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quarta-feira, 21 de março de 2018 0 comentários

A VERDADES ESTÁ PARA QUEM QUER VER


Quem conhece a realidade das favelas com certeza tem conhecimento de candidatos ou seus representantes risquinhos, branquinhos e de boa família fechar campanha com a milicia, com os trafica e o caralho a quatro. E são eles (políticos) que pagam para fazerem campanha nessas áreas dominadas (dito curral eleitoral).
É Mais vantajoso para Os tubarões do tráfico pagarem a senadores, a grupos empresariais...diz-se q até mesmo juízes. E não a simples vereadores de origem pobre de ação limitada dentro do meio político.

O crime organizado (diferente de alguns idiotas da internet) não é burro e nem quer perde dinheiro, assim como não começa nas COMUNIDADES, é um problema de abrangência internacional.
Então vamos nos informar, nos instruir melhor antes de vomitar asneiras nas redes sociais
Você pode ser preconceituoso e idiota, mas contaminar outras pessoas com sua ignorância já é demais.

LINK INDICADO: QUEM MATOU MARIELLE FRANCO?
sábado, 17 de março de 2018 0 comentários

QUEM MATOU MARIELLE FRANCO?


Sou da opinião que se há tanto esforço para desqualificar a vereadora Marielle Franco, se espalham absurdas notícias falsas, é pq o trabalho dela realmente estava fazendo a diferença.
Para mim todo mundo na política tem a bunda suja, mas a chuva de acusações sem fundamento me deixa reflexiva.
Quem de fato é essa mulher e quem são seus desafetos, quem matou Marielle Franco?
terça-feira, 7 de novembro de 2017 0 comentários

EM NOME DO QUÊ?


As denúncias de discriminação por motivo religioso no Brasil cresceram 4960% em cinco anos. Um relatório da Pew Foundation mostra que o país deixou de ser um dos países mais populosos com menor taxa de Hostilidade Social por motivações religiosas, em 2007, para se tornar um dos com alta taxa, em 2014. Foi da segunda à nona posição, no período. No Rio de Janeiro, os crimes de ódio contra praticantes de Umbanda e Candomblé representam 90% dos casos do disque-denúncia estadual. Apesar disso, o centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos (Ceplir) que, desde 2012, atendia às vítimas de intolerância no Estado com acompanhamento psicológico, jurídico e assistência social, deixou de receber recursos do governo em 2016. Enquanto isso, praticantes de religiões de matriz africana, como a Mãe Merinha ou a Mãe de Santo Carmen de Oxum, continuam sendo perseguidos pelo tráfico na Baixada Fluminense. 

Ricardo Moreira

terça-feira, 28 de março de 2017 0 comentários

ESTE É UM MUNDO DOS HOMENS, DOS HOMENS, DOS HOMENS



Este é um mundo de homens, este é um mundo de homens
Mas não seria nada, nada sem uma mulher ou uma menina

Veja, o homem fez os carros para nos levar ao longo da estrada
O homem fez os trens para transportar cargas pesadas
O homem fez a luz elétrica para nos tirar da escuridão
O homem fez o barco para a água, como Noé fez a Arca

Este é um mundo dos homens, dos homens, dos homens
Mas não seria nada, nada sem uma mulher ou uma menina

Homem pensa sobre menininhas e menininhos
O homem os faz felizes porque o homem faz brinquedos para eles
E depois de o homem ter feito tudo, tudo que ele pode
Você sabe que o homem faz dinheiro para comprar de outro homem

Este é um mundo de homens
Mas não seria nada, nada sem uma mulher ou uma menina

Ele está perdido na selvageria
Ele está 
perdido na amargura

segunda-feira, 5 de setembro de 2016 0 comentários

A OVELHA NEGRA NÃO É RUIM: APENAS DIFERENTE

Ser a ovelha negra da família não é fácil. Nós quebramos o equilíbrio do grupo e somos o “bode expiatório” sob o qual todos os pecados são projetados. Se você se sente identificado com esta situação, pergunte a si mesmo: Você realmente quer ser parte desse bando onde todas as ovelhas são brancas?

As pessoas fazem parte dos grupos sociais: famílias, amigos, locais de trabalho … Então, de alguma forma, há quase sempre uma regra não escrita: ter de emitir os mesmos julgamentos, ter os mesmos valores … etc. Na verdade, a coincidência é geralmente tomada como um indicador de coesão.

“A ovelha negra não é ruim, nem desajeitado, nem vaidosa. É apenas diferente, alguém que aprendeu a evitar as pedras, a pensar de outra forma, e sempre soube qual caminho a percorrer, não como o rebanho de ovelhas brancas.”

Na psicologia, muitas vezes essas pessoas como são conhecidas como “pacientes identificados”. Por essa incapacidade de gerir adequadamente essas situações, nós mostraremos os sintomas desta família disfuncional ou desse cenário tóxico.

Se você for apontado como a ovelha negra, aprenda a ter orgulho de si mesmo por ser capaz de pensar de forma diferente. É um privilégio …

O EFEITO OVELHA NEGRA



Henri Tajfel foi um psicólogo social famoso por cunhar o termo “o efeito ovelha negra”. Uma ideia que sem dúvida pode se relacionar tanto ao nível da família quanto qualquer outro contexto social:

  • O favoritismo endogrupal explica que os julgamentos feitos a outros grupos são, geralmente, negativos pois visam proteger o que é próprio, o que nos define, o que nos identifica (meu time de futebol é o melhor, minha classe é a mais inteligente, minha família é a mais feliz …)


  • Mas, por sua vez, é comum que exista uma elevada exigência no próprio grupo. Como exemplo, o nosso pai pode criticar nossos vizinhos e como os outros criam seus filhos. Mas com a gente é severo e exigente porque aspira que o equilíbrio interno não esteja quebrado.

O efeito ovelha negra nos diz que são exercidas mais críticas e pressão psicológica sobre os membros do mesmo grupo do que naqueles que nos rodeiam. A participação em um contexto social, em alguns casos, vira dominância e controle.

