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segunda-feira, 27 de março de 2017 1 comentários

A CAMINHO DO BREJO




Um país não vai para o brejo de um momento para o outro — como se viesse andando na estradinha, qual vaca, cruzasse uma cancela e, de repente, saísse do barro firme e embrenhasse pela lama. Um país vai para o brejo aos poucos, construindo a sua desgraça ponto por ponto, um tanto de corrupção aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de mãos dadas. Há sinais constantes de perigo, há abundantes evidências de crime por toda a parte, mas a sociedade dá de ombros, vencida pela inércia e pela audácia dos canalhas.

Aquelas alegres viagens do então governador Sérgio Cabral, por exemplo, aquele constante ir e vir de helicópteros. Aquela paixão do Lula pelos jatinhos. Aquelas comitivas imensas da Dilma, hospedando-se em hotéis de luxo. Aquele aeroporto do Aécio, tão bem localizado. Aqueles jantares do Cunha. Aqueles planos de saúde, aqueles auxílios moradia, aqueles carros oficiais. Aquelas frotas sempre renovadas, sem que se saiba direito o que acontece com as antigas. Aqueles votos secretos. Aquelas verbas para “exercício do mandato”. Aquelas obras que não acabam nunca. Aqueles estádios da Copa. Aqueles superfaturamentos.

Aquelas residências oficiais. Aquelas ajudas de custo. Aquelas aposentadorias. Aquelas vigas da perimetral. Aquelas diretorias da Petrobras.

A lista não acaba.

Um país vai para o brejo quando políticos lutam por cargos em secretarias e ministérios não porque tenham qualquer relação com a área, mas porque secretarias e ministérios têm verbas — e isso é noticiado como fato corriqueiro da vida pública.

Um país vai para o brejo quando representantes do povo deixam de ser povo assim que são eleitos, quando se criam castas intocáveis no serviço público, quando esses brâmanes acreditam que não precisam prestar contas a ninguém — e isso é aceito como normal por todo mundo.

Um país vai para o brejo quando as suas escolas e os seus hospitais públicos são igualmente ruins, e quando os seus cidadãos perdem a segurança para andar nas ruas, seja por medo de bandido, seja por medo de polícia.
Um país vai para o brejo quando não protege os seus cidadãos, não paga aos seus servidores, esfola quem tem contracheque e dá isenção fiscal a quem não precisa.

Um país vai para o brejo quando os seus poderosos têm direito a foro privilegiado.

Um país vai para o brejo quando se divide, e quando os seus habitantes passam a se odiar uns aos outros; um país vai para o brejo quando despenca nos índices de educação, mas a sua população nem repara porque está muito ocupada se ofendendo mutuamente nas redes sociais. 

Córa Rónai
sábado, 11 de março de 2017 0 comentários

AS RELAÇÕES MUDAM SEMPRE



“Que dura profissão fui escolher! Viajando todo santo dia. É muito pior do que quando se está no escritório, pois, quando viajo, não posso descuidar dos horários dos trens, as refeições são ruins, feitas fora de hora; os relacionamentos mudam sempre, nunca são os mesmos, nunca possibilitam uma autêntica amizade” (KAFKA, 2001, p. 12).

domingo, 11 de dezembro de 2016 0 comentários

SOMOS TODOS HOMO, MAS NEM TODOS SAPIENS



Da onde viemos? Por que evoluímos desta forma? 

Por que somos a única espécie humana que sobrou?

Que outros caminhos poderíamos ter tido na evolução? Quando se trata da história da humanidade, as perguntas são muito mais abundantes do que as respostas. É por isso que só podemos reunir 10 mistérios sobre os primeiros humanos (que mal servem para juntar pedaços do passado).

