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sexta-feira, 14 de novembro de 2014 0 comentários

SÁTIROS


Os Sátiros são seres mitológicos masculinos da Grécia Antiga. Possuíam corpo de carneiro,cabeça de homem, orelhas pontudas, cabelos compridos e nariz achatado. De acordo com a mitologia grega, os sátiros acompanhavam o semideus Pan (protetor dos pastores) e o deus Dionísio (do vinho e das festas), vagando pelas montanhas e bosques da Grécia.

Características e atributos

Nos mitos gregos tinham a características de apresentarem grande potência sexual. Logo, eram retratados, pelos pintores gregos, apresentando ereção.

O "pai" dos sátiros 

Em algumas tradições gregas, Sileno aparece como o pai da tribo dos sátiros. Sileno era um velho sábio, deus da embriaguez, que sempre acompanha Dionísio.

O sátiro Marsias 

Além de Sileno, outro sátiro muito popular na mitologia grega foi Marsias. De acordo com algumas lendas, Marsias foi quem desafiou o deus Apolo num concurso musical. Marsias era um excelente tocador de flauta doce. Neste concurso, as Musas foram os juízes e, no final, Apolo saiu vencedor. Como punição, Apolo pregou a pele do sátiro numa árvore e o sangue que escorreu formou o rio Marsias.

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Sátiros na Bíblia
Nas traduções do Antigo Testamento (notadamente Isaías 13:21 e 34:14), o termo "sátiro" é às vezes usado como tradução do hebraico se'irim, "peludos", também traduzido como "demônios" ou "bodes". No folclore dos antigos hebreus, se'irim era um tipo de daimon ou ser sobrenatural que habitava lugares desolados. Existe uma alusão à prática de realizar sacrifícios aos se'irim em Levítico, 17:7. Essas entidades podem estar relacionados ao "demônio peludo dos passos montanhosos" (azabb al-akaba) das lendas árabes.

Na Vulgata, a tradução da Bíblia por São Jerônimo, o mesmo termo foi traduzido por onocentauro.
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Sátiros romanos e modernos 
SatyrNymphHousepompeia
"Sátiro e Ninfa", mosaico de Pompéia na chamada "Casa do Fauno", arte romana
Ninfasatiro


Os romanos identificaram os sátiros gregos com o deus Fauno e com os faunos da mitologia latina.
Suas características eram originalmente diferentes, mas a literatura e a arte clássica da Europa moderna trataram os dois termos como sinônimos e misturaram suas características.

Os sátiros tinham aspecto mais humano, salvo pela cauda e orelhas de asno, mas eram lascivos e bêbados. Os faunos tinham aspecto mais animalesco, mas eram de comportamento mais digno.

O resultado desse sincretismo são entidades com o comportamento dos sátiros gregos e o aspecto dos faunos latinos, chamadas indiferentemente de faunos ou de sátiro, mas na verdade mais semelhante aos pãs gregos. É com esse aspecto e conceito que os sátiros foram imaginados, descritos e pintados desde a Renascença, geralmente na forma de machos lúbricos.

Dessa concepção de sátiro, vêm termos como "satiríase", "satirismo" ou "satiromania" (desejo sexual excessivamente forte nos homens). Vale notar, porém, que a palavra "sátira" não está etimologicamente relacionada aos sátiros.

"Sátira" provém do latim satira "mistura de prosa e verso, sátira, gênero satírico", forma tardia do latim satura "sátira, mistura", que segundo os gramáticos latinos é abreviação do latim lanx satura "prato cheio, prato com vários tipos de frutos reunidos", de lanx "prato" e satŭra, feminino de satur "cheio, abundante", de satis "muito, bastante".

A semelhança formal entre os vocábulos latinos satĭra e satyrus "sátiro" gerou uma grafia satyra, etimologicamente incorreta, baseada na suposição errônea de que o latim satĭra derivaria do grego sátyros, em alusão ao coro de Sátiros, que emprestou seu nome ao drama satírico grego.

