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quarta-feira, 2 de julho de 2014
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NICOLÁS WINTON SALVOU 699 DO HOLOCAUSTO E NÃO SABE QUE ESTÁ SENTADO AO LADO DELAS...
segunda-feira, 23 de junho de 2014
ARTHUR DA TÁVOLA,
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CADA ENCONTRO
Cada encontro está carregado de perda. Ou de perdas.
As vezes duas pessoas que se amam (amigos, casados, solteiros, amantes, namorados) se encontram e são felizes.
Ao fim da felicidade, um deles chora. Ou fica triste.
Ou baixa os olhos. Ou é invadido por uma inexplicável melancolia.
É a perda que está escondida no deslumbramento de cada encontro.
O encontro humano é tão raro que mesmo quando ocorre, vem carregado de todas as experiências de desencontros anteriores.
Quando você está perto de alguém e não consegue expressar tudo o que está claro e simples na sua cabeça, você está tendo um desencontro.
Aquela pessoa que lhe dá um extremo cansaço de explicar as coisas é alguém com quem você se desencontra.
Aquela a quem você admira tanto, que lhe impede de falar, também é um agente de desencontro, por mais encontros que você tenha com as causas da sua admiração por ele.
A pessoa que só pensa naquilo em que vai falar e não naquilo que você está dizendo para ela é alguém com quem você se desencontra.
Alguém que o ama ou o detesta, sem nunca ter sofrido a seu lado, é alguém desencontrado de você.
Cada desencontro é perda porque é a irrealização do que teria sido uma possibilidade de afeto.
É a experiência de desencontros que ensina o valor dos raros encontros que a vida permite. A própria vida é uma espécie de ante-sala do grande encontro (com o todo? o nada?).
Por isso talvez ele nada mais seja do que uma provocação de desencontros preparatórios da penetração na essência DO SER.
Mas por isso ou por aquilo, cada encontro está carregado de perda.
E no ato de sentir-se feliz associa-se a idéia do passageiro que é tudo, do amanhã cheio de interrogações, da exceção que aquilo significa.
A partir daí, uma tristeza muito particular se instala.
A tristeza feliz. Tristeza feliz é a que só surge depois dos encontros verdadeiros, tão raros.
Encontros verdadeiros são os que se realizam de ser para ser e não de inteligência para inteligência ou de interesse para interesse.
Os encontros verdadeiros prescindem de palavras, eles realizam em cada pessoa, a parte delas que se sublimou, ficou pura, melhor, louca, mas a parte que responde a carências e às certezas anteriores aos fatos.
É mais fácil, para quem tem um encontro verdadeiro, acabar triste pela certeza da fluidez da felicidade vivida do que sair cantando a alegria da felicidade vivida ou trocada.
Quem se alegra demais se distancia da felicidade.
Felicidade está mais próxima da paz que da alegria, do silêncio do que da festa. Felicidade está perto da tristeza, porque a certeza da perda se instala a cada vez que estamos felizes.
É esta certeza - a da perda - que provoca aquela lágrima ou aquela angústia que se instala após os verdadeiros encontros.
Há sempre uma despedida em cada alegria.
Há sempre um E depois? após cada felicidade.
Há sempre uma saudade na hora de cada encontro.
Antecipada.
Disso só se salva quem se cura, ou seja, quem deixa de estar feliz para ser feliz, quem passa do estar para o ser.
Arthur da Távola
quarta-feira, 14 de maio de 2014
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PAPERMAN
Nossas loucuras são as mais sensatas emoções
Tudo o que fazemos deixamos de lembrança para os que sonham um dia ser como nós
domingo, 2 de fevereiro de 2014
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ENCONTRO
Você me faz voar, nos teus toques tão precisos
teus riscos no olhar, rindo todo meu sorriso
Meio anjo, meio safado,
E totalmente, completamente, fatalmente...
Homem.
A gente ri à toa, nossos olhos decididos
Que brincam de brilhar, meio loucos, explosivos
Meio anjo, meio safado,
E totalmente, completamente, fatalmente...
Homem
Tua voz e tuas mãos, loucas me invadindo inteira
Me desenhando em mim, sua de qualquer maneira
Meio anjo, meio safado,
E totalmente, completamente, fatalmente...
Homem.
Manuela R. Spinoza
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
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OS LÁBIOS QUE NÃO BEIJEI
Nostalgia. Esta palavra às vezes soa feia, dolorosa. Odeio sentir nostalgia, querer incondicionalmente que um momento no tempo e no espaço se repita; pior, não apenas se repita como tenha um desfecho diferente do ocorrido na realidade. Senti nostalgia por causa de uma ragazza que tentei beijar numa boate, numa sexta-feira de inverno no hemisfério norte.
