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segunda-feira, 20 de agosto de 2012 0 comentários

Regina Duarte-50 anos de carreira

A partir do

agosto 2012 o centro cultural correios está apresentando gratuitamente as seguintes exposições:

Exposição

Gil 70 – 70 anos de vida e 50 anos de vida artística

Em um dos depoimentos que concedeu às vésperas de seu septuagésimo aniversário – dia 26 de


junho passado – Gilberto Gil declarou que era metade gente e metade ente. Subtraindo-se os dois termos, tem-se a letra g: representação gráfica de um "radar", símbolo perfeito para essa que é uma das mais dinâmicas e abrangentes personalidades criativas nascidas no Brasil durante o Estado Novo de Getúlio.

A exposição "GIL70", concebida e organizada pelo poeta e designer gráfico André Vallias (1963) com a colaboração do pesquisador e ensaísta Frederico Coelho (1974), reúne obras dos mais variados gêneros, realizadas por criadores de quatro gerações, para celebrar, no espírito heterogêneo e livre das revistas marginais dos anos 70, os 70 anos de Gilberto Gil.

São ao todo 21 trabalhos, entre pintura, grafite, vídeo, fotografia, escultura, poesia visual e instalação interativa – inspirados em canções de Gil ou dedicados a ele - e entremeados por 24 displays interativos que dão acesso ao áudio, letra e comentários de 70 de suas mais emblemáticas composições. A ante-sala da exposição foi reservada para a montagem de uma sinuosa linha do tempo, ilustrada com imagens, vídeos e sons, e acompanhada de quatro totens multimídia – com excertos de filmes e depoimentos.

Participam da exposição 25 artistas, poetas, videomakers, músicos, cineastas, programadores e designers: Carlos Adriano, Ricardo Aleixo, Arnaldo Antunes, Lenora de Barros, Vivian Caccuri, Adriana Calcanhotto, Augusto de Campos, Ivan Cardoso, Antonio Dias, Eduardo Denne, Bené Fonteles, Lula Buarque de Hollanda, Jarbas Jácome, Gabriel Kerhart, Raul Mourão, Carlos Nader, Antonio Peticov, Gualter Pupo, Omar Salomão, Daniel Scandurra, Ariane Stolfi, André Vallias, Caetano Veloso, Andrucha Waddington e Luiz Zerbini.

Gillberto Gil, que colaborou musicalmente na feitura de uma das instalações interativas, não interferiu na curadoria da exposição. Mas fez questão de manter uma antiga tradição: a de jogar o I Ching, para associar o projeto a um dos 64 hexagramas do milenar oráculo chinês. Obteve o de número 29 – k'an / o abismal: "A água flui ininterruptamente e chega à sua meta: a imagem do abismal repetido. Assim o homem superior caminha em constante virtude e exerce o magistério".

A exposição "GIL70" terá ainda um desdobramento digital – para web, tablet e smartphone – que incluirá uma antologia de textos escritos por Gilberto Gil entre manifestos, artigos, discursos e depoimentos, uma seleção com os principais trechos de suas entrevistas ao longo da carreira e uma coletânea de crônicas escritas especialmente para a ocasião por: Rita Lee, José Miguel Wisnik, Marisa Alvarez Lima, Hermano Vianna, Jerusa Pires Ferreira, Carlos Rennó, Fernanda Torres, Andre Midani, Inês Pedrosa, Arto Lindsay, Bernardo Oliveira, Francisco Bosco, Jorge Mautner, Evando Nascimento, DJ Dolores e Paquito Moura.

Serviço:

Exposição: “GIL 70”

Abertura: 28 de agosto, ás 19h (para convidados)

Visitação: 29 de agosto a 28 de outubro de 2012 – ter a dom, das 12 às 19h – GRÁTIS – Class. Livre

Local: Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro) - 2253-1580

Realização: Centro Cultural Correios

Projeto patrocinado pela Petrobras, Correios e SulAmérica Seguros através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Apoio cultural: Centro Cultural Correios

Espelho da Arte – A Atriz e seu Tempo

a exposição comemora os 50 anos de carreira da atriz Regina Duarte

A Exposição “Espelho da Arte - A Atriz e Seu Tempo” faz parte das comemorações dos 50 anos



A partir do

agosto 2012 o centro cultural correios está apresentando de carreira da atriz Regina Duarte. Sua montagem é feita em ordem cronológica e dividida por décadas. A evolução tecnológica é mostrada através de cenários que reproduzem os ambientes internos de uma casa, com elementos de época. A curadoria é do ator e artista plástico Ivan Izzo.