“No momento em que dizemos “não” ou “isso não me define” olham para nós com preocupação e medo, porque atravessamos a fronteira do que é aceitável, o que é saudável e virtuoso.”


QUANDO SER OVELHA NEGRA É PRIVILÉGIO


Quando alguém assume que é a ovelha negra da família, tem duas opções: afundar ou reagir. Acreditando ou não, muitas pessoas por causa de uma identidade frágil, aceitam o abuso emocional, crítica e desprezo.

A pessoa etiquetada como ruim ou diferente de outros membros da família assume em sua própria pele a metáfora de uma atmosfera nociva e disfuncional. No entanto, o resto da família está em uma situação confortável, porque está isenta de qualquer responsabilidade: há um status quo no qual todos têm um papel.

Para evitar estas situações extremas onde a nossa autoestima fica tão comprometidos, vale a pena refletir sobre estas dimensões:


SER DIFERENTE PODE SER UMA AMEAÇA PARA OS OUTROS, MAS NÃO PARA VOCÊ


No momento em que você mostra uma outra maneira de pensar, de se vestir e de viver, os outros começam a te rotular como “ovelha negra”, porque estão cientes de que estão perdendo o controle sobre você.

  • Claramente, em cada grupo social, em cada família, há um membro mais problemático do que outros. No entanto, é comum a aplicação de um único pensamento a qualquer conduta que está além dos limites do que é esperado.


  • Entenda que ninguém nasce para ser a ovelha negra, realmente é o ambiente social em si que nos torna assim, porque nos atrevemos a reagir a ele, o que é em si um ato de coragem.


PERTENCER A UM "REBANHO"  NÃO TRAZ FELICIDADE: ENCONTRE SEU PRÓPRIO CAMINHO


Em muitos casos, ser a ovelha negra pode ser um privilégio. Mas para chegar a esta descoberta, temos de ir nos libertando de muitas camadas:

Primeira camada: você não tem a obrigação de ser como seus pais, seus amigos, e agir como os outros esperam.

Segunda camada: sinta-se bem por ter seus próprios valores, levante a sua voz acima do resto do grupo. O mundo está cheio de muitos pensamentos, opiniões e julgamentos. Não há nenhuma verdade universal e todos devem ser capazes de fazer a si mesmo.

Terceira camada: aceite os outros, sem ódio ou rancor, e aceite-se como diferente deles. Veja esta separação como uma forma de libertação. Aceita a sua família como é, e se ela age com a mesma sabedoria, fará o mesmo.



Fonte: La Mente es Maravillosa
quinta-feira, 16 de julho de 2015 0 comentários

CAROLINA MARIA DE JESUS




(Sacramento, 14 de março de 1914 — São Paulo, 13 de fevereiro de 1977)

  A catadora de lixo que virou escritora. saiu do quarto de despejo para ganhar o mundo. Em sua época chegou a vender tanto quanto Jorge Amado e hoje, infelizmente, encontra-se no esquecimento.



Carolina Maria de Jesus nasceu em Minas Gerais, numa comunidade rural onde seus pais eram meeiros. Filha ilegítima de um homem casado, foi tratada como pária durante toda a infância, e sua personalidade agressiva contribuiu para os momentos difíceis pelos quais passou. Aos sete anos, a mãe de Carolina forçou-a a frequentar a escola depois que a esposa de um rico fazendeiro decidiu pagar os estudos dela e de outras crianças pobres do bairro. Carolina parou de frequentar a escola no segundo ano, mas aprendeu a ler e a escrever.

A mãe de Carolina tinha dois filhos ilegítimos, o que ocasionou sua expulsão da Igreja Católica quando ainda era jovem. No entanto, ao longo da vida, ela foi uma católica devota, mesmo nunca tendo sido readmitida na congregação. Em seu diário, Carolina muitas vezes faz referências religiosas.

Em 1937, sua mãe morreu, e ela se viu impelida a migrar para a metrópole de São Paulo. Carolina construiu sua própria casa, usando madeira, lata, papelão e qualquer coisa que pudesse encontrar. Ela saía todas as noites para coletar papel, a fim de conseguir dinheiro para sustentar a família. Quando encontrava revistas e cadernos antigos, guardava-os para escrever em suas folhas. Começou a escrever sobre seu dia-a-dia, sobre como era morar na favela. Isto aborrecia seus vizinhos, que não eram alfabetizados, e por isso se sentiam desconfortáveis por vê-la sempre escrevendo, ainda mais sobre eles.

Teve vários envolvimentos amorosos quando jovem, mas sempre se recusou a casar-se, por ter presenciado muitos casos de violência doméstica. Preferiu permanecer solteira. Cada um dos seus três filhos era de um pai diferente, sendo um deles um homem rico e branco. Em seu diário, ela detalha o cotidiano dos moradores da favela e, sem rodeios, descreve os fatos políticos e sociais que via. Ela escreve sobre como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios simplesmente para assim conseguir comida para si e suas famílias.
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PRINCESA NEGRA DA LITERATURA

CAROLINA MARIA DE JESUS

(Sacramento, 14 de março de 1914 — São Paulo, 13 de fevereiro de 1977)

  A catadora de lixo que virou escritora. Saiu do quarto de despejo para ganhar o mundo. Em sua época chegou a vender tanto quanto Jorge Amado e hoje, infelizmente, encontra-se no esquecimento.

Carolina jamais se resignou às condições impostas pela classe social a qual pertencia. Em uma vizinhança com alto nível de analfabetismo, saber escrever era uma conquista excepcional. Carolina escreveu poemas, romances e histórias. Um dos temas abordados em seu diário foram as pessoas do seu entorno; a autora descrevia a si mesma como alguém muito diferente dos outros favelados, e afirmava “que detestava os demais negros da sua classe social”.

