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segunda-feira, 5 de novembro de 2012 0 comentários

Respeito e valorização da mulher


                                                                   

A Vicky Form é uma marca de lingerie famosa por suas campanhas ousadas e de cunho social em prol da valorização e respeito às mulheres. Dessa vez seu alvo são as mulheres da América Latina. Que além do conhecido histórico de violência física, tem as inúmeras formas de repressão.

A Campanha chama-se Mandamentos da Mulher , e você pode enviar sua contribuição, seu relato. Alguns transformaram-se em posteres, como você pode ver aqui, sobre situações que muitas vezes nos passam despercebidas por serem coisas do dia a dia tais como:

-Ele não quer compromisso, mas ama crianças e é louco pra ter um filho. Se eu engravidar, casamos! Ou Ele é um pouco nervoso, mas só quando bebe, de qualquer forma estar com ele é melhor do que viver na casa dos meus pais.

Basta!

Não precisamos disso, não queremos isso. Somos capazes de tomar nossas próprias decisões, escrever e tocar nosso futuro, sem medo, nem vergonha! Ser quem somos, gozar dos nossos direitos!
Por um mundo onde as mulheres se respeitem mais antes de lutar pelo respeito dos homens.

Os posteres que ilustram essa postagem  falam:

  • Nunca chamarei outra mulher de puta.
  • Nada poderá convencer-me, no calor da situação, de não usar camisinha.
  • Jamais engravidarei por ter um homem ao meu lado.
  • Ninguém poderá me julgar pelo número de pessoas com quem transo.
  • Tenho responsabilidade de lutar pelos direitos das mulheres.
  • Não aceitarei nenhum tipo de violência contra mim.
  • Não terei medo nem vergonha de gostar de mulheres.
  • Não existem mulheres “solteironas”, eu decido se caso ou não.

domingo, 4 de novembro de 2012 0 comentários

FEMINISMO ANTES E DEPOIS DA REVOLUÇÃO FRANCESA


Educação da mulher

Uma ideia inédita de educação feminina aparece em 1892 com a inglesa Mary Wollstonecraft, uma das personalidades mais significativas do Feminismo.Em seu livro, "Defesa dos Direitos da Mulher" ela enfrenta a teoria de Rosseau, principal ideólogo da revolução, e defende a idéia de que a inferioridade da mulher deve-se única e exclusivamente a educação a elas oferecida, propondo, dessa forma, igualdade na formação intelectual entre os sexos.




Mão-de-obra feminina

Dado o contexto da plena instauração do capitalismo, o século XIX apresentou mudanças no processo de produção e adoção de mão de obra feminina. A justificativa para a diferença entre os salários de operários e operárias e para as longuíssimas jornadas de trabalho as quais as mulheres eram submetidas era que elas deveriam ter um marido que as sustentassem.
União em torno de um só projeto
Visando defender seus direitos, as operárias Jeanne Deroin e Flora Tristan buscavam união a classe trabalhadora masculina em torno de interesses comuns. Para tal foi elaborado por Deroin um projeto de União das Associações de Trabalhadores (o que dará origem aos sindicatos).

Infelizmente, os associados e suas líderes foram presos e inescrupulosamente houve a omissão, por parte dos homens, do fato de se tratar de um projeto feminino, a fim de não o desacreditar perante a sociedade. Protestos e reivindicações por melhores salários e folgas semanais foram violentamente sufocados pelas autoridades; passeatas, por exemplo, acabavam em prisões e espancamentos.
O Direito a voto e o movimento sufragista


O sufrágio foi o maior anseio feminino durante o século XX uma vez que o voto já se tornara universal para os homens e a participação política da mulher era fortemente combatida.

O movimento feminista que mobilizou quase 2 milhões de mulheres é chamado Sufragista e teve seu início em 1848 na Convenção dos Direitos da Mulher, ocorrida nos EUA. As sufragistas americanas só tiveram seu direito a voto concedido 72 anos depois.

