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sexta-feira, 7 de abril de 2017 0 comentários

POR QUE PRECISAMOS CHORAR?



Longe de ser um sinônimo de fraqueza, chorar nos ajuda a canalizar e libertar as tensões do nosso corpo e tem um efeito semelhante ao dos analgésicos.

Choramos desde o nascimento. Às vezes de tristeza, às vezes de felicidade. Também é verdade que muitas vezes nós “seguramos” o desejo de chorar, porque pensamos que assim somos mais fortes, ou porque não é bem visto derramar lágrimas.

No entanto, este tipo de “descarga” é vital para nos expressarmos, ir em frente ou demonstrar o que nos acontece. No artigo a seguir, vamos dizer a você por que precisamos chorar de vez em quando.

Chorar profundamente nos liberta.
As lágrimas são uma ferramenta usada para todos os tipos de fins. Desde aliviar as dores até para chamar a atenção, para mostrar nossa tristeza ou decepção, memórias de algo que aconteceu no passado ou mesmo quando espirramos, temos alergias ou damos gargalhadas.

Chorar nos dá alívio, nos faz sentir mais relaxados e pode nos ajudar a estar ciente das coisas que não vemos (ou que estávamos relutantes em fazer).

É claro que você se lembra de mais de uma vez em que chorou “com todas suas forças” e, em seguida, ou dormiu ou deixou o seu canto para fazer qualquer atividade. Por quê? Porque as lágrimas servem para tirar uma grande carga dos seus ombros, como popularmente se diz.

Há pessoas que têm a capacidade de chorar, mas outras não podem fazê-lo facilmente. Quando somos pequenos nos repreendem por chorar porque nos dizem que isso é para os “fracos”, “mimados” ou “crianças más”.

Isso fica gravado em nossas mentes e, por isso, não nos permitimos chorar quando precisamos. Controlar demais as emoções, negá-las ou dissimulá-las com um sorriso falso é prejudicial à saúde.

Acumular muitos sentimentos negativos não apenas causa depressão, tensão ou estresse, mas também pode alterar o caráter ou personalidade. Mais irritabilidade, mau humor e nervosismo são apenas alguns dos sinais.

Não se esqueça de que o corpo deve expulsar tudo o que lhe dói ou lhe faz adoecer. Um dia ele não poderá suportar mais “guardar” lágrimas e tristeza, e explodirá em um grande choro ou ataque de raiva.

Quanto ao sofrimento físico causado por não chorar podemos destacar a dor de cabeça ou no pescoço, dores de estômago e tonturas. A imunidade diminui e nos tornamos mais propensos a doenças de todos os tipos.

Conter as emoções também bloqueia o fluxo de energia e isso também influencia a saúde negativamente. O choro profundo é uma excelente maneira natural de aliviar o nosso pesar e entender quais são as nossas dores e tristezas. Isso não significa que nós temos que esperar todo o mal se acumular, mas saber de que maneira ir liberando lentamente o que nos fere.

Atualmente, estamos ocupados demais para entender o que acontece conosco. Nós não tiramos um tempo para analisar as emoções cotidianas e é muito difícil tomar decisões profundas.

Se você fica o dia todo de cá pra lá, nunca poderá chorar o que precisa e desprender-se do que lhe faz mal.

Talvez você possa aproveitar o momento do banho ou quando for dormir. Isso não vai transformá-lo em um deprimido crônico, mas em uma pessoa que sabe canalizar suas ansiedades de uma forma positiva. Você vai se sentir realmente revigorado, liberado e energizado para seguir em frente.

Se pra você é difícil chorar, não precisa se preocupar. Isso acontece com muitos outros. Você precisa sensibilizar-se um pouco e dar-se um tempo. Pode tocar uma música, ler alguma coisa ou assistir a um daqueles filmes que exigem um pacote de lenço bem grande.

Você não está chorando pelo protagonista ou pela história em si, mas esse é um interessante mecanismo para desprender o que acumulou em seu interior. Sabia que existe um ponto na altura da garganta, que quando é pressionado ativa o choro? Você também pode respirar profundamente. Para muitos esta técnica funciona quando querem chorar.

O choro é um calmante natural.
Já falamos do aspecto “espiritual” do ato de chorar e algumas de suas consequências. Também é bom saber que muitos estudos foram realizados para analisar por que quanto mais lágrimas derramadas mais tranquilo fica o “chorão”.

Se o choro vale à pena é por que o líquido salino conhecido como lágrima tem a capacidade de limpar os olhos e hidratar os globos oculares naturalmente. E isso pra que serve? Para liberar hormônios de bem-estar.

Quando ficamos estressados estamos mais propensos a chorar. Isto tem uma razão científica muito convincente: ao expulsarmos as lágrimas liberamos oxitocina, noradrenalina e adrenalina. Estes elementos têm sobre o corpo o mesmo efeito de um analgésico.

Os hormônios fixam a atenção sobre o que nós sentimos. Então, depois de chorar nos sentimos melhor. Como se isso não fosse suficiente, os especialistas dizem que o choro reduz a ansiedade e promove o relaxamento.