Ela escreve sobre como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios simplesmente para assim conseguir comida para si e suas famílias.



http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/bloco/escritora-carolina-maria-de-jesus-completaria-100-anos





sexta-feira, 9 de maio de 2014 1 comentários

UM GRITO NO AR



Vou conta a minha história
Aconteceu de verdade
Às vezes sinto tristeza 
E outras sinto saudade

Meu nome é Ana Amélia 
Nascida nessa cidade
Vou contar toda história
Sem esconder a verdade
Sou filha de ex-combatente
Da grande Segunda Guerra 
Que foi herói na Itália
E mendigo em sua terra

Um cargo de funcionário
foi tudo o que conseguiu
este herói resistente 
Quando voltou ao Brasil

Boa noite companheiros
Estou aqui relatando
A maldade de grilheiros 
Pela qualç passamos

se tens o mesmo problema
Vamos dar as mãos 
Para enfrentar esta guerra
Em nome da habitação

Aconteceu na Cavanca 
N°1.201
Um terrível pesadelo
Que maltratou um por um

A terra onde eu morava
Era posse muito antiga
Não podia imaginar
Que fosse dar tanta briga

Era um lugar tranquilo
Todos viviam contentes 
A vida era só alegria 
Nada incomodava a gente  

Mesmo depois de casar 
Continuei morando
Neste lugar tão lindo
E os meus filhos criando

Agora prestem atenção
Em tudo que aconteceu
Este lugar tão alegre
Um dia entristeceu

No ano de 84 
As coisa aconteceram
Quatro terríveis grilheiros 
Aqui apareceram

não eram os companheiros
Querendo nos ajudar
Mas sim terríveis grilheiros 
Querendo nos expulsar

Nos chamaram de invasores
da nossa própria terra
Sem saber que nela
Os filhos dos filhos criamos 

Começamos uma luta 
Em nossa associação
Com ajuda de amigos
Na mesma situação

Mas não é só aqui
Que isto está ocorrendo
Por causa de moradia 
Tem companheiro morrendo

Não confunda a pobreza com burrice, companheiro
Pois está sendo mais burro
Quem tem tanto dinheiro

Pra que pressa desta terra 
Não viverás eternamente
pode ficar sossegado 
Que dela serás semente 

O sinismo dos grilheiros 
Era demais transparente 
Comandavam a quadrilha
Que assustava a gente 

Foram momentos terríveis 
Eu nem gosto de lembrar
Cada lado que se olhava 
Via casa desabar

Sem teto e sem esperança
Ver pessoas mudando 
Carregando as crianças 
Que de medo iam chorando

Estas lagrimas sofridas
Que destes rostos desceram
Foram gotas de esperança
Que em cada um floreceram

Através do sofrimento
Aprendemos a lutar
Para sermos respeitados 
E ter onde morar

O pior de tudo isto
Foi que logo correu a notícia 
Os grilheiros agiram  
Com ajuda da policia 

ficamos muito assustados 
Pedir ajuda a quem?
Se quem devia ajudar 
veio destruir também

Resolvemos dar um basta 

Em toda essa ausadia 
E fomos todos à luta
Por direito a moradia 

Esta terra nos pertence
Está na constituição
Dez anos residente 
Queremos usocapião

Por que perseguir o pobre?
Que quer apenas morar 
E deixar impunes os ricos
Que de avião vão roubar?

Não entregue a sua casa 
A bandidos desfarçados 
Que não passam de grilheiros 
vestidos de advogados 

Até hoje não sabemos 
Como que terminou
Aquele monte de pedras
Que o tal marajá roubou

Eram pedras preciosas 
Brilhavam, brilhavam, sim
Estamos só querendo saber 
Quem a estas pedras deu fim 

O pior aconteceu
No mês de outubro passado
Era manhã muito fria 
Eu mal havia acordado 

Destes dias companheiros 
Não gosto nem de lembrar 
De um homem que me chamava 
Com uma folha a mostrar 

Eu sou um oficial
E trago uma sitação
Ponha tudo no quintal
Vai haver demolição

Foi tudo tão derrepente 
Não pude buscar socorro
Algemada e agredida
Não pude deixar o morro

O pior de tudo isto 
Que pude presenciar 
Foi a própria polícia
Que veio nos espancar 

Um sargento da poícia 
Abusando do poder
Usando de toda a malicia 
para tentar me ofender

Parecia que eu era
Uma criminosa vulgar 
Jogou-me de rosto na terra 
Para em meu corpo pisar 

Naquela hora senti
O mundo desmoronar 
Saber que quase morrir 
Por defender meu lar 

Quando vêm as eleições 
As promessas são diárias 
Sobre o usocapião 
E a reforma agrária 

Dizem defender as crianças 
Beijão mãos de favelados 
Promovem grandes festanças 
Para serem mais votados 

Foi o nosso presidente 
Quem disse que acabaria 
Com os marajás existentes 
E a violência do dia 

Depois de ter sido eleito 
A história se inverteu 
O rico ficou mais rico 
O médico empobreceu 

É assim que o governo
Quer acabar com a violência 
Jogando o pober na rua 
Sem poder e sem decencia 

Não tinha um palacete
Mas me sentia rainha 
A minha casa modesta 
Era tudo o que eu tinha 

Levamos quase dez anos 
Para a casa construir 
Em alguns minutos 
Vi tudo se destruir 

Foi ai que começou 
O meu grande sofrimento
A minha pobre família 
Ficou jogada ao relento 

Naquele dia senti 
o mundo desmoronar
Meus filhos me perguntavam 
Mãe, onde vamos morar?

