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quarta-feira, 29 de março de 2017 0 comentários

A ORDEM DAS COISAS



Natura deficit, fortuna mutatur, deus omnia cernit.


A natureza trai-nos, a sorte muda, um deus vê do alto todas estas coisas.

Apertava ao dedo a mesa de um anel onde, num dia de amargura, mandava gravar estas palavras tristes; ia mais longe no desengano, talvez na blasfémia; acabava por achar natural, senão justo, que devíamos perecer.

As nossas letras esgotam-se; as nossas artes adormecem; Pâncrates não é Homero; Arriano não é Xenofonte; quando tentei imortalizar na pedra a forma de Antínoo não encontrei Praxíteles.

Depois de Aristóteles e de Arquimedes, as nossas ciências não progridem; os nossos progressos técnicos não resistiriam ao desgaste de uma longa guerra; mesmo os nossos voluptuosos desgostam-se da felicidade.

O abrandamento dos costumes, o avanço das ideias no decorrer do último século é obra de uma infima minoria de bons espíritos; a massa continua ignara, feroz, quando pode, de qualquer forma egoísta e limitada, e há razões para apostar que ficará sempre assim.

Procuradores a mais, publicanos ávidos, demasiados senadores desconfiados, demasiados centuriões brutais comprometeram adiantadamente a nossa obra; e os impérios, como os homens, já não têm tempo para se instruírem à custa das suas faltas.

Onde quer que um tecelão remendar o seu pano, onde um calculador hábil corrigir os seus erros, onde o artista retocar a sua obra-prima ainda imperfeita ou apenas danificada, a natureza prefere repartir sem intermediário a argila e o caos, e esse esbanjamento é o que se chama a ordem das coisas.

 Marguerite Yourcenar
domingo, 25 de agosto de 2013 0 comentários

A RAPOSA E O LEÃO


Convém saber que existem duas maneiras de combater: pelas leis e pela força. A primeira é própria dos homens: a segunda é própria dos animais. Mas como, muitas vezes, aquela não chega, há que recorrer a esta e, por isso, o príncipe precisa saber ser animal e homem. Esta regra foi ensinada aos príncipes, em palavras veladas, pelos antigos autores que escreveram como Aquiles, e vários outros grandes senhores do tempo passado foram confiados ao centauro de Quíron, para os educar sob a sua disciplina. Ter, assim, por preceptor um ser meio animal, meio homem, só significa que um príncipe precisa  saber utilizar uma e outra natureza e que uma sem a outra não é duradoura. Já que um príncipe deve saber utilizar bem a natureza animal, convém que escolha a raposa e o leão: como o leão não sabe se defender das armadilhas e a raposa não sabe se defender dos lobos, é necessário ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para meter medo aos lobos. Os que querem fazer apenas de leão não percebem nada do assunto.

Maquiavel em ‘O Príncipe’



Links indicados: SOBRE OS POETAS E A MENTIRA

DIFICULDADE PARA A BUSCA DA VERDADE

ESPANQUEMOS OS POBRES!

ILHA DAS FLORES (curta)
segunda-feira, 15 de julho de 2013 0 comentários

ESTADO POLICIAL E FASCISMO


“Uma guerra particular” é o título da entrevista que a socióloga Vera Malaguti Batista deu à revista Carta Capital. O depoimento da secretária-geral do Instituto Carioca de Criminologia foi publicado em 08/07.

Vera alerta para a progressiva expansão do "Estado policial" na sociedade brasileira. E uma das manifestações desse fenômeno seria a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), que ela chamou de “gestão policial da vida dos pobres”.

Para Vera, a UPP “não é policiamento comunitário, é uma tomada de território por forças militarizadas. Algo muito semelhante ao que ocorre na Palestina, no Iraque, no Afeganistão”. Ela explica:

O tipo de atuação policial que se faz nas favelas ocupadas pela polícia no Rio só poderia ser feita na zona sul da cidade caso o governo decretasse “estado de sítio”. Há toques de recolher, abordagens ostensivas, invasão de domicílios sem mandado judicial, a proibição de tudo. Os moradores do morro do Cantagalo costumam reclamar que os bares de Ipanema ficam abertos a noite toda, mas as biroscas da favela têm horário para fechar. Para fazer uma festa em casa, o morador de lá tem de pedir autorização.

