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segunda-feira, 3 de setembro de 2018 0 comentários

BOA VISTA



Enquanto todos queriam ir ao zoológico eu corria para o museu. Ensinei meus filhos a venerarem aquele espaço de história, cultura e ciências. Pelas barbas do imperador, estou muito triste.
O índio pelado não irá mais me receber, não poderei assombrar meus futuros netos na sala das múmias. Ninguém mais ouvirá aquela reprodução do canto de pássaros, que já não existem. Artrópodes...artrópodes, incríveis artrópodes.
Parece que de tanto, só nos restou aquele incrível meteorito que poucos sabem ser ele magnético.
Vou tentar não chorar, não fazer vergonha.

Ai, ai Maria Leopoldina. Ai, Ai D.Pedro II .Vocês foram imprescindíveis para o desenvolvimento científico da Terra Brasilis.
Peço, e envergonhada, desculpas á vossas memórias. É que no Brasil, sobre tudo a antiga corte, o ritual do beija mão continua, mas fatalmente nós tornamos uma república de espoliadores do povo.
O fogo enfim consumiu a casa do imperador!

Por: Jaqueline Ramiro
segunda-feira, 2 de outubro de 2017 0 comentários

TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA


Um artista nu permite que espectadores manipulem suas articulações. Uma criança, acompanhada da mãe, toca no seu pé.

Sugiro às pessoas que viram erotismo nessa cena que procurem tratamento psicológico. Amigo, você sofre de alguma doença grave: ou tem tesão em crianças, ou tem tesão em pés, ou tem tesão em crianças tocando em pés. Ou é pedófilo, ou podófilo, ou pedopodófilo.

A cena em questão é tão erótica quanto o teto da Capela Sistina (em que Adão, vale lembrar, estava pelado) ou aquela cena do "E.T." em que a criança toca no dedo do extraterrestre (em que Adão, vale lembrar, estava pelado, vestindo apenas um cachecol). Deve ter gente que vê erotismo nisso. 

E deve ter gente que vê, inclusive, na extremidade vermelha do dedo do E.T. um símbolo fálico. Mas o problema é delas, e não do E.T.. O tesão é de quem vê. O mesmo vale para quem se escandaliza com o seio de uma mãe que amamenta. Isso é coisa de gente muito tarada. Por acaso, o Brasil tá cheio delas.

José Wilker contava que tinha um parente que se relacionava sexualmente com uma cabra, e todo o mundo sabia disso. O tal parente, quando viu "Dona Flor e seus Dois Maridos", ficou tão chocado com a cena da nudez que cortou relações com o Wilker. Brasil, o país em que só a nudez choca. Todo o resto é perdoável.

Viva o país em que o topless é proibido, mas a ejaculação no ônibus é tolerada. Um país em que uma exposição dita profana é cancelada, mas o mandato do Aécio segue firme e forte. O país em que o professor não pode ter partido, mas pode ter igreja, e fazer propaganda da igreja, mesmo na escola pública.

Sabe o que é um crime contra a infância? Ensinar criacionismo nas escolas. Crime contra a infância é a música gospel da Aline Barros que ensina as crianças a pagarem o dízimo: "Jesus se agrada, Jesus se agrada / da ofertinha da criançada / Tirilim, tim, tim / oferta vai caindo dentro da caixinha".

Brasileiro tem orgulho de dizer que adora crianças. Não sei de quais crianças a gente tá falando. Seis milhões de crianças no Brasil vivem em situação de extrema pobreza -muitas delas na rua. Ninguém parece tão chocado quanto com a exposição do MAM. Talvez essas crianças precisassem assistir a uma nudez indevida, talvez precisassem tocar no pé de um artista nu. Aí, sim, o Brasil ia rodar a baiana. "Miséria, desnutrição, analfabetismo, vá lá. O importante é que essa criançada não veja um pinto!"

Gregório Duvivier
sexta-feira, 29 de setembro de 2017 0 comentários

PEDOFILIA EM EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE SÃO PAULO



Uma performance que ocorreu durante a abertura da 35ª Mostra Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), gerou polêmica na internet, mesmos depois do museu informar que a apresentação do coreografo Wagner Schwartz não tinha teor erótico. Em nota, o museu explica que tem o costume de sinalizar as exposições e performances com tema "sensível à restrição de público", 

Imagens mostram uma criança tocando um homem nu, com o pênis a mostra, durante o evento, passaram a circular nas redes sociais na noite de quinta-feira (28).

Pedofilia, putaria disfarçada de exposição artística e até mesmo pronunciamentos do tipo: essas coisas só acontecem no Brasil!

  
Bem. Na Europa uma apresentação dessas não farinha nem cosquinha no ego de ninguém. A maioria não vê pecado no corpo ou na nudez e sim nas intenções das pessoas. Acaba que a apresentação foi um estupro a mentalidade ideológica de alguns.

Terrível uma inocente criança tocar com naturalidade um outro corpo humano. Esse absurdo não pode acontecer, porque o humano é sujo, pecaminoso e algumas vezes se esconde atrás de "MORALIDADES" para que OS OUTROS não percebam as PERVERSÕES do seu pensamento.

Vamos mandar preder os poucos Índios que restam, pois seguindo a lógica dos internautas ultra moralizados, todos são pedófilos. 

Eu pergunto a você: a criança foi estuprada? Sofreu algum trauma? Algum tipo de violência? Pois o que vejo nas imagens é apenas o toque em um corpo humano. 

Todo meu apoio ao artista e idealizadores da exposição. Vejo que aqui a arte cumpriu sua função. Mexeu com os sentimentos, deixou muita gente em conflito interno. E sobre tudo abriu um importante espaço para discutirmos assuntos ligados a sexualidade, libido, etc. 

