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sexta-feira, 7 de abril de 2017 0 comentários

POR QUE PRECISAMOS CHORAR?



Longe de ser um sinônimo de fraqueza, chorar nos ajuda a canalizar e libertar as tensões do nosso corpo e tem um efeito semelhante ao dos analgésicos.

Choramos desde o nascimento. Às vezes de tristeza, às vezes de felicidade. Também é verdade que muitas vezes nós “seguramos” o desejo de chorar, porque pensamos que assim somos mais fortes, ou porque não é bem visto derramar lágrimas.

No entanto, este tipo de “descarga” é vital para nos expressarmos, ir em frente ou demonstrar o que nos acontece. No artigo a seguir, vamos dizer a você por que precisamos chorar de vez em quando.

Chorar profundamente nos liberta.
As lágrimas são uma ferramenta usada para todos os tipos de fins. Desde aliviar as dores até para chamar a atenção, para mostrar nossa tristeza ou decepção, memórias de algo que aconteceu no passado ou mesmo quando espirramos, temos alergias ou damos gargalhadas.

Chorar nos dá alívio, nos faz sentir mais relaxados e pode nos ajudar a estar ciente das coisas que não vemos (ou que estávamos relutantes em fazer).

É claro que você se lembra de mais de uma vez em que chorou “com todas suas forças” e, em seguida, ou dormiu ou deixou o seu canto para fazer qualquer atividade. Por quê? Porque as lágrimas servem para tirar uma grande carga dos seus ombros, como popularmente se diz.

Há pessoas que têm a capacidade de chorar, mas outras não podem fazê-lo facilmente. Quando somos pequenos nos repreendem por chorar porque nos dizem que isso é para os “fracos”, “mimados” ou “crianças más”.

Isso fica gravado em nossas mentes e, por isso, não nos permitimos chorar quando precisamos. Controlar demais as emoções, negá-las ou dissimulá-las com um sorriso falso é prejudicial à saúde.

Acumular muitos sentimentos negativos não apenas causa depressão, tensão ou estresse, mas também pode alterar o caráter ou personalidade. Mais irritabilidade, mau humor e nervosismo são apenas alguns dos sinais.

Não se esqueça de que o corpo deve expulsar tudo o que lhe dói ou lhe faz adoecer. Um dia ele não poderá suportar mais “guardar” lágrimas e tristeza, e explodirá em um grande choro ou ataque de raiva.

Quanto ao sofrimento físico causado por não chorar podemos destacar a dor de cabeça ou no pescoço, dores de estômago e tonturas. A imunidade diminui e nos tornamos mais propensos a doenças de todos os tipos.

Conter as emoções também bloqueia o fluxo de energia e isso também influencia a saúde negativamente. O choro profundo é uma excelente maneira natural de aliviar o nosso pesar e entender quais são as nossas dores e tristezas. Isso não significa que nós temos que esperar todo o mal se acumular, mas saber de que maneira ir liberando lentamente o que nos fere.

Atualmente, estamos ocupados demais para entender o que acontece conosco. Nós não tiramos um tempo para analisar as emoções cotidianas e é muito difícil tomar decisões profundas.

Se você fica o dia todo de cá pra lá, nunca poderá chorar o que precisa e desprender-se do que lhe faz mal.

Talvez você possa aproveitar o momento do banho ou quando for dormir. Isso não vai transformá-lo em um deprimido crônico, mas em uma pessoa que sabe canalizar suas ansiedades de uma forma positiva. Você vai se sentir realmente revigorado, liberado e energizado para seguir em frente.

Se pra você é difícil chorar, não precisa se preocupar. Isso acontece com muitos outros. Você precisa sensibilizar-se um pouco e dar-se um tempo. Pode tocar uma música, ler alguma coisa ou assistir a um daqueles filmes que exigem um pacote de lenço bem grande.

Você não está chorando pelo protagonista ou pela história em si, mas esse é um interessante mecanismo para desprender o que acumulou em seu interior. Sabia que existe um ponto na altura da garganta, que quando é pressionado ativa o choro? Você também pode respirar profundamente. Para muitos esta técnica funciona quando querem chorar.

