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terça-feira, 10 de outubro de 2017 0 comentários

DEFENDER TODAS AS CRIANÇAS...TODAS AS CRIANÇAS




Segue uma pequena sugestão de reflexão sobre o modo como estamos concebendo a infância nos últimos tempos.

Se você se incomodou e se indignou com a interação de uma criança com um homem nu naquela exposição em São Paulo, afirmando que aquilo era ""pedofilia"" e um ataque à dignidade daquela, ok, tudo bem, vamos lá.

Seria importante também orientar toda a indignação, se de fato houver uma preocupação com a dignidade das crianças em geral, com estas da Rocinha que foram obrigadas (provavelmente não pela primeira vez) a passar diante de dois corpos de pessoas assassinadas jogadas no chão quando iam (ou voltavam) da escola. Elas foram submetidas, forçadamente, a mais uma experiência de terror, que muito provavelmente marcará para sempre as suas vidas.

Estas crianças da Rocinha, em relação às quais há pouca ou nenhuma indignação, são jogadas, contra a vontade, no meio de uma guerra inventada, que não lhes diz respeito, mas que interfere enormemente em seu cotidiano. Uma guerra que limita seus horizontes de existência.

Se você se horrorizou mais no caso da interação artística e menos diante da exposição à morte cotidiana nas favelas, talvez seja porque você acredita que há crianças mais dignas de atenção e cuidado do que outras. Ou se defende todas ou... se defende todas!
segunda-feira, 2 de outubro de 2017 0 comentários

TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA


Um artista nu permite que espectadores manipulem suas articulações. Uma criança, acompanhada da mãe, toca no seu pé.

Sugiro às pessoas que viram erotismo nessa cena que procurem tratamento psicológico. Amigo, você sofre de alguma doença grave: ou tem tesão em crianças, ou tem tesão em pés, ou tem tesão em crianças tocando em pés. Ou é pedófilo, ou podófilo, ou pedopodófilo.

A cena em questão é tão erótica quanto o teto da Capela Sistina (em que Adão, vale lembrar, estava pelado) ou aquela cena do "E.T." em que a criança toca no dedo do extraterrestre (em que Adão, vale lembrar, estava pelado, vestindo apenas um cachecol). Deve ter gente que vê erotismo nisso. 

E deve ter gente que vê, inclusive, na extremidade vermelha do dedo do E.T. um símbolo fálico. Mas o problema é delas, e não do E.T.. O tesão é de quem vê. O mesmo vale para quem se escandaliza com o seio de uma mãe que amamenta. Isso é coisa de gente muito tarada. Por acaso, o Brasil tá cheio delas.

José Wilker contava que tinha um parente que se relacionava sexualmente com uma cabra, e todo o mundo sabia disso. O tal parente, quando viu "Dona Flor e seus Dois Maridos", ficou tão chocado com a cena da nudez que cortou relações com o Wilker. Brasil, o país em que só a nudez choca. Todo o resto é perdoável.

Viva o país em que o topless é proibido, mas a ejaculação no ônibus é tolerada. Um país em que uma exposição dita profana é cancelada, mas o mandato do Aécio segue firme e forte. O país em que o professor não pode ter partido, mas pode ter igreja, e fazer propaganda da igreja, mesmo na escola pública.

Sabe o que é um crime contra a infância? Ensinar criacionismo nas escolas. Crime contra a infância é a música gospel da Aline Barros que ensina as crianças a pagarem o dízimo: "Jesus se agrada, Jesus se agrada / da ofertinha da criançada / Tirilim, tim, tim / oferta vai caindo dentro da caixinha".

Brasileiro tem orgulho de dizer que adora crianças. Não sei de quais crianças a gente tá falando. Seis milhões de crianças no Brasil vivem em situação de extrema pobreza -muitas delas na rua. Ninguém parece tão chocado quanto com a exposição do MAM. Talvez essas crianças precisassem assistir a uma nudez indevida, talvez precisassem tocar no pé de um artista nu. Aí, sim, o Brasil ia rodar a baiana. "Miséria, desnutrição, analfabetismo, vá lá. O importante é que essa criançada não veja um pinto!"

Gregório Duvivier
sexta-feira, 29 de setembro de 2017 0 comentários

PEDOFILIA EM EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE SÃO PAULO



Uma performance que ocorreu durante a abertura da 35ª Mostra Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), gerou polêmica na internet, mesmos depois do museu informar que a apresentação do coreografo Wagner Schwartz não tinha teor erótico. Em nota, o museu explica que tem o costume de sinalizar as exposições e performances com tema "sensível à restrição de público", 

Imagens mostram uma criança tocando um homem nu, com o pênis a mostra, durante o evento, passaram a circular nas redes sociais na noite de quinta-feira (28).

Pedofilia, putaria disfarçada de exposição artística e até mesmo pronunciamentos do tipo: essas coisas só acontecem no Brasil!

  
Bem. Na Europa uma apresentação dessas não farinha nem cosquinha no ego de ninguém. A maioria não vê pecado no corpo ou na nudez e sim nas intenções das pessoas. Acaba que a apresentação foi um estupro a mentalidade ideológica de alguns.

Terrível uma inocente criança tocar com naturalidade um outro corpo humano. Esse absurdo não pode acontecer, porque o humano é sujo, pecaminoso e algumas vezes se esconde atrás de "MORALIDADES" para que OS OUTROS não percebam as PERVERSÕES do seu pensamento.

Vamos mandar preder os poucos Índios que restam, pois seguindo a lógica dos internautas ultra moralizados, todos são pedófilos. 

Eu pergunto a você: a criança foi estuprada? Sofreu algum trauma? Algum tipo de violência? Pois o que vejo nas imagens é apenas o toque em um corpo humano. 

Todo meu apoio ao artista e idealizadores da exposição. Vejo que aqui a arte cumpriu sua função. Mexeu com os sentimentos, deixou muita gente em conflito interno. E sobre tudo abriu um importante espaço para discutirmos assuntos ligados a sexualidade, libido, etc. 

Obs. A MAIOR PARTE DA VIOLÊNCIA SEXUAL À CRIANÇAS E ADOLESCENTES ACONTECE NO AMBIENTE DO PRÓPRIO LAR, E POR PESSOAS ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA.
terça-feira, 18 de novembro de 2014 0 comentários

ABUSO PSICOLÓGICO PODE CAUSAR TRAUMAS MAIS PROFUNDOS QUE AGRESSÃO FÍSICA OU SEXUAL




              Essa forma de violência está relacionada a maior propensão
                            à depressão, ansiedade e uso de substâncias


Violência psicológica contra crianças e adolescentes pode provocar danos mais graves do que a agressão física ou o abuso sexual, segundo estudo publicado na Psychological Trauma: Theory, Research, Practice, and Policy.