1) Porque evoluímos com cérebros maiores?
Não há dúvida de que os nossos grandes cérebros são uma vantagem extraordinária no mundo animal. Ainda assim, o cérebro humano é um órgão incrivelmente caro ao corpo, ocupando apenas cerca de 2% da massa, mas usando mais de um quinto da energia. Até cerca de 2 milhões de anos atrás, nenhum de nossos ancestrais tinha um cérebro maior do que um macaco quando comparado ao tamanho do corpo. O que nos fez aumentar esse tamanho? Uma possibilidade é que o aumento ajudou a população a fazer melhores ferramentas. Outro é que os cérebros maiores nos ajudaram a interagir melhor uns com os outros. Talvez as mudanças radicais no ambiente também exigiram que nossos antepassados lidassem com um mundo em transformação.
2) Porque andamos sobre duas pernas?
Nossos ancestrais evoluíram para uma postura ereta antes mesmo de ferramentas de pedra aparecerem. A pergunta, então: por que andar sobre duas pernas? A ideia é de que andar como bípede ajuda a gastar menos energia do que se movimentar em quatro membros. Libertar os braços também poderia ter possibilitado que nossos antepassados transportassem mais alimentos. Ficar em pé pode até ter ajudado os primeiros humanos a controlarem melhor a temperatura, reduzindo a quantidade de pele diretamente exposta ao sol.
3) Cadê todo aquele pêlo?
Os seres humanos parecem bastante pelados em comparação aos seus primos macacos. Como isso aconteceu? Uma sugestão é que os nossos antepassados perderam os pêlos para se esfriar quando se aventuram através das savanas da África. Outra é que perdê-los ajudou os homens a se livrar de parasitas e doenças que podiam se espalhar. Uma ideia pouco ortodoxa até sugere que a nudez humana se desenvolveu após nossos antepassados se adaptarem brevemente a uma vida na água, embora a maioria dos mamíferos aquáticos do tamanho aproximadamente humano possua pelagem densa.

4) Porque as outras espécies de humanos se extinguiram?
Cerca de 24 mil anos atrás, nossa espécie, Homo sapiens, não estava sozinha no mundo: nossos parentes mais próximos, o homem de Neandertal (Homo neanderthalensis) ainda estava vivo. O chamado “hobbit” encontrado na Indonésia também poderia ter sido um membro do gênero Homo, que aparentemente sobreviveu até tão recentemente quanto 12 mil anos atrás. Por que eles morreram e nós sobrevivemos? Infecções ou mudanças radicais no ambiente poderiam tê-los matado? Ou será que nossa espécie acabou com eles? Alguma evidência existe para ambos os cenários, mas nenhuma conclusão é definitiva.

5) A evolução humana está se acelerando?
Evidências recentes sugerem que a humanidade não só continua evoluindo, mas que a evolução humana está acelerando em até 100 vezes os níveis históricos após a disseminação da agricultura. Um número de cientistas contesta a força desta prova, afirmando que é difícil saber se certos genes realmente têm evoluído. Ainda assim, se a evolução humana está acelerando, a questão é: por quê? Dieta e doenças podem ser algumas das pressões que fazem os humanos mudarem.

6) O que é o “hobbit”?
“Hobbit” é o apelido dado aos pequenos esqueletos encontrados na ilha indonésia de Flores, em 2003. Seriam eles uma espécie extinta humanos, suficiente para ser chamada de Homo floresiensis? Ou seriam apenas alguns exemplos de esqueletos deformados de Homo sapiens? Ou ainda seriam eles uma espécie diferente de nós, mas talvez não uma espécie extinta humana e sim uma completamente separada, como a dos chimpanzés? Resolver esse mistério poderia ajudar os pesquisadores a entenderem os caminhos radicais da evolução humana.

7) Por que a humanidade moderna se expandiu da África há cerca de 50.000 anos?
Cerca de 50 mil anos atrás, o homem moderno surgiu na África, espalhando-se rapidamente na maior parte das terras para colonizar todos os continentes exceto a Antártida. Alguns cientistas acreditam que esta migração foi relacionada com uma mutação que transformou o nosso cérebro, levando ao uso complexo da linguagem e permitindo ferramentas de arte mais sofisticadas e sociedades modernas. A visão mais popular sugere que o comportamento moderno existia muito antes deste êxodo, e que a humanidade atingiu um limite de população na África, o que obrigou a expansão.