O choro é um calmante natural.
Já falamos do aspecto “espiritual” do ato de chorar e algumas de suas consequências. Também é bom saber que muitos estudos foram realizados para analisar por que quanto mais lágrimas derramadas mais tranquilo fica o “chorão”.

Se o choro vale à pena é por que o líquido salino conhecido como lágrima tem a capacidade de limpar os olhos e hidratar os globos oculares naturalmente. E isso pra que serve? Para liberar hormônios de bem-estar.

Quando ficamos estressados estamos mais propensos a chorar. Isto tem uma razão científica muito convincente: ao expulsarmos as lágrimas liberamos oxitocina, noradrenalina e adrenalina. Estes elementos têm sobre o corpo o mesmo efeito de um analgésico.

Os hormônios fixam a atenção sobre o que nós sentimos. Então, depois de chorar nos sentimos melhor. Como se isso não fosse suficiente, os especialistas dizem que o choro reduz a ansiedade e promove o relaxamento.

Chorar e rir… Igualmente benéficos 
O riso e o choro são dois dos fenômenos que estão mais presentes em nossas vidas diárias. Se analisarmos fisiologicamente, ambos são semelhantes. Por quê? Porque alteram a respiração e a pressão arterial.

Se nós rirmos uma hora por dia emagreceremos 14 gramas de gordura. Talvez possa parecer pouco para alguns, mas se você somar isso, em um ano terá reduzido em 5 kg. E esse não é a única vantagem, porque o riso aumenta a autoestima, retarda o envelhecimento e elimina o estresse e a tensão.

O choro também consegue este último benefício! A medicina hipocrática o considerava “um expurgo para os estados de humor”. Ao longo da história o choro foi interpretado como um sinal de pouca integridade ou fraqueza, mas isso não é verdade. Que o riso e as lágrimas encham sua vida!

Fonte: Sciency of Us
quarta-feira, 23 de outubro de 2013 2 comentários

A TRISTEZA PERMITIDA




Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?

Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.


Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.


Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.


“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música.
 Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for.
 Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.


Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.

MARTHA MEDEIROS
terça-feira, 23 de abril de 2013 1 comentários

A TRISTEZA DOS ORIXÁS


“Foi, não há muito tempo atrás, que essa história aconteceu. Contada aqui de uma forma romanceada, mas que trás em sua essência uma verdadeira reflexão. Ela começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os pelos do corpo. Realmente o Sol tinha se escondido nesse dia e a Lua, tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios brilhosos como fios de prata, a morada dos Orixás.

Nessa estranha noite, Ogum, o Orixá das “guerras”, saiu do alto ponto onde guarda todos os caminhos e dirigiu–se ao mar. Lá chegando, as sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram–se. Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso. Yemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe “coruja” quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração: - Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo? - ralhou Yemanjá, com aquele tom típico de contrariedade.

 - Desculpe, sabe, ando meio ocupado - Respondeu um triste Ogum. - Mas, o que aconteceu? Sinto que estás triste. - É, vim até aqui para “desabafar” com você “mãezinha”. Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome. Estou cansado com o que eles fazem com a “espada da Lei” que julgam carregar. Estou cansado de tanta demanda. Estou muito mais cansado das “supostas” demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles… Estou cansado…

Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto belo e de traços fortes pôde ser visto. Ele chorava. Chorava uma dor que carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido pelos filhos de Umbanda. Chorava por ninguém entender, que se ele era daquele jeito, protetor e austero, era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava. E se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum. Ele daria a própria vida por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos de fé. Não! Ogum amava a humanidade, amava a Vida. Mas infelizmente suas atribuições não eram realmente entendidas. As pessoas não viam em sua espada, a força que corta as trevas do ego e logo a transformavam em um instrumento de guerra. Não vinham nele a potência e a força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na alma de todos. Não vinham em sua lança, à direção que aponta para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna. Não! Infelizmente ele era entendido como o “Orixá da Guerra”, um homem impiedoso que se utiliza de sua espada para resolver qualquer situação.

