DISSERAM QUE JÁ NÃO SOU MAIS A MESMA ...
QUANDO A MORAL CRUZA BRAÇOS COM A HIPOCRISIA
Odeio todos que não pensam como eu. Me inflama o ódio quando alguém exprime opinião divergente da minha. Chamo isso de DESRESPEITO.
A liberdade do outro me incomoda profundamente. Desejo castrar tudo aquilo que não consigo ser ou fazer.
Assim fui criado, assim todos devem ser.
Meu credo faz de mim uma pessoa superior. Errado são sempre os outros.
De quase nada sei, mas tenho convicção de tudo. Não é preciso saber para dar opinião, basta escrever. E aqui estou.
O uso da internet me deu super poderes. Falo muito, sem ter nada a dizer, mas há sempre mentes vazias dipostas a serem preenchidas com qualquer entulho.
E Ignorantes a qualquer possível mal replicam minhas falas sem qualquer reflexão. São ECOS. É nesse coro que encontro minha razão.
Sai da minha garganta e os meus seguidores acompanham:
MORAL... moral, moral. Mas há sempre alguém para ser voz discordante a gritar, ainda que só,
HIPOCRISIA, HIPOCRISIA... HIPOCRISIA!
SINCRONICIDADE: A CIÊNCIA DAS COINCIDÊNCIAS
“O mundo é um ovo” ou “Que mundo pequeno!” são expressões que certamente você já usou ou ouviu em algum momento. Essas expressões são usadas quando uma situação de coincidência acontece. Um encontro de surpresa com alguém que você conhece em uma cidade diferente da sua pode ser um exemplo de coincidência. Mas o que aconteceria se soubéssemos que, na verdade, isso tem a ver com uma ciência chamada “sincronicidade”?
Mesma que pareça incrível, importantes pesquisadores estudaram e tentaram identificar as relações que podem existir entre dois fenômenos taxados como muito improváveis ou que parecem não ter conexão alguma. E não foram nomes muito desconhecidos os que tentaram dar alguma explicação para estes acontecimentos. Podemos falar de gente de renome, como Carl Jung, por exemplo, que inventou o termo “sincronicidade”.
“Uma vez é acidente, duas é coincidência, e três é ação do inimigo”.
– Ian Fleming –
O que é a sincronicidade?
Às vezes pensamos que o universo está nos enviando sinais quando acontecem coincidências que são muito surpreendentes. No entanto, para Jung, era simplesmente a sincronicidade, que poderia ser definida como a simultaneidade de diferentes eventos vinculados por um sentido que não é o da coincidência.
Ou seja, podemos resumir esta singular ciência em uma coincidência temporal de uma série de eventos (dois ou mais), que apesar de estarem relacionados entre si, não são influenciados um pelo outro. No entanto, existe uma relação de conteúdo.
Para tentar tornar isso mais fácil, imagine que você tem um bom amigo. Um dia, conversando com o seu pai, você fala para ele sobre essa amizade e comenta seu nome com ele, quem são seus familiares, etc. Assim, do nada, seu pai percebe que seu amigo tem uma relação familiar distante com a sua, porque o avô de seu amigo e a sua avó eram primos de segundo grau.
Observemos no exemplo que o fato de você e do seu amigo serem parentes distantes não tem nada a ver com a sua amizade e nem com como ela aconteceu. No entanto, há uma relação de conteúdo, mas não de coincidência.
Mais detalhes curiosos sobre a sincronicidade
Muitos autores estudaram ou falaram, inclusive sem saber, sobre essa peculiar ciência. Para Friedrich Schiller, por exemplo, o acaso surge de fontes profundas, por isso a coincidência não existe. No entanto, o surrealista André Bretón considerava a existência do acaso objetivo, quando seus desejos convergem com o que o mundo oferece.
Porém, de acordo com Jung, quando falamos de sincronicidade, nos referimos à união de acontecimentos internos e externos. Sendo assim, o indivíduo que vive determinados acontecimentos encontra sentido na unificação de ambos.
