra depois, quando chegar a hora, se chegar. Não tentam salvar o mundo de uma tacada só. E a chegada de um filho, ainda que assuste a eles, como assusta a todos, é algo para se lidar com calma, é um aprendizado, uma curtição, nada de muito caótico. Eles não precisam dar de mamar de duas em duas horas, não ficam fora de forma, não enlouquecem. Isso é uma dádiva: os homens raramente enlouquecem.

Nós, nem preciso dizer. Nascemos doidas. Por isso somos tão interessantes, é verdade, mas felicíssimas, só de vez em quando, nas horas em que não nos exigimos desumanamente. Homens, portanto, são realmente as verdadeiras mulheres felizes. Que isso sirva de homenagem aos queridos, e sirva pra rir um pouco de nós mesmas, as que se agarram com unhas e dentes ao papel de vítimas porque ainda não aprenderam a ser desencanadas como eles.

MARTHA MEDEIROS
quinta-feira, 4 de junho de 2015 0 comentários

SOU MALUCA SIM!!!


Para o CAMARADA que nunca deixa de visitar as minhas páginas. 





quarta-feira, 19 de novembro de 2014 0 comentários

O SILÊNCIO DOS INOCENTES

                            Uma cultura pode morrer de sua própria covardia
                              em defender as ideias que ela inventa e promove


O movimento Estado Islâmico (EI) controla uma parte consistente do território que pertencia previamente à Síria e ao Iraque (sei que "consistente" é vago, mas as cidades passam de mão em mão a cada dia). Nesse vasto território, o EI proclamou um califado, e seu líder, em 11 de julho, ordenou a mutilação genital de todas as mulheres entre 11 e 46 anos.

A mutilação genital consiste na ablação do clítoris e, em algumas tradições, de parte dos lábios da vagina. A operação geralmente é feita sem anestesia e sem condições de assepsia. Essa tortura com consequências potencialmente mortais garantiria que as mulheres não sintam (mais) prazer sexual, ou seja, como noticiaram as agências de imprensa, evitaria "a expansão da libertinagem e da imoralidade" no sexo feminino.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), a medida do califado pode atingir 4 milhões de mulheres.

Será como em julho de 1994, quando assistimos de longe, indignados e resignados, ao massacre de mais de meio milhão de pessoas da etnia tutsi, em Ruanda?

Será como em 1995 (de novo, em julho), quando assistimos ao massacre de Srebrenica, na Bósnia? Neste caso, um mês depois, o bombardeio dos sérvios-bósnios pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) colocou um fim à guerra da Bósnia. Foi tarde para os 8.000 de Srebrenica, mas foi ao menos isso.

Meus furores intervencionistas são raramente abstratos. Há intervenções impossíveis porque é dificílimo tomar partido, e outras que custariam mais vidas do que salvariam. Também me envergonha, na hora de me indignar, o fato de que os que se armariam e arriscariam sua vida seriam outros, mais jovens do que eu.

Mesmo assim, penso que o genocídio em Ruanda, em 1994, poderia ter sido evitado e que o bombardeio das posições dos sérvios-bósnios em 1995 poderia ter acontecido antes, evitando o massacre de Srebrenica.

No caso de Ruanda, foi dito mil vezes que o Ocidente deixou o horror acontecer porque o coração da África está longe, geográfica e culturalmente. Da mesma forma, foi dito que a Otan interveio na Bósnia por se tratar de um horror "em casa", na Europa.

Mas a intervenção na Bósnia tornou-se possível e "necessária" também por uma outra razão, um pouco mais complexa.

Na guerra da Bósnia, as grandes vítimas eram os bósnios muçulmanos, ameaçados de extermínio pelos sérvios-bósnios (ortodoxos). Atrás de qualquer consideração geopolítica, os membros europeus da Otan (sobretudo Alemanha, França e Inglaterra) podiam enxergar, no ódio dos sérvios-bósnios, uma caricatura do preconceito de suas populações contra os muçulmanos imigrantes.

Ou seja, talvez a gente seja especialmente motivado a intervir contra quem pratica horrores dos quais nós mesmos receamos ser capazes. É policiando os outros que a gente luta contra nossos próprios demônios.

Se a ordem do califado me indigna tanto é porque reconheço a sua estupidez: ela é a mesma que, apenas 200 anos atrás, levava psiquiatras europeus a cauterizar com ferro quente o clítoris de meninas que se masturbavam com uma frequência que pais e padres achavam excessiva.

Houve uma época (recente --e nem sei se acabou) em que o desejo feminino nos fazia horror, e a gente estava disposto a qualquer coisa para silenciá-lo. É esse passado que nos daria o direito de intervir.

