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terça-feira, 18 de novembro de 2014 0 comentários

COMO O CÉREBRO ORGANIZA O COMPORTAMENTO SEXUAL - Silvia Helena Cardoso, PhD



Os neurocientistas têm devotado grandes esforços para responder as questões básicas a respeito dos atos de comer, beber, respirar e se mover; também têm se esforçado para entender como nós percebemos, pensamos, dormimos e lembramos.

Mas e o sexo? Tabus em muitas culturas, censura moral e imaturidade das ciências fisiológicas e psicológicas neste campo têm impedido uma pesquisa a longo prazo referente ao comportamento sexual humano.

Foi somente com os estudos pioneiros dos sexologistas Havellock Ellis e Alfred Kinsey, na primeira metade do século, e posteriormente dos fisiologistas Masters e Virginia Johnshon, que um estudo objetivo da resposta sexual humana começou a se desenvolver.

Hoje, encontramos muitos estudos a respeito dos aspectos embriológicos, genéticos e biológicos do aparato reprodutor, como espermatozoides e óvulos, fertilização, desenvolvimento e nascimento, assim como sobre a anatomia dos órgãos sexuais em ambos os sexos. Também encontramos muitas informações a respeito de aspectos antropológicos, sociais e culturais do comportamento sexual.

Porém, a literatura apresenta poucos estudos sobre a fisiologia da sexualidade humana e de como o cérebro organiza o comportamento sexual. A sexualidade humana está fortemente relacionada ao comportamento reprodutivo, não somente em termos da propagação e sobrevivência das espécies, mas também aos seus mecanismos neurais e fisiológicos. Contudo, a sexualidade não resulta sempre em reprodução, uma vez que é motivada pelo comportamento. O sucesso de completar o ato sexual depende da excitação local e de estímulo físico. Outros comportamentos também são motivados, como o comportamento de alimentação. Entretanto, a diferença entre a motivação sexual e estes instintos primários é enfatizado quando a saciedade é considerada.

Quando um animal faminto ou sedento ingere uma quantidade suficiente de água ou comida, a restauração da energia ou do equilíbrio de fluidos do organismo retorna a um equilíbrio homeostático. A atividade sexual consome as reservas de energia do organismo; o instinto sexual é saciado somente quando a fadiga e a exaustão o superam, mas ele retorna assim que o organismo recupera as reservas energéticas.

Diferenças adicionais e importantes surgem por que a motivação sexual é obtida a partir da sugestão ambiental, enquanto a fome e a sede refletem mudanças internas que estimulam interoceptores.

O comportamento sexual, excitação e motivação ocorrem somente em situações ambientais especiais que providenciem tipos particulares de estimulação sensorial. Alguma quantidade de estimulação vai provocar a motivação sexual, a menos que o organismo esteja fisicamente preparado para a cópula.

A prontidão fisiológica para responder seletivamente a estímulos sexuais é providenciada por mudanças hormonais que afetam tanto mecanismos neurais e não-neurais por todo o corpo. A cópula, como a alimentação, acontece devido a uma combinação de controle nervoso e hormonal.


Muito deste controle é mediado por partes do sistema nervoso dentro do "cérebro visceral", que filogeneticamente é a parte mais antiga do cérebro humano. Ele é composto pelo hipotálamo, hipófise, sistema límbico, e regiões do mesencéfalo (cérebro central).

Apesar do fato do comportamento sexual humano ser controlado e dirigido por uma das partes mais primitivas do cérebro, ao mesmo tempo ele é fortemente influenciado e modulado pela experiência adquirida, assim como pelo meio social, étnico e cultural, fazendo dele uma mistura única das esferas fisiológica e psicológica. Ainda mais, o que é considerado "normal" e "anormal" no comportamento sexual humano é altamente variável entre culturas e ao longo do tempo.
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ABUSO PSICOLÓGICO PODE CAUSAR TRAUMAS MAIS PROFUNDOS QUE AGRESSÃO FÍSICA OU SEXUAL




              Essa forma de violência está relacionada a maior propensão
                            à depressão, ansiedade e uso de substâncias


Violência psicológica contra crianças e adolescentes pode provocar danos mais graves do que a agressão física ou o abuso sexual, segundo estudo publicado na Psychological Trauma: Theory, Research, Practice, and Policy.

