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domingo, 26 de março de 2017 0 comentários

VIAJAR TORNA VOCÊ MAIS INTELIGENTE E SAUDÁVEL



 ESTUDOS REVELAM: Viajar pode melhorar sua saúde como um todo e aumentar sua inteligência.


Poucos percebem, mas a verdade é que umas boas férias podem te fazer trabalhar muito melhor. Com elas, você ganha disposição mental e física, além de impulsionar seu lado criativo, resolvendo mais problemas no dia a dia.

Entenda, a partir de agora, como uma viagem pode melhorar a saúde do seu cérebro, do seu coração e até dos seus músculos.


Viajar pode destravar sua criatividade


Você já percebeu que a criatividade nasce das novas experiências?

Quando a parte mais empolgante do seu dia é ficar sentado em frente ao computador ou tomar um café enquanto fala de trabalho, você está impedindo sua mente de buscar inspiração.

O professor e autor Adam Galinsky diz que:
Experiências em países estrangeiros aumentam a flexibilidade cognitiva, a profundidade e a integração dos pensamentos.

E destaca:
Isso melhora nossa capacidade de fazer novas conexões entre assuntos diferentes.

Isto significa basicamente que novos sons, cheiros e paisagens ativam sinapses criativas no cérebro.

E como você pode despertar tudo isso? Simples: viajando.

Muitas pessoas criativas, como os escritores Ernest Hemingway e Mark Twain, utilizaram suas experiências internacionais para aprimorar o seu trabalho.

Os romances de Hemingway são fortemente inspirados pelo tempo que ele passou na França e na Espanha, por exemplo. Sua exposição a novas e diferentes culturas permitiu que ele escrevesse alguns dos seus melhores trabalhos.

Se não é possível sair para outro país, não tem problema, tente ao menos sair para outro estado ou para uma cidade que possua uma cultura um pouco diferente da sua. Isso ajudará abrir sua mente, pois saindo você poderá experimentar outros tipos de comidas, visitar monumentos históricos, fazer amizade com os moradores locais ou mesmo caminhar por outras ruas.

Enfim, conviver um pouco em um ambiente diferente por alguns dias pode inspirar fortemente suas habilidades criativas. E você não só terá mais criatividade, mas também será mais saudável e mais feliz.


Viajar impulsiona sua capacidade cerebral


Saiba que entre os benefícios da viagem, como mencionamos acima, está uma boa saúde mental. Uma pesquisa realizada pela Associação de Viagem dos EUA mostrou que as viagens, especialmente para os aposentados, evitam a demência e o mal de Alzheimer.

A pesquisa também revelou que 86% das pessoas que viajam estão satisfeitas com a sua vida, em comparação com 75% das pessoas que não viajam.


Viajar torna seu coração mais forte


E os benefícios não param, saiba que viajar, além de enriquecer sua capacidade cerebral, também reforça a sua saúde cardíaca.

De acordo com a associação Framingham Heart Study, as pessoas que não tiram férias durante vários anos são mais propensas a sofrer ataques cardíacos do que aquelas que viajam anualmente.

Isso acontece porque pessoas que viajam anualmente diminuem o estresse e ansiedade, reduzindo por consequência, a pressão cardíaca. Os viajantes também informaram que os sentimentos de relaxamento e felicidade continuaram por diversas semanas, mesmo depois de voltar das férias.


Viajar também mantem você em forma


Neste ponto, com tantos benefícios, você já está quase achando que viajar faz milagres, não é? Pois é, mas saiba que sim, a viagem pode te ajudar a emagrecer.

O motivo é que quando você está de férias, seu corpo tende a ficar mais ativo: você explora novos lugares, passeia pelas lojas da cidade, faz trilhas e caminhadas, nada no mar ou piscina e por aí vai.

E mesmo que, porventura, você fique sentado por algumas horas fazendo um tour em um ônibus, ainda assim você ainda estará se movimentando mais do que se estivesse preso no escritório ou assistindo TV em casa.

Em suma, viajar irá te fazer feliz, até mesmo antes da viagem acontecer


De acordo com um estudo da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, as pessoas que sabem que vão sair de férias se sentem mais felizes do que as pessoas que estão indo comprar algum bem material.

Outra pesquisa feita na Universidade de Surrey também revelou que as pessoas são mais felizes quando sabem que têm uma viagem chegando. Ou seja, apenas o ato de planejar uma viagem de férias já melhora significativamente o seu humor e bem-estar.

Imagine você tirando férias, pense em como é divertido fazer o roteiro, arrumar a mala, contar para os seus amigos e família sobre a viagem. Todas essas coisas impactam positivamente o seu estado de espírito.

Então, aproveite. Deixe para comprar um novo celular em outro momento e planeje sua próxima folga, compre a passagem para o destino que você quer conhecer e deixe sua mente e seu corpo aproveitaram todas as vantagens que uma viagem traz. Se estiver com bastante tempo e saúde, nem compre a passagem, vá em seu carro ou moto, curta também o trajeto.