O psicólogo clínico Joseph Spinazzola e sua equipe do Centro de Trauma do Instituto de Recursos da Justiça, em Massachusetts, utilizaram informações da Rede Nacional de Traumas e Estresse Infantil (NCTSN, na sigla em inglês) para analisar dados de 5.616 crianças e adolescentes com histórico de abuso psicológico, físico e sexual.

Aproximadamente 62% tinham histórico de maus-tratos psicológicos; cerca de um quarto deles, 24%, sofreram exclusivamente esse tipo de violência, que abarca, de acordo com os pesquisadores, assédio moral por parte do cuidador, imposição de medo extremo, controle coercitivo, insultos graves, humilhações, ameaças, exigência extrema, rejeição e isolamento.

Os pesquisadores constataram que aqueles que passaram por esse tipo de experiência tendiam a sofrer de ansiedade, depressão, baixa autoestima, sintomas de estresse pós-traumático e a apresentar risco de suicídio em maior nível do que os que sofreram violência física ou sexual. Entre os três tipos de agressão, a psicológica foi a mais fortemente associada com transtorno depressivo, distúrbio de ansiedade social e generalizada, dificuldade de formar vínculos afetivos e abuso de substâncias.


Esse tipo de violência provoca danos emocionais tão graves quanto a agressão física e sexual juntas, alertam os pesquisadores. “Profissionais dos serviços de proteção podem levar mais tempo para reconhecer a negligência emocional porque ela não deixa marcas visíveis, além de não ser considerada socialmente tão grave”, aponta Spinazzola. “Precisamos de iniciativas de sensibilização para ajudar o público a entender os prejuízos psicológicos severos provocados por esse tipo de abuso.”
sexta-feira, 24 de outubro de 2014 1 comentários

TODA CRIANÇA É UM MAGO



Quando crianças, nós não conhecemos limites. Num curto período de tempo, aprendemos a falar sem nunca antes termos falado coisa alguma. Aprendemos a andar com nossos membros frágeis para explorar o mundo sem nunca antes termos dado um um passo sequer. Aprendemos a observar, a reconhecer, a alegrarmo-nos, a sofrer, e continuarmos nossas experiências de explorações e descobertas.

Quando crianças, conseguimos tudo isso, sim, por que temos o apoio de todos que nos cercam, mas principalmente por que em nenhum momento nós pensamos que não somos capazes.

É como se movesse dentro de nós o Espírito do Mago, que conhece e domina todos os aspectos do mundo. O Mago sabe que tudo lhe é possível, por que tudo provém apenas de sua vontade. Assim, o Mago apenas deseja, quer, tenta e, irremediavelmente, consegue. Somos todos Magos quando crianças, mas aos poucos vamos perdendo nossa magia, entregando-a ao acaso toda vez que duvidamos de nós mesmos.

Então é preciso notar que para realizar maior parte da coisas que desejamos, precisamos recuperar a magia da infância, precisamos recuperar o Mago que há dentro de nós, e fazer valer a crença de que confiando exclusivamente em nós mesmos, podemos ultrapassar qualquer fronteira!
sexta-feira, 10 de outubro de 2014 0 comentários

QUANDO EU TINHA 10 ANOS



Quando eu tinha 10 anos, eu morava na Miguel Lemos, estudava no Mallet Soares e me preparava para fazer a primeira comunhão na São Paulo Apóstolo.

Todo mundo se lembra de Gagarin, mas, quando eu tinha 10 anos, quem fazia sucesso era Titov, que, aos 26 anos, tornou-se o mais jovem astronauta de todos os tempos. Ou cosmonauta, como se dizia quando eu tinha 10 anos.Titov foi também o primeiro homem a dormir no espaço. Existe uma cratera na face oculta da Lua que foi batizada de Titov.

Num patrocínio da Casa Fernandes, a TV Rio apresentava “Ivon Cury é assim”, todas as quintas-feiras, às 21h05min, quando eu tinha 10 anos. Mas eu não assistia porque, na mesma hora, na TV Tupi, tinha “Espetáculo Tonelux”, com Consuelo Leandro, Grande Otelo, Neide Aparecida, Bené Nunes, o balé de Juan Berardi, os textos de Haroldo Barbosa e a direção de Geraldo Casé. E toda sexta-feira, às 21h42min, tinha “Travessuras do Golias”, também na Tupi

Quando eu tinha 10 anos, quem queria parar de fumar usava Nicotiléss, que era “inofensivo ao organismo”. Mas ninguém queria parar de fumar quando eu tinha 10 anos.

Todo mundo aprendia inglês no Ibeu, francês na Aliança, latim no colégio e não existia outra língua, quando eu tinha 10 anos.

Quando eu tinha 10 anos, o Rubem Braga anunciou numa crônica que iria ser embaixador do Governo de Jânio Quadros. Ao mesmo tempo, declarava que estava gripado. Só Rubem Braga sabia dar a mesma relevância a um cargo de embaixador e a uma gripe.

Compravam-se aparelhos de ar condicionado Westinghouse na Casa Garson, voava-se para Brasília em quadrimotores de alta classe da Real, usavam-se camisas Volta ao Mundo, quando eu tinha 10 anos.

Quando eu tinha 10 anos, inauguraram uma estátua do Bartolomeu Mitre em frente à Embaixada da Argentina.

As festas de aniversário eram animadas com bolos de sorvete Kibon. Eu abria O GLOBO para fazer o Jogo dos Sete Erros e ler as historinhas do Mandrake. Meu padrinho morava no Leblon, mas eu nunca ia lá por que era longe pra chuchu. Quando eu tinha 10 anos, dizia-se longe pra chuchu.

Quando eu tinha 10 anos, Maysa gravou um disco em Nova York no qual cantava pela primeira vez uma bossa nova, “Quem quiser encontrar o amor”, de Geraldo Vandré. Desde então, Vandré e a bossa nova nunca mais foram vistos juntos.

Quando eu tinha 10 anos,  a matogrossense Maria Stael Abelha, renunciou, e o título de Miss Brasil foi transferido para a gaúcha Vera Maria Brauner Menezes. Ela ficou em segundo lugar no Miss Beleza Internacional, ganhou os títulos de Miss Trajes Típicos e Miss Oratória e ainda quatro mil dólares. Com o dinheiro, comprou uma casa para a mãe. Quando eu tinha 10 anos, uma casa valia quatro mil dólares.