O psicólogo clínico Joseph Spinazzola e sua equipe do Centro de Trauma do Instituto de Recursos da Justiça, em Massachusetts, utilizaram informações da Rede Nacional de Traumas e Estresse Infantil (NCTSN, na sigla em inglês) para analisar dados de 5.616 crianças e adolescentes com histórico de abuso psicológico, físico e sexual.

Aproximadamente 62% tinham histórico de maus-tratos psicológicos; cerca de um quarto deles, 24%, sofreram exclusivamente esse tipo de violência, que abarca, de acordo com os pesquisadores, assédio moral por parte do cuidador, imposição de medo extremo, controle coercitivo, insultos graves, humilhações, ameaças, exigência extrema, rejeição e isolamento.

Os pesquisadores constataram que aqueles que passaram por esse tipo de experiência tendiam a sofrer de ansiedade, depressão, baixa autoestima, sintomas de estresse pós-traumático e a apresentar risco de suicídio em maior nível do que os que sofreram violência física ou sexual. Entre os três tipos de agressão, a psicológica foi a mais fortemente associada com transtorno depressivo, distúrbio de ansiedade social e generalizada, dificuldade de formar vínculos afetivos e abuso de substâncias.


Esse tipo de violência provoca danos emocionais tão graves quanto a agressão física e sexual juntas, alertam os pesquisadores. “Profissionais dos serviços de proteção podem levar mais tempo para reconhecer a negligência emocional porque ela não deixa marcas visíveis, além de não ser considerada socialmente tão grave”, aponta Spinazzola. “Precisamos de iniciativas de sensibilização para ajudar o público a entender os prejuízos psicológicos severos provocados por esse tipo de abuso.”
sexta-feira, 14 de novembro de 2014 0 comentários

NINFOMANÍACA


Ninfomania deriva das palavras gregas "nýmfi" (??µf?): "ninfa" e "manía" (µa??a): "loucura", "fúria", "ódio". Na mitologia grega ninfas e sátiros eram espíritos da natureza famosos por sua beleza e sexualidade exacerbada. Diversas ninfas ficaram famosas ao se envolverem ou serem abusadas por deuses, dando a luz a famosos heróis.

NINFOMANÍACA- o que é?

Apetite sexual excessivo, hipersexualidade, Desejo Sexual Hiperativo (DSH) ou simplesmente Ninfomania (em mulheres) e Satiríase (em homens) é um transtorno sexual caracterizado por um nível elevado de desejo e atividade sexual a ponto de causar prejuízos na vida da pessoa.

É um transtorno psiquiátrico - não existem razões biológicas para explicar sua origem. De acordo com o Código Internacional de Doenças (CID), a ninfomania é considerada uma compulsão, não relacionada à produção de hormônios sexuais. Assim como a compulsão por comida, bebida ou por compras, ela acontece quando a paciente  não consegue controlar seu impulso.

No entanto, a medicina não tem critérios numéricos para classificar a partir de que momento uma mulher se torna ninfomaníaca. "O diagnóstico é feito quando há incômodo da paciente. Ela procura
muitos parceiros sexuais, mas não consegue se satisfazer. Na literatura médica, há relatos de pacientes que tiveram até 50 relações sexuais em um mesmo dia", diz a psiquiatra Fernanda Piotto Frallonardo, do Hospital Estadual Mário Covas. Geralmente, a mulher com compulsão por sexo já apresenta comportamento compulsivo desde criança, seja por doces ou por outros objetos. "O mecanismo da compulsão é o mesmo, só muda o objeto", diz Fernanda. E, apesar da prática intensa, as ninfomaníacas não são boas de cama, afinal não transam por prazer, e sim por vício.


DIAGNÓSTICO

Existem diversas propostas médicas para diagnosticar a hipersexualidade, dentre elas uma das mais aceitas pelos psiquiatras é:

1-A existência de fantasias sexualmente excitantes recorrentes e intensas, impulsos ou comportamentos sexuais que persistam durante um período de pelo menos seis meses e se encaixem na definição de parafilias.

2 - As fantasias, impulsos ou comportamentos sexuais causam desconforto ou comprometimento clinicamente significativo na área social, ocupacional ou outras áreas importantes.