Obs. A MAIOR PARTE DA VIOLÊNCIA SEXUAL À CRIANÇAS E ADOLESCENTES ACONTECE NO AMBIENTE DO PRÓPRIO LAR, E POR PESSOAS ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA.
terça-feira, 9 de agosto de 2011 0 comentários

DANIEL SENISE - da séria série "Grandes Pintores do RIO".



Daniel Senise nasceu em 1955 no Rio de Janeiro.
Em 1980, se formou em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo ingressado na Escola de Artes Visuais do Parque Lage no ano seguinte, onde participou de cursos livres até 1983. Foi professor na mesma escola de 1985 a 1996.
Desde os anos oitenta o artista vem participando de mostras coletivas, entre elas a Bienal de São Paulo, a Bienal de La Habana, em Cuba, a Bienal de Veneza, a Bienal de Liverpool, a Trienal de Nova Delhi, no MASP e no MAM de São Paulo, no Musee d’Art Moderne de la Ville de Paris, no MOMA, em New York, no Centre Georges Pompidou, em Paris, no Museu Ludwig, em Colônia, Alemanha.



Daniel Senise tem exposto individualmente em museus e galerias no Brasil e no exterior, entre eles, o MAM do Rio de Janeiro, MAC de Niterói, Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, o Museum of Contemporary Art, em Chicago, o Museo de Arte Contemporáneo, Monterrey, México, Galeria Thomas Cohn Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro, Ramis Barquet Gallery e Charles Cowley Gallery, em Nova York, Michel Vidal, em Paris, Galleri Engström, em Estocolmo, Galeria Camargo Vilaça, em São Paulo, Pulitzer Art Gallery, em Amsterdam, Diana Lowenstein Fine Arts, em Miami, na Galeria Silvia Cintra, no Rio de Janeiro, Galeria Vermelho, em São Paulo, e a Galeria Graça Brandão, em Lisboa.

Atualmente, Daniel Senise vive e trabalha no Rio de Janeiro.


Aqui, Link p/site do artista.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008 0 comentários

TV Tupi - Uma Linda História de Amor - Col. Aplauso


Por: Jaqueline Ramiro


Foi para mim  grande prazer ler esse livro e ter a oportunidade de viajar de forma agradável por um tempo que não vivi. Através de "TV Tupi - Uma História de Amor"; Vida Alves idealizadora do Museu da Televisão Brasileira e uma das atrizes pioneiras do que veio a ser a primeira rede de TV não só do Brasil, mas da América Latina, nos passa uma narrativa emotiva e saudosista da história da TV Tupi. Já nos primeiros trechos o leitor é presenteado com depoimentos de renomados profissionais que contribuíram com esse momento histórico. A exemplo na página 48 há uma extrovertida declaração do ator Lima Duarte sobre a primeira apresentação de TV. 

Ao longo da leitura segue-se diversas curiosidades, muitas delas engraçadas. O escândalo provocado pela primeira cena de beijo, o primeiro beijo homossexual  na TV que foi dado por Vida Alves E Geórgia Gomide ,a superação de dificuldades técnicas, listagens de programas e seriados que foram ao ar nos primeiros anos. O livro conta também com pequenas biografias dos profissionais da emissora e fotografias que ilustram caprichosamente a edição.  

Excelente leitura. Eu recomendo


TV Tupi, uma Linda História de Amor, de Vida Alves, sugere à primeira vista uma história pessoal, uma visão da autora. Entrando-se no conteúdo, a consistência e o volume da pesquisa indicam que se trata de uma obra lógica. Mas, ao percorrer o texto, revela-se, em toda a sua extensão, uma narrativa acentuadamente emocional. É o pathos – a empatia que aflora da aventura, do sonho e da conquista, transformando-os em paixão. 

É com esses ingredientes que foi moldada a história da emissora de televisão pioneira da América Latina. Se a aventura de Assis Chateaubriand permitiu que se antecipasse a criação da televisão no Brasil foi, certamente, o sonho dos diretores, artistas e técnicos que viabilizou a conquista realizada com muita paixão. Paixão que transpirava na doce e redonda figura de Dermival Costa Lima, que explodia na inteligência e energia do Cassiano Gabus Mendes e que contagiava a todos através da sensibilidade dos pioneiros, dos quais Vida Alves é, legitimamente, a grande representante. 

O que, senão a paixão, move uma mulher como Vida a manter com tanto sacrifício e carregar no colo, como mãe, a nossa Pró-TV – a associação dos pioneiros, profissionais e incentivadores da televisão brasileira. Se não fosse a Vida Alves nada da nossa memória existiria. Sem os depoimentos que ela colheu e arquivou, a epopéia da implantação da televi são brasileira seria apenas uma vaga lembrança.

 Admiro a persistência de Vida Alves, e tornar este livro realidade explica como e por que ela é capaz de fazer o que faz. O carinho com que Vida Alves se refere a todos os seus companheiros revela claramente sua grande capacidade de amar. Sua missão tem sido impulsionada por esse amor, o que torna muito mais importante, o que Vida Alves está fazendo atualmente pela televisão do que qualquer coisa que ela tenha feito, no passado. E olha que foi muita – como autora, atriz, apresentadora e diretora.

Dessa forma, TV Tupi, uma Linda História de Amor não é apenas um documento para aqueles que, como eu, tiveram o privilégio de trabalhar na Tupi. É leitura obrigatória para todos os profissionais de televisão, para todos os estudantes de comunicação e um fascinante relato que interessa a cada um que, pelo menos um dia, tenha dado uma espiada na telinha, ou seja, todo o universo que gravita em torno da televisão. Obrigado, Vida Alves, por manter viva a emoção que é a matéria-prima da nossa trajetória. Viva a Vida...Alves.

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni)
                   Vida Alves





              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
 
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