2c6833b0-77e9-4a38-a9e6-8875b1bef33d diHITT - Notícias Sou Maluca Sim!: ansiedade
Mostrando postagens com marcador ansiedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ansiedade. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 4 de outubro de 2017 0 comentários

DEPRESSÃO. A DOR DE EXISTIR!


Todos podemos ficar depressivos. Somos humanos sofremos perdas, decepções, insatisfações, etc. Mas a religião, o meio social e agora até uma tal de Psicologia Positiva diz que você tem que mostrar estar sempre Bem. Mas por dentro tudo desmorona. 
Somos um acumulado de entulho. 

 Pessoas depressivas são chatas. Nos colocam para baixo. Acabam com nosso passeio de fim de semana. "Têm energia ruim". Então cada um vai sobrevivendo como dá. Mas o suicida nos lembra que há sempre aqueles que não suportam tanta dor.

Jaqueline Ramiro
quinta-feira, 8 de junho de 2017 0 comentários

PREGUIÇA: UMA DAS MÁSCARAS FAVORITAS DO MEDO



Hoje em dia quando ouvimos alguém dizer que alguma coisa lhe dá preguiça levamos as mãos à cabeça. Uma pessoa preguiçosa não é digna de aprovação do sistema social, já que é vista como alguém folgado que não é capaz de cumprir suas obrigações, e até chegamos a considerá-la como alguém inferior. Uma pessoa frágil carente de vontade.

Obviamente, todos os seres humanos sentem preguiça em maior ou menor grau, e as razões por trás disso são evolutivas. Como todas as nossas emoções, a preguiça também tem uma função: reduzir o nosso gasto de energia, de forma que sempre tenhamos reservas em caso de necessidade.

Os hominídeos assumem a alternativa de exercer a preguiça durante o tempo em que não é conveniente desperdiçar a própria glicose cerebral.

A preguiça implicava uma economia de energia, pois nem sempre existia excesso de nutrientes. Então, deixar-se dominar por ela em determinados momentos podia ser uma medida bastante adequada em prol da nossa sobrevivência. Atualmente esta preguiça já não é tão útil, mas ainda assim muitos de nós continuamos desenvolvendo-a para posteriormente nos sentirmos culpados.

A sociedade nos incutiu a ideia de que ser preguiçoso nos transforma em seres inferiores, que merecem as críticas e os olhares depreciativos do restante do grupo social. É por isso que logo nos sentimos culpados.

Quando usamos a preguiça para justificar nossos medos

Muitas vezes achamos que estamos com preguiça e deixamos de realizar certas atividades que nós mesmos tínhamos decidido empreender. Nos justificamos dizendo a nós mesmos que faremos em outro momento em que tivermos mais vontade ou energia. Contudo, finalmente percebemos que isso não irá acontecer.

Os medos podem ser mascarados de diversas formas e a preguiça costuma ser uma das máscaras mais favoritas do temor de realizar alguma coisa e de que as coisas não saiam perfeitas, ou de empreender o que tínhamos pendente e que talvez não seja aprovado pelo nosso entorno. Neste sentido, a preguiça age como uma ferramenta de fuga da realidade.

“Se percebermos que isso acontece com certa frequência, será preciso tirar a máscara desses medos e tomar uma atitude, independentemente de gostarmos ou não.”

Acontece que a preguiça chama a preguiça. Isso é, quanto mais peso damos a este estado de indolência, mais sem vontade nos sentiremos e menos força de vontade teremos para sair da inatividade. Isso irá repercutir negativamente em nossos medos, que crescerão com mais força, agarrados à racionalização do conceito de “farei isto amanhã” ou “quando tiver vontade e motivação”.

É por esta razão que é tão importante identificar se realmente temos vontade de parar um pouco, tirar as exigências e obrigações autoimpostas e retomar à nossa própria homeostase interior, ou se temos medo de empreender coisas que sabemos que são importantes para nós.

O medo alimentado cresce e se generaliza: traz mais medos, que acabam nos aprisionando quase totalmente.

Ativação longe das obrigações

Deixar de manter a preguiça não significa ir de um extremo ao outro e começar a encher a nossa agenda de obrigações desnecessárias. Não só isso, ter tantas obrigações pode incrementar de tal modo a força da preguiça que pode acabar nos vencendo quando menos gostaríamos.