3 - Os sintomas não encontram causa em outros transtornos, como por exemplo, no episódio maníaco.

4 - Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (abuso de droga ou medicamento) ou à afecção clínica geral.

Quando o assunto é sexualidade nada melhor que os franceses para confundir ainda mais as nossas cabeças. Que tal assistir ao polêmico filme JOVEM E BELA.

Não recomendado para menores de 16 anos 




FONTE: 
-Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10) em língua portuguesa
-Meg S. Kaplan; Richard B. Krueger, "Diagnosis, assessment, and treatment of hypersexuality" , The Journal of Sex Research, March-June 2010
- Kafka, M. P. (2007). Paraphilia-related disorders: The evalution and treatment of nonparaphilic hypersexuality. In S. R. Leiblum (Ed.), Principles and practice of sex therapy (4th ed.) (pp. 442-476). New York: Guilford.
- Coleman, E. - Is your patient suffering from compulsive sexual behavior? Psychiatr Annals 22:320-325, 1992.
sábado, 18 de outubro de 2014 1 comentários

REVOLUÇÃO DAS PIRIGUETES



Chega de política. Vou falar de sexo. Antes, havia a "sexpol", bandeira da política sexual dos anos 60. Hoje, temos no máximo a "polsex", ou seja, como as ideologias dançaram, só a sexualidade explica os rumos do mundo e, claro, do Brasil, nosso grande motel das ilusões perdidas. Sexo: nossos sentimentos estão canalizados para um mesmo buraco. Ando pela rua e todos os outdoors são de mulher nua - outro dia, quase bati o carro na Av. Paulista, por causa da loirinha nua da Playboy. Todas as capas de revista são uma grande feira de mulheres gostosas e homens raspadinhos. Tudo parece liberdade, mas a coisa é outra. Nos anos 60 (oh... os recentes anos remotos) o sexo era uma novidade política, depois dos caretíssimos anos 1950, quando o sexo tinha algo de crime, algo de secreto que perfumava nossas vidas com o estímulo da culpa. Não havia motéis, nem as pílulas que, depois, fizeram mais pela liberdade sexual que mil livros feministas. Nunca vi tanta publicidade movida a sexo. A propaganda nos promete uma suruba transcendental. Em nenhum lugar do mundo vemos o apelo sexual nas ruas, nas roupas de meninas - nosso feminismo resultou na revolução das periguetes. No Brasil das celebridades, o feminismo foi um mal entendido. Muitas vezes rima com galinhagem ou até com uma forma velada de prostituição. É uma mistura de liberdade com submissão à uma salada de frutas: mulher melancia, mulher melão, mulher jaca.

Hoje em dia, as mulheres foram expulsas de seus ninhos de procriação, de sua sexualidade expectante e são obrigadas ao sexo ativo e masculino. A "supergostosa" é homem; ou melhor, é produto do desejo masculino. O homem é pornográfico; a mulher é amorosa. A pornografia é só para homens.

Já expuseram o corpo todo, seios, vagina, mucosas, ânus. O que falta? Os órgãos internos? Seu ideal é serem desejadas como bons produtos. Felicidade é serem consumidas. Felizes como coisas: Uma salsicha é feliz? Um bela lata de caviar? Mas, como amar um eletrodoméstico? A grande moda do momento são mulheres penduradas em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pelos pubianos nos salões de beleza. Ficam balançando em paus de arara e, depois, saem felizes com um jardinzinho estreito e não mais a floresta peluda onde mora a temível "vagina dentada". Parecem uns bigodinhos verticais que me fazem pensar em Hitler.

Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém mais quer ser 'real' hoje em dia.

Nos anos 60, sexo era revolução política. Tudo era político. O sexo utópico dos anos 60 era o prelúdio para outras conquistas sociais. O orgasmo para Reich era uma vitória contra a burguesia. Eu me lembro de ter dito para uma mulher amada: "Querida, nosso amor é uma forma de luta contra o imperialismo norte americano." O sexo dos 60 era um comício; queria acabar com a culpa, com o limite, com o proibido. Todas as sacanagens foram testadas, mas chegou-se ao outro lado com uma vaga insatisfação. O que faltava? Faltava o pecado. Sem o pecado ficávamos insuportavelmente livres. Em meio a tanta liberdade, nunca fomos tão solitários. Tudo era referido ao sexo, para substituir frustrações políticas e sociais.