 E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer os trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas realizaram “quebras e cortes” de demandas, muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muita das vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um. E mais, normalmente, tudo isso se torna uma guerra de vaidade, um show “pirotécnico” de forças ocultas. Muita “espada”, muito “tridente”, muitas “armas”, pouco coração, pensamento elevado e crescimento espiritual. Isso magoava Ogum. Como magoava. Continuou Ogum: - Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que Umbanda é pura e simplesmente amor e caridade?

A minha espada sempre protege o justo, o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Olorum. Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita do amor, insistindo em empunhá-la com a mão esquerda da soberba, do poder transitório, da ira, da ilusão, transformando–a em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e destruição. Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida. E totalmente nu ficou frente à Iemanjá. Cravou sua espada no solo. Não queria mais lutar, não daquele jeito. Estava cansado…

Logo um estrondo foi ouvido e o querido, mas também temido Tatá Omulú apareceu. E por incrível que pareça o mesmo aconteceu. Ele não aguentava mais ser visto como uma divindade da peste e da magia negativa. Não entendia como ele, o guardião da Vida podia ser invocado para atentar contra ela. Magoava-se por sua falange da morte, que é o princípio que a tudo destrói, para que então a mudança e a renovação aconteçam ser tão temida e mal compreendida pelos homens. Ele também deixou sua Falange aos pés de Iemanjá, e retirou seu manto escuro como a noite. Logo se via o mais lindo dos Orixás, aquele que usa uma cobertura para não cegar os seus filhos com a imensa luz de amor e paz que se irradia de todo seu ser. A luz que cura, a luz que pacifica aquela que recolhe todas as almas que se perderam na senda do Criador. Infelizmente os filhos de fé esquecem-se disso.

Mas o mais incrível estava por acontecer. Uma tempestade começou a desabar aumentando ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha noite. E todos os outros Orixás começaram a aparecer, para logo, começarem também a despir-se de suas vestimentas sagradas, além de as deixarem ao pé de Yemanjá suas armas e ferramentas simbólicas. Faziam isso em respeito a Ogum e Omulú, dois Orixás muito mal compreendidos pelos umbandistas. Faziam isso por si próprios. Iansã queria que as pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Olorum, que espalha as sementes de luz do seu amor. Oxóssi queria ser reverenciado como aquele que, com flechas douradas de conhecimento, rasga as trevas da ignorância. Egunitá apagou seu fogo encantador, afinal, ninguém se lembrava da chama que intensifica a fé e a espiritualidade. Apenas daquele que devora e destrói. Os vícios dos outros, é claro. Um a um, todos foram despindo-se e pensando quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás.

Yemanjá, totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que fazer. Foi quando uma irônica gargalhada cortou o ambiente. Era Exú. O controvertido Orixá das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião, também chegava para a reunião, acompanhado pela Pomba-gira, sua companheira eterna de jornada. Mas os dois estavam muito diferentes de como normalmente apresentam-se. Andavam curvados, como que segurando um grande peso nas costas. Tinham na face, a expressão do cansaço. Mas, mesmo assim, gargalhavam muito. Eles nunca perdiam o senso de humor! E os dois também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa de Yemanjá. Despiram–se de tudo. Exu e Pomba-gira, sem dúvida, eram os que mais razões tinham de ali estarem. Inúmeros eram os absurdos cometidos por encarnados em nome deles. Sem contar o preconceito, que o próprio umbandista ajudou a criar, dentro da sociedade, associando-o a figura do Diabo: - Há, há, há, lamentável essa situação, há, há, há, lamentável! - Exu chorava, mas Exu continuava a sorrir. Essa era a natureza desse querido Orixá.