Apesar de acudirmos à metafísica para justificar estes acontecimentos, como pode ser o acaso ou a sorte, inclusive a magia, na realidade aconteceriam em forma de atração inconsciente. Uma atração inconsciente que faz com que as coisas aconteçam, pelo menos de acordo com o que Jung considera. Isso nos leva ao reconhecimento de padrões.
É por isso que esta teoria do autor, que nasce da psicanálise, choca-se com movimentos racionalistas e materialistas. Entretanto, o famoso psicólogo estabelecia épocas mais ou menos propícias para o aparecimento das sincronicidades..
O reconhecimento de padrões
Cabe destacar que Jung estabelecia a sincronicidade ou ocorrência como uma busca de padrões reconhecíveis. Por essa razão, segundo o psicanalista, fases após a morte de pessoas queridas ou mudanças no trabalho provocam uma maior energia para a coincidência. Tudo isso se deve às mudanças provocadas em nós após essas situações, que nos levam a buscar padrões reconhecíveis que deem sentido a nossa busca. Assim, este impulso de reconhecimento que parece que todos nós temos, é a base da sincronicidade.
De acordo com alguns estudos, em momentos de elevada quantidade de dopamina no cérebro, caso de situações estressantes ou de grande profundidade emocional, nós tendemos ao pensamento mágico. Porém, essa magia, que seria a coincidência, é na realidade a sincronicidade.
No entanto, não se deve desprezar a necessidade de busca por padrões. Isso é algo natural que temos na mente humana desde o tempo das cavernas. E mais, este tipo de pensamento está ligado à anedonia, cuja inexistência poderia provocar a incapacidade de sentir prazer. Ou seja, essa é, na realidade, uma habilidade que nos ajudou a sobreviver durante milhares de anos.
“Não acredito na coincidência nem na necessidade. Minha vontade é o destino”.
– John Milton
Então não pense na loucura da coincidência e do acidente. Somos propensos a procurar padrões e, em muitas ocasiões, nosso cérebro lida com essa informação de forma inconsciente. Entretanto, é um mecanismo valioso que nos ajuda a tomar decisões. Talvez a magia da coincidência não exista, mas pode ser bonito e útil pensar que sim.
dAlembert (1717 - 1783)
- A guerra é a arte de destruir e a política de enganar os homens.
- Mais afortunado é o mendigo são do que o rei doente.
- Nada é mais incontestável do que a existência das nossas sensações.
- As grandes coisas são produzidas pela liberdade de pensar e agir.
Jean Baptiste dAlembert acreditava que nossa razão não deve se separar dos acontecimentos. A ciência e a filosofia devem se ater aos fatos e às conclusões que deles podemos tirar, um argumento que não for deduzido dos eventos a que se relaciona não é um argumento válido.
Pensava ainda que existem dois tipos de conhecimento, os diretos e os reflexos. Os conhecimentos diretos são o resultado imediato das nossas sensações e os conhecimentos reflexos são o resultado do nosso processo de entendimento racional dos conhecimentos diretos. A nossa consciência, ao refletir sobre nossas experiências através de combinações e uniões cria as ideias, que são, portanto resultado direto da razão.
Nosso conhecimento tem origem nas ideias, que por sua vez se originam das sensações e isso é constatado pela nossa experiência de vida. Essas sensações fundamentam também as ciências, que na física chamamos de fenômeno, na geometria extensão, na mecânica ação e a reação. A filosofia deve também seguir os fatos e abandonar de vez as concepções abstratas, se a filosofia não tomar por base os fatos ela se torna uma mera ilusão. Uma filosofia que busca ainda fundamentar um sistema é uma filosofia obsoleta.
A filosofia tem que admirar nos filósofos antigos o mesmo que pode ser admirado nos filósofos modernos. Os filósofos que buscam argumentos em hipóteses metafísicas perdem seu tempo.
Sobre a religião dAlembert é deísta, ou seja, admite a existência de Deus mas nega a prerrogativa de que as igreja O representam. Foi Deus que criou o universo utilizando leis imutáveis e nós poderemos compreender melhor a existência divina utilizando a razão para entender suas leis.