8 ) Será que nós transamos com os Neandertais?
Se as duas espécies conviveram, podem ter se cruzado. Será que nós fizemos sexo com eles? Será que a nossa espécie possui alguma sobra de genes de nossos primos extintos? Alguns cientistas até sugerem que talvez o homem de Neandertal não tenha morrido, mas sim foi absorvido pela humanidade moderna.

9) Quem foi o primeiro hominídeo?
A cada dia os cientistas descobrem mais e mais antigos hominídeos (entendidos como bípedes, incluindo seres humanos, nossos ancestrais diretos e parentes mais próximos). Eles estão se esforçando muito para encontrar o primeiro, o que vai ajudar a responder a questão mais fundamental na evolução humana: quais adaptações fizeram de nós seres humanos, e em que ordem elas aconteceram?

10) De onde vieram os humanos modernos?
A questão mais debatida na evolução humana é de onde os humanos modernos evoluíram. A hipótese da África sustenta que os humanos modernos evoluíram na África há relativamente pouco tempo e depois se espalharam pelo mundo, substituindo as populações de humanos arcaicos. A hipótese multirregional afirma que os humanos modernos evoluíram em uma ampla área de humanos arcaicos, com populações de diferentes regiões cruzando com seus vizinhos e compartilhando características, o que resultou na evolução dos humanos modernos. A primeira hipótese é mais bem aceita, mas os defensores da segunda hipótese permanecem fortes nos seus argumentos.

Por Natasha Romanzoti [LiveScience]


É necessária uma tribo para criar um ser humano. A evolução, assim, favoreceu

aqueles capazes de formar fortes laços sociais.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016 0 comentários

A OVELHA NEGRA NÃO É RUIM: APENAS DIFERENTE

Ser a ovelha negra da família não é fácil. Nós quebramos o equilíbrio do grupo e somos o “bode expiatório” sob o qual todos os pecados são projetados. Se você se sente identificado com esta situação, pergunte a si mesmo: Você realmente quer ser parte desse bando onde todas as ovelhas são brancas?

As pessoas fazem parte dos grupos sociais: famílias, amigos, locais de trabalho … Então, de alguma forma, há quase sempre uma regra não escrita: ter de emitir os mesmos julgamentos, ter os mesmos valores … etc. Na verdade, a coincidência é geralmente tomada como um indicador de coesão.

“A ovelha negra não é ruim, nem desajeitado, nem vaidosa. É apenas diferente, alguém que aprendeu a evitar as pedras, a pensar de outra forma, e sempre soube qual caminho a percorrer, não como o rebanho de ovelhas brancas.”

Na psicologia, muitas vezes essas pessoas como são conhecidas como “pacientes identificados”. Por essa incapacidade de gerir adequadamente essas situações, nós mostraremos os sintomas desta família disfuncional ou desse cenário tóxico.

Se você for apontado como a ovelha negra, aprenda a ter orgulho de si mesmo por ser capaz de pensar de forma diferente. É um privilégio …

O EFEITO OVELHA NEGRA



Henri Tajfel foi um psicólogo social famoso por cunhar o termo “o efeito ovelha negra”. Uma ideia que sem dúvida pode se relacionar tanto ao nível da família quanto qualquer outro contexto social:

  • O favoritismo endogrupal explica que os julgamentos feitos a outros grupos são, geralmente, negativos pois visam proteger o que é próprio, o que nos define, o que nos identifica (meu time de futebol é o melhor, minha classe é a mais inteligente, minha família é a mais feliz …)


  • Mas, por sua vez, é comum que exista uma elevada exigência no próprio grupo. Como exemplo, o nosso pai pode criticar nossos vizinhos e como os outros criam seus filhos. Mas com a gente é severo e exigente porque aspira que o equilíbrio interno não esteja quebrado.