Eu fui ao Cine Riviera assistir a “Marido de mulher boa”, com Zé Trindade e Renata Fronzi, mas eu queria mesmo era ir ao Paissandu para ver “Vermelho e negro”, com a Danielle Darrieux, quando eu tinha 10 anos.


Quando eu tinha 10 anos, Walter Pinto apresentava no Teatro Recreio “O diabo que a carregue... lá pra casa”, “com a nova estrela Iris Bruzzi”. No Teatro Ginástico, Fernanda Montenegro, Italo Rossi e Sergio Britto estavam em cartaz com “O beijo no asfalto”. Morineau ocupava o Teatro Dulcina com “Frenesi”. E ainda havia uma campanha nos jornais que  implorava praticamente todos os dias: “Vamos ao teatro!”

ARTUR XEXÉO
sexta-feira, 9 de maio de 2014 1 comentários

UM GRITO NO AR



Vou conta a minha história
Aconteceu de verdade
Às vezes sinto tristeza 
E outras sinto saudade

Meu nome é Ana Amélia 
Nascida nessa cidade
Vou contar toda história
Sem esconder a verdade
Sou filha de ex-combatente
Da grande Segunda Guerra 
Que foi herói na Itália
E mendigo em sua terra

Um cargo de funcionário
foi tudo o que conseguiu
este herói resistente 
Quando voltou ao Brasil

Boa noite companheiros
Estou aqui relatando
A maldade de grilheiros 
Pela qualç passamos

se tens o mesmo problema
Vamos dar as mãos 
Para enfrentar esta guerra
Em nome da habitação

Aconteceu na Cavanca 
N°1.201
Um terrível pesadelo
Que maltratou um por um

A terra onde eu morava
Era posse muito antiga
Não podia imaginar
Que fosse dar tanta briga

Era um lugar tranquilo
Todos viviam contentes 
A vida era só alegria 
Nada incomodava a gente  

Mesmo depois de casar 
Continuei morando
Neste lugar tão lindo
E os meus filhos criando

Agora prestem atenção
Em tudo que aconteceu
Este lugar tão alegre
Um dia entristeceu

No ano de 84 
As coisa aconteceram
Quatro terríveis grilheiros 
Aqui apareceram

não eram os companheiros
Querendo nos ajudar
Mas sim terríveis grilheiros 
Querendo nos expulsar

Nos chamaram de invasores
da nossa própria terra
Sem saber que nela
Os filhos dos filhos criamos 

Começamos uma luta 
Em nossa associação
Com ajuda de amigos
Na mesma situação

Mas não é só aqui
Que isto está ocorrendo
Por causa de moradia 
Tem companheiro morrendo

Não confunda a pobreza com burrice, companheiro
Pois está sendo mais burro
Quem tem tanto dinheiro

Pra que pressa desta terra 
Não viverás eternamente
pode ficar sossegado 
Que dela serás semente 

O sinismo dos grilheiros 
Era demais transparente 
Comandavam a quadrilha
Que assustava a gente 

Foram momentos terríveis 
Eu nem gosto de lembrar
Cada lado que se olhava 
Via casa desabar

Sem teto e sem esperança
Ver pessoas mudando 
Carregando as crianças 
Que de medo iam chorando

Estas lagrimas sofridas
Que destes rostos desceram
Foram gotas de esperança
Que em cada um floreceram

Através do sofrimento
Aprendemos a lutar
Para sermos respeitados 
E ter onde morar

O pior de tudo isto
Foi que logo correu a notícia 
Os grilheiros agiram  
Com ajuda da policia 

ficamos muito assustados 
Pedir ajuda a quem?
Se quem devia ajudar 
veio destruir também

Resolvemos dar um basta 

Em toda essa ausadia 
E fomos todos à luta
Por direito a moradia 

Esta terra nos pertence
Está na constituição
Dez anos residente 
Queremos usocapião

Por que perseguir o pobre?
Que quer apenas morar 
E deixar impunes os ricos
Que de avião vão roubar?

Não entregue a sua casa 
A bandidos desfarçados 
Que não passam de grilheiros 
vestidos de advogados 

Até hoje não sabemos 
Como que terminou
Aquele monte de pedras
Que o tal marajá roubou

Eram pedras preciosas 
Brilhavam, brilhavam, sim
Estamos só querendo saber 
Quem a estas pedras deu fim 

O pior aconteceu
No mês de outubro passado
Era manhã muito fria 
Eu mal havia acordado 

Destes dias companheiros 
Não gosto nem de lembrar 
De um homem que me chamava 
Com uma folha a mostrar 

Eu sou um oficial
E trago uma sitação
Ponha tudo no quintal
Vai haver demolição

Foi tudo tão derrepente 
Não pude buscar socorro
Algemada e agredida
Não pude deixar o morro

O pior de tudo isto 
Que pude presenciar 
Foi a própria polícia
Que veio nos espancar 

Um sargento da poícia 
Abusando do poder
Usando de toda a malicia 
para tentar me ofender

Parecia que eu era
Uma criminosa vulgar 
Jogou-me de rosto na terra 
Para em meu corpo pisar 

Naquela hora senti
O mundo desmoronar 
Saber que quase morrir 
Por defender meu lar 

Quando vêm as eleições 
As promessas são diárias 
Sobre o usocapião 
E a reforma agrária 

Dizem defender as crianças 
Beijão mãos de favelados 
Promovem grandes festanças 
Para serem mais votados 

Foi o nosso presidente 
Quem disse que acabaria 
Com os marajás existentes 
E a violência do dia 

Depois de ter sido eleito 
A história se inverteu 
O rico ficou mais rico 
O médico empobreceu 

É assim que o governo
Quer acabar com a violência 
Jogando o pober na rua 
Sem poder e sem decencia 

Não tinha um palacete
Mas me sentia rainha 
A minha casa modesta 
Era tudo o que eu tinha 

Levamos quase dez anos 
Para a casa construir 
Em alguns minutos 
Vi tudo se destruir 

Foi ai que começou 
O meu grande sofrimento
A minha pobre família 
Ficou jogada ao relento 

Naquele dia senti 
o mundo desmoronar
Meus filhos me perguntavam 
Mãe, onde vamos morar?