Essas “casas cenários” representam os lares dos brasileiros que acompanharam a trajetória da atriz e fazem uma referência lúdica aos estúdios de televisão. A exposição propõe uma reflexão antropológica sobre a influência dos personagens interpretados por Regina Duarte nas transformações sócio-culturais no Brasil e em outros países.

Uma “linha do tempo” conduz os visitantes pelos sete ambientes da exposição e relaciona os principais trabalhos da atriz com os fatos históricos ocorridos no Brasil e no mundo. Com estrutura e mobiliário confeccionados em papelão, matéria prima 100% reciclável, a cenografia assinada por J. C. Serroni faz com que a Exposição incorpore fortemente a defesa do valor e a importância da sustentabilidade.

Serviço:

Exposição: “Espelho da Arte – A Atriz e seu Tempo”

Abertura: 21 de agosto, ás 19h30 (para convidados)

Visitação: 22 de agosto a 28 de outubro de 2012 – ter a dom, das 12 às 19h – GRÁTIS – Class. Livre

Local: Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro) - 2253-1580

Patrocínio: Governo do Estado de São Paulo e Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro.

Apoio Institucional: Ministério da Cultura,TV Globo, TV Cultura, Correios, Grupo Orsa e Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

Curadoria: Ivan Izzo

Fluxos e Relevos” - Guillaine Querrien

Paisagens marinhas e montanhas são a temática explorada pela artista plástica francesa Guillaine


Querrien. Foi entre a exuberância de Búzios (destino certo no seu roteiro de viagens) e a beleza da mata que avista de sua janela, no bairro do Jardim Botânico - onde mantém moradia há 25 anos - que Guillaine buscou inspiração para as 14 telas a óleo e nove pastéis sobre papel.

“Sempre me questiono sobre o que me emociona tanto numa paisagem! E acabo voltando para duas ideias recorrentes: tempo e movimento. Uma impressão de total imobilidade, na realidade, uma transformação em processo que vai se iluminando de amarelo, vermelho, preto... O que está aqui retratado, na verdade, são mudanças velozes, tão velozes, que suspendem meu fôlego”, afirma Guillaine.

Em seu processo de criação, a artista trabalha, em primeiro lugar, o fundo sedoso: cinza, a cor que integra céu, terra, minerais. Surgem linhas, ritmo vertical, ascendente, verde, amarelo, marrom. Mais coloridos, os vegetais vão ocupando aos poucos o espaço. Manchas luminosas amarelas, difusas, concretizam as arborescências e os vários planos. O olhar segue os entrelaces sempre direcionados para os cumes. Os limites desses conjuntos diferenciados se confundem, se rejeitam, se unem, se sobrepõem.

“Pintando vou brincando com a multiplicidade das cores, com o pincel prazeroso acariciando a tela, vou procurando a profunda sensualidade daquelas paisagens, as dimensões, a oposição de matérias, as várias intensidades luminosas. Mergulho no espaço pictural, conjunto de sinais e rastros”, resume a artista.

Serviço:

Exposição: “Fluxos e Relevos”

Abertura: 22 de agosto, ás 19h (para convidados)

Visitação: 23 de agosto a 28 de outubro de 2012 – ter a dom, das 12 às 19h – GRÁTIS – class. livre

Local: Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro) - 2253-1580

Apoio Cultural: Centro Cultural Correios

Curadoria:

Dança

Correios em Movimento

Dança Contemporânea no Centro Cultural Correios

De 23 a 26 de agosto acontece, no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro, a mostra de dança


contemporânea “Correios em Movimento” com a participação de companhias brasileiras e estrangeiras. Entre as atrações do Brasil, estão os bailarinos do Afroreggae, do Grupo Tápias, além de Maria Alice Poppe, Bruno Duarte e Ricardo Ambrósio. Entre os grupos do internacionais, companhias da Espanha, Nigéria, França e Itália. A curadoria e a direção geral são de Giselle Tápias.

