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domingo, 30 de novembro de 2014 1 comentários

AS MENTIRAS QUE A GENTE CONTA E OUVE



Mentira é tudo igual? Não, mentira é como o vinho.
Há as suaves e as rascantes.
Há mentiras quase piedosas. Os cabelos de sua amiga, que antes eram louros, agora surgem mais negros do que as asas da graúna. Ficou horrível. Para bruxa, só falta a vassoura. Quando ela pergunta se você gostou – e oferece o endereço do salão – você diz o quê?

Sua mais nova paixão vai estar em determinado lugar. Você dá um jeito de aparecer, fingindo coincidência. Mentira desse tipo pode? Veja bem: mal não fez…
Algumas mentiras funcionam quase como um silicone entre você e o outro. Uma camada protetora no contato. Evita maiores atritos e possíveis queimaduras doloridas. Nesse caso, mentiras silicone são pecado?

Chove muito. Você está de pijama, em casa, vendo O filme. Aquele que você esperou meses para ver na televisão. Pipoca, refri, cobertor. Nada faria você largar o feliz aconchego do seu lar.
Mas… o celular toca. Seu amigo – que briga dia sim, dia não com a namorada – quer desabafar. Hoje é o dia sim. Justo hoje.
Seu filme rolando, amigo falando. Você repete pela milésima vez os mesmos conselhos de sempre.

Não há novidade no caso, é crônico.
E seu filme no ápice. Vão matar o mocinho, o que você faz? Mente para o amigo, que no dia seguinte estará certamente de novo feliz ao lado da mesma namorada? Prioriza o filme, afinal, o mocinho está lá sofrendo tanto, também merece sua atenção. Mentir para o amigo pode? É pecado? Escolha sua opção.

Se falar a verdade, vamos combinar, vai melar a situação. Não se dispor a escutar um amigo na hora do sofrimento? Que feio! Que amigo é você? Uma mentira silicone pode ser salvadora em horas de agonia.

E omissão? Vale como mentira também? Já encontrei mais pessoas do que gostaria em condições bem embaraçosas. É constrangedor! Eu finjo que nada vi, olho para o outro lado, saio de fininho. Nunca toco no assunto com nenhuma das partes interessadas. Sou falsa, eu? Nem vi nada.
O que fazer com a mentira?  Questiona, imprensa, vai a fundo e tira a limpo? Ou faz cara de paisagem, deixa passar com um ar de quem nem percebeu, dá um sorrisinho, finge que acreditou, engole esse sapo e deixa seguir o barco?

Muitas mentiras ferem não por serem mentiras em si. Mas pelo que trazem de significação quando são decifradas.
O sujeito aparece online na rede social. Você, apaixonada, chega a ter palpitação. Dedos aflitos para dizer oi. Mas, para você, ele só envia mensagem três horas depois. Ou seja, quando todo mundo já foi dormir e você foi a única que sobrou. Dói? Muito. Você digita pedindo explicação? Ele pode alegar sinal ruim, fora da área de cobertura, qualquer coisa do tipo.

O importante não é o que ele justifica. O que dói é perceber que, em termos de lista de prioridade, o seu nome não vem entre os 100 primeiros. Vale aceitar a mentira e continuar investindo?
Vale o que você resolver. Em termos de amores, vale o que cada um consegue resolver e bancar.
No geral, enfrentamentos são gastos desnecessários de energia. Dizer para um mentiroso que é mentira o que ele diz é enxugar gelo. Se ele sabe que mentiu e você sabe que é mentira, esse assunto já não está resolvido?

Meias verdades também valem como mentira? Claro que não estamos falando de situações graves de dolo, de pessoas sendo prejudicadas, tripudiadas ou humilhadas. Numa comparação grosseira, não estamos pensando em casos de casos de grandes cortes, sangue, sutura. Mas, de arranhões onde um simples band aid resolve.

Só tome cuidado com uma coisa: não trate como pão fresquinho quem te trata como migalha dormida, raspas e restos. Porque, às vezes, no vazio da carência, as pessoas se encolhem, fazem uma promoção afetiva, tipo saldão de balanço, para não ficar sozinhas. E o risco é acabarem achando que só valem aquilo mesmo, que não merecem ou não conseguem nada melhor. Um grande perigo. As pessoas acabam valendo o preço que acham que tem.

Mônica El Bayeh


terça-feira, 3 de setembro de 2013 0 comentários

OS TRÊS RATOS SONHO


Diversos sonhos, diversos alertas e eu sobrevivendo tentando fingir que o mundo é azul. 

Em um dos últimos sonhos eu estava caminhado com minha mãe na rua, ela esta me levando para algum lugar. Chegamos diante de um paredão branco e ela apontado dizia: olha Jaqueline.

Eu só via parede e mais uma vez ela apontou. 
Olhei para o chão e vi três ratazanas emboladas uma nas outras. Elas pareciam querer se esconder da luz. 

- está vendo minha filha? são três ratazanas. 