Eu não tinha o que responder 
Para os meus filhos queridos 
Ali eu fiquei parada 
Com o coração partido 

Mas derepente em mim 
Uma coisa aconteceu 
Uma força muito estranha 
Que a todos surpreendeu 

Vou continuar na luta 
Com muita dedicação 
É preciso conquaistar 
A grande transformação 

Depois de toda essa luta
Pensei que estava acabado 
Todo aquele sofrimento 
Que vivi no passado 

Meu marido conseguiu 
Um emprego na Com lurb
Então fez a inscrição 
Para a casa própria da Rio-Urbe

Ficamos muito felizes 
Pois estávamos vencendo
Sem poder imaginar  
Que ele estava morrendo 

Meu marido sofreu muito
Com tudo que aconteceu
Passou a sofrer dos nervos 
E a gastrite apareceu

Continuou trabalhando
Mesmo estando doente 
Era muito preocupado
Com o bem-estar da gente

Até que chegou um dia 
Que ele não aguentou
De tanta dor que sentia 
Um hospital procurou

Foi então que começou
A fazer tratamento 
Mas meu marido já estava 
Todo estragado por dentro

Depois de muito tratar 
Só tinha uma solução
Para acabar com o problema 
Somente uma operação

Logo após a cirurgia
A doença evoluiu
No estômago do meu marido
Maldito câncer surgiu

Quando o médico falou 
Eu perdi a esperança 
Eu ainda não sabia 
Que esperava criança

Fiquei triste e perdida 
Sem saber o que fazer 
Eu ia dar uma vida 
Vendo a outra morrer 

Quando o nené nasceu 
Ele não foi visitar 
Pois estava internado 
Para denovo operar 

Depois destacirurgia 
A doença piorou 
Reclama todo dia 
Pois sentia muita dor 

Não gosto nem de lembrar 
Aquele dia fatal 
O meu marido morreu 
Bem pertinho do Natal

Não posso culpar a Deus 
Por tirar ele de mim
Estava sofrendo muito 
Por isso chegou o fim

Amei-o a vinda inteira 
Nunca pensei em o peder 
Parecia mentira
Assistir ele morrer 

Eu fiquei ali parada 
Não queria acreditar 
Que meu marido estava 
Parando d respirar 

Saí dali desolada 
Querendo um abraço amigo
Me sentindo abandonada
Ninguém que estava comigo

Depois de toda a tristeza 
Não olhaei só para frente 
Olhando também para atrás 
Vi tristeza em muita gente 

Embrulhei o meu passado 
Com um papel de esperança 
Amarrei fazendo uma laço 
Com o que restou das lembranças

Ana Amélia R.Ribeiro
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014 0 comentários

COINCIDÊNCIA?


Ver um gato preto desperta uma sensação desagradável em muita gente;
estudos mostram por que a crença no sobrenatural é tão enraizada: supor
associações, inclusive onde elas não existem, pode ter suas vantagens


Nós vivemos em tempos de busca de comprovações. No entanto, a astrologia, a vidência e a magia não perderam sua atratividade. Pelo contrário: no Brasil não há levantamentosespecíficos sobre o tema, mas muita gente ainda bate três vezes na madeira para espantar o azar e certamente vai repetir a roupa que acredita lhe trazer sorte. Que o digam os jogadores da Seleção Brasileira. Entre os alemães, por exemplo, a crença em bons ou maus augúrios está hoje mais disseminada do que há um quarto de século, relatou o Instituto de Opinião Pública de Allensbach após uma enquete em 2005. 42% dos entrevistados consideravam, por exemplo, o trevo de quatro folhas um bom sinal. Segundo dados da National Science Foundation de 2002, mais de 40% dos americanos estão convencidos: o diabo, espíritos ou fenômenos sobrenaturais, como curas milagrosas, realmente existem.

Nem mesmo cientistas estão livres de superstições: em 2008, Richard Coll e seus colegas da Universidade de Waikato, em Hamilton, Nova Zelândia, entrevistaram 40 representantes de diversas disciplinas – entre eles, físicos, químicos e biólogos – sobre sua opinião a respeito de fenômenos sobrenaturais. Vários acreditavam no efeito curativo de pedras preciosas, outros, na existência de espíritos ou extraterrestres, e quase sempre com base em experiências pessoais ou em relatos convincentes. Alguns disseram que amigos e parentes teriam sido curados de graves doenças por meio de um apelo a um poder maior. Os céticos, por sua vez, justificavam quase sempre sua postura de rejeição com considerações teóricas.

Conclusão: a crença no sobrenatural não deixou de existir de forma alguma em tempos de ciência moderna. As pessoas tendem a imaginar que eventos concomitantes têm uma relação causal entre si, apesar de, na verdade, serem independentes. Quem experimenta o sucesso em diferentes situações e por fim percebe que esteve sempre usando a mesma jaqueta nesses momentos, provavelmente logo vai considerá-la o seu talismã pessoal – sem procurar as causas reais para o sucesso.

Animais apresentam um comportamento semelhante – isso foi demonstrado pelo psicólogo americano Burrhus Skinner em 1948, em seus experimentos sobre o condicionamento operante, nos quais um comportamento que surge espontaneamente é reforçado pela recompensa. Em seu experimento que se tornou famoso como a “superstição entre as pombas”, os pássaros em uma gaiola tinham acesso à comida regularmente por um curto período de tempo.

Paulatinamente, eles começaram a repetir suas ações ocasionais imediatamente antes da liberação do alimento: saltitavam, bicavam ou se viravam. As pombas reforçaram o comportamento que haviam associado ao recebimento da ração – o que para Skinner era uma consequência inevitável do aprendizado pela recompensa.
Divulgação

Entre a realidade e a ficção: estudo feito na Nova Zelândia mostrou que mesmo sem provas cientistas acreditavam na existência de vida extraterrena SAPATO NA MÃO
Vários psicólogos tentaram transferir o experimento de Skinner com as pombas para os seres humanos. Em 1987, o pesquisador Koichi Ono, da Universidade de Komazawa em Tóquio, espalhou sobre uma mesa três caixas, cada uma com uma alavanca na parte superior. Um contador em uma lateral móvel saltava em intervalos aleatórios para o próximo número mais alto acompanhado de um zumbido e uma luz vermelha. Além disso, três lâmpadas sempre voltavam a se acender ao acaso. Os 20 voluntários que participaram do estudo deviam obter o
valor mais alto possível no contador por meio de qualquer comportamento, de preferência criativo.

Dois deles desenvolveram, no decorrer do experimento, algo semelhante a um comportamento supersticioso, um deles especialmente marcante: certa vez, o contador se moveu justamente quando a mulher estava pulando da mesa – em seguida, ela passou a saltitar incansavelmente para elevar de novo o resultado. Quando ela tocou o teto com o sapato na mão, a lâmpada também se acendeu, o zumbido soou e um ponto adicional surgiu no contador. Então a voluntária passou a se esticar, apontando o sapato para o teto ao pular até desistir antes do término do experimento – provavelmente por exaustão, como escreveu o coordenador do estudo.