Já na Inglaterra, o movimento foi parecido com o americano embora demonstrasse caráter violento. Suas participantes estiveram divididas em pacifistas e sufragettes, essas, radicais que promoviam destruição e desordem a fim de conseguir a atenção das autoridades. Enfim, conseguiram sua participação política em 1928 após darem muita dor de cabeça para o governo "Liberal".
Sufragistas Brasileiras

No Brasil, por sua vez, o movimento (a partir de 1910) teve como a imprensa como percursora dos ideais sufragistas, a fim de promover a mobilização da opinião pública. O primeiro estado a ter o privilégio de permitir o voto feminino foi o Rio Grande do Norte em 1927 e a partir daí outros estados aderiram, mudando suas constituições e quando, em 1932 Getúlio Vargas promulgou por decreto lei, a extensão da reforma constitucional para todo o país, o direito a voto pelas mulheres já era exercido em 10 estados.
Feminismo no pós-guerra
Após curto período de calmaria no que se refere às reivindicações femininas, a nova ideologia pós-guerra atribuía a mulher o conceito de "Rainha do Lar" e a trazia a desvalorização do trabalho externo praticado pelo sexo feminino. O que veio a ser ferrenhamente criticado pela teoria feminista que questiona tanto as desigualdades políticas, trabalhistas, civis como também as suas origens.
Movimento feminista atual
O movimento feminista, hoje, não luta mais pela aquisição de direitos iguais, pois já os conseguiu, mas sim pela justiça em seu cumprimento e contra a ideologia discriminatória vigente.

Linksindicados: Cotidiano:feminismo antes e depois da
segunda-feira, 2 de abril de 2012 0 comentários

OBRIGADA POR TUDO KIQUE CARVALHO E JOÃO CARVALHO (PCdoB)



Quando coloco o meu nome na pesquisa de internet além das redes sociais as quais participo meu nome está correlacionado ao do ex candidato a dep. Federal Kique Carvalho.

Consultando a internet vocês poderão ver videos, fotos e textos sobre a minha campanha de 2010, junto ao Kique Carvalho. É até engraçado algumas situações.

Ontem ao entrar no Facebook tinha uma imagem bem legal, sabe! Uma foto enviada por carregamento móvel, provavelmente tirada de um celular de ultimo tipo. Era a imagem provavelmente do filinho do Kique cortando o próprio bolo de aniversário. lindo!
Desejo muitas felicidades ao pequeno e que Deus o abençoe muito.
Mas ver aquela foto fez meu coração sangrar.
Ontem foi aniversário do filho do Kique carvalho com direito a festinha e bolo. Dia 15/03 foi o do meu filho e não teve nada. Graças a Deus tivemos comida em casa.
O que pude dar ao meu filho foi um grande abraço carregado com o mais forte amor que existe: o meu de mãe.


Gostaria de lembra ou comunicar aqueles que não o sabem que Kique Carvalho além de advogado (ou seja, defende o direito das pessoas), foi vice presidente da comissão de direitos humanos da OAB, e é irmão do João Carlos de Carvalho o organizador da campanha (PCdoB) que me deu descaradamente o golpe. Me deixando sem emprego e meios de sustentar a minha familia, ou seja roubando a minha dignidade.

Assim como João Carvalho, Kique Carvalho tem filhos e está ciente da minha situação, mas parece não se importar. Imagino que ele e o irmão deviam está muitos felizes comemorando o aniversário desse inocente que apenas inicia a vida. Quem sabe entre uma guloseima e outra tomando uma cervejinha e assistindo tranquilamente o jogo de futebol de domingo.

Enquanto isso eu estava tentando garantir o direito humano de meus filhos sobreviverem.
O bonito e sorridente candidato a dep. Federal Kique Carvalho (PCdoB) que defendi e pedi que vocês votassem nele. Sabendo da minha humilhação, da minha precariedade e do meu pedido desesperado de ajuda me virou as costas, como fazem muitos outros políticos que tem por ai.

Na campanha era beijinhos, abraços, olá minha querida agora talvez finja que nem me conhece.
Essas são pessoas dignas! Mas dignidade nesse meio corresponde a números em uma conta bancária ou a quantas pessoas você possa manipular. Quanto a direitos humanos... quem sabe João Carvalho e seu irmão  tenham uma boa definição didática e para fazer conversinha política, mas na prática é o que vocês estão vendo.  