Yemanjá estava desesperada! Estavam todos lá, pedindo a ela um conforto. Mas nem mesmo a encantadora Rainha do Mar sabia o que fazer: - Espere! - pensou Yemanjá - Oxalá, Oxalá não está aqui! Ele com certeza saberá como resolver essa situação. E logo Yemanjá colocou-se em oração, pedindo a presença daquele que é o Rei entre os Orixás. Oxalá apresentou–se na frente de todos. Trazia seu opaxorô, o cajado que sustenta o mundo. Cravou na Terra, ao lado da espada de Ogum. Também se despiu de sua roupa sagrada, pra igualar-se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do Orun:

- Olorum manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos! Ele diz para que não desanimem, pois, se poucos realmente os compreendem, aqueles que assim o fazem, não medem esforços para disseminar essas verdades divinas. Fechem os olhos e vejam, que mesmo com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de sérios e puros trabalhadores nesse, às vezes triste, mas abençoado planeta Terra. Esses verdadeiros filhos de fé que lutam por uma Umbanda séria, sem os absurdos que por aí acontecem. Esses que muito além de “apenas” prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas. Esses que passam por cima das dificuldades materiais, e das pressões espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras “bases de luz” na crosta, onde a espiritualidade e religiosidade
verdadeira irão manifestar-se. Esses que realmente nos compreendem e nos buscam dentro do coração espiritual, pois é lá que o verdadeiro Orun reside e existe. Esses incríveis filhos de umbanda, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas, mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos.

Esses fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil, que honram e enchem a Umbanda de alegria, fazendo a filhinha mais nova de Olorum brilhar e sorrir… Quando Oxalá calou-se os Orixás estavam mudados. Todos eles tinham suas esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos eram os que os compreendiam, grande era o trabalho que estava sendo realizado, e talvez, daqui algum tempo, muitos outros se juntariam nesse ideal. E aquilo os alegrou tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, de luzes fulgurantes e indescritíveis. E lá, do plano celeste, brilharam e derramaram-se em amor e compaixão pela humanidade.

Em Aruanda, os caboclos, preto-velhos e crianças, o mesmo fizeram. Largaram tudo, também se despiram e manifestaram sua essência de luz, sua humildade e sabedoria comungando a benção dos Orixás. Na Terra, baianos, marinheiros, boiadeiros, ciganos e todos os povos de Umbanda, sorriam. Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos. Uma alegria e bem-aventurança incríveis invadiram seus corações. Largaram suas armas. Apenas sorriam e se abraçavam. O alto os abençoava…

Mas, uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando assim, a tudo e a todos. E lá no baixo astral, aqueles guardiões e guardiãs da lei nas trevas também foram alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto. Largaram as armas, as capas, e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz. Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em nome deles. Exus e Pomba-giras, naquele dia foram tocados pelo amor dos Orixás, e com certeza, aquilo daria força para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz. Miríades de espíritos foram retiradas do baixo-astral, e pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador.

E na matéria toda a humanidade foi abençoada. Aos tolos que pensam que Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um alerta. Os Orixás amam a humanidade inteira, e por todos olham carinhosamente. Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou-se benção na vida de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as agrégaras de paz e luz deram-se as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.

Vocês, filhos de Umbanda, pensem bem! Não transformem a Umbanda em um campo de guerra, onde os Orixás são vistos como “armas” para vocês acertarem suas contas terrenas. Muito menos se esqueçam do amor e compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles. Umbanda é simples, é puro sentimento, alegria e razão. Lembrem-se disso. E quanto a todos aqueles que lutam por uma Umbanda séria, esclarecida e verdadeira, independente da linha seguida, lembrem-se das palavras de Oxalá ditas linhas acima. Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não têm olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade. Lembrem-se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança. A todos, que lutam pela Umbanda nessa Terra de Orixás, esse texto é dedicado. Os honrem. Sejam luz, assim como Eles! Axé ê o babá.”


Autoria Espiritual: Vovó Maria Conga
Transcritor: Humilde e desconhecido
Local: Algum terreiro da Bahia





              Mucamas do PCdoB

          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
quarta-feira, 3 de outubro de 2012 0 comentários

PELANCA DE VELHO NÃO É CHICLETE DE BOLA!

Algumas vezes é preciso descer o nível das palavras para poder se fazer entender.

Senhora Paulinha Avent (fake), ou Paulete....

Na beira do abismo você está usando o partido (PCdoB) como escudo quando a verdade é que estás agindo como uma mulher mal amada desde o início.Que tipo de mulher é você que fica se escondendo atrás de Email falso e faz perguntas que já foram respondidas?