Koichi Ono concluiu que um ritual pode reforçar a si mesmo quando a pessoa sempre volta a repeti-lo seguidamente, sem intervalo, já que nesses casos a probabilidade é maior de que ele ocorra, por coincidência, simultaneamente ao efeito desejado. Como em seu experimento apenas dois sujeitos desenvolveram rituais constantes, ao que tudo indica a “superstição pela recompensa” de Skinner não pode ser tão facilmente transferida de aves para pessoas. Diferentemente dos animais, o homem tem uma ideia bastante clara de como o mundo funciona, de forma que algumas associações lhe parecem plausíveis; outras, por sua vez, absurdas. Mas então, de onde vem nossa tendência a atribuir causas injustificadas a determinados acontecimentos?

Os biólogos Jan Beck e Wolfgang Forstmeier sugeriram em 2007 uma estratégia de aprendizagem simples na qual a superstição surge como produto secundário inevitável. Fundamentalmente, as pessoas supõem uma relação causal quando observam a realização simultânea (uma coincidência) de dois acontecimentos ou ações. Uma ou duas coincidências já bastam para uma suposição como essa. O comportamento supersticioso, portanto, surge de forma relativamente rápida. Inversamente, são necessárias várias repetições da não simultaneidade para destruir uma suspeita.

Na avaliação de coincidências surgem dois tipos de erros:1) Não existe nenhuma relação entre os fenômenos, mas a pessoa a presume mesmo assim. Os estatísticos designam este como
erro do primeiro tipo. 2) Existe realmente uma relação, mas a pessoa a descarta: um erro do segundo tipo. Decisivo para o balanço são os “custos” de cada erro. Por exemplo, um movimento em um capim alto poderia indicar a aproximação de um tigre. Então seria um erro do segundo tipo (ou seja, a ignorância) que traria consequências fatais. Um erro do primeiro tipo seria a fuga rápida, sem pensar muito na questão sobre o que realmente significam as folhas de grama balançando.
MELHOR NÃO CORRER RISCO
Beck e Forstmeier supõem que para seres humanos a visão de mundo e o conhecimento sobre relações causais também influenciam a forma como as coincidências são avaliadas. Quem, portanto, sabe que na região não há tigres naturalmente também não precisa fugir. Essa avaliação, por sua vez, exerce influência sobre o conhecimento de mundo e melhora os fundamentos para todos os julgamentos seguintes. Tais considerações ocorrem extensamente de forma inconsciente e são constantemente reajustadas.

Se a tendência à superstição é uma vantagem para a sobrevivência, ela naturalmente também poderia ser hereditária. No início de 2009, os biólogos Kevin Foster e Hanna Kokko, da Universidade Harvard e da Universidade de Helsinque, respectivamente, publicaram um modelo matemático com o qual calcularam se a herança de comportamentos supersticiosos oferecia vantagens evolucionárias. “Supersticioso” significa aqui que os animais reagem a um estímulo ambíguo preferencialmente como se estivessem diante de um perigo real.

Os pesquisadores partiram do pressuposto de que indícios reais de uma ameaça nem sempre podem ser diferenciadosdos falsos. Um predador que se aproxima sorrateiro pela mata pode ser percebido pelo farfalhar dos ramos, então existe um grande perigo. Mas o vento também provoca o movimento das árvores – uma situação totalmente inofensiva. Se ambos os sons não podem ser diferenciados com certeza, a reação supersticiosa a qualquer farfalhar é a variante mais segura.Com isso, um comportamento aparentemente supersticioso, segundo os pesquisadores, seria uma parte inevitável da capacidade de adaptação de toda espécie animal, inclusive dos humanos.

Caso isso esteja correto, todos os homens deveriam ser supersticiosos na mesma medida, mas a maioria das pesquisas mostra o oposto: a tendência à superstição está distribuída de forma muito desigual e depende também da psique de cada um. Os psicólogos Marjaana Lindeman e Kia Aarnio, da Universidade de Helsinque, perguntaram em 2006 a mais de 200 pessoas se compreendiam afirmações como “móveis antigos conhecem o passado” ou “um pensamento malvado está contaminado” literal ou metaforicamente. Eles queriam, com isso, descobrir se os sujeitos misturavam categorias como “vivo”, “espiritual” ou “inanimado”, ou seja, se atribuíam características imateriais a objetos. Além disso, as pessoas testadas tinham de decidir se, em sua opinião, haveria um sentido por trás de acontecimentos casuais – como por exemplo “os freios do seu carro não funcionam e você bate no carro de um desconhecido, com quem você mais tarde se casa”.
© steve dininno/stock illustration source/getty images

Para muitas crianças costuma parecer estranho que pessoas não "caiam" da Terra, já que o planeta é redondo Resultado: os sujeitos supersticiosos tendiam a atribuir características ou pensamentos espirituais a fenômenos puramente psíquicos. Além disso, presumiam com mais frequência uma intenção em acontecimentos totalmente casuais. Nesses casos, confiavam mais na sua sensação e menos na lógica analítica do que os céticos. Segundo Lindeman e Aarnio, a essência da superstição poderia então consistir em que as pessoas confundam características fundamentais de objetos mentais, físicos e biológicos. Mas como crenças também se alimentam da experiência, a superstição poderia também estar associada às vivências que acumulamos desde nossos primeiros anos de vida.

Os psicólogos Paul Bloom e Deena Weisberg da Universidade de Yale em New Haven, Connecticut, resumiram, em um trabalho de 2007, como a intuição da primeira infância poderia bloquear a compreensão de explicações científicas até a idade adulta. Logo nos primeiros anos de vida, desenvolvemos uma série de ideias sobre o funcionamento do mundo e sobre o comportamento de nossos semelhantes. Crianças muito pequenas já sabem, por exemplo, que as coisas continuam existindo mesmo quando desaparecem de seu campo de visão. Às vezes esses saberes, porém, colidem com os conhecimentos científicos. Por exemplo: as crianças têm consciência de que os objetos caem no chão quando os soltamos, e portanto lhes parece estranho que a Terra possa ser uma esfera. Afinal, as pessoas do outro lado do globo deveriam perder o equilíbrio.

Crianças de 4 anos, por sua vez, procuram em todas as coisas um objetivo – elas perguntam sempre “por que” e “para quê”. Por isso, têm dificuldade de compreender um desenvolvimento evolucionário com base em tentativa e erro. Como concluíram Bloom e Weisberg, as ideias não científicas se mantêm mais provavelmente até a idade adulta quando duas condições são preenchidas: as ideias precisam ser intuitivamente compreensíveis e ter origem em fontes confiáveis. Os autores concluem, com isso, que ideias pseudocientíficas, como o criacionismo, se manterão enquanto autoridades políticas e religiosas as apoiarem.
Thomas Grüter
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013 0 comentários

CRIMINOSO DE 1 ANINHO E 11 MESES


Esta foto foi capturada em 1893, na França.