Eu não tinha o que responder 
Para os meus filhos queridos 
Ali eu fiquei parada 
Com o coração partido 

Mas derepente em mim 
Uma coisa aconteceu 
Uma força muito estranha 
Que a todos surpreendeu 

Vou continuar na luta 
Com muita dedicação 
É preciso conquaistar 
A grande transformação 

Depois de toda essa luta
Pensei que estava acabado 
Todo aquele sofrimento 
Que vivi no passado 

Meu marido conseguiu 
Um emprego na Com lurb
Então fez a inscrição 
Para a casa própria da Rio-Urbe

Ficamos muito felizes 
Pois estávamos vencendo
Sem poder imaginar  
Que ele estava morrendo 

Meu marido sofreu muito
Com tudo que aconteceu
Passou a sofrer dos nervos 
E a gastrite apareceu

Continuou trabalhando
Mesmo estando doente 
Era muito preocupado
Com o bem-estar da gente

Até que chegou um dia 
Que ele não aguentou
De tanta dor que sentia 
Um hospital procurou

Foi então que começou
A fazer tratamento 
Mas meu marido já estava 
Todo estragado por dentro

Depois de muito tratar 
Só tinha uma solução
Para acabar com o problema 
Somente uma operação

Logo após a cirurgia
A doença evoluiu
No estômago do meu marido
Maldito câncer surgiu

Quando o médico falou 
Eu perdi a esperança 
Eu ainda não sabia 
Que esperava criança

Fiquei triste e perdida 
Sem saber o que fazer 
Eu ia dar uma vida 
Vendo a outra morrer 

Quando o nené nasceu 
Ele não foi visitar 
Pois estava internado 
Para denovo operar 

Depois destacirurgia 
A doença piorou 
Reclama todo dia 
Pois sentia muita dor 

Não gosto nem de lembrar 
Aquele dia fatal 
O meu marido morreu 
Bem pertinho do Natal

Não posso culpar a Deus 
Por tirar ele de mim
Estava sofrendo muito 
Por isso chegou o fim

Amei-o a vinda inteira 
Nunca pensei em o peder 
Parecia mentira
Assistir ele morrer 

Eu fiquei ali parada 
Não queria acreditar 
Que meu marido estava 
Parando d respirar 

Saí dali desolada 
Querendo um abraço amigo
Me sentindo abandonada
Ninguém que estava comigo

Depois de toda a tristeza 
Não olhaei só para frente 
Olhando também para atrás 
Vi tristeza em muita gente 

Embrulhei o meu passado 
Com um papel de esperança 
Amarrei fazendo uma laço 
Com o que restou das lembranças

Ana Amélia R.Ribeiro
sexta-feira, 22 de novembro de 2013 0 comentários

O PASSADO NÃO PODE SER IGNORADO

 Observem atentamente e desenvolvam suas próprias críticas. 



O filme "Preto Velho - Dona Creuza" mostra um pouco do legado da oralidade na difusão da memória e do conhecimento deixado pelo povo africano e incorporado à cultura brasileira. A narrativa é conduzida pelo empoderamento da palavra de anciões presentes em espaços populares do Rio de Janeiro, principal destino de africanos escravizados na diáspora. 


Trabalho Colaborativo

Equipe Canal Molambo: Letícia Santanna, Leonardo Harim, Renan Silva, JV Santos, Gê Vasconcelos, Wagner Novais, Gustavo Guimarães, Eduardo Santos, Jonas Rosa, Marcelo Scofield, Leo Lima, Felipe Vianna, Micael Hocherman, Rafael Martineau, Ciro Mello, Victor Domingues

segunda-feira, 18 de novembro de 2013 1 comentários

Mucamas do PCdoB


"Uma elite enriquecida no suga-suga das verbas públicas, não se conforma com nenhuma ascensão do negro na sociedade. Quer seja em empregos de maiores salários, na política ou nas universidades."



Não há medida para o meu aborrecimento com o PCdoB. Sou uma mulher negra e como a maioria da minha cor, conheço e sofro na pele com o preconceito á Brasil. Uma moda de preconceito camuflado e por tanto consentido o qual dificulta sua identificação e ainda mais as possibilidades de ser combatido.
Mas apesar de viver essa realidade não aceito e nunca aceitarei ser denegrida, desvalorizada por ser negra. ´`Minha cor não me faz inferior à absolutamente ninguém.


Saibam os desavisados que a escravidão negra no Brasil foi abolida desde 1888, então, por que minha palavra, honra, dignidade para o PCdoB vale menos do que a de um homem branco?
Como na música da Vanessa da Mata canto com o peito inflado de orgulho: eu sou neguinha!
Sim, eu sou uma mulher negra. Mas não estou aqui para servir os apetites sexuais dos dirigentes e lideranças do PCdoB.


Sou negra sim, porém não sou cativa de nenhum senhor de engenho. Por tanto, diferente do que me passaram as senhoras Mara Marciel e Claudia Vitalino, na falsa comissão de controle, que deveriam chamar de “comissão de controle a Jaqueline”, não tenho a intenção e menos ainda obrigação de me deitar com nenhum dirigente em troca de cargo público.


Sou negra, mas não sou mucama.
Sou uma mulher livre. Quem decide com quem faço amor sou eu e não um partido político.
Ao denunciar a prostituição de luxo a qual nós mulheres, sobre tudo as negras, estamos sendo expostas no PCdoB, ouvi entre outras coisas em tom de ameaça; que eu deveria calar a boca porque isso é política e sempre será assim...
Desde de então passei a ser  constantemente ameaçada de morte.


O que mais dizer?

"A elite faz do racismo o seu entretenimento".


LINKS INDICADOS :MULATA EXPORTAÇÃO
                                    
DEIXAR DE SER RACISTA, MEU AMOR, NÃO É COMER UMA MULATA!

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MULATA EXPORTAÇÃO

Jaqueline ex-BBB




“Mas que nega linda
 E de olho verde ainda
 Olho de veneno e açúcar!
 Vem nega, vem ser minha desculpa
 Vem que aqui dentro ainda te cabe
 Vem ser meu álibi, minha bela conduta
 Vem, nega exportação, vem meu pão de açúcar!
 (Monto casa procê mas ninguém pode saber, entendeu meu dendê?)
 Minha tonteira minha história contundida
 Minha memória confundida, meu futebol, entendeu meu gelol?
 Rebola bem meu bem-querer, sou seu improviso, seu karaoquê;
 Vem nega, sem eu ter que fazer nada. Vem sem ter que me mexer
 Em mim tu esqueces tarefas, favelas, senzalas, nada mais vai doer.
 Sinto cheiro docê, meu maculelê, vem nega, me ama, me colore
 Vem ser meu folclore, vem ser minha tese sobre nego malê.
 Vem, nega, vem me arrasar, depois te levo pra gente sambar.”
Imaginem: Ouvi tudo isso sem calma e sem dor.
 Já preso esse ex-feitor, eu disse: “Seu delegado...”
E o delegado piscou.
 Falei com o juiz, o juiz se insinuou e decretou pequena pena
 com cela especial por ser esse branco intelectual...
 Eu disse: “Seu Juiz, não adianta! Opressão, Barbaridade, Genocídio
 nada disso se cura trepando com uma escura!”
Ó minha máxima lei, deixai de asneira
 Não vai ser um branco mal resolvido
 que vai libertar uma negra:

