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domingo, 26 de março de 2017 0 comentários

TRECHOS DE A 13ª EMENDA



"O FBI colocou a militante negra Angela Davis na lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados."
"Algo do qual temos que falar e com o que temos que lidar é a questão do crime. 

O que significa ser um criminoso nessa sociedade? Isso teve que ser rompido. E, no meu caso, Ronald Reagan era o governador da Califórnia, Richard Nixon era o presidente dos EUA. Todo o aparato do Estado estava voltado contra mim e realmente queriam me mandar para a cadeira elétrica para mandar um recado."


"O sistema tentou colocar nossa irmã sob julgamento, e ela disse: 'Não, vamos colocar você'. Ela chegou com o cabelo afro, sem tê-lo alisado. Ela podia pegar uma pena longa. A maioria das pessoas teria alisado o cabelo. Teria ido para lá com luvas brancas, orando a Jesus. Ela chegou desse jeito. E ela acabou com os promotores e saiu de lá livre."

Trechos de A 13ª Emenda, dir. Ava Duvernay
sábado, 4 de março de 2017 0 comentários

COR DA PELE NÃO DEFINE UM SER HUMANO


Por: Jaqueline Ramiro / Coordenadora Estadual PP AFRO RIO

quinta-feira, 2 de março de 2017 0 comentários

OSCAR 2017


Além dos 6 atores,19 profissionais negros concorreram ao Oscar, como o diretor Barry Jenkins(Moonlight) e o roteirista August Wilson (um Limite entre Nós).

Por: Jaqueline Ramiro / Coordenadora Estadual PP AFRO RIO
#oscar #oscarblack
#ppafrorio
#ppafro
#umquilomboprogressista
#JaquelineRamiroAlém dos 6 atores,19 profissionais negros concorreram ao Oscar, como o diretor Barry Jenkins(Moonlight) e o roteirista August Wilson (um Limite entre Nós).

P
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OSCAR DE MELHOR FILME


O Oscar de melhor filme vai para a história de um jovem, negro e homossexual.

Por: Jaqueline Ramiro / Coordenadora Estadual PP AFRO RIO

#LGB
#Afrobrasileiros
#ppafrorio
#ppafro
#umquilomboprogressista

quarta-feira, 1 de março de 2017 0 comentários

ANIVERSÁRIO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO


Por: Jaqueline Ramiro / Coordenadora Estadual PP AFRO RIO

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017 0 comentários

NASCIMENTO DE ARLINDO VEIGA DOS SANTOS

NASCIMENTO DE ARLINDO VEIGA DOS SANTOS

Foto de PP Afro Rio de Janeiro.

FACEBOOK: PP AFRO RIO

https://www.facebook.com/PP-Afro-Rio-de-Janeiro-1746781938971002/https://www.facebook.com/PP-Afro-Rio-de-Janeiro-1746781938971002/https://www.facebook.com/PP-Afro-Rio-de-Janeiro-1746781938971002/
sábado, 10 de dezembro de 2016 0 comentários

MULHER, ESCONDE ESSE ABSORVENTE



- Esconde esse absorvente
Essas espinhas
Arranca esses pelos
Da um jeito nesse seu cabelo duro
Mal cuidada
Porca

Feche esse sorriso
Sua mãe não te ensinou 
Sobre o perigo de andar sorrindo na rua?
Abaixa essa cabeça
Para de encarar
Você esta chamando atenção
Assim vão achar que você esta dando mole

Delicia
Gostosa
Oh la em casa
Fecha essa boca e não reclama
Saiu de casa de saia curta
Camisa decotada
Maquiagem
Sem um homem
Tem que aguentar

Como assim não sabe cozinhar?
Você é mulher
Tem que cuidar do lar
Como assim não quer engravidar?
Você é mulher
Tem que engravidar

Faculdade? Viagem?
Mas você é mãe
Tem que cuidar
Abriu as pernas, agora não adianta
Largar na creche 
Irresponsável