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Ninfomania (em mulheres) e Satiríase (em homens) Do latim vulgar satyriasis, do grego σατυρίασις, de σάτυρος (sátiro) -  é um transtorno sexual caracterizado por um nível elevado de desejo e atividade sexual a ponto de causar prejuízos na vida da pessoa.Apetite sexual excessivo,hipersexualidade, Desejo Sexual Hiperativo (DSH)

sexta-feira, 25 de outubro de 2013 2 comentários

O MITO DE ER

Platão, discípulo de Sócrates, dizia que o poder da virtude era tal que teria repercussões para além da própria e limitada vida de um individuo, ou seja, depois da morte.


O pastor Er, da região da Panfília, morreu e foi levado para o Reino dos Mortos. Ali chegando, encontra as almas dos heróis gregos, de governantes, de artistas, de seus antepassados e amigos. Ali, as almas contemplam a verdade e possuem o conhecimento verdadeiro. Er fica sabendo que todas as almas renascem em outras vidas para se purificarem de seus erros passados até que não precisem mais voltar à Terra, permanecendo na eternidade. Antes de voltar ao nosso mundo, as almas podem escolher a nova vida que terão.

Algumas escolhem a vida de rei, outras de guerreiro, outras de comerciante rico, outras de artista, de sábio. No caminho de retorno à Terra, as almas atravessam uma grande planície por onde corre um rio, o Lethé (que, em grego, quer dizer esquecimento), e bebem de suas águas. As que bebem muito esquecem toda a verdade que contemplaram; as bebem pouco quase não se esquecem do que conheceram. As que escolheram vidas de rei, de guerreiro ou de comerciante rico são as que mais bebem das águas do esquecimento; as que escolheram a sabedoria são as que menos bebem.

Assim, as primeiras dificilmente (talvez nunca) se lembrarão, na nova vida, da verdade que conheceram, enquanto as outras serão capazes de lembrar e ter sabedoria, usando a razão.

(Platão, República. Livro X)
domingo, 13 de outubro de 2013 0 comentários

METAMORFOSES



Não há coisa alguma que persista em todo o Universo. Tudo flui, e tudo só apresenta uma
imagem passageira. O próprio tempo passa com um movimento contínuo, como um rio... O
que foi antes já não é, o que não tinha sido é, e todo instante é uma coisa nova. Vês a noite,
próxima do fim, caminhar para o dia, e à claridade do dia suceder a escuridão da noite...

Não vês as estações do ano se sucederem, imitando as idades de nossa vida? Com efeito, a
primavera, quando surge, é semelhante à criança nova... A planta nova, pouco vigorosa,
rebenta em brotos e enche de esperança o agricultor. Tudo floresce. O fértil campo
resplandece com o colorido das flores, mas ainda falta vigor às folhas. Entra, então, a quadra mais forte e vigorosa, o verão: é a robusta mocidade, fecunda e ardente.


 Chega, por sua vez, o outono: passou o fervor da mocidade, é a quadra da maturidade, o meio-termo entre o jovem e o velho; as têmporas embranquecem. Vem, depois, o tristonho inverno: é o velho trôpego, cujos cabelos ou caíram como as folhas das árvores, ou, os que restaram,
estão brancos como a neve dos caminhos. Também nossos corpos mudam sempre e sem
descanso... E também a Natureza não descansa e, renovadora, encontra outras formas nas
formas das coisas.
Nada morre no vasto mundo, mas tudo assume aspectos novos e
variados... Todos os seres têm sua origem noutros seres.


Existe uma ave a que os fenícios dão o nome de fênix. Não se alimenta de grãos ou ervas, mas das lágrimas do incenso e do
suco da amônia. Quando completa cinco séculos de vida, constrói um ninho no alto de uma
grande palmeira, feito de folhas de canela, do aromático nardo e da mirra avermelhada. Ali
se acomoda e termina a vida entre perfumes. De suas cinzas, renasce uma pequena fênix,
que viverá outros cinco séculos... Assim também é a Natureza e tudo o que nela existe e
persiste.


Ovídio, Metamorfoses.



Links indicados: SOBRE OS POETAS E A MENTIRA

DIFICULDADE PARA A BUSCA DA VERDADE

ESPANQUEMOS OS POBRES!

ILHA DAS FLORES (curta)
 
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