Esse branco ardido está fadado
 porque não é com lábia de pseudo-oprimido
 que vai aliviar seu passado.
 Olha aqui meu senhor:
 Eu me lembro da senzala
 e tu te lembras da Casa-Grande
 e vamos juntos escrever sinceramente outra história
 Digo, repito e não minto:
 Vamos passar essa verdade a limpo
 porque não é dançando samba
 que eu te redimo ou te acredito:
 Vê se te afasta, não invista, não insista!
 Meu nojo!
 Meu engodo cultural!
 Minha lavagem de lata!

Porque deixar de ser racista, meu amor,
 não é comer uma mulata!


De Elisa Lucinda
(Da série “Brasil, meu espartilho”)


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DEIXAR DE SER RACISTA, MEU AMOR, NÃO É COMER UMA MULATA!

Considerações sobre elogios racistas


Elogio racista é toda demonstração de admiração, afetividade ou carinho que se concretiza por meio de ideias ou expressões próprias ao racismo. Com ou sem a intenção de, que fique bem claro. Um dos mais conhecidos é o famoso “negro de alma branca” que nossos antepassados tanto ouviram. Mas não são apenas nossos homens que conhecem muito bem os elogios racistas. Nós mulheres negras também somos agraciadas com esses pequenos monstrinhos, usados inadvertidamente por amigos, familiares. Muitas vezes até por nossos parceiros.
Decidi fazer uma lista com 5 elogios racistas (e sexistas, diga-se de passagem) que muitas de nós escutamos quase que diariamente. Alguns são consenso, acredito. Outros nem tanto. Fico aguardando ansiosa para que você, mulher negra, deixe seu comentário dizendo se também acontece com você. Se concorda, se discorda. E sobretudo, o que você faz para deixar bem claro que o elogio racista pode ser tudo, menos bem-vindo e apreciado.

Adriana Alves é atriz e frequentemente é chamada de morena

01. “Você é uma morena muito bonita”

Esse é o elogio racista que mais escutei em toda minha vida. Minhas primeiras lembranças são do tempo da escolinha. Mesmo mulheres como Adriana Alves ainda são chamadas de morenas, pois se acredita que chamar alguém de negra é uma ofensa racial. Se você precisa se expressar, tente um simples “você é bonita ou atraente”. Ou ainda “você é uma negra linda”, o que, dependendo do contexto pode ser tão ruim quanto.
Mas em hipótese alguma diga que uma negra é morena, moreninha, morena escura. Que não é negra. Isto sim é racismo dos graúdos, pura e simplesmente. Quando acontece comigo, digo que não sou morena e nem moreninha, sou n.e.g.r.a. O bom é que, dependendo de como essa resposta é dada, a pessoa já se toca que ela não deveria ter começado o conversê, que simplesmente não estou disponível para esse tipo de diálogo. Nem com conhecidos, muito menos com estranhos.

meu cabelo. Foto Afrobella.

02. “Seu cabelo é muito bonito, posso pegar?”

Há alguns anos atrás, uma senhora ultrapassou todos os limites de uma convivência pacífica ao se aproximar de mim, cheia de dedos, me tocando sem permissão e dizendo que eu tinha uma “peruca muito bonita”. Não retruquei de caso pensado, antecipando seu constrangimento por jamais ter cogitado que uma mulher negra pudesse ter um cabelo comprido, ao natural. Minha vingancinha, e sou dessas, foi olhar aquela expressão de arrependimento por ter percebido o que fez.
Entendo que simples visão de uma negra com cabelo natural pode ser inebriante. Que persiste a completa desinformação sobre o nosso cabelo. Porém, isso não justifica o toque sem permissão. Não importa se é cabelo natural ou não. A menos que você conheça muito bem a pessoa, não toque em seu cabelo sem consentimento. Eu iria mais longe. Para mim a boa etiqueta simplesmente reza que não se deve nem mesmo pedir para tocar o cabelo de uma pessoa desconhecida.

Alek Wek também é uma modelo de traços delicados

03. “Você tem os traços delicados”

Dizer que uma negra tem traços “delicados” muitas vezes tem a ver com a ideia de que será bonita se tiver uma expressão “fina”, leia-se semelhante a de uma pessoa branca. Como se determinado tipo de nariz (ou bochechas) fosse exclusivamente dessa ou daquela etnia. Uma de suas variantes é outra expressão igualmente racista – “você é uma mulher negra bonita” – algo que ao meu ver é a mesma coisa de dizer que “você é bonita para uma negra”.
Afinal, qual a dificuldade de dizer que uma mulher negra simplesmente é… Uma mulher bonita? Porque Alek Wek tem de ser descrita como uma “mulher negra bonita” enquanto as mulheres brancas são apenas “mulheres bonitas”? Mais uma vez, toda a sutileza do elogio racista. Ele reconhece que você é uma pessoa admirável, mas sempre fazendo questão de te colocar “no seu lugar”, como se algumas fronteiras jamais pudessem ser cruzadas.