Está certo, e é totalmente válido, não ser tão extremista e criar um espaço para o nosso deleite pessoal, muito além do que devemos ou não fazer.

Para isso, é conveniente abandonar o sofá e a televisão que nos aprisionam à inanição mais profunda e não nos ajudam a nos sentirmos plenos nem realizados. O ideal seria usar essa preguiça para fazer atividades de lazer e ócio.

O ócio não é a mesma coisa que a preguiça. Os romanos introduziram este termo para diferenciá-lo de negócio – a negação do ócio, isto é, aquilo que se realiza para obter renda e poder viver. Com o ócio, a pessoa realiza aquelas atividades que lhe agradam de forma profunda, aquilo que leva no seu interior de forma mais natural.

Se é o caso de podermos unir negócio e ócio, então seremos pessoas muito privilegiadas, já que obteremos ganhos pelo fato de nos divertirmos ou realizarmos uma atividade prazerosa.

A preguiça, por sua vez, é entendida como a não realização nem de atividades de negócio, nem de ócio, e portanto semeia a semente do desleixo, o cansaço sustentado e inclusive a depressão, já que não produz mais retroalimentação do que a culpa.

Por isso, o mais conveniente é se manter sempre no ponto médio, que como dizia Aristóteles, é onde está a virtude: não se deixar levar pelas obrigações absolutistas de nossa era, nem abandonar o nosso próprio eu à preguiça.

O sensato é caminhar em direção ao lugar onde estivermos ativos, nos sentirmos úteis e tivermos objetivos e, além disso, tivermos tempo para dedicá-lo a nós mesmos, à família, aos amigos e a gozar a vida.

 A mente é maravilhosa.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016 0 comentários

ANSIEDADE TÓXICA: O QUE É E COMO RECONHECÊ-LA





Sentir-se ansioso não é necessariamente algo ruim, mas quando este sentimento se transforma em uma ansiedade tóxica, crônica e dolorosa, pode prejudicar muito o nosso dia a dia.

O que queremos destacar é que a princípio a ansiedade é normal e saudável, pois nos ajuda a manter uma certa ativação para nos proteger de perigos iminentes ou para desempenhar algumas tarefas.

Contudo, apesar da sua natureza protetora, ela aparece pelo simples fato de termos medo de que a angústia, a preocupação, o nervosismo, as palpitações, os pensamentos intensos, o suor, etc, se perpetuem.

Então, permitimos a criação de um tipo de círculo vicioso por meio do qual sentimos ansiedade quando antecipamos a mesma. Ou seja, o mesmo temor que a emoção em si mesma nos provoca possibilita as mesmas sensações e a mesma realidade que tanto nos causa medo.

Ansiedade tóxica e os monstros da adrenalina e do cortisol


Este estado que denominamos “círculo vicioso da ansiedade” vem acompanhado da atividade de dois hormônios principais: a adrenalina e o cortisol. Para entender como funcionam podemos pensar em como respondemos quando tropeçamos em uma escada. Automaticamente o coração dispara e costumamos procurar o corrimão para proteger a nossa própria integridade física.

Este conjunto de sensações, as quais correspondem à ansiedade saudável, nos dão energia e força para nos proteger. São momentos de intensa e desagradável excitação nos quais o corpo admite, por necessidade, a liberação de uma boa quantidade de adrenalina e de cortisol.

Também poderíamos pensar em um passeio de montanha-russa no qual as sensações o tornam desagradável e violento, ao contrário de divertido. Acontece que quando estamos a ponto de cair da escada ou quando subimos na montanha-russa, sabemos que as sensações são passageiras e que assim como vêm, também vão.

Contudo, quando os perigos respondem a expectativas ou pensamentos que procuram antecipar perigos futuros, não permitimos que o simpático monstro da adrenalina adormeça. Como não deixamos que ele adormeça, o monstro se alimenta de nossas preocupações em forma de adrenalina, o que nos prende cada vez mais nessas sensações de angústia sem que exista nada que o justifique.