Mãe solteira? 
O pai foi embora? 
Não sabe quem é o pai?
Transou sem camisinha
Vai ter que aguentar
Vadia

Esse roxo ai
Tenho certeza que apanhou 
Que teu marido te bateu
Mas você mereceu
Provocou ele
Você sabe que não pode se levantar
Mulher tem que ser submissa
O homem é que comanda o lar

Ah, mas que criança linda
É uma menina? 
Toma aqui esse vestidinho rosa
Essa coberta de florzinhas
Pinta o quarto de rosa
Um rosa bem bonito
Porquê mulher é monocromática durante a infância

Ih, chegou a menarca
Essa vai dar trabalho
Ensina pra ela a se valorizar
Mulher tem que se dar ao respeito
Fala pra ela não deixar ninguém ver esse absorvente
Esse sangue sujo

Vai ter que começar a usar sutiã
Os mamilos estão aparecendo pela camisa
Que coisa horrível
Adolescente descuidada
A mãe dessa ai não ensinou nada

Foi estuprada?
Morreu no processo? 
Devia estar pedindo
Sem sutiã, andava sozinha
Aquele batom vermelho
Aquela bunda enorme
Não sabe que menina tem que ficar em casa?
Deu sorte pro azar

Não foi educada
A mãe era solteira
O pai estava é certo de ir embora
Se ela era assim com a filha, imagine com o marido

Não foi respeitada
Opressão? 
Imagine

Olha lá a mãe dela
Na beira do caixão 
Olhando pro rosto da filha
Sem cor, sem vida
Um futuro morto antes mesmo do nascimento
Filha de mãe solteira
Sem pai, sem respeito

Morreu tão jovem
Aos 17
Uma menina tão linda
Maldita sociedade
Espero que a mãe dela aprenda a lição
E não tenha mais filhos




Suicídio?
Mas ela poderia ter começado uma vida nova
Agora que tinha perdido a filha
Poderia terminar a faculdade
Arrumar um emprego
Mas era uma fraca
Era mulher
O destino, a vida, as possibilidades
As pessoas
Cavaram a cova e jogaram ela lá dentro

Vitimismo? Preconceito?
Abuso? Agressão?
Cala essa boca e vai lavar uma louça
Você tem uma delegacia só sua
Tem seus direitos
Não luta na vida
(Mas luta na rua)
Não morre na guerra
(Mas morre em casa)

Cintia Duarte Montilla


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016 0 comentários

MODELO NEGRA RECRIA IMAGENS DE ANÚNCIOS PARA EVIDENCIAR A FALTA DE REPRESENTATIVIDADE NA MODA



Qualquer pessoa que já abriu uma revista de moda deve ter se deparado com uma realidade bem diferente da que vemos nas ruas. Além de muita riqueza, ostentação e barrigas esculpidas, elas também evidenciam uma cultura predominantemente branca e são raras as publicações que apresentam mulheres negras com frequência em suas páginas. Para evidenciar o problema, essa modelo decidiu recriar alguns anúncios com suas próprias fotografias.

Deddeh Howard é negra, natural da Libéria e vive em Los Angeles (EUA). Em um projeto recente chamado Black Mirror (“Espelho Negro”, em inglês), ela recria campanhas de marcas famosas e mostra que ainda estamos longe de alcançar a representatividade no mundo da moda.


Nas imagens, ela imita as poses e expressões das modelos do anúncio original e utiliza roupas bastante semelhantes às usadas por elas. “A visibilidade nos comerciais e outdoors é tão importante quanto a eleição do primeiro presidente negro. A próxima geração só pode se inspirar e alcançar as estrelas se acreditar que pode fazer isso. Por essa razão a diversidade em campanhas de anúncios é muito mais importante, na minha opinião, do que você pode imaginar.“, escreveu ela em seu site.