Mas as explosões de violência policial nos recentes protestos populares mostram que essa “guerra particular” pode se generalizar. Até pacatos moradores de bairros de classe média sentem um pouco da repressão que é cotidiana nas favelas e periferias.

É o grave risco que correm sociedades que aceitam soluções autoritárias para seus problemas sociais. Nada impede que o Estado policial ainda se volte contra quem sempre aplaudiu sua truculência. Em outros lugares e momentos, este fenômeno recebeu o nome de fascismo.

domingo, 9 de junho de 2013 0 comentários

MENORIDADE PENAL

SANÇÕES IMPOSTAS A DELINQUENTES JUVENIS MEIO SÉCULO ATRÁS NA URSS



Atualmente se discuti muto sobre baixar a maioridade penal no Brasil.Então hoje no "Sou Maluca sim!" vamos pegar um pequeno exemplo do passado de um outro País para refletirmos.
Há meio século os jovens não tinha uma cerimônia especial - eram enviados para o trabalho forçado ou prisão correcional (será que funcionaria aqui nos tempos atuais?). Todas estas fotos foram tiradas entre dezembro de 1871 e dezembro 1873.
Acompanhem:


14-anos -Henry Miller foi acusado de roubar roupas e condenado a 14 dias de trabalho duro.


 Mary Catherine Doherty foi condenada a sete dias de trabalho duro depois que ele foi acusado de roubar ferro. A mesma punição recebida pela seus cúmplices - Hinnigan Mary Ellen Woodman e Rosanna Watson.


 12-anos- Henry Leonard Stephenson foi preso sob a acusação de invasão em casas particulares. Ele foi condenado a dois meses de prisão.


Depois de roubar um colete Ann Burns, foi condenado a um mês de prisão. Ela tinha 18 anos.


 17-anos -  Katherine Kelly foi considerada culpado de roubar roupas de cama, pelo qual recebeu um pena de três meses.


19-anos- marceneiro David Barron foi preso e condenado a seis meses de prisão por roubar champanhe.




 Michael Clement Fisher como seu cúmplice, tinha 13 anos quando foi preso e condenado a dois meses de prisão invasão ilegal em casas.


Robert Charlton foi para a prisão por quatro meses por roubar um par de sapatos.



 15-anos -  Margaret Koch foi condenada por roubar um casaco. Tendo em conta que este foi seu primeiro crime, ela foi condenada a trabalhos forçados a dois meses.


 John Park foi condenado por roubar um violino. Tendo em conta que ele não havia sido preso, ele foi condenado a trabalhos forçados mês.



15-anos - Richard Rammington foi condenado por roubar um tubo fora de uma  loja e teve que trabalhar 14 dias, mas seus pais pagaram uma indenização por danos, e o garoto foi liberado.


" A maioria dessas crianças são acusadas de roubarem roupas, e suas penas foi o ardo trabalho forçado, mas quase todas estão vestidas em trapos. Em um pais que na maior parte do ano é extremamente frio.

A menoridade penal não constitui novidade, assim como não será novidade quem serão os mais afetados por ela. 

A maioridade penal ou maioridade criminal define a idade mínima a partir da qual o sistema judiciário pode processar um cidadão como adulto, não existindo à priori sobre ele quaisquer desagravos, atenuantes ou subterfúgios baseados na sua idade à época da ocorrência do fato de que é acusado. O indivíduo é, pois, reconhecido como adulto consciente das consequências individuais e coletivas dos seus atos e da responsabilidade legal embutidas nas suas ações
por favor não confundir  com responsabilidade criminal. 


Fonte: Wikipédia. 