Sempre com o objetivo de incentivar a troca de experiências entre as companhias convidadas, estimulando a aproximação de diferentes visões e estéticas e agregando valores fundamentais para o desenvolvimento da dança, a edição deste ano promete ao público, diretores, coreógrafos e artistas uma expressiva vitrine do que há de novo na dança contemporânea nacional e internacional

O projeto “Correios em Movimento”, que prestigia a diversidade estética da dança contemporânea, voltado para a criação de solos, duos e trios, promove este ano um intercâmbio de linguagens da dança contemporânea, destacando o Hip Hop, o teatro, a percursão, amúsica ao vivo e o circo. A realização de residências entre os artistas busca nessa permuta cultural inovações nas criações de dança contemporânea. A residência antecede à realização do projeto e o resultado deste encontro de artistas é apresentado em espetáculo, performance, ensaio aberto ou conferência.

Programação:

Dia 23 de agosto, às 19h:(Estréia para convidados)

- My exile is in my head - YK Projects / Qudus ONIKEKU, Lagos, Nigeria / França

- Delta Víctor - La Intrusa Danza- Damian Muñoz e Virginia Garcias - Espanha

- Too Much - Grupo Tápias - Brasil

- 3 POR 3 - 904 krump movement - Bruno Duarte - Brasil

- Lançamento de Videodanças Cariocas

- Dulce Laboris Priemium

- Duas, Uma.

- Labirinto

- Estudo Para Projeção Mapeada (Instalação)

Dia 24 de agosto, às 19h

- Caprichosa voz que vem do pensamento - Maria Alice Poppe - Brasil

- My Exile Is In My Head -YK Projects / Qudus ONIKEKU, Nigéria / França

- 15h às 18h - Encontro aberto ao público(distribuição de senhas a partir das 14h30)

Dia 25 de agosto, às 19h

- Caprichosa voz que vem do pensamento -Maria Alice Poppe - Brasil

- Valse En Trois Temps - Cfb Christian And François Ben Aim - França

Dia 26 de agosto, às 19h

- Delta Víctor - La intrusa danza- damian muñoz e virginia garcias - Espanha

- Too Much - Grupo tápias - Brasil

- Amor Fati - Compagnia teatro akropolis - Itália

- Marieta - Janet Novas -Espanha

- 3 por 3 - 904 krump movement - Bruno Duarte - Brasil

Serviço:

Dança Contemporânea: “Correios em Movimento”

Período: de 23 a 26 de agosto de 2012, às 19h

Local: Centro Cultural Correios

GRÁTIS (distribuição de senhas 1h antes das apresentações)

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio de Janeiro-RJ

Telefones: (21) 2253-1580

quarta-feira, 14 de março de 2012 0 comentários

Fellini e Chaplin em Exposições no Rio


Fellini e Chaplin em Exposições no Rio - Instituto Moreira Salles e Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

Dois impotantes ícones do cinema estarão a partir do dia 11/03/2012 em duas exposições no Rio de Janeiro. O curador, o francês San Stutser, organizou ambas as exposições.
Um espaço onde o pensamento e a poesia fazem morada.


Tutto Fellini: exposição

De 11 de março a 17 de junho de 2012
De terça a sexta, das 13h às 20h
Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Entrada franca
Classificação livre
De terça a sexta, às 17h, visita guiada pelas exposições. Ponto de encontro na recepção.
Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.
Maiores informações: http://ims.uol.com.br/Home-Programacao-RIO-DE-JANEIRO-Tutto-Fellini-exposicao/D938

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500





No Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica:

Chaplin e sua Imagem

Terça à sexta, das 11h às 18h.
Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h.
Entrada grátis.
Classificação livre.
Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica
Rua Luís de Camões 68, Praça Tiradentes, Centro.
2232-4213

A mostra de cinema Fellini acontece paralelamente à exposição Tutto Fellini.

PROGRAMAÇÃO

sábado, 10/3:

14h30: E la nave va (E la nave va), de Federico Fellini (Italia, França, 1983. 132’)

“Meus filmes empregam a linguagem dos sonhos. Nos sonhos guardamos e recriamos as experiências do cotidiano”, disse Fellini ao explicar a cena em que dois músicos tocam um

fragmento de Schubert passando os dedos em copos de vinho. “Tinha nove anos, foi num circo em Paris: um palhaço com copos de água e de vinho. Ele começou a beber e a fingir que ia ficando bêbado, cambaleava. Parecia que ia embora e de repente voltou. Começou a tocar com os dedos nas bordas dos copos a música que os personagens tocam no filme. Revi tudo isto num sonho, resolvi incluir no filme.”