Cena de Vênus Negra, de Abdellatif Kechiche


04. “Você tem a bunda linda”

Essa é uma opinião que certamente não é unânime. Faço questão de expressá-la como uma provocação que representa o pensamento de uma parcela significativa de mulheres negras. Para muitas de nós, esse comentário expressa a hipersexualização a que somos historicamente submetidas como exemplifica a triste biografia de Saartjie, denominada a Vênus Hotentote, exposta como atração circense em função da admiração que suas nádegas causaram na Europa do século XIX.
Apesar de todo respeito que tenho por tudo aquilo que acontece entre duas pessoas, preciso considerar a tradição racista secular desse tipo de discurso. Trata-se de reduzir a mulher a um pedacinho do seu corpo, desconsiderar sua humanidade, transformá-la num pedaço de carne exposto no açougue como aconteceu e acontece diariamente. Meu conselho é pergunte antes se a mulher a quem você pretende cumprimentar tem a mesma leitura desse tipo de elogio.

Mulata do Leandro de Itaquera

05. “Você é uma mulata tipo exportação!”

Esse elogio ainda o tratamento dispensado à mulher negra no seio da senzala, da casa grande. O pensamento que nos reduz em brinquedos sexuais. Dizer que uma mulher negra é uma “mulata tipo exportação” é esquecer uma tradição escravocrata secular, que transforma a mulher negra em “peça” que alcançará boa cotação no mercado onde a carne mais barata é a nossa. O nome desse mercado é exotificação. Em alguns casos, hiperssexualização.
Infelizmente também estamos falando sobre o modo racista com que as mulatas de escola de samba, mulheres que respeito e admiro, são mostradas e consumidas. Mulheres que levam o samba no pé, no sorriso, na raça. Que, ao invés de serem uma referência de beleza, são vendidas como frutas exóticas na temporada do carnaval. Mulheres que recentemente tem sido preteridas por “personalidades da mídia” em nome de uma pretensa “democracia racial” e muitas vezes com a anuências de algumas agremiações.
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Qual é a sua opinião?

Porém, preciso dizer que os elogio racistas podem (e devem)  subvertidos. Quando o assunto são as mulatas de quem já falei aqui, isso é bastante evidente. Ser uma mulata exportação também atesta um padrão de excelência e traduz qualidades como perseverança, força. Minha professora de dança adora dizer que a graça de uma bailarina é diretamente proporcional à sua força. Mulatas são a expressão mais concreta desse enunciado.
Por isso fiz questão de usar como título desse post, um trecho do poema de Elisa Lucinda, Mulata Exportação, que resume tudo o que tentei dizer até aqui: “deixar de ser racista, meu amor, não é comer uma mulata” como muita gente gosta de pensar. E acrescento, “opressão, barbaridade, genocídio, nada disso se cura trepando com uma escura!”. Muito menos tecendo elogios racistas, diga-se de passagem. Quem o diz é a mulata exportação do poema. Sou eu, somos todas nós que já ouvimos essas porcarias.

Confesso que essa lista tem algo de muito pessoal, cujas entrelinhas tem muitas dedicatórias alimentadas por ironia. Nem por isso menos pertinente. Por isso adoraria ouvir a opinião de vocês. Esqueci algum elogio racista que te incomoda? Que te fez espumar de ódio, revirar os zóios e dizer algumas verdades? Você também acredita que esse tipo de comentário, como tudo aquilo que é racista e preconceituoso, diz muito sobre a pessoa que o faz do que sobre a pessoa a quem se destina?

Me conta!



Por Charô Nunes
sexta-feira, 13 de setembro de 2013 3 comentários

PARDOS DO BRASIL

Quando te tocaram pela primeira vez...

...qual foi o seu tom?

Minha avó era africana legítima, foi escrava;era negra sinhá,quer dizer, era negra de dentro, que servia em toda parte para os filhos do senhor. É dai que vêm esses filhos, nem branco nem preto, nem preto e nem branco. Os pais eram os filhos do senhor. Minha avó foi negra sinhá, porque era negra criada dentro de casa e servia os senhores, senhorio. Então é isso, eu venho vindo dessa parte aí.(Ondina)

carlos vogt e Peterfry.Cafundó. A africa no Brasil. São Paulo Companhia das letras.
sexta-feira, 10 de maio de 2013 0 comentários

XANGÔ- A Justiça



"Meu Pai Xangô, o Senhor que é Rei da Justiça, faça valer sempre a vontade Divina, purifique minha alma nas águas de sua cachoeira.
Se errei, conceda-me a luz do perdão.
Faça de seu peito largo e forte meu escudo para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.
Empresta-me sua força de guerreiro para combater a injustiça e a cobiça.
Que seja feita a justiça para todo o sempre.
Conceda-me a graça de receber sua luz e sua proteção.
Minha devoção te ofereço. Kawô Kabecile! Salve Xangô!”

terça-feira, 23 de abril de 2013 1 comentários

OGUM -EQUILÍBRIO (cultura afro)



Ogum é o Orixá guardião do ponto de força que mantêm o equilíbrio entre a Luz e as Trevas, entre o Positivo e o Negativo, a Paz e as Discórdias, por isso é chamado “O Senhor das Demandas” e é conhecido como Orixá da guerra.

"Ogum meu pai, que minhas palavras e pensamentos cheguem a Vós em forma de prece.
Que esta prece corra o mundo e chegue aos necessitados em forma de conforto a suas dores.
Que corra os quatro cantos da terra e chegue aos meus inimigos em forma de brado de advertência, pois sei que sendo seu filho e nada tenho a temer.

Ogum, Padroeiro dos Agricultores, fazei com que minhas ações sejam sempre férteis, como o trigo que cresce e alimenta a humanidade.
Ogum, Senhor das Estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, que eu seja sempre um fiel caminheiro seguidor de seu exército e que em minhas caminhadas só haja vitórias. Que, mesmo quando aparentemente derrotado, eu seja vitorioso, sendo Vosso filho conheço as batalhas, e sei que ao Seu lado a minha vitória será certa. 

Ogum, meu grande pai e protetor, fazei que meu dia de amanhã seja tão bom quanto o de ontem e hoje; que minhas estradas sejam sempre abertas; que eu trabalhe para que em meu jardim só hajam flores; que meus pensamentos sejam sempre bons e aquele que me procurar consiga sempre o remédio para seus males. Senhor dê luz aos meus inimigos, pois me perseguem porque vivem nas trevas. Pai livre-me das pragas, das doenças, da inveja, da mentira e da vaidade, que só me levam a destruição. 