              Mucamas do PCdoB

          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB







quarta-feira, 1 de maio de 2013 0 comentários

REFORMA PEREIRA PASSOS (curiosidade)


A Fundação Oswaldo Cruz organizou uma série de curtas-metragens animados sobre a mais importante reforma urbano-sanitária pela qual a cidade do Rio de Janeiro passou, a conhecida Reforma Pereira Passos.

1904 marca o início dessa reforma urbano-sanitária implantada pelo prefeito Pereira Passos e pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Alta insalubridade, ruas estreitas, cortiços, a condição da cidade à época era de fato deplorável. Sua elevada concentração urbana, intrinsecamente ligada à transição da mão-de-obra no país, de uma recém abolida escravatura pra o trabalho assalariado dos imigrantes europeus. Libertamos mas não inserimos, não abrigamos. E sabemos também que a Reforma é feita em um momento de intensa turbulência social, percebida principalmente na eclosão da “Revolta da Vacina” (1904), movimento popular que surge em oposição à lei da vacinação obrigatória. Barricadas, ruas em conflito, repressão: era o povo contra o Estado. Venceu aquele que outro dia havia proclamado a República em silêncio, embora dessa vez não tenha encontrado o povo bestializado.

O que poucos sabem é que essa relação não foi em sua totalidade de beligerância (violenta). Na intenção de erradicar doenças como a devastadora peste bubônica (proveniente da pulga dos ratos), o governo encontrou uma solução um tanto curiosa: pagaria 300 réis por cada ratinho capturado e entregue aos sanitaristas!

Mas, espera aí: 300 réis era muito dinheiro? De acordo com algumas fontes, o valor daria para comprar 2 kg de feijão, ou 4 kg de farinha de mandioca. Pensando em uma população cada vez mais marginalizada após a demolição dos cortiços e sem colocação social bem definida após a abolição da escravidão, ou ainda estrangeiros que vinham para o Brasil atrás de oportunidades, pode ser sim um bom dinheiro. E pensem comigo: imagina capturar 40 ratinhos? Já paga as compras de um mês!

E no Brasil essa prática foi bem sucedida? Foi sim. Conseguimos erradicar a peste, só não conseguimos erradicar a malandragem carioca: que tendo em vista a elevada concorrência nesse novo mercado de trabalho e a consequente falta de mercadoria, passam a capturar ratos da cidade vizinha Niterói, ou, os mais empreendedores, trazendo ratos estrangeiros para a cidade. É…viva nossa cidade, que sobrevive em sua malandragem até mesmo nos momentos de mais dificuldade.

Enquanto pensamos, podemos acompanhar a trajetória do pequeno Heitor, um estrangeiro nem tão malandro e nem tão hábil caçador de rato:





              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB


sexta-feira, 26 de abril de 2013 0 comentários

Atenção: cenas de VIOLÊNCIA gratuita, SANGUE, PALAVÕES...

O SANGUE DO MEU POVO JORRA PELO CHÃO DAS PERIFERIAS. 
O SUBÚRBIO É ZONA DE MEDO ONDE PREVALECE A LEI. 
A LEI DA POLÍTICA SUJA QUE EXCLUI O PRETO, O NORDESTINO E SEUS DESCENDENTES

Todos os dias diversos jovens são marcados pela morte violenta e sua escolha preferencial são os pobres.
Aliélson Nogueira, 21 anos, trabalhava em um galpão de reciclagem na comunidade Jacarezinho no Rio de Janeiro; cidade que sediará a próxima Copa do Mundo e Olimpíadas. Além de trabalhar também estudava sonhando com um futuro melhor para ele e o filho que está para chegar ao mundo.
Esse rapaz que não tinha qualquer envolvimento com o crime, sem qualquer antecedente criminal ou qualquer outra ação que venha macular sua imagem foi morto covardemente com um tiro de fuzil pelas costas enquanto comia um cachorro quente com refrigerante.. Um tiro na nuca banalizou definitivamente sua existência.