A religião não é o fundamento da moral, pois a moral aparece no mundo quando são criadas as sociedades e não quando são concebidas as religiões. A moral surge quando percebemos que temos deveres com os nossos semelhantes e isso acontece quando passamos a viver em sociedade.
Vivemos em sociedade porque temos a necessidade de nos comunicar, temos a necessidade de demonstrar e difundir nossas ideias e essa necessidade surgiu quando criamos a linguagem. A moral é um resultado da vivência social que foi possibilitada pelo surgimento da linguagem, as religiões surgem depois.
Existem três modos de pensamento: A memória, que é onde guardamos os conhecimentos, a razão que é a reflexão sobre os conhecimentos e a imaginação que trabalha com a imitação e criação desses conhecimentos. A memória fundamenta a história, a razão fundamenta a filosofia e a imaginação é o fundamento da arte.
ARTHUR SCHOPENHAUER - A INTUIÇÃO É MAIS FORTE QUE A RAZÃO
Ao contrário, pensamentos e razões requerem tempo e tranquilidade para serem meditados parte por parte, logo, não se pode tê-los a todo o momento e integralmente diante de nós. Em virtude disso, deve-se notar que a visão de uma coisa agradável, à qual renunciamos pela ponderação, ainda nos atrai. Do mesmo modo, somos feridos por um juízo cuja inteira incompetência conhecemos; somos irritados por uma ofensa de carácter reconhecidamente desprezível; e, do mesmo modo, dez razões contra a existência de um perigo caem por terra perante a falsa aparência da sua presença real, e assim por diante.
Em tudo se faz valer a irracionalidade originária do nosso ser.
(Arthur Schopenhauer)
ARTHUR SCHOPENHAUER - A INTUIÇÃO É MAIS FORTE QUE A RAZÃO
Devemos sempre dominar a nossa impressão perante o que é presente e intuitivo. Tal impressão, comparada ao mero pensamento e ao mero conhecimento, é incomparavelmente mais forte; não devido à sua matéria e ao seu conteúdo, amiúde bastante limitados, mas à sua forma, ou seja, à sua clareza e ao seu imediatismo, que penetram na mente e perturbam a sua tranquilidade ou atrapalham os seus propósitos. Pois o que é presente e intuitivo, enquanto facilmente apreensível pelo olhar, faz efeito sempre de um só golpe e com todo o seu vigor.
Ao contrário, pensamentos e razões requerem tempo e tranquilidade para serem meditados parte por parte, logo, não se pode tê-los a todo o momento e integralmente diante de nós. Em virtude disso, deve-se notar que a visão de uma coisa agradável, à qual renunciamos pela ponderação, ainda nos atrai. Do mesmo modo, somos feridos por um juízo cuja inteira incompetência conhecemos; somos irritados por uma ofensa de carácter reconhecidamente desprezível; e, do mesmo modo, dez razões contra a existência de um perigo caem por terra perante a falsa aparência da sua presença real, e assim por diante.
Em tudo se faz valer a irracionalidade originária do nosso ser.
(Arthur Schopenhauer)
SOU MAGIA ELEMENTAL...
Eu acredito assim :
- Sorte ou azar somos nós quem fazemos com nossas " razões"; temos sorte sim, de estarmos vivos num mundo tão precário que nós mesmos estamos fazendo a cada dia de nossa vida. Estamos passando pela vida ,somente existindo nela e não vivendo-a.
Muitas vezes nos tornamos farrapos humanos de nossos próprios pensamentos, prisioneiros de nossas razões absolutas. Acreditem, verdades são muitas, uma só seria responsabilidade demais. Todos os dias são dias de "sorte ou azar", todos os dias o mundo de muitas pessoas se acabam.
Sei que é difícil, mas poderíamos tentar fazer de todos os dias, dias mágicos e abençoado por todos os Deuses!
Fonte:: Eu Sou uma bruxa









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