Com a re-caretização do mundo, a liberdade aparente conquistada andou para trás . A liberdade deu lugar a "dessublimação repressiva," como nomeou Marcuse, uma "liberdade" tão ostensiva e grossa que é um louvor à proibição. Os sonhos viraram produto. Todas as conquistas viraram fetiches de consumo: revolta, igualdade, utopias, até o desespero e a angustia passaram a vender roupas e costumes.

O prazer é obrigatório no mercado. A partir dessa época, sob a aparência de grandes euforias narcisistas de gestos e risos de prazer, há um regressismo oculto no mundo de bundas e coxas lipoaspiradas, seios siliconados, bofes comedores. A anatomia virou uma das poucas portas de fuga da classe baixa, como uma saída para a miséria. Nuas, todas as mulheres são iguais: a democracia da bunda. A bunda é a esperança de milhares de Cinderelas. A mídia e a propaganda compraram a liberdade, que não é mais "uma calça velha e desbotada," mas é a superação do pudor, da intimidade. Se alguma mulher ficar famosa, tem de tirar a roupa. O strip-tease é a 'anti-burka' - igual pelo avesso. A pessoa não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele. O corpo e a pessoa são duas coisas diferentes; a menina mostra sua bunda como se fosse uma irmã siamesa. Tanta oferta sexual angustia-nos, dá-nos dá a certeza de que nosso desejo é programado por indústrias masturbatórias, provocando tesão para vender satisfação.

A verdade é que o prazer anda de cabeça baixa, deprimido, apesar do eufórico exibicionismo em revistas de celebridades. Todos podem confessar tudo: "Sim, eu gosto de atacar nos mictórios das rodoviárias e me orgulho de minha tara!" - diz o perverso sorrindo na TV. A permissividade total esvai a tesão. O prazer precisa da proibição. Aliás, o vício solitário é bem seguro. A punheta é metafísica. A masturbação a dois existe até no grande amor romântico, onde dois narcisismos se tocam, se beijam, se arranham, mas não se comunicam.

Ninguém mais quer ser 'sujeito', apesar de afirmar o contrário. Todos querem ser "inconformistas como todo mundo." O corpo tem de dar lucro. Todo mundo quer ser coisa.


Vi um anúncio de uma boneca inflável que sintetizava o desejo secreto do homem de mercado: ter mulheres digitais que não vivam. O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation" ("Não precisa de comida nem de conversa fiada"). A liberdade de mercado produziu um estranho 'mercado da liberdade'.

ARNALDO JABOR
terça-feira, 30 de julho de 2013 0 comentários

O CASTIGO


Depois que sofri o estupro tomei pavor do tal Paulo, namorado da minha mãe. Não sei explicar exatamente o porque, mas também fiquei com muito nojo a ponto de nem mesmo querer beber água no mesmo copo que ele tivesse bebido. 

Não preciso dizer que se minha mãe me tratava mal antes do ocorrido depois tudo ficou muito pior. Era tortura mesmo.
E infelizmente eu não tinha como escapar disso, pois minha avó me obrigava a ir com minha mãe e a verdade é que meus parentes não estavam disposto a se envolverem em um caso desses, então só restava aguentar firme a situação.  Mesmo a intervenção do meu tio durou por pouco tempo por não agradar a esposa dele.  

Minha mãe me beliscava, me batia com o cuidado de não deixar muitas marcas, e quando alguém notava as marcas ela dizia que tinha sido algum tombo ou algo assim.  Me deixava trancada dentro do banheiro.  Muitas vezes  me  deixava sem comer o dia inteiro, coisa que me acostumei com o passar do tempo. E palavras como puta, vadia, eu já considerava como apelidos de tanto que eu era chamada assim. 

Minha mãe sempre foi uma pessoa criativa e talvez por isso tenha arranjado tantas formas diferente de me humilhar. Uma a qual me recordo bem foi o DIA DA CADELA.

 Cadela era um dos apelidos carinhosos que recebi de mamãe, principalmente, por ter mordido o Paulo. Então para que eu não esquecesse e todos ficassem sabendo que eu era uma cadela, minha mãe apanhou 5 ossos cozidos de costela e me obrigou a andar para todo canto carregando esses ossos nas mãos. E se por acaso ela me visse sem eles eu apanhava novamente. 