17h: As noites de Cabíria (Le notti di Cabiria), de Federico Fellini (Italia, França, 1957. 110’)

“Que feliz domínio da cena!”, exclamou François Truffat num texto em Arts em maio de 1957. “Que tranquila maestria, que invenção divertida! Fellini correu muitos riscos ao conduzir As noites de Cabiria por caminhos conflitantes – de esperança e desesperança, de banalidade e de sofrimento, de amizade e de traição”.

20h: Ensaio de orquestra (Prova d’orchestra), de Federico Fellini (Itália, Alemanha. 1978. 70’)

A ideia surgiu durante um ensaio para a gravação da música de um de seus filmes. “Um sentimento de surpresa e de incredulidade diante do milagre que se realizava debaixo de

meus olhos. Eu via chegar ao estúdio de gravação indivíduos muito diferentes uns dos outros, carregando seus instrumentos e carregando também seus problemas pessoais. Maravilhado, observava a fusão daquela massa heterogênea numa forma única, abstrata mesmo, que é a música. Essa ordenação da desordem provocava em mim uma grande emoção.”

domingo, 11/3

14h30: Os boas vidas (I vitelloni), de Federico Fellini (Itália, França, 1953. 101’)

Quatro capítulos e um epílogo: capítulo um, o casamento apressado de Fausto, que engravidou Sandra, irmã de seu amigo Moraldo. Capítulo dois, os outros boas-vidas durante a lua de mel de Fausto e Sandra. Três: Fausto tenta dedicar-se a um trabalho estável. Quarto: nova traição de Fausto e uma crise conjugal séria. No epílogo, a despedida de Moraldo, que da janela do trem em movimento observa os amigos.

Entrada franca

17h: Amarcord (Amarcord), de Federico Fellini (Itália, França, 1973. 123’)

“Fico um pouco magoado quando alguém diz que meus filmes são autobiográficos; isso sempre me parece uma redução, sobretudo quando autobiográfico é tomado como algo anedótico, como se eu estivesse contando as recordações de meu tempo de colégio”, anotou o diretor no material de divulgação para o lançamento do filme. “Amarcord, na

Verdade, não quer dizer ‘eu me recordo’. É uma espécie de fórmula cabalística, um chamariz, marca de bebida, algo assim: Amarcord. Seria um grande erro ver o filme como um romance autobiográfico”.

Entrada franca

19h30: Roma (Roma), de Federico Fellini (Itália, França, 1972. 128’)

O jovem acabou de chegar do interior e se instala na casa de parentes. De noite desce para jantar no restaurante em frente. As mesas se espalham sobre a calçada e sobre a metade da rua, que se transforma num imenso restaurante com uma estreita faixa aberta para a circulação do bonde. A cena é (ou parece ser) uma recordação de algo que o diretor viveu, uma recordação fantasiada, livremente reinventada pela imaginação.

terça, 13/3

14h30: Julieta dos espíritos (Giulietta degli Spiriti), de Federico Fellini (Itália, 1965. 137’)

“Giulietta é a alma de meu filme. Seu personagem é a de uma mulher de mais ou menos 35 anos”, disse Fellini no lançamento do filme. “Seu marido, Giorgio, é um homem de

negócios cercado de gente bizarra: pintores, atrizes, videntes, um bando de loucos. Giulieta, no meio dessa gente, volta à infância, mistura realidade, sonho e pesadelo”.


17h30: As mil e uma noites (Il Fiore delle Mille e una Notte), de Pier Paolo Pasolini (Itália, 1974. 130’)

quarta, 14/3

14h: Boccaccio 70 (Boccaccio 70)

Filme em episódios baseados no Decamerão dirigidos por Federico Fellini – As tentações do Dr. Antônio (La tentazioni del dottor Antonio); Vittorio de Sica – A rifa (La riffa); Mario Monicelli – Renzo e Luciana (Renzo & Luciana), e Luchino Visconti – O trabalho (Il lavoro) (Itália, França, 1962. 200’)

Entrada franca

17h45: Roma (Roma), de Federico Fellini (Itália, França, 1972. 128’)

O jovem acabou de chegar do interior e se instala na casa de parentes. De noite desce para jantar no restaurante em frente. As mesas se espalham sobre a calçada e sobre a metade da rua, que se transforma num imenso restaurante com uma estreita faixa aberta para a circulação do bonde.