Obrigada por tudo que minha família está sendo obrigada a passar Kique Carvalho e João Carvalho. Vem ai o feriado de páscoa. Que os filhinhos de vocês possam ganhar muitos chocolates e as barriguinhas estejam bem cheias.

Todo mundo comete erros na vida. Ter acreditado em Kique Carvalho e João Carlos de carvalho foi para mim um grande erro. Negro e pobre no PCdoB não tem vez. Para o PCdoB somos apenas massa de manobra. Gado, nada mais!



Essas imagens foram feitas no Fundição Progresso diante de mais de mil pessoas. Pena que não tem a continuidade onde Kique Carvalho destaca a importância do meu trabalho para aquela campanha. Depois de ter conseguido por uma faixa de 2 metros na comunidade do Santa Marta sem que eles tivessem de gastar um único centavo. A colocação de uma faixa dessas no mesmo local não sai a menos de 50 mil Reais.
Mas agora Kique Carvalho e seu querido irmão, como todo politico canalha finge que não me conhece.

Parabéns PCdoB pelos seus 90 anos ao "lado" do povo brasileiro!

Links indicados:
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 0 comentários

Desigualdade de genero


Mulheres x homens

No Brasil, as mulheres são mais da metade da população e já estudam mais que os homens, mas ainda têm menos chances de emprego, ganham menos do que o universo masculino trabalhando nas mesmas funções e ocupam os piores postos. Nos últimos anos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a distribuição de renda melhorou, mas a desigualdade entre homens e mulheres, ainda é muito significativa.

Embora ao longo das últimas décadas a participação das mulheres no mercado de trabalho tenha deixado, aos poucos, de ser percebida como secundária ou intermitente, esta inserção é ainda marcada por diferenças de gênero e raça, conclui o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na última edição do estudo “Retratos das Desigualdades de Gênero e Raça”, produzido anualmente desde 2004. Isto é, quando se combinam desigualdades, as diferenças ficam ainda mais acentuadas.

“Além de estarem menos presentes do que os homens no mercado de trabalho, as mulheres ocupam espaços diferenciados e estão sobrerrepresentadas nos trabalhos precários”, diz estudo do Ipea. A trajetória feminina rumo ao mercado de trabalho não significou a redivisão das tarefas entre homens e mulheres, mesmo quando se tratam de atividades remuneradas.

Dados sobre a distribuição por setor de atividade apontam uma clara segmentação ocupacional, tanto relacionada ao gênero, quanto à raça. As mulheres – especialmente as negras – estão mais concentradas no setor de serviços sociais (aproximadamente 34% da mão de obra feminina), grupo que abarca serviços de cuidado em sentido amplo (educação, saúde, serviços sociais e domésticos). Já os homens, sobretudo os negros, estão sobrerrepresentados na construção civil. Em 2009, esse setor empregava quase 13% dos homens e menos de 1% das mulheres, indica o estudo do Ipea.

Salários

O mais recente Censo Demográfico (2010) do País mostra que o rendimento médio mensal dos homens com Carteira Profissional assinada foi de R$ 1.392, ao passo que o das mulheres foi cerca de 30%

abaixo disso, atingindo R$ 983. Esse quadro deixou o Brasil atrás de 79 países em um ranking de 146 nações elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O Índice de Desigualdade de Gênero (IDG), um dos indicadores complementares ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), colocou o País no ano passado na 80ª posição, atrás do Chile, Argentina, Peru, México, Venezuela e até dos árabes, como a Líbia, Líbano e Kuwait. Os melhores índices são da Suécia, dos Países Baixos e da Dinamarca. O cálculo do IDG considera, além do mercado de trabalho, indicadores como a saúde reprodutiva e capacitação.

Mas não é só o ranking do Pnud que mostra as diferenças. De acordo com o Global Gender Gap Index/2011 (Desigualdade Global de Gênero/20011), do World Economic Forum (WEF), o País aparece em 82º lugar numa lista de 135 nações. Na região, o Brasil só não é mais desigual que Bolívia, México, Ilhas Maldivas e Guatemala. O estudo avalia a diferença entre gêneros nas áreas de participação econômica e oportunidades, de educação, capacitação política e de saúde e sobrevivência.