Não se trata de querer abolir uma diversidade cultural. Certamente há mulheres, no califado, dispostas a ser mutiladas para continuar pertencendo plenamente à cultura na qual elas vivem. Mas o que acontecerá conosco se escutarmos os gritos das que não concordam e deixarmos que se esgotem, até que reine o silêncio dos inocentes sacrificados?

Em Veneza, no Teatro La Fenice, três semanas atrás, assisti a uma apresentação (única) de "Hotel Europa", de Bernard-Henri Lévy (publicado pela editora Marsilio numa edição bilíngue, com textos em italiano e francês). É o monólogo de um intelectual que, num hotel de Sarajevo, prepara uma conferência impossível sobre a Europa e seus valores. Lévy foi marcado pela sua presença na Bósnia durante os anos da guerra e acredita na necessidade moral de intervir nos horrores da casa dos outros.

Concordo ou não, tanto faz; de qualquer forma, saí da peça com a convicção de que uma cultura pode
morrer de sua própria covardia em defender as ideias que ela inventa e promove. E nossa cultura é ameaçada por esse destino: ela tem, ao mesmo tempo, um repertório fantástico de ideias e uma grande timidez na hora defendê-las --até porque uma dessas ideias é que cada um deve ser livre de pensar como quer.

CONTARDO CALLIGARIS
sexta-feira, 14 de novembro de 2014 0 comentários

FILME- JOVEM E BELA




Título original:Jeune & Jolie
Direção:François Ozon
Gênero: Drama
duração: 1h34min
Nacionalidade:França
Ano de produção:2013
Com  Marine Vacth, Géraldine Pailhas, Frédéric Pierrot mais

SINOPSE:
Durante uma viagem de verão com a família, a jovem Isabelle (Marine Vacth) vive a sua primeira experiência sexual. Ao voltar para casa, ela divide o seu tempo entre a escola e o novo trabalho, como prostituta de luxo. A adolescente explora a sua sexualidade e logo começa a ganhar dinheiro com os seus clientes, mas um incidente irá fazer com que a sua mãe, Sylvie (Géraldine Pailhas), descubra as suas atividades secretas. Ao longo das quatro estações do ano, Isabelle irá viver diversas experiências, passando por altos e baixos.

CURIOSODADE:

PARCERIA:
Nova parceria entre o diretor François Ozon e a atriz Charlotte Rampling. Os dois trabalharam juntos em Angel e Swimming Pool - À Beira da Piscina.

Não recomendado para menores de 16 anos 


segunda-feira, 23 de junho de 2014 0 comentários

EVITE SER TRAÍDO

Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o “nível” intelectual, cultural e, principalmente, “liberal” de sua mulher, namorada etc.
As vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído – ou nos termos usuais – “corneado”. Saiba de uma coisa…

Esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça – ou então – assumir seu “chifre” em alto e bom som. Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.
Mas o que seria uma “mulher moderna”? A principio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante…

É aquela que as vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus
braços… É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, arrumada e linda… Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer… Assim, após um processo “investigatório” junto a essas “mulheres modernas” pude constatar o pior.

VOCÊ SERÁ (OU É???) “corno”, ao menos que:
- Nunca deixe uma “mulher moderna” insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.
- Não ache que ela tem poderes “adivinhatórios”. Ela tem de saber da sua boca – o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.
- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol…) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de “chifrudo”. As “mulheres modernas” dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente “cheias de amor pra dar” e precisam da “presença masculina”. Se não for a sua meu amigo…Bem…
- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.
- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfaze-la. As “mulheres modernas” têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam – e querem – fazer sexo TODOS OS DIAS (pasmem, mas é a pura verdade)… Bom, nem precisa dizer que se não for com você…
- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

- Nem pense em provocar “ciuminhos” vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.
- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo
com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um “chifre” tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS “comedor” do que você…só que o prato principal, bem…dessa vez é a SUA mulher.

- Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem… de repente a recíproca também pode ser verdadeira.
Basta ela, só por um segundo, achar que você merece…Quando você reparar… já foi.
- Tente estar menos “cansado”. A “mulher moderna” também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para – como diziam os homens de antigamente – “dar uma”, para depois, virar do lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em “baladas”, “se pegando” em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A “mulher moderna” não pode sentir falta dessas isas…senão…

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão “quem não dá assistência, abre concorrência e perde a preferência”. Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas “mancadas”… proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele `bonitão´ que vive enchendo-a de olhares… e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!!”

ARNALDO JABOR
sexta-feira, 23 de maio de 2014 0 comentários

A SOMBRA E PARA QUEM PODE


A propriedade privada introduz a desigualdade entre os homens, a diferença entre o rico e o pobre, o poderoso e o fraco, o senhor e o escravo, até a predominância do mais forte. O homem é corrompido pelo poder e esmagado pela violência.
(Jean-Jacques Rousseau)

Ao longo da minha vida tenho me projetado como defensora da igualdade racial e de gênero. E conheço de perto as desigualdades exorbitantes existentes entre os mais ricos e os mais pobres do meu país.