O efeito ovelha negra nos diz que são exercidas mais críticas e pressão psicológica sobre os membros do mesmo grupo do que naqueles que nos rodeiam. A participação em um contexto social, em alguns casos, vira dominância e controle.

“No momento em que dizemos “não” ou “isso não me define” olham para nós com preocupação e medo, porque atravessamos a fronteira do que é aceitável, o que é saudável e virtuoso.”


QUANDO SER OVELHA NEGRA É PRIVILÉGIO


Quando alguém assume que é a ovelha negra da família, tem duas opções: afundar ou reagir. Acreditando ou não, muitas pessoas por causa de uma identidade frágil, aceitam o abuso emocional, crítica e desprezo.

A pessoa etiquetada como ruim ou diferente de outros membros da família assume em sua própria pele a metáfora de uma atmosfera nociva e disfuncional. No entanto, o resto da família está em uma situação confortável, porque está isenta de qualquer responsabilidade: há um status quo no qual todos têm um papel.

Para evitar estas situações extremas onde a nossa autoestima fica tão comprometidos, vale a pena refletir sobre estas dimensões:


SER DIFERENTE PODE SER UMA AMEAÇA PARA OS OUTROS, MAS NÃO PARA VOCÊ


No momento em que você mostra uma outra maneira de pensar, de se vestir e de viver, os outros começam a te rotular como “ovelha negra”, porque estão cientes de que estão perdendo o controle sobre você.

  • Claramente, em cada grupo social, em cada família, há um membro mais problemático do que outros. No entanto, é comum a aplicação de um único pensamento a qualquer conduta que está além dos limites do que é esperado.


  • Entenda que ninguém nasce para ser a ovelha negra, realmente é o ambiente social em si que nos torna assim, porque nos atrevemos a reagir a ele, o que é em si um ato de coragem.


PERTENCER A UM "REBANHO"  NÃO TRAZ FELICIDADE: ENCONTRE SEU PRÓPRIO CAMINHO


Em muitos casos, ser a ovelha negra pode ser um privilégio. Mas para chegar a esta descoberta, temos de ir nos libertando de muitas camadas:

Primeira camada: você não tem a obrigação de ser como seus pais, seus amigos, e agir como os outros esperam.

Segunda camada: sinta-se bem por ter seus próprios valores, levante a sua voz acima do resto do grupo. O mundo está cheio de muitos pensamentos, opiniões e julgamentos. Não há nenhuma verdade universal e todos devem ser capazes de fazer a si mesmo.

Terceira camada: aceite os outros, sem ódio ou rancor, e aceite-se como diferente deles. Veja esta separação como uma forma de libertação. Aceita a sua família como é, e se ela age com a mesma sabedoria, fará o mesmo.



Fonte: La Mente es Maravillosa
domingo, 27 de abril de 2014 1 comentários

ERA DO PLACEBO



O perdão só é bonitinho nas histórias contadas sobre cristo.


As pessoas pensam estarem se curando de alguma coisa, mas não estão. Procuram remédio para: solidão, inveja, covardia, medo, ira...para o amor. Porém nada é suficiente. Inevitavelmente todos sentem alguma estranha ausência. Sempre falta algo.

Desejam demais o  poder, fazem qualquer coisa para consegui-lo. O problema é que elas querem alcançar o poder jogando MONOPOLY  e monopoly é apenas um jogo. Em qualquer canto dessa terra se houver dois seres humanos um irá se sobrepor ao outro. A maioria das pessoas não param para pensar nisso de forma intelectualizada, no entanto, parecem carregarem essas ações em seu DNA.

