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sexta-feira, 10 de maio de 2013 0 comentários

XANGÔ- A Justiça



"Meu Pai Xangô, o Senhor que é Rei da Justiça, faça valer sempre a vontade Divina, purifique minha alma nas águas de sua cachoeira.
Se errei, conceda-me a luz do perdão.
Faça de seu peito largo e forte meu escudo para que os olhos de meus inimigos não me encontrem.
Empresta-me sua força de guerreiro para combater a injustiça e a cobiça.
Que seja feita a justiça para todo o sempre.
Conceda-me a graça de receber sua luz e sua proteção.
Minha devoção te ofereço. Kawô Kabecile! Salve Xangô!”

sábado, 23 de fevereiro de 2013 0 comentários

Obá-Cultura Afro




OBÁ

Saudação: Obá Xirê.
Dia da Semana: 2° ou 4° feira.
Sincretismo: Joana D'arc ou Santa Catarina.
Elemento: Fogo.
Mineral: Cobre.
Algumas ervas de Obá: manjericão e mangueira.
Domínios: Águas Turbulentas.
Animal: Galinha de Angola.
Comida: Moqueca de ovos, manga, amalá.
Cores: Vermelho e branco ou amarelo e laranja.
Símbolos: Escudo e lança e um Ofá (arco e flecha).
Onde recebe Oferendas: A beira de um rio.
Comida para oferecer: Pato, cabra e coquem.
Particularidade: Assim como Xangô, também é uma justiceira.

ALGUNS ITÃS

Obá travou luta com Ogum, e ele sabendo da grande força da amazona belicosa, resolveu consultar Ifá (jogo de adivinhação), onde foi aconselhado a fazer uma mistura de espiga de milho e quiabo, jogando esta pasta no lugar marcado para a luta.
Chega o momento do combate e começam a brigar, Obá resiste até o ultimo momento, e não podendo mais se segurar, cai ao chão. Ogum para não se redimir e também não ser dado por vencido, mantém relações sexuais com ela ali mesmo, tornando-se assim seu cônjuge.
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Xangô, Orixá de grande virilidade tinha três esposas, Oxum, Oiá e Obá, sendo Obá a mais velha e menos interessante. Obá nunca se contentou em ver Oxum em toda sua vaidade e Oiá em toda sua jovialidade, armando-se dentro dela uma grande frustração, pois disputava com unhas e dentes o amor de Xangô.
Oxum da mesma forma queria ser sempre a primeira e única mulher de Xangô, tanto que prega uma peça em Obá.
Em certa ocasião, era vez de Oxum cozinhar para seu esposo, Oxum então enrola um pano em sua cabeça de forma que cobrisse as suas orelhas e no ensopado joga dois cogumelos parecidos com orelhas e diz a Obá que Xangô se apaixonaria cada vez mais por ela quando comesse as suas orelhas. Xangô chegou e deleitou-se com a comida e agradeceu a Oxum. Chegou a vez então de Obá cozinhar, ela realmente corta as suas orelhas e oferece a Xangô, que após experimentar e enojar-se pergunta a Obá o que era. Obá se explica e diz que foi Oxum que lhe ensinou a fórmula. Oxum presenciando tudo retira o pano da cabeça e cai na gargalhada. Obá não contém a sua fúria e ataca Oxum.
Xangô pra terminar aquela situação também se enfurece e lança raios, fazendo com que as duas fujam e se transformem em rios que levam os seus nomes. E dizem que, quando estes rios se encontram parecem realmente brigar. Em suas manifestações no candomblé, Obá vem com a mão direita encobrindo sua orelha. Onde estiver Obá, Oxum não se manifesta.

Textos extraídos do livro
"CARMA - AQUILO QUE DEIXAMOS DE FAZER"





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