Sei que o ingresso, ainda hoje, de negros nas universidades é minoria, mas isto não se da em razão da preguiça, falta de esforço, ou mal caráter  dos negros como alguns podem vir a pensar - E sim, pelo descaso  e preconceitos, os quais foram direcionados ao longo de nossa história como nação.

Não quero fazer a linha do ódio aos brancos ou aos ricos. A questão não é quem é branco e tem dinheiro, mas sim porque temos tantos miseráveis, principalmente sendo esses em maioria negros ou afrodescendentes.  

Negros no período escravista (1500/1888) sequer eram visto como seres humanos, pela mentalidade da época, eram apenas peças e seus  * martírios começavam:  já em suas capturas ainda nas terras africanas. Sendo **escravos não possuíam direitos, nem mesmo sobre a própria vida. Eram contingente muito superior aos dos brancos na maioria das províncias, porém isso  não lhes atribuíram vantagens, ou  os fizeram  integrantes da sociedade. A "forcada" assinatura da *** Lei Áurea em 1888 libertou os escravos remanescentes, porém não deu aos libertos condições para que ocupassem  lugar nessa sociedade excludente, logo; a população negra e oprimida, foi jogada a rua sem proteção, trabalho digno, sem saúde e sem auto-estima. sobrando-lhe apenas o estigma de marginal.


Quanto a situação das mulheres muita coisa mudou, mas temos ainda muito por melhorar. O que explica a baixa quantidade de mulheres ocupando cargos de chefia? Estudos apontam que apenas **** 23% ocupam cargo de chefia ou similares e os números são bem menores quando direcionados a mulheres negras. E essas poucas que conseguem ultrapassar as fronteiras da misoginia; ainda tem de se vê às voltas com o assédio moral, sexual e discriminação.

É fácil ostentar  frases como, a  sombra é para quem pode, quando se teve por herança a casa grande. Mas não é o mesmo para que teve de herança a senzala ou as periferias.

A respeito a discrepância entre as diferentes classes sociais, geradoras de inúmeros problemas e conflitos, repondo com o vídeo abaixo:

 Pensem:  Legitimando a ideia de manter o status quo das classes mais ricas, frases feitas como - A sombra e para quem pode - são propagadas indiscriminadamente pelas redes sociais e podem até parecerem bonitinhas, no entanto, nelas estão embutidas - preconceitos, discriminação e falta de consciência  daqueles que as compartilham. Agora, assistam ao premiado documentário ILHA DAS FLORES E ME RESPONDAM: A SOMBRA E PARA QUEM PODE? E POR QUÊ?

   

 * Filme Amistad, de steven Spielberg. Estados Unidos, 1997.
**LOPES, Jose reinaldo de Lima, O direito na historia, Sao Paulo, Max limonad.
*** Lei Áurea. Imperial n 3.353 de 13 de maio de 1888. ]
**** Segundo a ong Comtra (Casa das Mulheres trabalhadoras)


quarta-feira, 16 de abril de 2014 0 comentários

QUEM BUSCA UM AMOR PERFEITO NÃO TEM MATURIDADE



Quer um amor perfeito? Só se for a flor!

Cada vez mais aumenta o número de pessoas insatisfeitas no amor. São homens e mulheres, em sua maioria gente bacana, tentando encontrar alguém com quem possam compartilhar o que tem de melhor. Mas, como uma ironia do destino, mesmo quando duas pessoas bacanas se encontram, acabam não tendo tempo de perceber isso. Estragam as coisas antes mesmo que as coisas tenham tempo de existir

Se antes as pessoas suportavam coisas demais em nome do amor, até mais do que deveriam, mais do que seria saudável; hoje nada suportam. Basta uma palavra aparentemente inadequada ou mal colocada, um gesto mal cuidado, um erro, uma roupa desencontrada, um sapato mais brilhante do que supostamente deveria ser, e o outro já é descartado. Não se aceita nada menos do que a perfeição.

Para desistirmos de alguém basta perceber que esse alguém é de carne e osso e que, além de alegria, sente também tristeza ; basta descobrir que o outro, como qualquer ser humano, tem problemas, dificuldades, se afastando do ideal de perfeição tão cuidadosamente traçado. Hoje em dia descartamos as pessoas como se faz com brinquedos estragados em uma linha de produção.

Queremos que tudo seja rápido e absolutamente perfeito. Não há mais espaço para a conquista sadia, para o caminho de conhecimento mútuo que acontece aos poucos, para a parceria, para a construção conjunta. Queremos o produto acabado e sem defeitos. Não há espaço para que o amor possa acontecer. As avaliações são superficiais, afinal não temos tempo a perder.