Todos sentem-se machucados, agredidos de algum modo e mesmo os que não admitem desejam vingança. É bem mais fácil retribuir à agressão com um machado. O perdão só é bonitinho nas histórias contadas sobre Cristo.

Para controlar os sintomas desse demônio chamado homem, as pessoas procuram antídotos incutidos na sociedade. Porções mágicas como: "consciência social", "crise sociais", "redes sociais" com suas frases feitas, músicas de uma frase só e com o mesmo ritmo. Acham que com tais atitudes passam a fazer parte do grupo. Acham-se curadas - que encontraram remédio para a solidão - o algo que falta.  Uma grande parte recorre não apenas ao remédio sistêmico, mas também à anestesias como: álcool e drogas sintéticas.

O grande mal dessa coisa toda é que infelizmente estão consumido placebo. Quando acordão a sensação é a mesma da manhã anterior. Sentem o mesmo vazio de sempre.

Por: Flávio Tavares




quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 0 comentários

Livro-Estados Unidos e América Latina-


A construção da hegemonia


Excelente leitura sobre a visão Estadunidense em relação ao desenvolvimento da América latina e a suposta potencial ameaça que essa representa para hegemonia mundial.
Em Estados Unidos e América latina/Construção da Hegemonia Luís Fernando Ayerbe aponta  alguns aspectos das questões ligadas a política externa Americana voltada para a América Latina.salientando e contrapondo a mudança de postura antes,durante e apos a guerra fria.
Composto de 8 capítulos que trazem uma minuciosa análise com perspectiva histórica e também fontes bibliográficas de arquivos consultados na Agência Central de Inteligência (CIA) e no Departamento de Estado. A obra contém uma seleção de documentos que registram as avaliações prévias as decisões de política externa.



              Mucamas do PCdoB
          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
terça-feira, 29 de janeiro de 2008 0 comentários

CAMINHO ENTRE AS IDEIAS


MATERIALISMO DIALÉTICO - O que propõe?

Propõe uma história que não mais seja baseada em indivíduos, mas sim nas classes e nos interesses que representam. Bem como a relação destas faz gerar de forma dialética a construção dos novos modelos de sociedade, de produção, de pensamento. Fazer-nos pensar em como estas relações fazem com que grandes homens podem ser considerados meros objetos da história e da luta entre classes ao invés do contrário.

MATERIALISMO DIALÉTICO

No século XIX temos a efetivação da sociedade burguesa e a implantação do capitalismo industrial, que trouxe a implantação de um novo modelo de sociedade, que desde o seu surgimento já é criticada pelas suas contradições internas e principalmente pelas desigualdades sociais que traz consigo Na linha destas críticas e do estudo da sociedade capitalista destacam-se dois pensadores: Karl Marx e Friedrich Engels. Ambos elaboram uma nova concepção filosófica do mundo, o “materialismo histórico e dialético”, e ao fazerem a crítica da sociedade em que vivem, apresentam propostas para sua transformação: o socialismo científico. Seu método de explicação da sociedade, aplicado à história é o “materialismo histórico e dialético”.

O que afirma o Materialismo

As relações sociais são inteiramente interligadas às forças produtivas. Adquirindo novas forças produtivas, os homens modificam o seu modo de produção, a maneira de ganhar a vida, modificam todas as relações sociais. O moinho a braço vos dará a sociedade com o suserano; o moinho a vapor, a sociedade com o capitalismo industrial.” Afirma que o modo pelo qual a produção material de uma sociedade é realizada constitui o fator determinante da organização política e das representações intelectuais de uma época. Assim, a base material ou econômica constitui a "infraestrutura" da sociedade, que exerce influência direta na "super-estrutura", ou seja, nas instituições jurídicas, políticas (as leis, o Estado) e ideológicas (as artes, a religião, a moral) da época. Segundo Marx, a base material é formada por forças produtivas (que são as ferramentas, as máquinas, as técnicas, tudo aquilo que permite a produção) e por relações de produção (relações entre os que são proprietários dos meios de produção as terras, as matérias primas, as máquinas - e aqueles que possuem apenas a força de trabalho). Com isto o Marxismo constitui um pressuposto à existência humana: para viver é preciso comer, beber, vestir-se. E para isto é preciso um determinado trabalho humano para transformar a natureza. Mas não o fazem sozinhos, é um trabalho coletivo. Todas as outras relações que os homens estabelecem entre si dependem dessas relações para a produção da vida,não sob uma forma de dependência mecânica,direta e determinante,mas sob forma de um condicionamento social determinado pelas relações de produção da época.