Pois bem, por coincidência ou não estou tendo problemas com três familiares para fazer valer os meus direitos de herdeira. Entre eles a minha avó que eu pensei que nem fosse interferir nisso, mas...

Meu irmão e o ultimo ex marido da minha mãe se intitularam donos de todos os pertences da minha mãe. Colocaram uma das casas do terreno( a mais cara) para vender sem me comunicar ou tentar qualquer acordo enquanto afirmam que as outras casa minha mãe passou em vida para terceiros e por isso eu não tenho direito a nada, mas sem apresentarem qualquer documentação.

Pertences como móveis, aparelhos eletrônicos, roupas eles alegam ter dado tudo para a caridade. 
E foi para a caridade mesmo... televisão na sala de um, geladeira na cozinha de outro e por ai vai. 
Conta bancária tudo mexido

sem me comunicar e para eles está tudo bem. 

Misteriosamente meu irmão passou a ser um homem bem sucedido. Com apartamento próprio, terreno em Angra dos Reis, carro novo tração 4x4 e por ai vai...







NOS SONHOS MINHA MÃE ME APONTA RATOS ENQUANTO AQUI MINHA FAMÍLIA ME COLOCA EM RATOEIRA.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013 1 comentários

184 DIAS NÃO SOU ESCRITORA



Não sou escritora. Não sei jogar com as palavras, muito menos uso palavras difíceis que levam as pessoas a procurarem o seu significado. Não faço rimas, cometo erros de português e concordância, uso abreviações, e coloco vírgulas onde não precisa. Não procuro me inspirar pra escrever e pra quem não sabe, todos os dias eu escrevo pouco antes antes de postar. Admiro os grandes construtores de versos e frases bonitas que eu tive o prazer de conhecer desde que comecei a contar os meus dias sem ele.

Deixo o meu sentimento guiar os meus dedos pelas teclas do meu computador. Um desabafo, só. Sem grandes obras de arte. Um alívio que eu procuro. Calmaria pro coração. Companhia na solidão. Uma busca inconsciente de entender o que acontece comigo, de conhecer aquela que sorri, chora, ama e sente saudades todos os dias.

Eu que escrevo o que sinto, sinto o que escrevo e não sou escritora. Não por falta de um dom, ou talento. Mas talvez por muitas vezes perceber que eu não escrevo pra ninguém além de mim mesma. Eu registro pensamentos e sentimentos meus. Para que eles não se percam nesta grande complexidade que sou. Eu que já fui tantas e das tantas hoje me lembro tão pouco. Eu que já tive tantos e desses tantos lembro quase nada.

Esta que em metamorfose me tornei, me lembro tanto. Percebo finalmente que não quero ser outra além desta e que não quero mais tantos esquecíveis porque finalmente eu encontrei aquele que não se esquece. E escrevo, para que nada seja esquecido, mesmo que se vá. Escrevo um diário de bordo, não um romance, nem uma poesia.

Os dias sem ele. Só um registro de uma não escritora.




              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 0 comentários

VELHO DIÁRIO


Na infância cataloguei minha vida em pequenos diários, na adolescência em agendas anuais, e por fim cheguei aos blogs. Adorei essa interação por meios eletrônicos porque possibilitou que pessoas as quais eu nunca tinha visto antes passassem a se comunicar comigo e trocar experiências. Desse modo, escrever me servia como válvula de escape. Ler e reler tudo o que escrevia ajudava a compreender, ou ao menos aceitar, o complexo mundo a minha volta.

Sei que a liberdade de escrever tudo como eu bem quisesse ou estendesse nunca foi real, mas sinto falta de poder escrever sem ressalvas. Escrever para desabafar, fazer confissões como quem fala a um velho amigo. Sem ter a impressão permanente de está sendo vigiada e analisada o tempo todo.
Mas agora nenhum lugar é seguro, Nem caderno, nem Email, nenhuma                                           rede social.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 0 comentários

ALBERTO GOLDIN - 18/12/2007


“Tenho 35 anos, sou casada há oito e tenho um filha de 4. Há três anos, apaixonei-me por Roberto, um colega de trabalho. Tivemos um breve relacionamento, mas nos afastamos. Não queria me separar com um filha pequena. Há poucos meses, este sentimento voltou, e estamos muito envolvidos. Tenho medo da separação, mas não sou feliz nos casamento. Meu marido não me escuta, não brigamos, ele evita conflitos. O problema sou eu: não sou feliz, quero um companheiro, receber um abraço quando chego em casa, ouvir eu te amo, ter vontade de fazer sexo, coisa que vai de mal a pior. Em Roberto encontrei amor, erotismo  diálogos intermináveis, compreensão e vontade de ter uma vida comum. Ele é casado, também não é feliz, e em pouco tempo, será livre. Moro num bairro nobre e separada não terei o mesmo padrão. Mas não aguento mais ser infeliz. Corremos contra o tempo, a vida passa rápido. Me sinto uma panela prestes a explodir!
Pâmela