Artigo traduzido e adaptado, do original “Studies Show How Travel Can Make You Smarter And Healthier” publicado no site americano, Life Hack.
terça-feira, 18 de novembro de 2014 0 comentários

ABUSO PSICOLÓGICO PODE CAUSAR TRAUMAS MAIS PROFUNDOS QUE AGRESSÃO FÍSICA OU SEXUAL




              Essa forma de violência está relacionada a maior propensão
                            à depressão, ansiedade e uso de substâncias


Violência psicológica contra crianças e adolescentes pode provocar danos mais graves do que a agressão física ou o abuso sexual, segundo estudo publicado na Psychological Trauma: Theory, Research, Practice, and Policy.

O psicólogo clínico Joseph Spinazzola e sua equipe do Centro de Trauma do Instituto de Recursos da Justiça, em Massachusetts, utilizaram informações da Rede Nacional de Traumas e Estresse Infantil (NCTSN, na sigla em inglês) para analisar dados de 5.616 crianças e adolescentes com histórico de abuso psicológico, físico e sexual.

Aproximadamente 62% tinham histórico de maus-tratos psicológicos; cerca de um quarto deles, 24%, sofreram exclusivamente esse tipo de violência, que abarca, de acordo com os pesquisadores, assédio moral por parte do cuidador, imposição de medo extremo, controle coercitivo, insultos graves, humilhações, ameaças, exigência extrema, rejeição e isolamento.

Os pesquisadores constataram que aqueles que passaram por esse tipo de experiência tendiam a sofrer de ansiedade, depressão, baixa autoestima, sintomas de estresse pós-traumático e a apresentar risco de suicídio em maior nível do que os que sofreram violência física ou sexual. Entre os três tipos de agressão, a psicológica foi a mais fortemente associada com transtorno depressivo, distúrbio de ansiedade social e generalizada, dificuldade de formar vínculos afetivos e abuso de substâncias.


Esse tipo de violência provoca danos emocionais tão graves quanto a agressão física e sexual juntas, alertam os pesquisadores. “Profissionais dos serviços de proteção podem levar mais tempo para reconhecer a negligência emocional porque ela não deixa marcas visíveis, além de não ser considerada socialmente tão grave”, aponta Spinazzola. “Precisamos de iniciativas de sensibilização para ajudar o público a entender os prejuízos psicológicos severos provocados por esse tipo de abuso.”
sábado, 1 de fevereiro de 2014 1 comentários

PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS E DEPRESSÃO


Como mudar crenças e ideias que produzem sofrimento


Ruminar é a coisa certa a fazer, desde que você tenha quatro patas, coma capim e disponha de um sistema digestivo complexo. Bois, cabras, camelos e outros herbívoros são bons nisso. O alimento vai, devagar, da boca ao estômago. Depois, volta do estômago à boca. E, de novo, segue da boca ao estômago. Tudo em nome do bom aproveitamento dos nutrientes. Humanos não processam alimentos desse jeito, mas podem ser paquidérmicos ruminantes mentais.
Sabe quando os problemas não saem da cabeça? Vão e voltam? O perrengue aconteceu lá no passado, mas ainda mina as relações do presente? Os ressentimentos encorpam como bola de neve? Ruminantes raramente viram a página ou passam a borracha. O estrago pode ser grande.

“A ruminação é um dos fatores que contribuem para a depressão”, diz o psicólogo Robert L. Leahy, do Weill Cornell Medical College, em Nova York. Há poucas semanas ele fez uma apresentação por videoconferência durante o congresso da Associação Brasileira de Psiquiatria, realizado em Curitiba.

Eu estava lá e hoje aproveito para compartilhar um pouco das observações dele. Leahy falou sobre o uso da terapia cognitivo-comportamental no tratamento da depressão.
Essa forma de psicoterapia foi desenvolvida nos anos 60 pelo psiquiatra Aaron T. Beck, quando era professor da Universidade da Pensilvânia. O objetivo é a modificação de pensamentos e comportamentos inadequados ou inúteis.

É uma terapia de curta duração, bem estruturada, voltada para o presente e, em geral, mais barata que outras formas de atendimento psicológico. É um dos raros tipos de terapia que os planos de saúde aceitam pagar.

Até hoje, mais de 500 estudos científicos demonstraram os benefícios da terapia cognitivo-comportamental no tratamento de transtornos psiquiátricos, problemas psicológicos (questões familiares e conjugais, luto complicado, angústia, raiva, hostilidade etc) e outros problemas médicos com componentes psicológicos.

A terapia pode ser útil no tratamento de transtornos psiquiátricos como depressão, ansiedade, transtorno do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno bipolar, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, esquizofrenia e muitos outros.

Essa modalidade de terapia também tem ajudado no tratamento de enxaqueca, dores, obesidade, insônia, hipertensão, disfunção erétil etc. Mais informações sobre resultados de estudos podem ser encontradas no site do BecK Institute e da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas.