20h: Amarcord (Amarcord), de Federico Fellini (Italia, França, 1973. 123’)

“Amarcord, na verdade não quer dizer ‘eu me recordo’. É uma espécie de fórmula cabalística, um chamariz, marca de bebida, algo assim: Amarcord. Seria um grande erro ver o filme como um romance autobiográfico”, anotou o diretor no material de divulgação para o lançamento do filme.

Entrada franca

quinta, 15/3

14h: Histórias extraordinárias (Histoires extraordinaires)

Filme em episódios baseados em Edgar Allan Poe dirigidos por Federico Fellini Tobby Dammit (Toby Dammit), Roger Vadim, Metzengerstein (Metzengerstein) e Louis Malle,

William Wilson (William Wilson) (França, Itália 1968. 121’)

16h30: Satyricon (Fellini Satyricon) de Federico Fellini (Itália 1969. 128’).

“Trabalhei como um louco, consultei textos e textos e finalmente descobri uma chave para a realização”, disse o diretor no Festival de Veneza. “Procurei mostrar o que era a Antiguidade antes da moral cristã impor suas regras”.


19h30: Oito e meio (Fellini Otto e mezzo), de Federico Fellini (Itália, 1963. 145’)

“É um meio termo entre uma desordenada sessão de psicanálise e um ainda mais desordenado exame de consciência numa atmosfera nebulosa”, disse Fellini no folheto

de divulgação, maio de 1963 . “É um filme melancólico, quase fúnebre, mas decididamente cômico. Durante mais de um ano eu fiquei andando às cegas em torno de uma ideia que me fascinava exatamente por sua imprecisão”.

Entrada franca

sexta, 16/3

14h: As noites de Cabíria (Le notti di Cabiria), de Federico Fellini (Italia, França, 1957. 110’) Apresentação de José Carlos Avellar. Entrada franca



17h30: Os palhaços (I clown), de Federico Fellini (Italia, França, 1970. 92’)

“É provável que se o cinema não existisse, se eu não tivesse conhecido Rosselini e se o circo ainda fosse um tipo de espetáculo com certa atualidade, eu teria adorado ser o

diretor de um grande circo”, disse o diretor no lançamento do filme. “O circo tem exatamente a mesma mistura de técnica, de precisão e de improvisação que encontramos no cinema”.

Entrada franca

19h30: E la nave va (E la nave va), de Federico Fellini (Italia, França, 1983. 132’)

sábado, 17/3

14h: Os boas vidas (I vitelloni), de Federico Fellini (Itália, França, 1953. 101’)

Entrada franca

16h: Ensaio de orquestra (Prova d’orchestra), de Federico Fellini (Italia, Alemanha. 1978. 70’). Apresentação de Hernnani Heffner

A ideia surgiu durante um ensaio para a gravação da música de um de seus filmes. “Um sentimento de surpresa e de incredulidade diante do milagre que se realizava debaixo de

meus olhos. Eu via chegar ao estúdio de gravação indivíduos muito diferentes uns dos outros, carregando seus instrumentos e carregando também seus problemas pessoais. Maravilhado, observava a fusão daquela massa heterogênea numa forma única, abstrata mesmo, que é a música. Essa ordenação da desordem provocava em mim uma grande emoção”.

20h: Abismo de um sonho (Lo sceicco bianco), de Federico Fellini (Itália, 1952. 86’)

Primeiro filme inteiramente dirigido por Fellini, depois de uma série de roteiros para outros diretores e da estréia em Mulheres e luzes (Lucci del varietà), realizado dois anos antes

em colaboração com Alberto Lattuada. Recém-casado, Ivan Cavalli vem com a esposa, Wanda, a Roma para uma audiência com o Papa e uma visita à família de seu tio. A jovem esposa, no entanto, sonha encontrar-se com o herói de uma fotonovela que acompanhava com paixão, o Sheik Branco. Enquanto o marido cochila no hotel, Wanda sai em busca da redação da revista que publica as histórias do herói, e uma vez lá é convidada a acompanhar o Sheik Branco em sua nova aventura. O roteiro vem de um argumento de Michelangelo Antonioni, desenvolvido por Fellini, Tulio Pinelli e Ennio Flaiano.