Ela buscou recriar os anúncios com a ajuda do fotógrafo Raffael Dickreuter para mostrar como eles seriam caso representassem uma modelo negra. “Por que as grandes marcas não podem abraçar mais nossa diversidade e oferecer a todas nós visibilidade?“, questiona ela.

Depois de ver essas imagens, muitas agências provavelmente vão começar a repensar esse conceito, porque ela simplesmente A-R-R-A-S-A! Vem  ver:






fonte: hypeness
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 2 comentários

1968: ELES SÓ QUERIAM MUDAR O MUNDO - VENDO OU TROCO



1968 foi um ano que se destacou entre todos os outros do século passado, porque jovens do mundo todo lideraram protestos e descobriram novas formas de luta. Neste livro, os jornalistas Regina Zappa e Ernesto Soto fazem um passeio pelos principais acontecimentos do período, no Brasil e no mundo.

Organizado mês a mês, traz histórias saborosas, letras de músicas, listas de filmes e inúmeras belas fotos, além de entrevistas com Chico Buarque, Edu Lobo, Fernando Gabeira, entre outros. Este é um verdadeiro almanaque ilustrado da geração que disse não ao conformismo.

Autor: Regina Zappa | Ernesto Soto
págs. 311
ANO DE EDIÇÃO: 2008
EDIÇÃO: 1ª
domingo, 8 de dezembro de 2013 0 comentários

FREE NELSON MANDELA / Amy Winehouse



21 anos em cativeiro
Sapatos pequenos demais para caber seus pés
Seu corpo abusado, mas sua mente ainda está livre
Você está tão cego que não pode ver?

Nelson Mandela livre
Livre, livre, livre
Nelson Mandela livre

21 anos em cativeiro
Sapatos pequenos demais para caber seus pés
Seu corpo abusado, mas sua mente ainda está livre
Você está tão cego que não pode ver?

Nelson Mandela livre, livre
Nelson Mandela livre, livre

Visitou as causas da AMC
Apenas um homem em um grande exército
Você está tão cego que não pode ver?
Você é tão surdo que não se pode ouvi-lo?

Nelson Mandela livre, livre
Nelson Mandela livre, livre

21 lágrimas em cativeiro
Você está tão cego que

21 lágrimas em cativeiro
Você está tão cego que não pode ver?
Você é tão surdo que não se pode ouvi-lo?
Você é tão burro que não se pode falar?

Nelson Mandela livre, livre
Nelson Mandela livre, livre
Nelson Mandela livre, livre
Nelson Mandela livre, livre

sexta-feira, 22 de novembro de 2013 0 comentários

O PASSADO NÃO PODE SER IGNORADO

 Observem atentamente e desenvolvam suas próprias críticas. 



O filme "Preto Velho - Dona Creuza" mostra um pouco do legado da oralidade na difusão da memória e do conhecimento deixado pelo povo africano e incorporado à cultura brasileira. A narrativa é conduzida pelo empoderamento da palavra de anciões presentes em espaços populares do Rio de Janeiro, principal destino de africanos escravizados na diáspora. 


Trabalho Colaborativo

Equipe Canal Molambo: Letícia Santanna, Leonardo Harim, Renan Silva, JV Santos, Gê Vasconcelos, Wagner Novais, Gustavo Guimarães, Eduardo Santos, Jonas Rosa, Marcelo Scofield, Leo Lima, Felipe Vianna, Micael Hocherman, Rafael Martineau, Ciro Mello, Victor Domingues