Esta belíssima imagem da coleção de Suzanne Winsberg, mostra uma criança (Françoise) de apenas 1 ano e 11 meses de idade fichada como criminosa.

O crime: a gula. O menino estava devorando umas peras de uma cesta alheia.


Fonte: História digital
quarta-feira, 6 de novembro de 2013 3 comentários

VIOLÊNCIA NA ESCOLA MUNICIPAL JOSÉ EMYGDIO DE OLIVEIRA

CRIANÇA SOFRE AGRESSÃO DENTRO DA ESCOLA E É LEVADA ENSANGUENTADA E INCONCIÊNTE PARA O HOSPITAL. DIRETORA E SUBDIRETORA TENTAM ESCONDER EPISÓDIO DE VIOLÊNCIA QUE É RECORRENTE.

 

 
MEU FILHO FICOU DE CASTIGO NA SECRETÁRIA POR TER TIRADO FOTO DE COLEGA QUE FOI AGREDIDO DENTRO DA ESCOLA.

Sei que não é o mais certo, mas dada a insegurança dentro da escola José Emygdio Oliveira faz algum tempo dei a meu filho mais novo um celular para que em caso de emergência entre em contato comigo, foi o que ele fez. E mesmo estando no primário teve a ideia de tirar foto do acontecimento....

Ontem mesmo a professora mandou que ele deletasse as imagens, sendo criança e em razão da educação que recebeu, obedeceu. Ainda assim, hoje meu filho foi impedido de assistir a aula de educação física (aula que ele mais gosta) FICANDO DE CASTIGO NA SECRETÁRIA das 9:00 até +- 11:00h.

Ao tomar conhecimento do castigo fui impedida de falar com a diretora, sendo autorizada a minha entrada na escola somente após ameaçar chamar a reportagem.
No entanto meu marido foi impedido de me acompanhar.

Contrariada e sem entender porque meu marido e pai do meu filho foi impedido de me acompanhar, mas obviamente a direção quer evitar testemunhas, fui conversar com a diretora.

Fui atendida primeiramente pela diretora Ana Lúcia e logo sendo interrompida pela diretora Fanny. Ambas disseram que meu filho não ficou de castigo, mas confirmaram a presença dele na secretária do período de pelo menos 9:00h até as 11:00h.
Segundo elas NÃO FOI CASTIGO, foi apenas uma conversa que ocorreu com outros alunos que se encontravam na mesma situação, pois tirar foto dentro da escola é crime e eles precisavam saber disso.

A subdiretora Fanny em tom de ironia ainda acrescentou que quando o prefeito vem visitar a escola mesmo ele tem que apresentar autorização para tirar fotos.
Avisando que existindo outras imagens ela entrará com processo criminal.

Gostaria de saber dessas diretoras quem eu devo processar caso ocorra algo grave com um dos meu filhos.

A Sr.Fanny mais uma vez irônica sugeriu que se eu não estou satisfeita que devo procurar outra escola.

Não quero outra escola, quero SEGURANÇA para os meus filhos e demais estudantes e professores que utilizam esse espaço.

DURMA COM UMA DESSAS!


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sábado, 19 de outubro de 2013 3 comentários

O QUE É O AMOR?

Esta foi uma pesquisa feita por profissionais de educação e psicologia com um grupo de crianças de 4 a 8 anos.

As crianças são sábias... vamos aprender juntos???


Respostas:
"Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere seus sentimentos" - Mathew, 6 anos

"Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô, desde então, pinta as unha para ela. Mesmo quando ele tem artrite" - Rebecca, 8 anos

"Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras" - Lauren, 4 anos

Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo conhecendo há muito tempo" - Tommy, 6 anos

"Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente" - Billy, 4 anos

"Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela" - Chrissy, 6 anos

"Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e toma um gole antes, ara ter certeza que está do gosto dele" - Danny, 6 anos

"Amor é o que está com a gente no natal, quando você pára de abrir os presentes e o escuta" - Bobby, 5 anos

"Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta. - Nikka 6 anos.

"Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso, aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda" - Samantha , 7 anos

"Há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de deus, mas o amor de deus junta os dois" - Jenny, 4 anos

"Amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford" - Chris, 8 anos

"Durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo" - Cindy, 8 anos

"Não deveríamos dizer eu te amo a não ser quando realmente o sintamos. e se sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem de dizê-lo" - Jessica, 8 anos

"Amor é se abraçar, amor é se beijar, amor é dizer não" - Patty, 8 anos

"Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro" - Mary Ann, 4 anos

"Deus poderia ter dito palavras mágicas para que os pregos caíssem do crucifixo, mas ele não disse isso. Isso é amor" - Max, 5 anos".

Para que você possa viver o amor não é preciso procurar muito, ele está nas pequenas coisas...
Apenas ame como criança, e será muito feliz.
domingo, 16 de junho de 2013 0 comentários

A ORIGEM DO DIA DA CRIANÇA AFRICANA OU DIA DA JUVENTUDE AFRICANA:


Assinala-se hoje o Dia da Criança Africana, celebrado em homenagem às vítimas do massacre de Soweto, a 16 de junho de 1976, durante uma manifestação contra a falta de qualidade no ensino.
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Hoje é o Dia da Criança Africana, efeméride que se assinala em memória das centenas de crianças negras do bairro Soweto (na África do Sul) que, neste dia, em 1976, foram mortas numa manifestação onde reivindicavam o direito à qualidade do ensino e a aprender na sua língua materna.

Esse protesto transformou-se em massacre. Além de centenas de mortos, provocou milhares de feridos, sendo que nos dias posteriores ainda se registaram mais perdas humanas (cerca de 100), numa luta sangrenta que durou duas semanas.

Para homenagear essas vítimas e defender as crianças daquele continente, cujos direitos fundamentais não eram respeitados, nasce o Dia da Criança Africana, instituído em 1991 pela Organização da União Africana.

A origem desta data está numa reivindicação, mas a UNICEF faz um alerta à comunidade mundial, no sentido de que se perceba que as crianças são o eixo do desenvolvimento, a gênese do futuro de África e de qualquer continente.

Apesar de todos os apelos, o certo é que continuam a morrer de fome milhares de crianças, vítimas de pobreza extrema, em virtude de doenças provocadas pela subnutrição.

A 16 de junho, lembra-se ainda outro tipo de dramas que atingem as crianças, com a AIDS, sobretudo na África subsariana. Os conflitos armados, que obrigam famílias inteiras a abandonar o local de residência, suscitam, mais do que nunca, a preocupação dos países.