A trajetória do Brasil tem sido de queda. Em 2006, ano da primeira edição do ranking da WEF, quando foram avaliados 115 países, o Brasil havia ficado no 67º lugar. O que mais tem puxado o País para baixo são as diferenças salariais e a distribuição por setor de atividade no mercado de trabalho, de acordo com os relatórios anuais do World Economic Forum.

Poder

De acordo com o último relatório (2009/2010) do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, cujo tema-foco foi “Mulheres, Poder e Decisão”, as mulheres representam mais da metade da população e do eleitorado, tem maior nível de escolaridade, representa quase 50% da população economicamente ativa do País, mas não chegaram a 20% nos cargos de maior nível hierárquico no Parlamento, nos governos municipais e estaduais, nas secretarias do primeiro escalão do Poder Executivo, no Judiciário, nos sindicatos e até nas reitorias.

A proporção de mulheres dirigentes (4,4%) também é inferior à proporção de homens dirigentes (5,9%). Essa diferença de 1,5 pontos percentuais é a mesma desde o ano de 2003, de acordo com o mesmo estudo, elaborado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). “Quando essas proporções são analisadas regionalmente, percebe-se que as maiores disparidades da proporção de homens e mulheres dirigentes encontram-se nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto que nas regiões Norte e Nordeste as proporções são mais próximas”, conclui o relatório.

Em 2010, nas eleições gerais, as mulheres ficaram com 12,9% das cadeiras nas Assembleias Legislativas, com 8,5% das vagas na Câmara dos Deputados e com 9,8% no Senado e 7,4% dos governadores. Mas o fenômeno não é apenas nacional. No mundo, apenas 35 países (19%) contam com mulheres no Parlamento, enquanto que outras 152 nações (81%) não têm sequer uma mulher em seus Parlamentos, de acordo com a União Interparlamentar (IPU).

O estudo da Secretaria de Políticas para as Mulheres avalia ainda que o problema da baixa participação de mulheres em espaços de poder tem relação estreita com o limitado acesso feminino à esfera pública. Mas, acrescenta o documento, essa não é a única explicação. Fatores culturais estão entre as principais causas dessa disparidade: a cultura de divisão sexual do trabalho, o não compartilhamento de tarefas domésticas e familiares e o preconceito de gênero, entre outros fatores.

No setor privado, o quadro não é muito diferente do que no setor público. Pesquisas tendem a confirmar essa proporção de 20% a 30% de mulheres nos postos de chefia. Levantamento feito em 2009 pela Catho Online com um total de 89.075 empresas apontou que as mulheres ocupavam apenas 21,4% dos cargos de chefia. Da mesma forma que em outras esferas – a sindical e os cargos de livre nomeação e exoneração do Poder Executivo, por exemplo, quando se analisam os diferentes cargos compreendidos no conceito de chefia, percebe-se, novamente, que quanto mais alto o cargo, menor o percentual de mulheres.

Fontes:
Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM)
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)
World Economic Forum (WEF)
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 0 comentários

Movimento feminista


Movimento feminista brasileiro conquistou, nas últimas décadas, a ampliação dos direitos da mulher. As ações do movimento feminista foram decisivas para articular o caminho da igualdade entre os gêneros, que, apesar de todos os avanços, ainda não é plenamente garantida.

Assim, ao entrar na segunda década do século 21, as feministas têm em sua pauta de reivindicações pontos como:

•    Reconhecimento dos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais das mulheres;

•    Necessidade do reconhecimento do direito universal à educação, saúde e previdenciária;

•    Defesa dos direitos sexuais e reprodutivos;

•    Reconhecimento do direito das mulheres sobre a gestação, com acesso de qualidade à concepção e/ou contracepção;

•    Descriminalização do aborto como um direito de cidadania e questão de saúde pública.

Além desses temas, um em especial tem ganhado por suas estatísticas: a violência contra a mulher.  A cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas no País, de acordo com pesquisa da Fundação Perseu Abramo (Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado), realizada em 25 estados, em 2010. No levantamento, constatou-se que 11,5 milhões de mulheres já sofreram tapas e empurrões e 9,3 milhões sofreram ameaças de surra.