Nesse dia que sucederam muitos outros eu fui colocada na vila desde de cedo para brincar com as outras crianças. Quando meus primos me viram com os ossos, que eu não podia soltar, riam, debochavam... e eu ali segurando os ossos. 

 Minha tia N... chegou a perguntar a minha mãe sobre os ossos, minha mãe respondeu que eu adorava ficar roendo ossos (claro que isso foi ironia), e que eu teria dormido mastigando um e quase morrendo sufocada com o osso atravessado na garganta. Então para que eu não roesse mais osso era esse o motivo do castigo. 

Depois disso minha tia passou a ser fiscal dos ossos. Se por alguma razão eu me descuidasse deles ela através da zombaria acompanhada pelo coro dos meus primos me fazia apanha-los imediatamente e comunicava o meu desleixo a minha mãe que me humilhava, batia e ameaçava me matar se eu abrisse a boca para contar o que fosse para alguém. 

Você que está lendo isso deve está pesando que minha mãe era o capeta, mas se engana completamente. Minha mãe era muito dissimulada. Bonita e quase sempre agradável a todos.

Link indicado: ALGUMA INTERVENÇÃO
terça-feira, 23 de julho de 2013 0 comentários

ALGUMA INTERVENÇÃO



Não sei bem o que foi conversado, mas lembro da minha tia perguntar porque eu estava andando daquele jeito. 

Resultado 

Minha mãe me jogou encima da mesa tirou a parte de baixo da minha roupa na frente de todo mundo, incluindo o monstro, e disse:

- Fala N...(nome da minha tia) o que você está vendo ai? Essa filha da P... está enganando você. Ela não tem nada.

- Mas L...( como minha mãe era chamada) ela está machucada.

- Machucada? Machucada como? Isso é assadura porque essa porca não se limpa direito. Essa putinha está mentindo, não vale nada, mas se você quiser pode levar ela para a sua casa. Fica com ela que você vai ver o que é bom.

A pesar da pouca idade senti muita vergonha de ficar pelada de pernas abertas na frente de todos. Minha avó me criou de forma que era pecado até colocar as mãos nas partes intimas.

A mando do meu tio, minha tia me levou para a casa dela onde dormir aquela noite na paz de Deus.

Continuei indo os fins de semana para a casa da minha mãe, mas toda vez que o monstro estava lá meu tio vinha me apanhar para dormir na casa dele.

Tio A... Muito obrigada por me salvar. Não sei o que teria acontecido sem a sua intervenção.


Link indicado: MEDO
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MEDO



De manhã bem cedo com o dia amanhecendo o monstro foi embora. 

Nesse dia minha mãe me chamou pelos piores nomes que se possa imaginar e me bateu muito. Muito mais que o normal. Me deixou vestida só de calcinha, colocou em mim uma bolsinha que ela usava para carregar os cigarros, abriu a porta e me jogou do lado de fora porque ela não queria puta dentro da casa dela.

Passei toda a manhã do lado de fora, mas dentro da vila. Sem comer, sem beber água.

Esse vila era bem dizer só de parentes, mas parece que ninguém deu conta ou não quis dar conta do que estava acontecendo. Ou talvez já estivessem acostumados com a confusões da minha mãe, não sei.
Não bati na porta de ninguém para pedir ajuda princialmente por medo. se abrisse a minha boca para falar qualquer coisa minha mãe me mataria.

Fiquei nessa situação até uma prima mais velha chegar da escola e perguntar porque eu estava apenas de calcinha e do lado de fora de casa. Ela chamou a minha mãe e não me recordo o que ela respondeu. Minha prima entrou para a casa dela , mas em poucos minutos voltou e me levou para a casa dela onde me deram a tarde o que seria o almoço.

Não preciso dizer que por conta da dor que eu estava sentido não estava conseguindo andar de forma natural e acho que foi isso acabou chamando a atenção da minha tia. Pois juro que o medo não me permitia dize nada a respeito.

Quando foi a noite essa minha tia e mais uma outra foram conversar com minha mãe e o monstro tinha voltado. Ele estava dentro de casa.

Meu Deus que medo eu tive naquele momento. só eu sei.