A Organização das Nações Unidas aprovou ‘Declaração dos Direitos da Criança’, que um ano depois do Dia da Criança Africana se tornou lei internacional.

Fonte: ptjornal.com

              Mucamas do PCdoB

          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
domingo, 9 de junho de 2013 0 comentários

MENORIDADE PENAL

SANÇÕES IMPOSTAS A DELINQUENTES JUVENIS MEIO SÉCULO ATRÁS NA URSS



Atualmente se discuti muto sobre baixar a maioridade penal no Brasil.Então hoje no "Sou Maluca sim!" vamos pegar um pequeno exemplo do passado de um outro País para refletirmos.
Há meio século os jovens não tinha uma cerimônia especial - eram enviados para o trabalho forçado ou prisão correcional (será que funcionaria aqui nos tempos atuais?). Todas estas fotos foram tiradas entre dezembro de 1871 e dezembro 1873.
Acompanhem:


14-anos -Henry Miller foi acusado de roubar roupas e condenado a 14 dias de trabalho duro.


 Mary Catherine Doherty foi condenada a sete dias de trabalho duro depois que ele foi acusado de roubar ferro. A mesma punição recebida pela seus cúmplices - Hinnigan Mary Ellen Woodman e Rosanna Watson.


 12-anos- Henry Leonard Stephenson foi preso sob a acusação de invasão em casas particulares. Ele foi condenado a dois meses de prisão.


Depois de roubar um colete Ann Burns, foi condenado a um mês de prisão. Ela tinha 18 anos.


 17-anos -  Katherine Kelly foi considerada culpado de roubar roupas de cama, pelo qual recebeu um pena de três meses.


19-anos- marceneiro David Barron foi preso e condenado a seis meses de prisão por roubar champanhe.




 Michael Clement Fisher como seu cúmplice, tinha 13 anos quando foi preso e condenado a dois meses de prisão invasão ilegal em casas.


Robert Charlton foi para a prisão por quatro meses por roubar um par de sapatos.



 15-anos -  Margaret Koch foi condenada por roubar um casaco. Tendo em conta que este foi seu primeiro crime, ela foi condenada a trabalhos forçados a dois meses.


 John Park foi condenado por roubar um violino. Tendo em conta que ele não havia sido preso, ele foi condenado a trabalhos forçados mês.



15-anos - Richard Rammington foi condenado por roubar um tubo fora de uma  loja e teve que trabalhar 14 dias, mas seus pais pagaram uma indenização por danos, e o garoto foi liberado.


" A maioria dessas crianças são acusadas de roubarem roupas, e suas penas foi o ardo trabalho forçado, mas quase todas estão vestidas em trapos. Em um pais que na maior parte do ano é extremamente frio.

A menoridade penal não constitui novidade, assim como não será novidade quem serão os mais afetados por ela. 

A maioridade penal ou maioridade criminal define a idade mínima a partir da qual o sistema judiciário pode processar um cidadão como adulto, não existindo à priori sobre ele quaisquer desagravos, atenuantes ou subterfúgios baseados na sua idade à época da ocorrência do fato de que é acusado. O indivíduo é, pois, reconhecido como adulto consciente das consequências individuais e coletivas dos seus atos e da responsabilidade legal embutidas nas suas ações
por favor não confundir  com responsabilidade criminal. 


Fonte: Wikipédia. 

              Mucamas do PCdoB

          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB







sexta-feira, 15 de março de 2013 0 comentários

13 ° CARTA - A CRIANÇA



                                                                 13- A CRIANÇA

Essa carta significa que esta na hora de crescer, não aja por impulso, não se atire de cabeça em qualquer setor de sua vida. Não seja inconsequente. É preciso pensar muito antes de tomar uma decisão. É preciso ter maturidade, porém vai depender da carta que vem do lado, seja como for, essa carta é de impulsos.

É uma carta que  pede para que você exercite sua criatividade. também pode indicar o surgimento de um novo amor.  Está ligada a Ingenuidade (pureza de sentimentos).

Saúde: Tomar cuidado com abusos e excessos com a saúde / Gravidez

Atribulação profissional: Coisas inovadoras / Criatividade

Inocência / Criatividade / Vontade de aprender / Espontânea / Retardamento Mental / Insensibilidade / Crueldade / Tranquila / Concentrada / Ânimo / Auto – confiança / Esperança / Sinceridade

Link indicado: 14° CARTA - A RAPOSA

sábado, 19 de janeiro de 2013 1 comentários

PESADELO REAL


Conto para você um sonhe que tive  a muito tempo , mas não consigo esquecê-lo dada a impressão que deixou em mim.
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Chovia torrencialmente, eu estava na casa que pertenceu a minha mãe biológica (lugar de lembranças desagradáveis). Da varanda dessa casa eu percebia o nível da água subindo rapidamente a pesar da rua ser uma ladeira. A água passava com tanta violência que era possível sentir o chão vibrando.
A rua tinha se transformado em um rio lamacento, em meio a isso, avistei um bebê sendo carregado pelas águas. Desci apressadamente a varanda e sem pensar me atirei na água suja e perigosa devido a correnteza para ajudar aquela criança. Á margem do rio meu marido tentava se equilibrar e pedia em vão que eu não me lançasse.

Consegui pegar o bebê. O abracei com muito cuidado e carinho tentando aquecê-lo. Ele devia ter uns 7 ou 8 meses, branquinho e gordinho. Fiquei imediatamente apaixonada por aquela criança. Como era bonita e indefesa, impossível não se encantar. Mas por mais que fosse bela a forma da criança algo estava errado.
Os olhos daquela bebê de pele tão branca eram negros, completamente negros. E mais uma vez meu marido tentava me alertar sobre o aspecto estranho daquela criança, porém eu dizia:
É apenas uma criança e precisa de ajuda. Devo jogá-la novamente na água? Que mal pode fazer?

Daí o sonho tem um sobressalto e me vejo ainda no mesmo dia da enxurrada na parte mais baixa da rua acompanhada de meus 2 filhos e com o tal bebê mostrando uma aparência de 5 anos de idade, vestido com uma camiseta de malha na cor azul Royal. Tudo atrás de mim estava desmoronando como uma avalanche e nós corríamos. Eu de mãos dadas àquela estranha criança. E me perguntava como um bebê num curto espaço de tempo podia ter assumido a aparência de uma criança de 5 anos de idade.