- Ou serve ou não serve!

E se achamos, após algumas horas e um tanto de impressões superficiais, que aquela pessoa não serve, a jogamos fora, como fazemos com os arquivos da lixeira de nosso computador. Apertamos a tecla” Del” e seguimos em frente sem nem mesmo olhar para trás, muitas vezes deixando um rastro desastroso por nosso caminho.
Não é de se estranhar ver tanta gente sozinha.

Cada vez mais aumenta o número de pessoas insatisfeitas no amor. São homens e mulheres, em sua maioria gente bacana, tentando encontrar alguém com quem possam compartilhar o que tem de melhor. Mas, como uma ironia do destino, mesmo quando duas pessoas bacanas se encontram, acabam não tendo tempo de perceber isso. Estragam as coisas antes mesmo que as coisas tenham tempo de existir. A pressa, a ansiedade, a falta de paciência, são como uma foice, cortando o brotinho que ingenuamente se dispunha a crescer.

Por que fazemos isso?

Creio que nunca estivemos tão assustados como agora. Temos medo. Não apenas do outro, mas temos medo de nós mesmos, medo de não sermos capazes de atingir a perfeição autoexigida. Temos medo de que, ao entrarmos em um relacionamento, enxerguemos no outro (que é como um espelho gigante) , as nossas próprias imperfeições. E para não quebrarmos essa ilusão de que somos perfeitos, nos mantemos longe dos espelhos, longe dos relacionamentos.

É preferível acreditar que o problema está no outro. É o outro que está gordo demais, ou é inteligente de menos, ou usa roupas feias, ou cheira a mel estragado, ou sei lá o que mais formos capazes de inventar. Tudo para nos afastar da possibilidade de olhar para nossas próprias falhas e feridas.

Se o amor não é perfeito, muito menos somos nós.

Só quando aceitarmos a nós mesmos exatamente como somos, essa linda somatória de qualidades e defeitos, seremos capazes de abrir nosso coração para uma pessoa de verdade, de carne e osso, dessas que nem sempre combinam com as páginas de revistas ou personagens românticos de filmes e novelas.

Enquanto isso, continuamos trancados, fechados para o amor, atropelando as pessoas bacanas que tanto queremos encontrar, sem nem mesmo perceber a nossa responsabilidade no rastro de destroços que deixamos para trás.

Patricia Gebrim

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014 0 comentários

A CULPA É SUA


Esse vídeo indiano é uma forma inteligente de passar a mensagem de não violência as mulheres. Ironizando a questão dos estupros  coletivos que infelizmente estão ocorrendo com frequência absurda na Índia.

Nele são apresentados alguns argumentos de conservadores e logo depois vem a abordagem irônica do porque não dá  certo. Afinal, como sita o nome do filme "A culpa é sua!", ou seja, da vítima.

É impossível para mim imaginar o que as mulheres indianas estão passando. O medo, a vergonha, a violência, a culpa.

Espero que logo se encontre uma solução que leva a alguma proteção a essas mulheres que eu conhecia apenas pela beleza e ar de mistério tão peculiarmente femininos e agora por essa violência sem propósitos a qual elas tem sido infligidas sem ter quem as socorra.

OBS: A palavra Bhaya tem por significado "irmão"

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014 0 comentários

DEGRADAÇÃO DOS DIREITOS DAS MULHERES NO PCdoB


Os problemas das mulheres no PCdoB carioca começam nas mãos de dirigentes que descem o cacete nas esposas e depois posam como defensores do feminismo. Tem gente batendo (batendo mesmo) o maior bolão, mesmo não sendo jogador de futebol.  

Depois a  prostituição de luxo no PCdoB é algo rotineiro. A pesar do partido hoje comandar a secretária de mulheres no Rio de Janeiro.


 As mulheres que  não se submetem as regras dessa barbárie estão condenadas a anulação politica e marginalização por conta dos próprios companheiros e companheiras de partido. 


 ISSO SEM FALAR NA DISCRIMINAÇÃO RACIAL E DE CLASSE. 


Quem trabalha no CEPERJ e tem um pouquinho de consciência politica que vá além do clientelismo, sabe que essa instituição tem um pouquinho de navio negreiro na visão dos nossos queridos dirigentes sacanas. 

Mulher negra e de comunidade tem que rebolar se quiser entrar na cota.


VIVA A ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL PARTIDÁRIA!


Mulher no PCdoB  tem que ter pistolão ou sentar no sofá daqueles que ocupam cargos mais elevados. Tente denunciar qualquer coisa no PCdoB e rapidamente você deixará de ser militante e sofrerá as piores degradações morais entre eles, pois e´o que acontece quando se está entre pessoas as quais   não respeitam a nada e nem a ninguém, além de dinheiro e possibilidade de poder. 


