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segunda-feira, 31 de outubro de 2016 0 comentários

PASTEL DE FLANGO???



Este é um erro muito comum dos brasileiros HUE ao fazerem piadinhas sem graças com japoneses, falando Pastel de Flango. Sendo que no Idioma japonês não existe a letra "L" eles falam o "R" no lugar do "L". 

Alem de fazer piada sem graça, ainda faz errado. Essa piada foi criada para ser usado com chineses que tem a dificuldade de falar o R. 

Para saber a diferença entre os idiomas chines e japonês acesse o link abaixo: 

http://skdesu.com/qual-diferenca-entre-os-idiomas-chines-e-japones/
sábado, 16 de abril de 2016 2 comentários

FILME- CEMITÉRIO DOS VAGALUMES (Hotaru no Haka)


Maravilhoso, impossível não se emocionar. Mas se você é do tipo de pessoa muito sensível melhor não assistir a esse filme.

Os dois irmãos Seita e Setsuko, personagens dessa linda história são fortes e tentam a todo custo sobreviverem as adversidades de uma ilha japonesa constantemente bombardeada durante a 2 guerra mundial, mas sobre tudo a falta de solidariedade e não apenas os acontecimentos da guerra acabam levando-os a um desfecho trágico. 

Esse anime nos faz questionar valores humanos. Lindo filme, mas faz doer o coração.

COLOCAR LEGENDA EM PORTUGUÊS USANDO O ÍCONE (RETÂNGULO) NA BARRA INFERIOR DO PRÓPRIO YOUTUBE




sexta-feira, 11 de abril de 2014 2 comentários

A CASA DE PEQUENOS CUBINHOS


Essa é a prova cabal de que nem sempre é possível uma cota mínima de 1h30 de duração para contar uma história completa, com começo, meio, fim e um desenvolvimento eficiente de narrativa, proposta e desfecho convincente. “A Casa de Pequenos Cubinhos” (Tsumiki No Ie) tem apenas 12 minutinhos. Uma animação sem diálogos que consegue satisfazer exatamente tudo o que esperamos de um filme excelente. Talvez boa parte dessa autoridade em nos embarcar no singelo venha da herança oriental de se contar uma história.

Nesse caso, o curta é escrito e dirigido pelo japonês Kunio Kato, que ainda faturou o Oscar de melhor curta metragem de animação no Oscar 2009. Numa cidade que estranhamente vai ficando submersa, um velhinho solitário vai construindo sempre mais uma casa por cima da outra. Numa dessas construções, seu velho cachimbo cai dentro da água e, para recuperá-lo, ele utiliza um tanque de ar para mergulhar no que já foi tomado pela inundação. Entra vários alçapões que separam todas as casas construídas, o velhinho vai resgatar toda a história de sua família através das lembranças que aqueles cômodos são capazes de associar.

Além de ser genuinamente simples, “A Casa de Pequenos Cubinhos” ainda não extrapola no bom senso ao nos envolver numa curtíssima viagem, que nos ensina o valor das nossas experiências afetivas que irão se tornar memórias no tempo adiante, no futuro, no devir. Ou seja, a obra (que de pequena só tem o tempo de duração mesmo) vai se utilizar de alguns símbolos fortes para nos apreender essa lição, como o mergulho para a recuperação da memória e a lentidão do trabalho de construção, tijolo a tijolo, para nos remontar às nossas histórias de vida.

Para quem ainda não conhece, vale tirar menos de 15 minutos do seu dia para prestigiar um pequeno notável.

segunda-feira, 10 de março de 2014 0 comentários

A LENDA DA BORBOLETA BRANCA


Certa vez, numa aldeia no interior do Japão, um homem já muito idoso, que sempre vivera sozinho, chamou sua irmã viúva e seu sobrinho para irem morar com ele. Como estava com a idade avançada e muito doente, fez um testamento, deixando a propriedade de herança para o jovem sobrinho. Até mudar-se para a casa do tio, o rapaz pouco o conhecia, pois o homem vivia sozinho e não visitava os parentes. 

Um dia, quando o rapaz estava sentado ao lado do leito de seu tio, fazendo-lhe companhia, viu uma enorme borboleta branca entrar no quarto. A borboleta voou em círculo e pousou no travesseiro do idoso, que dormia. Ali ficou pousada alguns instantes, depois levantou voo e saiu pela janela. O rapaz achou aquilo muito estranho e resolveu seguir a borboleta. Esta voou em direção ao cemitério, que ficava do outro lado da rua, bem próximo da casa. Foi diretamente para um túmulo e, ali, desapareceu misteriosamente. O jovem procurou, mas não viu mais nada. Somente viu um velho túmulo, com o nome Akiko, já  quase apagado. Quando voltou para casa, seu tio havia falecido tranquilamente.

Após os funerais, conversando com a mãe, ele contou sobre o estranho episódio da borboleta, pouco antes da morte do tio. Então sua mãe lhe contou que, quando jovem, o irmão dela tinha uma noiva que  amava muito. Porém, alguns dias antes do casamento, a moça morreu de uma doença misteriosa. Ele, então, comprou uma casa perto do cemitério onde ela estava enterrada, para ainda depois da morte permanecer junto dela. E assim, durante mais de 50 anos, tinha diariamente limpado, colocado flores e rezado pela alma de Akiko. Então o rapaz, espantado, disse que a borboleta havia desaparecido exatamente num túmulo com o nome Akiko gravado.

Sua mãe, então, ficou feliz,  dizendo que a noiva viera buscar seu irmão e agora estavam juntos por toda a eternidade. Pois, na crendice popular japonesa,  as borboletas brancas são as almas de pessoas que amamos.
 
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