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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016 0 comentários

ANTROPOFAGIA VIRTUAL





PORQUE MINHA VIDA NÃO É INTERESSANTE POSTO TUDO QUE FAÇO.
Se posto, logo existo. 
Se NÃO posto, nada sou. 

Por ser idiota faço da minha existência um diário online. Sou psicologicamente desequilibrada, passei da exposição saudável para o completo narcisismo. Sou dependente de likes, joinhas, comentários fúteis e afins. Somente dessa forma me sinto aprovada pelas outras pessoas.

Também gosto de frases feitas e fazer muito barulho por nada.

NÃO GUARDO MINHAS MÁGOAS PARA MIM, PRECISO PUBLICAR. 

Como uma mula dou coices cibernéticos em pessoas que não exponho os nomes nas postagens. Tudo para aumentar o mistério da minha ANTROPOFAGIA VIRTUAL.  



Ás vezes escrevo no Face: ‘estou triste’ ou ‘estou feliz’ abrindo um espaço para outros intervirem e interpretarem da maneira que bem entenderem". MAS NEM TODAS AS PESSOAS QUE TENHO NO FACEBOOK SÃO REALMENTE MINHAS AMIGAS.  

Hashtags resumem minha identidade pessoal, um elemento a mais para  hiperexposição sem graça. Minhas fotografias aparentemente espontâneas,de momentos de descontração, são na verdade a montagem do personagem perfeito, tornando minha vida um evento. Meu big brother. 

POR FIM APELO PARA SUA COMOÇÃO:tenham pena de mim, pois como um drogado inveterado preciso disso. Preciso que você me diga quem sou, já que meu maior envolvimento afetivo é com as redes sociais, o resto é fake.

JAQUELINE RAMIRO

domingo, 27 de abril de 2014 1 comentários

ERA DO PLACEBO



O perdão só é bonitinho nas histórias contadas sobre cristo.


As pessoas pensam estarem se curando de alguma coisa, mas não estão. Procuram remédio para: solidão, inveja, covardia, medo, ira...para o amor. Porém nada é suficiente. Inevitavelmente todos sentem alguma estranha ausência. Sempre falta algo.

Desejam demais o  poder, fazem qualquer coisa para consegui-lo. O problema é que elas querem alcançar o poder jogando MONOPOLY  e monopoly é apenas um jogo. Em qualquer canto dessa terra se houver dois seres humanos um irá se sobrepor ao outro. A maioria das pessoas não param para pensar nisso de forma intelectualizada, no entanto, parecem carregarem essas ações em seu DNA.

Todos sentem-se machucados, agredidos de algum modo e mesmo os que não admitem desejam vingança. É bem mais fácil retribuir à agressão com um machado. O perdão só é bonitinho nas histórias contadas sobre Cristo.

Para controlar os sintomas desse demônio chamado homem, as pessoas procuram antídotos incutidos na sociedade. Porções mágicas como: "consciência social", "crise sociais", "redes sociais" com suas frases feitas, músicas de uma frase só e com o mesmo ritmo. Acham que com tais atitudes passam a fazer parte do grupo. Acham-se curadas - que encontraram remédio para a solidão - o algo que falta.  Uma grande parte recorre não apenas ao remédio sistêmico, mas também à anestesias como: álcool e drogas sintéticas.

O grande mal dessa coisa toda é que infelizmente estão consumido placebo. Quando acordão a sensação é a mesma da manhã anterior. Sentem o mesmo vazio de sempre.

Por: Flávio Tavares




 
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