Esse ano é de COPA do mundo, de eleições e muita secagem com gente pobre. Vai ter muito dirigente do PCdoB subindo o morro e se fazendo de bom moço. Capitando gente de comunidade, principalmente as negrinhas bonitas. 


E se a negrinha não gostar a farão calar através da humilhação publica ou da força, pois negro do PCdoB só tem vez se tiver pistolão ou sentar no sofá. Negrinha lá somente na base do clientelismo para cumprir cota. 


Vida de militante negra no PCdoB é VIDA DE MUCAMA. Mas os dirigentes vão dizer que SER MUCAMA é algo bonito. Romantizarão a tudo dizendo que essas mulheres contribuiriam para a cultura do Brasil e se calarão a respeito da omissão e violência que essas mulheres sofreram continuamente por longos anos de nossa história. 


E sabe porque? Porque para a elite, os burocratas de merda  do PCdoB tudo é bonito. 


Tenho por certo que depois da leitura desse meu texto tem dirigente do tipo lobo velho que perdeu os dentes dizendo que o meu problema é homem. E afirmo que é, pois no PCdoB só encontrei covardes que agem pelas costas, que vão para  reuniões e TV dizendo-se apoiadores do feminismo, MAS AINDA ACHAM QUE TODO PROBLEMA DE MULHER É HOMEM. 



SEM MAIS. 



http://globotv.globo.com/rede-globo/video-show/v/revirando-o-bau-ilka-tibirica-de-fera-ferida-adorava-usar-receitas-caseiras-afrodisiaca/2057928/


OBS: O vídeo abaixo é só para descontrair um pouco enquanto outros tentam levantar a moral caida do coleguinha de corrupção, desvios na CREMERJ e etc. Seria por amor? Seria apenas porque Ilka bedelhuda e louquinha  se mete onde não é chamada/ 









sábado, 23 de novembro de 2013 0 comentários

MULHERES ESPIRITUALIZADAS FAZEM SEXO COM MAIS FREQÜÊNCIA



Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra que a espiritualidade tem uma grande influência sobre a vida sexual de jovens adultos, principalmente mulheres. O fator se mostrou mais importante que a religiosidade, a impulsividade e o álcool.


O estudo, realizado na Universidade de Kentucky, foi feito através de um questionário com 353 alunos – sendo que 215 eram mulheres. O questionário perguntava sobre os hábitos dos alunos quanto ao uso de álcool, a impulsividade, a religiosidade e espiritualidade e práticas sexuais.


Os resultados mostram que as mulheres com maiores níveis de espiritualidade fazem sexo com mais frequência, mas a espiritualidade não tem o mesmo efeito sobre os homens. De acordo com Jessica Burris, coautora do estudo, os homens mais espirituais podem fazer menos sexo porque é comum que eles não vejam o sexo como uma porta para a intimidade emocional.


Já para as mulheres, a espiritualidade foi a razão mais comum para um maior número de parceiros sexuais, frequência de relações e a tendência de fazer sexo sem proteção. Segundo os autores, a espiritualidade pode ser vista quase como um fator de risco para as mulheres jovens.


Segundo Burris, as qualidades da espiritualidade que afetam a sexualidade são a conectividade com outras pessoas, a universalidade e a realização de preces. Porém, é a conectividade que tem o papel mais importante sobre a sexualidade feminina: “A crença de que existe uma relação íntima com outros humanos e que essa conexão e harmonia são indispensáveis podem levar a mulher a acreditar que a intimidade sexual possui algum tipo de qualidade transcendental”.


Porém, é mesmo a espiritualidade que torna as mulheres mais sexuais ou ela simplesmente implica em uma mentalidade mais aberta, que se manifesta através do sexo? A pesquisadora acredita que é a primeira opção: “Embora a espiritualidade possa estar relacionada com outras variáveis que mostram relacionamentos semelhantes com a sexualidade e práticas sexuais, o que observamos não pode, na minha opinião, ser explicado por outras variáveis”, diz. 

Por Alessandra Nogueira [Live Science]
quarta-feira, 17 de julho de 2013 0 comentários

HOMEM


Homem não é aquele que diz que ama hoje e amanhã te trai, não é aquele que está cheio de bens matérias, mas com a ALMA vazia, pois os bens matérias são apenas acessórios do ser humano e que depois que morrerem vai ficar tudo.
Homem da valor pra quem está ao seu lado, garotos dão valor quando perdem!
Homem luta pelo o que acredita, garotos correm desesperadamente atrás da merda feita.
Homem se encanta por um sorriso, se apaixona por um olhar e quando ama, ama de verdade, não ama pela metade.
Garotos se encantam por um par de bundas, se apaixonam por mulheres "gostosas" e amam? Claro que amam uma a cada dia da semana.
Um homem vai estar ao seu lado em todos os momentos da sua vida, irá fazer planos com você, irá crescer junto.
Um garoto não tem nada a ver com homem, então não confunda.