Outro sobressalto e agora me vejo na vila da antiga casa da minha avó materna (lugar de ótimas recordações) e a criança branca de olhos completamente negros agora tem a aparência de um menino de 8 anos, vestido com a mesma camiseta azul Royal, encontrasse diante a mim.
Meus filhos estavam afastados mais para o fundo da vila querendo falar comigo, porém não se aproximavam, pareciam receosos. Fiz um sinal dizendo que já estava indo até eles. Porém o menino não gostou da minha ação e pude perceber um brilho estranho naqueles olhos completamente negros. Pela primeira vez tive medo sem saber exatamente a razão.

Percebendo o perigo disfarçadamente fiz sinal para que meus filhos se afastassem ainda mais e rápido. O menino claramente mostrava ter ciúme dos meus filhos e eu tinha de preservá-los de qualquer mal.
Nisso saiu das costas do menino sombras negras que cresciam ramificadas como raízes. Dispostas como patas de aranha e se direcionavam para mim e sugavam minhas energias enquanto eu só conseguia pensar se meus filhos ficariam bem. 
quinta-feira, 8 de março de 2012 0 comentários

De repente mulher!


Sendo eu criança, não me preocupava em ser mulher, apenas era uma criança. Eu queria correr, brincar de pique bandeira e subir em árvores.
Mas sem esperar coisas estranhas começaram a acontecer em meu corpo de menina. Brotaram, surgiram do nada dois nada atraentes caroços, originando o que hoje chamo de seios.
Dai em diante o jogo de futebol não foi mais o mesmo,aqueles incômodos caroços doíam quando levava boladas nos peitos e nos meninos não.
E as transformações continuaram, acho que nunca irão parar. Vieram pelos, cheiros, corpo arredondado, desejos e mudanças as quais não compreendia e tão pouco podia controlar.
O bom humor de ontem, poderiam não ser o mesmo de amanhã e sem qualquer motivo aparente. Até que chegou o dia em que pude ver em mim "o choro de um útero frustrado por não ter sido fecundado."
Tudo ocorreu de forma veloz e tive de adaptar-me a essa metamorfose assim como todas as outras mocinhas da minha idade.
No entanto aquilo que na infância eu concebia como limitação e mesmo descontentamento, são hoje motivo de orgulho e até mesmo ostentação por serem manifestações físicas, que somadas a minha psique traduzem-se nesse ser complexo chamado MULHER!

Minha homenagem para você que é simplesmente mulher nesse mundo tão complicado.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 0 comentários

A MENINA DE 12 ANOS QUE CALOU O MUNDO POR 6 MINUTOS -Legendado

Uma grande e simples lição passada por alguém ainda tão jovem.

terça-feira, 6 de setembro de 2011 0 comentários

QUANDO NASCI...






















No meu registro de nascimento até os 8 anos de idade não constava o nome da minha mãe ou progenitora se assim preferirem chamar.

Nasci no dia 12 de agosto do ano de 1983 em um hospital do Méier, porém não é isso que consta no registro. Esse documento descreve meu nascimento como sido parto em casa em Jacarepaguá e meu nome era apenas Jaqueline Ramiro (sobrenome apenas do meu pai). 


Já tive amigas que em sua certidão de nascimento não tinha o nome do pai, mas até hoje não conheci nenhuma a qual não houvesse o nome da mãe.

 Nos registros de nascimento o nome da mãe costumam estar sempre presente, no entanto o meu não,era diferente. É como se eu tivesse nascido de um poste, de alguma experiência científica ou literalmente do saco do meu pai.

Vamos a algumas razões que levaram a isso:

Segundo a versão da história contada por minha progenitora. Ela foi enganada o tempo todo por meu Progenitor. O negro de quase 2 metros, apresentou-se para ela como sendo professor de inglês. Ambiciosa acreditou. 

As vezes me pregunto como ela não se deu conta que sofrivelmente ele falava português, para falar inglês então...

Bem, ainda assim, minha progenitora inocente acreditando fielmente que iria dar-se bem no investimento, alcançando futuramente a sonhada estruturar financeiramente acabou gestando essa neguinha aqui. 

Somente quando se viu grávida é que percebeu que o camarada era negro, pobre e favelado, logo não obteria nada dele. Sendo assim, a solução mais pratica para o problema seria um aborto. Tentou abortar, tentou abortar... e não conseguiu.

Em  seu momentos de revolta ela me dizia que porra de preto é a pior coisa que existe.

Minha progenitora já tinha tido sucesso em outros abortos, mas nesse Deus não permitiu, para azar dela e  meu.

Ter um filho indesejado com um homem pobre e negro era muita humilhação para aquela mulher cheia de expectativas de grandeza. 

No dia do meu nascimento ela entrou para a sala de parto discutindo, segundo palavras dela mesma, com "aquele crioulo do inferno".

Nasci razoavelmente saudável, a principio apenas com um pequeno problema respiratória que me acompanha até os dias de hoje. E umas glândulas salientes no pescoço que os médicos sinalizaram como  possibilidade de HIV positivo. Em razão da suspeita de AIDS ela não pode me amamentar. 
Ouvi essa história mil vezes e me entristecia, mas não é importante agora. 

Minha mãe se recusou a fazer qualquer registro ao qual ela tivesse de me assumir como filha. Por isso no meu registro de nascimento constou até meus 8 anos de idade, apenas o nome do meu progenitor - CARLOS.

Ao longo da vida sempre na menor oportunidade minha progenitora dizia não se possível ela ser minha mãe, pois isso era um castigo que ela não merecia. Me desmerecia quase todo tempo e dizia que eu era um monstro e a culpa era o sangue ruim do meu pai. (sangue de preto). 

Como criança eu fazia de tudo para tentar conquistar um pouquinho que fosse do amor da minha mãe, porém não era possível. O coração dela não estava preparado para receber amor que não viesse acompanhado de aquisição de bens materiais ou alguma projeção social ainda que pífia. Mas pior era a maldade que encontrava  limite apenas quando estava sob o olhar dos outros, porém quando estávamos a só o que pairava era a continua vingança por eu ter nascido. 

Para minha mãe assumir minha maternidade de forma documentada foi necessário a interferência da diretora da escola Padre Dehon. Que ao perceber as irregularidade no meu documento acompanhadas de explicações pouco convincentes pediu a regularização da situação ou seria obrigada a denunciar.  


Minha mãe com medo de complicações com a justiça se viu forçada a assumir minha maternidade. Chamou minha tia mais nova para ser testemunha do meu nascimento em casa, caso fosse necessário explicar, pois a demora no reconhecimento nem Freud explica. 




...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010 0 comentários

QUANDO OLHO UMA CRIANÇA...


"Quando olho uma criança ela me inspira dois sentimentos, ternura pelo que é, e respeito pelo que posso ser." (Jean Piaget)
 
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