Chorar e rir… Igualmente benéficos 
O riso e o choro são dois dos fenômenos que estão mais presentes em nossas vidas diárias. Se analisarmos fisiologicamente, ambos são semelhantes. Por quê? Porque alteram a respiração e a pressão arterial.

Se nós rirmos uma hora por dia emagreceremos 14 gramas de gordura. Talvez possa parecer pouco para alguns, mas se você somar isso, em um ano terá reduzido em 5 kg. E esse não é a única vantagem, porque o riso aumenta a autoestima, retarda o envelhecimento e elimina o estresse e a tensão.

O choro também consegue este último benefício! A medicina hipocrática o considerava “um expurgo para os estados de humor”. Ao longo da história o choro foi interpretado como um sinal de pouca integridade ou fraqueza, mas isso não é verdade. Que o riso e as lágrimas encham sua vida!

Fonte: Sciency of Us
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016 0 comentários

ANSIEDADE TÓXICA: O QUE É E COMO RECONHECÊ-LA





Sentir-se ansioso não é necessariamente algo ruim, mas quando este sentimento se transforma em uma ansiedade tóxica, crônica e dolorosa, pode prejudicar muito o nosso dia a dia.

O que queremos destacar é que a princípio a ansiedade é normal e saudável, pois nos ajuda a manter uma certa ativação para nos proteger de perigos iminentes ou para desempenhar algumas tarefas.

Contudo, apesar da sua natureza protetora, ela aparece pelo simples fato de termos medo de que a angústia, a preocupação, o nervosismo, as palpitações, os pensamentos intensos, o suor, etc, se perpetuem.

Então, permitimos a criação de um tipo de círculo vicioso por meio do qual sentimos ansiedade quando antecipamos a mesma. Ou seja, o mesmo temor que a emoção em si mesma nos provoca possibilita as mesmas sensações e a mesma realidade que tanto nos causa medo.

Ansiedade tóxica e os monstros da adrenalina e do cortisol


Este estado que denominamos “círculo vicioso da ansiedade” vem acompanhado da atividade de dois hormônios principais: a adrenalina e o cortisol. Para entender como funcionam podemos pensar em como respondemos quando tropeçamos em uma escada. Automaticamente o coração dispara e costumamos procurar o corrimão para proteger a nossa própria integridade física.

Este conjunto de sensações, as quais correspondem à ansiedade saudável, nos dão energia e força para nos proteger. São momentos de intensa e desagradável excitação nos quais o corpo admite, por necessidade, a liberação de uma boa quantidade de adrenalina e de cortisol.

Também poderíamos pensar em um passeio de montanha-russa no qual as sensações o tornam desagradável e violento, ao contrário de divertido. Acontece que quando estamos a ponto de cair da escada ou quando subimos na montanha-russa, sabemos que as sensações são passageiras e que assim como vêm, também vão.

Contudo, quando os perigos respondem a expectativas ou pensamentos que procuram antecipar perigos futuros, não permitimos que o simpático monstro da adrenalina adormeça. Como não deixamos que ele adormeça, o monstro se alimenta de nossas preocupações em forma de adrenalina, o que nos prende cada vez mais nessas sensações de angústia sem que exista nada que o justifique.

Significa dizer que a adrenalina e o cortisol ficam sem nada, nem ninguém para salvar do dragão. Estão ali presentes porque nós os alimentamos com pensamentos de futuro que antecipam más experiências.

Tudo isso fica preso em nosso próprio interior, apesar de procurar sair e se libertar. Por isso acontecem os ataques, por isso a insônia persiste, os pensamentos negativos e as sensações de bloqueio não vão embora.


Algumas máscaras que a ansiedade tóxica usa para se manifestar:


Preocupação crônica


A ansiedade pode se revelar através de uma preocupação incessante sobre a família, a saúde, as metas acadêmicas ou profissionais, a situação financeira, etc. É provável que diante destas preocupações sintamos que o estômago está em plena centrifugação e que exista a sensação de que alguma coisa ruim acontecerá mesmo desconhecendo o que e por quê.

Medos e fobias

Um medo excessivo e irracional de agulhas, do sangue, dos procedimentos médicos, de altura, de elevadores, do dentista, da água, de bichos como aranhas ou répteis, dos cães, das tempestades, dos lugares fechados, etc. Este tipo de máscara é outra dura imagem que a ansiedade escolhe para se mostrar.

Ansiedade quanto à atitude

Às vezes a ansiedade faz com que fiquemos paralisados diante de uma prova acadêmica, uma atuação, uma competição esportiva ou qualquer outra situação que demande o bom desempenho na execução de uma tarefa.

Ansiedade de falar em público

O medo desproporcional de falar em público é outra das “formas favoritas” que a ansiedade tem de se mostrar. Sentimos que o mundo dá voltas, trememos, ficamos nervosos e achamos que a nossa própria mente ficará em branco na hora em que qualquer deslize evidente ocorrer.

Fobia social

Sentir-se nervoso, tenso e incapaz de articular uma palavra nas reuniões sociais é outra máscara que a ansiedade usa para nos cumprimentar. Pela nossa mente passam coisas como “não tenho nada interessante a dizer”, “não consigo falar com ninguém”, “vão pensar que sou uma pessoa esquisita e fracassada”, “não vale a pena porque ninguém se interessa por mim”, etc.