Um homem está nas suas atitudes, no seu caráter. Um homem tem a alma branda, o coração puro e acima de tudo, tem princípios.
Não estou com o intuito de santificar os homens, claro que não, pois ninguém é a perfeição em pessoa, entretanto há suas exceções. Logo, não iremos generalizar.
Com isso tudo dizem que home é um bicho complicado, e o bicho Mulher? Não é nem um pouco, claro que não, porque seria?
Por isso que eu não tento mais compreender, é a melhor coisa a se fazer.
Pois existem Homens e garotos, assim como Mulheres e garotas.
Como diz a 'Clarice Lispesctor' "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento”
Portanto vamos viver gente, mais como um homem de verdade, pois homens CONQUISTAM Mulheres e Garotos Pegam as Garotas.

(Kelven de castro) Rio, setembro de 2012.



quarta-feira, 8 de maio de 2013 0 comentários

MAIS UMA DE AMOR



Que algumas pessoas não acreditem que o homem esteve mesmo na lua, dá até pra entender, mas tem gente que não acredita em amor, e isso é imperdoável. Podemos não acreditar no que nossos olhos vêem, mas não podemos desacreditar no que sentimos. Você já ficou com a boca seca diante de uma pessoa? Já teve receio de ela estar ouvindo as batidas do seu coração? Bem, isso tudo não é prova de amor, apenas de ansiedade. Amor é outra coisa. Amor é quando você acha que a pessoa com quem você se relacionava era egoísta, possessiva e infantilóide e isso não reduz em nada a sua saudade, não impede que a coisa que você mais gostaria neste instante é de estar tocando os cabelos daquela egoísta, possessiva e infantilóide.
Amor é quando você não compreende direito algumas coisas, mesmo tendo o QI mais elevado da turma, mesmo dominando o pensamento de Sócrates, Plutão e Nietzche. Perguntas simples ficam sem resposta, como por exemplo: como é que eu, sendo tão boa gente, tão honesto e com um coração tão grande, não consigo fazê-la perceber que ela seria a pessoa mais feliz do mundo ao meu lado? Amor é quando você passa dias sem ver quem você ama, depois passam-se meses, e aí você conhece outra pessoa e passam-se décadas, e você já nem lembra mais do passado, e um dia qualquer de um ano qualquer você se olha no espelho e pensa: como é que eu consegui enganar a mim mesmo durante todo esse tempo? Amor é quando você sente que seria capaz de amarrar o cadarço de um tênis com uma única mão ou de fazer a chuva parar só com a força do pensamento caso a pessoa que você ama lhe mandasse um sim deste tamanho.
Amor é quando você sabe tintim por tintim as razões que impedem o seu relacionamento de dar certo, é quando você tem certeza de que seriam muito infelizes juntos, é quando você não tem a menor esperança de um milagre acontecer, e essa sensatez toda não impede de fazê-lo chorar escondido quando ouve uma música careta que lembra os seus 14 anos, quando você acreditava em milagres.
Tudo isso pode parecer uma grande dor, mas é uma grande dádiva, porque a existência do amor está toda hora sendo lembrada.
Dor é quando a gente está numa relação tão fácil, tão automática, tão prática e funcional que a gente até esquece que também é amor.

Martha Medeiros


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quinta-feira, 18 de abril de 2013 0 comentários

MULHERES INTUITIVA HOMENS AUTISTAS




Em média, somos mais altos e mais musculosos do que as mulheres. Característico da maioria dos mamíferos, esse dimorfismo sexual é evidência indiscutível da seleção natural resultante da competição milenar entre os machos pela posse das fêmeas, sempre interessadas em se acasalar com os mais poderosos, capazes de proteger suas proles. Nos últimos 50 anos, os neurocientistas têm demonstrado que o dimorfismo na espécie humana não se restringe à aparência física, mas está presente na configuração do cérebro.

Apesar de variações individuais, o cérebro masculino é cerca de 9% maior do que o feminino, graças às dimensões da substância branca, uma vez que a quantidade de massa cinzenta (associada às funções cognitivas superiores) é semelhante em ambos os sexos. Por outro lado, o corpo caloso, estrutura que estabelece a conexão entre os hemisférios cerebrais direito e esquerdo, é proporcionalmente mais desenvolvido nas mulheres.

Os neurônios das mulheres parecem formar maior número de conexões (sinapses), essenciais do ponto de vista funcional, mas os homens têm em média 10 milhões a 20 milhões de neurônios a mais, e eles se
encontram mais densamente empacotados na maior parte dos centros cerebrais.
Antes que você, leitora feminista, tenha um ataque de nervos, vamos deixar claro que, até hoje, nenhum estudo científico conseguiu demonstrar superioridade dos quocientes médios de inteligência em qualquer dos sexos.