segunda-feira, 18 de novembro de 2013 1 comentários

MULATA EXPORTAÇÃO

Jaqueline ex-BBB




“Mas que nega linda
 E de olho verde ainda
 Olho de veneno e açúcar!
 Vem nega, vem ser minha desculpa
 Vem que aqui dentro ainda te cabe
 Vem ser meu álibi, minha bela conduta
 Vem, nega exportação, vem meu pão de açúcar!
 (Monto casa procê mas ninguém pode saber, entendeu meu dendê?)
 Minha tonteira minha história contundida
 Minha memória confundida, meu futebol, entendeu meu gelol?
 Rebola bem meu bem-querer, sou seu improviso, seu karaoquê;
 Vem nega, sem eu ter que fazer nada. Vem sem ter que me mexer
 Em mim tu esqueces tarefas, favelas, senzalas, nada mais vai doer.
 Sinto cheiro docê, meu maculelê, vem nega, me ama, me colore
 Vem ser meu folclore, vem ser minha tese sobre nego malê.
 Vem, nega, vem me arrasar, depois te levo pra gente sambar.”
Imaginem: Ouvi tudo isso sem calma e sem dor.
 Já preso esse ex-feitor, eu disse: “Seu delegado...”
E o delegado piscou.
 Falei com o juiz, o juiz se insinuou e decretou pequena pena
 com cela especial por ser esse branco intelectual...
 Eu disse: “Seu Juiz, não adianta! Opressão, Barbaridade, Genocídio
 nada disso se cura trepando com uma escura!”
Ó minha máxima lei, deixai de asneira
 Não vai ser um branco mal resolvido
 que vai libertar uma negra:

Esse branco ardido está fadado
 porque não é com lábia de pseudo-oprimido
 que vai aliviar seu passado.
 Olha aqui meu senhor:
 Eu me lembro da senzala
 e tu te lembras da Casa-Grande
 e vamos juntos escrever sinceramente outra história
 Digo, repito e não minto:
 Vamos passar essa verdade a limpo
 porque não é dançando samba
 que eu te redimo ou te acredito:
 Vê se te afasta, não invista, não insista!
 Meu nojo!
 Meu engodo cultural!
 Minha lavagem de lata!

Porque deixar de ser racista, meu amor,
 não é comer uma mulata!


De Elisa Lucinda
(Da série “Brasil, meu espartilho”)


sábado, 19 de outubro de 2013 0 comentários

LUTHER KING E A CRUZ QUEIMADA (foto histórica)



O líder negro Martin Luther King, com o filho, em 1960, removendo uma cruz queimada de seu quintal, provavelmente colocada e queimada por algum racista da época.

terça-feira, 3 de setembro de 2013 0 comentários

NEGROS


Negros que escravizam
e vendem negros na África
não são meus irmãos.
Negros senhores na América
a serviço do capital
não são meus irmãos.
Negros opressores,
em qualquer parte do mundo,
não são meus irmãos.
Só os negros oprimidos,
escravizados,
em luta por liberdade,
são meus irmãos.
Para estes, tenho um poema
grande como o Nilo.

(Solano Trindade)
segunda-feira, 15 de julho de 2013 0 comentários

ENTENDEU?

DEMOCRATIZANDO A DEMOCRACIA


Se alguém se incomoda com a sua presença, é porque conhece o seu brilho, sabe da tua força, inveja teu caráter e teme que os outros vejam o quanto tua alma é mais evoluída. Não é a aparência é a essência. Não é o dinheiro, é a educação e a honestidade. Não é a roupa é a atitude e o bom caráter!
domingo, 14 de julho de 2013 0 comentários

APRENDIZADO ESSENCIAL


Ninguém deveria estar surpreso, sabíamos que iria ocorrer. A internet ajuda a mudar tudo: a cultura, os negócios, as comunicações. Por que só a política não seria afetada?

Carlos Nepomuceno diz que três fatores ajudaram a transformar o mundo: a impressão em papel, a Revolução Francesa e a independência dos EUA. Eles compuseram a realidade de dois séculos e nos trouxeram até aqui, mas são insuficientes para configurar um mundo com 7 bilhões de pessoas e uma ferramenta que quebra as estruturas convencionais para intermediar a informação, a internet.