Entrada franca

domingo, 18/3

14h: A estrada da vida (La Strada), de Federico Fellini (Italia,1954. 108’)

Pela janela do carro, numa estrada, Fellini passou ao acaso por “um homem forte conduzindo uma carreta empurrada por uma mulher pequenina e magra”. Daí nasceu a história de Gelsomina e Zampanô, ela vendida pela mãe para trabalhar com ele, um ator ambulante que se acorrentava para em seguida arrebentar a corrente com as mãos.

Entrada franca

16h: Oito e meio (Fellini otto e mezzo), de Federico Fellini (Itália, 1963. 145’)

“Durante mais de um ano eu fiquei andando às cegas em torno de uma ideia que me fascinava exatamente por sua imprecisão”, disse o diretor em maio de 1963.

Entrada franca

19h: La dolce vita (La dolce vita), de Federico Fellini (Itália, 1960. 174’)

Para Pasolini, “uma obra importante demais para que se fale dela assim como se fala de um filme (...). Não existe nele um único personagem triste, digno de pena. Todo mundo é belo, todo mundo é gentil, embora nada funcione”.

Entrada franca

quarta, 21/3

14h: Casanova (Il Casanova di Fellini), de Federico Fellini (Itália, 1976.155’)

Filme inspirado na autobiografia de Giacomo Casanova e marcado por um raro incidente em sua produção: o roubo e destruição de parte dos negativos do laboratório, o que obrigou o diretor a refilmar uma sequência e a abandonar outra.

16h45: Julieta dos espíritos (Giulietta degli Spiriti), de Federico Fellini (Itália, 1965. 137’)

“Giulietta é a alma de meu filme”, disse Fellini no lançamento do filme. “Seu marido, Giorgio, é um homem de negócios cercado de gente bizarra (...) Giulieta, no meio dessa gente, volta à infância, mistura realidade, sonho e pesadelo”.

quinta, 22/3

14h: Satyricon (Fellini Satyricon), de Federico Fellini (Itália, 1969. 128’)

“Trabalhei como um louco, consultei textos e textos e finalmente descobri uma chave para a realização”, disse o diretor ao apresentar o filme no Festival de Veneza. “Procurei mostrar o que era a Antiguidade antes da moral cristã impor suas regras.”

16h30: As noites de Cabiria (Le notti di Cabiria), de Federico Fellini (Italia, França, 1957. 110’)

sexta, 23/3

14h: Tobby Dammit (Toby Dammit), de Federico Fellini (Episódio de Histoires extraordinaires, França, Itália, 1968). Apresentação de José Carlos Avellar e Teresa Azambuja. Entrada franca.

Um ator alcoólatra chega a Roma para interpretar um western católico, mistura de Zinnemann Pasolini e Ford.


17h: Oito e meio (Fellini Otto e mezzo), de Federico Fellini (Itália, 1963. 145’)

Entrada franca

20h: Abismo de um sonho (Lo sceicco bianco), de Federico Fellini (Itália, 1952. 86’)

Primeiro filme inteiramente realizado pelo diretor, a partir de um roteiro de Michelangelo Antonioni, Tulio Pinelli e Ennio Flaiano. Em Roma, nos primeiros dias da lua de mel, uma jovem esposa descobre a redação de uma revista de fotonovelas de seu herói preferido, o Sheik Branco.

Entrada franca

sábado, 24/3

14h: Autorretrato de Fellini (Fellini Racconta: un autoritratto ritrovato), de Paquito del Bosco (Itália, 200. 54’)

Montagem de depoimentos para a televisão italiana e de entrevista diversas, algumas durante a filmagem de A doce vida.

sexta, 30/3

14h: As tentações do dr. Antonio (La tentazioni del dottor Antonio), de Federico Fellini

(episódio de Boccaccio 70, Itália, França, 1962). Apresentação José Carlos Avellar

e Teresa Azambuja. Entrada franca.

Um moralista obcecado com a enorme imagem de uma mulher sensual num cartaz em frente à janela de sua casa.


sábado, 31/3

14h: Entrevista com Federico Fellini (A Diretor’s Notebook), de Federico Fellini (Itália, 1969. 54’)

O processo de trabalho do diretor em um filme feito para a televisão durante a preparação de Satyricon.

 
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