Ataques de pânico

Suor, tontura, bloqueio, rigidez, fortes palpitações, medo intenso… Você já sentiu isto alguma vez de forma repentina e achou que iria morrer? Se é o caso, nessa ocasião a ansiedade se vestiu com uma fantasia cruel: o ataque de pânico.

Agorafobia

Você tem medo de estar fora de casa? Você tem a clara convicção de uma coisa horrível pode acontecer com você na rua, na fila do supermercado ou no ônibus? Você, por exemplo, sente que vai sofrer um ataque de pânico e que ninguém poderá ajudá-lo? A ansiedade se vestiu de agorafobia ou, o que é a mesma coisa, de um medo intenso de estar em espaços públicos.


Obsessões e compulsões

Existem pensamentos que atormentam você de forma incessante e que você não consegue tirar da cabeça. Ao mesmo tempo, alguma coisa no seu íntimo obriga você a realizar constantes rituais supersticiosos com o objetivo de controlar seus medos.

Por exemplo, você pode sentir a necessidade de lavar constantemente as mãos, de checar várias vezes se fechou a porta com chave ou de rezar 10 pais nossos para proteger a sua família. A ansiedade se disfarçou de obsessões e compulsões, um dos seus trajes mais obscuros.


Transtorno de estresse pós-traumático

Você já viveu um evento traumático (abuso sexual, maus-tratos, presenciar um assassinato, etc.) faz meses ou anos e as imagens dessa situação horrível voltam repetidamente na sua cabeça? Você não dorme bem e não se sente seguro diante disto? Consulte um especialista em saúde mental porque talvez a ansiedade esteja se manifestando como transtorno do estresse pós-traumático.

Preocupação com a aparência física (transtorno dismórfico corporal)

A sua aparência física lhe parece tremendamente anormal, mas só você enxerga o que você sente. O resto das pessoas que o rodeiam dizem que “não é para tanto”, que o seu nariz, seu corpo ou seu cabelo são normais.

É provável que você sinta necessidade de passar por uma cirurgia plástica e que constantemente se olhe no espelho com a intenção de corrigir o seu defeito. Talvez a ansiedade se manifeste na forma de transtorno dismórfico corporal. Considere isto e procure um especialista em saúde mental para consultá-lo.


Preocupação com a saúde (hipocondria)

Dores, fadiga, tonturas, desconforto… Você tem certeza de que existe alguma doença que coloca em risco a sua saúde, mas o médico não enxerga nada nos exames que realiza. Pode até ser que as explicações que ele oferece não tranquilizem mais a sua mente.

É possível que você esteja sendo vítima da ansiedade em forma de hipocondria, e para você curar a sua saúde precisa procurar um bom profissional de psicologia que avalie as suas crenças e o seu jeito de pensar sobre a saúde.
terça-feira, 18 de novembro de 2014 0 comentários

ABUSO PSICOLÓGICO PODE CAUSAR TRAUMAS MAIS PROFUNDOS QUE AGRESSÃO FÍSICA OU SEXUAL




              Essa forma de violência está relacionada a maior propensão
                            à depressão, ansiedade e uso de substâncias


Violência psicológica contra crianças e adolescentes pode provocar danos mais graves do que a agressão física ou o abuso sexual, segundo estudo publicado na Psychological Trauma: Theory, Research, Practice, and Policy.

O psicólogo clínico Joseph Spinazzola e sua equipe do Centro de Trauma do Instituto de Recursos da Justiça, em Massachusetts, utilizaram informações da Rede Nacional de Traumas e Estresse Infantil (NCTSN, na sigla em inglês) para analisar dados de 5.616 crianças e adolescentes com histórico de abuso psicológico, físico e sexual.

Aproximadamente 62% tinham histórico de maus-tratos psicológicos; cerca de um quarto deles, 24%, sofreram exclusivamente esse tipo de violência, que abarca, de acordo com os pesquisadores, assédio moral por parte do cuidador, imposição de medo extremo, controle coercitivo, insultos graves, humilhações, ameaças, exigência extrema, rejeição e isolamento.

Os pesquisadores constataram que aqueles que passaram por esse tipo de experiência tendiam a sofrer de ansiedade, depressão, baixa autoestima, sintomas de estresse pós-traumático e a apresentar risco de suicídio em maior nível do que os que sofreram violência física ou sexual. Entre os três tipos de agressão, a psicológica foi a mais fortemente associada com transtorno depressivo, distúrbio de ansiedade social e generalizada, dificuldade de formar vínculos afetivos e abuso de substâncias.


Esse tipo de violência provoca danos emocionais tão graves quanto a agressão física e sexual juntas, alertam os pesquisadores. “Profissionais dos serviços de proteção podem levar mais tempo para reconhecer a negligência emocional porque ela não deixa marcas visíveis, além de não ser considerada socialmente tão grave”, aponta Spinazzola. “Precisamos de iniciativas de sensibilização para ajudar o público a entender os prejuízos psicológicos severos provocados por esse tipo de abuso.”
 
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