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VAZIO


Até que certa noite minha mãe saiu me deixando sozinha com o monstro. Ele foi tomar banho e deixou a porta do banheiro aberta. uma porta que sempre se fechava por conta do peso. Eu não sabia nem porque, mas já tinha medo dele. Quando a gente é criança não entende bem as coisas,mas o medo se fez presente não sei explicar exatamente o porquê.

Ele saiu do banheiro apenas com uma toalha branca na cintura. Eu estava no quarto assistindo TV.

Ele me puxou pela cabeça e queria que eu colocasse minha boca nas partes intimas dele. Como me neguei a fazer ele me agarrou a marra e tampou a minha boca. Me debati, desesperada tentei me saltar de todos os mode e ainda consegui morder a mão dele, mas não adiantou ele conseguiu me machucar e minha mãe chegou bem na hora do ato.

Ela ficou enfurecida e perguntou o que estava acontecendo. Eu corri para o lado oposto da cama e senti muita dor. Eu estava sangrando.

Me recordo dos dois começarem a discutir e ele mostrou que eu havia o mordido. Minha mãe me arrastou bruscamente pelo braço até o banheiro me deu banho.

Essa noite eu dormi no chão e os dois dormiram juntos na cama.
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TRISTEZA


Minha mãe tinha arrumado mais um namorado. Esse chamava-se Paulo e morava no bairro do Flamengo em um apartamento com vista para o mar.Trabalhava no cais do porto, lugar onde eles se conheceram. Até hoje não sei o que ele fazia exatamente, mas lembro que estava sempre armado.

Minha mãe estava com os seus 30 e poucos anos e ele com 42.Lembro dos comentários maliciosos que ouvia quanto a isso.

Ele trazia muitos presentes para a minha mãe e ao que parece ajuda a pagar umas contas.

Como namorado ele tinha livre acesso a casa que ficava na rua Comendador Siqueira em Jacarepaguá.

Como nunca tive uma cama minha nem na casa da minha mãe, nem na casa da minha avó dormíamos os três na mesma cama.

E me recordo de acordar uma noite com ele passando a mão entre as minhas pernas.

Falei com a minha mãe, mas ela não deu qualquer importância. Foi apenas o começo de um tristeza que eu carrego até os dias de hoje.
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ANIVERSÁRIO CHEGANDO


No próximo dia 12 de agosto completarei 30 anos. Parece até ironia, 30 anos de um aborto que não deu certo, 30 anos da filha do Fuscão.

Não pensei que chegaria tão longe, mais aqui estou e me despedindo de alguns demônios. Não chegarei aos meu 30 anos sufocando o grito de dor.

Hoje eu sei quem sou e tenho maturidade de pessoa adulta.

Digo a mim mesma contrariando a tudo que me foi imposto pelos que me cercavam:

eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.

eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.

eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.

eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.

eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.

eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.

eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.

eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.

eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.

eu não sou responsável por ter sofrido estupro a os 5 anos de idade.

EU NÃO SOU CULPADA

CHEGAAAAAAAAA!
quarta-feira, 6 de março de 2013 0 comentários

HOJE VAMOS FAZER MELHORAR A POTÊNCIA SEXUAL





GARRAFADA CIGANA

ingredientes:
Você vai precisar:
Vinho branco seco (1L)
Cravo da Índia
Gengibre
Miolo de Pão
1 Maçã
Canela em Pau
1 Limão Galego
1 pedaço de raiz de Alface
1 Ovo de Pata
1 pitada de Sal
3 Uvas Verdes
1 pedaço de Marmelada

Preparo:
Ponha tudo em uma vasilha e misture. Divida em garrafas e tampe bem. Deixe por três dias em local fresco. Beba um cálice três vezes ao dia.
Obs- caso seja difícil o ovo de pata, substitua por 3 ovos de codorna. Não esquecer de quebrar os ovos e mexer tudo muito bem com uma colher de pau, depois de 3 dias pode coar.

Tem que ser feito numa Lua Cheia ( ate o terceiro dia) ou numa Lua crescente.



A garrafada cigana é famosa por seus resultados rápidos. Fazendo do modo indicado, os ciganos garante efeitos satisfatórios em todos os tipos de garrafada.


Fonte: Eu Sou uma bruxa


              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB


 
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