A polícia apresentou para a imprensa diversas versões para justificar o caso injustificável.
A principio os policiais envolvidos nessa ocorrência estariam perseguindo homens suspeitos de trafico quando iniciou tiroteio e uma bala perdida teria atingido Aliélson Nogueira .
Os moradores do Jacarezinho desmentem essa versão. Dizem que o jovem baleado depois de um dia de trabalho comprava um refrigerante e cachorro quente quando foi abordado de forma truculenta por policiais da UPP e consciente dos seus direitos como cidadão (lembremos que o rapaz era um estudante) teria respondido mal a um dos policiais que ao ser contrariado acabou efetuando o disparo fatal.

A covardia desse ato revoltou os moradores que apesar do medo da repressão e de posteriores represarias não contiveram a indignação e foram á rua protestar e de alguma forma tentar proteger o corpo do Aliélson Nogueira. Infelizmente no Rio de janeiro é comum policiais forjarem autos de resistência.

Como não poderia deixar de ser, para a retirada dos moradores do local cena de guerra. A tropa de choque na rua, todos policiais muito bem armados contra a população local de gente que estava até descalça. Bombas foram atiradas contra o povo, isso mesmo, as bombas de efeito moral. Bombas que reprimem os pobres, os manifestantes, mas não trazem nenhuma ética para a nossa força policial que se coloca superior a própria justiça.

Ou já nos esquecemos que a Juíza Patrícia Aciole foi morta por policiais e olha que ela não era pobre e nem morava em local de pacificação. Foi outra pessoa morta por não obedecer as leis impostas pela polícia.

Tentaram acusar o jovem morto Aliélson Nogueira de ser bandido, mas ele não tinha antecedentes criminais e diante da indignação dos moradores tornou-se complicado sustentar essa história. Em outro momento poderiam dizer que o jovem morto era bandido e que os moradores estão fazendo baderna a mando de traficantes, mas em uma comunidade pacificada fica muito ruim para a representação da polícia fazer uma afirmação dessa, ainda que para justificar uma atrocidade envolvendo os policiais que aqui representam os braços da LEI, o poder público.

Na última versão o jovem trabalhador foi morto DEPOIS de uma confusão entre moradores da comunidade e os PMs da Unidade Pacificadora. (Em outras palavras quem matou Aliélson Nogueira foram os próprios moradores)
O comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Jacarezinho, major Cláudio Haliki, afirmou nesta sexta-feira que a população da comunidade deve se acostumar com as abordagens policiais. O major reiterou, a dificuldade deste momento inicial da pacificação e disse não ter informações sobre uma suposta truculência dos PMs. O patrulhamento foi reforçado no local, afirmou o comandante, em entrevista ao RJTV.

O delegado da 25ª DP (Engenho Novo), Antenor Lopes disse: “Ouvimos dois (obs: apenas 2 moradores) moradores e sete policiais. Uma abordagem gerou essa confusão. Os policiais alegam ser vítimas de disparo e vamos investigar”, contou. Segundo ele, Alielson não tinha passagens pela polícia.

ALGUÉM TEM ALGUMA DUVIDA DO PORQUE ESSE ESTUDANTE DE 21 ANOS FOI ASSASSINADO COM UM TIRO DE FUZIL PELAS COSTAS?

O lanche comprado com o suor do ardo trabalho ficou no chão junto a poça de sangue que jorrava livremente da cabeça de um jovem estudante, mas o que se esvaia era a dignidade HUMANA.

Bem, esse assunto todo me deu fome, vou comprar um cachorro quente e assistir “Tropa de Elite 2” No vídeo tudo é mais bonitinho e despreocupante. Afinal, eu sou do Rio de Janeiro cidade MARAVILHOSA.

Fonte: Jornal O Dia
Diário Oficial



sexta-feira, 1 de outubro de 2010 0 comentários

Hoje é um bom dia para escrever um Livro!



Hoje é um bom dia para escrever um Livro!
 
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