Ogum Iê! Sarava Ogum!"

Toda proteção aos meus amigos.




              Mucamas do PCdoB

          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
terça-feira, 26 de março de 2013 1 comentários

MUCAMAS



"Uma elite enriquecida no suga-suga das verbas públicas, não se conforma com nenhuma ascensão do negro na sociedade. Quer seja em empregos de maiores salários, na política ou nas universidades."



Não há medida para o meu aborrecimento com o PCdoB. Sou uma mulher negra e como a maioria da minha cor, conheço e sofro na pele com o preconceito á Brasil. Uma moda de preconceito camuflado e por tanto consentido o qual dificulta sua identificação e ainda mais as possibilidades de ser combatido.
Mas apesar de viver essa realidade não aceito e nunca aceitarei ser denegrida, desvalorizada por ser negra. Minha cor não me faz inferior a absolutamente ninguém.

Saibam os desavisados que a escravidão negra no Brasil foi abolida desde 1888, então, por que minha palavra, honra, dignidade para o PCdoB vale menos do que a de um homem branco?
Como na música da Vanessa da Mata canto com o peito inflado de orgulho: eu sou neguinha!
Sim, eu sou uma mulher negra. Mas não estou aqui para servir os apetites sexuais dos dirigentes e lideranças do PCdoB.

Sou negra sim, porém não sou cativa de nenhum senhor de engenho. Por tanto diferente do que me passaram as senhoras Mara Marciel e Claudia Vitalino na falsa comissão de controle, que deveria chamar de “comissão de controle a Jaqueline”, não tenho a intenção e menos ainda obrigação de me deitar com nenhum dirigente em troca de cargo público.

Sou negra, mas não sou mucama.
Sou uma mulher livre. Quem decide com quem faço amor sou eu e não um partido político.
Ao denunciar a prostituição de luxo a qual nós mulheres, sobre tudo as negras, estamos sendo expostas no PCdoB, ouvi em tom de ameaça que eu deveria calar a boca porque isso é política e sempre será assim..

O que mais dizer?

"A elite faz do racismo o seu entretenimento".






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sábado, 23 de fevereiro de 2013 0 comentários

Obá-Cultura Afro




OBÁ

Saudação: Obá Xirê.
Dia da Semana: 2° ou 4° feira.
Sincretismo: Joana D'arc ou Santa Catarina.
Elemento: Fogo.
Mineral: Cobre.
Algumas ervas de Obá: manjericão e mangueira.
Domínios: Águas Turbulentas.
Animal: Galinha de Angola.
Comida: Moqueca de ovos, manga, amalá.
Cores: Vermelho e branco ou amarelo e laranja.
Símbolos: Escudo e lança e um Ofá (arco e flecha).
Onde recebe Oferendas: A beira de um rio.
Comida para oferecer: Pato, cabra e coquem.
Particularidade: Assim como Xangô, também é uma justiceira.

ALGUNS ITÃS

Obá travou luta com Ogum, e ele sabendo da grande força da amazona belicosa, resolveu consultar Ifá (jogo de adivinhação), onde foi aconselhado a fazer uma mistura de espiga de milho e quiabo, jogando esta pasta no lugar marcado para a luta.
Chega o momento do combate e começam a brigar, Obá resiste até o ultimo momento, e não podendo mais se segurar, cai ao chão. Ogum para não se redimir e também não ser dado por vencido, mantém relações sexuais com ela ali mesmo, tornando-se assim seu cônjuge.
____________________________________________

Xangô, Orixá de grande virilidade tinha três esposas, Oxum, Oiá e Obá, sendo Obá a mais velha e menos interessante. Obá nunca se contentou em ver Oxum em toda sua vaidade e Oiá em toda sua jovialidade, armando-se dentro dela uma grande frustração, pois disputava com unhas e dentes o amor de Xangô.
Oxum da mesma forma queria ser sempre a primeira e única mulher de Xangô, tanto que prega uma peça em Obá.
Em certa ocasião, era vez de Oxum cozinhar para seu esposo, Oxum então enrola um pano em sua cabeça de forma que cobrisse as suas orelhas e no ensopado joga dois cogumelos parecidos com orelhas e diz a Obá que Xangô se apaixonaria cada vez mais por ela quando comesse as suas orelhas. Xangô chegou e deleitou-se com a comida e agradeceu a Oxum. Chegou a vez então de Obá cozinhar, ela realmente corta as suas orelhas e oferece a Xangô, que após experimentar e enojar-se pergunta a Obá o que era. Obá se explica e diz que foi Oxum que lhe ensinou a fórmula. Oxum presenciando tudo retira o pano da cabeça e cai na gargalhada. Obá não contém a sua fúria e ataca Oxum.
Xangô pra terminar aquela situação também se enfurece e lança raios, fazendo com que as duas fujam e se transformem em rios que levam os seus nomes. E dizem que, quando estes rios se encontram parecem realmente brigar. Em suas manifestações no candomblé, Obá vem com a mão direita encobrindo sua orelha. Onde estiver Obá, Oxum não se manifesta.

Textos extraídos do livro
"CARMA - AQUILO QUE DEIXAMOS DE FAZER"





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          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
terça-feira, 25 de setembro de 2012 1 comentários

Mucamas do PCdoB



"Uma elite enriquecida no suga-suga das verbas públicas, não se conforma com nenhuma ascensão do negro na sociedade. Quer seja em empregos de maiores salários, na política ou nas universidades."


Não há medida para o meu aborrecimento com o PCdoB. Sou uma mulher negra e como a maioria da minha cor, conheço e sofro na pele com o preconceito á Brasil. Uma moda de preconceito camuflado e por tanto consentido o qual dificulta sua identificação e ainda mais as possibilidades de ser combatido.
Mas apesar de viver essa realidade não aceito e nunca aceitarei ser denegrida, desvalorizada por ser negra. Minha cor não me faz inferior a absolutamente ninguém.

