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segunda-feira, 3 de setembro de 2012 0 comentários

Aniversário da Casa da América Latina


A Casa da América Latina, na comemoração do seu 5º aniversário, concede a Medalha Abreu e Lima a cinco internacionalistas, que contribuem ou que tenham contribuído para a solidariedade, a integração soberana e progressista dos povos, nações e países latino-americanos.

Para o ano de 2012, foram eleitos: Eduardo Galiano, Grupo Tortura Nunca Mais, Luís Carlos Prestes (in memoriam), Maurício Azedo e Osny Duarte Pereira (in memoriam).

A solenidade será na terça-feira, dia 4 de setembro, às 17:30, na sede da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj), localizada na Rua do Russel, nº 1, bairro da Glória, no Rio de Janeiro.


"PROGRAMAÇÃO - Aniversário da Casa da América Latina"

A Casa da América Latina convida para as comemorações de seu 5º Aniversário

Data - 04 de setembro de 2012 (terça-feira),
Local - SEAERJ ( Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro)
Rua do Russel, nº 1, bairro da Glória, no Rio de Janeiro.


Programação

17:30 - Lançamento do livro “ Movimentos Sociais, TrabalhoAssociado e Educação para além do
capital”, do professor Felipe Addor.

18:00 - Solenidade de entrega da Medalha Abreu e Lima a:
Eduardo Galeano, Grupo Tortura Nuca Mais, Luiz Carlos Prestes (in meoriam), Maurício Azêdo, Osny Duarte Pereira (in memoriam) - enviamos o perfil dos homenageados em anexo.
Entrada Franca


19:00 - Festa e Alegria: música ao vivo, dança, jantar, mojitos.
Convite : R$ 50,00




http://www.casadaamericalatina.org.br/
terça-feira, 13 de março de 2012 0 comentários

Última carta de Olga Benário




Última carta de Olga Benário, escrita às vésperas de sua execução na câmara de gás, na Alemanha de Hitler, para Anita e Carlos Prestes.

“Queridos: Amanhã vou precisar de toda a minha força e de toda a minha vontade. Por isso, não posso pensar nas coisas que me torturam o coração, que são mais caras que a minha própria vida. E por isso me despeço de vocês agora. É totalmente impossível para mim imaginar, filha querida, que não voltarei a ver-te, que nunca mais voltarei a estreitar-te em meus braços ansiosos. Quisera poder pentear-te, fazer-te as tranças - ah, não, elas foram cortadas. Mas te fica melhor o cabelo solto, um pouco desalinhado. Antes de tudo, vou fazer-te forte. Deves andar de sandálias ou descalça, correr ao ar livre comigo. 

Sua avó, em princípio, não estará muito de acordo com isso, mas logo nos entenderemos muito bem. Deves respeitá-la e querê-la por toda a tua vida, como o teu pai e eu fazemos. Todas as manhãs faremos ginástica... Vês? Já volto a sonhar, como tantas noites, e esqueço que esta é a minha despedida. E agora, quando penso nisto de novo, a idéia de que nunca mais poderei estreitar teu corpinho cálido é para mim como a morte. Carlos, querido, amado meu: terei que renunciar para sempre a tudo de bom que me destes? Conformar-me-ia, mesmo se não pudesse ter-te muito próximo, que teus olhos mais uma vez me olhassem. 

E queria ver teu sorriso. Quero-os a ambos, tanto, tanto. E estou tão agradecida à vida, por ela haver me dado a ambos. Mas o que eu gostaria era de poder viver um dia feliz, os três juntos, como milhares de vezes imaginei. Será possível que nunca verei o quanto orgulhoso e feliz te sentes por nossa filha? Querida Anita, Meu querido marido, meu garoto: choro debaixo das mantas para que ninguém me ouça pois parece que hoje as forças não conseguem alcançar-me para suportar algo tão terrível. É precisamente por isso que me esforço para despedir-me de vocês agora, para não ter que fazê-lo nas últimas e difíceis horas. 

Depois desta noite, quero viver para este futuro tão breve que me resta. De ti aprendi, querido, o quanto significa a força de vontade, especialmente se emana de fontes como as nossas. Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue. Mas, no entanto, podem ainda acontecer tantas coisas... 

Até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver. Agora vou dormir para ser mais forte amanhã. Beijos pela última vez. Olga”
 
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