Tenho falado, aqui mesmo na Folha, daquilo a que chamo movimentos de borda. Eles se afastam do centro político estagnado, das instituições enrijecidas, das disputas por dinheiro e poder. Neles predomina um ativismo autoral, não mais dirigido por partidos ou lideres carismáticos. A presença destes é residual e produz incômoda sensação de oportunismo. Não há comando único, há relação horizontal e lideranças móveis: hoje lidero, amanhã sou liderado; hoje sou arco, amanhã sou flecha.

Esse ativismo não tem porto, carrega sua âncora e estaciona onde quer. Basta ver quantos sites temporários há na internet, usados numa mobilização ou num momento.

O essencial é perceber o que está latente. Não são os 20 centavos no Brasil, as árvores da praça na Turquia, ou qualquer demanda simbólica visível. O que está em pauta é a democratização da democracia. As pessoas não querem ser meros espectadores, lugar em que foram colocadas pelos partidos que detêm o monopólio da política. Querem ser protagonistas, reconectar-se com a potência transformadora do ato político.

Deve-se reconhecer esse desejo e respeitar o sujeito político que surge. Muitos se apressaram em desqualificar os novos movimentos, os abaixo-assinados, a campanha de defesa das florestas, a solidariedade aos índios, o "Fora Renan". Agora se esforçam para descobrir uma forma de interlocução, mas mantendo a ansiedade de liderar, usurpar, controlar.

Não basta dar 20 centavos para tirar o incômodo da sala. O que está havendo é significativo: no país do futebol, durante a Copa das Confederações, as pessoas protestam contra o custo dos estádios e dizem que queremos nosso dinheiro em saúde e educação.

O Brasil pode aprender a fazer diferente: nem transição eterna e lenta nem ruptura brusca, mas o diálogo produtivo e criativo da democracia ampliada. Temor de vandalismo? Ora, cultivemos uma cultura de paz. Prefiro sentir-me representada pelas pessoas que estão nas ruas, dizendo o que não querem, a exigir que tenham projetos definidos.

Não há salvadores da pátria, há homens e mulheres que trabalham juntos. Que seja este nosso aprendizado essencial, nossa maior mudança.

MARINA SILVA
sexta-feira, 12 de julho de 2013 0 comentários

EH PAGU, EH! 28

     

Quando eu morrer,
 Não quero que chorem a minha morte.

 Deixarei o meu corpo pra vocês.
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EH PAGU, EH! 27

     

Romancista, poeta, cronista, correspondente internacional, musa   antropofágica, feminista, agitadora, revolucionária.


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EH PAGU, EH! 26

     

Essa mesma Pagu ou Patrícia, foi logo em seguida aluna da Escola de Arte Dramática. Tímida, tremendamente sofrida, profundamente íntegra e sincera, cheia de entusiasmo. Sobretudo pelo Teatro.
quinta-feira, 11 de julho de 2013 0 comentários

EH PAGU, EH! 25

     

...podia-se conviver com essa gente – ladras, prostitutas, assassinas – todas desgraçadas vítimas do mesmo regime social. Era uma gente que não tinha remorsos nem dramas de consciência; não assaltava ninguém para torturar, como os meus companheiros de presídio político, no Rio. Esses, que possuíam pregos para fincar na minha cabeça, e na ponta de cada prego a palavra SIM. Ao que eu respondia, NÃO. Aqueles afirmavam que o Partido estava certo, que eu precisava ceder, que eu devia me curvar à palavra de ordem: SIM. E eu respondia: NÃO. Passavam-se as horas e os dias e as semanas e o sangue escorrendo e os verdugos se revezando para me vencerem ou me enlouquecerem. Tenho várias cicatrizes, mas estou viva. E enquanto todos diziam: Stalin tem razão, eu sabia que não. Contra uma esquerda totalitária, que distribui palavras de ordem arruinando a democracia e contra uma direita reacionária, que não quer ver que a civilização atual esgotou as possibilidades de permanência dominante.


 
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