Qual é a teoria por trás da terapia cognitivo-comportamental? Ela é baseada na ideia de que nossa percepção sobre as situações influencia a forma como nos sentimos.

Quando uma pessoa está em sofrimento emocional, é comum que tenha uma percepção distorcida dos fatos. O objetivo do terapeuta é ajudar o paciente a avaliar se seus pensamentos são, de fato, realistas. O segundo passo é aprender a mudá-los.

Ao pensar de forma mais realista, é provável que a pessoa se sinta melhor. “A terapia cognitiva ensina as técnicas para que o paciente seja seu próprio terapeuta”, diz Leahy.

Ainda nos anos 60, quando Beck desenvolvia a técnica, ele observou que os pacientes deprimidos tinham ondas de pensamentos negativos que pareciam surgir espontaneamente. É o que os terapeutas chamam de “pensamentos automáticos”.

Esses pensamentos azedam o bolo de qualquer mastigação mental. Distorcem a realidade e angustiam. Ruminar é ter pensamentos negativos e repetitivos sobre o presente ou o passado.

“Por baixo dos pensamentos automáticos, há sempre suposições inadequadas”, diz Leahy. Coisas do tipo: “Nunca vou conseguir ser feliz fazendo as coisas por conta própria”. Com a ajuda da terapia, o paciente pode perceber que essa é uma generalização que não corresponde à realidade.

Qual é a raiz desse estado mental que causa tanto sofrimento? No começo da infância, as crianças desenvolvem determinadas ideias sobre si mesmas, sobre as outras pessoas e sobre o mundo.

Uma boa definição sobre isso aparece no livro Terapia Cognitivo-Comportamental: Teoria e Prática, da psicóloga Judith S. Beck, filha do criador da técnica. A segunda edição desse clássico da área é um lançamento da Editora Artmed.

“As suas crenças mais centrais, ou crenças nucleares, são compreensões duradouras tão fundamentais e profundas que frequentemente não são articuladas nem para si mesmo”, escreve Judith. “A pessoa considera essas ideias como verdades absolutas – é como as coisas “são”.

Imagine uma pessoa que tem a crença nuclear de que é incompetente. Ela interpreta as situações por meio das lentes da sua crença, mesmo que a interpretação racional seja evidentemente inválida. A pessoa tende a selecionar as informações que confirmam sua crença nuclear. As informações contrárias são simplesmente desconsideradas ou desvalorizadas.

No livro, Judith representa esse modelo de processamento da informação num diagrama. Quando a pessoa se acha incompetente, todos os dados negativos são processados imediatamente. Eles fortalecem a crença nuclear. Algo assim:

“Não consigo aprender a mexer nesse novo programa de computador.”
“Não consigo um empréstimo no banco.”

Os dados positivos apresentados pela realidade são transformados em dados negativos:

“O chefe me elogiou, mas eu não merecia.”
“Escolhi o plano de saúde, mas levei muito tempo.”

Às vezes, os dados positivos nem são percebidos. Quem se acha incompetente nem se dá conta de que faz muitas coisas bem feitas. Por exemplo: pagar as contas dentro do prazo, consertar um problema no encanamento etc.

O desafio do paciente é analisar a validade dessas crenças nucleares e mudar os pensamentos automáticos. Aceitar que errar é humano e assumir seus erros é um bom começo.

“Todas as pessoas inteligentes que conheço já tomaram decisões erradas”, diz Leahy, autor de dezenas de livros, entre eles A regulação emocional em psicoterapia.

Ninguém gosta de errar, mas é preciso perder o medo de lidar com ele. Quatro frases de Leahy que vale a pena ter em mente:
1) Todo mundo erra.
2) Erros são informação. São parte do progresso.
3) Um erro não é o fim do mundo.
4) Não tenha orgulho de ser perfeccionista.

A terapia cognitiva-comportamental não é uma panaceia. Em alguns pacientes, o efeito pode ser passageiro. Outros se beneficiariam mais se tivessem acesso a outras formas de terapia – de longo prazo e grande investimento (financeiro e emocional).

Em muitas situações, a terapia não substitui os remédios. Pacientes com depressão grave e outros transtornos psiquiátricos raramente podem ser tratados adequadamente sem medicamentos.

Em saúde mental, radicalismos podem ser bons para um ou outro grupo, mas péssimos para os pacientes. Ao final da apresentação, Leahy deixou um recado atualíssimo.

“Os pacientes nos procuram porque querem se sentir melhor. Não vêm por causa da religião da terapia cognitiva ou de qualquer outra”, disse. “Não há um tratamento que funcione para todos o tempo todo.”

Ninguém merece sofrer sozinho. O passo transformador é assumir que precisa de ajuda. Como Leahy, não acredito em cura. Acredito em ajuda. Ele não acredita em cura da condição humana. Nem eu.

CRISTIANE SEGATTO
 
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