No entanto, as agressões diminuíram entre 2001 e 2010. Anteriormente, oito mulheres eram agredidas a cada dois minutos. Um dos motivos para essa diminuição foi a elaboração da Lei Maria da Penha, que garante proteção legal e policial às vitimas de agressão doméstica. Qualquer pessoa pode comunicar a agressão sofrida por uma mulher à polícia, a despeito da vontade da mulher em fazê-lo.

O movimento feminista brasileiro pode contar com os esforços da Secretaria de Políticas das Mulheres, que atua não apenas pela redução da desigualdade dos gêneros, mas também para ajudar na redução da miséria e de pobreza para, assim, garantir a autonomia econômica das brasileiras.

Histórico de lutas e conquistas

A história do movimento feminista possui três grandes momentos. O primeiro foi motivado pelas reivindicações por direitos democráticos como o direito ao voto, divórcio, educação e trabalho no fim do século 19. O segundo, no fim da década de 1960, foi marcado pela liberação sexual (impulsionada pelo aumento dos contraceptivos).  Já o terceiro começou a ser construído no fim dos anos 70, com a luta de caráter sindical.

No Brasil, o movimento tomou forma entre o fim do século 18 e início do 19, quando as mulheres brasileiras começaram a se organizar e conquistar espaço na área da educação e do trabalho. Nísia Floresta (criadora da primeira escola para mulheres), Bertha Lutz e Jerônima Mesquita (ambas ativistas do voto feminino) são as expoentes do período.

As brasileiras obtiveram importantes conquistas nas primeiras décadas do século 19. Em 1907, eclode em São Paulo a greve das costureiras, ponto inicial para o movimento por uma jornada de trabalho de 8 horas.

 Em 1917, o serviço público passa a admitir mulheres no quadro de funcionários. Dois anos depois, a Conferência do Conselho Feminino da Organização Internacional do Trabalho aprova a resolução de salário igual para trabalho igual.

Já a década de 30 foi marcada por avanços no campo político. Em 1932, as mulheres conquistam legalmente o direito ao voto, com o Código Eleitoral. Apesar da importância simbólica dessa conquista, à época, foram determinadas restrições para o exercício desse direito.Foi só com a Constituição de 1946 que o direito pleno ao voto foi concedido.

Mesmo assim, um ano após de conquistado o direito ao voto, em 1934, Carlota Pereira Queiróz torna-se a primeira deputada brasileira. Naquele mesmo ano, a Assembleia Constituinte assegurava o princípio de igualdade entre os sexos, o direito ao voto, a regulamentação do trabalho feminino e a equiparação salarial entre os gêneros.

Com a ditadura do Estado Novo, em 1937, o movimento feminista perde força. Só no fim da década seguinte volta a ganhar intensidade com a criação da Federação das Mulheres do Brasil e a consolidação da presença feminina nos movimentos políticos. Mas logo vem outro período ditatorial, a partir de 1964, e as ações do movimento arrefecem, só retornando na década de 70.

Um dos fatos mais emblemáticos daquela década foi a criação, em 1975 (Ano Internacional da Mulher), do Movimento Feminino pela Anistia. No mesmo ano a ONU, com apoio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), realiza uma semana de debates sobre a condição feminina. Ainda nos anos 70 é aprovada a lei do divórcio, uma antiga reivindicação do movimento.

Nos anos 80, as feministas embarcam na luta contra a violência às mulheres e pelo princípio de que os gêneros são diferentes, mas não desiguais. Em 1985 é criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), subordinada ao Ministério da Justiça, com objetivo de eliminar a discriminação e aumentar a participação feminina nas atividades políticas, econômicas e culturais.

O CNDM foi absorvido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Mulher, criada em 2002 e ainda ligada à Pasta da Justiça. No ano seguinte, a secretaria passa a ser vinculada à Presidência da República, com status ministerial, rebatizada de Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Fontes:
Secretaria de Políticas para as Mulheres
Acervo – Revista do Arquivo Nacional
Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) - Rio de Janeiro
Conselho Nacional dos Direitos da Mulher – Legislação


              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
 
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