Saibam os desavisados que a escravidão negra no Brasil foi abolida desde 1888, então, por que minha palavra, honra, dignidade para o PCdoB vale menos do que a de um homem branco?
Como na música da Vanessa da Mata canto com o peito inflado de orgulho: eu sou neguinha!
Sim, eu sou uma mulher negra. Mas não estou aqui para servir os apetites sexuais dos dirigentes e lideranças do PCdoB.

Sou negra sim, porém não sou cativa de nenhum senhor de engenho. Por tanto diferente do que me passaram as senhoras Mara Marciel e Claudia Vitalino na falsa comissão de controle, que deveria chamar de “comissão de controle a Jaqueline”, não tenho a intenção e menos ainda obrigação de me deitar com nenhum dirigente em troca de cargo público.

Sou negra, mas não sou mucama. 
Sou uma mulher livre. Quem decide com quem faço amor sou eu e não um partido político.
Ao denunciar a prostituição de luxo a qual nós mulheres, sobre tudo as negras, estamos sendo expostas no PCdoB, ouvi entre outras coisas, em tom de ameaça que eu deveria calar a boca porque isso é política e sempre será assim... Desde de então estou sendo constantemente ameaçada de morte.

O que mais dizer? 

"A elite faz do racismo o seu entretenimento".






sexta-feira, 4 de maio de 2012 0 comentários

Retrato de Claudia parte 3



Começando

Estava quase terminando o fundamental quando precisou mudar de escola.
Não se aceitava como negra e tão pouco consegui se livrar dos já habituais apelidos. no entanto a maioria dos alunos a recebeu bem na nova escola.
Logo descobriu a presença de outros negros, porém preferiu não se envolver muito com eles.
já tinha problemas demais sozinha imagine se começasse a andar com um bando de negrinhos. Não sabia nem o porque, mas não gostou de nenhum deles, porém sentia-se mais confortável por não ser a única negra da escola.

Mesmo se achando feia, nas aulas de educação física Cláudia começava a chamar claramente a atenção dos rapazes. Bem verdade que quase não tinha muito busto, porém o contraste da cintura fina com os quadris largos lhe caiam muito bem.

Vieram os primeiros namorados, os primeiro amores. Todos devidamente de pele branca e preferencialmente de famílias endinheiradas. E  já não existiam amores, apenas troca de interesses.
Afina,l Claudia  continuava desejando torna-se uma princesa!

A experiência da maturidade lhe mostrava que dinheiro e poder atenuavam e muito qualquer diferença de raça, cor.

Aos pouco e com muito esforço foi conquistando espaço numa vida social. Na busca por obter exito a qualquer preço, se sujeitou a um pouco de tudo e sofreu humilhações ainda piores do que as do tempo de escola.

Por muitas vezes se viu obrigada a usar do único artificio que possuía: o corpo escultural de negra.
|Para conquistar o que queria por muitas vezes teve de se deitar na cama com homens asquerosos, que a causavam nojo. 

Mas tudo ficaria esquecido quando ao final ela se tornasse Barbie.

E agindo dessa forma e conquistando algumas indicações conseguiu adentra no mundo da política.



Imagem: cartunista Ziraldo

quinta-feira, 24 de novembro de 2011 0 comentários

MINHA AVÓ DE NOME THEREZA


























Minha vó Theresa era mineira não me recordo de qual cidade o que sei é que o nome começava com três. Não sei quais as razões a trouxeram ao Rio de Janeiro ainda mocinha. Aos treze anos de idade morava com condições precárias em uma comunidade que prefiro não mencionar o nome. Todos os dias subia e descia essa comunidade acompanhada da mãe para ire junto a essa trabalhar de domestica no que chamamos casa de família.
Imagino que até os dias de hoje muitas moças ainda façam o mesmo.

O problema é que nessas idas e vindas um rapaz mais velho se engraçou por ela e mesmo sem que ela mostrasse qualquer interesse ele estava decidido a obtê-la a qualquer custo. Dizem que minha bisavó ( mãe da menina) pediu a esse rapaz que tivesse respeito. já que, se tratava de uma moça de família. O pedido foi entendido como  desafio  e o rapaz era um dos "cabeças" dessa comunidade, portanto, escolhia a mulher que quisesse ter. 
Nesse caso ele escolheu a mais bonita: minha avó quando menina.

Ao voltarem já ao anoitecer para casa as duas foram apanhadas em emboscada. O rapaz violentou minha vó na frete da própria mãe. Era uma menina de com apenas 13 anos. A partir desse dia minha avó passou a ser posse dele. Poucos meses depois minha bisavó faleceu. Dizem que foi do coração, mas prefiro dizer que foi de desgosto. 

Não sei como as coisas se deram, mas sem pai, mãe ou qualquer parente próximo, minha avó ficou com esse homem até o último dia de vida dele. Minha vó engravidou e seu primeiro filho nasceu com sérios problemas físicos e mentais, morrendo mais ou menos aos 10 anos de idade. O segundo filho veio logo, pois o resguardo não foi respeitado. Esse se tornou meu pai biológico. Dando um total de 9 filhos vivos.

Minha avó apanhava muito do marido e apanhavam também as criança. 

Algo que ainda não comentei: minha avó a pesar de linda tinha duas finas cicatrizes que lhe atravessavam o rosto. Essa foram feitas a corte de navalha pelo meu avô por ele ter se sentido contrariado por ela. Dizem que meu avô era muito ciumento. tinha raiva da beleza de Thereza que não se apagava nem com o sofrimento. 

Minha avó só se livrou do suplicio em que vivia quando meu avô entrou para a igreja e resolveu abandonar a comunidade migrando para uma menor. Viveu quase dois anos assim até que um dia por volta da meia noite, sabe-se lá o que ele estava fazendo em um bairro muito distante do que morava foi reconhecido por alguém que atirou nele. Baleado correu até a porta de um hospital que ficava próximo vindo a falecer na entrada.

Acho que foi a primeira vez que minha parentela paterna apareceu nos jornais. 


 
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