2c6833b0-77e9-4a38-a9e6-8875b1bef33d diHITT - Notícias Sou Maluca Sim!: menina
Mostrando postagens com marcador menina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador menina. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 28 de março de 2017 0 comentários

ESTE É UM MUNDO DOS HOMENS, DOS HOMENS, DOS HOMENS



Este é um mundo de homens, este é um mundo de homens
Mas não seria nada, nada sem uma mulher ou uma menina

Veja, o homem fez os carros para nos levar ao longo da estrada
O homem fez os trens para transportar cargas pesadas
O homem fez a luz elétrica para nos tirar da escuridão
O homem fez o barco para a água, como Noé fez a Arca

Este é um mundo dos homens, dos homens, dos homens
Mas não seria nada, nada sem uma mulher ou uma menina

Homem pensa sobre menininhas e menininhos
O homem os faz felizes porque o homem faz brinquedos para eles
E depois de o homem ter feito tudo, tudo que ele pode
Você sabe que o homem faz dinheiro para comprar de outro homem

Este é um mundo de homens
Mas não seria nada, nada sem uma mulher ou uma menina

Ele está perdido na selvageria
Ele está 
perdido na amargura

sábado, 11 de outubro de 2014 0 comentários

PAI DE MENINA, ESSE INCOMPREENDIDO



Ele aprendeu brincadeiras, aderiu aos gostos
e entrou de cabeça no universo feminino,
onde é praticamente um infiltrado


Ele vigiou como um cão de guarda sua menina sendo levada para o berçário e constatou que, entre tantos bebês iguais, nenhum era como sua filha. Tem as mãos grandes o bastante para segurá-la com uma só enquanto a outra espalha o sabonete delicadamente pelo pequeno corpo. Ele não é o ás dos penteados, mas recorre a uma tiara para enfeitar a filha. O colo do pai é mais alto, mais seguro, e a garupa sobre os ombros, o lugar mais desejado durante um passeio. Ele aprendeu a dar laços em vestidos e se emociona com a música da Tinker Bell. Canta "Let it Go" aos berros durante a viagem. Brinca de escravos de Jó. Inventa parlendas. Já se vestiu de Barney e Papai Noel.

Chorou quando o vagalume morreu e foi parar ao lado da estrelinha amada em A Princesa e o Sapo. Curte Galinha Pintadinha. Ele não forra a tábua da privada. Prefere segurar a filha no alto, a salvo dos germes e da mesmice.

Reaprendeu a andar de patins. Conta histórias de fadas que fazem tudo errado. Toma as dores do Lobo Mau, nem sempre é politicamente correto e comprou um álbum extra de princesas para desovar as figurinhas repetidas que passou a colecionar com a filha. Ele se derrete todo quando a pequena criança dorme em seu peito e não tá nem aí para os manuais que sugerem o berço.

Não gosta do momento "com quem será" na festa de aniversário e acha o fim da picada se referirem a ele como "fornecedor" . "Nada a ver, pô", costuma dizer. Se irrita com garotos violentos insensíveis à sua menina delicada e quase explode de orgulho quando ela dá cambalhotas no trepa-trepa e se sustenta pendurada por mais tempo do que muito menino. Ele é bravo na hora da bronca, mas a filha é "a flor do seu jardim".

Ele ensinou sua menina a subir em árvores, andar a cavalo e a não ter medo de onda. Arrotou pra ela rir e tentou ensinar a besteira depois. As brincadeiras mais emocionantes e violentas são todas dele, e a filha adora. Tem sempre a explicação mais completa e complicada sobre o dia e a noite, as estrelas e os cursos d’ água. Cisma de introduzir conceitos elaborados demais até a filha se distrair.
Entrou de cabeça no universo feminino. Confuso diante do inesperado processo que transformou sua menina em mulher, continua encantado. Acha que 21 anos é uma idade razoável pra começar a namorar e já pensou em matricular a filha no Convento das Clarissas Descalças. Recato não faz mal a ninguém.

Está sempre pronto para levá-la e buscá-la na festa, mesmo que seja no fim do mundo. Saia curta, para ele, bate no meio do joelho ou muito perto da canela. O dia que ela chorou decepcionada com alguém, teve ímpetos de soltar uns palavrões e maldizer o insensível, mas abraçou a filha e ofereceu o seu silêncio. Estará sempre por perto para apoiá-la.

Recebeu o primeiro namorado com a cara bastante séria e, solene, perguntou suas intenções. Disse que estava brincando, deu um tapinha no rapaz, mas, no fundo, não estava. Adora a ideia da sua menina querer viajar, fazer um intercâmbio talvez. Sempre tem ótimas ideias.
"Podemos ir todos juntos!"
"Pai..."
"Que foi?"
Ele é pai de menina, um incompreendido.

ISABEL CLEMENTE
sábado, 1 de fevereiro de 2014 2 comentários

À FLOR DA PELE


Quando tento buscar na memória a menina que fui, não consigo me ver chorando. No colégio? Nunca. Em casa? Só de forma muito reservada e profunda no silêncio do meu quarto, jamais por fricotes infantis. Mesmo adolescente, com os hormônios em curto-circuito, tampouco lembro de abrir as torneiras. Era durona, não chorava nem quando havia sério motivo para tal aliás, bastava que algum parente distante tivesse morrido para me dar uma vontade louca de rir. Tinha vergonha de me emocionar.