Devo te lembrar:
Não pedi sua ajuda ou tão pouco a conheço. Apresente-se como uma mulher de verdade, mostre  sua face. Pois a  minha está aqui para os tapas até agora! Estou cansada de lidar com ratos, principalmente aqueles que não conseguem copular.

Se você realmente acreditasse no comunismo comunismo como diz e nos seus princípios TERIA MOSTRADO A SUA CARA DESDE O INÍCIO.

No entanto vou matar a sua curiosidade sobre porque João Carlos compartilhou tantas informações comigo. É porque ele me viu como uma mulher e conversou muito antes de tentar alguma coisa, mas com vagabunda ele só trepa, para apenas trepar não se faz necessário  dividir nada com as pobres coitadas.(Sabe, ele tem por abito manter algumas  amiguetes).

Diferente de você eu sou uma mulher nova, interessante, sedutora, cobiçada (isso dito por ele mesmo). Antes de pensar apenas na minha Xere** ele desejou o corpo todo. Essa é uma das diferenças entre uma dama e uma vagabunda.

Para não deixar dúvida:
Você contou que também esteve presente na campanha do Kique Carvalho, então, você pode ver com os seus próprios olhos como João Carlos ficava atrás de mim como um bom cachorrinho não me deixando em paz, não é mesmo!

"Paulinha Avent" já parou para pensar no porque ele só fica falando que vai me processar e nunca me processa? Mas não fique triste por ele gostar de mim de uma forma doentia, afinal pelo que sei, fui a única que disse não para ele. Seus emails recalcados confirmam isso.

Eu tenho segredos desse homem que ninguém mais tem.

 Obs.:Diga para o Cacau não extrapolar por causa da intolerância a lactose e dê meus parabéns a ele por menos 1 ano de vida!



Abaixo estou mostrando para você um homem de verdade. Eu poderia até fazer a caridade de alugá-lo para você, mas infelizmente esse homem só se relaciona com mulher de verdade!
















Esse é e sempre será meu único e verdadeiro amor! Somente quem já foi amada pode entender o valor de se  ter um homem de verdade!


Link indicado: CRUZEI UMA DOIDA




sábado, 8 de setembro de 2012 0 comentários

Vó Mocinha, Vó Thereza


Por: Jaqueline Ramiro

A casa da Vó Moçinha era muito diferente da Vó Maria Thereza. Ampla, arejada, varanda e quintal. A casa da Vó Maria Thereza tinha só um cômodo, paredes de madeira e telhado baixo com goteira.

Na vó mocinha tinham 2 salas, mesa na cozinha e outra de jantar.

Comida!

Carne todos os dias, suco ou refrigerante para acompanhar. Na Vó Maria Thereza não tinha banheiro, nem mesa. A janta eram os restos deixados no fim da feira popular.

Na Vó Mocinha fim de ano alegria. A bebida: vinho ou champanhe. Na Vó Thereza, tristeza e pinga comprada fiado no bar em frete.

Como foi diferente a vida e a casa dessas minhas avós.

Oh, Deus. Valores tão desiguais! E meu amor por elas o mesmo.

Vó Mocinha usava salto, branca, altiva batia as tamancas. Vó Maria Thereza negrinha dos chinelos gastos. Talvez por isso olhasse sempre para o chão.

Na casa de ambas aprendi grandes lições, para uma vida inteira e a de meus descendentes:

Com Vó Mocinha aprendi que o dinheiro traz poder, portanto justifica tudo. Mas com Vó Thereza aprendi que por amor a tudo se suporta.

sábado, 2 de outubro de 2010 0 comentários

UMA DICA PARA TODAS ES BRUXAS




Quando se sentirem sem forças ou com alguma tristeza, vocês só vão precisar de uma pausa, uma parada rápida  Imaginem-se numa floresta, se liguem e interliguem a ela e diga o encantamento:- " Que os espíritos da floresta possam me florescer. Raízes da Arvore da Vida, me enraízo a você. Somos uma, corpo e espirito, mente e magia. Que o Poder da Floresta entre em mim ". Bruxas amadas, vocês não imaginam a força que nos da para continuar, parece que nos imantamos de tanta força. Acreditem, funciona com extrema rapidez.
sábado, 7 de agosto de 2010 0 comentários