O que afirma a Dialética

A dialética marxista postula que as leis do pensamento correspondem às leis da realidade. A dialética não é só pensamento: é pensamento e realidade a um só tempo. Mas, a matéria e seu conteúdo histórico ditam a dialética do marxismo: a realidade é contraditória com o pensamento dialético. A contradição dialética não é apenas contradição externa, mas unidade das contradições, identidade: "a dialética é ciência que mostra como as contradições podem ser concretamente idênticas, como passam uma na outra, mostrando também porque a razão não deve tomar essas contradições como coisas mortas, petrificadas, mas como coisas vivas, móveis, lutando uma contra a outra em e através de sua luta." (Henri Lefebvre, Lógica formal/ Lógica dialética, trad. Carlos N. Coutinho, 1979, p. 192). Os momentos contraditórios são situados na história com sua parcela de verdade, mas também de erro; não se misturam, mas o conteúdo, considerado como unilateral é recaptado e elevado a nível superior. A dinâmica TESE+ANTITESE=SÍNTESE expressa a contundência deste ensinamento, afirmando que tudo é fruto da luta de idéias e forças, que na sua oposição geram a realidade concreta, que uma vez sendo síntese da disputa, torna-se novamente tese, que já carrega consigo o seu oposto a antítese, que numa nova luta de um ciclo infinito gerará o novo. A nova síntese. Como isto foi aplicado ao estudo histórico=Marx utilizou o método dialético para explicar as mudanças importantes ocorridas na história da humanidade através dos tempos. Ao estudar determinado fato histórico, ele procurava seus elementos contraditórios, buscando encontrar aquele elemento responsável pela sua transformação num novo fato, dando continuidade ao processo histórico. No Prefácio do livro "Contribuição à crítica da economia política", Marx identificou na História, de maneira geral, os seguintes estágios de desenvolvimento das forças produtivas, ou modos de produção: o asiático (comunismo primitivo), o escravista (da Grécia e de Roma), o feudal e o burguês. Ou seja, dividiu a história em períodos conforme a organização do trabalho humano e quem beneficia-se dele. Marx desenvolveu uma concepção materialista da História, afirmando que o modo pelo qual a produção material de uma sociedade é realizada constitui o fator determinante da organização política e das representações intelectuais de uma época. Se realidade não é estática, mas dialética e está em transformação pelas suas contradições internas. Assim, a base material ou econômica constitui a "infraestrutura" da sociedade, que exerce influência direta na "super-estrutura", ou seja, nas instituições jurídicas, políticas (as leis, o Estado) e ideológicas (as artes, a religião, a moral) da época. No processo histórico, essas contradições são geradas pelas lutas entre as diferentes classes sociais. Ao chamar a atenção para a sociedade como um todo, para sua organização em classes, para o condicionamento dos indivíduos à classe a que pertencem, esses autores também exercem uma influência decisiva nas formas posteriores de se escrever a história. A evolução de um modo de produção para o outro ocorreu a partir do desenvolvimento das forças produtivas e da luta entre as classes sociais predominantes em cada período. Assim, o movimento da História possui uma base material, econômica e obedece a um movimento dialético. E conforme muda esta relação, mudam-se as leis, a cultura, a literatura, a educação, as artes...

Fonte: Wikipédia



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          PROSTITUIÇÃO NO PCdoB
 
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