Eu já estava na boate quando ela chegou. Estrategista, esperei que ela entrasse no clima antes de abordá-la. Havia observado-a durante a semana e me interessado pelo corte de cabelo meio punk que usava. Negros, curtos e com parte da lateral raspada. Cabelo de quem tem algo a dizer. Falei isso pra ela durante o flerte. Ela deve ter gostado, porque começamos a dançar juntos. Cheek to cheek …
Afoito, tentei beijá-la. Ela desviava os lábios, recusava bebida, mas continuava a me abraçar. Margarida era o nome dela. Margarida, eu dizia, imitando a entonação italiana. Marco, respondia ela, ignorando a letra S a pedido meu.
Por várias vezes tirou a bebida das minhas mãos. Por um momento falei que por ela não beberia nunca mais. Falou que não trabalhava na Itália, e disse sim quando a chamei para morar comigo no Brasil. Acariciava minhas costas, meu cabelo, mas continuava a evitar meus lábios. Elogiei seus olhos, seu cabelo exótico, seu nome. Ela me mostrou algumas das suas oito tatuagens, explicou o significado de duas delas e perguntou se eu tinha alguma. Respondi que tatuaria o nome “Margarida”. Ela, claro, não acreditou e repetiu a frase que me dizia desde o início do contato: “you are a badboy”. Nunca uma frase simples com pronúncia elementar havia soado tão bonita. “You are a lier, you are a badboy”, dizia ela, com um apaixonante sotaque italiano. Eu respondia em italiano pré-elementar porém sincero e apaixonado: “piu bella ragazza”.
Margarida perguntou minha idade e disse que faz pilates e yoga. Perguntei se ela casaria comigo. Ela aceitaria, mas sem filhos. Concordamos em ter um cachorro. Nos abraçamos, meus dedos se perderam em seus cabelos, mas os lábios não se tocaram. Ela sabia que aquela era minha penúltima noite por ali e dentro de dois dias eu embarcaria de volta ao Brasil. Passou para mim o número do seu telefone e pediu que eu ligasse ou mandasse mensagem no dia seguinte. Fomos embora juntos e rachamos um táxi. No outro dia mandei uma mensagem, sem resposta. Mais tarde, telefonei e não fui atendido.
No dia seguinte, já com as malas fechadas, resolvi mandar outra mensagem de texto para ela. Só para que ela lembrasse de mim. Escrevi uma breve despedida e o trecho da música de uma banda dos anos 90, Semisonic. O trecho falava de um sorriso secreto que ela teria só para mim. Não esperava resposta, apenas que ela visse a mensagem e se lembrasse, por alguns minutos, da noite que passamos juntos.
Para o meu azar, ela respondeu. Com um verso adaptado da música “We Are Young”, desejou-me boa viagem e escreveu que iria sorrir para mim. Golpe baixo. Voei horas pensando nela. Fiquei aguardando a conexão com a italianinha de cabelo punk na cabeça, torcendo para que ao voltar ao Brasil ela fosse apenas uma recordação distante.
De volta pra casa, recuperando-me da jet lag, fui resolver questões inadiáveis do cotidiano. Para mim, o trabalho é um bom antídoto para curar síndrome do coração partido e certamente uma série de obrigações enfraqueceria a presença da ragazza na minha mente.
A possibilidade de esquecer da italiana que não beijei me motivava a empreender essas atividades ordinárias. Parecia funcionar. Ações como desfazer as malas, separar roupas para lavar e pagar contas ofuscaram a presença da moça em minhas lembranças. Já me considerava curado quando fui verificar meu saldo bancário pela internet.
Ao acessar, descobri que tinha uma nova gerente de relacionamento. O nome dela: Margarida…
MARCOS SACRAMENTO
domingo, 17 de fevereiro de 2013
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ENCONTRO
Sai de si
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim
Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir
Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você
Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir
Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você
(Maria Gadu)
Links: PCdoB x MILICIANOS
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
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ENCONTRO-música Maria Gadú
Sai de si
Vem curar teu mal
Te transbordo em som
Poe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui
Ampliou meu ser
Quero um pouco mais
Não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo
Pode ser até pouquinho
Sendo só pra mim sim
Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir
Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você
Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir
Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
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jaqueline Ramiro,
maluca
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AGORA VOCÊS ME ENCONTRAM AQUI!
Ser maluca é a unica forma que encontrei para poder sobreviver entre tanta gente insana que se diz normal!
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