Tomadas em conjunto, essas informações apenas explicam porque nós demonstramos mais habilidade na realização de tarefas restritas a um único hemisfério cerebral, como interpretar mapas geográficos, encontrar saídas em labirintos, lidar com máquinas, ao passo que elas levam vantagem em atividades que se beneficiam das conexões entre os dois lados do cérebro: interpretação de emoções alheias, sensibilidade social, fluência verbal.

Enquanto as áreas cerebrais controladoras da linguagem masculina estão limitadas ao hemisfério cerebral esquerdo, a mulher utiliza os dois hemisférios ao falar. Graças a essa versatilidade, as meninas começam a falar mais cedo (e, segundo os maledicentes, não param mais) e se saem melhor nas atividades escolares que privilegiam a linguagem.Comparadas com os meninos, elas nascem com uma diferença de maturação cerebral de quatro semanas, diferença mantida de tal forma até a idade escolar que o doutor José Salomão
Schwartzman, um dos neuropediatras brasileiros mais conceituados, considera erro grosseiro levar em conta apenas o critério de idade para misturar crianças de ambos os sexos na mesma sala de aula.

Dados experimentais demonstram que essas características sexuais estão ligadas a fatores biológicos. Ratos machos realizam com mais facilidade os testes para encontrar saídas de labirintos, vantagem perdida quando as fêmeas são tratadas com testosterona no período neonatal. Na infância, os machos de diversas espécies de macacos preferem brincar com carrinho, enquanto as fêmeas escolhem as bonecas.
Em trabalho publicado em 2001, no qual bebês de um dia de vida foram colocados diante da face de uma pessoa e de um objeto mecânico móvel, ficou demonstrado que as meninas passam mais tempo a olhar para a face; os meninos, para o objeto.

O mecanismo responsável por essas diferenças corre por conta da exposição do sistema
nervoso à ação da testosterona produzida pelos testículos durante a vida embrionária e neonatal. Meninas que nascem com hiperplasia adrenal congênita, condição genética em que ocorre aumento de produção de testosterona, exibem comportamento mais semelhante ao dos meninos.É cada vez mais aceita na psicologia moderna a teoria da Empatia-Sistematização (E-S), segundo a qual os indivíduos podem ser classificados de acordo com sua maior habilidade de sistematizar ou estabelecer empatia. Sistematizar é a capacidade de analisar um sistema com o objetivo de prever seu o comportamento. Empatia é a capacidade de identificar estados mentais alheios e de responder a eles com a emoção mais apropriada.

A teoria E-S propõe que as diferenças psicológicas entre os sexos sejam definidas pelo diferencial entre as dimensões da empatia (E) e da sistematização (S), uma vez que prever comportamentos e emoções alheias não obedece às regras que regem sistemas mecânicos, nos quais a resposta a um mesmo estímulo é sempre previsível. O tipo psicológico ES é característico das mulheres;

SE é mais encontrado nos homens.
De acordo com a teoria, o processo de masculinização cerebral, levado ao extremo, conduziria ao autismo, condição associada a comportamentos repetitivos, obsessão por sistemas previsíveis como decorar horários de trens e nomes de ruas, resistência às mudanças do ambiente, dificuldade de compreender
metáforas, precocidade para decifrar funcionamento de máquinas e dificuldade de relacionamento afetivo.

O dimorfismo cerebral explica porque as mulheres tantas vezes nos surpreendem ao interpretar atitudes e prever intenções alheias e a habilidade demonstrada por elas na execução de tarefas simultâneas como dar banho nos filhos, falar ao telefone, avisar que a campainha está tocando e pedir para desligar o forno, enquanto dez homens na sala, assistindo ao futebol, perdem a concentração quando entra
uma mulher para perguntar quem vai encomendar a pizza.

DRÁUZIO VARELLA
terça-feira, 26 de março de 2013 1 comentários

MUCAMAS



"Uma elite enriquecida no suga-suga das verbas públicas, não se conforma com nenhuma ascensão do negro na sociedade. Quer seja em empregos de maiores salários, na política ou nas universidades."



Não há medida para o meu aborrecimento com o PCdoB. Sou uma mulher negra e como a maioria da minha cor, conheço e sofro na pele com o preconceito á Brasil. Uma moda de preconceito camuflado e por tanto consentido o qual dificulta sua identificação e ainda mais as possibilidades de ser combatido.
Mas apesar de viver essa realidade não aceito e nunca aceitarei ser denegrida, desvalorizada por ser negra. Minha cor não me faz inferior a absolutamente ninguém.