Significa dizer que a adrenalina e o cortisol ficam sem nada, nem ninguém para salvar do dragão. Estão ali presentes porque nós os alimentamos com pensamentos de futuro que antecipam más experiências.

Tudo isso fica preso em nosso próprio interior, apesar de procurar sair e se libertar. Por isso acontecem os ataques, por isso a insônia persiste, os pensamentos negativos e as sensações de bloqueio não vão embora.


Algumas máscaras que a ansiedade tóxica usa para se manifestar:


Preocupação crônica


A ansiedade pode se revelar através de uma preocupação incessante sobre a família, a saúde, as metas acadêmicas ou profissionais, a situação financeira, etc. É provável que diante destas preocupações sintamos que o estômago está em plena centrifugação e que exista a sensação de que alguma coisa ruim acontecerá mesmo desconhecendo o que e por quê.

Medos e fobias

Um medo excessivo e irracional de agulhas, do sangue, dos procedimentos médicos, de altura, de elevadores, do dentista, da água, de bichos como aranhas ou répteis, dos cães, das tempestades, dos lugares fechados, etc. Este tipo de máscara é outra dura imagem que a ansiedade escolhe para se mostrar.

Ansiedade quanto à atitude

Às vezes a ansiedade faz com que fiquemos paralisados diante de uma prova acadêmica, uma atuação, uma competição esportiva ou qualquer outra situação que demande o bom desempenho na execução de uma tarefa.

Ansiedade de falar em público

O medo desproporcional de falar em público é outra das “formas favoritas” que a ansiedade tem de se mostrar. Sentimos que o mundo dá voltas, trememos, ficamos nervosos e achamos que a nossa própria mente ficará em branco na hora em que qualquer deslize evidente ocorrer.

Fobia social

Sentir-se nervoso, tenso e incapaz de articular uma palavra nas reuniões sociais é outra máscara que a ansiedade usa para nos cumprimentar. Pela nossa mente passam coisas como “não tenho nada interessante a dizer”, “não consigo falar com ninguém”, “vão pensar que sou uma pessoa esquisita e fracassada”, “não vale a pena porque ninguém se interessa por mim”, etc.

Ataques de pânico

Suor, tontura, bloqueio, rigidez, fortes palpitações, medo intenso… Você já sentiu isto alguma vez de forma repentina e achou que iria morrer? Se é o caso, nessa ocasião a ansiedade se vestiu com uma fantasia cruel: o ataque de pânico.

Agorafobia

Você tem medo de estar fora de casa? Você tem a clara convicção de uma coisa horrível pode acontecer com você na rua, na fila do supermercado ou no ônibus? Você, por exemplo, sente que vai sofrer um ataque de pânico e que ninguém poderá ajudá-lo? A ansiedade se vestiu de agorafobia ou, o que é a mesma coisa, de um medo intenso de estar em espaços públicos.


Obsessões e compulsões

Existem pensamentos que atormentam você de forma incessante e que você não consegue tirar da cabeça. Ao mesmo tempo, alguma coisa no seu íntimo obriga você a realizar constantes rituais supersticiosos com o objetivo de controlar seus medos.

Por exemplo, você pode sentir a necessidade de lavar constantemente as mãos, de checar várias vezes se fechou a porta com chave ou de rezar 10 pais nossos para proteger a sua família. A ansiedade se disfarçou de obsessões e compulsões, um dos seus trajes mais obscuros.


Transtorno de estresse pós-traumático

Você já viveu um evento traumático (abuso sexual, maus-tratos, presenciar um assassinato, etc.) faz meses ou anos e as imagens dessa situação horrível voltam repetidamente na sua cabeça? Você não dorme bem e não se sente seguro diante disto? Consulte um especialista em saúde mental porque talvez a ansiedade esteja se manifestando como transtorno do estresse pós-traumático.

Preocupação com a aparência física (transtorno dismórfico corporal)

A sua aparência física lhe parece tremendamente anormal, mas só você enxerga o que você sente. O resto das pessoas que o rodeiam dizem que “não é para tanto”, que o seu nariz, seu corpo ou seu cabelo são normais.