Depois veio a idade dos namoros, e aprendi a chorar por dor de cotovelo e também por autopiedade. Meu choro era tão sentido, vinha de zonas tão secretas em mim que, mesmo quando o motivo do choro já havia se dissipado, eu continuava chorando pela simples emoção de estar testemunhando a minha tristeza reprimida que finalmente desaguava — eu chorava pela comoção que eu mesma me causava.

Chorei por amor e ainda vou chorar, porque é da natureza do amor despertar nossas fragilidades. Chorei no momento em que minhas filhas nasceram, porque o esforço e a intensidade da emoção do parto faz tudo vazar sem barragem que represe. E chorei de raiva nas poucas vezes em que me senti injustiçada. E só. Tudo choro emocional, mas com razão conhecida.

Porém acabou o tempo de estio, quando eu chorava tão de vez em quando que podia lembrar a data. Nos tempos que correm, as lágrimas também correm — muito! E se antes chorava por alguma emoção irreprimível como o nascimento de um filho ou por um sofrimento doloroso como a partida de um grande amor, ando chorando agora durante a Dança dos Famosos. Quando o Gabiru fez o gol que deu ao Inter o Campeonato Mundial de Clubes, chorei. Quando uma criança canta na festinha da creche: “Quero ver você não chorar/Não olhar pra trás...”, me debulho. Choro em formatura.

Choro em discurso de família. Chorei quando os Stones entraram no palco no Hyde Park e quando Paul McCartney cantou My Love no Beira-Rio. Choro com os fogos de artifício do Réveillon. Choro no trânsito. Choro quando os caixões são fechados, mesmo que eu não conheça quem esteja dentro. Choro ao ver qualquer pessoa chorando. Choro em apresentação de dança da Dullius. Choro em aeroporto. Choro no banho. E quando ouço Chão de Giz, do Zé Ramalho, daí não são apenas olhos marejados: transbordo. Essa música toca em alguma coisa que me cala fundo e ainda não sei o que é.

Dizem que ficamos mais amolecidos com a idade, mas eu achava que estavam se referindo às dobrinhas nos joelhos. Pelo visto, os sentimentos, com o tempo, também afrouxam. Melhor assim: deixam de empedrar e de nos enrijecer por dentro. Deslizam pela face e nos purificam: ficamos banhados, limpos, batizados.

MARTHA MEDEIROS
quarta-feira, 27 de novembro de 2013 3 comentários

ESCOLA AMEAÇA EXPULSAR MENINA POR USAR CABELO "CRESPO E VOLUMOSO"



Escola particular ameaçou expulsar menina de 12 anos caso ela não cortasse e mudasse o estilo de seu cabelo. O prazo para a mudança é de uma semana


Uma menina de 12 anos foi ameaçada de expulsão pela escola particular onde estuda na Flórida, nos Estados Unidos, caso não cortasse e mudasse o estilo de seu cabelo. Vanessa VanDyke tem os cabelos crespos e com volume, e segundo sua família, recebeu o prazo de uma semana para decidir se iria cortar os fios ou deixar a escola, de acordo com a emissora de TV “WKMG”.
O caso gerou muita repercussão nos EUA, e a escola Faith Christian Academy de Orlando disse nesta semana que não está exigindo que a menina corte os cabelos para continuar frequentando o estabelecimento – eles “apenas” querem que ela mude seu estilo.

Escola ameaçou expulsar Vanessa Van Dyke por causa de seu cabelo (Reprodução)


De acordo com a família de Vanessa Van Dyke, na última semana um conselheiro da escola advertiu a mãe da menina para que ela alisasse ou cortasse seu cabelo – ou a criança poderia ser expulsa.
A família não cogitou fazer as mudanças, pois o cabelo da menina faz parte de sua identidade. “Ele mostra que sou única. Eu gosto desta maneira. Eu sei que as pessoas vão me provocar porque ele não é liso, mas eu não ligo”, contou Vanessa.


A escola onde Vanessa estuda tem códigos de vestimentas e regras sobre como os alunos podem usar seus cabelos. “Os cabelos devem estar na cor natural e não devem ser uma distração”, dizem as regras, que citam como exemplos que não podem ser utilizados moicanos e raspados.

“Uma distração para uma pessoa não é distração para outra”, diz a mãe da menina, Sabrina Kent. “Você pode ter uma criança com espinhas no rosto. Você vai chamar isso de distração?”

Vanessa contou que usa seu cabelo longo e armado desde o início do ano, mas ele se tornou uma questão para a escola depois que sua família reclamou das provocações feitas pelas outras crianças.

“Houve pessoas que a provocaram por seu cabelo, e me parece que estão culpando-a por isso”, disse Sabrina. “Vou lutar pela minha filha. Se ela quer usar o cabelo assim, ela vai mantê-lo assim. Há pessoas que podem pensar que usar o cabelo natural não é apropriado. Mas ela é bonita assim.”

Responsáveis pela escola disseram em um comunicado que não estão pedindo que a menina use produtos ou corte seu cabelo, mas que ela o modele de acordo com as regras da escola.


Links indicados: 
RACISMO PADRÃO FIFA
 
;