BATATA DA FELICIDADE


Ingredientes:

6 batatas grandes - Lua
¼ de xícara de manteiga - Sol
200 gramas de iogurte - Vênus
1 colher de chá de alecrim - Sol
2 colheres de chá de salsa - Mercúrio
1/8 de colher de chá de sálvia - Sol
1 pitada de sal - Lua
1 pitada de pimenta do reino - Marte
1 colher de sopa de manteiga derretida - Sol
1 xícara de salsa picada para enfeitar - Mercúrio

Modo de fazer o feitiço: 
Este feitiço é dedicado a quebrar a tristeza. Ele deve ser feito numa hora de Sol.
Queime incenso de folhas de alecrim secas por toda a casa. Pendure atrás de cada porta um ramo de manjericão.

Jogue no chão da cozinha gotas de água de verbena e espalhe folhas de verbena nos quatro cantos da casa. Após fazer tudo isso relaxe profundamente. Mentalize uma esmeralda em estado bruto. Procure sentir a fria temperatura da pedra. Toque levemente o centro da pedra. Você irá perceber que existe aí um centro de calor que entra suavemente pelas pontas de seus dedos. Essa energia penetra lentamente em seu corpo.

Deixe-se tomar por esse calor, respirando suavemente. Logo você verá surgir neste centro um velho portão de ferro ladeado por dois grandes pinheiros. Entre através dele. Haverá um estreito caminho de esmeralda. Note como elas brilham e uma imensa felicidade lhe vem ao coração. Continue andando. O caminho é agora um pouco mais largo e delicados ciprestes crescem nas suas bordas. Borboletas de todas as cores traçam um silencioso bailado sobre a sua cabeça. Você poderá sentir o suave perfume do mel pairando no ar. Aguce seus sentidos e siga este perfume.

O caminho estará cada vez mais largo e o perfume mais intenso. As esmeraldas do chão estarão brilhando mais profundamente e você poderá notar pequeninos raios no ar. Neste momento você terá chegado a um enorme carvalho todo rodeado de violetas. Note que há um buraco em seu tronco e dele saem algumas abelhas. Peça ao grande carvalho permissão para penetrar suas mãos no buraco. Coloque-as suavemente. Não tema as abelhas, elas nada lhe farão. Sinta o mel por entre seus dedos. Leve-o à boca e experimente sua divina doçura. Guarde um pouco de mel num pequeno pote de cristal. Agradeça o presente recebido.

Comece o feitiço. 
Cozinhe as batatas até que estejam macias e firmes. Descasque-as e faça um buraco em cada batata. Pegue o que tirou da batata e amasse bem. Adicione a essa massa ¼ de xícara de manteiga e mexa bem, até que fique cremosa. Adicione o iogurte, o alecrim, a salsa, a sálvia, o sal e a pimenta, e continue batendo até obter uma mistura cremosa e fofa. Recheie as batatas com essa mistura e pincele-as com a manteiga derretida. Arrume-as numa assadeira de cerâmica untada e asse-as em forno quente por 15 minutos. Salpique depois com salsa picada.

Sirva junto uma salada de alface, agrião e brócolis cozido. Use vinagre de manjericão e azeite de oliva. Prepare a mesa com uma toalha amarela. Coloque ramos de margaridas atados com fita de seda vermelha. Espalhe pequenas rosas amarelas e pétalas de rosas vermelhas. Borrife algumas gotas de lavanda sobre a toalha e coloque um pequeno vidro de cristal com mel no centro da mesa. Rodeie o feitiço com delicados galhinhos de cipreste.
Queime folhas de lavanda seca e acenda algumas velas amarelas.
Dedique este feitiço ao espírito do carvalho.

Colaboração: Althea

Fonte: Facebook- Eu sou uma Bruxa.
https://www.facebook.com/pages/Eu-sou-uma-Bruxa/333290320087419?fref=ts

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