É provável que você sinta necessidade de passar por uma cirurgia plástica e que constantemente se olhe no espelho com a intenção de corrigir o seu defeito. Talvez a ansiedade se manifeste na forma de transtorno dismórfico corporal. Considere isto e procure um especialista em saúde mental para consultá-lo.


Preocupação com a saúde (hipocondria)

Dores, fadiga, tonturas, desconforto… Você tem certeza de que existe alguma doença que coloca em risco a sua saúde, mas o médico não enxerga nada nos exames que realiza. Pode até ser que as explicações que ele oferece não tranquilizem mais a sua mente.

É possível que você esteja sendo vítima da ansiedade em forma de hipocondria, e para você curar a sua saúde precisa procurar um bom profissional de psicologia que avalie as suas crenças e o seu jeito de pensar sobre a saúde.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012 0 comentários

Pesquisa Relaciona Ansiedade e Inteligência


Pessoas nervosas são mais inteligentes que as demais. A afirmação é polêmica e foi feita por cientistas do Suny Downstate Medical Center, em Nova York. Depois de examinar o QI de portadores de distúrbios da ansiedade, como síndrome do pânico, transtorno pós-traumático e medo de lugares fechados, a equipe do psiquiatra Jeremy Coplan concluiu que esses indivíduos têm um coeficiente de inteligência maior comparando-se ao restante da população. De acordo com os cientistas que participaram do estudo, nos humanos, inteligência e preocupação evoluíram juntas.

Além de testar o QI de 16 pessoas extremamente ansiosas, os pesquisadores realizaram o exame de imagem, que revela as conexões dos neurônios. Eles descobriram que os preocupados têm menor concentração de colina, um nutriente regulador do metabolismo presente na massa branca do cérebro. “A preocupação nos deixa mais alertas, algo que garante a sobrevivência. No processo evolutivo, a ansiedade, portanto, pode ter sido um benefício”, diz Coplan. “No cérebro dos indivíduos ansiosos que investigamos, além do QI mais alto constatamos que o metabolismo funciona de maneira diferente. Essas duas características — ansiedade e inteligência —, portanto, estão relacionadas”, diz.

O pesquisador, cujo estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, usa o exemplo dos judeus ashkenazi, conhecidos por ter uma inteligência bem acima da média da população. Oriundo da Europa, esse grupo étnico, ao qual pertencia Albert Einstein, sofreu perseguições intensas no último milênio, incluindo a inquisição espanhola e o Holocausto comandado por Adolf Hitler. “É um povo que, obviamente, passou por períodos sucessivos de ansiedade, onde a vida deles era constantemente colocada em risco. Essas pessoas têm uma mutação genética que resulta em uma doença devastadora, chamada de síndrome de Tay-Sachs. A mesma variante também pode estar ligada, segundo pesquisas recentes, a uma atividade neural mais intensa, o que leva ao aumento da inteligência”, afirma.

Crítica Especialista em distúrbios da ansiedade, a psicóloga Linda J. Metzger, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, tem sérias dúvidas sobre a conclusão do estudo de Coplan. “É certo que o medo foi importante na evolução da humanidade. Ainda hoje, sabemos que uma dose de preocupação é essencial para que as pessoas não se arrisquem demais. Daí a correlacionar a ansiedade extrema à inteligência, creio que são necessários estudos mais amplos”, diz. Ela lembra que o excesso de medo é um problema grave, com sérias consequências sociais e até econômicas. “As fobias fazem com que muitas pessoas percam sua vida produtiva e o tratamento desse problema requer gastos no sistema de saúde”, diz.

Coplan concorda que a ansiedade aguda é algo preocupante, mas defende seu estudo. “Preocupar-se pouco pode ser problemático também, tanto para os indivíduos quanto para a sociedade. Algumas pessoas são incapazes de reconhecer o perigo, mesmo quando ele é iminente, e creio que isso chega a ser algo pouco inteligente. Se pessoas assim assumem uma posição de liderança, elas acabam influenciando a população em geral, no sentido de acharmos que nunca há motivo para nos preocupar. Em algumas situações, como o estouro da bolha estatal que vivenciamos nos Estados Unidos, a falta de preocupação da sociedade teve consequências sérias”, argumenta.

(Paloma Oliveto‏)

 
;