Saibam os desavisados que a escravidão negra no Brasil foi abolida desde 1888, então, por que minha palavra, honra, dignidade para o PCdoB vale menos do que a de um homem branco?
Como na música da Vanessa da Mata canto com o peito inflado de orgulho: eu sou neguinha!
Sim, eu sou uma mulher negra. Mas não estou aqui para servir os apetites sexuais dos dirigentes e lideranças do PCdoB.

Sou negra sim, porém não sou cativa de nenhum senhor de engenho. Por tanto diferente do que me passaram as senhoras Mara Marciel e Claudia Vitalino na falsa comissão de controle, que deveria chamar de “comissão de controle a Jaqueline”, não tenho a intenção e menos ainda obrigação de me deitar com nenhum dirigente em troca de cargo público.

Sou negra, mas não sou mucama.
Sou uma mulher livre. Quem decide com quem faço amor sou eu e não um partido político.
Ao denunciar a prostituição de luxo a qual nós mulheres, sobre tudo as negras, estamos sendo expostas no PCdoB, ouvi em tom de ameaça que eu deveria calar a boca porque isso é política e sempre será assim..

O que mais dizer?

"A elite faz do racismo o seu entretenimento".






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quarta-feira, 20 de março de 2013 3 comentários

A CONTRUÇÃO DO SER MULHER



A maturidade chega a face, porém não me agride, estamos entrando num acordo eu acho.
Quando eu era criança queria ser Bina ou Mônica essas duas irmãs meigas, bonitas e delicadas, agora não quero mais ser nada além de Jaqueline Ramiro. Apenas clamo a senhora maturidade que venha trazendo ao mundo com todos os seus encantos a mulher dentro de mim, pois se fecho os olhos percebo ainda sonhos de menina.

Observo encantada ao meu lado marido e filhos e ainda não me convenço do contrário, não cheguei ao final de minha busca. Antes a essência da feminilidade estava na Bina e Mônica, mas meu desejo é conhecê-la na sua plenitude. Como mulheres sempre deixam impressões por onde passam ou por quem passam, vasculho os fragmentos em cada uma que cruza o meu caminho chegando muitas vezes a encontrar partículas em  em alguns homens.
Femininas, caças e presas.    

Tento compreender suas razões o que faz delas fortes, frágeis.
Singelas partes de chocolate e sorvete para reprimir desejos encadeados pelo perfume amadeirado do completo estranho que remete a intimidade daquele que deixou saudade.
Examino o fundo do pote, o que acreditamos ser sempre o último pedaço de felicidade principalmente para aquelas que resolveram travar guerra contra o tempo.



Quantas tristezas pode haver por baixo de uma maquiagem perfeita? E quanto prazer disfarçado no olhar aparentemente absorto de quem contempla a paisagem.


Vejo homens atônitos procurando pela mulher, não encontrando julgam estarem todas loucas e sem piedade nos ferem a alma, então as meninas choram, choram, choram...

Por: Jaqueline Ramiro





Links:  PCdoB x MILICIANOS

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quarta-feira, 13 de março de 2013 0 comentários

MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS

“Os sonhos são portais, entradas, preparações e ensaios para o próximo passo na consciência da mulher, para o dia seguinte no seu processo de individuação. Portanto, uma mulher poderia sonhar com o predador quando suas circunstâncias psíquicas estão excessivamente inertes ou complacentes.

Poderíamos dizer que o sonho ocorre para provocar uma tempestade na psique para que algum trabalho vigoroso possa ser realizado. Além disso, o sonho dessa natureza afirma que a vida da mulher precisa mudar, que a mulher que sonha ficou enredada em algum hiato ou em algum estado inercial relacionado a alguma escolha difícil, que ela reluta em dar o passo seguinte, concluir o percurso seguinte, que ela está evitando arrancar sua própria força das mãos do predador, que ela não está acostumada a ser/agir/lutar a todo vapor, sem reservas.”

 MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS



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sexta-feira, 8 de março de 2013 2 comentários

DIA INTERNACIONAL DA MULHER



Minha avós sofreu um estupro aos 13 anos,
eu fui estuprada aos 5 anos de idade,
ao longo de minha vida vi minha mãe sofrer diversas agressões
fisicas e mentais de seus parceiros 
e enquanto aqui escrevo milhares de mulheres estão sofrendo algum tipo de violência.
Segundo a Anistia Internacional, em relatório divulgado em 05/03/2004,
 mais de um bilhão de mulheres no mundo - uma em cada três - foi espancada, forçada a manter relações sexuais ou sofreu outro tipo de abuso, quase sempre cometido por amigo ou parente.
Nossas leis e politica estão longe de trazer alguma proteção para elas.
Até o final desse ano quantas de nós mulheres irão morrer e os agressores permanecerão impunes?

FELIZ DIA DAS MULHERES


por: Jaqueline Ramiro




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