SOB NOVA DIREÇÃO
Era m bom filme, contava uma história verossímil, com excelente fotografia e músicas que acentuavam as emoções. A tristeza em tom escuro dramático, e a alegria clara, luminosa, quase eufórica.
A carta de Pâmela também é um bom filme, ou melhor, são dois, com argumentos diferentes: quando se refere a Roberto, seu amante, os refletores se acendem, a música toca alegre e juvenil, como nas belas historias de amor. Já quando o personagem é seu marido, ocorre o oposto, são planos escuros, acordes graves e opacos, um relato em preto e branco, Até aqui é compreensível. A mulher que ama projeta filmes otimistas e , quando deixa de amar, acentua o desgaste de m relação que a prende com pesadas correntes de silêncio e escuridão. O s dois filmes se alternam em sessão continua, porem, não refletem o passado nem descrevem o presente. Invente o futuro que, como todo futuro, é apenas uma hipótese sujeita a confirmação. Pâmela está em conflito, Deve-se se separar na esperança de uma nova vida, ou permanecer vegetando num casamento sem amor? A resposta é tão óbvia que desconfiamos. Se fosse simples e claro, não haveria conflito, nem carta para o jornal.
De nossa parte, sabemos que não devemos intervir na sua decisão. Cabe a ela fazer isso e assumir as conseqüências, felizes ou não.
Ainda assim, nos sentimos autorizados a fazer alguns comentários. São dois filmes, dois caminhos, duas historias simultânea e com sentidos opostos. Um casamento silencioso e desvitalizado e ma relação onde não faltam palavras, atenções, sexo e sentimento. Será que antes do encontro com Roberto o mesmo casamento era mais tolerável, ou foi a paixão clandestina que dividiu as emoções, idealizando um e esvaziando o outro?
De fato, são historias complementares, alimentadas pela mesma fonte, e é por isso que cada virtude do amante corresponde um defeito do marido, porque, como é sabido, todas paixão exagera virtudes e acentua defeitos.
Pâmela tem pressa em resolve seu conflito, mas acreditamos que por enquanto precisa esperar um tempo até qe os dois filmes sejam condensados num só. Além disso, se Roberto permanece na sua casa e no seu casamento porque Pâmela deveria sair imediatamente? A hora de fazer isso será quando conseguir perceber os defeitos de Roberto e as virtudes do seu marido.. Nessa hora, estará mais madura e seu novo (e único) filme será um documentário, nau um romance , nem uma comedia, e , muito menos , uma tragédia.
Admito que é difícil esperar, porém, posso lhe garantir que a urgência nunca é prudente e se alimenta de dúvidas e medos de errar. As melhores decisões são as mais realistas, as que aceleram o processo de descoberta: como será o amaaaaantes perfeito quando virar marido? Quando O motel se transforma em residência própria? E, o mais importante, como será a Pâmela sob nova direção? Estas são as verdadeiras incógnitas que tomarão o lugar das certeza atuais. Os bons amores sobrevivem a alguns meses de espera. Quando não sobrevivem é porque, infelizmente, não são tão bons amores.

(O Globo)

terça-feira, 6 de setembro de 2011 0 comentários

LIMPANDO A LAMA



Venho guardando por muitos anos coisas em meu peito que me  dilaceram a alma. venho sufocando
monstros que atormentam meu sono e vida. Agora , enfim, terei a oportunidade de polos para fora, vomitar todo esse veneno. 

As coisas que aqui irei descrever não são legais, não são sexes, porém reais. 
Pequenas partes do que sobrevivi quando muitos por bem menos teriam fraquejado. Acontecimentos que me trouxeram muitas tristezas e desencantos, porém os momentos atrozes  fizeram de mim quem sou. Para não ficar tão pesado, também tem coisas boas, mas lembrem, estou salientando as ruins por desabafo. quem sabe fazendo releituras de mim mesma um dia eu acabe entendendo esse samba de criolo doido que é a VIDA. 
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 0 comentários

Fique em paz



Quando eu lembrar de você. Vou lembrar do tempo que tomávamos banho de piscina juntos. Vou lembrar de você subindo na árvore para amarrar a corda do balanço.
Da gente correndo atrás de manga. Dos super saltos que você dava na cachoeira.
Dos passeios de carroça. Do dia que o cavalo empinou e nos quase caímos.
Dos abraços, dos carinhos. Da coca-cola com pipoca doce. De roubar doce da barraca da tia Leda. Das festinha de rua. Do baile de carnaval que você pagou para que eu podesse entrar, mesmo você ficando do lado de fora. Das conversas até a madrugada.
De me levar ao ponto de ônibus...
Quero lembrar de você do tempo em que eramos crianças e que todos os problemas podiam ser resolvidos. Quero lembra apenas disso e nada mais.

Boa viagem e até...

Obrigada pela pichação. Dei uma bronca em você mas a verdade é que gostei.
Te amo!


              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
 
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